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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Medicamentos de venda livre passam a estar disponíveis em sites autorizados em França

Depois desta iniciativa, o regulador pondera a hipótese de pôr fim à venda exclusiva de medicamentos nas farmácias.

Esta forma de comércio electrónico visa baixar os preços

Os franceses podem a partir desta sexta-feira comprar medicamentos sem receita nos sites da Internet autorizados. É quase uma revolução que pode vir a anteceder uma outra, uma vez que a Autoridade da Concorrência estuda a possibilidade de autorizar a venda de certos medicamentos fora das farmácias, também com o objectivo de baixar os preços.

Em vésperas deste alargamento do comércio electrónico, a Autoridade considerou na quarta-feira que a abertura parcial do monopólio das farmácias na venda dos medicamentos “iria permitir aos consumidores beneficiarem de preços mais baixos na compra de medicamentos de automedicação”.

Ao mesmo tempo, notou a existência de uma “disparidade muito acentuada dos preços dos medicamentos não reembolsáveis” podendo ir de 1 a 4 segundo as farmácias. A Autoridade abriu as suas observações à consulta pública até 16 de Setembro e dará um parecer definitivo “antes do fim do ano”, anunciou.

Entretanto, a abertura em França da venda na Internet de cerca de 4000 medicamentos disponíveis sem receita médica, continua estritamente enquadrada na ideia de evitar todos e quaisquer riscos inerentes ao comércio electrónico neste domínio.

Cada um dos sites autorizados deve funcionar como “o prolongamento virtual” de uma farmácia real, também ela devidamente autorizada, estipula o decreto, publicado a 23 de Junho e que enquadra as novas modalidades de venda. A Ordem dos Farmacêuticos e o Ministério da Saúde comprometem-se a actualizar a lista dos sites de farmácias autorizadas.

Entrega e encomenda

Nos casos de compra pela Internet, o farmacêutico “assegura pessoalmente a entrega” e a preparação das encomendas “só poderá fazer-se no interior de um espaço adaptado para esse efeito”. As pessoas podem assim escolher receber as entregas em casa ou deslocar-se à farmácia para as levantar.

No que diz respeito aos medicamentos em venda livre, a Autoridade questiona-se sobre a recusa de alguns laboratórios em passar por intermediários, suspeitando que essa venda directa seja uma forma de os fabricantes “manterem margens [de lucro] mais elevadas” e impedir uma baixa dos preços. Sobre a liberalização parcial do monopólio oficial, o regulador nota que esta liberalização parcial já permitiu a outros países da União Europeia, como a Itália, beneficiarem da compra de medicamentos, em média, 25% mais baratos.
Fonte: Público

quinta-feira, 7 de abril de 2011

França indenizará vítimas de remédio que pode ter provocado 2.000 mortes


PARIS — O governo francês criará um fundo de indenização para as vítimas do Mediator, um medicamento para diabéticos com sobrepeso do laboratório Servier que pode ter provocado 2.000 mortos e que foi retirado do mercado 11 anos depois dos primeiros sinais de periculosidade.

O ministro da Saúde, Xavier Bertrand, vai propor a criação por lei de um fundo de indenização e enviar o projeto ao Parlamento.

Bertrand considerou a última proposta do laboratórios Servier "inaceitável".

O grupo farmacêutico propôs um fundo de 20 milhões de euros para indenizar a as vítimas do medicamento em troca da desistência de uma ação na justiça. O laboratório se recusou a assumir a responsabilidade do escândalo.

O Mediator foi vendido na França de 1976 até 2009, quando a pneumonologista Irene Frachon alertou para os risco cardíacos vinculados ao remédio prescrito a cinco milhões de pessoas, 70% delas cuales não diabéticas.

fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j_9npb_4YDYXKnr7cUY8HU-5dLwQ?docId=CNG.ab56d36396bec56e24cd6ea5619e1a7f.271

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

França - 76 medicamentos com suspeita de riscos

Publicarão na França pronta de 76 medicamentos baixo vigilância 

Escrito por Mireya Ortiz Bécquer   
Imagen de muestra31 de enero de 2011, 07:13Paris, 31 jan (Prensa Latina) A Agência francesa de Segurança Sanitária (Afssaps) dará a conhecer hoje uma lista com 76 medicamentos que se encontram baixo vigilância por suspeita de riscos.

