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sábado, 22 de agosto de 2015

O papel do Farmacêutico na vida das Pessoas: O medicamento para o paciente idoso!

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  • O papel do Farmacêutico na vida das Pessoas: O medicamento para o paciente idoso! Acervo Pessoal
    Os crescentes avanços das últimas décadas nas ciências da saúde vêm permitindo um significativo aumento na esperança de vida das pessoas. Acompanhando esse aumento, observa-se o crescimento no consumo de medicamentos, que se devem em grande parte às doenças crônico-degenerativas associadas ao envelhecimento, como doenças mentais, osteoarticulares, cardiovasculares, cerebrais, perda de visão e audição, entre outros.

    O processo de envelhecimento vem acompanhado de mudanças biológicas, sociais e psicológicas, isso afeta a relação do idoso com o meio externo, há uma perda progressiva da capacidade de adaptação ao meio onde vive, o que o torna mais vulnerável a agressões internas e externas que levam a doença. O meio onde o idoso vive, o estilo de vida, os hábitos alimentares, a prática de atividades físicas, o suporte social, são fatores que interferem na qualidade de vida e longevidade do indivíduo. Esses fatores todos, tornam esse grupo bastante heterogêneo, ou seja, as variáveis em relação a cada paciente, é algo significativo e que o difere das demais faixas etárias, como a infância e a adolescência, onde o desenvolvimento se faz de forma mais uniforme e previsível.
    A população idosa apresenta também particularidades que alteram a farmacocinética (percurso dos fármacos no organismo) e a farmacodinâmica (efeito do fármaco quando ele atinge seu local de ação) dos medicamentos. Redução da massa muscular, da água corporal, alterações no metabolismo hepático, da capacidade de filtração e excreção dos rins, bem como dos mecanismos de homeostasia (manutenção do organismo em equilíbrio), são exemplos das alterações que ocorrem no organismo idoso e que aumentam por conseqüência os riscos de toxicidade e efeitos adversos ao uso de fármacos.
    Os idosos são os maiores consumidores de medicamentos na maioria dos países. A freqüência do uso nessa faixa etária gira em torno de 60% a 90%, dos quais um terço faz uso de cinco ou mais fármacos ao mesmo tempo. A complexidade dos esquemas terapêuticos, o declínio cognitivo, as alterações visuais e auditivas tornam o uso dos medicamentos mais difícil a essa população.
    O acompanhamento farmacoterapêutico, que auxilia a compreensão do idoso ou de seu cuidador quanto ao seu esquema terapêutico, o reforço da importância do cuidado com os horários das medicações, a correta identificação dos medicamentos, da sua função, as orientações quanto á forma de utilização e principalmente a conscientização de que fármaco só pode ser utilizado mediante orientação especializada, contribui para a redução dos riscos de eventos adversos, e aumenta o sucesso terapêutico. Orientações não farmacológicas, quanto a condutas que facilitem o dia a dia, que estimulem um estilo de vida mais ativo e regrado, também são importantes para melhorar a qualidade de vida do paciente idoso e de sua família.

    Mariana Kist Pompermaier (Farmacêutica – CRF/PR: 24332)

    Fonte: Jornal Novo Tempo

terça-feira, 28 de abril de 2015

Drogasil lança serviço pioneiro de atendimento farmacêutico via telefone


Quinta, 02 de Abril de 2015 - 12:40
Fonte: Assessoria
Foto: Divulgação
 
Programa oferece orientação gratuita em todo país.
Os consumidores já podem contar com um serviço telefônico pioneiro desenvolvido pela Drogasil: o “Farmacêutico 40 Horas”. Com objetivo de orientar, auxiliar e tirar dúvidas sobre medicamentos e sua utilização, o canal é gratuito e está disponível em todas as cidades do Brasil.

A companhia desenvolveu o serviço com o intuito de facilitar o acesso dos consumidores ao farmacêutico, evitando assim o consumo equivocado de remédios. “O ‘Farmacêutico 40 Horas’ possibilita o esclarecimento gratuito de dúvidas por telefone, na comodidade de suas casas”, destaca Antonio Carlos de Freitas, vice-presidente de Operações da Drogasil.

