terça-feira, 4 de outubro de 2011

Os perigos do refluxo gastro-esofágico

Riad Younes
De São Paulo

Na semana passada, parecia que uma epidemia de refluxo gastro-esofagico invadiu São Paulo. Praticamente todos os pacientes que vieram ao meu consultório tinham este diagnóstico, em associação com outros problemas de saúde diversos. A maioria estava recebendo tratamento específicos, e alguns iam ser operados para a correção deste problema.

O que me chamou a atenção foi o modo desinformado, ou despreocupado, que os pacientes lidavam com o refluxo. Muitos esqueciam totalmente de mencioná-lo, até que perguntas diretas os lembravam. Razão muito simples. Numerosos indivíduos conviverame convivem com os sintomas do refluxo durante muitos anos. Por vezes décadas. Tomam medicamentos livremente encontráveis em farmácias, sem consultar médicos ou receberem qualquer orientação. Isso pode ser perigoso.

O refluxo gastro-esofágico nada mais é que o retorno do conteúdo do estômago, em direção ao esôfago, chegando até a atingir a boca. Normalmente o alimento ingerido devia seguir uma via de mão única, no processo de sua digestão. Boca-esôfago-estômago-intestino. O estômago tem líquido muito ácido, próprio para "derreter" os alimentos e prepará-los para a digestão adequada. O esôfago, no entanto, não está "equipado" normalmente para receber substâncias muito ácidas. Quando o refluxo ocorre, o esôfago é irritado, criando inflamação crônica, e até úlceras.

Os sintomas mais comuns são queimação na "boca do estômago" e na região central do tórax (atrás do coração), e a regurgitação de alimentos para a garganta ou a boca. Estes sintomas são geralmente intermitentes, crônicos, aparecendo em algumas situações, mas facilmente contornáveis com manobras ou medicamentos simples. No entanto, em muitos pacientes, o refluxo pode ser perigoso. A subida frequente do líquido do estômago para o esôfago pode causar lesões graves no esôfago, úlceras, e raramente câncer. Ao mesmo tempo, regurgitar este líquido até a garganta pode levar a irritação crônica neste local. Aliás, o refluxo é uma causa muito comum de tosse seca crônica. Quando fica intensa, às vezes o líquido regurgitado entra na traquéia, e é aspirado para os pulmões. Os pacientes podem desenvolver infecções brônquicas ou pneumonias de repetição.

Portanto, auto-medicação pode esconder um problema mais grave, que somente consegue ser adequadamente avaliado com consulta médica e orientação. O refluxo, por sinal, é fácilmente tratável na maioria das pessoas. Dificilmente curável, seu controle é rotineiro, e suas complicações geralmente evitadas de forma simples. Alterações de hábitos alimentares (não comer antes de deitar, e evitar hábitos ou alimentos que deflagrem os sintomas), evitar obesidade (a gordura intra-abdominal aumenta a pressão no estômago e força o líquido de volta em direção ao esôfago), além de medicamentos que aceleram o esvaziamento do estômago e fortalecem a contração do músculo que impede o retorno do líquido para o esôfago, são comumente suficientes.

Alguns pacientes, no entanto, precisam de tratamento cirúrgico para evitar o refluxo. Felizmente, penso que 5% dos pacientes com refluxo chegam a ser operados. E a operação, atualmente, pode ser feita através de videolaparoscopia, com pequenos furos no abdome e recuperação rápida. Apesar disso, a cirurgia deve ser detalhademente discutida com o médico. Apesar de raros, existem potenciais complicações ou efeitos colaterais ao procedimento que devem ser esclarecidos.
Um estudo recentemente publicado na presitgiosa revista Jama, por cientistas da Universidade de Nantes na França, comprovou a eficácia dos tratamentos, tanto medicamentosos quanto cirúrgicos, na maioria absoluta dos doentes. Estas opções terapêuticas são múltiplas e disponíveis em quase todos os hospitais no Brasil. No entanto, os cientistas franceses alertam que os tratamentos podem acarrretar efeitos colaterais em 10% a 24% dos pacientes. Recomendam que evitemos que pessoas com problema de fácil controle ignorem seu potencial de complicações e sejam tratados de forma inadequada.

