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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Profissão sendo boicotada por profissional

Acabo de ficar sabendo...
Criaram um grupo de WhatsApp para avisar quando o fiscal do CRF está na cidade.
Ai você pensa e pergunta...
O Farmacêutico reclama do salário porque o dono não quer sua presença na empresa.
Ai o Conselho vai fiscalizar e vc avisa todos que está tendo fiscalização e por isso corre para a farmácia.
Sabe quando você vai ter um salário digno?
Dá para acreditar que o Farmacêutico trabalha defendendo a empresa que está arruinando com sua carreira profissional?
Difícil entender essa lógica!
Acho que estou ficando velho mesmo...

quinta-feira, 26 de março de 2015

Farmacêutica é detida suspeita de vender remédios sem receita em GO

Cerca de 500 medicamentos estavam escondidos em armários de drogaria.
Segundo delegado, eles não foram registrados no site da Anvisa.


Paula ResendeDo G1 GO

Uma farmacêutica de 41 anos foi presa, na terça-feira (24), suspeita de vender medicamentos de uso controlado sem receita médica e de sonegação fiscal. O comércio ilícito de remédios ocorria na drogaria da mulher, localizada no Loteamento Alphaville, em Goiânia.
Cerca de 500 caixas de remédios estavam escondidas e trancadas dentro de dois armários do estabelecimento. “Isso nos leva a crer que esses medicamentos estavam lá para serem vendidos sem a receita médica, tendo em vista que eles não foram lançados no sistema da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, afirma o delegado responsável pela investigação, Webert Leonardo Lopes, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon).
A Vigilância Sanitária interditou a venda de medicamentos de tarja preta na farmácia. Segundo a polícia, os demais documentos da empresa estavam regulares.

Ocultação de remédios
O delegado informou que a drogaria era investigada há dois meses, após uma denúncia. Na terça-feira, policiais foram acompanhados de fiscais do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde à empresa e constataram as irregularidades tributárias e contra os clientes.
Segundo o delegado, ao chegar ao local e se deparar com o armário trancado, ele questionou o que havia dentro do móvel. A farmacêutica e o marido disseram à polícia que havia receitas e documentos e que a chave não estava na empresa.
“Essa chave não apareceu em três horas que nós ficamos lá, ocasião em que aumentou a nossa desconfiança e autorizamos a abertura desses armários de forma coercitiva e, para nossa surpresa, contrariando as alegações deles, estavam vários medicamentos”, disse o delegado.
Para a polícia, isso também é um indício de que a empresa sonegava os impostos desses medicamentos. “Esses medicamentos estavam ocultos e trancados não foram declarados. No nosso entendimento, eles cometeram crimes contra a ordem tributária e crime contra as relações de consumo”, afirma Santos.
Medicamentos estavam trancados dentro de armário em drogaria de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Medicamentos estavam trancados dentro de armário em drogaria  (Foto: Reprodução/ Decon)
A farmacêutica foi encaminhada à Decon, mas foi libertada após pagar fiança de R$ 3 mil. O delegado possui 30 dias para concluir o inquérito. No entanto, ele acredita que a mulher será autuadas pelos crimes contra a ordem tributária e ao consumidor. Caso seja condenada pelas dois artigos, a profissional pode pegar de 4 a 7 anos de prisão.
Tarja Preta
A ação deflagrada na terça-feira integra a Operação Tarja Preta, instaurada desde o inicio do ano pela Decon e que visa reprimir o estoque e comércio ilícito de medicamentos controlados entre outros crimes. O delegado informou que neste período cerca de cinco pessoas foram presas e houve a conclusão de dez inquéritos policiais.
Esta operação não tem relação com operação também denominada Tarja Preta, deflagrada em 2013 pelo Centro de Segurança Institucional de Inteligência (CSI) do Ministério Público Estadual (MP-GO) em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Na ocasião, 59 pessoas foram denunciadas. Dentre elas, 11 prefeitos e um ex-prefeito.

Fonte: G1

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Middlesex County pharmacist suspended for Internet drug scheme

The state has suspended the pharmacist license of the former owner of the Towne Pharmacy who illegally distributed a prescription painkiller to people across the nation in an Internet scheme.

Peter J. Riccio, who in February 2014 sold the North Avenue pharmacy, pleaded guilty in federal court in June 2014 to giving Fiorcet, a pain drug that contains a potentially addictive ingredient, to patients who actually had not been seen by doctors. Out-of-state prescribers instead wrote prescriptions for patients who had filled out online questionnaires.

Riccio, who also owned two Lehigh Valley pharmacies in Pennsylvania, was sentenced to two years probation and a $100 mandatory assessment.

The pharmacy, a local landmark now called Ray Pharmacy, wants to have a new beginning.

"We want to give our customers a fresh start," said Tanup Patel, the manager of Ray Pharmacy. "The history of the pharmacy doesn't have to affect customer service. Our whole goal in taking over the business is to treat the customers fairly."

Riccio still owns the approximately 2,500-square-foot space, but the store has new pharmacists, a bilingual employee to assist customers with prescriptions as well as insurance and a van for home deliveries.
"They can have the same neighborhood service with a new owner," Patel said. "We don't want to go into the past. We want to create a better future for the pharmacy."

Scheme
The federal indictment against Riccio said that customers would visit a website offering prescriptions where customers would choose a drug, then answer yes-or-no questions.

The website, which Riccio did not own or operate, then would send the questionnaire to a physician — often not practicing in the state where the customer lived — who wrote a prescription, without examining or speaking to the customer, reviewing medical records and verifying the information.

The website operator then would send the prescription to Riccio, who filled it and sent it through the mail or by a carrier service to the customer, according to the federal indictment.

On Feb. 5, the state Board of Pharmacy ordered the suspension of Riccio's license for a minimum of five years, beginning retroactively on the date of the June 2014 judgment of conviction.

The state will not consider the reinstatement of Riccio's license at least until June 20, 2019. Before applying for reinstatement, Riccio must pay $45,000 in civil penalties and $14,668.50 to repay the state's investigative and legal costs.

