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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Rede Sentinela: Anvisa publica novos alertas de farmacovigilância - embolia gasosa

Rede Sentinela: Anvisa publica novos alertas de farmacovigilância: A Gerência de Farmacovigilância da Anvisa (GFARM) publicou, recentemente, três alertas referentes à segurança dos pacientes e usuários de medicamentos.

O primeiro deles se refere ao risco de embolia gasosa associado ao uso
de selantes contendo fibrinogênio administrados por pulverização (spray)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Informação sobre suplementos ao público leigo em geral

By Daniel Pinheiro

Informação sobre suplementos ao público (leigo) em geral.
O grande problema dos suplementos: ninguém sabe o que tem neles, nem NADA sobre a eficácia e segurança de qualquer destas drogas, nem sequer sobre sua composição, caracterização e dosagem de p.a. ou diversos outros parâmetros técnicos de qualidade obrigatórios para outros tipos de produtos farmacêuticos.

E o charlatanismo comendo solto em tudo que é consultório clínico ou balcão de drogaria... ou mesmo na mídia, onde o povo finge saber e recomendar aquilo que ignoram completamente.

O dinheiro é grande. E a população que se lasque.

Ledo engano achar que drogas como suplementos não tenham efeitos adversos, contraindicações e interações importantes em relação a vários perfis de pacientes e várias outras drogas usadas por estes.

Mais enganação ainda achar ou ser levado a achar que super dosagens de suplementos lhe acrescentarão qualquer benefício, quando não sérios prejuízos. Ou o famoso: "todo mundo precisa disso, afinal, não faz mal, é """"natural""""!" O tipo de frase mais ignorante que se pode proferir em Farmacologia. Os maiores venenos são naturais!

E drogas sempre têm os dois lados, assim como suplementos, a depender de uma orientação, avaliação e monitoramento corretos. Quem valoriza sua vida e a de sua família deve busca informações sobre drogas com quem de fato entenda sobre elas, acima de todos, o bom Farmacêutico... ou ao menos alguém da Saúde que de fato faça valer seu título de bacharel e especialista. Bons nutricionistas e bons médicos (além dos demais profissionais clínicos) têm papel fundamental na equipe que deve contar sempre com Farmacêuticos em número suficiente para atendimento e acompanhamento de CADA paciente a usar os produtos que ele farmacêutico inventa, produz, manipula, distribui clinicamente e individualmente ou dispensa, além de garantir o devido acompanhamento e intervenções adequadas através da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. Inclusive quanto a suplementos.

Venda não faz parte da atribuição de profissional algum em Saúde, e obviamente é um risco guiar-se por pessoas completamente leigas e comissionadas a lhe empurrar qualquer coisa baseadas em "cunversas" de papagaio que não sabem o que dizem... completamente anticientíficas e sem qualquer embasamento clínico ou técnico - inclusive nas "lojas" mais caras da cidade.

Mesmo em se tratando de suplementos, ou drogas supostamente "naturais" ou "inofensivas", inclusive fitoterápicas, o risco é imenso... várias delas são hepatotóxicas, cardiotóxicas, nefrotóxicas, neurotóxicas e cancerígenas, por ex... mesmo que supostamente eficazes quanto a um determinado efeito - não adianta ser eficaz por um lado e fatal ou tóxica, por outro. Logo, estudos clínicos são fundamentais para garantia da efetividade e segurança, assim como estudos técnicos, que comprovem as boas práticas de produção, de formulação e qualidade de matérias primas.

Exijam a prova de todos os estudos ao usarem qualquer DROGA. E obtenham sempre um acompanhamento devido. Não existe droga que, em inúmeros casos, não seja também um veneno. Inclusive suplementos. Além de toxicidade hepática, cardíaca, renal e cerebral, vários deles também alteram de forma bastante perigosa todo o metabolismo e parte endócrina do indivíduo, a pressão arterial sistêmica, além da hemostase sanguínea, levando a derrames ou tromboses (+infartos, +embolias pulmonares, + etc.) ou a várias outras reações graves, inclusive arritmias e paradas cardíacas súbitas (no caso de estimulantes beta-adrenérgicos, por ex).

Há centenas de casos notificados de mortes induzidas por suplementos nos EUA em atletas e militares de saúde "perfeita", não só em idosos ou crianças. No Brasil não temos sequer estatísticas, pois aqui não existe Farmacovigilância, só marketing enganoso, charlatanismo e crimes diversos, impunes. Isso tudo fora uma imensa chance de interação importante com várias outras drogas que o paciente já use, ou outros suplementos ou fitoterápicos (chás) usados em conjunto. Ou mesmo toxicidade por princípios ativos sequer expressos na bula, para potencializar criminosamente os efeitos sugeridos no marketing, porém sem citar drogas proibidas ou que teriam um controle mais rígido, como hormônios esteróides (anabolizantes). Quase todo suplemento para atletas possui contaminantes intencionais que adulteram a fórmula, sem que esta passe por qualquer verificação ou certificação independente do produtor. Enfim... todo cuidado é pouco. Orientação multiprofissional e especializada por quem entenda e saiba fazer as devidas revisões, com base em boas referências, é indispensável. Assim como o cuidado clínico de equipes completas, integradas e competentes, com a devida autonomia e independência fundamental de cada profissional.

"The Joint Commission, which is responsible for hospital accreditation in the United States, requires that dietary supplements be treated like drugs. It makes sense: Vitamins, amino acids, herbs, minerals and other botanicals have pharmacological effects. So they are drugs.

But the Food and Drug Administration doesn’t regulate dietary supplements as drugs — they aren’t tested for safety and efficacy before they’re sold. Many aren’t made according to minimal standards of manufacturing (the F.D.A. has even found some of the facilities where supplements are made to be contaminated with rodent feces and urine). And many are mislabeled, accidentally or intentionally. They often aren’t what they say they are.