Riad Younes é professor Livre Docente da Faculdade de Medicina da USP. Médico do Centro Avançado de Oncologia do Hospital São José e do Núcleo Avançado do Tórax do Hospital Sírio Libanês, São Paulo. Especialista em câncer de pulmão. Foi Diretor Clínico do Hospital Sírio Libanês de março 2007 a março 2011. 
 
Fale com Riad Younes: rnyounes@terra.com.br

fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5391689-EI18157,00-Os+perigos+do+refluxo+gastroesofagico.html

Portugal - Prescrição por DCI discutida dia 28 no Parlamento

Prescrição por DCI discutida dia 28 no Parlamento
Paulo Macedo anunciou esta manhã que o Governo vai avançar com a generalização da prescrição por substância activa ou DCI (Denominação Comum Internacional).

O anúnico foi feito na "1.ª Conferência Anual de Saúde TSF/SNS: Custos e Benefícios", que decorre no Centro de Cultural de Belém, em Lisboa, e na qual o ministro da Saúde analisou as medidas que têm sido tomadas em termos de contenção de custos.

Paulo Macedo revelou então que a DCI deverá ser apresentada até ao final deste mês e que a proposta de lei do Governo será discutida na Assembleia da República dia 28.

Caso esta medida seja aprovada, a prescrição por DCI (nome da substância activa em vez do nome do medicamento) passará a existir de forma generalizada fora dos hospitais, onde os medicamentos já são receitados desta forma.

Esta é uma proposta que já está a ser discutida desde a anterior legislatura. O CDS/PP e o PSD chegaram mesmo a apresentar propostas, mas nunca existiu um entendimento.

Na abertura da conferência, Paulo Macedo fez um balanço das medidas tomadas pelo actual Governo na área da Saúde, nomeadamente a alteração dos preços dos medicamentos, a redução de custos a pagar aos convencionados em análises e meios complementares de diagnóstico e lembrou ainda as melhorias registadas no sistema de prescrição de medicamentos e exames.

"Achamos que este será um SNS com menor fraude. Em termos internacionais, a fraude corresponde a 6% das despesas da Saúde. Nós gastamos cerca de 9 mil milhões de euros". O ministro acrescentou ainda que o objectivo do Governo não é alterar os valores do Serviço Nacional de Saúde, mas que isso seja feito de uma forma sustentável.

fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2033948&page=2 

Anvisa mantém registro de sibutramina e cancela anfetamínicos


4 de outubro de 2011

A Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu nesta terça-feira (4/10) pela retirada dos medicamentos inibidores de apetite do tipo anfetamínico do mercado e pela manutenção da sibutramina como medicamento para o tratamento da obesidade com a imposição de novas restrições.


De acordo com a decisão dos diretores, os medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona terão seus registros cancelados, ficando proibida a sua produção, o comércio, a manipulação e o uso destes produtos. Estes três medicamentos são do grupo denominado inibidores de apetite do tipo anfetamínico.

O relatório apresentado durante a reunião mostra que o uso dos anfetamínicos está  baseado na prática clínica , que é o tipo de evidência menos consistente e menos segura segundo os padrões atuais para registro de medicamentos. O texto informa ainda que há evidências de eventos adversos graves, que associadas à ausência de dados confiáveis de segurança justificaram a decisão dos diretores.

Em relação à sibutramina, a decisão da diretoria da Anvisa, por três votos a um, foi de manter o medicamento no mercado com a inclusão de novas exigência e mais restrições para o uso do produto. O relatório apresentado pelo diretor-presidente, Dirceu Barbano, informa que o perfil de segurança da sibutramina é bem identificado e conhecido, o que permite identificar pacientes que podem ter algum ganho a partir do uso da substância. Um das restrições que será estabelecida é a descontinuidade do uso da sibutramina em pacientes que não tiverem resultados após quatro semanas de uso do produto.

No processo de 643 páginas, elaborado ao longo dos últimos oito meses, os técnicos da Anvisa reuniram todos os dados disponíveis de estudos sobre os medicamentos do tipo anfetamínico e a sibutramina.
Histórico
Em outubro do ano passado, a Câmara Técnica de Medicamentos, uma instância consultiva, sugeriu à Anvisa a retirada dos inibidores de apetite do mercado. Em fevereiro deste ano, a Agência realizou uma audiência pública para discutir o risco e a eficácia dos medicamentos inibidores de apetite. Desde então foram realizadas duas audiências públicas no Congresso Nacional e um painel técnico-científico internacional pela própria Anvisa.
Além disso, a Agência realizou uma teleconferência no último mês de setembro com a agência para medicamentos e alimentos norte-americana, o FDA, para levantar informações sobre o uso da sibutramina naquele país e sua posterior proibição.

