sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Acaso ajuda a dar novos usos para velhos medicamentos

Não faltam remédios que ganham usos diferentes dos para os quais foram inicialmente desenvolvidos. A tecnologia tornará o fenômeno ainda mais comum

Jones Rossi
Filho do acaso: o chefe da equipe que criou o Viagra, pílula para o tratamento da disfunção erétil, admitiu que o objetivo inicial era desenvolver um remédio que tratasse a angina Filho do acaso: o chefe da equipe que criou o Viagra, pílula para o tratamento da disfunção erétil, admitiu que o objetivo inicial era desenvolver um remédio que tratasse a angina (Thinkstock)
 
Antes de se tornar um medicamento arrasa-quarteirão para o tratamento da impotência, o Viagra era estudado para combater problemas no coração. A sibutramina, centro da polêmica sobre a proibição dos emagrecedores no Brasil, é um antidepressivo, mas um de seus efeitos colaterais é cortar o apetite. Os dois remédios são exemplos de algo que está se tornando cada vez mais comum: o uso de medicamentos off label, ou seja, para fins que não estão previstos na bula.


O mais novo membro do grupo é a liraglutida (cujo nome comercial é Victoza), recém-lançado para tratar o diabetes, que se mostrou bastante eficaz como emagrecedor. Sua fabricante, que por enquanto recomenda o uso apenas no tratamento do diabetes, já iniciou o processo para que ele também seja aprovado para tratar da obesidade.

Até a assustadora talidomida, que provocou um dos maiores desastres médicos na década de 1950 e 1960, quando era receitada para grávidas com enjoo matinal, ganhou novo uso. Depois de ser banida do mercado em 1961, por causar sérios defeitos de nascença em mais de 10.000 crianças, que nasceram com pernas e braços atrofiados, passou a ser usada com sucesso no tratamento da hanseníase e do câncer.

“É comum que o efeito colateral de um remédio sirva para tratar outro problema”, diz Paulo Olzon, clínico geral e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele cita principalmente os antidepressivos, cujos efeitos colaterais permitem que sejam usados em tratamentos dos mais diversos tipos, desde o emagrecimento até o tratamento do tabagismo, passando pelo aumento da produção de leite nas mães que estão amamentando. Foi o que aconteceu com a bupropiona. Comercializado como Wellbutrin quando era um antidepressivo, foi renomeado para Zyban, um remédio para o controle do tabagismo, quando se descobriu que ele causava náuseas em fumantes. Trata-se de um exemplo extremo - mas não são poucos os casos de medicamentos que, mantendo o mesmo nome, hoje são mais usados com sua finalidade off label, descoberta posteriormente, do que com seu propósito original. 

Em artigo publicado no British Medical Journal, em fevereiro deste ano, o médico Allen Shaugnessy, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, afirmou que a descoberta de prescrições off label deve se tornar ainda mais corriqueira com o uso de programas que analisam extensos bancos de dados procurando relações entre os medicamentos existentes, suas substâncias, seu ponto de atuação no corpo e seus efeitos colaterais. É bem provável que a nova geração de remédios não esteja nos laboratórios ultrassofisticados das grandes empresas farmacêuticas, e sim nas prateleiras de uma farmácia na esquina de sua casa, à espera de uma nova função, determinada por um programa de computador. "A identificação de novos usos para velhas drogas se tornou uma ciência", diz Shaughnessy.

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/acaso-ajuda-a-dar-novos-usos-para-velhos-medicamentos

Intoxicação em crianças por medicamentos

Novo estudo alerta sobre o risco dos remédios em casa perto do alcance das crianças. Confira

Ana Paula Pontes e Bruna Menegueço

  shutterstock
Onde você guarda os medicamentos na sua casa? Está bem longe do alcance do seu filho? Inclusive aquele que você toma todos os dias? Um estudo realizado pelo Cincinnati Children´s Hospital Medical Center, nos Estados Unidos, alerta sobre o aumento do número de crianças intoxicadas por medicações nos últimos anos neste país.