Our hospital has acted to protect the safety of our patients. No longer will we administer dietary supplements unless the manufacturer provides a third-party written guarantee that the product is made under the F.D.A.’s “good manufacturing practice” (G.M.P.) conditions, as well as a Certificate of Analysis (C.O.A.) assuring that what is written on the label is what’s in the bottle.

The real answer is that, until the day comes when medical studies prove that these supplements have legitimate benefits, and until the F.D.A. has the political backing and resources to regulate them like drugs, individuals should simply steer clear."

http://www.nytimes.com/2013/12/15/opinion/sunday/skip-the-supplements.html?hp&rref=opinion&_r=0

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bebês são internados após receber remédio errado em posto de saúde

Bebês são internados após receber remédio errado em posto de saúde 

Portal Terra
Dois bebês gêmeos, de seis meses de idade, foram internados nesta quarta-feira no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) após receber medicação errada em um posto de saúde da cidade de José Bonifácio, no interior de São Paulo.
A mãe, Jéssica Fernanda de Souza, 16 anos, disse que levou os filhos, Maykon e Mayron, ao posto na segunda-feira, para tentar curar uma gripe.
A médica receitou três medicamentos, entre eles um antialérgico, que a farmácia da unidade teria trocado por outro remédio, denominado neuleptil, indicado para tratamento de crianças autistas acima de dois anos de idade.

As crianças, que apresentaram sonolência e correram risco de sofrer uma parada cardiorrespiratória, continuavam internadas na manhã desta quinta-feira. Segundo Jéssica, como a receita estava ilegível, ela não conseguiu perceber a troca dos remédios. Na quarta-feira, ao perceber o estado de sonolência dos filhos, decidiu procurar ajuda médica, que recomendou a internação.

Segundo o hospital, os bebês tiveram sorte por não terem apresentado uma reação mais radical. Eles ficaram apenas sonolentos, saindo do estado de sedação nesta manhã. De acordo com a instituição, os dois devem receber alta ainda nesta quinta-feira.

Os pais dos gêmeos devem fazem um boletim de ocorrência na Polícia Civil para denunciar o erro. O secretário de Saúde de José Bonifácio, Tercílio Francisco do Prado, disse à imprensa que o município está abrindo um procedimento administrativo para investigar os motivos da troca.

fonte: Jornal do Brasil

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Portugal - Nimesulida passa a ser indicada apenas para tratamentos de curta duração

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) retirou a indicação terapêutica dos medicamentos com nimesulida para o tratamento sintomático da osteoartrose dolorosa. Isto quer dizer que os fármacos com esta molécula apenas devem ser prescritos para tratamentos de curta duração que não ultrapassem os 15 dias e não para casos crónicos.

“Os medicamentos de uso sistémico que contêm nimesulida foram alvo de várias avaliações de segurança e consequentes restrições à sua utilização, com o objectivo de reduzir o risco de lesões hepáticas”, esclarece o Infarmed numa circular informativa, em referência aos danos causados no fígado de pessoas que utilizaram esta substância de forma prolongada.

Em Portugal, no ano passado, foram vendidas quase 1300 milhões de embalagens de medicamentos com nimesulida – um anti-inflamatório não esteróide utilizado no combate a sintomas como a dor ou a febre.

“A avaliação da relação benefício-risco mais recente, realizada pelo Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA), introduziu uma nova restrição importante para garantir que a nimesulida é utilizada apenas em tratamentos de curta duração. Foi retirada a indicação terapêutica para tratamento sintomático da osteoartrose dolorosa”, acrescenta o regulador nacional do sector do medicamento.

Assim, na bula dos medicamentos com esta substância as indicações terapêuticas passarão apenas a falar em “tratamento da dor aguda”, reforçando o Infarmed que “a nimesulida deve ser prescrita apenas como tratamento de segunda linha”. E sublinha: “Alguns estudos demonstraram que a nimesulida tem a mesma eficácia, no tratamento da dor aguda, que outros anti-inflamatórios não esteróides, tais como, o diclofenac, ibuprofeno e naproxeno, pelo que, o CHMP concluiu que os benefícios da nimesulida já não superam os riscos associados à utilização crónica no tratamento sintomático da osteoartrose dolorosa”.

Os doentes que estiverem a tomar medicamentos com esta substância de forma regular “devem consultar o seu médico para que lhes seja prescrita uma alternativa terapêutica adequada”.

fonte: Portal Publico.pt

Alto consumo de medicamentos para emagrecer


12% dos brasileiros usam emagrecedores, enquanto a média na América Latina chega a 8%

Os brasileiros estão entre os povos latino-americanos que mais consomem remédios para perder peso. É o que indica levantamento feito pela Nielsen Holding, empresa especializada em pesquisa de consumo.

Os pesquisadores ouviram 25 mil pessoas, por meio da internet, e constataram que 12% dos brasileiros usam emagrecedores, enquanto a média de consumo de emagrecedores na América Latina chega a 8%. Venezuela e Peru são os países com menor consumo desse tipo de medicamento.

Isso prova que grande parte dos brasileiros está insatisfeita com a própria silhueta. A pesquisa constatou, ainda, que 43% dizem estar um pouco acima do peso e 16% afirmam estar acima do peso. Apenas 30% mostram-se satisfeitos com o peso atual. O que preocupa é que a insatisfação dos brasileiros está bem próxima da média mundial, já que, de acordo com o estudo, 53% das pessoas no mundo dizem estar um pouco acima do peso.

