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sábado, 22 de agosto de 2015

Farmacêuticos não podem verificar colesterol no sangue em drogarias

Redação Bonde com TRF1 - 16/08/2015 -- 11:33 
 
Por unanimidade, a 5ª Turma do TRF da 1ª Região ratificou a legalidade da Resolução RDC 44/2009, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que não permite a profissional farmacêutico a realização de serviços de verificação de nível de colesterol no sangue em farmácias e drogarias. A decisão foi tomada após a análise de recurso interposto pela Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj).

Em suas alegações recursais, a parte apelante argumentou, em síntese, que o ordenamento jurídico brasileiro não admite que atos administrativos-normativos, tais como a Resolução RDC 44/2009, restrinjam direitos previstos em atos legislativos, no caso, as Leis Estaduais 1.041/86, 3.081/98, 3.798/2002, 3.938/2002 e 5.370/2009. "A Constituição Federal demonstra no inciso II, do art. 5º, e inciso IV, do art. 84, que os decretos não são autônomos, mas têm função restrita e limitada à regulamentação de leis", sustentou.

Ao analisar a questão, o relator, desembargador federal Néviton Guedes, esclareceu que, ao contrário do que defende a associação apelante, "não pode lei estadual permitir uma conduta que está fora do seu âmbito de competência e que não é mais autorizada pelo órgão de classe fiscalizador do exercício profissional que, por meio da Resolução 505/2009, já havia retirado das atividades realizadas pelo farmacêutico a verificação do nível de colesterol no sangue".

Nesse sentido, "não há dúvida de que a RDC Anvisa 44/2009 apenas ratificou o que foi normatizado pelo Conselho Federal de Farmácia ao estabelecer os critérios e condições mínimas para o cumprimento das boas práticas farmacêuticas no que concerne ao controle sanitário da prestação de serviços farmacêuticos", ponderou o magistrado.

Por essa razão, "a Resolução editada pela agência reguladora deve prevalecer por melhor atender aos interesses da coletividade, uma vez que a legislação estadual está em desacordo com a legislação específica", finalizou o relator.
 
Fonte: O Bonde

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Aplicativo localiza farmácias com a presença do farmacêutico durante tempo integral

Por: Assessoria de Imprensa CRF-SP

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) lançou o aplicativo “Farmacêutico”, que fornece informações sobre a localização das farmácias regulares do Estado de São Paulo. O aplicativo oferece também dicas sobre uso de medicamentos como os riscos da automedicação, locais para armazenamento correto, alertas como o atraso no diagnóstico ou até o agravamento de doenças por uso incorreto de medicamentos e muito mais. A população também recebe informações sobre campanhas de educação em saúde, notícias sobre a área de saúde, vídeos orientativos, entre outros.        

Para o presidente do CRF-SP, dr. Pedro Menegasso, é fundamental que as pessoas tenham acesso às farmácias regulares. “É um direito da população contar com a assistência farmacêutica. A lei 13.021/14 aprovada recentemente garante esse direito. O aplicativo é um avanço que traz eficiência, segurança e conforto para o paciente. Apenas o farmacêutico pode orientar sobre reações adversas, interações com outros medicamentos e acompanhar o tratamento”.

O aplicativo está disponível para celular e tablet nos sistemas IOS e Android e podem ser baixados gratuitamente na App Store e na Google Play Store.

O farmacêutico que for até uma das farmácias e não encontrar o farmacêutico durante todo o horário de funcionamento pode fazer uma denúncia ao CRF-SP com informações disponíveis no aplicativo. Não é preciso se identificar.

Conheça as funcionalidades:

Busca Farmácias

Busca de farmácias que possuem a Certidão de Regularidade perante o CRF-SP. O aplicativo irá apresentar, por meio de um mapa, as farmácias mais próximas da localização corrente do paciente, permitindo ainda fazer filtros por serviços prestados no estabelecimento.

Como chegar
O aplicativo apresenta uma funcionalidade de navegação ponto-a-ponto. Ou seja, quando o usuário clicar na opção “Como Chegar” de um dos locais, ele redirecionará o usuário para o aplicativo padrão de mapas do sistema operacional de forma a traçar a rota de navegação.

Contatos importantes
Telefone, e-mail e site de órgãos como Procon, Anvisa, Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde, além do atendimento e denúncia do CRF-SP.

Dicas e informações importantes
Dicas para a população sobre o uso de medicamentos, conservação, riscos da automedicação.

Farmacêutico na Comunidade
Informações sobre campanhas de saúde para o conhecimento da população.

Notícias
Área aponta para as notícias do portal do CRF-SP, atualizada diariamente por jornalistas sobre as novidades da Farmácia e saúde.

Vídeos
Área que aponta para os vídeos com foco na população. Os vídeos são provenientes do canal do CRF-SP no Youtube.

Sobre o CRF-SP

Entidade responsável pela habilitação legal do farmacêutico para o exercício de suas atividades, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, CRF-SP, é o maior órgão fiscalizador de estabelecimentos farmacêuticos do país com mais 80 mil fiscalizações anuais. Atualmente o CRF-SP possui mais de 50 mil profissionais inscritos.

Fonte: http://www.atibaia.com.br/noticias/noticia.asp?numero=32915

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Médicos passam receitas com ‘garranchos’


Foto:  Divulgação

Receita médica ilegível feita por médico em Roraima
RIBAMAR ROCHA
Editoria de Cidade
ribamar@folhabv.com.br

Quem ainda não teve dificuldade em entender a letra nas receitas prescritas pelo médico? Casos assim não deveriam acontecer há pelo menos 39 anos, data quando o governo criou uma lei federal proibindo médicos de escreverem de forma não legível nas receitas. Além da lei, existem um decreto federal e um artigo no Código de Ética Médica que obrigam todos os profissionais a deixarem claro o que está escrito na receita.

Segundo o presidente do Conselho regional de Medicina (CRM) de Roraima, Alexandre Marques, o não cumprimento dessa prática pode causar punições e até mesmo a cassação do médico que prescrever e do farmacêutico que vender o medicamento errado por causa de má interpretação. “Ele estará incorrendo numa falta ética grave”, frisou.

Essa determinação está na Lei 5991, em vigor desde 1975, que determina que “somente será aviada a receita que estiver escrita à tinta, em vernáculo, por extenso e de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais”. Já o artigo 15 do decreto federal 20.931 indica que um dos deveres dos médicos é “escrever as receitas por extenso, legivelmente, em vernáculo, nelas indicando o uso interno ou externo dos medicamentos, o nome e a residência do doente, bem como a própria residência ou consultório”.

Apontado como fundamental para que paciente possa adquirir corretamente o medicamento prescrito pelo médico, Alexandre Marques defende que os colegas de classe adotem medidas que facilitem o entendimento da receita.

“A prescrição também faz parte do ato médico e deve ser realizada de maneira legível, de modo que não só o paciente, mas também o atendente ou o farmacêutico possam estar atendendo de forma correta”, frisou.

Sem citar números, o presidente do CRM disse que ainda não recebeu denúncias formais de casos em que médicos prescrevem receitas ilegíveis, mas disse que é uma queixa frequente e destaca que há um trabalho de conscientização permanente junto aos médicos.

“Fazemos campanhas sobre o tema e sempre lembramos que isso é uma obrigação do médico, não só em receituário, mas nos prontuários, nos atestados médicos, relatórios e qualquer outro documento exigido pelos médicos que têm de ser legíveis para não suscitarem dúvidas de quem os lê, seja outro médico ou usuário”, frisou.

Para os profissionais que têm dificuldade de melhorar a grafia nas receitas e em outros documentos, médicos são orientados a fazer a receita no computador, imprimir e datar e assinar. “Agindo assim, não haverá dúvidas do que está prescrito”, afirmou.

PUNIÇÃO - Farmacêuticos e atendentes também podem ser punidos se venderem medicamentos errados por causa de má interpretação da receita e a punição pode chegar à esfera criminal, caso seja comprovada a má-fé em trocar o medicamento pelo fato de não entender o que está escrito na receita médica.

“O farmacêutico deve devolver a prescrição se o médico não escrever em manuscrito legível. Mas, infelizmente, há casos de farmácias que trocam um medicamento por outro e até de casos em que essa troca ocorreu em hospitais”, afirmou o presidente do CRM, Alexandre Marques. “Já fomos abordados por pacientes e por integrantes de equipes de saúde que informaram situações em que existiu a dificuldade de entender o que estava escrito. E não se pode ter dúvidas quando se trata de prescrição de medicação”, frisou.

DENÚNCIA - Por lei, assim como a denúncia formal contra o médico, para denunciar o farmacêutico basta entrar em contato com o Conselho Regional de Farmácia (CRF). O paciente deve apresentar a receita médica e o comprovante de compra do medicamento, além de informar seus dados pessoais. Aceita a denúncia, o profissional sofrerá um processo ético que em última instância, em especial entre reincidentes, pode levar à cassação do registro. (R.R)


Farmácias usam redes sociais para tentar decifrar receitas

Para evitar que aconteça troca de medicamento pelo fato de a receita médica estar ilegível, algumas farmácias em Roraima estão usando aplicativos em redes sociais para se comunicarem através de imagens da receita par atentar decifrar o que está prescrito.

Foi o que relatou o vice-presidente da rede de Drogarias Máster, Evaldo Correa. Ele disse que é comum os atendentes se depararem com receitas inelegíveis e, por isso, orienta os colaboradores da rede a buscarem apoio entre os mais experientes da rede e até incentivar os usuários a voltarem ao medico para pedir que seja feita nova receita, desta vez legível.

“Costumeiramente chegam receitas que não se consegue ler o que está escrito. Nossa orientação, tanto para os farmacêuticos quanto para os colaboradores, é de que, no caso de não decifrar o que está escrito, busque apoio de outros colaboradores na rede social integrada da rede. Caso não se entenda com certeza a descrição, orientamos que retorne ao médico para que seja refeita a descrição legível”, frisou.

Ele também alerta para o risco que este usuário possa estar passando. “É um direito seu saber o que o médico lhe receitou e que você possa ler o que está escrito e de que forma deve ser aplicado. Ate porque, essa receita pode chegar a uma empresa e cair e mãos de um colaborador que não tenha essa consciência. Esse usuário pode correr o risco de tomar um medicamento que não seja aquele prescrito pelo médico”, frisou.

Correa afirmou que a dificuldade de entender os “garranchos médicos” é diária e que essa prática só irá mudar quando a população começar a buscar seus direitos e denunciar os casos ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

“Decifrar ‘hieróglifos’ médicos é um problema cotidiano nas farmácias”, disse, lembrando que, antes mesmo da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), existe uma lei federal sanitária que ainda não faz mudar essa prática. “Quando houver uma mudança mais efetiva dos pacientes e uma fiscalização dos profissionais, talvez isso mude”, disse acrescentando que o profissional que insiste na prática deveria sofrer um processo ético e ser penalizado de diferentes maneiras.

Pela lei e pela resolução do CFM, o médico pode sofrer advertência confidencial, censura confidencial restrita ao prontuário médico, ser julgado pelo conselho, sofrer censura pública divulgada no Diário Oficial e no jornal de circulação do conselho em que ele é inscrito e, com isso, sofrer suspensão do exercício profissional em 30 dias, ficando proibido de exercer a profissão e até sofrer a cassação do exercício profissional.

Mas só se pode chegar a esse ponto se houver denúncia formal contra o médico feita no CRM. Neste caso, o paciente deixa seu nome e dados. Antes de abrir o processo, o médico é chamado no conselho regional onde dará esclarecimentos. Em alguns casos, pode haver conciliação entre o profissional e o paciente para não haver processo ético. Quando isso não ocorre, o processo é aberto no Conselho Regional e julgado pelo Conselho Federal. No CRM de Roraima não há nenhuma denúncia formal. (R.R)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Fiscalização interdita quatro drogarias irregulares na Zona Norte de Manaus

Principais irregularidades foram falta de licença e ausência de farmacêutico.
Ação foi realizada nesta terça-feira na Zona Norte da cidade.