A discussão teve início por conta da publicação do estudo Scout que trouxe novas informações sobre os riscos e eficácia da sibutramina. Por esta razão o país iniciou um debate sobre este medicamento e os medicamentos do tipo anfetamínicos.


Imprensa/Anvisa

http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/imprensa/!ut/p/c5/rZHJkptAEES_ZT7A6oVm0RFQ093sm5DEhcCSLCFAYA8CwdebCJ89p6mKPGVEvsookIN1n-VY3cqh6p5lA44gVwqT6ZyoLoRQMUwomOwrchRAtiXgAI6QFMlj7sVSL_FjiT0_FZPnRqvY5NMZDztT8mjjp7vYTpYID6kOh0c0I2-LMiuiuoW90hcfa1b-BQ0G-J8P_zM6BD7v2is4gVwtMoY17jAEma0aUNCUWwG0JDtUQfqNN3_Jksm3smyQVz_bzXRuN3ADiYQlWSJoi4iqIY2svwhPyKCdmHb0MNJ7fkk6301n9xV17YnlPcaVQa4azfEvqbBehSyN5_FTei8KNy4IlQyL054f5Dd6dVOzRAr3niLs68v9d8rKUX0zeZRfMEwGlJhP8ScuXC1wNEgFCenRuoW0qY8vobf1bOxvaTpUyYClcxMclPTCFT7ZfuYEdZzdP_dOnFHzXuvl1fwRhUMdOKaVhXDra9N-we77Afp27PmE1mrTx19mA4gx/dl3/d3/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/?pcid=1e2001804891c98784eaa4fa35813921

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Medicamentos sem registro na ANVISA estava sendo usado no hospital de Chapadão do Céu

Medicamentos sem registro na ANVISA estava sendo usado no hospital de Chapadão do Céu

Vereadores vão apurar com mais detalhe o caso

Na cidade de Chapadão do Céu – GO estava sendo usado um método chamado PROCURA onde o responsável por este método é o Drº  Eduardo Aquino, medico psiquiatra,depois de algumas reclamações de populares ao vereador Uelton Correia Matias e os demais vereadores visando o melhor atendimento a população entenderam que esse método continha erros graves.Dentre eles foi a constatação  que um dos medicamento  que este medico usava nos pacientes através da secretaria municipal de saúde não tem  registro na ANVISA ( Agencia Nacional de  Vigilância Sanitária ).

Então os vereadores questionaram a respeito da compra deste medicamento pela secretaria municipal de saúde, da Alemanha e sem procedência e sem o devido registro na ANVISA.Sendo que a secretaria municipal de saúde foi a radio no dia 30/06/2010 e disse que não era este medicamento,que era outro nacional ,mas o vereador Uelton tem a caixa do medicamento,a bula do medicamento, do mesmo que estava sendo aplicado nos pacientes o tal importado sem registro no Brasil.E tem em gravação que o medico sempre afirmava que o medicamento era importado da Alemanha e citava o nome do remédio

O medico foi convocado na câmara municipal de Chapadão do Céu – GO em um oficio unânime de todos os vereadores para dar alguns esclarecimento, sobre este método (Procura) que o próprio medico dizia ser a salvação de muitos pacientes. Essa sessão foi realizada dia 04 de abril de 2011 no plenário legislativo para trazer  esclarecimentos do  próprio médico que ao invés de fazer um esclarecimento profissional do método,o mesmo pautou em zombar dos vereadores fazendo piadinhas e não respondia as perguntas necessárias.
Depois destas faltas de documentos, o vereador Uelton e demais vereadores perceberam que poderia ter muito mais irregularidades, então começou um trabalho árduo atrás de provas e acabaram descobrindo que este  medicamento , (MAPROTILIN-NEURAXPHAM ( Injekitions Losung 25mg/2ml ) que o medico aplicava nos pacientes não teria o registro da ANVISA,sendo que este medicamento é aplicado endovenoso ( aplicação na veia ).