"This pharmacist chose to put profits ahead of public safety and professional integrity," Acting Attorney General John J. Hoffman said. "He provided an addictive, dangerous and often-abused drug to patients who had not actually been seen and evaluated by the unscrupulous doctors who allegedly wrote their prescriptions. I applaud the Board of Pharmacy for suspending his license."

"Pharmacists are required to use their professional judgment when filling prescriptions — especially when, as in this case, the pharmacist admitted that he knew doctors had written these prescriptions without actually seeing the patients," Division of Consumer Affairs Acting Director Steve Lee said. "A licensed practitioner who would engage in such irresponsible behavior has no place practicing in New Jersey — especially at a time when the abuse and diversion of prescription drugs remains one of our greatest public health threats."

Staff Writer Mike Deak: 908-243-6607; mdeak@njpressmedia.com

sexta-feira, 25 de abril de 2014

'Quero justiça', diz mãe de menina morta após inalar remédio errado

Suspeita é que remédio tenha sido vendido por equívoco em farmácia.
'Caixinha de genérico é tudo igual', diz mãe de adolescente de 14 anos.

A mãe da adolescente de 14 anos que morreu na última segunda-feira (14) após ter inalado um remédio errado durante uma crise de asma no Rio Grande do Sul afirmou que quer justiça e que não percebeu na embalagem que se tratava de outro medicamento. O corpo de Andriza Oliveira da Silva foi sepultado na terça em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde ela morava.

"Eu só olhei na caixinha, entendeu? E caixinha de genérico é tudo igual. E eu olhei e dei para ela fazer", desabafou a mãe. "No momento em que ela começou a fazer a nebulização, ela disse: 'Mãe, tá aumentando a minha falta de ar'. Eu quero que haja justiça, para não haver outros erros que nem esse", afirmou Roseli de Oliveira da Silva.

Segundo a investigação, a adolescente precisava inalar um broncodilatador, mas acabou usando um colírio para glaucoma na nebulização, que faz o efeito contrário. O produto foi comprado por uma irmã de 10 anos de Andriza, enquanto a mãe estava no trabalho. "A receita foi levada com um bilhete com o nome do remédio, que não tinha nada a ver com o que retornou à residência da menina", contou o primo de Andriza, Rodrigo Barbosa da Silva.

A família registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. Na quarta (16), a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca na farmácia onde há a suspeita de erro na venda do medicamento. Foram recolhidos computadores, com o objetivo de verificar os registros no sistema. Policiais também tentam ter acesso às imagens das câmeras de segurança, que podem ajudar na investigação. O proprietário e uma gerente da farmácia prestaram depoimento.

A polícia também pediu ao Instituto Geral de Perícias laudos complementares sobre o que provocou a morte da adolescente. A certidão de óbito diz que ela foi vítima de um "edema pulmonar agudo", ou seja, excesso de líquido nos pulmões provocado por insuficiência cardíaca. Entretanto, o documento não esclarece se o uso da medicação errada pode ter influenciado para que isso ocorresse. O texto apenas informa que esses exames devem ficar prontos em três meses.

A Polícia Civil deve ouvir ouvir os depoimentos da vendedora e da farmacêutica. "Se confirmado através do laudo que o que causou a morte da menina foi o uso do medicamento que ela entregou por engano, com certeza a funcionária responde por homicídio culposo", afirma o inspetor Leonardo Gardel.
Além disso, a corporação já ouviu informalmente o dono da farmácia. Procurada pelo G1, a rede da qual a farmácia faz parte disse que está ciente do ocorrido, mas que ainda não foi possível verificar os fatos  a fim de ter uma posição efetiva.

Conselho Regional de Farmácia abre processo
O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul instaurará um processo ético disciplinar para apurar as responsabilidades pelo caso. De acordo com o presidente do órgão, Roberto Canquerini, o órgão vai apurar a suposta participação da farmacêutica no episódio.

"O atendente vende [o remédio] sob a supervisão do farmacêutico. O farmacêutico tem mais atribuições na farmácia, além do atendimento. Por isso que a gente tenta trabalhar sempre com um número maior de farmacêuticos", explicou Canquerini.

Ainda segundo ele, para medicamentos de tarja vermelha, não é obrigada a retenção da receita no estabelecimento, mas os remédios precisam de prescrição médica no ato da venda. "É comum as pessoas adquirirem remédios de tarja vermelha sem a prescrição médica, diferente dos remédios de tarja preta que a prescrição precisa ficar retida na farmácia", sustentou. O Conselho Regional de Farmácia vai solicitar acesso ao inquérito da Polícia Civil sobre o caso.

Fonte: G1

segunda-feira, 14 de abril de 2014

[Off Topic] - Dilema de um pai para criar um filho no Brasil. Devo educa-los para serem éticos?

Interessante texto de Gustavo Ioschpe (Economista).

"... Assim é que, criando filhos brasileiros morando no Brasil, estou às voltas com um deprimente dilema. Acredito que o papel de um pai é preparar o seu filho para a vida. Essa é a nossa responsabilidade: dar a nossos filhos os instrumentos para que naveguem, com segurança e destreza, pelas dificuldades do mundo real. E acredito que a ética e a honestidade são valores axiomáticos, inquestionáveis. Eis aí o dilema: será que o melhor que poderia fazer para preparar meus filhos para viver no Brasil seria não aprisioná-los na cela da consciência, do diálogo consigo mesmos, da preocupação com a integridade? Tenho certeza de que nunca chegaria a ponto de incentivá-los a serem escroques, mas poderia, como pai, simplesmente ser mais omisso quanto a essas questões. Tolerar algumas mentiras, não me importar com atrasos, não insistir para que não colem na escola, não instruir para que devolvam o troco recebido a mais..."

Texto completo em:  http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/gustavo-ioschpe-devo-educar-meus-filhos-para-serem-eticos

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O mercado de medicamentos não tem base moral?

Albert Sabin, cientista que dispensa apresentações,  descobriu a vacina que leva seu nome e que foi aprovada pelo Serviço Público de Saúde dos Estados Unidos em 1961. Seu produto, preparado com o vírus atenuado da pólio, poderia ser tomado oralmente e prevenia a contração da moléstia.

Sabin renunciou aos direitos de patente da vacina que criou, facilitando sua difusão e permitindo que crianças de todo o mundo fossem imunizadas contra a poliomielite. Sua descoberta efetivamente eliminou a pólio em quase todo o mundo

Não se fazem mais cientistas como Sabin. Atualmente, a corrida por registros e  patentes é uma forte marca da “inventividade humana”, aliás, na maior parte dos casos, produzidas por cientistas-empregados das grandes corporações de medicina, biologia e medicamentos. Onde foi parar a humanidade da ciência?

O noticiário internacional das últimas semanas mostrou que cerca de cem oncologistas de quinze países denunciaram em um artigo[1] os preços abusivos dos medicamentos contra o câncer necessários para preservar a vida dos doentes, particularmente nos Estados Unidos, e fizeram um apelo para que prevaleçam "as implicações morais".

Veja isto: Entre os doze tratamentos contra o câncer aprovados em 2012 pela agência americana que regula alimentos e medicamentos (FDA), onze custam mais de 100.000 dólares por ano. Segundo esses médicos especializados em leucemia, um custo desta magnitude não se justifica moralmente porque os medicamentos, dos quais dependem os doentes para preservar sua vida, não deveriam estar submetidos às leis do mercado.

"Quando um produto afeta a vida ou a saúde das pessoas, o preço justo deveria prevalecer por suas implicações morais", escreveram os médicos, dando como exemplo o preço do pão na época da fome, da vacina da poliomielite e de tratamentos de patologias crônicas como diabetes, hipertensão arterial ou tuberculose.

O mercado engole tudo. E, na medida em que os conservadores liberais passaram a  dominar o livre mercado e a defender que a economia deve ser deixada a si mesma, sendo que a ciência econômica deve ser neutra, isto é, não pode emitir juízos de valor, mas apenas descrever os fatos, parece que algo do humano de perdeu. E, de fato, um ser humano absolutamente “neutro”, sem uma base moral, não é “bem” um ser humano, pois falta algo nele. Falta um mínimo de senso de solidariedade, de bom senso, de conduta justa etc., enfim, de “humanidade”.

É de conhecimento geral a vida  de um casal de historiadores que descobriu que seu filho Lorenzo de 8 anos de idade era portador de uma doença rara e degenerativa diagnosticada como adrenoleucodistrofia (ALD), que provoca uma incurável degeneração do cérebro, levando o paciente a morte em pouco tempo.

A história de Lorenzo e seus pais ficou mundialmente conhecida em função da realização do excelente filme “O óleo de Lorenzo”[2] . O filme é uma lição de vida e a vida de Augusto e Michaela Odone – os pais de Lorenzo –  uma lição de humanidade. Haveria muito o que falar sobre o filme (e a quem não assistiu, indico), mas vou centrar num dos aspectos: o do mercado (ou da falta dele, no caso).

Mas, é necessário um pequeno resumo: O drama começa quando o casal descobre que o filho Lorenzo é portador da ALD. De acordo com os médicos, o garoto não viveria mais do que três anos. O desespero toma conta dos pais e afeta fortemente  Michaela, pois Lorenzo, além de ser seu único filho, herdara a patogenidade dela, eis que a ALD transmite-se exclusivamente de mãe para filho (somente do sexo masculino) devido a uma disfunção genética relacionada com o cromossomo sexual X. Apenas as mulheres são portadoras, havendo 50% de chances de transmitirem a doença  para o filho.

Augusto e Michaela acabam por se envolver com os membros de uma ONG de pais com filhos portadores de ALD, porém constatam que esses pais se preocupavam principalmente em aceitar a doença, buscando somente a conformidade e não a cura.  

Inconformado com essa situação, Augusto, o pai, resolve dedicar sua vida para descobrir os fatores determinantes da doença. E, numa verdadeira epopeia, ele e Michaela acabam por descobrir um problema com a dieta dos doentes: utilizando um  óleo especial de oliva, Lorenzo conseguiu, apesar de não ter voltado  ao estado normal de saúde, barrar a doença, com melhoras significativas (Lorenzo Odone morreu aos 30 anos, em 30 de maio de 2008, um dia depois de fazer trinta anos, por causa de uma pneumonia. Ele viveu 20 anos a mais do que os médicos previram).

Augusto Odone teve o reconhecimento dos seus estudos pela comunidade médica e acadêmica americanas: o título de Doutor honoris causa por sua imensa contribuição à ciência e à medicina.

Eis a atuação do mercado: Os Odone haviam resolvido organizar um simpósio para ouvir cientistas e, juntando esforços, buscar uma saída para o problema. Daí, surgiram as questões mercadológicas. O médico que era o pesquisador que tinha desenvolvido um  modelo da dieta (que não estava dando certo) disse que os custos para um evento daquele porte eram altíssimos  e que eles não conseguiriam angariar fundos para tanto. Mas, o principal: não havia interesse naquela doença, pois ela não tinha uma grande prevalência no mundo. O número de doentes era insuficiente para motivar e sustentar investimentos para a pesquisa. (Os Odone não desistiram e conseguiram realizar o Simpósio, gastando o dinheiro que tinham e recebendo doações de amigos e colegas de trabalho).

Eis o ponto: a história dos Odone mostra como age o mercado de pesquisa: é a quantidade de doentes  que importa. Se uma doença atingir apenas alguns poucos (ainda que milhares na correlação com os gastos necessários para a pesquisa), certamente estarão fadados a permanecerem doentes e abandonados a própria sorte pelo mercado. A base do mercado não é mesmo ética!

É por essas e outras que cada, vez mais, os Governos têm intervindo no mercado de medicamentos, quebrando patentes. Já que o mercado não tem base moral, a política, que deve se sustentar nela e também nos sistemas legais justos e protetores da dignidade da pessoa humana, deve bloquear os abusos.

Fiquemos com o exemplo brasileiro: A Presidenta Dilma Rousseff prorrogou, por mais cinco anos, a quebra de patente do medicamento Efavirenz, usado no combate ao vírus HIV. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União" de 5-5-2012. Cinco anos antes, o Presidente Lula decidiu pela quebra de patente do remédio, produzido pelo laboratório norte-americano Merck Sharp & Dohme. A publicação do decreto diz: "Fica prorrogado, por cinco anos, o prazo de vigência do licenciamento compulsório das patentes no 1100250-6 e 9608839-7, referentes ao Efavirenz para fins de uso público não comercial".

Em 2007, o governo brasileiro comprava o Efavirenz a US$ 1,59 do laboratório norte-americano, detentor da patente. Com a decisão da quebra, passou a pagar US$ 0,44 de um laboratório da Índia. Foi a primeira vez que o Brasil recorreu à medida, prevista no Acordo de Propriedade Industrial (Trips) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em 2008, o medicamento começou a ser produzido no Brasil, na apresentação 600 mg, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos), que é ligado ao governo. Desde 2011, a produção supre toda a necessidade nacional do Efavirenz 600 mg. Cerca de 103 mil pessoas usam o medicamento regularmente.

O governo, no entanto, continuou pagando 1,5% de royalties ao Merck Sharp & Dohme. O remédio é repassado gratuitamente aos pacientes com Aids por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Recentemente, no dia 1º de abril. p.p., a Suprema Corte da Índia negou o pedido da farmacêutica multinacional suíça Novartis para ter direito à patente do medicamento anticancerígeno mesilato de imatinib, comercializado com o nome Glivec. A decisão  favorece os fabricantes indianos de genéricos, cujas versões do remédio custam menos de 10% da original vendida pelo laboratório suíço. 

O Tribunal indiano rejeitou a patente da Novartis ao considerar que o medicamento é uma leve modificação de um produto anterior, embora com propriedades que não mudaram, explicou o advogado Anand Grover, integrante da equipe de defesa da Associação de Ajuda aos Pacientes com Câncer. Assim, a Novartis não teria direito à patente da droga, pois esta não seria um medicamento novo. 

O advogado elogiou o Tribunal, ressaltando que a sentença "dá razão aos direitos dos pobres da Índia" e também beneficia os pacientes do mundo em desenvolvimento, pois o fármaco da Novartis custa 2.600 dólares por paciente ao mês, enquanto as versões genéricas possuem custo mensal de até no máximo 175 dólares.

Para as grandes companhias farmacêuticas, no entanto, a sentença da corte indiana pode desestimular os investimentos em pesquisa e inovação nos principais laboratórios do setor.

A disputa judicial entre a Novartis e os fabricantes de genéricos da Índia começou há sete anos, quando a companhia farmacêutica ingressou com um pedido de patente para uma nova versão do Glivec. O governo indiano negou a solicitação, baseado em uma lei que impede a aquisição de patentes a partir de pequenas mudanças em medicamentos já existentes.

Desde então, a Novartis buscava contestar a medida na Justiça. Pelas leis internacionais, companhias com direito à patente têm 20 anos de exclusividade na comercialização do produto. Após esse prazo, a empresa que primeiro quebra a patente pode vender o medicamento por 180 dias. Decorrido esse período, a produção fica liberada a outros fabricantes. 

O mercado de genéricos da Índia é um dos maiores do mundo e seus laboratórios foram pioneiros na quebra de patentes de medicamentos, política que inclusive serviu de modelo para o Brasil. 

Por fim, respondendo, à pergunta do título deste artigo, digo que, tudo indica, não há base moral no mercado de medicamentos em geral. Apesar das indústrias do setor, aparentemente, preocuparem-se com os seres humanos, o que se percebe é que o que as impulsiona é o lucro (sempre ele) independentemente do bem estar que seus produtos podem (ou melhor, devem) propiciar. Olhando o setor, se veem doentes abandonados, prática de preços abusivos e outras mazelas numa grande cadeia de abusos.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pisos Salariais e nossa realidade infernal

Mercado de Trabalho...

Frentista de posto de combusível = R$ 900,00/ 30 horas semanais.
Pedreiro = R$ 1.200,00 / 44 horas semanais.
Garçon = R$ 1.500,00 + benefícios / 30 horas.
Ajudante de Cozinha = 1.200,00 / 40 horas.
Mestre de obra = R$ 5000,00/44 horas.
Auxiliar de Jardinagem = R$ 700,00/44 horas.
Médico = R$ 2.100,00/20 horas (Sindicato dos Médicos GO).
Farnacêutico (Drogaria) = R$ 3250,00/40 horas.... 3450,00/44 horas.

Muitos colegas aceitam 1300,00/44 horas.
Poucos, mas existem, aceitam 500,00/44 horas.

Adianta Sindicato dos Farmacêuticos lutar por melhorias nas convenções coletivas?
Adianta os Conselhos profissionais fiscalizarem se estão contratando abaixo do piso?

Claro que adianta... Mas o que fará a diferença, é o profissional NÃO aceitar.
Isso mudaria e não seria necessário sequer fiscalizar.

E lembrando que o Imposto de Renda vem ai...
Muitos irão pagar o que não receberam...
Fica a dica

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Parâmetros éticos entre médico e indústria farmacêutica é assinado

Protocolo foi aprovado pelo CFM e Interfarma e está em vigor. Segundo AMB, a convivência entre médicos, indústria farmacêutica e de equipamentos deve ser clara.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) estabeleceram parâmetros para a relação entre médicos e indústrias.

O protocolo começou a ser discutido em 2010, a partir de uma proposta da Interfarma, e será assinado também por outras entidades como a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), também pioneira nas discussões, nesta terça-feira (14), na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, a iniciativa atesta que a relação entre médicos e a indústria evolui para um novo patamar. “Ganhamos em transparência e em respeito. Isso sem contar na autonomia e na liberdade que os médicos e suas entidades de representação conquistam no momento de expressar suas opiniões, ideias e análises”, ressalta.

Fazem parte do documento temas como o apoio das empresas ou entidades à organização de congressos técnicos e científicos, os patrocínios aos convidados de eventos, as ofertas de brindes e presentes, e as boas práticas esperadas no trabalho de visitação aos hospitais, clínicas e consultórios.

Segundo o presidente da AMB, Florentino Cardoso, deve ficar bastante clara a convivência entre os médicos, a indústria farmacêutica e a de equipamentos. “Devemos evitar situações onde ocorram conflitos de interesses, pois a atividade médica deverá ter sempre como principal foco o que é melhor para os pacientes. O acordo traz-nos expectativa de melhorias”, disse.

De acordo com o presidente executivo da Interfarma, Antônio Britto, “assim que o Dr. Roberto d’Avila assumiu a presidência do CFM, a Interfarma propôs um diálogo com a classe médica para avançar na pactuação e na definição do que seja ético entre médico e indústria farmacêutica, a partir da premissa de que ambos são os maiores interessados que a relação entre eles ocorra de forma transparente”.

O processo de discussão envolveu os 28 conselheiros do CFM e representantes da Interfarma. Os segmentos reafirmaram o propósito de estabelecer um compromisso de conduta ética, não abrindo mão de princípios como transparência e respeito incondicional à autonomia e independência técnico-científica da classe médica.

Antônio Britto acrescenta que “com o acordo podemos assegurar ao CFM que aquilo que estamos assinando não ficará apenas como declaração de intenção. Começaremos imediatamente a fiscalizar e, com o apoio de nossos associados, tornaremos realidade o que foi proposto no documento conjunto”.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Jadelson Andrade, diz que há um ano a entidade tomou a iniciativa de reunir as instituições envolvidas e indústria para chegar a um consenso necessário, que se corporifica agora no documento do Conselho, com total apoio da Associação Médica Brasileira.“O documento traz a necessária transparência no relacionamento médico-indústria e representa o resultado do trabalho de vários setores que, ao longo de demoradas reuniões, conseguiram um consenso entre as entidades que representam a quase totalidade dos laboratórios farmacêuticos, as sociedades médicas e o CFM”, diz. Para Jadelson, esse acordo pioneiro certamente balizará outros que se seguirão, estabelecendo parâmetros éticos que, em última instância, haverão de beneficiar o paciente, cuja saúde e correto atendimento é o objetivo final de todos os envolvidos.

Roberto d’Avila defende que, respeitadas as premissas éticas, a interação do médico com a indústria pode ser exercida de maneira positiva. “Ao assinarmos o documento, nosso principal objetivo é o respeito irrestrito à independência técnico-científica da classe médica para obter resultados que atendam, principalmente, às necessidades dos pacientes”.

CONHEÇA AS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES

· Organização de eventos
O patrocínio pela indústria será possível por contrato escrito com a empresa ou entidade organizadora.
O apoio da indústria não pode estar condicionado à interferência na programação, objetivos, local ou seleção de palestrantes.

· Participação de médicos
A presença de médicos em eventos a convite da indústria deve ter como objetivo a disseminação do conhecimento técnico-científico e não pode ser condicionada a qualquer forma de compensação por parte do profissional à empresa patrocinadora.
As indústrias farmacêuticas utilizarão critérios objetivos e plurais para identificar os médicos que serão convidados a participar de eventos, não podendo usar como base critérios comerciais.

· Sobre despesas e reembolsos
As indústrias farmacêuticas que convidarem médicos para eventos somente poderão pagar as despesas relacionadas a transporte, refeições, hospedagem e taxas de inscrição cobradas pela entidade organizadora.
O pagamento de despesas com transporte, refeições e hospedagem será exclusivamente do profissional convidado e limitado ao evento.
Fica proibido o pagamento ou o reembolso de despesas de familiares, acompanhantes ou convidados do profissional médico.
Os médicos convidados não podem receber qualquer espécie de remuneração (direta ou indireta) pelo acompanhamento do evento, exceto se houver serviços prestados fixados em contrato.
As indústrias farmacêuticas não poderão pagar ou reembolsar qualquer despesa relacionada a atividades de lazer, independente de estarem ou não associadas à organização do evento científico.

· Brindes e presentes
Os brindes oferecidos pelas indústrias farmacêuticas aos profissionais médicos deverão estar de acordo com os padrões definidos pela legislação sanitária em vigor.
Esses materiais devem estar relacionados à prática médica, tais como: publicações, exemplares avulsos de revistas científicas (excluídas as assinaturas periódicas), modelos anatômicos etc.
Os objetos devem expressar valor simbólico, de modo que o valor individual não ultrapasse 1/3 (um terço) do salário mínimo nacional vigente.
Produtos de uso corrente (canetas, porta-lápis, blocos de anotações etc.) não são considerados objetos relacionados à prática médica e, portanto, não poderão ser distribuídos como brindes.

· Regras para visitação
O relacionamento com profissionais da saúde deve ser baseado na troca de informações que auxiliem o desenvolvimento permanente da assistência médica e farmacêutica.
O objetivo das visitas é contribuir para que pacientes tenham acesso a terapias eficientes e seguras, informando os médicos sobre suas vantagens e riscos.
As atividades dos representantes das indústrias farmacêuticas devem ser pautadas pelos mais elevados padrões éticos e profissionais.
Não pode haver ações promocionais de medicamentos dirigidas a estudantes de medicina ainda não habilitados à prescrição, observadas as normas do estatuto profissional em vigor.

fonte: Saúde web

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dona de farmácia é presa por vender medicamentos proibidos no Brasil

POR VALQUÍRIA FERREIRA


Tatiana de Araújo Gonçalves, de 28 anos, foi presa acusada de vender remédios controlados sem receita médica e por comercializar produtos com a venda proibida no Brasil. Ela é proprietária da Farmácia Menor Preço, situada na Praça João Lisboa, n° 102 A – Centro.

No local, a Vigilância Sanitária Estadual encontrou nove caixas de papelão com centenas de caixas de medicamentos de uso controlado, sendo que alguns têm a venda proibida no território brasileiro. Além disso, foi apreendida a quantia de R$ 4.115 em espécie. Os produtos apreendidos não possuem nota fiscal e não têm a autorização da Vigilância Sanitária.
Foto: G. Ferreira/Reprodução
Tatiana Araújo foi presa por vender remédios proibidos

A mulher presa foi encaminhada ao prédio do Departamento Estadual de Combate a Narcóticos (Denarc), na Beira-Mar, onde foi ouvida pela delegada Wanda Moura Leite. Depois autuada em flagrante por tráfico de drogas e por crime contra a saúde pública.

