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sábado, 1 de agosto de 2015

MT - Vigilância sanitária encontra fábrica de medicamentos clandestinos

Fábrica funcionava em residência do bairro Coxipó

 

Divulgação
Casa do bairro Coxipó era usada como fábrica clandestina de medicamentos
DA REDAÇÃO
A equipe da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Cuiabá fez uma grande apreensão de medicamentos e matéria prima que seria utilizada na fabricação de produtos irregulares. Em uma casa alugada no bairro Residencial Coxipó funcionava uma fábrica clandestina de medicamentos e produtos de higiene pessoal.

A Polícia Militar que recebeu a denúncia, foi ao local e prendeu em flagrante o suspeito de ser o responsável pela fabricação destes produtos.

A equipe da Vigilância foi posteriormente no local com três caminhonetes, que transportaram cerca de uma tonelada de produtos. A coordenadora da Vigilância Sanitária de Cuiabá, Carolina Arruda, conta que todo material da casa foi recolhido e que só de matéria prima havia cerca de meia tonelada. Segundo Carolina, infelizmente esta atividade ainda é comum.

“Cada caminhonete fez três viagens carregadas com produtos. Agora os agentes tóxicos serão incinerados e os demais materiais devem ser levados ao aterro sanitário de Cuiabá”, explicou a coordenadora.

Carolina relata que o local era extremamente sujo, apresentava mau cheiro e sem nenhuma condição de higiene. Lá encontraram ainda ratos, baratas e até um sapo morto em uma das caldeiras de preparo dos medicamentos.

Todos os materiais ficavam expostos, espalhados no chão e alguns armazenados no banheiro da casa. Indignada com tamanha precariedade

 “Este é um local que faz parte do sistema conhecido ‘comércio negro’ de medicamentos, que nos deixa muito preocupados, pois muitas pessoas acabam comprando por engano e consomem tais produtos”, disse.

A fiscal sanitária Gicelle Gomes alerta para a importância da população se atentar em comprar estes produtos somente em locais devidamente licenciados, que só comercializam medicamentos legalmente registrados e fiscalizados.

“Os estabelecimentos que comercializam medicamentos devem ter alvará exposto em lugar visível e deste modo só revendem produtos devidamente fiscalizados por todos os órgãos competentes como a Anvisa, Ministérios da Agricultura, da Saúde e outros”, explicou.

Além disso, a equipe aponta que a matéria prima utilizada era de má qualidade, por exemplo, o mel, era um preparo feito de açúcar e água, o gengibre e própolis eram somente essências, ou seja, os produtos não surtem efeito real.

“O preparo era feito por pessoas que não são competentes para isso, pois não sabem administrar uma fórmula, não conhecem os agentes químicos e tudo sem a mínima condição de higiene”, afirmou a fiscal.

Carolina explica que o consumo destes falsos medicamentos pode trazer sequelas graves.

“Na verdade estes produtos não tem efeito positivo, ao contrário, podem causar sérios danos à saúde, provocar efeitos colaterais como alergias por exemplo”, afirmou.
Produção

O preparo era feito em panelas de ferro e os suspeitos utilizavam uma barra de metal para misturar os produtos. Tudo feito ao ar livre no quintal da casa que não era cimentado, cheio de mato, sujeira e exposto ao sol, chuva e poeira. Depois disso eles abasteciam os recipientes com o auxílio de um funil que não era esterilizado.

A Vigilância apreendeu 500 frascos de um remédio conhecido como “Gotas do Zeca” utilizado para ajudar na digestão. Foram apreendidos também centenas de frascos de outro medicamento rotulado como “limpa barriga”, que seria destinado para emagrecer.

Dentre os produtos apreendidos havia também Viagra, mel, xaropes, anti inflamatório, chás, calmantes, estimulantes sexuais e até produtos de higiene pessoal (sabonete em barra e íntimo).

Nos rótulos dos medicamentos explicava a maneira que deveriam ser ingeridos e apresentava um endereço do Ceará, com dados falsificados.

Reprodução
Medicamentos foram apreendidos em residência no Coxipó

O caso

A Polícia Militar recebeu denúncias e foi até o local aonde encontrou centenas de produtos irregulares. O responsável pela fábrica M.P.S. de 25 anos foi preso em flagrante.

De acordo com relatos da Polícia Militar, no local trabalhavam três adolescentes que manuseavam materiais corrosivos e de alta periculosidade, como ácidos, iodo, uréia e aditivos químicos sem equipamentos de proteção para o corpo e respiração.

Após a Vigilância Sanitária ser acionada, a equipe esteve no local três vezes até conseguir adentrar na casa que estava fechada e o responsável ainda estava preso.

Diante disso foi solicitada a cópia da chave ao proprietário do imóvel (alugado) que acompanhou as buscas.

De acordo com as investigações a fachada da residência era de uma empresa voltada para aluguel de materiais de festa, para despistar as fiscalizações.

O proprietário da fábrica não informou para quem fornecia os medicamentos.

A Delegacia Especializada do Consumidor (Decon) está investigando o caso para determinar responsabilidades.

