Mostrando postagens com marcador Fraude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fraude. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Portugal - Fraude Passar 200 mil euros em receitas para um (só) medicamento

A Polícia Judiciária (PJ), desmantelou uma rede de sete pessoas, da qual faziam parte médicos, farmacêuticos, delegados de propaganda médica e um empresário de distribuição, que, alegadamente, falsificava receitas de alguns medicamentos, lesando assim o Estado em milhares de euros, explica o Diário de Notícias (DN) de hoje.
 




Dos sete detidos, pela PJ, por suspeita de burla ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) fazem parte três médicos, dois farmacêuticos, um delegado de propaganda médica e um empresário de distribuição, com idades entre os 30 e os 60 anos.

Ao que a esta força policial apurou, os suspeitos emitiam receitas falsas, com o uso indevido de nomes de alguns utentes do SNS cujos medicamentos, depois de comparticipados, voltavam a ser introduzidos no mercado ou enviados para outros países. Dos três clínicos, alguns estão acusados de terem passado 200 mil euros em receitas para apenas um medicamento.

Segundo o inspector da PJ Afonso Sales, em declarações ao DN, o esquema lesou o Estado em milhares de euros.

A acção que levou ao desmantelamento deste mesmo esquema, intitulada ‘Operação Prescrição de risco’, já se realizava há três anos, e contou com 24 buscas na Grande Lisboa, zonas Centro e Norte do País.

Estes sete suspeitos juntaram-se aos 18 detidos em Junho, e aos 252 arguidos de 2012, todos suspeitos de associação criminosa e fraude, com prejuízo total de mais de 25 milhões de euros.



Fonte: Notícias ao minutoPassar 200 mil euros em receitas para um (só) medicamento

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Distribuidora de medicamentos é suspeita de fraudar licitações em GO

Ela teria seis empresas laranjas que concorriam entre si nos certames.
Segundo delegada, fraude atinge mais de 80% das prefeituras goianas.

Gabriela Lima Do G1 GO
 
Uma distribuidora de medicamentos em Aparecida de Goiânia é suspeita de fraudar licitações em mais de 80% dos municípios goianos. Na terça-feira (14), agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) cumpriu mandado de busca na sede da empresa.

A distribuidora, uma das maiores do ramo, teria seis empresas laranjas participantes do esquema em Goiás. Elas entravam nas licitações para concorrer entre si. "Ao ter em mãos a maioria das propostas, a empresa conseguia direcionar o certame que queria ganhar. E mesmo quando as empresas menores do grupo venciam a concorrência, era a maior que vendia os medicamentos", explica a delegada adjunta da Dercap, Maiana Rezende.

Segundo a delegada, a distribuidora começou a ser investigada em 2011, após denúncia feita por um ex-funcionário. Até o momento, ninguém foi preso.

Além desses sócios, vários prefeitos goianos podem responder criminalmente pela fraude. "Em alguns municípios, apenas as empresas do grupo venciam os certames. Em outras, quando outra empresa saia vitoriosa da licitação, não conseguia fazer a venda", conta a delegada.

Não há data marcada para os sócios prestarem depoimento. Segundo Maiana, o inquérito está em fase de análise dos documentos. "Ainda temos de solicitar perícias e marcar as oitivas", informou. A investigação tem 30 dias para ser concluída, mas a delegada acredita que precisará pedir a prorrogação do prazo.

Fonte: G1

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Farmácia de Santa Rita, SP, fraudava programa do governo, afirma MPF

Promotoria quer ressarcimento de mais de R$ 16 mil do 'Farmácia Popular'.
Estabelecimento não apresentou receitas e lançou registros fictícios.

O Ministério Público Federal (MPF) de São Carlos (SP) entrou com uma ação civil pública contra uma farmácia de Santa Rita do Passa Quatro (SP), após a constatação de irregularidades na venda de remédios pelo programa do governo federal ‘Farmácia Popular’. O pedido de liminar quer o ressarcimento de R$ 16.190,41 e o descredenciamento do local no programa por dois anos.

De acordo com a promotoria, entre setembro de 2009 e junho de 2010, a farmácia de Santa Rita recebeu do governo federal os R$ 16 mil por meio do programa, mas não conseguiu comprovar a regularidade das vendas.

O programa disponibiliza remédios por intermédio do setor farmacêutico privado, mediante pagamento parcial do valor do medicamento. Em alguns casos, o reembolso atinge 90% do valor do produto.

Para ser reembolsada pela venda, a farmácia tem que ser credenciada e cumprir algumas regras, como manter os cupons de venda e cópias das receitas médicas pelo prazo de cinco anos.

Irregularidades
No caso da farmácia de Santa Rita, uma auditoria realizada pelo Ministério da Saúde constatou diversas irregularidades. Segundo a ação, os envolvidos lançaram no sistema do programa registros fictícios de vendas de medicamentos a eles próprios.

Além disso, a farmácia não apresentou a totalidade das receitas médicas referentes aos cupons de venda emitidos em 2010, alegando que vendia medicamentos sem apresentação de receitas médicas. Nas cópias de receitas médicas apresentadas, foram constatadas diversas irregularidades, como falta de data de emissão, data apagada ou rasurada e falta de carimbo médico.

Famílias carentes chegam a gastar até 25% do orçamento com medicamentos para asma. (Foto: Reprodução/EPTV) 
Farmácias de 90 cidades são suspeitas de
fraudar o programa. (Foto: Reprodução/EPTV)

Além da devolução do valor e descredenciamento do programa, a ação pede que a farmácia seja condenada a pagar uma multa no valor de 10% sobre as transações realizadas no último trimestre anterior às investigações.

De acordo com José Luiz Gaiato, secretário do procurador Ronaldo Ruffo Bartolomazi, os supostos envolvidos, dois proprietários e uma farmacêutica, serão ouvidos em uma audiência e a Justiça vai determinar a sentença e a punição.

Outro lado
Ao G1, um dos donos da farmácia, que preferiu não se identificar, admitiu as irregularidades, mas atribuiu os problemas a antigos funcionários e a clientes que prometiam receitas e não levavam. Ele também afirmou que falta fiscalização em outras farmácias e disse, ainda, que não agiu de má fé, que pretende devolver todo o dinheiro e voltar a vender pelo programa ‘Farmácia Popular’.

Fraudes
A suposta fraude foi descoberta após investigações iniciadas em Franca, na região de Ribeirão Preto, e divulgadas em junho. Na ocasião, 30 donos de farmácias foram indiciados por suspeita de desvio de R$ 4 milhões dos repasses do governo federal.

O esquema também acontecia em 90 cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O golpe causou prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Fonte: G1