Segundo o delegado Cláudio Mendes, titular do Denarc, o farmacêutico da Farmácia Menor Preço vai ser chamado para depor e pode ser indiciado pelos mesmos crimes. Durante a abordagem policial, o homem conseguiu fugir.

Fonte: Jornal Pequeno

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Farmácia vende medicamento para impotência sexual sem receita

Reportagem flagrou compra do Cialis; gerente do local acredita em erro

13/10/2011 - 14:43
Da redação

Uma atendente de uma farmácia foi flagrada vendendo um medicamento para impotência sexual sem pedir receita médica, no Centro de São Carlos.

Um produtor da EPTV foi ao estabelecimento com uma câmera escondida, pediu o remédio e a atendente deu a opção do Cialis e um genérico. O produtor optou pelo medicamento mais barato e comprou sem nenhum problema. 

Produtor: "Você tem Cialis?"
Atendente: "Tenho. Esse sai R$ 18,80. E esse outro é R$ 38,60. Esse vem quatro".

A reportagem voltou ao local e, diante da câmera, a farmacêutica responsável pediu para que nossa equipe procurasse o gerente, em outra unidade.

Procurado, Marildo Leoni, gerente da farmácia, afirmou que o local não vende remédio sem receita. “Se aconteceu isso, será feita alguma coisa para corrigir”, explicou.

Medicamentos contra disfunção erétil só podem ser vendidos com receita médica. Ela não fica retida, mas a prescrição é fundamental. O Conselho Regional de Farmácia diz que não é possível fiscalizar todos os estabelecimentos. A Vigilância Sanitária também pode autuar o estabelecimento e abrir processo administrativo.

O medicamento foi entregue à polícia. De acordo com o Conselho de Farmácia, em caso de denúncia, o farmacêutico é chamado ao conselho de ética e, dependendo do número de ocorrências, pode perder o registro.

Outro caso
Na quarta-feira (12), outro caso de venda irregular de medicamento para disfunção erétil foi mostrado pela reportagem. Um bar, no Centro de São Carlos, vendia Pramil, que não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem venda proibida no país.

Confira o vídeo ao lado.
http://eptv.globo.com/noticias/NOT,3,3,373367,Farmacia+vende+medicamento+para+impotencia+sexual+sem+receita+em+Sao+Carlos.aspx 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cidadania - Pesquisa revela que 52% dos brasileiros compram produtos piratas

Pesquisa revela que 52% dos brasileiros compram produtos piratas

A pesquisa mostra ainda uma significativa adesão das classes A e B à prática

19/09/2011 - 13:01
Globo.com/G1

Pela primeira vez desde 2006, o número de pessoas que admitiu ter comprado algum produto pirata no ano ultrapassou os que negaram ter praticado o crime em uma pesquisa da Fecomércio-RJ, em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos, aponta o estudo referente a 2011, divulgado nesta segunda-feira (19).

Enquanto no ano passado 48% dos entrevistados disseram que compraram itens falsificados, em 2011 o percentual passou para 52%. Em números absolutos, 74,3 milhões de brasileiros teriam praticado o crime este ano, 6 milhões a mais do que em 2010.

A pesquisa mostra ainda uma significativa adesão das classes A e B à prática, passando de 47% dos entrevistados em 2010 para 57% este ano. O avanço ocorre apesar de 82% deles acreditarem que a pirataria alimenta a sonegação de impostos e 75% acharem que prejudica o faturamento do comércio.

Preço
A principal justificativa para a compra do produto pirata, de 94% dos entrevistados, é o preço, seguido pela facilidade de encontrar o item. Uma grande parcela deles, 40%, não acreditam que o uso desses produtos pode trazer alguma consequência negativa para eles próprios.

Os produtos piratas mais comprados, segundo a pesquisa, são CDs e DVDs, seguidos por brinquedos e artigos de moda, que mostraram crescimento expressivo este ano.

O levantamento foi feito com mil pessoas em 70 cidades do país, inclusive 9 regiões metropolitanas.

fonte: http://eptv.globo.com/campinas/economia/NOT,1,1,369455,Pesquisa+revela+que+52+dos+brasileiros+compram+produtos+piratas.aspx
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atenção Farmacêutico - Fornecer dados de receituário para pesquisas de mercado pode configurar infração ao Código de Ética da Profissão Farmacêutica

Fornecer dados de receituário para pesquisas de mercado pode configurar infração ao Código de Ética da Profissão Farmacêutica

CRF-SP adverte que fornecer dados de receituário é uma prática incompatível com a profissão farmacêuticaSão Paulo, 30 de maio de 2011.
Empresas do ramo de pesquisa de mercado têm contatado farmácias e drogarias com o objetivo de fazer com que estes estabelecimentos repassem a elas, por meio de parcerias, dados sobre as receitas aviadas, obtendo assim os nomes dos médicos e de seus pacientes, e os medicamentos que foram prescritos e dispensados.
O CRF-SP reforça que esta prática é incompatível com o exercício da profissão, e esclarece que o profissional envolvido nesse tipo de parceria pode infringir o art. 11, inc. VI, do Código de Ética da Profissão Farmacêutica, caso revele o sigilo do paciente, como segue:

Art. 11 - O farmacêutico, durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia, independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão, deve:
VI. guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exercício da profissão, excetuando-se os de dever legal, amparados pela legislação vigente, os quais exijam comunicação, denúncia ou relato a quem de direito;
Além disso, mesmo que o sigilo do paciente não seja revelado, a prática infringe o art. 15, inc. VI, a saber:
Art. 15 - É vedado ao farmacêutico:
VI. promover pesquisa na comunidade, sem o seu consentimento livre e esclarecido, e sem que o objetivo seja a proteção ou a promoção da saúde.
Vale ressaltar também a determinação do art. 17 inc. VII, conforme abaixo:
Art. 17 - O farmacêutico, perante seus colegas e demais profissionais da equipe de saúde, deve comprometer-se a:
VII. denunciar, a quem de direito, atos que contrariem os postulados éticos da profissão.

Profissionais que eventualmente sofram pressão por parte do empregador para colaborar com pesquisas como a citada podem entrar em contato com o canal de denúncias do CRF-SP, no telefone 0800-7702273 ou e-mail denuncia@crfsp.org.br .
Estes canais são destinados a receber informações que envolvem profissionais e estabelecimentos farmacêuticos e que comprometam e coloquem em risco a saúde da população. É mantido o mais absoluto sigilo em relação ao denunciante.

Renata Gonçalez
Assessoria de Comunicação CRF-SP

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Farmacêuticos querem barrar exigência de receita para antibióticos. FARMACÊUTICOS?????

Farmacêuticos querem barrar exigência de receita para antibióticos

Foto: Agência Brasil Zoom Venda de antibióticos passará a ter maior controle no Brasil Venda de antibióticos passará a ter maior controle no Brasil

Da Redação, com Rádio Bandeirantes

cidades@eband.com.br

A ABCFarma  (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico) pretende entrar na Justiça para impedir a exigência da receita médica na venda de antibióticos. A regra da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prevê a identificação de quem comprou o remédio com nome, RG, endereço e telefone, a partir do próximo domingo.

Uma das vias da prescrição, que terá validade de 10 dias, ficará com o paciente e a outra, com o estabelecimento comercial. O presidente da ABCFarma, Pedro Zidói, garante que a preocupação é com o acesso da população ao remédio.

Zidói vai à Brasília para tentar reverter a decisão da Anvisa, mas diz que a redução de até 50% nas vendas de antibióticos  e no faturamento não são motivos.

O presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, colocou em dúvida o objetivo das farmácias para barrar a obrigatoriedade de receita na venda de antibióticos.

Redação: Bárbara Forte

fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000370664

Carta a Band

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Carta a Band

Carta enviada através do site da e-band pelo link "Fale Conosco"


O texto


Sob o título de “Farmacêuticos querem barrar exigência de receita para antibióticos” a notícia veiculada na página eletrônica da e-Band em 22 de novembro de 2010, aborda um assunto de extremo interesse para a população. Na matéria, no entanto, um erro crasso que pode levar a sociedade a julgamentos errôneos podendo criar até mesmo constrangimentos futuros. 
Entendendo o Grupo Bandeirantes como uma referência nacional do jornalismo sério e comprometido, rogo como farmacêutico a devida correção do artigo. 
Em outras palavras, e respeitosamente, a referida associação citada na matéria não representa os profissionais farmacêuticos – profissionais da saúde, mas aqueles comerciantes de farmácia.


Carlos Santarem
Farmacêutico
Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2010



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Trabalho digno - Você sabe o que é?

Trabalho digno - Você sabe o que é?

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Trabalho Decente é um "trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna". Desta forma, o Trabalho Decente é uma condição fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável.

O elemento central do conceito de trabalho decente é a igualdade de oportunidades e de tratamento e o combate a todas as formas de discriminação — de gênero, raça/cor, etnia, idade, orientação sexual, contra pessoas com deficiência, vivendo com HIV e Aids etc.

As ações em todo o mundo para construir essa nova realidade do trabalho têm sido articuladas através de um pacto chamado de "Agenda do Trabalho Decente", cujos quatro eixos centrais são a criação de emprego de qualidade para homens e mulheres, a extensão da proteção social, a promoção e fortalecimento do diálogo social e o respeito aos princípios e direitos fundamentais no trabalho, expressos na Declaração dos Direitos e Princípios Fundamentais no Trabalho da OIT, adotada em 1998:

1) Liberdade de associação e de organização sindical e reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva (Convenções da OIT 87 e 98),
2) Eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório (Convenções da OIT 29 e 105),
3) Abolição efetiva do trabalho infantil (Convenções da OIT 138 e 182) e
4) Eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação (Convenções da OIT 100 e 111).
No Brasil, a promoção do Trabalho Decente passou a ser um compromisso assumido entre o Governo brasileiro e a OIT a partir de junho de 2003, com a assinatura, pelo Presidente Lula do Memorando de Entendimento que prevê o estabelecimento de um programa para a promoção de uma Agenda Nacional de Trabalho Decente, em consulta às organizações de empregadores e de trabalhadores. Em maio de 2006 foi elaborada a Agenda Nacional de Trabalho Decente.

A partir da Agenda Nacional de Trabalho Decente, foi elaborado um Programa Nacional de Trabalho Decente com o objetivo de estabelecer, além das prioridades, os resultados esperados e as estratégias, metas, prazos, produtos e indicadores de avaliação. Esse Programa é será incluído no PPA (Plano Pluri Anual), monitorado e periodicamente avaliado, consultando as organizações de empregadores e de trabalhadores. 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Direito Trabalhista - Farmacêutico recebia abaixo do piso ético

Farmacêutico recebia abaixo do piso ético

Fraude trabalhista descoberta em rede de farmácias de Goiânia
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A rede de farmácias Drogalins, com 12 estabelecimentos na cidade de Goiânia, foi alvo de flagrante por fraude trabalhista nesta segunda-feira, dia 9 de outubro.
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A Procuradora do Trabalho Janilda Guimarães Collo, acompanhada de dois agentes da Polícia Federal, flagrou farmacêuticos recebendo remuneração inferior ao piso salarial previsto em Convenção Coletiva, que são obrigados a assinar recibos que indicam o valor total.
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As investigações do Ministério Público do Trabalho vinham tentando comprovar a fraude há mais de dois anos, quando foi recebida denúncia do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Goiás.
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O flagrante só foi possível porque a farmacêutica Kelly Cristina Campos entrou em contato com a Procuradora responsável pelo caso, revelou o dia do pagamento e pediu orientação de como agir, pois estava sendo ameaçada de demissão.
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De acordo com Janilda Guimarães, a empresa já havia sido chamada para explicar a fraude, mas negou o fato. "O dono não só negava, como se comprometeu a pagar através de conta bancária", revelou a Procuradora.
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Aos empregados, o dono dizia que não ia pagar o piso da categoria e que, para receber o valor total, os farmacêuticos teriam que vender os produtos da farmácia para ganhar a diferença como comissão.
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Após a diligência, a Procuradora prestou depoimento na sede da Polícia Federal em Goiânia e o gerente da loja só não foi preso por não ser o responsável pela rede de farmácias. Foram apreendidos um recibo de pagamento de salário referente ao mês de setembro de 2006 no valor de R$ 1.188,00 e o valor em espécie pago de R$ 757,65. Os documentos servirão como prova na Ação Civil Pública que a Procuradora do Trabalho ajuizará contra a rede de farmácias ainda em outubro.
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Seguindo denúncias de que outras farmácias de Goiânia agem da mesma forma, o Ministério Público do Trabalho deverá investigar todas as lojas.

fonte da notícia:
http://www.pgt.mpt.gov.br/pgtgc/publicacao/engine.wsp?tmp.area=271&tmp.texto=1809

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Quanto Vale o seu Nome e sua Responsabilidade?‏

Prezado Colega Farmacêutico,

Você tem a exata noção da responsabilidade que assume ao assinar um Termo de Responsabilidade Técnica por uma empresa?

Você sabe o que significa responsabilidade técnica?

Por definição responsável técnico é aquele cidadão que detém conhecimentos em determinada área profissional, que estando legalmente habilitado, responde tecnicamente, pela qualidade dos serviços prestados pela empresa, a qual é responsável, portanto, a responsabilidade técnica foi criada para garantir a melhor atuação profissional, fazendo com que a empresa cumpra o seu objetivo dentro dos preceitos éticos e científicos da profissão.

Quando a empresa a qual o Farmacêutico é responsável técnico pratica atos ilícitos e fere a legislação sanitária, o farmacêutico pode responder junto com o proprietário pelos crimes praticados, caso se comprove negligência, omissão e/ou conivência. Isto se chama CO-RESPONSABILIDADE.

Assinar pela responsabilidade técnica de um estabelecimento e não assumir as responsabilidades que o cargo imputa é simplesmente alugar o nome e permitir que um empresário leigo sem escrúpulos explore indevidamente o nome da profissão em benefício próprio, sem se preocupar com a saúde da comunidade e com a qualidade dos serviços oferecidos aos seus clientes.

JAMAIS PERMITA QUE SEU NOME SEJA SIMPLESMENTE ALUGADO!

O art. 273 do Código Penal inclui no rol dos crimes hediondos, o agente que venha a importar, vender, expor a venda, ter em depósito para vender ou, que de qualquer forma distribui ou entrega a consumo, produtos incluídos nos incisos do citado artigo. Para se ter uma idéia, a referida lei dá ao profissional que incorrer em tais crimes, o mesmo tratamento dado a homicidas, traficantes, estupradores, entre outros.

Diante do exposto, fazemos a seguinte indagação:

Vale a pena se submeter aos salários vergonhosos e imorais oferecidos por algumas empresas? 

Seu nome e o risco envolvido numa relação como esta valem a pena? 

Será que esquecemos que estudamos mais de 20 anos de nossas vidas para realizar o sonho de ter um Curso Superior e pouco provável que paremos de estudar até o final de nossa vida útil como profissionais?

Esquecemos quantos anos nossos pais trabalharam e investiram para nos dar um futuro melhor e nos formar? 

Esquecemos o quanto tivemos que trabalhar e estudar para obter nosso diploma?

E o nosso juramento de ética, honra e moral, onde fica?

Farmacêutico não aceite as propostas imorais oferecidas. DIGA NÃO!

O Sinfar lutou muito para negociar o atual salário e os proprietários de farmácias e drogarias concordaram com o mesmo ao assinar a Convenção Coletiva de Trabalho vigente.

A Convenção Coletiva de Trabalho é Lei. Tem que ser respeitada!

Declarar na responsabilidade técnica que está num lugar, quando na verdade está em outro é falta ética grave e pode ser tipificado como falsidade ideológica.

A Delegacia de Opressão a Crimes Contra o Consumidor tem combatido duramente os crimes ligados ao comércio irregular de medicamentos e cosméticos. O Dr. Edemundo Dias titular da DECON informou que profissionais que declaram responsabilidade técnica numa determinada empresa, quando na verdade se encontram em outro local poderão ser indiciados por crime de falsidade ideológica.

DENUNCIE ESTAS IMORALIDADES! 

A ÚNICA FORMA DE ACABAR COM TAIS PRÁTICAS É DIZENDO NÃO A ELAS!

SE OS PROPRIETÁRIOS DE FARMÁCIAS E DROGARIAS INESCRUPULOSOS QUE SE NEGAM A RESPEITAR O PISO SALARIAL DO SINFAR NÃO TIVEREM A QUEM FAZER TAIS PROPOSTAS, NOSSA PROFISSÃO VOLTARÁ A SER RESPEITADA COMO MERECE.

O Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Goiás abraçou esta campanha de conscientização que visa promover a conscientização de Farmacêuticos e Empresas com finalidade de garantir a dignidade da Profissão e criar um mercado mais ético e sem concorrência predatória e desleal entre profissionais e empresas.

OBS.: SOMOS UM SINDICATO RESPONSÁVEL QUE PAUTA SEU TRABALHO NO RESPEITO E ÉTICA, PORTANTO, FRISAMOS QUE AS IRREGULARIDADES E ATOS ILÍCITOS CITADOS NESTE ARTIGO NÃO SE APLICAM A TODOS OS PROFISSIONAIS FARMACÊUTICOS E EMPRESAS. É MUITO IMPORTANTE DESTACAR ISTO PARA NÃO INCORRERMOS NO ERRO DE GENERALIZAR TAIS PRÁTICAS.

NOSSO OBJETIVO É COMBATER A CONCORRÊNCIA DESLEAL E PREDATÓRIA ENTRE PROFISSIONAIS E EMPRESAS, GERANDO UM MERCADO INJUSTO QUE AFETA A DIGNIDADE DO FARMACÊUTICO, PRECARIZA O TRABALHO E SUCUMBE OS LUCROS DAS EMPRESAS QUE TRABALHAM CORRETAMENTE.

fonte: Newsletter do SINFAR-GO