Ciente de sua responsabilidade com a saúde e o bem-estar dos clientes, o “Farmacêutico 40 Horas” vem para agregar ainda mais ao atendimento farmacêutico prestado em loja. Atualmente, a rede emprega mais de 2.000 farmacêuticos, sendo uma das empresas que mais contratam esse profissional no País. “O serviço não substitui o profissional farmacêutico presente em todas nossas lojas. A intenção é oferecer ao cliente a conveniência de poder solucionar dúvidas de maneira ágil sem necessidade de se deslocar até a loja, seja por uma impossibilidade do cliente, ou até mesmo em horário que a loja está fechada. O nome do serviço se dá exatamente em razão dessa disponibilidade adicional, de atendimento farmacêutico disponível 16 horas por dia em nossas lojas e 24 horas por dia via telefone”, enfatiza Freitas.

Para acessar o “Farmacêutico 40 horas”  basta ligar para 3004-8007 (ligação local).

Sobre a Drogasil – Criada em 1935, a partir da fusão de duas pequenas redes de farmácias (Drogaria Bráulio e Drogaria Brasil), é uma das bandeiras da Raia Drogasil S.A. Com mais de 500 lojas, atua nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Fonte: A Crítica

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Academia Americana de Pediatria estipula novas regras para a dosagem de medicamentos para crianças

As orientações foram elaboradas para evitar erros, que são ainda mais prejudiciais para os menores

Por Naíma Saleh - 02/04/2015 12h26 - atualizada em 02/04/2015 14h32

A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou nesta semana novas orientações para a medicação das crianças, com foco em corrigir os erros de dosagem. Nos Estados Unidos, estima-se que, a cada ano, 70 mil crianças sejam internadas por causa de overdoses não intencionais de medicamentos. Principalmente para os menores, às vezes até um pequeno erro na dosagem pode trazer consequências severas.
O artigo começa dizendo que a AAP “quer que os pais guardem as colheres para os cereais – não para os remédios das crianças”. Isso porque um dos enganos mais frequentes é que o cuidador confunda a dosagem, dando à criança em colheres o que foi prescrito em ml e vice-versa. Além disso, existe também o problema da falta de padrão no tamanho dos acessórios (as colheres de faqueiros antigos, por exemplo, gerlalmente são maiores) e da confusão entre os vários tipos (não é todo mundo que sabe qual é a colher de café, a de sopa ou a de sobremesa).  “Uma colher de sopa normalmente equivale a três colheres de chá. Se um pai usa uma colher de tamanho errado, muitas vezes, isso pode levar a uma dosagem tóxica”, declarou o pediatra Ian Paul, autor principal do artigo. 

No Brasil, não há dados sobre a quantidade de crianças intoxicadas por medicamentos, mas  temos o mesmo problema nas doses prescritas em colheres. "Muitas bulas ainda trazem a dosagem em mililitros com a medida correspondente em colheradas. Para o leigo, isso segmenta essa cultura de utilizar a colher", completa a pediatra Márcia Sanae Kodaira de Almeida, do Hospital Santa Catarina (SP).

criança_remédio (Foto: Shutterstock)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não estipulou como compulsória a utilização de dosadores, nem a padronização da dosagem em mililitros. Normalmente, antibióticos e outros medicamentos com alto risco de intoxicação, como descongestionantes, já vêm com uma seringa ou com um copinho, mas isso ainda não é regra. "É preciso criar barreiras para que os erros de medicação tenham menos chance de acontecer. Isso começa pelos órgãos reguladores e pelas indústrias farmacêuticas até chegar aos pais", reforça Márcia.
Veja quais são as novas recomendações da AAP:
- Deve ser adotada uma linguagem padrão adotando ml como a única abreviatura apropriada para mililitro. Medicamentos líquidos devem ser dosados com quantidades arredondadas, como 0,1 , 0,5 , ou 1 ml;
- No rótulo deve ser claramente indicada a periodicidade das doses. Expressões em linguagem comum como "uso diário" devem ser usadas no lugar de abreviaturas médicas como "qd"  (do latim, quaque die, uma vez por dia) - o que poderia ser interpretado como "qid" (no passado, esta era uma forma comum adotada pelos médicos para descrever dosagem quatro vezes ao dia);
- O pediatra deve revisar as doses, em ml, com as famílias, no momento em que são prescritas;
- Dispositivos de dosagem não devem ter marcações extras, que podem ser confusas; eles também não devem ser significativamente maiores do que a quantidade recomendada no rótulo, para evitar erros;
- Os fabricantes devem eliminar rótulos, instruções de dosagem e dispositivos que contenham unidades fora do sistema métrico.

