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terça-feira, 26 de novembro de 2013

EUA questionam prescrição preventiva de remédios anticolesterol

AFP - Agence France-Presse

Um novo guia clínico publicado nos Estados Unidos, que recomenda ampliar a prescrição de medicamentos anticolesterol a milhões de adultos para reduzir os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais, superestima o risco que corre grande parte da população.

A guia clínica atualizada do Colégio Americano de Cardiologia (ACC, na sigla em inglês) e da Associação Americana do Coração (AHA, em inglês), publicada em 13 de novembro, causa controvérsia.

Segundo as novas recomendações, um em cada três americanos com mais de 40 anos (o que equivale a 33 milhões de pessoas) corre um risco suficientemente alto de desenvolver doença cardíaca para receber tratamento com estatinas, os remédios anticolesterol mais eficazes, explicou o ACC.

Por enquanto, estes medicamentos só são prescritos para reduzir taxas elevadas de colesterol ruim, a principal causa de aterosclerose.

Entre os fatores de risco, a ACC citou o envelhecimento, a diabetes do adulto (tipo 2), a hipertensão, um nível de colesterol ruim (LDL) elevado, o tabagismo e a origem étnica, sendo os negros particularmente vulneráveis.

No entanto, ao aplicar a fórmula de cálculo do ACC e da AHA a cinco grupos diferentes de pessoas, dois cientistas da Escola de Medicina de Harvard concluíram que "esta fórmula exagera o risco de 75% a 150% para 40% a 50% dos 33 milhões de americanos de 40 a 75 anos eventualmente afetados".

Em um editorial publicado online na revista médica britânica The Lancet, os doutores Paul Ridker e Nancy Cook dão dois exemplos.

O primeiro é o de um fumante de 55 anos, com hipertensão leve sem tratamento e com excelente taxa de colesterol ruim de 75 miligramas por decilitro de sangue, que normalmente deveria ser inferior a 100 mg/dL.
Segundo a fórmula matemática do ACC, este homem tem um risco cardiovascular de 9,6% nos próximos dez anos e deveria receber tratamento preventivo com estatinas, que estabelece o nível em 7,5%.

Em contraste, uma mulher de 60 anos, que não fuma, tem pressão normal e altos níveis de colesterol de 180 mg/dL, tem um risco de 3,8%. Portanto, não deveria receber tratamento preventivo com estatinas, usando-se a mesma fórmula.

Risco superestimando
Os dois cientistas ressaltam que este novo guia clínico é um "passo importante para simplificar e melhorar o tratamento de pacientes com alto risco, como a diabetes".

Mas, segundo eles, "depender apenas desta nova previsão do risco baseado na fórmula matemática poderia levar a tratar muitos pacientes sem indicações clínicas adequadas para a eficácia preventiva das estatinas (... ) e privar outros nos quais se sabe que este fármaco é eficaz".

"Uma má calibragem desta magnitude deve ser corrigida antes de que o novo modelo de prescrição de risco cardiovascular se implemente em larga escala, do contrário levará os médicos a sobrescrever estatinas", destacaram na nota Ridker e Cook.

O copresidente do grupo de trabalho que desenvolveu o novo guia clínico, David Goff, admitiu no jornal The New York Times "o potencial de superestimativa do risco, especialmente para as pessoas que estão no limite".

Para o doutor Kevin Marzo, diretor de cardiologia do Hospital Universitário Winthrop, no estado de Nova York, "a melhor forma de resolver este problema é que os autores do guia se reúnam com seus críticos e procedam a uma eventual revisão".

"Deve-se assegurar que as pessoas não pensem que estas novas recomendações estão motivadas por outras razões", de ordem comercial, por exemplo, "quando o propósito da Comissão do ACC é reduzir a principal causa de mortalidade dos americanos", declarou à AFP.

"A população pensa geralmente que as estatinas são muito receitadas e têm efeitos colaterais potencialmente perigosos", disse o cardiologista.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Medicamentos contra colesterol 'podem aumentar diabetes'

Cientistas dizem que uso preferencial de estatina mais fraca deve ser considerado

DA BBC BRASIL
Alguns tipos de estatinas, substâncias usadas para evitar doenças do coração, aumentam o risco de diabetes tipo 2 em idosos, de acordo com pesquisadores canadenses.

O estudo, divulgado na publicação científica British Medical Journal, sugeriu que estatinas mais poderosas ─ como a atorvastatina ─ podem aumentar o risco de diabetes em 22% em comparação com os tipos mais fracos.

De acordo com os pesquisadores, a atorvastatina, vendida no Brasil com o nome de Lipitor, teve ligação com um caso extra de diabetes para cada um dos 160 pacientes que a utilizaram.

No entanto, os especialistas dizem que, de um modo geral, os benefícios da substância ainda são maiores do que os riscos.

As estatinas são um grupo de medicamentos indicados para baixar os níveis de mau colesterol no sangue. Isso reduz as chances de um ataque cardíaco ou de um derrame.

Todas as drogas têm efeitos colaterais, mas a equipe de pesquisadores de hospitais em Toronto diz que há controvérsias sobre o aumento do risco da diabetes causado pelas diferentes estatinas.

