quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Anvisa padroniza inspeção em indústrias de medicamentos

Resolução divulgada hoje (21) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) padroniza as atividades de inspeção em indústrias de medicamentos em todo o país.
A Resolução de Diretoria Colegiada nº 47/2011 estabelece procedimentos operacionais padronizados a serem utilizados por órgãos de vigilância sanitária durante a fiscalização de procedimentos, programas e documentos.
A inspeção das indústrias de medicamentos é feita de forma descentralizada em estados e municípios. A uniformização de procedimentos, de acordo com a Anvisa, deve facilitar o gerenciamento dos dados.
O texto também cria o Cadastro Nacional de Inspetores Sanitários (Canais), um banco de dados que vai permitir a troca de informações sobre certificação em boas práticas de fabricação entre as vigilâncias sanitárias locais e a Anvisa.
Além da resolução, foi aprovada uma instrução normativa que instituiu grupo de trabalho responsável pelo monitoramento de documentos e procedimentos, composto por representantes da Anvisa, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Da Agência Brasil

fonte:http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110921132021&assunto=31&onde=Brasil

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Decisão do STF - Empresas não necessitarão de depósito prévio para recorrer de multa

DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL FEDERAL - STF JULGOU PROCEDENTE A ARGUIÇÃO ONDE AS EMPRESAS NAO NECESSITARÃO MAIS EFETUAR O DEPÓSITO PRÉVIO QUANDO TIVEREM DE RECORRER DE MULTAS APLICADAS PELA FISCALIZAÇÃO DO MTE 

A CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO, comunica a decisão do Superior Tribunal Federal - STF publicada no Diário de Justiça Eletrônico, em que julgou procedente, em 18.08.2011, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 156, ajuizada por aquela Confederação, onde as empresas não necessitarão mais efetuar o depósito prévio quando tiverem de recorrer de multas aplicadas pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, por infração á Consolidação das Leis do Trabalho.
Tal decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletronico.

Fonte:CNC 

Preços de medicamentos são estratosféricos

Preços de medicamentos são estratosféricos

Caixa de remédio para leucemia passa de R$ 16 mil

Antônio Marinho e Juliana Câmara, O Globo
Hipertensão arterial, diabetes, câncer e doenças respiratórias são males que ameaçam a sobrevivência não só do ponto de vista médico como também econômico. Os preços de remédios importados são estratosféricos. Um exemplo? Leucemia: a caixa com 112 comprimidos de 200 mg de Nilotinibe chega a R$ 16.838. A quimioterapia para câncer de mama com drogas de ponta custa em média R$ 150 mil por ano.

O Plano de Ações para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) ampliou o acesso ao tratamento, mas o Ministério da Saúde tem problemas para manter o fornecimento a hospitais.
Para especialistas, porém, a proposta de flexibilizar patentes não é a resposta. No caso do diabetes, o governo distribui medicamentos antigos, já sem patentes. Os mais modernos, que controlam a doença por mais tempo, custam muito mais.

— É claro que gostaríamos de tratar os pacientes dos hospitais públicos com drogas mais modernas. Mas os laboratórios gastam muito dinheiro em pesquisas e podem não querer trazer os remédios para o Brasil, se as patentes forem flexibilizadas — diz Amélio Godoy, do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia.

Para o oncologista Ricardo Teixeira, a flexibilização de patentes não vai atender a todos os casos. Ele diz que, hoje, pacientes só têm acesso a tratamento com fármacos mais modernos por meio de ação judicial.
— O paciente com câncer na rede pública tem menor sobrevida do que o de convênio. Em tumores de mama há um exemplo. Na rede pública, as mulheres recebem Tamoxifeno, que custa R$ 30 a caixa; na rede privada, é receitado o Anastrozol, que custa R$ 300.

— São Paulo é o único estado em que o paciente tem acesso aos melhores tratamentos, sem ter que entrar na Justiça — diz Teixeira. — É um direito do paciente optar por um medicamento mais caro, sobretudo quando aumenta a sobrevida mesmo que seja em dias.

Teixeira crítica a falta de fiscalização das clínicas particulares que recebem dinheiro do SUS para remédios de ponta que não chegam aos pacientes. Ele explica:

— O ministério paga, para câncer de mama avançado, a associação de Docetaxel e Doxorubicina, mas clínicas aplicam Doxo com Ciclofosfamida, combinação mais barata, só para aumentar a margem de lucro.

fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/09/20/precos-de-medicamentos-sao-estratosfericos-406623.asp

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cidadania - Pesquisa revela que 52% dos brasileiros compram produtos piratas

Pesquisa revela que 52% dos brasileiros compram produtos piratas

A pesquisa mostra ainda uma significativa adesão das classes A e B à prática

19/09/2011 - 13:01
Globo.com/G1

Pela primeira vez desde 2006, o número de pessoas que admitiu ter comprado algum produto pirata no ano ultrapassou os que negaram ter praticado o crime em uma pesquisa da Fecomércio-RJ, em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos, aponta o estudo referente a 2011, divulgado nesta segunda-feira (19).