A pesquisa, publicada no Journal of Pediatrics, revelou que mais de 453 mil crianças foram intoxicadas por medicamentos entre 2001 e 2008, representando um aumento de 28% desse tipo de acidente. Durante o período, 66 mortes foram registradas. Entre os remédios mais comuns tomados pelas crianças estavam analgésicos, aqueles para dormir e outros para problemas cardiovasculares. Outro dado do estudo mostrou que em casa e na casa de amigos e parentes eram os locais onde elas encontravam os remédios com facilidade, como nos balcões da cozinha, cômodas e criados-mudos.
Segundo Rosany Bochner, pesquisadora e coordenadora do SINITOX - Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (um órgão da FioCruz e do Ministério da Saúde), as crianças menores, na faixa de 2 a 3 anos, são as principais vítimas. "Eles são muito curiosas e querem colocar tudo na boca, o que faz parte do desenvolvimento. Além disso, os medicamentos da linha pediátrica possuem embalagens coloridas e cheirosas, que estimulam os sentidos da criança", diz.

Um outro exemplo são os xaropes, que tem sabor agradável ao paladar infantil. Se observarmos bem, as embalagens não têm nenhuma proteção. "Elas deveriam ter lacres ou travas de segurança para dificultar a ação das crianças", afirma a coordenadora. Por isso que a melhor prevenção ainda é deixar os remédios em um local inacessível para as crianças. 
De olho na dosagem certa
A intoxicação, no entanto, não acontece só quando a criança toma remédio sozinha. Na hora de os pais medicarem os filhos o risco existe, em especial quando a medida é feita com base em uma colher de sopa, de sobremesa, de café. Foi essa questão que levou o pesquisador Amadeu Roselli Cruz, do departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, a medir a capacidade de dezenas de colheres, compradas em seis capitais brasileiras. O estudo, publicado em 2010, revelou que a maioria dos medicamentos líquidos é ingerida em dosagens incorretas, pois não há padronização das medidas indicadas nas bulas e nas prescrições médicas.

Roselli mediu e comparou a capacidade de 60 colheres de sopa, sobremesa, chá e café, compradas em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Natal e Rio de Janeiro. Foram encontradas diferenças volumétricas de até 500%, o que significa que a utilização dessas medidas pode resultar em superdosagens ou subdosagens de medicamentos. A superdosagem de medicamentos pode causar intoxicação por medicamentos. Já a subdosagem de antibióticos pode propiciar a resistência bacteriana.

A melhor solução é pedir ao pediatra fazer a prescrição em mililitros e usar uma seringa ou um copo dosador para medir com exatidão a dose do remédio. “No caso de medicamentos em gotas, nunca pingue diretamente na boca da criança porque sempre vai cair uma gota a mais e de gota em gota, o organismo pode se intoxicar”, diz a pediatra Égle Thomaz Leôncio, do Ambulatório de Pediatria da Universidade Cidade de São Paulo.



Quais os principais motivos para a intoxicação?

1) Automedicação! Manter a famosa "farmacinha" (dentro de casa) pode ser perigoso para toda a família. Simplesmente, porque a sobra dos medicamentos utilizados em tratamentos anteriores já constitui um fator de risco para a criança que os encontrar. Portanto, os remédios devem ser mantidos fora do alcance das crianças, e de preferência em locais trancados. Fique de olho também quando for visitar algum amigo ou parente!

2) O erro na administração de remédios é mais comum do que a gente imagina. Então, observe a medida exata do copinho ou use uma seringa dosadora.

3) Contraindicações! O desconhecimento das alergias é uma das causas mais frequentes de intoxicação por remédios. Sempre que o médico perguntar se o seu filho tem alguma alergia, não tenha vergonha se não souber o que é. Peça para o profissional lhe explicar, até você entender completamente o que ele está dizendo.