O estudo mostra ainda que 50% dos brasileiros tentam atualmente perder peso de alguma forma. Desses, 76% apelam para a mudança na dieta e 64% dizem estar fazendo exercícios. Os mexicanos são os que mais buscam estar em forma. Cerca de 60% deles tentam perder peso. Dessa porcentagem, 66% fazem exercícios físicos. Os que menos se exercitam são os peruanos, já que apenas 49% buscam a atividade para perder peso.

Os pesquisadores também revelam que 52% dos latino-americanos não entendem nada ou apenas parte das informações nutricionais contidas nas embalagens dos alimentos. Os latino-americanos (64%) são os que mais defendem a inclusão de informações calóricas nas embalagens, contra 53% dos europeus e apenas 28% dos africanos e árabes. (TM)

fonte: JM online

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Espanha - El uso incorrecto de los antibióticos provoca más de 25.000 muertes evitables cada año en Europa

Existen riesgos de brotes epidémicos grandes que den lugar a una pandemia real con bacterias multiresistentes



El mal uso de los antibióticos causa más de 25.000 muertes evitables cada año en Europa, según ha destacado la Sociedad Española de Medicina Intensiva (Semicyuc) como una de las conclusiones del XVII congreso sobre infecciones en pacientes críticos que se ha celebrado en Barcelona.

Los intensivistas han querido alertar así sobre las resistencias que desarrollan ciertas bacterias a "casi todos los antibióticos", lo que podría dar pie a situaciones de hace 50 años, con riesgo de brotes epidémicos que den lugar a pandemias. En este sentido, el presidente de la reunión, el doctor Antonio Artigas, ha advertido de que existen riesgos de brotes epidémicos grandes que den lugar a una pandemia real con bacterias multiresistentes dada la ausencia de agentes antibióticos efectivos para determinadas bacterias.

La World Alliance Against Multi-Resistant Organisms (Waamro) ha hecho público un manifiesto en el que reclaman un estatuto especial para estos medicamentos y un programa educacional serio dirigido a los profesionales de la salud y a los usuarios para revertir esta situación. Además, han firmado la "Declaración de Barcelona" ante la necesidad concienciar sobre el mal uso de los antibióticos en Europa. En la declaración se recuerda que los antibióticos deben tener un estatuto especial con normas específicas y reglamentos. 

También solicita que las pruebas de diagnóstico deban desarrollarse para ayudar a los médicos a saber cuándo tratar y enfocar la terapia antibacteriana solo en las infecciones que así lo precisen. Recuerdan que el programa de vacunación debe ser una absoluta prioridad y solicitan un programa educacional serio, tanto para los profesionales de la salud como para los usuarios.

El presidente de los intensivistas españoles, Jose Cunyat, ha apelado a la responsabilidad. "Es hora de reaccionar vigorosamente con el fin de proteger y salvar a los antibióticos y tratar de romper esta espiral descendente de la resistencia", ha asegurado Cunyat. Para ello, la sociedad entiende que es necesaria una estrecha cooperación tanto de los profesionales de la salud como de los usuarios. Del mismo modo, el presidente de intensivistas ha destacado la necesidad de generar información comprensible y convincente a los políticos y la sociedad en general para superar esta situación.

Infarmed: 2180 reacções adversas graves a medicamentos

No ano passado, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) recebeu 2786 notificações de casos de reacções adversas a medicamentos, de acordo com os dados provisórios fornecidos ao Diário de Notícias. Desses, 2180 casos foram classificados como graves, ou seja, podem nomeadamente implicar risco de vida, causar ou prolongar internamento, incapacidade ou malformação. Cerca de metade das notificações recebidas pelo Infarmed foram declaradas por médicos, farmacêuticos e enfermeiros.

“É natural que existam mais notificações de reacções graves, porque os profissionais de saúde estão mais alerta para a situação. 78% do total das reacções adversas foram classificadas como graves. É um número que está dentro do esperado, de acordo com os critérios de notificação estabelecidos internacionalmente”, disse ao DN Cristina Furtado, do Conselho Directivo do Infarmed.

A definição de reacção adversa é quando ocorre algo não desejado após a toma de um medicamento, não havendo necessariamente uma relação de causalidade. Existem reacções adversas conhecidas e que já se encontram descritas no folheto informativo do fármaco. Para assumir a classificação de grave tem de existir morte, risco de vida, internamento, incapacidade persistente ou situações que resultam em malformação congénita ou outra situação clinicamente relevante.

“Das reacções adversas graves notificadas em 2011, houve 161 casos de doentes que morreram. Mas não podemos dizer que houve uma relação directa com a toma do medicamento. Este é apenas um dos critérios internacionais para classificar a gravidade da reacção adversa para efeitos de vigilância”, explicou a responsável ao DN. “Não retiramos do mercado nenhum medicamento por questões de segurança tendo em conta estas notificações”, afirma, lembrando que foram vendidos 240 milhões de embalagens de medicamentos no ano passado.
Entre exemplos de reacções graves estão os casos de narcolepsia descritos em algumas crianças depôs da toma da vacina da gripe A. A situação foi suficiente para levar a Agência Europeia do Medicamento (EMA) a rever a utilização da vacina e a alterar a bula.

Entre os medicamentos mais notificados estão antineoplásicos (tratamento de cancro), antibióticos e imunossupressores. Logo a seguir ao top 3 estão as vacinas, os antirretrovirais e os anti-inflamatórios. Em 2011 houve um aumento de 30% nas notificações de reacções adversas em relação a 2010. Das que foi possível apurar o nome comercial do fármaco em causa, 15% diziam respeito a produtos genéricos.

