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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Fiocruz alerta para chegada da chikungunia, doença parecida com a dengue, no Brasil



Mosquito da chikungunya é o mesmo que transmite a dengue.


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu, nesta terça-feira, um alerta para a possibilidade de o vírus chikungunya se espalhar pelo Brasil e por outros países da América, após causar epidemias na Ásia, África, Europa e Caribe. A doença tem sintomas parecidos com a dengue e também é transmitida pelo Aedes aegypti. Um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur revela que, em cidades populosas como o Rio de Janeiro, onde há grande infestação do mosquito, por exemplo, o risco de disseminação da virose é muito grande.

Segundo o pesquisador do IOC e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço, a preocupação aumentou no continente americano após a identificação de um caso suspeito de chikungunya na ilha de Saint Martin, no Caribe, em dezembro do ano passado. Casos no Brasil já foram registrados, mas todos importados de outros países. “Desde 2004, o vírus vem se alastrando pelo mundo e já houve registro de casos importados no Brasil, envolvendo pessoas que viajaram para outros países. A transmissão em solo brasileiro ainda não ocorreu, mas a pesquisa recém concluída revela que há um risco real e é preciso agir para evitar uma epidemia grave, uma vez que os mosquitos transmissores são os mesmos da dengue”, alerta Lourenço.

Além do Aedes aegypti, outro mosquito da mesma família, o Aedes albopictus também é capaz de transmitir o vírus da chikungunya. Em uma pesquisa com mosquitos desse tipo encontrados no Rio de Janeiro, foi constatado que 97% deles conseguem realizar a transmissão após picar alguém contaminado. O estudo constatou que o inseto é capaz de realizar esse processo apenas dois dias depois de ser infectado.

Não existe vacina, nem remédio para combater a chikungunya. O tratamento da doença também é semelhante ao da dengue, com hidratação constante e medicamentos para aliviar as dores, que costumam atingir músculos, articulações e cabeça, e podem perdurar por vários dias e pode até levar o paciente a óbito. A única maneira de evitar essa doença é impedir a reprodução do mosquito. “Além da dengue, que é um risco constante no Brasil, há agora um novo motivo para as autoridades e a população reforçarem as ações contra os mosquitos vetores, que são os mesmos”, explica Lourenço.

Ajude o EXTRA a combater a dengue! Denuncie possíveis focos de reprodução do mosquito. Preencha nosso formulário e denuncie o foco da dengue ou envie mensagem para o Whatsapp do EXTRA. Adicione os números (21) 99644-1263 e (21) 99809-9952 nos seus contatos e mande a sua mensagem.

Fonte: Extra

terça-feira, 19 de março de 2013

Profissionais de saúde podem participar de curso online sobre manejo clínico da dengue

Por meio de casos clínicos que ocorrem comumente no dia a dia, o curso a distância Atualização no Manejo Clínico da Dengue objetiva qualificar médicos e enfermeiros da atenção básica e de urgência e emergência de todo o país sobre diagnóstico e tratamento da dengue.

O curso gratuito é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). Podem participar 16 áreas da saúde registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), entre eles assistentes sociais, biólogos, profissionais da Educação Física, farmacêuticos e terapeutas ocupacionais.

Para adaptar-se ao ritmo de trabalho destes profissionais de saúde, o curso pode ser concluído numa média de duas horas. Ele é composto por módulos, totalmente autoinstrutivo, não há tutores, podendo ser feito diretamente pela internet. Os casos foram elaborados pelo Ministério da Saúde com a participação dos especialistas na área e escolhidos estrategicamente para abordar questões cruciais na detecção e assistência ao paciente com suspeita de dengue. Os profissionais que queiram se aprofundar no diagnóstico e tratamento da dengue podem acessar um conteúdo por meio de links de hipertexto.

Para efetivar a matrícula é necessário efetuar registro no Cadastro Nacional de Profissionais de Saúde (CNPS). O profissional deve se registrar na Plataforma Arouca, sistema que viabiliza o acesso aos recursos da UnA-SUS – ou acessar o material como visitante, caso não possua registro no CNES. Se entrar como visitante, o profissional não obterá o certificado ao final do curso.

A plataforma de treinamento a distância também é compatível com celulares. Assim, o profissional de saúde poderá acessar o conteúdo via Ipad ou Iphone. Outra opção é efetuar o donwload do conteúdo e desenvolver o curso sem acesso à rede, por computador ou celular. Os profissionais podem, ainda, compartilhar experiências por meio de enquetes e fórum de discussão promovida na plataforma do curso.

Funcionamento – O participante irá escolher um caso clínico, clicando no mosaico da página inicial. Cada caso deve demandar, em média, 15 minutos de atenção para ser finalizado.