Do G1 AM

Fiscalização ocorreu nesta terça-feira (15) (Foto: CRF-AM/Divulgação)Fiscalização ocorreu nesta terça-feira (15) (Foto: CRF-AM/Divulgação)
 
O Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa) interditou drogarias irregulares na Zona Norte de Manaus, nesta terça-feira (15). De acordo com o Conselho Regional de Farmácia do Estado do Amazonas (CRF-AM), a operação foi realizada em drogarias suspeitas de estarem fora dos padrões sanitários do município. Alguns locais não tinham autorização para funcionar.
Ao todo, foram fechados quatro estabelecimentos, sendo três clandestinos - sem certificado de regularidade e nenhum registro no CRF-AM e na Anvisa - e um irregular, com registro, mas com irregularidades detectadas pela fiscalização das duas instituições. As ações foram realizadas no bairro Santa Etelvina e no Conjunto Viver Melhor.

Durante a fiscalização, foram identificados outros tipos de infrações como estrutura física inadequada fora dos princípios da legislação vigente, setor ambulatorial em condições de higiene inadequadas, entre outras.

Em um outro estabelecimento, os fiscais constararm ainda falta de licença sanitária e de profissional farmacêutico, além de aplicação irregular de injetáveis e medicamentos abertos. Os medicamentos eram adquiridos com nomes de outras empresas. Em um outro local, não havia nenhuma placa de identificação do estabelecimento.

Fonte: G1

 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Em SP, 10% das farmácias não contam com profissional habilitado

Do UOL
Em São Paulo 07/02/2014 às 15h40
 
O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) divulgou nesta sexta-feira (7) que 90% das farmácias e drogarias do Estado contam com a presença do farmacêutico. A conclusão foi feita a partir de cerca de 85 mil inspeções realizadas no ano passado. Segundo a entidade, há duas décadas, apenas 5% dos estabelecimentos contavam com o profissional. 

A presença do farmacêutico é obrigatória desde 1973, de acordo com a lei federal de nº 5.991/73. A fiscalização nos estabelecimentos farmacêuticos é feita pelo próprio conselho, que não tem o poder de fechar estabelecimento, mas aplica multa no caso da ausência do profissional. O farmacêutico é um profissional de nível superior, capacitado a orientar sobre o uso correto dos medicamentos.

O CRF-SP diz que, durante a fiscalização, já foram localizadas farmácias clandestinas comercializando medicamentos falsos e vencidos. "Toda a ação é relatada para a vigilância sanitária e para as demais autoridades competentes, caso ocorram outros ilícitos", informa a entidade.

Para registrar uma queixa da ausência de farmacêutico, o interessado pode denunciar o estabelecimento ao CRF-SP pelo 0800 77 02 273 ou pelo e-mail denuncia@crfsp.org.br. É importante informar o nome do estabelecimento, o endereço, a data e o horário em que o farmacêutico não estava no local. A ligação é gratuita e não é preciso se identificar.

Fonte: Notícia UOL

sexta-feira, 25 de abril de 2014

'Quero justiça', diz mãe de menina morta após inalar remédio errado

Suspeita é que remédio tenha sido vendido por equívoco em farmácia.
'Caixinha de genérico é tudo igual', diz mãe de adolescente de 14 anos.

A mãe da adolescente de 14 anos que morreu na última segunda-feira (14) após ter inalado um remédio errado durante uma crise de asma no Rio Grande do Sul afirmou que quer justiça e que não percebeu na embalagem que se tratava de outro medicamento. O corpo de Andriza Oliveira da Silva foi sepultado na terça em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde ela morava.

"Eu só olhei na caixinha, entendeu? E caixinha de genérico é tudo igual. E eu olhei e dei para ela fazer", desabafou a mãe. "No momento em que ela começou a fazer a nebulização, ela disse: 'Mãe, tá aumentando a minha falta de ar'. Eu quero que haja justiça, para não haver outros erros que nem esse", afirmou Roseli de Oliveira da Silva.

Segundo a investigação, a adolescente precisava inalar um broncodilatador, mas acabou usando um colírio para glaucoma na nebulização, que faz o efeito contrário. O produto foi comprado por uma irmã de 10 anos de Andriza, enquanto a mãe estava no trabalho. "A receita foi levada com um bilhete com o nome do remédio, que não tinha nada a ver com o que retornou à residência da menina", contou o primo de Andriza, Rodrigo Barbosa da Silva.

A família registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. Na quarta (16), a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca na farmácia onde há a suspeita de erro na venda do medicamento. Foram recolhidos computadores, com o objetivo de verificar os registros no sistema. Policiais também tentam ter acesso às imagens das câmeras de segurança, que podem ajudar na investigação. O proprietário e uma gerente da farmácia prestaram depoimento.

A polícia também pediu ao Instituto Geral de Perícias laudos complementares sobre o que provocou a morte da adolescente. A certidão de óbito diz que ela foi vítima de um "edema pulmonar agudo", ou seja, excesso de líquido nos pulmões provocado por insuficiência cardíaca. Entretanto, o documento não esclarece se o uso da medicação errada pode ter influenciado para que isso ocorresse. O texto apenas informa que esses exames devem ficar prontos em três meses.

A Polícia Civil deve ouvir ouvir os depoimentos da vendedora e da farmacêutica. "Se confirmado através do laudo que o que causou a morte da menina foi o uso do medicamento que ela entregou por engano, com certeza a funcionária responde por homicídio culposo", afirma o inspetor Leonardo Gardel.
Além disso, a corporação já ouviu informalmente o dono da farmácia. Procurada pelo G1, a rede da qual a farmácia faz parte disse que está ciente do ocorrido, mas que ainda não foi possível verificar os fatos  a fim de ter uma posição efetiva.

Conselho Regional de Farmácia abre processo
O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul instaurará um processo ético disciplinar para apurar as responsabilidades pelo caso. De acordo com o presidente do órgão, Roberto Canquerini, o órgão vai apurar a suposta participação da farmacêutica no episódio.

"O atendente vende [o remédio] sob a supervisão do farmacêutico. O farmacêutico tem mais atribuições na farmácia, além do atendimento. Por isso que a gente tenta trabalhar sempre com um número maior de farmacêuticos", explicou Canquerini.