A Indústria Farmacêutica (1400) e os profissionais de saúde (1300) – em especial médicos, enfermeiros e farmacêuticos – são os principais notificadores.

fonte: Infarmed

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Anabolizantes lideram vendas no Pará

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última semana a segunda edição do Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O documento traz dados relacionados ao comércio de medicamentos controlados no Brasil e revelou que os ansiolíticos Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam foram as substâncias controladas mais consumidas pela população brasileira entre 2007 a 2010. No Pará a droga mais consumida pelos paraenses foi a testosterona, presente nos medicamentos anabolizantes, seguida do clonazepam (psicotrópico).

Esteroides Anabolizantes são drogas sintéticas fabricadas para substituírem o hormônio masculino, a testosterona, que é fabricado pelos testículos. Eles ajudam no crescimento dos músculos e no desenvolvimento das características sexuais masculinas como: pelos, barba, voz grossa. Os medicamentos esteroides anabolizantes utilizados no Brasil são: Durasteton, Deca-Durabolin, Androxon.

Já os medicamentos psicotrópicos são utilizados no tratamento dos distúrbios da ansiedade. E foram três tipos desse medicamento, Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam, que ocuparam, durante todo o período analisado pela Anvisa, as três primeiras posições de venda. Só em 2010, foram vendidas cerca de 10 milhões de caixas do medicamento Clonazepam – o primeiro da lista.

No Pará os anabolizantes lideram as vendas. Foram 141.706 caixas do medicamento vendidas nas farmácias e drogarias do Estado somente em 2010. Os dados revelam uma média de 1,87 caixa vendida a cada 100 habitantes, ou 1,07 miligramas por habitante do Pará. O clonazepan vem atrás com 93.169 caixas vendidas, ou seja 1,26 unidades a cada 100 habitantes.

VÍCIO

Marcelo Brasil do Couto, conselheiro do Conselho Regional de Farmácia (CRF-PA), destaca o trabalho desenvolvido pela Anvisa. “Só assim saberíamos que foram vendidas 10 milhões de caixas de clonazepam só em 2010”, diz ele. Marcelo alerta ainda para o uso indiscriminado desse tipo de medicamento. “Muita gente utiliza esses remédios para dormir e acaba gerando o vício. E o mais interessante é que não são os psicólogos e psiquiatras, especialistas que deveriam indicar o uso desses medicamentos, responsáveis pela emissão das receitas, e sim de outras especialidades”.

Couto tem o mesmo pensamento com relação à prescrição da testosterona. Ele alega que não são os endocrinologistas que mais prescrevem esses medicamentos. “Um exemplo é o uso do receituário branco feito por odontólogos que foi o dobro dos utilizados pelos médicos de todas as outras especialidades. Não é para ser normal”.

Medicamentos podem trazer alívio e dependência

O boletim da Anvisa mostra que em 2010, dos quatro tipos de receituários existentes, os médicos veterinários utilizaram a notificação de receita especial de cor branca em 16 % das suas prescrições. Já os odontólogos a utilizaram em 15,4% dos casos, e os médicos, em 8% do total de suas prescrições.

As Notificações de Receitas Especiais de cor branca são utilizadas para prescrição de medicamentos da classe dos retinoicos, indicados, principalmente, para problemas dermatológicos.

O uso de medicamentos excessivos pode trazer consequências como a dependência o vício e ainda alterar o comportamento dos pacientes. Sara Goldfarb, nome fictício, conta que por dois anos fez uso de medicamentos como Lexotan, Diazepam e Haldol, todos indicados por um psiquiatra para o tratamento de uma depressão. “No primeiro momento trazem uma sensação de segurança e eles se tornam seus companheiros. Para o depressivo tudo está contra você e o remédio é sua força. Foram dois anos assim e hoje já estou há quase 10 anos sem remédios. Eles só ajudam a tirar você de órbita”, conta.

Atualmente Sara não utiliza nenhum tipo de medicamento para tratar a depressão. A dependência foi substituída por livros de autoajuda, muita leitura e experiências de vida.

FIQUE SABENDO

Os dados revelam uma média de 1,87 caixa vendida a cada 100 habitantes, ou 1,07 miligramas por habitante do Pará. (Diário do Pará)

Fonte: Diario do Para

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Michael Jackson tinha uma verdadeira farmácia em seu quarto, segundo investigadora

Elissa Fleak foi a última testemunha a depor nesta quarta, 5. O julgamento será retomado nesta quinta-feira

 

Uma coleção de frascos de remédios estavam expostos no criado-mudo ao lado da cama de Michael Jackson, em sua casa, no dia de sua morte, em 25 de junho de 2009. A descrição foi feita pela investigadora Elissa Fleak, que examinou o quarto do popstar, durante seu depoimento no julgamento de Conrad Murray, em um tribunal em Los Angeles, nesta quarta-feira, 5. 

O médico é acusado pelo homicídio culposo - quando não há intenção de matar - de Michael. O julgamento entra nesta quinta-feira, 6, em seu oitavo dia. Entre os remédios, havia vários sedativos, como Diazepam, Lorazepam e Temazepam, entre outros. 

Elissa também contou que achou uma sacola azul com frascos do anestésico Propofol. Foi por causa de uma overdose dessa substância que o cantor morreu. A bolsa é a mesma em que o segurança Alberto Alvarez disse ter guardado vidros de Propofol a mando de Murray, antes de ligar para o 911 (número de emergência nos Estados Unidos) pedindo socorro para Jackson. As informações são do Ego.

fonte: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/michael-tinha-uma-verdadeira-farmacia-em-seu-quarto-segundo-investigadora/

 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Anvisa lança o boletim de farmacoepidemiologia do sngpc


29 de junho de 2011
O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, implantado pela Anvisa em 2007 e de uso obrigatório para farmácias e drogarias privadas de todo o país desde 2008, recebe dados de prescrição e comercialização de medicamentos sujeitos a controle especial, estabelecidos pela Portaria SVS/MS nº 344 de 1998.

Estes dados tem fundamental importância na fiscalização da dispensação destes medicamentos, mas  também no monitoramento farmacoepidemiológico do uso destas substâncias, muitas das quais potencialmente causadoras de dependência.

Com foco neste monitoramento, a Anvisa lança o Boletim de Farmacoepidemiologia do SNGPC, com previsão de edições semestrais para servir como importante meio de capilarização das informações aos diversos setores da sociedade, como órgãos de fiscalização e comunidade científica, com a perspectiva de difundir progressivamente informações para a consolidação de uma vigilância sanitária baseada em evidências.
Entre outras informações, este primeiro boletim apresenta uma caracterização das substâncias sujeitas a controle especial, demonstrando sua distribuição nas categorias de risco de uso na gravidez; na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), bem como segundo a classificação ATC (Anatomical Therapeutic Chemical Code) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados - SNGPC

Fonte: http://www.sincofago.com.br/sincofago/noticias.asp?id=1291

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vigilância retira anticoncepcionais das ruas

Cerca de 1,3 milhão de medicamentos estavam irregulares
A Vigilância Sanitária tirou de circulação cerca de 1,3 milhão de anticoncepcionais entre 2007 e 2010, afirmou a colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo.  Segundo ela, os medicamentos foram reprovados após análise no Instituto Adolfo Lutz.

Os produtos foram comprados para o Programa de Saúde da Mulher, que distribui gratuitamente os  remédios.

De acordo com Bergamo, de 154 lotes pesquisados, 34 apresentaram problemas nos rótulos ou na quantidade do princípio ativo. Os problemas poderiam comprometer sua eficácia.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Efeito secundário de medicamentos comuns eleva risco de morte em idosos


29/06/2011 - 14:03
O efeito secundário causado por muitos medicamentos comuns parecem aumentar os riscos de comprometimento cognitivo e morte em pessoas mais velhas. A afirmação é de investigadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido. Os resultados mostram que a cada grau mais grave de 'actividade anticolinérgica' – efeito secundário que bloqueia um neurotransmissor chave chamado acetilcolina – o risco de morte aumentou em 26%, avança o portal ISaúde.

São vários os medicamentos com algum grau de efeito anticolinérgico tomados por pessoas mais velhas. Os grupos com maior impacto são: anti-depressivos (Amitriptilina, Imipramina e Clomipramina); tranquilizantes (Clorpromazina e Trifluoperazina); medicação para a bexiga (Oxibutinina) e problemas cardíacos (Atenolol, Furosemida e Nifedipina); anti-histamínicos (Clorfenamina), analgésicos (Codeína e Dextropropoxifeno), tratamento de asma (Beclometasone) e epilepsia (Carbamazepina) e colírios para glaucoma (Timolol).

O estudo foi lançado como parte do esforço para encontrar formas de reduzir factores de risco para a demência que afecta 820 mil pessoas no Reino Unido. Mais de 13 mil britânicos a partir dos 65 anos foram incluídos no estudo de dois anos. Cerca de metade usava um medicamento com propriedades anticolinérgicas.

No estudo, cada medicamento tomado pelos participantes recebeu um ranking baseado na força da actividade anticolinérgica, AntiCholinergic Burden (ACB) - 0 para nenhum efeito; 1 para efeito leve; 2 para efeito moderado e 3 para efeito grave.

As principais conclusões foram: 20% dos participantes que tomaram os fármacos com um ACB total de 4 ou mais morreram até o final do estudo de dois anos, em comparação com apenas 7% das pessoas que não tomavam drogas anticolinérgicas. Para cada ponto adicional de ACB, a probabilidade de morrer aumentou em 26%.

Além disso, num teste de função cognitiva, os participantes que tomaram as drogas com um ACB combinado de 5 ou mais tiveram desempenho quase 5% mais baixo do que aqueles que não tomavam medicamentos anticolinérgicos.

Os riscos demonstraram ser cumulativos, com base no número de medicamentos tomados e na força do efeito anticolinérgico de cada droga.

Os pacientes mais velhos, de classe social mais baixa e com maior número de problemas de saúde tenderam a tomar mais medicamentos anticolinérgicos.

"Este estudo é o primeiro em grande escala sobre o impacto a longo prazo de medicamentos que bloqueiam a acetilcolina em seres humanos, e os nossos resultados mostram um efeito potencialmente grave sobre a mortalidade. Os médicos devem realizar revisões regulares da medicação tomada pelos pacientes mais velhos e sempre que possível evitar a prescrição de múltiplas drogas com efeitos anticolinérgicos" , afirmou o líder do estudo, Chris Fox.

Os investigadores afirmam que mais pesquisas devem ser realizadas para compreender as possíveis razões para esta ligação e, em particular, se e como os medicamentos anticolinérgicos podem causar o aumento da mortalidade.

fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/29-06-11/efeito-secundario-de-medicamentos-comuns-eleva-risco-de-morte-em-i

quarta-feira, 1 de junho de 2011

FDA revê segurança de contraceptivos orais contendo drospirenona


01/06/2011 - 14:06
A FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) anunciou terça-feira que está a realizar uma análise da segurança de contraceptivos orais contendo drospirenona depois de dois estudos publicados recentemente terem sugerido que podem aumentar o risco de tromboembolismo venoso (TEV). Os contraceptivos orais que contêm drospirenona incluem as pílulas Yaz® e Yasmin® da Bayer (drospirenona/etinilestradiol), avança o site FirstWord.

Segundo a FDA, os dois estudos sugerem que mulheres que tomam contraceptivos orais têm entre duas a três vezes mais probabilidade de sofrer um TEV do que aquelas que tomam contraceptivos contendo levonorgestrel. A FDA disse que esse risco elevado não tem sido observado noutros estudos e que "está actualmente a avaliar os resultados conflituantes a partir desses estudos e vai considerar toda a informação actualmente disponível para avaliar plenamente os riscos e benefícios das pílulas anticoncepcionais contendo drospirenona".

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluiu em Maio que os contraceptivos orais contendo drospirenona têm um maior risco de TEV e apelou para os rótulos dos medicamentos serem actualizados em conformidade com essa informação.

Respondendo à notícia, a Bayer disse que a sua análise das evidências científicas disponíveis sugerem que o risco de desenvolver um coágulo de sangue com contraceptivos orais contendo drospirenona "é comparável" a outros contraceptivos orais estudados. A companhia acrescentou que "continuará a trabalhar estreitamente com a FDA sobre o assunto".

fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/fda-reve-seguranca-de-contraceptivos-orais-contendo-drospirenona_234

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Indústria farmacêutica é investigada pela morte de 13 bebês em Roraima


Da Redação, com Band News FM

cidades@eband.com.br

A polícia investiga uma indústria farmacêutica com sede em Minas Gerais pelo suposto envolvimento na morte de 13 recém-nascidos em Roraima, no Norte do país. Laudos indicam que os bebês sofreram uma infecção generalizada que pode ter sido provocada por contaminação bacteriana nos medicamentos.

Segundo o Ministério Público de Roraima, os bebês fizeram uso dos medicamentos Glicose A 50 por cento e Água Destilada, ambos fabricados pela Hipolabor. As mortes ocorreram no Hospital Estadual Nossa Senhora de Nazaré, em 1996.

A empresa é processada, ainda, pela morte de três mulheres em 2006 após terem usado um anestésico cirúrgico produzido pela empresa.

Os donos do laboratório, Ildeu de Oliveira Magalhães e Renato Alves da Silva, também estão sendo acusados de sonegação de impostos, fraude em licitações e adulteração de medicamentos.

Redatora: Bárbara Forte
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=100000425738

quarta-feira, 16 de março de 2011

Farmacovigilância

O que é farmacovigilância?
A farmacovigilância é o acompanhamento da ação dos medicamentos que já estão no mercado, por meio da identificação, avaliação e prevenção de efeitos adversos ou qualquer problema possível relacionado com os mesmos.

QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS RELACIONADOS COM OS MEDICAMENTOS?
• Efeitos adversos.
• Desvios da qualidade.
• Erros de administração.
• Perda de efeito.
• Uso para indicações não aprovadas, que não possuem comprovação científica.
• Intoxicação.
• Abuso e uso incorreto.
• Interações com substâncias químicas, outros medicamentos, álcool e alimentos.

POR QUE SURGIU A FARMACOVIGILÂNCIA?
Antes de um medicamento ser comercializado, inúmeras informações sobre possíveis reações adversas são coletadas, mas não são suficientes para garantir a total segurança do produto. Por exemplo, informações sobre reações adversas raras, mas graves, uso em grupos especiais (como crianças, idosos, mulheres grávidas) ou interações medicamentosas são, frequentemente, incompletas ou não disponíveis.
Com a farmacovigilância é possível identificar esses e outros riscos, após a entrada do medicamento no mercado, e intervir oportunamente, protegendo a população de possíveis danos causados pelo uso do produto.

Como é feito o trabalho de farmacovigilância?
As ações são realizadas de forma compartilhada entre as vigilâncias sanitárias estaduais, municipais e a Anvisa, através do sistema de notificação de problemas relacionados a medicamentos.
Qualquer pessoa que tiver algum problema com medicamentos deve preencher a ficha de notificação (modelo abaixo) e entregar para a Vigilância Sanitária de seu município ou enviar para a Anvisa (e-mail farmacovigilância@anvisa.gov.br).

FICHA DE NOTIFICAÇÃO
Comunicação de efeito adverso a medicamentos e vacinas [Confidencial]
Digite o nome da pessoa que sofreu o efeito adverso:
Digite o nome do medicamento que
causou o efeito adverso:
Informe o nome do fabricante do
medicamento:
Descreva, em poucas palavras, o efeito adverso:
Informe mais sobre a pessoa que sofreu o efeito adverso:
(Dia do início do uso do medicamento, dia do aparecimento do efeito adverso, dosagem usada, Idade, condição de saúde antes do uso do referido medicamento e se houve o uso de outros medicamentos tomados juntos)
Notificador, digite o seu nome, telefone e/ou endereço:

Efeito Adverso: É um resultado nocivo que ocorre durante ou após o uso clínico de um medicamento.






Página 48 e 49
http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/6f35e90043e83690a3e0bbf12823b55a/Cartilha+BAIXA+revis%C3%A3o+24_08.pdf?MOD=AJPERES&useDefaultText=0&useDefaultDesc=0

quinta-feira, 10 de março de 2011

Consumidor pode avisar sobre efeitos colaterais em medicamentos

Projeto Farmácias Notificadoras oferece aos pacientes informações sobre reações de remédios

Os medicamentos tem objetivo de curar, aliviar sintomas e prevenir doenças, mas em alguns casos os efeitos colaterais são danosos aos pacientes.  Um exemplo são os remédios para emagrecer, em países do primeiro mundo há normas mais rígidas em relação à liberação desse tipo de medicamento. Já no Brasil a venda, apesar de mais rigorosa, ainda continua oferecendo, muitas vezes, riscos para a saúde dos pacientes que utilizam esse tipo de medicamento.

Para auxiliar os pacientes contra risco em consumir determinado medicamento, foi criado o Projeto Farmácias Notificadoras. O projeto pretende ampliar as fontes de notificação de casos suspeitos de efeitos adversos a medicamentos e de queixas técnicas de remédios. O projeto é em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Farmácia de cada Estado, estimulando o desenvolvimento de ações de saúde em farmácias e drogarias. O paciente que notar algum efeito indesejável em qualquer medicamento pode comunicar a Anvisa.

Para isso, o consumidor não precisa se identificar, basta preencher uma ficha disponível nas Farmácias Notificadoras.
A lista dessas farmácias você acessa clicando aqui.
Para acessar o formulário de queixa, clique aqui.
O Projeto Farmácias Notificadoras também oferece um banco de dados com várias informações sobre medicamentos  e outros produtos relacionados à saúde pública.

fonte: http://eptv.globo.com/noticias/NOT,3,3,339249,Medicamentos+podem+oferecer+riscos+e+efeitos+colaterais.aspx

 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Uso de analgésico na gravidez eleva risco de malformação, alertam EUA

O consumo de analgésicos opioides, como codeína, oxicodona ou hidrocodona, pouco antes do início da gestação ou no seu começo, aumenta em duas vezes o risco de que o bebê nasça com algum tipo de malformação congênita.

As principais malformações são problemas cardíacos, espinha bífida, hidrocefalia (água no cérebro), glaucoma congênito e grastroesquise (quando a parede abdominal apresenta uma abertura pela qual os intestinos e o estômago podem sair).

O alerta foi feito anteontem pelo Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos EUA, que estudou essas medicações. Os resultados serão publicados no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

A advertência nos Estados Unidos se estende a analgésicos que precisam de prescrição médica como o Vicodin, OxyContin e Tylenol-3, bem como a uma variedade de versões genéricas dos medicamentos.
No Brasil, drogas como Tylex, Codein, Vicodil, Codex e Belacodid possuem codeína em sua composição e também são de venda restrita: só podem ser comercializadas com prescrição médica e retenção de receita.
Embora exista um risco maior de graves tipos de defeitos congênitos em razão da exposição à substância, "o risco absoluto para a mulher é relativamente modesto", afirmou a epidemiologista Cheryl S. Broussard, do CDC, responsável pelo estudo dos medicamentos.

As conclusões estão no Estudo Nacional sobre a Prevenção de Problemas Congênitos, o maior sobre o tema já realizado nos EUA. Patrocinado pelo CDC, o trabalhou analisou grávidas de dez Estados americanos e examinou somente o uso dos medicamentos de prescrição médica, e não seu uso ilícito.

No Brasil. De acordo com o ginecologista Eduardo Borges da Fonseca, presidente da Comissão de Medicina Fetal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os opioides são medicamentos bastante usados no Brasil, mas têm indicação bem restrita para as gestantes.
"São drogas analgésicas bastante potentes, normalmente usadas em pacientes após cirurgias. Para a mulher grávida, são indicadas apenas em casos de dor extrema, como uma crise de pedra nos rins, por exemplo, onde os benefícios superam os riscos", diz Fonseca.

A ginecologista Fabiana Sanches, do setor de patologia obstétrica do Hospital Santa Marcelina, diz que ainda não se sabe em qual dose essas medicações podem causar problemas.

"Mas elas aumentam o risco de algumas raras malformações. Isso não quer dizer que se tomar a medicação o feto terá o problema. Além disso, todo medicamento deve ser prescrito por médico, e ele deve avaliar a real necessidade do uso", alerta a ginecologista.

Segundo o ginecologista Marco Antônio Borges Lopes, professor da USP, o maior problema para as gestantes é o consumo de anti-inflamatórios - drogas de venda livre, amplamente consumidas por conta própria.

Os mais comuns são Voltaren, Nimesulida, Profenid e Indometacina. "O uso indiscriminado desses medicamentos durante a gestação pode causar problemas graves no coração do feto. A automedicação, nesses casos, é muito mais perigosa do que o uso dos opioides, que são contraindicados para grávidas", diz.
Fonseca diz que esses anti-inflamatórios podem causar defeitos cardíacos em qualquer fase da gestação - defeitos mais graves quanto maior o tempo de gravidez. Os opioides, ao contrário, apresentam risco aumentado no primeiro trimestre, quando os órgãos e tecidos do feto estão começando a se formar.

Malformações. Os defeitos cardíacos congênitos são o problema mais comum das malformações de nascença e afetam anualmente cerca de 40 mil crianças nos Estados Unidos. No Brasil, estima-se que 28 mil crianças nasçam todos os anos com esse tipo de doença.

Muitas das crianças afetadas morrem no primeiro ano de vida e as que sobrevivem frequentemente precisam ser submetidas a cirurgias, internações prolongadas e a tratamentos ao longo de toda a vida. / COM LOS ANGELES TIMES

fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110304/not_imp687480,0.php

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Farmacovigilância - Estatinas (medicamentos para redução de colesterol)

Estatinas

Risco de doença pulmonar intersticial
11
Canadá. A Health Canada alertou os profissionais de saúde sobre o risco de doença pulmonar intersticial
(DPI) associada a estatinas (medicamentos de diminuição do colesterol). No Boletim Canadense de
Reações Adversas, a Health Canada afirma que, durante os últimos 15 anos, foram publicados 29 casos
de doença pulmonar intersticial com suspeita de ser associada a estatinas. Desses casos, 16 descreveram
um dechallenge positivo com ou sem tratamento imunossupressivo, e 3 casos descreveram um
rechallenge positivo. Desde 31 de março de 2010, a Health Canada recebeu 8 notificações de reações
adversas de DPI, ou patologias associadas a DPI, suspeitas de serem associadas com as seguintes
estatinas: atorvastatina (3), pravastatina (2), rosuvastatina (2) e sinvastatina (1). Foram descritas nas
notificações: fibrose pulmonar (3), DPI ou pneumonia intersticial (2), sarcoidose (1), síndrome de Churg-
Strauss (1) e poliarterite nodosa com tosse grave (1). Dos oito casos, seis foram notificados como
graves. Em dois casos, a condição pulmonar melhorou após a interrupção da estatina e o tratamento da
DPI. A Health Canada alerta que a DPI induzida por medicamento é uma reação adversa rara, porém
grave, e pode ser uma ameaça à vida, bem como pode imitar outras DPIs e é considerada uma condição
de exclusão, em vez de ser uma entidade específica.

