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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Médico: você tem consciência de que a sua letra pode causar danos ao paciente?

Médico: você tem consciência de que a sua letra pode causar danos ao paciente?
 
Letra ilegível no receituário pode gerar problemas graves ou até mesmo a morte. Uma receita mal escrita pode levar o paciente a utilizar o medicamento errado ou, até mesmo, a dosagem incorreta. Existem muitos remédios com nomes parecidos que, se não estiverem escritos de forma clara, podem induzir o paciente ao erro prejudicando o seu estado de saúde.
A legibilidade das receitas é obrigatória desde 1973, através da lei Federal n.º 5.991, que diz, no artigo 35, alínea A, que somente será aviada a receita que estiver escrita de modo legível. Além de infringir uma lei federal, ao escrever de forma ilegível você também está ferindo o Código de Ética Médica. O capítulo III, artigo 11, veda ao médico "receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível".

O Conselho Regional de Medicina do Paraná já emitiu diversos pareceres sobre o assunto, como o Parecer 2017/2008, que ressalta: "todos os dados da prescrição deverão estar preenchidos corretamente pelo profissional, pois as farmácias não estão autorizadas a aviar receitas incompletas ou mal preenchidas". Ainda, a resolução da Anvisa RDC n.º 67, de 08 de outubro de 2007, autoriza o farmacêutico a avaliar a receita pelos critérios de legibilidade antes de aviá-la, podendo barrá-la pelos riscos que uma interpretação errônea pode causar.

Fique atento! Prescrever de forma clara e legível é sua responsabilidade.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Propagandistas de remédios cobram posição de visitas públicas em MG

Do G1 Triângulo Mineiro

Eles alegam que estão proibidos de visitar médicos nas unidades de saúde.
Prefeitura de Uberlândia recomendou que trabalho ocorra na rede privada.

 Representantes da indústria farmacêutica se reuniram na manhã desta terça-feira (29) no Hemocentro de Uberlândia. A ação, além de beneficente, foi em protesto à proibição desses profissionais de visitar médicos nas unidades de saúde do município. Essa medida foi adotada pela Prefeitura que informou que a recomendação é que eles façam essas visitas na rede privada.

Segundo os representantes, essa proibição ocorre desde o dia 10 de fevereiro. O diretor do Sindicato dos Empregados Propagandistas Vendedores e Representantes de Vendas de Produtos Farmacêuticos (Sinprofar), Evenilton Renault, disse que a Prefeitura alegou que a presença dos profissionais nas unidades de saúde atrapalha o atendimento.

"A prescrição de medicamentos não está contemplada na farmácia do município e isso faz com que o paciente procure o promotor de saúde e aí o promotor obriga o poder público municipal a comprar esses medicamentos só que isso de fato não acontece", disse.

Evenilton defendeu que as visitas às unidades são importantes para que os médicos obtenham informações sobre os medicamentos e que a maioria dos que trabalha no sistema público de Uberlândia não tem consultórios particulares. "Grande parte desses pacidentes que atende nas UAIs [Unidade de Atendimento Integrado] não tem consultório particular ou não atende em hospital privado, por isso priorizamos as visitas nesses locais", contou.

Ainda de acordo com o diretor, no dia 11 de março o sindicato apresentou à Prefeitura um plano de trabalho, se comprometendo a reduzir o número de representantes e o tempo que eles ficam nas unidade de saúde. Além disso, se comprometerem, a princípio, a divulgar medicamentos de baixo custo, como os genéricos, inseridos na lista da farmácia popular, do Governo Federal. Evenilton destacou que desde então não obteve reposta da Prefeitura.

De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, a recomendação é que os representantes façam essas visitas aos médicos na rede privada. Essa medida foi adotada há dois meses e ainda segundo p Executivo, o objetivo dessa reorganização foi para dar prioridade ao atendimento à população.

Por conta dessa situação, o representante Wander Márcio Rosada comentou do futuro incerto.

"Trabalhamos em cima de metas de visitação e se você não visita automaticamente o laboratório tende a cortar e a gente acaba perdendo o emprego", disse.

Fonte: G1

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Médicos precisam de código de conduta para Facebook?

28/04/2014 - 08:52

Imagine que no dia em que acorda para ser operado e descobre numa rede social como o Facebook que na noite anterior o seu médico ficou acordado até às duas da manhã e até bebeu uns copos. O que faria?

"A utilização das redes sociais é um desafio e pode abalar a credibilidade e reputação de um médico e refletir-se na relação médico-doente", alerta a cardiologista Maria José Loureiro. Por isso, a médica defendeu a necessidade de criar um código de conduta e etiqueta para a presença destes profissionais na internet, conta o Diário de Notícias.
 
Os desafios da "e-saúde" foram um dos temas em discussão no primeiro dia do XXXV Congresso Português de Cardiologia, no Algarve.