  Esta divulgação responde a uma solicitação do governo galo, depois do escândalo suscitado pelo antidiabético e adelgazante Mediator, dos laboratórios Servier.

O produto é vinculado com a morte dentre 500 e duas mil pessoas por hipertensión arterial pulmonar e problemas nas válvulas cardíacas.

Dentro da listagem de fármacos que se comunicarão durante uma conferência de imprensa figuram 59 já divulgados o 20 de janeiro passado pela Afssaps em seu lugar site.

Dias atrás o diário Lhe Figaro publicou que França poderia suspender proximamente a venda do vasodilatador cerebral e periférico Fonzylane (Buflomedil) e o antifúngico Nizoral (Ketoconazol).

A interrupção foi solicitada pela comissão encarregada de autorizar a comercialização no mercado de medicamentos (AMM) da Afssaps, depois de avaliar o risco/beneficio de ambos produtos, assinalou o rotativo.

O Buflomedil, comercializado como Fonzylane pela assinatura estadunidense Cephalon desde 1976, é qüestionado por numerosos especialistas desde faz algum tempo.

Ademais, a revista médica Prescrire em sua edição de janeiro solicitou a suspensão do mesmo ao igual que a do antiinflamatorio Nimesulide e o anticancerígeno Vinflunine.

Segundo a publicação especializada, o benefício terapêutico do Buflomédil não está demonstrado e pode gerar efeitos neurológicos e cardíacos indesejáveis graves.

No artigo mencionou-se que entre 2007 e 2009 a Afsapps referiu em várias dezenas de casos secuelas graves e até letais.

Quantas vítimas são necessárias às farmacêuticas concernidas ou à Afsapps para retirar o medicamento do mercado?, lançou como interrogante o texto.

Por sua vez, o Nizoral dos laboratórios estadunidenses Janssen Cilag, vendido desde 1982, vinculam-se com o aparecimento de hepatites fulminantes.




fonte: http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=259870&Itemid=1

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

França poderá proibir venda do vasodilatador Bufedil

O buflomédil, um  vasodilatador vendido no Brasil sob o nome de Bufedil.
O buflomédil, um vasodilatador vendido no Brasil sob o nome de Bufedil.
AFP/Franck Fife
Lúcia Jardim
Mais um medicamento poderá ser banido das farmácias francesas nas próximas semanas. Depois do escândalo envolvendo o Mediator, agora é a vez da segurança do Buflomédil ser posta em questão.

Foi a revista Prescrire quem deu o alerta, publicando um artigo explicando os efeitos colaterais do Buflomédil, que no Brasil é comercializado sob o nome de Bufedil. De acordo com a publicação, o medicamento, indicado para dilatar os vasos sanguíneos para diminuir a pressão arterial, pode causar problemas cardíacos, neurológicos e até mesmo matar o paciente. Para piorar, a Prescrire afirma que o Bufedil não tem efeitos terapêuticos confirmados; ou seja, pode não funcionar para melhorar os problemas circulatórios dos doentes.

Os problemas se relacionam a casos de superdosagem prescrita por um médico ou tomada por engano pelo paciente, e sobretudo quando existem problemas de insuficiência renal. A revista especializada pede que o Bufedil seja retirado do mercado.

Os efeitos colaterais eram conhecidos desde 2007. Na época, a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde havia denunciado as situações de risco em relação ao Bufedil e solicitado uma série de modificações ao fabricante. A chefe do Departamento de Fármacovigilância da agência, Carmen Kreft-Jaïs, explica:

fonte: http://www.portugues.rfi.fr/ciencias/20110106-franca-podera-proibir-venda-do-vasodilatador-bufedil