Este médico foi denunciado ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CREM-GO), que irá tomar as devidas providencias.

No dia 05 de setembro de 2011 os fiscais da SUVISA fizeram uma inspeção na farmácia do hospital municipal de Chapadão do Céu – GO para verificar procedências de denuncias, documentos este que consta o seguinte numero C.I.nº 83/2011/CFM/GVSP/SUVISA/SES/GO e conforme o relatório da inspeção  foi constatado  o uso deste medicamento através de prontuários médicos e notas fiscais.

Pela infração sanitária cometida, o hospital foi atuado pelos fiscais desta SUVISA ( AI nº 004662) e respondera a processos administrativos e por este motivo o estabelecimento de saúde foi atuado também conforme o auto de infração nº 004662, de 05/09/2011.

Os vereadores fizeram uma reunião no dia 28 de setembro de 2011 e iram tomar as providencias cabíveis.

Todos os documentos que provem estas denuncias estão na Câmara Municipal de Vereadores de Chapadão do Céu – GO .

Assessoria Jurídica Câmara Municipal de Chapadão do Céu - GO
Fonte: http://www.ocorreionews.com.br/noticia/8678-medicamentos-sem-registro-na-anvisa-estava-sendo-usado-no-hospital-de-chapadao-do-ceu-.html

Álcool e combinação de remédios podem alterar efeito de medicamentos

Neurologista Luiz Bacheschi participou do Bem Estar desta segunda (3).
Infectologista Caio Rosenthal falou sobre a interação entre remédios.



Usar remédio por conta própria, sem indicação médica, todo mundo sabe que não deve fazer. Mas há outras dúvidas corriqueiras mais difíceis de responder, como o que é melhor tomar junto com um medicamento: água, leite, suco ou iogurte? Devemos fazer isso em jejum ou durante as refeições?

Também é comum ter dúvidas sobre interações entre remédios e sobre a interferência do álcool no efeito dos medicamentos. Para responder a todas essas perguntas, o Bem Estar desta segunda-feira (3) levou ao estúdio o infectologista Caio Rosenthal e o neurologista Luiz Bacheschi.

O calor e a umidade podem alterar a atuação de um remédio. Por isso, nunca guarde as caixas no banheiro ou na cozinha, nem ao alcance das crianças. Durante o uso, conserve a embalagem original, pois, se houver algum problema, é possível identificar o lote.

O ideal é não guardar medicamentos de que você não vai mais precisar. Mas, se não for possível, evite usá-los sem voltar ao médico, caso o remédio exija receita.
Ainda não há uma legislação no Brasil que oriente o descarte do consumidor comum. Algumas farmácias fazem o recolhimento das sobras.

Medicamentos isentos de prescrição – que não têm tarja – devem ser usados segundo a indicação de um farmacêutico. Eles tratam sintomas como dor de cabeça, azia, febre, tosse, afta ou dor de garganta, e devem ser suspensos se os sintomas persistirem.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os remédios isentos de prescrição são aprovados pelas autoridades sanitárias para tratar sinais e males menores, disponíveis sem receita médica.

Caso tenha algum problema após usar um medicamento, leve o remédio e a embalagem original à Vigilância Sanitária da sua cidade. E procure imediatamente o médico se passar mal após tomar um remédio.
Para evitar que um medicamento prejudique o outro, diga sempre ao médico o que você está tomando, mesmo que sejam remédios comprados sem a necessidade de receita. Antiácidos, por exemplo, podem diminuir a ação de anti-inflamatórios e antibióticos. Outros remédios, como anti-inflamatórios, podem mascarar doenças mais graves.

Não combine álcool com:
- Analgésicos, antitérmicos ou anti-inflamatórios: causar problemas no estômago
- Antidepressivos: pode aumentar a pressão arterial e diminuir o efeito
- Antibióticos: pode provocar vômitos, dor de cabeça e até convulsão
- Antidiabéticos: pode desencadear hipoglicemia severa
- Medicamentos cardiovasculares: pode causar vertigens e desfalecimento

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/10/alcool-e-combinacao-de-remedios-pode-alterar-efeito-de-medicamentos.html