Por aqui, enquanto não há uma regra clara, vale sempre perguntar ao médico qual é a dose em mililitros, caso ele prescreva em colher. Também é importante tomar cuidado redobrado com os remédios em suspensão, aqueles que precisam ser diluídos. "A água deve ser adicionada na medida certa. Se você dilui de maneira errada, a dose também ficará errada. É dever do pediatra explicar e tirar todas as suas dúvidas", completa Márcia.

 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Cinquenta por cento dos portugueses não tomam correctamente os medicamentos

SNS gastou 2136 milhões de euros em 2013 com remédios

2014-10-03 Por Pedro Barata Coelho *
 
O medicamento tem acompanhado o homem desde os seus primórdios na sua constante busca pela cura dos seus males, de mais saúde ou de mais juventude. Tal como a humanidade também o medicamento evoluiu , quer em termos de complexidade, quer em termos de exigência, de eficácia e de segurança.

* Membro da direção da Ordem dos Farmacêuticos, farmaceutico do Centro Hospitalar de S João; professor da Universidade Fernando Pessoa

Os medicamentos são parte fundamental da equação que permitiu obter uma sociedade com uma esperança e uma qualidade média de vida bastante superior à do inicio do século passado, mas, como tudo não estão isentos de problemas e efeitos nefastos.
Pedro Barata Coelho
Pedro Barata Coelho
Importa conhecer bem os efeitos dos medicamentos e gerir a sua eficácia terapêutica, em especial quando vários são utilizados em simultâneo, interagindo entre si e com os alimentos ingeridos, causando alterações nos seus efeitos e mesmo reacções inesperadas.

Importa também compreender o custo do medicamento, saber avalia-lo bem de forma cientificamente robusta e validada, para poder tomar a melhor decisão, quer para o doente quer para a sociedade.

O Sistema Nacional de Saúde, apenas em 2013, gastou 2136 milhões de euros, exclusivamente com o medicamento. Não se discute o valor mas chama-se à atenção que o esforço financeiro despendido deve ser rentabilizado. Estima-se que 50% dos cidadãos não tomam correctamente os seus medicamentos. Os problemas de aderência à terapêutica são bem conhecidos e com gravosas consequências para a saúde e finanças públicas.

A responsabilidade do uso adequado dos medicamentos é de todos, é universal, de médicos, farmacêuticos, enfermeiros, gestores, de todos os cidadãos.

Com vista a sensibilizar para este problema, a Ordem dos Farmacêuticos lançou a campanha “Uso do medicamento – Somos todos responsáveis”  onde todos poderão encontrar informações muito relevantes e poderão prestar a sua colaboração.
O esforço financeiro despendido deve ser rentabilizado
O esforço financeiro despendido deve ser rentabilizado
 
Urgem mais estudos sobre formas de promover o uso responsável do medicamento, melhorar a adesão terapêutica, reduzir os gastos na rubrica medicamento sem diminuir a qualidade do serviço prestado. Importa também avaliar correctamente os efeitos e os reais custos das intervenções terapêuticas implementadas.

Muito tem sido feito nos últimos anos mas ainda há muito para fazer. Os farmacêuticos lançaram a campanha e vão assumir as suas responsabilidades mas este é um problema transversal que só uma resposta global por parte da sociedade pode ajudar a resolver.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59342&op=all
 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quebrar comprimidos pode prejudicar tratamento

"Técnica" pode levar a alterações na dosagem dos medicamentos

DA REDAÇÃO
A prática de quebrar um comprimido pela metade para alcançar a dose prescrita pelo médico faz parte da rotina de milhares de brasileiros, mas o que muitos não sabem é que esta prática pode prejudicar o tratamento ou expor o paciente a uma superconcentração do remédio, deixando-o vulnerável a efeitos tóxicos. Um estudo divulgado pela Universidade Católica de Pelotas no Rio Grande do Sul reforçou o alerta sobre a prática.