Para confirmar a hipótese, eles examinaram os registros médicos de 1,5 milhão de pessoas acima de 66 anos e compararam a incidência de diabetes entre pessoas tratadas com diversos tipos de estatinas.

"Descobrimos que pacientes tratados com atorvastatina, rosuvastatina ou sinvastatina tinham mais riscos de aparição da diabetes comparados aos tratados com pravastatina", diz o estudo.

"Clínicos devem levar em conta esse risco quando estiverem considerando um tratamento com estatina para pacientes. O uso preferencial da pravastatina (...) pode ser indicado."
Benefícios

Comentando sobre o estudo, o professor Risto Huupponen e a professora Jorma Viikari, da Universidade de Turku, na Finlândia, disseram que "os benefícios gerais das estatinas ainda superam o risco potencial de diabetes".

No entanto, segundo eles, é preciso levar em conta o fato de que cada tipo de estatina é indicado para um tipo de paciente.

"As estatinas mais potentes, pelo menos em doses mais altas, devem ser preferencialmente reservadas para pacientes que não respondem a tratamentos de baixa potência, mas têm um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares."

"As estatinas são tomadas com segurança por milhões na Grã-Bretanha e protegem os que têm alto risco de desenvolver doenças cardíacas", disse Maureen Talbot, especialista da British Heart Foundation.

"Apesar de os estudos sugerirem um aumento no risco de que pacientes idosos desenvolvam diabetes quando tomam certas estatinas, outros fatores de risco como sobrepeso, histórico familiar e etnia podem ter tido um papel."

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Remédios contra colesterol podem aumentar diabetes, diz estudo


Remédios contra colesterol podem aumentar diabetes, diz estudo

Alguns tipos de estatinas, substâncias usadas para evitar doenças do coração, aumentam o risco de diabetes tipo 2 em idosos, de acordo com investigadores canadianos.

O estudo, divulgado no British Medical Journal, sugere que as estatinas mais poderosas podem aumentar o risco da diabetes em 22% em comparação com os tipos mais fracos.

No entanto, os especialistas dizem que, de um modo geral, os benefícios da substância ainda são maiores do que os riscos.

As estatinas são um grupo de medicamentos indicados para baixar os níveis de mau colesterol no sangue.

Isso reduz a probabilidade de um ataque cardíaco ou de um derrame.

Fonte: Diário Digital

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Combinar remédio contra colesterol e pressão alta pode causar danos

TERRA

Pessoas que tomam estatina - medicamento que regula o colesterol - podem ter que diminuir a dose do remédio devido aos temores sobre efeitos colaterais. Pacientes que tomam um tipo particular, sinvastatina, junto a outros medicamentos usados para reduzir a pressão elevada, estão propensas a sofrer problemas musculares, doenças nos pulmões e danos nos rins.

As estatinas estão sendo feitas com um elemento que pode reduzir o colesterol e proteger contra uma série de doenças crônicas. A sinvastatina é o mais prescrito; estudos mostraram que pacientes tomando a dose de 40mg, mais amlodipina e diltiazem - utilizados para tratar a pressão alta e dor no peito associada a doenças do coração - podem ter problemas de saúde.

Os efeitos secundários são problemas musculares, dores, sensibilidade e fraqueza. Em casos mais graves, pode ocorrer o rompimento do músculo e danos nos rins. O conselho é que os pacientes continuem tomando os medicamentos juntos, mas devem procurar um médico se sentirem qualquer dor muscular ou fraqueza. 

Fonte: Correio do Estado

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cientistas descobrem causa do colesterol alto

Redação do Diário da Saúde

Resistina
Cientistas canadenses descobriram que uma proteína chamada resistina faz com que os níveis elevados do mau colesterol (lipoproteína de baixa densidade, ou LDL) aumentem o risco de doenças do coração.

A resistina é secretada pelo tecido adiposo do corpo.

O estudo mostra que a resistina aumenta a produção de LDL nas células do fígado humano, e que também degrada receptores de LDL no próprio fígado.

Como resultado, o fígado torna-se menos capaz de limpar o mau colesterol do corpo.

Resistina e estatinas
Como resultado de sua ação no fígado, a resistina acelera o acúmulo de LDL nas artérias, aumentando o risco de doenças cardíacas.

A pesquisa também mostrou que a resistina impacta negativamente os efeitos das estatinas, o principal medicamento de redução de colesterol disponível hoje, usado no tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares.

Até 40% das pessoas que tomam estatinas são resistentes ao seu impacto na diminuição do LDL no sangue.
"A maior implicação dos nossos resultados é que os níveis elevados de resistina no sangue podem ser a causa da incapacidade das estatinas para reduzir o colesterol LDL dos pacientes," afirma a Dra Shirya Rashid, da Universidade McMaster, e orientadora do estudo.

A pesquisadora acredita que a descoberta poderá levar a novas drogas revolucionárias, visando inibir a resistina e, assim, aumentar a eficácia das estatinas.

Colesterol alto
O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas e derrames.

A condição pode levar a um acúmulo de placas nas paredes das artérias, com seu consequente estreitamento, causando uma condição chamada aterosclerose, que pode tornar mais difícil para o sangue fluir através do coração e de todo o corpo.

Estar acima do peso também aumenta a probabilidade de pressão alta e diabetes, agravando os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral.