segunda-feira, 7 de maio de 2012

Médicos poderão ser obrigados a emitir receita eletrônica

Agência Câmara de Notícias 06 de maio de 2012 (domingo)

A Câmara analisa proposta que obriga os médicos de cidades com 200 mil habitantes ou mais a emitir receita digitada e rastreável eletronicamente, por meio de código de barras. A medida, que está prevista no Projeto de Lei 3344/12, valerá também para médicos de cidades menores, desde que eles receitem medicamentos subsidiados pelo governo por meio do programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde.

O autor da proposta, deputado Ademir Camilo (PSD-MG), explica que esse tipo de receita, que deverá ser acessada por meio de sistema integrado entre médicos, farmácias e órgãos governamentais de fiscalização, deve evitar erros de interpretação em razão da caligrafia.

Além disso, segundo ele, a medida impede fraudes na concessão dos benefícios do programa Farmácia Popular, que prevê ressarcimento de recursos à rede privada de farmácias aderentes. De acordo com Camilo, algumas farmácias vêm registrando vendas falsas, com o uso indevido de dados de pacientes e médicos, para obter o ressarcimento devido pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, esse tipo de fraude já causou um prejuízo de mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos.

Itens obrigatórios
A proposta também especifica os itens obrigatórios em cada receita médica, seja ela digitada ou manual: identificação do paciente (nome, número do documento oficial, idade e, se necessário, peso); identificação do medicamento, com concentração, dosagem, forma farmacêutica e quantidade; modo de usar ou posologia; duração do tratamento; local e data da emissão; assinatura e identificação do médico com o número de registro no respectivo conselho profissional; e espaço em branco para preenchimento, pela farmácia, do número do lote e do prazo de validade do medicamento.

De acordo com o projeto, as receitas também deverão indicar se o medicamento prescrito é genérico ou de marca. Neste caso, o nome do medicamento genérico também deverá constar do documento.

Tramitação
A proposta, que está sujeita a apreciação conclusiva, será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

fonte: Agenia Camara

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Doença ‘Benjamin Button’ obriga homens a voltarem a morar com os pais




Dois irmãos britânicos que tinham relações e trabalho normais foram forçados a voltar para a casa de seus pais, depois de serem diagnosticados com uma rara doença – leucodistrofia – que os faz se comportar como crianças. Apelidada de Benjamin Button, a doença recebe esse nome devido ao filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”, de 2008.

Matthew e Michael Clark agora têm a idade mental de crianças e precisam de todo o tipo de cuidado.
A doença é rara e estima-se que, só no Reino Unido, apenas 100 adultos são afetados. No Brasil, não existe levantamento da incidência da doença.

Segundo o Centro de Estudos do Genoma Humano, da Universidade de São Paulo, a leucodistrofia é uma doença geneticamente determinada que afeta o sistema nervoso em decorrência de uma alteração progressiva da bainha de mielina, uma estrutura que reveste as células nervosas. Embora seja um grupo de doenças heterogêneas, todas apresentam um padrão progressivo de manifestação, o que significa que a doença tende a piorar ao longo da vida do paciente. Atualmente, conhece-se 25 formas de leucodistrofia.

Os irmãos ‘Button’
Michael, 42, foi membro da artilharia da Royal Air Force (Força Aérea Real, no termo em inglês), e tinha lugar garantido nos grupos que desfilavam nas paradas militares. Mas agora, com a idade mental de 10 anos, ele só assiste a desenhos animados e dá risada.

Matthew, 39, trabalhava em uma fábrica de salgadinhos, casou-se em 1990 e tinha uma filha de 19 anos. Mas esse relacionamento se deteriorou assim que ele começou a mostrar os primeiros sintomas da doença. Ele perdeu seu trabalho e foi despejado de sua casa.

Os pais das duas ‘crianças’ disseram que é terrível assistir seus filhos crescidos adoecerem perante seus olhos. “É uma doença devastadora. Ambos parecem crianças”, diz o pai, Anthony Clark, 63.

Óleo de Lorenzo
O filme homônimo de 1992, com Susan Sarandon e Nike Nolte, explorou o caso de um adolescente ianque de 14 anos, Lorenzo Odone, que sofria de leucodistrofia, e a batalha de seus pais para encontrar uma cura.
Com a ajuda de um cientista inglês, eles inventaram uma mistura de óleos que interrompia a destruição causada pela doença. Mas só era eficiente para aquele tipo de leucodistrofia, conhecida como ALD, e precisava ser tomada antes dos sintomas aparecerem.

Lorenzo morreu com 30 anos em 2008. Mais tarde, seus pais fundaram o Projeto Myelin, para promover a pesquisa de doenças que destroem a mielina, como a esclerose múltipla e as leucodistrofias. [Telegraph]

fonte: Hypescience

O tratamento adequado pode manter controlada a Doença de Crohn

O acompanhamento médico é essencial para quem tem a doença.

Curitiba – É comum ouvirmos falar de doenças autoimunes, aquelas que são causadas por alguma desordem e, como consequência, diminuem a capacidade de tolerância aos componentes do nosso organismo. Um exemplo é a Doença de Crohn que, de acordo com a coloproctologista do Hospital Santa Cruz, Dra. Sonia Time, é caracterizada pela inflamação crônica de uma ou mais partes do tubo digestivo. “A doença pode acometer da boca ao ânus sendo, entretanto, mais comum o envolvimento do intestino delgado”, destaca.

Não se conhece uma causa para a Doença de Crohn. Algumas pesquisas tentaram relacionar os fatores ambientais, alimentares ou infecções como responsáveis pelo desenvolvimento da enfermidade, porém, apenas foi possível relacioná-la ao tabagismo, já que os fumantes têm três vezes mais chances de desenvolver a doença; além disso, a outra associação está relacionada com o sistema imunológico, nosso mecanismo natural de defesa do organismo. “Nenhum desses fatores, isoladamente, poderia explicar por que a doença inicia-se e se desenvolve. Hoje ela é reconhecida como uma doença autoimune, que tem influência ambiental e genética. Em parentes de primeiro grau de um indivíduo com Crohn, a chance é 25 vezes maior de desenvolvimento”, explica Dra. Sonia.

Os sintomas da doença são diversos, como dores abdominais, cólicas, diarreia, perda de peso, sinais de desnutrição, acometimento perianal, manifestações extraintestinais, como dores articulares, lesões de pele, lesões oculares, entre outras. O diagnóstico é feito, primeiramente, pelas manifestações clínicas e exames complementares, como os endoscópicos (endoscopia digestiva e colonoscopia) e biópsia.

A boa notícia é que existe tratamento para a doença, com o uso de antiinflamatórios de ação intestinal e imunossupressões. Recentemente, também foram acrescentadas as terapias biológicas e suplementos alimentares específicos. “A doença de Crohn não tem cura, mas existe remissão da doença, ou seja, é possível ter a doença controlada por um longo período de tempo, principalmente se houver acompanhamento médico adequado”, finaliza a médica.

Hospital Santa Cruz -A instituição conta com 220 leitos e realiza 13 mil atendimentos somente no Pronto Socorro, sendo mais de 1000 cirurgias ao mês. O hospital demonstra sua qualidade através de baixos índices de infecção hospitalar, muito aquém do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, além de ser o único hospital do Paraná a estar em processo de certificação para consultas particulares e planos de saúde) nas especialidades de Cardiologia, Ortopedia, Neurocirurgia, Oncologia e Neurologia Clínica, com plantão 24 horas. Além dos atendimentos eletivo e de urgência, o Hospital Santa Cruz trabalha, também, com a Medicina Preventiva, outro grande diferencial do hospital. Serviços como o de diagnóstico por imagem e o check-up dão uma amostra da preocupação da instituição com o bem-estar de seus clientes. Mais do que curar doenças, o Hospital Santa Cruz se preocupa em preveni-las. Os clientes Personnage, por exemplo, têm acesso à sala de espera VIP, com recepção exclusiva e bilíngue, internamento sem burocracia, acompanhamento nas consultas e exames, além de laboratório exclusivo para coletas de exames. Com uma história marcada pela competência e pelo pioneirismo, o Hospital Santa Cruz está sempre em busca de novas técnicas e serviços para melhor atender seus pacientes.
[ www.hospitalsantacruz.com]

fonte: Revista Fator

quarta-feira, 2 de maio de 2012

EUA aprovam novos medicamentos para tratar peste bubônica

A FDA destacou que só ocorrem de 1.000 a 2.000 casos ao ano da doença no mundo

Imagem da bactéria 'Yersinia pestis', causadora da peste bubônica
Historicamente, esta doença, também conhecida como "Peste negra", se disseminou pela Europa na segunda metade do século XIV, matando dezenas de milhões de pessoas

Washington - Quase ninguém contrai a peste bubônica atualmente, mas as autoridades sanitárias dos Estados Unidos aprovaram nesta sexta-feira um novo tratamento para esta doença e outras formas desta infecção bacteriana potencialmente mortal.

O Levaquin, fabricado pelo laboratório Janssen Pharmaceuticals Inc., filial da Johnson and Johnson, com sede em Nova Jersey (leste), foi aprovado pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) para tratar esta praga e reduzir o risco de contraí-la após a exposição à bactéria "Yersinia pestis", que causa a doença.

"Esta é majoritariamente uma doença animal, mas pode ser transmitida aos humanos através das picadas de pulgas infectadas, contato com animais ou humanos infectados, ou exposição em laboratório", informou a FDA.

"A bactéria "Yersinia pestis" também é considerada uma ameaça biológica, que poderia ser utilizada como um agente de terrorismo biológico", acrescentou o organismo.

A FDA destacou que só ocorrem de 1.000 a 2.000 casos ao ano da doença no mundo.

O medicamento foi aprovado depois que estudos demostraram sua eficácia em macacos porque não há casos suficientes da doença em seres humanos para se realizar um teste clínico satisfatório, disse a FDA.
Os três tipos mais comuns da doença são a peste bubônica, que implica em uma infecção dos gânglios linfáticos; a peste pneumônica, que supõe uma infecção nos pulmões, e a peste septicêmica, que afeta o sangue.

Outros remédios aprovados pela agência reguladora para tratar a peste são a estreptomicina, a doxiciclina e a tetraciclina, e outras duas drogas antibacterianas do grupo das tetraciclinas.
Historicamente, esta doença, também conhecida como "Peste negra", se disseminou pela Europa na segunda metade do século XIV, matando dezenas de milhões de pessoas.

fonte: Exame



 

O que são biomedicamentos?

O tipo de medicamento pode ser obtido de uma fonte biológica, como um tecido ou sangue, de onde são extraídos compostos

Biomedicamentos
Vacinas e antissoros também são considerados biológicos
A substância ativa de um medicamento biológico é feita por (ou derivada de) um organismo vivo, como uma bactéria ou uma levedura (um tipo de fungo unicelular).

Ele pode ainda ser obtido de uma fonte biológica, como um tecido ou sangue, de onde são extraídos compostos que agem como medicamentos.

Diferentemente de um remédio sintético, que é produzido por síntese química em processos controlados, o remédio biológico tem um processo bem mais complexo, que pode envolver etapas de recombinação genética.

Seus efeitos colaterais podem ser graves e têm, geralmente, relação direta com o sistema imunológico, podendo levar a uma doença autoimune.

No Brasil, há vários biológicos em uso: insulina recombinante, interferon (diabetes), eritropoietina (anemia causada por falência renal), fatores de crescimento e anticorpos monoclonais (usados no tratamento de doenças autoimunes, no câncer e após um transplante).

Vacinas e antissoros também são considerados biológicos. O remédio Avastin, um anticorpo monoclonal, é um dos remédios contra o câncer mais usados no mundo.

Em 2011, o FDA (agência americana similar à Anvisa) retirou seu uso para casos de câncer de mama em estágio avançado, mas ele ainda é indicado para alguns tipos de câncer colorretal, pulmonar, renal e cerebral.

fonte: Exame.com