Ainda segundo ele, para medicamentos de tarja vermelha, não é obrigada a retenção da receita no estabelecimento, mas os remédios precisam de prescrição médica no ato da venda. "É comum as pessoas adquirirem remédios de tarja vermelha sem a prescrição médica, diferente dos remédios de tarja preta que a prescrição precisa ficar retida na farmácia", sustentou. O Conselho Regional de Farmácia vai solicitar acesso ao inquérito da Polícia Civil sobre o caso.

Fonte: G1

sábado, 22 de fevereiro de 2014

MT - Um terço das farmácias do Estado atua de forma irregular

Maioria sequer tem técnico responsável durante todo o expediente

GUSTAVO NASCIMENTO
DIÁRIO DE CUIABÁ
Estudo mostra que quase um terço das farmácias e drogarias de Mato Grosso está irregular e funciona sem a presença de um técnico responsável durante todo o expediente. Mesmo assim, o Estado é o nono que mais tem farmacêuticos por habitante.

De acordo com Censo Demográfico Farmacêutico realizado pelo núcleo de Pesquisa e Pós–graduação do Mercado Farmacêutico do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), Mato Grosso é 13º Estado em número de farmácias e drogarias, com 1.776 unidades, porém 484 unidades funcionam sem a presença de um farmacêutico em alguns períodos do dia.

O dado fere a Lei Federal 5.991 de 1973 (Art. 15, § 1º), que determina que toda farmácia ou drogaria é obrigada a ter um farmacêutico de plantão durante todo o período de funcionamento.

Conforme o censo, no Estado existem 3.359 profissionais cadastrados no Conselho Regional de Farmácia, o que representa uma média de 2,76 profissionais para cada 2 mil habitantes, superando a média nacional que é de 1,76 para cada 2 mil. O valor supera, inclusive, de médicos por habitantes, que é de aproximadamente 2,52.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Farmacêutico de Mato Grosso (Siconfarma-MT), Ricardo Cristaldo, o mercado está bem abastecido de farmacêuticos, porém a grande maioria dos estabelecimentos teria que ter de dois a três profissionais para suprir a demanda de carga horária. Porém, as lojas optam por contratar apenas um, por questões financeiras. “Cada profissional trabalha até oito horas por dia, podendo fazer mais duas horas extras. Ainda assim as farmácias têm regimes de 12, 14 ou até 24 horas de funcionamento”.

Conforme Cristaldo, no interior a situação chega a ser mais amena do que na Capital, pois muitas vezes o dono do estabelecimento é também formado em farmácia. “Mesmo assim, são poucos os estabelecimentos que cumprem a legislação neste quesito. Nos finais de semana, a maioria funciona sem a presença de nenhum responsável”.

De acordo com o diretor de pesquisa do ITCQ, Marcus Vinicius, o estudo mostrou que 78% dos brasileiros acreditam que o farmacêutico é mais acessível que o médico. Porém, 54% da população não saberia apontar quem é o farmacêutico ou atendente dentro do estabelecimento. O que gera um mito que o profissional é mais acessível, mas na realidade engana os consumidores que acreditam estar sendo atendidos por um profissional formado, ao invés de um leigo. "Em muitos lugares, é o próprio atendente que faz o papel do farmacêutico. Esta atitude pode gerar complicações em quadros clínicos de saúde e até risco de morte".

O diretor afirmou que entre as principais funções do farmacêutico estão conferir as receitas, orientar os consumidores sobre o remédio e prescrever medicamentos que não exijam receita médica. Em todo o país a situação é similar a de Mato Grosso. Quase a metade dos 97 mil estabelecimentos funciona de maneira irregular, sem a presença de um técnico responsável em horário integral.

Fonte: MidiaNews

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PA - Decisão judicial substitui farmacêuticos por técnicos

Rede de drogarias garantiu na Justiça autorização.
Conselho Regional de Farmácia luta para derrubar liminar.

Do G1 Santarém
 
CRF fiscaliza estabelecimentos para garantir cumprimento da lei que exige farmacêuticos em tempo integral. (Foto: Reprodução/TV Tapajós) 
CRF fiscaliza estabelecimentos para garantir
cumprimento da lei que exige farmacêuticos em tempo
integral. (Foto: Reprodução/TV Tapajós)

Apesar de a maioria dos estabelecimentos terem se adaptado à lei federal que obriga a presença de farmacêuticos 24 horas, uma rede de drogarias de Santarém, oeste do Pará, contestou a determinação e conseguiu na Justiça uma liminar (decisão provisória) garantindo que esses profissionais sejam substituídos por técnicos em farmácia.

O Conselho Regional de Farmácia (CRF) vai cumprir a determinação judicial, mas acredita que abrir esse precedente é uma ameaça à saúde. “Pela Justiça, estamos inscrevendo oito ou nove técnicos, mas estamos contestando judicialmente devido às amplas leis que temos a favor do farmacêutico. No caso, medicamentos genéricos, medicamentos controlados, antibióticos, medicamentos tarjados só podem ser dispensados com a presença do farmacêutico”, acredita o presidente regional do CRF, Marcos Castelo.

O advogado da rede de drogarias, Alípio Albuquerque, explica que foi impetrado um mandado de segurança em dezembro do ano passado, com a liminar sendo deferida pela Justiça em janeiro deste ano. “Não existe um prazo. O Conselho pode recorrer, no entanto, a liminar está valendo porque é recente”, afirmou.

O impasse gerou acusações entre o Conselho e a rede de drogarias. No último sábado (8), o presidente do CRF procurou a polícia para denunciar uma ameaça que teria sido feita pelo empresário Lucivaldo Pontes. 

“Não estávamos no local. Isso, coletamos por testemunhas que lá trabalham. Eles relataram que, no final do expediente, ele adentrou no CRF e gritou pelo meu nome, perguntou se estava presente. Eu estava a trabalho externo junto com os fiscais. Ele perguntou pelos fiscais e saiu de lá falando algumas palavras de baixo calão, ameaçando nossa integridade física”, relatou Castelo.

