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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

EUA - Uma em cada quatro mulheres toma antidepressivos

Uma em cada quatro mulheres toma antidepressivos
Hoje, tomam-se três vezes mais antidepressivos que há dez anos  
e-MagineArt.com/Flickr.com

Medco MediaRoom

Um estudo da Medco Health Solutions, uma distribuidora farmacêutica norte-americana, concluiu que quando se trata de sentir-se deprimido, ansioso ou desatento, as mulheres são mais propensas a tomar medicação do que os homens. O relatório afirma que uma em cada quatro mulheres nos EUA toma medicamentos prescritos por médicos para combater doenças do foro psicológico.

Um estudo, levado a cabo por uma das principais distribuidoras farmacêuticas do Estados Unidos da América, concluiu que uma em quatro mulheres daquele país estão a tomar antidepressivos receitados pelo médico. A Medco Health Solutions, explica que há mais mulheres a tratar sintomas de depressão, ansiedade e deficiências de atenção do que homens.

 

O relatório analisou informação médica relativa a 2,5 milhões de americanos segurados entre 2001 e 2010, mostrando um forte aumento do número de receitas de medicamentos para doenças mentais, como pode ser observado no gráfico, que apresenta a percentagem da população dos EUA que toma medicação para a Saúde Mental, comparando dados de 2011 e 2010. A Medco explica, no seu relatório, que apesar de 29 por cento das mulheres tomarem antidepressivos, apenas 15 por cento dos homens o fazem. E quanto à prescrição de ansiolíticos, é duas vezes mais comum no sexo feminino.

Em 2010, nos EUA, 11 por cento das mulheres de meia idade tomavam um ansiolítico, enquanto apenas 5,7 por cento dos homens dessa idade o faziam. Também no tratamento da hiperatividade e dos défices de atenção se nota uma alteração a nível do género ao longo do tempo de vida: apesar da doença afectar principalmente os rapazes jovens, em idade adulta, são as mulheres que mais consomem medicamentos para estes distúrbios.

O uso de antipsicóticos atípicos - medicamentos que até há pouco tempo eram prescritos principalmente para a esquizofrenia - subiu dramaticamente. O número de adultos com idades entre os 20 e os 64 anos que tomam estes medicamentos é 3,5 vezes maior do que em 2001. E, embora o número de homens que toma estes medicamentos tenha subido drasticamente, continua a haver mais mulheres do que homens a fazê-lo.

As mulheres pedem ajuda mais facilmente

 fonte: site da ATP

 

 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Depressão, efeitos e vida



Assessoria de Imprensa

Alfredo Tadeu relata sobre a troca de médico 


A data da consulta se deu em 25 de julho de 2.000. A minha nova médica, literalmente falando uma jovem profissional e jovem mulher. Não deveria à época, estar clinicando há mais de ano e meio; ou dois anos se fosse o caso. Ela me atendeu e me recepcionou de forma extremamente humana e mostrou-se muito preocupada com meu caso e também demonstrou interesse no meu caso e no tratamento que acreditava ser adequado a minha situação.


Reviu os medicamentos que estava tomando e também analisou os exames laboratoriais. No primeiro contato com essa jovem médica, foi para mim, mesmo no caos de minha vida, como uma tábua salvadora. Acreditava ter encontrado alguém que estava realmente interessado em minha situação e, afirmo, sei de sentimento, que ela estava com todas as melhores, das boas intenções (não obstante dizer que de boas intenções até o inferno está cheio - apenas esclarecendo - não acredito na existência do inferno). O primeiro passo desta médica foi reduzir a carga dos medicamentos, sendo que do Efexor XR 150, passei a tomar Efexor XR 75, bem como ela retirou os demais medicamentos (Iskemil e Ginko Biloba). Aqui tenho que abrir um parêntese; o meu filho mais velho, que há muito já namorava, resolveu casar-se! A data de seu casamento ocorreu em 9 de julho de 2.000. Desta data infelizmente tenho pouca lembrança, com exceção de fazer voltar à lembrança, das fotos que marcaram àquela data; festiva para meu filho e minha nora, bem como para os pais da noiva, mas a mim, somente gerou tristeza e uma profunda angustia. Lá me encontrava no altar da igreja, juntamente com os padrinhos de casamento de meu filho e de minha nora, porém, estava totalmente dopado face aos medicamentos e ver a igreja central totalmente lotada, tendo que fazer a minha parte de pai, quando a bem da verdade o que deseja era estar muito, mas muito longe dali, daquele lugar, de todos os que me olhavam e de todos os que apertavam a minha mão, me dando congratulações pelo evento festivo. Em resumo, tinha que me sacrificar para o bem de meu filho, afinal, não tinha ele nenhuma culpa pelo meu estado de saúde, além do que, ele sempre havia até aquela data um excelente filho, assim como continua sendo até hoje. A festa de recepção se deu na chácara dos pais da noiva, da minha nora (gosto muito dela). Após a cerimônia oficial do civil, consegui me furtar do relacionamento das pessoas e entrei em meu veículo, que havia deixado estacionado sob um sombra e ali, sozinho, abaixei o banco, deite-me e procurei não ouvir o som do burburinho das vozes e o som que tocava as musicas preferências de minha nora e de seus país. Foi um momento extremamente difícil de enfrentar. Enfim, este foi apenas e tão somente um dos momentos difíceis que enfrentei; outros viriam e vieram e tive que enfrentá-los, um a um, com uma luta homérica, vencendo cada obstáculo com uma força sobre humana e assim me vi vencendo obstáculo por obstáculo, até que hoje, os obstáculos não mais me fazem frente; 

enfrento-os com toda a força necessária e venço-os, por que assim eu quero e assim eu o desejo. Bem, voltando à consulta, retornei ao consultório de minha jovem médica, alguns dias após e contrariando todas as regras, não paguei por esta nova consulta, ela me atendeu como retorno; no dia 10 de agosto de 2.000, lá estava eu choramingando a minha sorte, à minha má fase na vida, sentindo-me um trapo, um inútil, enfim lá era o último lugar que a bem da verdade eu gostaria de estar, porém, sabia que era um mal necessário. Nesta data, me foi introduzido mais um medicamento -   Tranquinal - 0,25 mg - um ansiolítico!

Alfredo Tadeu, autor do blog http://alfredotadeu.blogspot.com / alfredotadeu@terra.com.br


fonte: http://www.jeonline.com.br/editorias/saude/index.php?subaction=showfull&id=1302890917&archive=&start_from=&ucat=21