Os pesquisadores descobriram que a quebra pode trazer riscos à saúde e provocar até intoxicação. O remédio analisado foi o diurético mais receitado para hipertensão no país. Durante os testes, foram partidos 750 comprimidos. Em nenhum deles as duas metades tinham a mesma quantidade do princípio ativo, que é a substância que age no organismo. A diferença, de acordo com a pesquisa, chegou a 15%, ou seja, um dos pedaços faz menos efeito que o outro.

Segundo o farmacêutico magistral e presidente da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais - Regional Mato Grosso, Célio Fernandes, essa pesquisa vem reforçar outros estudos feitos em laboratórios que mostram que as metades obtidas na partição do comprimido apresentam uma variação de conteúdo além dos limites recomendados, resultando em “significativa diferença” de massa entre as partes e perda de partículas.

Muitas vezes, explica Fernandes, os comprimidos são de liberação sustentada, ou seja, após a ingestão, são absorvidos pouco a pouco pelo organismo. Segundo o farmacêutico, esse tipo de medicamento não deve ser partido em nenhuma condição. “A quebra é desaconselhável em qualquer caso mesmo quando o medicamento for fabricado com um sulco para facilitar a partição. “Vimos que a posologia (indicação de doses) acaba comprometida no momento da quebra”, diz.

Quando quebrado, além da falta de uniformidade, o medicamento pode sofrer alterações no teor ou se degradar em substâncias que tenham toxicidade.

“A farmácia de manipulação tem um papel importante nesse caso de evitar quebras de comprimidos, pois abre o leque de opções para o médico prescritor que irá adequar a dose para cada paciente. Além disso, o paciente levará para casa o estritamente necessário para o seu tratamento sem ter que partir ou interferir na integridade da fórmula e também sem sobras de medicamento, gerando economia e segurança para o mesmo”, diz.

Célio explica que uma das causas que tornaram a quebra dos medicamentos uma cultura enraizada na sociedade brasileira é o fator econômico. “Em alguns casos, o paciente faz reutilização de um medicamento que tinha sobrado na caixa e, em prescrição de dosagem menor, ele não reluta em fazer “economia”, partindo-o simplesmente”.

Fique Atento
Quando a partição não é recomendável?

A quebra pode ser prejudicial, especialmente, se o comprimido tiver ação sobre uma área específica do corpo ou for de liberação sustentada ou prolongada - quando tem seu teor liberado no decorrer do dia. Nesse caso, a medicação pode ser tornar ineficaz ou mesmo prejudicial.

Fonte: Midia News

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Metade de nós toma remédio de forma errada. Saiba como evitar

Ingerir adequadamente seu medicamento é extremamente importante

 
A essa pergunta prosaica - você sabe tomar remédio? -, as respostas parecem ser mais simples ainda. Afinal, quem é que nunca tomou um remédio com leite, um suco, um café ou outro líquido “inofensivo”? Pois esse ato normal para muitos é mais preocupante do que se imagina (leia mais na página 5). O medicamento pode sofrer muitas alterações e, consequentemente, seus efeitos ficam prejudicados se não for ingerido da forma correta. Mais de 50% de todos os medicamentos são receitados ou vendidos de forma inapropriada, e metade de todos os pacientes não os tomam corretamente.
 
A afirmação está em nota da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso indevido de medicamentos.  Segundo a agência da ONU, o uso excessivo, limitado ou impróprio de remédios afeta a saúde das pessoas e gasta recursos. 
 
Os problemas mais comuns provocados pelo uso indevido de remédios incluem o uso de muitos medicamentos de forma simultânea, o uso excessivo de antibióticos e injeções e automedicação inapropriada. Segundo a OMS, os fatores que mais contribuem para esse fenômeno são a falta de conhecimento e formação, promoção de medicamentos por multinacionais farmacêuticas e a disponibilidade ilimitada de remédios em muitos países. 
 