O profissional deve acompanhar com atenção as informações apresentadas nos casos e responder as perguntas. E quando necessário poderá consultar o fluxograma do manejo da dengue e rever os dados do paciente antes de validar a sua resposta, usando os ícones correspondentes.

Quando o profissional da saúde se sentir preparado para responder, deverá escolher uma das alternativas. Logo, o participante receberá o retorno da sua resposta. Em caso de erro, um hipertexto o guiará as informações importantes para o aprendizado. Após finalizar o curso, os profissionais de saúde vão receber a declaração de conclusão.

Serviço:
Inscrição: www.unasus.gov.br/dengue

sábado, 16 de março de 2013

Farmacêutica ensina receita de repelente contra mosquito da dengue

Paraná tem 13 municípios com epidemia da doença.
Seis pessoas já morreram de dengue em 2013, diz Secretaria da Saúde. 

Do G1 PR, com informações da RPC TV Paranavaí

Uma das medidas para auxiliar o combate à dengue é o uso de repelente contra o mosquito transmissor. Como Paranavaí, na região noroeste do Paraná, é uma das 13 cidades do estado que enfrentam epidemia da doença, a farmacêutica Márcia Stainer ensinou a preparar um repelente caseiro à base de cravo.
O último boletim divulgado pela Secretaria da Saúde, na segunda-feira (25), aponta que já foram confirmados 5.438 casos da doença no estado – entre agosto de 2012 e segunda-feira –, e que seis mortes foram causadas pela dengue, em 2013. Além de Paranavaí, São João da Caiuá, Engenheiro Beltrão, São Carlos do Ivaí, Japurá, Peabiru, Fênix, Quinta do Sol, Terra Rica, Primeiro de Maio, Santa Fé, Formosa do Oeste e Tamboara também estão com a epidemia da doença. Os casos se concentram nas regiões noroeste e oeste do estado.
Um morador de Paranavaí, um homem de 83 anos, morreu no dia 13 de fevereiro devido a complicações causadas pela febre hemorrágica por dengue. A causa da morte foi confirmada após laudos feitos no Laboratório Central do Estado (Lacen-PR).
O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, afirmou que o estado enfrenta um período crítico da doença devido ao clima.  “A qualquer sintoma de dengue, o paciente deve procurar o serviço de saúde imediatamente. Se voltar para casa e os sintomas piorarem, deve retornar ao serviço de saúde e informar que já procurou atendimento antes, levando o cartão do paciente”, orientou.
Ele ainda explicou que combate à dengue deve ser feito durante todo o ano, porém que o período de calor intenso e de chuvas favorece a proliferação do mosquito transmissor da doença.
Confira a receita indicada pela farmacêutica.

Ingredientes:
- 500 ml de álcool de cereais
- 10 gramas de cravos (aproximadamente, 100 cravos) ou 5 ml de óleo essencial de cravo, com concentração de 1%
- 100 ml de óleo corporal

Modo de Preparo:
Adicionar os cravos ao álcool de cereais e deixar descansando por quatro dias. Deve-se agitar o frasco com o conteúdo todos os dias. Após esse período, filtrar a mistura (pode ser com um filtro de café), adicionar o óleo corporal e acondicionar em uma embalagem para spray. A recomendação é usar o repelente a cada quatro horas.

Fonte: G1

 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pesquisa mostra como o corpo humano combate o vírus da dengue

13/12/2011 07h00 - Atualizado em 13/12/2011 09h54

Proteína identifica o vírus e comanda ataque do sistema imunológico.
Hoje, não existe nem remédio nem vacina contra a doença.

Uma pesquisa publicada na edição online desta terça (13) da revista científica “mBio” traz uma novidade sobre como o corpo humano responde ao vírus da dengue. Uma proteína chamada lectina de aglutinação à manose (MBL, na sigla em inglês), é capaz de identificar o vírus para atacá-lo.

Hoje, não existe nenhum remédio específico para a dengue; o que os médicos fazem é controlar os sintomas que ela causa. Os cientistas tentam também criar uma vacina para a doença, mas ainda não conseguiram.
Até essa descoberta, os cientistas sabiam que o sistema imunológico conseguia se livrar do vírus, mas nunca tinham entendido o processo em detalhes. O que a MBL faz é identificar moléculas de açúcar presentes ao redor do vírus. Uma vez que o corpo estranho é detectado, os anticorpos reagem e matam os vírus.
O nível de MBL no sangue varia de pessoa para pessoa. Isso pode explicar porque alguns pacientes são bem mais resistentes que outros em relação à dengue. Além disso, a descoberta pode levar à criação de medicamentos que ajudem a eliminar o vírus.


dengue (Foto: Arte/G1)