Referência:

Canadian Adverse Reaction Newsletter, Health Canada, Volume 20, Issue 4, October 2010.
Disponível na Internet no endereço: www.hc-sc.gc.ca (em inglês).

fonte: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/0afda6804595d6509a369e259d487de9/WHONews_6-10_T.pdf?MOD=AJPERES

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

OMS preocupada com casos de narcolepsia em crianças vacinadas contra gripe A



A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que precisa de investigar de maneira mais detalhada o aumento do risco de narcolepsia entre as crianças vacinadas contra o vírus da gripe A, observado em vários países, avança a AFP.

"Desde Agosto de 2010, depois de uma vacinação ampla contra a gripe A (H1N1) de 2009, constatamos casos de narcolepsia, em particular entre as crianças e adolescentes, em pelo menos 12 países", explica a OMS em comunicado.

Os casos foram mais frequentes na Suécia, Finlândia e Islândia, segundo a organização, que fez o anúncio uma semana depois das autoridades finlandesas terem revelado suspeitas de que a vacina Pandemrix® do laboratório GlaxoSmithKline (GSK) teria contribuído para a multiplicação súbita de casos de narcolepsia entre crianças e adolescentes do país em 2009 e 2010.

O Instituto Nacional Finlandês para a Saúde (THL) reconheceu que eram necessários estudos mais profundos para comprovar a suspeita, mas completou que "a associação observada era tão evidente que seria improvável que outros factores, ditos colaterais, pudessem explicar o fenómeno".

A narcolepsia é um problema neurológico pouco comum que consiste em ataques de sono irresistíveis que acontecem de repente e com um cansaço extremo.

Em 2009-2010, os médicos finlandeses diagnosticaram casos de narcolepsia em 60 crianças e adolescente com idades entre quatro e 19 anos, o que representa um número quase três vezes maior que nos dois anos anteriores.

Em quase 90% dos casos (52), as crianças foram vacinadas com o Pandemrix®, que foi injectado em mais de 90 milhões de pessoas em 19 países durante a campanha de vacinação contra a gripe H1N1, segundo o THL.

O Comité de Consulta sobre a Segurança das Vacinas (GACVS) da OMS estudou a questão e considerou que é necessário executar novas investigações a nível global.

"O Comité concordou que são justificadas investigações mais avanças sobre a narcolepsia e a vacinação contra a gripe H1N1 com Pandemrix® e outras vacinas contra o vírus declarado a primeira pandemia do século em Junho de 2009", explica o comunicado da OMS.

A questão não afecta, segundo a agência da ONU, as vacinas clássicas contra a gripe comum ou outras doenças utilizadas no passado

fonte: http://www.rcmpharma.com/news/11892/51/OMS-preocupada-com-casos-de-narcolepsia-em-criancas-vacinadas-contra-gripe-A.html

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

França - 76 medicamentos com suspeita de riscos

Publicarão na França pronta de 76 medicamentos baixo vigilância 

Escrito por Mireya Ortiz Bécquer   
Imagen de muestra31 de enero de 2011, 07:13Paris, 31 jan (Prensa Latina) A Agência francesa de Segurança Sanitária (Afssaps) dará a conhecer hoje uma lista com 76 medicamentos que se encontram baixo vigilância por suspeita de riscos.

  Esta divulgação responde a uma solicitação do governo galo, depois do escândalo suscitado pelo antidiabético e adelgazante Mediator, dos laboratórios Servier.

O produto é vinculado com a morte dentre 500 e duas mil pessoas por hipertensión arterial pulmonar e problemas nas válvulas cardíacas.

Dentro da listagem de fármacos que se comunicarão durante uma conferência de imprensa figuram 59 já divulgados o 20 de janeiro passado pela Afssaps em seu lugar site.

Dias atrás o diário Lhe Figaro publicou que França poderia suspender proximamente a venda do vasodilatador cerebral e periférico Fonzylane (Buflomedil) e o antifúngico Nizoral (Ketoconazol).

A interrupção foi solicitada pela comissão encarregada de autorizar a comercialização no mercado de medicamentos (AMM) da Afssaps, depois de avaliar o risco/beneficio de ambos produtos, assinalou o rotativo.

O Buflomedil, comercializado como Fonzylane pela assinatura estadunidense Cephalon desde 1976, é qüestionado por numerosos especialistas desde faz algum tempo.

Ademais, a revista médica Prescrire em sua edição de janeiro solicitou a suspensão do mesmo ao igual que a do antiinflamatorio Nimesulide e o anticancerígeno Vinflunine.

Segundo a publicação especializada, o benefício terapêutico do Buflomédil não está demonstrado e pode gerar efeitos neurológicos e cardíacos indesejáveis graves.

No artigo mencionou-se que entre 2007 e 2009 a Afsapps referiu em várias dezenas de casos secuelas graves e até letais.

Quantas vítimas são necessárias às farmacêuticas concernidas ou à Afsapps para retirar o medicamento do mercado?, lançou como interrogante o texto.

Por sua vez, o Nizoral dos laboratórios estadunidenses Janssen Cilag, vendido desde 1982, vinculam-se com o aparecimento de hepatites fulminantes.




fonte: http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=259870&Itemid=1