Desde 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que todos os remédios devem ser acompanhados da bula do paciente além da bula técnica dos produtos. Na bula do paciente, deve ser especificada a forma correta de como ingerir, e os riscos das interações/reações de forma clara e objetiva. 
 
No entanto, ainda existem muitas dúvidas de como tomar uma medicação. E muitas pessoas sequer têm o cuidado de ler bula. 
 
Crenças populares
 
Além disso, os brasileiros são recordistas em automedicação e adoram passar uma receitinha de remédios, não é mesmo? Com isso concorda Maria Esgotti, diretora do Conselho Regional de Farmácia (CRF) - Seccional Bauru. “Existem crenças tão comuns que sequer são colocadas em dúvida”, lembra ela, para acrescentar: “E muitos desses hábitos podem não só interferir na eficácia do medicamento, como também prejudicar nosso organismo.  Por isso, deve-se sempre ter muito cuidado com as medicações, seguir as orientações médicas e tirar dúvidas com o farmacêutico”.
 
São delas as informações a seguir, para que “ possam ajudar, que o medicamento ingerido tenha a eficácia terapêutica desejada e esperada, tanto para o paciente como seus familiares”. Confira:
 
Tomar medicamento acompanhado de outros tipos de líquidos é correto?
“O líquido mais indicado para acompanhar a ingestão de todos os tipos de medicamentos orais é a água, que não apresenta nenhuma reação com o principio ativo do medicamento. Bebidas como leite, refrigerantes, chás, café, entre outras, podem comprometer a absorção alterando a eficácia terapêutica.”
 
Pode-se ingerir o comprimido sem água?
“A ingestão de medicamentos orais (comprimido/cápsulas) sem água, é prejudicial e não recomendada, pois pode aderir à mucosa e causar irritações, e não ser absorvido adequadamente.”
 
 
Abrir as cápsulas e triturar os remédios, pode?
“Outro problema que encontramos também enquanto farmacêuticos é que certos pacientes não conseguem ingerir os comprimidos ou cápsulas e optam por macerar ou retirar das cápsulas, no entanto os medicamentos devem ser ingeridos em suas formas farmacêuticas integras, para que tenha sua eficácia terapêutica desejada e não traga lesões na mucosa esofágica ou gástrica. Mas se o paciente tiver dificuldade de ingerir deve informar seu médico, pois existem fórmulas  farmacêuticas manipuladas, em solução ou  xarope (com e sem açúcar) para muitos medicamentos.” 
 
 
Para gotas e líquidos não é preciso água, certo?
“Sim. Os medicamentos na forma farmacêutica gotas, podem ser pingados direto na boca, pois muitos são adicionados de sabores, para crianças ou adultos não ter tanta aversão quando na necessidade da ingestão. Geralmente as medicações pediátricas (gotas, xaropes ou suspensões) já são fabricadas com sabor e aroma diferentes para facilitar a ingestão.”
 
Antibióticos podem ser ingeridos com leite? 
 
“Não. Antibióticos quando ingeridos provocam um certo desconforto gastrintestinal (acidez, diarreia e dor abdominal). Se tomados com leite este desconforto pode aumentar, provocando vômito e piorar a diarreia. Portanto, se a criança ou adulto estiver tomando algum antibiótico e apresentar quadros descritos como este, o médico ou farmacêutico pode orientar quanto à melhora destes sintomas.”
 
Antiácido ajuda?  
 
Muita gente, para diminuir o  desconforto gástrico do medicamento, associa o remédio a um antiácido e isso não é válido. “A administração de antiácidos com outros medicamentos é bastante complexa, pois estes agentes alteram o pH gástrico e podem aumentar ou diminuir a absorção dependendo do tipo de antiácido (alumínio - Al, magnésio - Mg, cálcio - Ca ou hidróxido)  e do medicamento ingerido.”
 
O horário é fundamental?
 
“Devemos estar atentos ao horário da administração e quanto à quantidade de dias que foi receitado ou prescrito pelo médico, principalmente, antibióticos. Existem muitas bactérias resistentes a determinados antibióticos e isto se deve ao não cumprimento das regras estipuladas no momento da administração. Portanto, se queremos restabelecer nossa saúde no mais curto espaço de tempo, temos que seguir corretamente as prescrições médicas e as orientações farmacêuticas.”
 