O advogado do empresário rebateu as acusações. “Não ocorreu o que foi relatado por esse farmacêutico ou por comentários nas redes sociais. Disseram que ele [Lucivaldo] estava portando arma, que ameaçou. Isso é calúnia, é crime que vai ser apurado perante os órgãos competentes”, afirmou

Fonte: G1

Aplicativo vai dedurar as farmácias ilegais


Ferramenta digital criada pelo Conselho das Farmácias de São Paulo deve ser lançada em dois meses Diário de S. Paulo

POR: Ivan Ventura
Especial para o DIÁRIO

Em no máximo dois meses, o CRF-SP (Conselho Regional das Farmácias de São Paulo) promete lançar um aplicativo de celular que, além de localizar a farmácia mais perto de onde o cliente está, também será útil na descoberta de estabelecimentos que funcionam de maneira clandestina (sem alvará e até sem a presença de farmacêutico, o que é proibido por lei).

Ainda sem nome, a ferramenta já está pronta. No entanto, questões burocráticas ainda impedem o lançamento dessa espécie de mapa das farmácias da cidade de São Paulo.

Segundo o presidente do CRF-SP, Pedro Menegasso, com o aplicativo, qualquer pessoa poderá saber o endereço da farmácia e o nome do profissional que trabalha no local. “Se a farmácia não aparecer no aplicativo, pode ter certeza de que ela tem alguma irregularidade”, disse Menegasso.

O aplicativo é uma das ferramentas do conselho para defender a profissão. Somente no último ano, o CRF registrou 1.294 queixas por alguma irregularidade (falta de alvará no imóvel, a ausência de farmacêutico, entre outros) na cidade de São Paulo.

Na comparação com o ano anterior, houve um aumento de 46%  nas reclamações (886 no total). Ao todo, estima-se que 1% das farmácias abertas hoje estejam funcionando de forma clandestina no estado.

Desvio de função/  Outro grande problema enfrentado por esses profissionais é o desvio da função, ou seja, a execução de atividades que não se enquadram nas relação dos procedimentos exercidos por eles.

Em 2013 o departamento jurídico do CRF-SP recebeu 60 denúncias de desvio de função. “Antes, é preciso entender que a farmácia não deve obedecer à lei do mercado. Medicamento não é assim: ninguém escolhe o que vai usar nem o preço. A relação de consumo é totalmente diferente de uma loja comum.

Agora, os farmacêuticos vêm sendo pressionados a atuar como vendedores, o que é um absurdo”, disse o presidente do conselho, que funciona como um sindicato da categoria. Segundo ele, há patrões que “forçam” os farmacêuticos a venderem  medicamentos em troca  de bônus salariais. 

“O salário inicial de um farmacêutico é de R$ 2,3 mil. É difícil resistir a um bônus com esse salário”, disse.
 
Fonte: Rede Bom Dia

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Orientações Profissionais - CRT e Auto de Infração


Serviço Público Federal
Conselho Federal de Farmácia - CFF
Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás - CRF-GO

Departamento de Fiscalização



01/2014-INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE RENOVAÇÃO DA CERTIDÃO DE REGULARIDADE/CRT
1 - A Certidão de Regularidade Técnica/CRT é válida até 31 de março de cada ano, caso não haja alterações após sua emissão; após esta data, o estabelecimento deverá apresentar a CRT atualizada, sob pena de sanções administrativas;
2 - A emissão da CRT está condicionada às seguintes situações:
-pagamento das anuidades do estabelecimento e do(s) farmacêuticos(as);
-pagamento da Contribuição Sindical;
-Assistência farmacêutica compatível com horário de funcionamento, p/ farmácia e drogaria (plena) 
-inexistência de bloqueios cadastrais; 
3 - A CRT perderá sua validade em caso de:
-baixa de responsabilidade técnica (afastamento definitivo);
-alteração social (endereço, nome fantasia, razão social, etc);
-alteração nos horários de funcionamento e de assistência farmacêutica e outras situações; 
4 - Em caso de alterações, é responsabilidade do farmacêutico a devolução da CRT ao CRF/GO;
5 – Em caso de parcelamento da anuidade, o CRF/GO poderá emitir a Declaração Provisória;
02/2014-INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE AUTO DE INFRAÇÃO/DEFESA/MULTA/RECURSO
1 – O Auto de Infração é uma penalidade aplicada ao estabelecimento por infração ao artigo 24 da lei 3.820/60; A legislação pertinente prevê defesa e recurso ao Conselho Federal de Farmácia/CFF;
2 – O estabelecimento poderá ser autuado para:
-registrar o estabelecimento no CRF/GO (Sem RE);
-contratar farmacêutico Diretor/Responsável Técnico (D/RT);
-contratar farmacêutico Assistente Técnico para Complementação de Carga Horária (CCH);
-Contratar farmacêutico Substituto para suprir Ausência Temporária (SAT);
2.1 – O estabelecimento poderá ainda ser autuado quando:
-estiver em funcionamento sem a assistência do farmacêutico em horário homologado (AUSÊNCIA);
3 – O estabelecimento sem responsável técnico ou sem assistente técnico tem prazo não prorrogável de 30 dias para regularização. Após este prazo, se autuado, a empresa poderá pagar multa;
4 – O prazo de 05 dias que consta no Auto de Infração é referente a apresentação de defesa; não é um prazo dado para a empresa se regularizar.
5 – A defesa escrita deverá ser protocolizada no prazo de 05 (cinco) dias,a contar do primeiro dia útil após a autuação, e será encaminhada ao Plenário para julgamento e deverá conter ainda:
-identificação do autuado
-nº do auto e data da autuação
-exposição dos motivos e fatos
-assinatura do proprietário
-requerimento à Presidência CRF
-identificação legível
6 – O auto de infração sem defesa ou defesa intempestiva (fora do prazo), gera multa automática;
7 – Gerada a multa, a empresa será notificada para efetuar o pagamento ou recorrer ao CFF;
8 – O Recurso, para ser enviado para o CFF, o estabelecimento deve:
-protocolizar o recurso no CRF/GO
-protocolizar dentro do prazo (15 dias)
-efetuar o pagamento do porte de remessa
-endereçar ao Presidente do CFF
-conter a identificação legível do autuado
-conter a exposição dos motivos e fatos

9 – Multas não pagas no prazo legal serão inscritas em Dívida Ativa e cobradas judicialmente;
10 – A multa devidamente instaurada e regular não pode, em hipótese alguma, ser cancelada.
Goiânia, janeiro/fevereiro/março


      Dúvidas: www.crfgo.org.br / gerfiscalizacao@crfgo.org.br

Rua 1.122  Nº198 Setor Marista – Goiânia – Goiás – 74175-110 / Fone: (62)3219-4300 / Fax: (62)3219-4301 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Deu no G1: “Santarém já conta com assistência integral farmacêutica”, diz CRF

Superintendente do Conselho de Farmácia diz que município é exemplo.
Lei exige que farmácias e drogarias tenham farmacêutico em tempo integral

 

A Superintendência do Conselho Regional de Farmácia em Santarém, oeste do Pará, informou, nesta semana, que todas as farmácias e drogarias do município contam com a assistência de farmacêutico durante todo o expediente. No país inteiro, 35% dos mais de 76 mil estabelecimentos não têm o profissional em tempo integral.
“Santarém, hoje, já conta com assistência integral farmacêutica. Ou seja, enquanto a farmácia estiver aberta, é obrigatória a presença de um profissional farmacêutico”, revela o Superintendente do Conselho Regional de Farmácia, Marcos Castelo.

Ele conta que as fiscalizações têm sido intensificadas, acontecendo em diferentes horários, atestando que, de fato, farmácias e drogarias possuem farmacêutico. “O fiscal cumpre determinada rota, que é sorteada para aquele dia. E aí ele tem um número ‘x’ de estabelecimentos farmacêuticos dos quais ele vai fiscalizar rotineiramente. Ou seja, ele pode ir duas, três, ou até quatro vezes no mesmo estabelecimento no mesmo mês, em horários diferentes”, explica Castelo.

O farmacêutico tem importante atuação. Ele pode desenvolver pesquisas de novos medicamentos e testes e aplicação de drogas, na área industrial, e controlar e indicar a venda de remédios em farmácias, drogarias e hospitais, no setor comercial.

“É uma forma de atenção, mesmo. É um esclarecimento, as pessoas têm dúvida, às vezes não têm acesso ao médico. Então realizamos este trabalho na farmácia. E isso causa uma segurança para o tratamento do paciente”, esclarece a farmacêutica Suzane Fernandes.

Fiscalizações
No entanto, o Conselho Regional de Farmácia havia constatado, durante fiscalizações realizadas em 2013,  que 10% das farmácias e drogarias de Santarém não obedeciam a lei que determina a presença de um farmacêutico de plantão durante todo o período em que o estabelecimento esteja de portas abertas. Foram feitas mais de 20 operações de fiscalização. Das 140 drogarias existentes no município, em 14 unidades esses profissionais não foram encontrados no momento da vistoria.

Fonte: G1

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O problema é só o salário?

Na vida, temos que estar preparados para tudo, mas confesso que a situação que vivemos à frente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo tem me deixado intrigado. Creio que ninguém que dirige alguma entidade jamais enfrentou algo assim.

A verdade é que não há do que reclamar da atual gestão do CRF-SP. A entidade está muito bem administrada. Cumpre o orçamento adequadamente, investe em novos projetos, respeita muito o Farmacêutico que paga anuidade com sacrifício, oferecendo um atendimento excelente; cumpre o papel de fiscalizar de forma intensiva e tem promovido inúmeras ações de valorização da profissão perante a sociedade.

Pode-se dizer que nunca a entidade esteve tão bem e que nunca houve tantas ações que coloque o Farmacêutico em evidência.

Mas há uma insatisfação generalizada na nossa classe: salários e condições de trabalho. Por ser a entidade com a qual o Farmacêutico conta e a que está mais presente, sempre em evidência, o CRF-SP acaba cobrado e apontado como responsável por algo que não é da sua alçada e pelo qual não tem responsabilidade. Até pelo contrário, não fosse o CRF-SP, a nossa profissão estaria em condições muito piores.

Vejo-me tendo que dar explicações e me justificar por algo que não tenho como intervir, e isso angustia muito quem tem por princípio a defesa intransigente da profissão, da saúde e do exercício legal e que tem certeza e a consciência de que tudo tem feito nesse sentido.

Temos eleições para o Conselho e pessoas se candidatando. Muitas delas com motivações bem menos nobres do que a defesa da profissão e da saúde, que são os objetivos do CRF, ou de quem quer se candidatar a conselheiro na entidade. Onde está tudo bem e funcionando, quem quer entrar apenas para ocupar as posições por anseio de poder, só pode mesmo tentar criar a insatisfação, e é isso o que algumas pessoas vêm tentando fazer, trazendo um assunto que não tem nada a ver com o CRF, como os salários.
Quando assumi a atual gestão, resolvi incorporar a luta pelos salários e pela dignidade profissional, mesmo sabendo que o nosso papel nessa discussão é muito limitado, mas tem sido a nossa prática, explorar as possibilidades ao limite para alcançar os objetivos.

Para atuar nessa frente, precisamos compreender que esse não é um problema que se resolve num passe de mágica, com uma lei, ou um simples decreto do CRF, como muitos pensam. Diferentemente do que se tem propagado, os baixos salários e a desvalorização geral da nossa profissão são consequência de problemas sobre os quais nem os CRFs, nem qualquer outra entidade farmacêutica, têm responsabilidade ou poder de intervenção direta.

Podemos perceber que essa condição é consequência de um mercado saturado de profissionais vindos de um número excessivo de faculdades. O atual governo federal mantém uma política de ampliar o acesso à educação de nível superior, o que é louvável, mas, para isso, permite a abertura de cursos em todas as áreas de forma acelerada, sem muitas exigências, e sem nenhum estudo sobre a necessidade de determinados profissionais numa região. O próprio "mercado da educação" determina onde, quando e qual curso deseja abrir. Uma vez abertos, não há nenhuma fiscalização sobre a estrutura e qualidade desses cursos. Temos hoje no estado mais de cem cursos de Farmácia, e um excesso de oferta de mão de obra de Farmacêuticos. Dos 50.000 inscritos no CRF-SP, 25.000 são recém-formados ou formados há pouco tempo.

Por outro lado, são 22.000 empresas inscritas no CRF-SP, sendo 18.000 Farmácias e Drogarias. Assim, fica claro que há muito mais profissionais do que a necessidade primária do mercado. Pela lei básica do mercado, a abundância de mão de obra desvaloriza muito os salários.

Some-se a isso, o fato de os comerciantes que empregam a maioria dos Farmacêuticos têm uma visão fechada de que Farmácias e Drogarias são simples estabelecimentos comerciais e de que a exigência de Farmacêuticos não passa de um absurdo sem sentido gerado por uma lei arcaica. Essa visão contribui para piorar a situação, à medida em que esse mercado não busca mão de obra qualificada e não está disposto a valorizar esse profissional. Apenas o mantém para cumprir a lei e evitar as multas impostas pela fiscalização do CRF-SP.

Pior ainda, muitos Farmacêuticos, por falta de opção, aceitam trabalhar por valores até mesmo inferiores ao piso e em condições degradantes, pois a massificação do ensino produz profissionais sem postura adequada e sem a compreensão sobre o seu papel na saúde e na sociedade. Estamos vivendo não só a precarização de salários e de condições do exercício profissional, mas sim, um verdadeiro processo de "banalização" da Farmácia como profissão.

Quando se fala sobre mobilizar a categoria, ou quando se cobra do CRF-SP alguma ação sobre esse problema, quando a suposta oposição diz que vai mudar esse quadro, nunca é dito COMO!

Não há possibilidade de o CRF, por exemplo, organizar uma greve ou outra ação desse tipo, mais aguda, pois somos impedidos legalmente de fazer isso. Também a suposta disposição para se aproximar do Sindicato, é invenção eleitoral, pois isso nós já temos feito, apoiando essa entidade em todas as suas ações.
Não há uma fórmula mágica para reverter esse quadro. As ações contra essa realidade devem ocorrer em várias frentes, a longo prazo e não podem ser executadas apenas pelo CRF-SP. Passam principalmente pela conscientização do profissional sobre a postura correta que deve adotar e da sociedade sobre o papel e a importância do Farmacêutico, pelas ações junto a órgãos federais como MEC e ANVISA e junto ao Congresso Nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais, no sentido de ampliar a legislação atual. Trabalho demorado e que requer união e esforço de todos.

O CRF-SP tem investido muito em capacitação, informação, atualização, movimentações junto à sociedade para demonstrar a importância do Farmacêutico e ações políticas em todos os níveis.

Mantemos a fiscalização em níveis que fazem com que o profissional continue empregado. Mas nada disso é suficiente para conter a insatisfação dos que querem a solução imediata e mágica e, para aliviar tudo isso, precisam encontrar sempre um responsável ou alguém que supostamente seria omisso na sua tarefa.

Não somos omissos na nossa tarefa de lutar pela profissão e não nos furtamos de lutar em todas as frentes de batalha possíveis para que possamos reverter a situação atual. Para essa luta, temos empregado o melhor de nossas vidas, carreiras, sacrificado momentos preciosos de nossas vidas familiares. Por isso, não aceitarei as críticas que vêm sendo feitas injustamente ao CRF-SP, um orgulho para a profissão Farmacêutica, construído corajosamente ao longo dos anos e que tem sido a principal arma que temos para avançar.

Ponho à prova, sim, a minha capacidade de criar novas ações e desafio os críticos que nos superem, em criatividade e em efetividade as ações que já estamos realizando.

Além da ação das entidades, também é necessária atitude dos profissionais. Temos de manter o que já conquistamos, e, para isso, é necessário um debate sério e honesto cujo objetivo seja o resgate da nossa profissão.

No mais, quem tiver alguma sugestão sobre o que ainda poderíamos fazer nesse sentido, envie-nos. Serão muito apreciadas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ouro Preto do Oeste - RO - Farmácias são lacradas por falta de farmacêuticos

A Vigilância Sanitária do município de Ouro Preto do Oeste, por solicitação do Conselho Regional de Farmácia de Rondônia – CRF, lacrou nesta quinta-feira (18) duas farmácias por não terem apresentado o contrato com um farmacêutico.

Segundo o responsável pela Vigilância Sanitária municipal, Joelmir Araújo, na manhã desta quinta-feira uma equipe do CRF solicitou aos fiscais da Vigilância Sanitária de Ouro Preto que autuassem e interditassem duas farmácias por estarem funcionando sem a assistência de técnicos responsáveis inscritos no Conselho Regional de Farmácia.

Joelmir informou ainda, que as farmácias Droga Centro e Farmácia Curitiba já haviam sido notificadas no mês de maio deste ano a apresentarem o contrato com um farmacêutico. Nesse período não havia sido liberado o alvará de funcionamento para esses dois estabelecimentos.

Fonte: Gazeta Central
Rondonia ao vivo

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CRQ processa Indústria de cosmético para registrar. Empresa já estava registrada no CRF.

O Conselho Regional de Química – 12ª Região, entrou com uma ação na Justiça Federal para exigir que a empresa Duotrato Indústria e Comércio de Cosméticos, que encontra-se devidamente inscrita junto ao Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás e tem como atividade básica a fabricação e comercialização de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal, tal como condicionadores, hidratantes, desodorantes, para que a mesma se inscrevesse também junto àquela entidade de classe.

Porém, o magistrado entendeu que conforme dispõe a Lei nº 6.839 de 30/10/80, em seu artigo 1º: “O registro de empresas e anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros.” Ou seja, a empresa está obrigada ao registro apenas em um conselho de classe.
A decisão se deu uma vez que a Duotrato encontra-se regularmente registrada no CRF-GO, possuindo como responsável técnico um farmacêutico. Por essa razão não há necessidade em sujeitar a Duotrato à inscrição junto ao CRQ-12, fiscalização nas suas dependências, nem exigir o pagamento de multas ou anuidade, sob pena de duplicidade de registro e fiscalização.
Fonte: Assessoria de Imprensa CRF-GO – Naiara Gonçalves

Fonte: CRF-GO

terça-feira, 30 de julho de 2013

CRF-SP, lança ação para apoiar e orientar farmacêutico que assume a função de Responsável Técnico

Lançada pelo CRF-SP, ação pretende apoiar e orientar farmacêutico que assume a função de Responsável Técnico

Programa Farmacêutico RT Consciente quer apoiar e orientar o farmacêutico
Programa Farmacêutico RT Consciente quer apoiar e orientar o farmacêutico
São Paulo, 6 de março de 2012.
O CRF-SP lança esta semana o Programa Farmacêutico RT Consciente com objetivo de:

* Conscientizar o farmacêutico sobre a situação (relacionada ao exercício profissional) da empresa na qual ele está assumindo a função de Responsável Técnico (RT) e;

* Orientá-lo sobre a melhor forma de resolver eventuais pendências ou problemas da empresa relacionados à sua atividade.

Com o Programa, toda vez que o Farmacêutico assumir a função de Responsável Técnico em uma empresa, poderá optar por receber ou não informações sobre os resultados das fiscalizações do CRF-SP realizadas naquele estabelecimento até o momento. Essas informações somente serão repassadas ao profissional após o protocolo de assunção de RT. O programa também atenderá ao farmacêutico substituto.

Segundo o presidente do CRF-SP, dr. Pedro Menegasso, o Programa RT Consciente é mais uma ação desenvolvida pelo Conselho em favor dos farmacêuticos e uma ideia que surgiu a partir dos encontros realizados por ele com os farmacêuticos em janeiro e fevereiro por todo o Estado de São Paulo. “Percebemos que os farmacêuticos que assumem o cargo de Responsável Técnico quase sempre desconhecem eventuais problemas enfrentados pela empresa em que vai atuar. Com o Programa, o farmacêutico, ao assumir a função, passa a ter mais clareza sobre a situação da empresa e pode agir de uma forma propositiva logo no início de suas atividades para resolver os problemas. É bom para ele, para a empresa e para o CFR-SP”, enfatiza dr. Menegasso.

O programa RT Consciente vai funcionar da seguinte forma:

1) O farmacêutico, ao protocolar o pedido de assunção de RT no CRF-SP (sede, subsedes ou seccionais), será informado pelo atendente sobre a existência do programa;

2) Se o farmacêutico manifestar interesse, o funcionário consigna esta informação no protocolo e já agenda uma data e horário para retorno do farmacêutico ao local para o repasse das informações e orientações;

3) No dia agendado, o farmacêutico comparece ao local que protocolou o pedido e recebe as informações solicitadas sobre a situação da empresa.

Com o Programa RT Consciente, a diretoria do CRF-SP pretende contribuir para que o farmacêutico tenha mais informações sobre a empresa que irá atuar como Responsável Técnico e possa assim atuar de forma mais rápida e eficiente na resolução dos problemas, ampliando assim sua visibilidade e valorização profissional. Para o dr. Menegasso, “o programa vem ao encontro daquilo que estamos defendendo, ou seja, o farmacêutico precisa ter atitude e fazer a diferença no seu ambiente de trabalho”.
 
Assessoria de Comunicação – CRF-SP

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CRF/MS considera que farmácia pública sem farmacêutico é um grave desrespeito à lei

CRF/MS considera que farmácia pública sem farmacêutico é um grave desrespeito à lei e esclarece que é impedido de autuar Prefeitura

segunda, 15 de julho de 2013 às 18h36

Em 2012, a Prefeitura conseguiu uma liminar judicial que proíbe o CRF/MS de autuar as unidades irregulares

Considerando a situação atual da assistência farmacêutica na rede municipal de saúde pública de Campo Grande, o CRF/MS esclarece que sempre fiscalizou as farmácias da Prefeitura Municipal de Campo Grande com o mesmo rigor e intensidade que o setor privado. As autuações e multas sempre seguiram os mesmos critérios que qualquer outro estabelecimento fiscalizado por este Conselho. No entanto, em 2012, a Prefeitura conseguiu uma liminar judicial que proíbe o CRF/MS de autuar as unidades irregulares.

O argumento utilizado pela Prefeitura e que induziu o judiciário a erro é de que ela não possui farmácias nas unidades e sim meros dispensários de medicamentos. Portanto não necessita de assistência técnica de farmacêutico para exercer as atividades. Desde então, o CRF/MS está impedido de exercer as funções nas unidades de saúde.

Situações como o funcionamento de farmácias sem farmacêuticos no terceiro turno de UBS, PSF ou em qualquer outra unidade, são um grave desrespeito à legislação vigente, à população e ao bom uso dos recursos públicos.

Porém, como dito anteriormente, o CRF/MS está proibido de autuar ou multar a Prefeitura de Campo Grande por força de uma liminar judicial. Diante disso, o Conselho não tem o que fazer a não ser negociar politicamente.

Entre o final da gestão passada e início da nova gestão municipal, o CRF/MS tem realizado reuniões com os secretários de saúde e a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), para tentar regularizar a situação de todas as farmácias públicas da rede. Na última reunião, o Conselho teve o compromisso do secretário de Saúde, Ivandro Correa da Fonseca, de assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que prevê a regularização de forma gradual até o ano de 2015. O TAC está pronto e será analisado pela Secretaria Municipal de Saúde e posteriormente pelo gabinete do prefeito para a assinatura.

Nesta mesma reunião foi aprovada pelo Secretário a criação de um grupo de trabalho para a formulação da proposta de reestruturação da assistência farmacêutica municipal. Esta será a oportunidade de rediscutir projetos antigos não implementados e ideias novas para atender as novas necessidades da rede de saúde.

O Conselho espera que a gestão municipal mantenha a atual postura de conversar e negociar a melhor resolução diante dos vários problemas enfrentados e herdados da administração anterior. O CRF/MS está confiante de que esta situação difícil será resolvida e que Campo Grande vai se tornar exemplo de organização na assistência farmacêutica municipal.

Contudo o CRF/MS esclarece também que o trabalho de fiscalização será intensificado e as irregularidades que, por ventura não forem sanadas, e se as propostas de acordo forem ignoradas, o Conselho vai representar as questões no Ministério Público para tomada de providências da grave situação em que se encontram os serviços farmacêuticos do município, colocando em risco a população.

Fonte: Paula Maciulevicius, da Assessoria de Imprensa.

Fonte: CRFMS