Enquanto no ano passado 48% dos entrevistados disseram que compraram itens falsificados, em 2011 o percentual passou para 52%. Em números absolutos, 74,3 milhões de brasileiros teriam praticado o crime este ano, 6 milhões a mais do que em 2010.

A pesquisa mostra ainda uma significativa adesão das classes A e B à prática, passando de 47% dos entrevistados em 2010 para 57% este ano. O avanço ocorre apesar de 82% deles acreditarem que a pirataria alimenta a sonegação de impostos e 75% acharem que prejudica o faturamento do comércio.

Preço
A principal justificativa para a compra do produto pirata, de 94% dos entrevistados, é o preço, seguido pela facilidade de encontrar o item. Uma grande parcela deles, 40%, não acreditam que o uso desses produtos pode trazer alguma consequência negativa para eles próprios.

Os produtos piratas mais comprados, segundo a pesquisa, são CDs e DVDs, seguidos por brinquedos e artigos de moda, que mostraram crescimento expressivo este ano.

O levantamento foi feito com mil pessoas em 70 cidades do país, inclusive 9 regiões metropolitanas.

fonte: http://eptv.globo.com/campinas/economia/NOT,1,1,369455,Pesquisa+revela+que+52+dos+brasileiros+compram+produtos+piratas.aspx
 

Portugal - Governo vai controlar receitas dos médicos

por Catarina Guerreiro
O Governo vai criar um serviço no Ministério da Saúde só para controlar o que os médicos receitam. E aqueles que ultrapassarem certos limites sofrerão sanções e penalizações. A avaliação sistemática da prescrição feita por cada clínico, incluída no memorando da troika, foi reconfirmada agora pelo Executivo de Passos Coelho na última revisão, conhecida na semana passada.

Segundo o documento, a futura «unidade específica» para avaliar os profissionais será uma estrutura semelhante ao centro de conferência de facturas (que está já a funcionar na Maia).

«A avaliação de cada médico será feita através da base de dados criada com a prescrição electrónica e com a ajuda do centro de conferência de facturas. O sistema pode, por exemplo, lançar alertas que avisam os médicos que estão a chegar a certos limites» – explica fonte governamental, adiantando que o processo, nomeadamente as penalizações a aplicar, ainda está a ser ultimado.

«Isso ainda não foi negociado connosco, mas não nos assustam as possíveis sanções, pois no nosso código deontológica já existem penas para quem viola a lei» – comenta o bastonário dos médicos, José Manuel Silva, garantindo que os clínicos não têm «nada contra» a monitorização, dia-a-dia, daquilo que cada um receita. «Mas é importante também saber o perfil dos doentes, pois são diferentes. Em Portugal, nem todos vestem o mesmo número de camisa, por exemplo».

O mesmo defende a indústria farmacêutica, que teme que nas listas avaliadas pelo Ministério da Saúde só constem os preços e o volume dos medicamentos prescritos. «Vai ser complicado porque há muitos dados sobre os doentes a que o Estado não vai poder ter acesso, por a protecção de dados não permitir», disse ao SOL fonte do sector farmacêutico, lembrando que os médicos da mesma especialidade têm doentes com perfis muito diferentes. «A preocupação da indústria é essa mesma: que não se avaliem os médicos só pelos medicamentos que receitam, mas também pelos doentes que têm», refere aquela fonte.

Esta medida servirá também para prevenir fraudes no sistema e levar os médicos a terem a noção do que gastam. Segundo o documento do Governo, será enviada para os clínicos, «a cada três meses, informação sobre o processo, em particular sobre os medicamentos mais caros e mais usados».

«É uma forma de dissuadir os médicos de prescreverem remédios caros, pois está previsto que as receitas de uns e de outros, da mesma especialidade, sejam comparadas», esclarece ainda fonte ligada ao processo.
Aliás, para uniformizar a receita entre os vários profissionais, o Ministério da Saúde conseguiu que, na semana passada, a Ordem dos Médicos assinasse um acordo com a Direcção-geral de Saúde para que sejam definidos em protocolos os medicamentos a usar em cada doença. «Mas serão meras indicações, não imposições», avisa o bastonário. Para o ministro Paulo Macedo, será o «aval científico» de que há remédios mais baratos, tão bons como os caros, explica outra fonte.

catarina.guerreiro@sol.pt

fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=28792