Efeitos colaterais são comuns? O que fazer?
 
Alguns medicamentos podem, sim, provocar efeitos colaterais como alergias, náuseas, vômitos, diarreia, entre outros. Mas antes de suspender a medicação por qualquer efeito apresentado, devemos imediatamente procurar uma orientação do médico, pois ele terá como fazer alteração quando ao medicamento prescrito, ou se não puder alterar a prescrição, poderá prescrever outro medicamento que trará a melhora dos efeitos apresentados.”
 
Café não é água, não!
 
Alguns medicamentos podem aumentar os efeitos do café e de outras bebidas com cafeína. Alguns antidepressivos, antibióticos e anticoncepcionais bloqueiam uma enzima conhecida como CYP1A2, que ajuda a metabolizar a cafeína. Como resultado, a cafeína pode persistir no organismo por várias horas mais que o normal. Estudos demonstram que vários medicamentos, desde antidepressivos, para tireoide e osteoporose, podem ser afetados pelo consumo excessivo do café. 
Estudo também mostra, por exemplo, que mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais ficam com cafeína em seu organismo quatro horas a mais do que as mulheres que não tomam pílula. “Ou seja, café não é água, não”, lembra Maria Esgotti.
 
Atenção especial para as seguintes associações:
café + levotiroxina: redução de até 55% da absorção (tireoide).
café + alendronato: redução de 60% da absorção (osteoporose).
 
Casos reais, problemas sérios
 
Mesmo com tanta informação disponível nos dias atuais, a maioria das pessoas continua achando que não faz mal tomar um “remedinho indicado por um amigo”, que não há problema em tomar um “simples” antitérmico com um gole de cerveja, ou que é bobagem essa história de seguir à risca os horários para a ingestão de antibióticos.
 
A reportagem colheu depoimentos de pessoas que tiveram problemas diversos, desde a ingestão errada de remédios, até um caso grave que levou uma criança à internação hospitalar após a administração equivocada de um medicamento ao qual ela era alérgica. As identidades delas foram preservadas para evitar constrangimento.
 
Sobre a associação de remédios com bebida alcoólica, a diretora do CRF Maria Esgotti é taxativa: atitude proibida. “Quando o paciente faz isso, diminui a capacidade metabólica do fígado”, ressalta. 
 
Medicamento para a pressão causa “tosse crônica”
 
Por mais de um ano ela sofreu uma “tosse crônica”. Todos os dias chegava para trabalhar e já, já, aquela tosse chata perturbava os colegas de trabalho. Sofria com as gozações, “tinha gente que dizia que eu não comeria castanha naquele final de ano”. Perambulava de médico em médico. Raio X do tórax, ressonância magnética, tudo dava negativo. Após uma dezena de consultas e uma centena de anti-alérgicos tomados, por acaso, uma enfermeira perguntou que tipo de remédio para pressão alta ela estava tomando. A moça sugeriu que ela falasse com o médico e trocasse a receita por já ter visto pessoas que desenvolveram essa tosse ao medicamento. “Antes mesmo que eu marcasse outra consulta, resolvi fazer o teste e voltar ao remédio anterior, porque a data da tal tosse coincidia com a da medicação. Não deu outra. Minha tosse sumiu”.
 
Hora certa, mas associação errada: Remédio que deveria ser tomado em jejum não fazia efeito
 
Um cansaço repentino, profundo, dores musculares associadas a um leve aumento de peso tiraram o sono de um executivo que, corintiano fanático, prestou atenção nos sintomas do então jogador Ronaldo, que havia descoberto estar com problemas na tireoide. “Tudo batia com a doença do Ronaldão”, lembra ele, e o exame de sangue demonstrou que ele tinha “hipotireoidismo”. A médica foi taxativa. O remédio tinha que ser tomado cedo em jejum, pelo menos 30 minutos antes do café. “É o medicamento de cabeceira: você acorda, toma o remédio ainda dormindo, cochila mais um pouco, ou não, vai tomar banho, etc e só depois tomar seu café”. 
 
