terça-feira, 18 de outubro de 2011

Verdades e mentiras sobre a pílula do dia seguinte

Muitas pessoas não sabem como age a pílula do dia seguinte e acabam utilizando-a de forma equivocada.
A pílula do dia seguinte  é um medicamento muito utilizado, atualmente. Mulheres que não fazem uso de anticoncepcional oral ou que acabam, por algum motivo, não usando preservativos costumam fazer uso desse método contraceptivo regularmente, e isso não é bom.

Como funciona a pílula do dia seguinte?

Esse medicamento é um agrupado de hormônios, que caem como uma “bomba” no organismo, modificando todo o percurso natural  da fecundação. Ou seja, ele faz com que o muco que as mulheres produzem fique espesso, dificultando a passagem do espermatozoide. Os hormônios, em grande quantidade, impedem que o óvulo maduro seja liberado para a fecundação. Depois de alguns dias, os níveis hormonais abaixam e então ocorre um sangramento, que não é, exatamente, uma menstruação, pois não foi provocado naturalmente.

É importante ressaltar algumas verdades e mentiras da utilização da pílula. Afinal, ela deve ser utilizada com muito cuidado.

1.A pílula não deve ser utilizada como anticoncepcional, em hipótese nenhuma. Para isso, existem outros medicamentos, que são muito mais seguros do que o remédio em questão.

2.Só deve ser utilizada em caso de emergências. Caso contrário, pode não fazer efeito. Após um longo período decorrido da relação sexual, pode ser que o espermatozoide já tenha chegado ao óvulo e fecundado. Se isso ocorrer, de nada adianta tomar a pílula. É necessário tomá-la o mais rápido possível, até 72 horas, após o ato sexual desprotegido.

3.A ação da pílula não é abortiva. Ela funciona evitando o início da fecundação e não tem efeito após a gravidez já instalada.

4.Se uma mulher tomar o medicamento estando grávida, ela continuará grávida.

5.Existem dois tipos de pílula. A de dose única e a de duas doses. Sendo a segunda, utilizada  um comprimido após o ato sexual e outro, doze horas depois.

6.Se após a utilização da pílula, a mulher apresentar vômitos ou diarreia, deverá repetir a dose do medicamento. Existe uma grande chance do remédio  não fazer efeito, porque ao vomitar, grande parte do medicamento pode ter sido eliminada. E no caso da diarreia, pode não ter dado tempo do comprimido ser absorvido pelo organismo.

7.Se a pessoa utilizar a pílula com muita frequência, as chances de engravidar vão aumentando gradativamente. Isso ocorre, porque o organismo pode começar a se adaptar com a quantidade de hormônios que a pílula gera. Assim, não terá mais o efeito que a “bomba de hormônios” causa, ou seja, o espermatozoide ficará livre para chegar ao óvulo.

8. Após a ingestão do medicamento, podem ocorrer alguns efeitos colaterais como dor de cabeça, dores no corpo, sensibilidade nos seios, alteração do ciclo menstrual e alergias pelos componentes da fórmula.

9.Usar a pílula do dia seguinte não previne doenças sexualmente transmissíveis como AIDS, sífilis, gonorreia entre outras.

10.  Atraso na menstruação é normal, depois do uso desse medicamento. A quantidade de hormônio liberada desregula todo o ciclo menstrual.

11.  Não tem como saber se a pílula teve o resultado desejado. O ideal é aguardar e fazer o exame de sangue, após três semanas.

Faça sempre uso de preservativos. Apenas as camisinhas são capazes de evitar algumas doenças de contato sexual. A pílula do dia seguinte deve ser tomada, apenas, em caso de emergência.

Cuide da sua saúde. Proteger-se é a melhor prevenção.


Fonte: Mundodastribos

2 comentários:

  1. "3.A ação da pílula não é abortiva. Ela funciona evitando o início da fecundação e não tem efeito após a gravidez já instalada."

    Não é tão simples assim. As bulas descrevem um efeito semelhante ao dos anticoncepcionais hormonais, portanto, o segundo efeito, que é o de impedir a implantação do zigoto no útero é acionado, expelindo assim o zigoto do corpo da mulher.

    Para muitas pessoas, uma nova vida se inicia após a fecundação e a união do material genético.

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