4) Os pais devem estar atentos para não confundirem a embalagem primária (a capa) do remédio com outros medicamentos de cor e tamanho similares.

5) Lembre-se que "letra de médico" tem fama de ser ilegível. Portanto, saia do consultório com a certeza de que entendeu o nome da substância que seu filho vai tomar. Não se acanhe em refazer a pergunta uma, duas ou três vezes. Pois o farmacêutico não é especialista em caligrafia e, até mesmo ele, poderá confundir o nome exato das substâncias.

6) Por último: o medicamento deve ser tomado sempre com água.


Como reagir em casos de intoxicação?
Se a substância tóxica ingerida estiver entre solventes, querosenes, ácidos ou cáusticos, leve a criança imediatamente a um pronto-socorro. Nunca force o vômito ou use fórmulas caseiras. Ligue para um dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIAT) pelo telefone de cobertura nacional - 0800 722 6001. Só assim você poderá receber as orientações adequadas e, na maior parte das vezes, resolver o problema dentre da sua própria casa. No entanto, se eles concluírem que o caso é mais grave, procure um pronto-socorro e leve os produtos que a criança ingeriu em mãos.

Importante: Os CIATs estão espalhados por 19 estados do Brasil e, também, no Distrito Federal. Os telefones de cada um dos CIATs encontram-se no site da Fundação Oswaldo Cruz (www.fiocruz.br).

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI266509-16891,00-INTOXICACAO+EM+CRIANCAS+POR+MEDICAMENTOS.html

Paraná - Polícia desbarata comércio ilegal de medicamentos

Uma farmácia clandestina foi descoberta pela Polícia Militar durante a tarde desta quarta-feira (21) em Colombo (região metropolitana de Curitiba). No local, funcionava uma perfumaria de fachada, utilizada pelo proprietário para o comércio ilegal de medicamentos.

A operação que desbaratou o estabelecimento ilegal contou com a participação de fiscais do Conselho Regional de Farmácia e de agentes da Vigilância Sanitária de Colombo.

No cômodo secreto do imóvel, a polícia encontrou caixas de diversos tipos de medicamentos: analgésicos, remédios controlados e estimulantes sexuais que não possuem registro no Brasil.

O responsável pelo local, Emerson Luiz Salles, de 43 anos, foi preso em flagrante e encaminhado, junto com os medicamentos, para a Delegacia do Alto Maracanã, em Curitiba.

Ele foi autuado pelo exercício ilegal da profissão de farmacêutico e por comércio irregular de medicamentos. (com informações do Portal Banda B)

fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--1067-20110921&tit=policia+desbarata+comercio+ilegal+de+medicamentos

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rio Verde de Goiás - 4 farmácias autuadas pela ANVISA

Dentre outras irregularidades, um estabelecimento vendia Cialis falsificado

A noite de terça-feira foi de muito trabalho para fiscais da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e para vários policiais que lhe deram apoio, durante blitze de fiscalização em diversas farmácias na cidade de Rio Verde. Várias denúncias haviam sido feitas contra estabelecimentos do tipo, e os fiscais foram para conferir.

Ao todo, quatro estabelecimentos foram autuados. Proprietários e responsáveis de uma drogaria no Parque Bandeirantes, uma no Maurício Arantes, uma no Dom Miguel e uma no Setor Pauzanes foram autuadas em flagrante depois de constatadas várias irregularidades. Em uma das drogarias, os fiscais da ANVISA apreenderam duas cartelas de Cialis falsificadas. O Cialis é um medicamento semelhante ao Viagra, entretanto, tem maior potência e tempo de duração.

Para não atrapalhar a investigação, o nome dos estabelecimentos não serão divulgados. A ANVISA promete mais blitze do tipo durante o restante do ano. Ao todo, quatro pessoas foram autuadas pelo crime de vender medicamentos sem registro. As investigações continuam.

http://www.rioverdeagora.com.br/noticias/policial/quatro-farmacias-autuadas-pela-anvisa

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Superdownloads comemora o Dia da Farmácia com jogos e programas sobre o tema

São Paulo, 19 de setembro de 2011 – Recentemente foi comemorado o Dia Oficial da Farmácia no Brasil. A profissão de farmacêutico é considerada uma das mais antigas, datada do século X. Nos primórdios, os trabalhos de médicos e farmacêuticos não se distinguiam e tinham como principal objetivo o tratamento e a cura (fosse por meio de medicamentos e instrumentos ou pelo atendimento no local). No século XVIII, com a propagação da lepra, o Rei Luís XIV expandiu o número de farmácias e, em 1777, seu sucessor, Luís XV, substitui o termo ”apoticário” por farmacêutico e separou as profissões.

O principal símbolo da farmácia, uma cobra enrolada em uma taça, vem da antiguidade grega, ilustrando o poder representado pelo animal, e a cura pela taça. No Brasil, as primeiras atividades farmacêuticas foram realizadas pelos Pajés e chefes de tribos indígenas, utilizando recursos naturais para a criação de medicamentos e chás. Em um segundo momento, essas atividades foram transferidas aos padres jesuítas, que instituíram as farmácias e boticas, subdividindo-se em grupos para tratamento de doentes e criação de remédios. Na época, José de Anchieta era um dos poucos responsáveis pelo preparo dos produtos.

As primeiras boticas abertas como comercio só foram permitidas em 1640 e o primeiro curso de farmácia surgiu em 1832, na universidade do Brasil, atual UFRJ, porém a profissão foi regulamentada somente em 1931. Por volta de 1960, cerca de 60% dos farmacêuticos tinham mais de 50 anos e, temendo que a profissão acabasse, foi criado o Conselho de Farmácia, órgão responsável pela fiscalização e disciplina farmacêutica. Com isso, novos profissionais foram atraídos pela atividade.

Em homenagem ao ramo farmacêutico e principalmente aos seus profissionais, o Superdownloads (http://www.superdownloads.com.br/) separou programas para auxiliar em sua tarefa diária e jogo sobre o tema. Confira:

Automatize o gerenciamento de sua farmácia com o AUTOSYS Farmácia (http://superd.com.br/19176). Contando com fluxo de caixa, boleto bancário, cupom fiscal e atualização automática dos preços dos medicamentos usando o guia da farmácia Unitex e ABCfarma.

Outra opção interessante para gerenciamento farmacêutico é o Farmácias Manager-Gestão de Drogarias (http://superd.com.br/74785), que oferece opções de controle de caixa e estoque, código de barras, funções de segurança, entre muitas outras opções.

O Estoque Plus+Edition (http://superd.com.br/44946) conta com um controle completo e funcional de seu estoque, com mais de 85 mil produtos cadastrados.

Precisando integrar seu programa de gerenciamento farmacêutico com o programa Farmácia Popular? Confira o Autorizador Farmácia Popular (http://superd.com.br/41398), que permite a comunicação fácil e rápida do seu sistema com o DataSus do Governo.

Vida de balconista de farmácia não é fácil. Em Generation RX (http://superd.com.br/J1750) seu objetivo é atender todos os clientes o mais rápido possível sem deixar ninguém esperando. E atenção para não entregar os remédios errados! A menos que queira ver a mensagem “Game Over”...

Sobre o Grupo SD
Com o início de suas atividades em 2011, o grupo detém as empresas Superdownloads e Comida e Receitas, que atualmente figuram entre os cinco sites de tecnologia e gastronomia mais acessados do país respectivamente. Em conjunto, os sites do grupo SD atraem público de todo o território brasileiro, e recebe mais de 15 milhões de visitantes únicos ao mês.
Acesse: www.superdownloads.com.br / www.comidaereceitas.com.br

fonte: http://www.jornaldiadia.com.br/jdd/index.php/eventos-e-acontecimentos/71697-superdownloads-comemora-o-dia-da-farmacia-com-jogos-e-programas-sobre-o-tema