Medicamentos falsificados podem representar 15% do mercado, aponta OMS

Criado em 29/07/15 13h47 e atualizado em 29/07/15 13h54
Por Revista Brasil
Fonte:Rádios EBC 

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% do mercado é composto por medicamentos falsificados. Há especialistas que apontam percentuais ainda mais altos: por ser uma comercialização informal, não há como estabelecer um número com precisão. Já o varejo farmacêutico formal comercializa mais de 134 bilhões de doses por ano.

Sobre o assunto o Revista Brasil desta terça-feira (28) entrevistou Pâmela Alejandra, farmacêutica do Centro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Federal de Farmácia.

Ela explica que um medicamento falsificado é aquele que não provem do fabricante original, ou que sofreu alguma alteração ilegal antes do seu fornecimento ao paciente, como por exemplo, conter doses muito baixas do ingrediente ativo e data de validade alterada.

Saiba mais sobre medicamentos falsificados, ouvindo a entrevista completa, disponível no player abaixo.

Link para ouvir a entrevista:
http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2015/07/medicamentos-falsificados-podem-representar-15-do-mercado-aponta-oms

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Lei que autoriza PF investigar remédios falsificados é publicada no Diário Oficial


Polícia Federal também investigará esta prática ilícita

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18), lei aprovada pela presidenta Dilma Rousseff que inclui a falsificação e a adulteração de remédios entre os crimes de repercussão interestadual ou internacional. Além ser investigado pela Polícia Civil, este tipo de prática ilícita será alvo também da PF (Polícia Federal).

A Lei 12.894 inclui a “falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e venda, inclusive pela internet, depósito ou distribuição do produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado” entre os crimes que, por excederem à atuação das polícias estaduais, exige “repressão uniforme”.

A nova medida acrescenta um inciso à Lei 10.446 de 2002, que já previa o trabalho da PF na investigação de outros crimes de repercussão interestadual ou internacional como sequestro, cárcere privado, extorsão, formação de cartel, violações a direitos humanos ou furtos, roubos ou recepção de cargas,“sem prejuízo da responsabilidade de outros órgãos de segurança pública, em especial das Polícias Militares e Civis dos Estados”.
 
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Suíça apreende um milhão de Xanax® falsificado

18/10/2013 - 14:41

As alfândegas suíças apreenderam, no aeroporto de Zurique, mais de um milhão de comprimidos falsificados Xanax®, um ansiolítico fabricado pelos laboratórios Pfizer, avança o Jornal de Notícias.

Os comprimidos, provenientes da China, destinavam-se ao Egipto, através da Suíça, informou a autoridade suíça de controlo de medicamentos.

As alfândegas apreenderam, neste mês, quatro paletes de medicamentos falsificados, com mais de 400 quilogramas cada uma e alertaram a Swissmedic, que analisou a carga confiscada.

As análises realizadas pelos laboratórios da Swissmedic mostraram que estes medicamentos, prescritos em casos graves de ansiedade e/ou ataques de pânico, não continham qualquer princípio activo.

De acordo com a Swissmedic, as falsificações não se conseguem identificar sem uma análise detalhada.

Os medicamentos falsos foram apreendidos em Outubro, disse à agência noticiosa francesa AFP um porta-voz da Swissmedic.

Na Suíça, uma caixa de 100 comprimidos de Xanax®, com uma dosagem de 0,5 miligramas, é vendida nas farmácias, mediante receita médica, por 22 euros, o que equivale a 220 mil euros por um milhão de comprimidos.

A Swissmedic alertou as autoridades internacionais, em especial as autoridades sanitárias egípcias e chinesas, e ordenou a destruição da mercadoria.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), antibióticos, contraceptivos, antitetânicos, antimaláricos, imunossupressores, medicamentos para doenças cardíacas e diabetes são dos mais falsificados.

Em zonas da Ásia, África e América Latina, os medicamentos falsificados representam cerca de 30% do mercado, indicam dados da ONU.

Uma grande parte dos medicamentos vendidos online são falsos e podem conter uma dose errada de ingredientes activos ou substâncias tóxicas, como veneno de rato, acrescentaram.

Fonte: RCM Pharma

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Polícia Civil apreende medicamentos suspostamente falsos em Valadares


Três pessoas foram detidas após investigação que durou 7 meses.
Medicamentos vão passar por uma análise técnica da vigilância sanitária.

A Polícia Civil apreendeu nesta sexta-feira (5), em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais, três suspeitos de pertencerem a um grupo apontado como falsificadores de medicamentos. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

A apreensão do trio – dois homens e uma mulher – foi um desdobramento de uma investigação da polícia que começou há sete meses. Mais 30 caixas de medicamentos supostamente falsos foram apreendidos. O material apreendido foi encaminhado à delegacia e será enviado para a vigilância sanitária onde será realizada uma análise técnica para a comprovação ou não da falsificação.

Segundo a polícia, o material estava armazenado em um imóvel no bairro Santa Rita. O produto era colocado em embalagens semelhantes a remédios naturais que são comercializados legalmente em farmácias e drogarias.

A polícia investiga agora se os medicamentos supostamente falsificados foram distribuídos nos comércios da região. Os três suspeitos já têm passagens pela polícia também por suspeita de comercialização de medicamentos falsos

Fonte: G1