Por quatro meses ele cumpriu essa rotina. E nada: os sintomas e o cansaço permaneciam. Pesquisando com a médica, descobriu que ele associava a outro medicamento que era para ser tomado em jejum também, um protetor gástrico. Resultado: o da tireoide não fazia o efeito necessário. Um anulava o outro.
 
“Descobri que eu não poderia ter feito aquela associação, tomar dois diferentes. Hoje eu tomo o da tireoide primeiro, durmo, tomo o gástrico, faço uma caminhada leve e só então tomo o café da manhã. Estou ótimo. Tenho outra disposição”.
 
Automedicação: Hipotermia leva criança à internação
 
A filha era asmática desde pequena. A mãe sabia. E sempre se deu bem com determinada marca de antitérmico + anti-inflamatório e inalações e anti-alérgicos. Por volta dos 6, 7 anos, as crises pareciam estar estabilizadas. De repente ela passou mal na escola. Teve febre. Naquele dia a mãe não estava. Uma tia foi buscá-la. Passaram pela farmácia e ela tomou um antitérmico comum à base de ácido acetilsalicílico, e como a garganta estava vermelha, uma pastilha com anti-inflamatório. Resultado: em questão de minutos a temperatura da menina baixou, ela ficou roxa e foi preciso ser internada com uma crise severa de hipotermia.
 
A tia da garotinha não sabia que ela era alérgica àqueles medicamentos e que, combinados, poderiam resultar em grave risco. “Ficou a lição”, conta a mãe da menina. “Além do susto na minha irmã. Hoje sempre dou conselho: não mude de marca. Não mudo mesmo. Só ajusto a dose se for indicação do médico. Não existe uma marca melhor que a outra. Todas são boas. Mas conseguiu resolver o problema com uma determina marca? Fique com ela. Porém, não indique para ninguém.”
 
Coquetel fulminante
Remédio com bebida alcoólica é uma mistura perigosa?
“Antes de fazer qualquer consideração em relação à pergunta, a resposta sem dúvida é SIM, pois o fígado é o órgão que metaboliza tanto os medicamentos quanto o álcool. Quando o paciente bebe fazendo uso de qualquer medicamento, seja ele de uso esporádico ou contínuo, a capacidade metabólica do órgão diminui. Desta forma, é comum o paciente ter alguns sintomas típicos de intoxicação hepática”,  esclarece a dirigente farmacêutica Maria Esgotti. Acompanhe o quadro com as principais reações dessa mistura:
 
álcool + antidepressivo ou ansiolíticos (medicamento depressor do sistema nervoso central - os famosos calmantes): pode potencializar o efeito do álcool, causando letargia, piora dos reflexos, alucinações, desatenções, confusão mental, depressão respiratória, podendo levar ao coma e, se não socorrido a tempo, levar à morte. 
 
álcool + anti-histamínicos (antialérgicos): aumenta o efeito sedativo, podendo causar sonolência, tontura e desequilíbrio.  
 
álcool + antibiótico: aumento dos efeitos colaterais, perigo quanto à resistência bacteriana devido à diminuição da absorção.
 
álcool  + insulina: esta combinação pode provocar hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue).
 
Fonte: JCnet

terça-feira, 29 de abril de 2014

Remédios causam mau hálito em idosos, diz pesquisa

Antidepressivos e anti-hipertensivos prejudicam a salivação e podem causar cáries, saburra lingual, boca seca e ardência

O mau hálito em idosos é comum e, embora não seja considerado uma doença, pode ser um alerta para muitas questões envolvendo a saúde de quem está envelhecendo. Por isso, preocupada em garantir que a terceira idade tenha uma sobrevida com qualidade, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), fez uma pesquisa com 252 idosos em todo o País. 

A pesquisa indicou que a principal causa da halitose nesta população é o consumo alto de medicamentos, atribuídos às doenças crônicas que aumentam com idade avançada. Entre os entrevistados, 60% afirmaram consumir mais de um medicamento por dia e 82% tomam pelo menos um. Muitos desses remédios, como antidepressivos e anti-hipertensivos, prejudicam a salivação e podem causar cáries, saburra lingual, boca seca e ardência. 

A boca seca, relatada por 70% dos entrevistados, é um dos principais causadores do mau hálito, pois reduz a capacidade de auto-limpeza bucal, favorecendo a ação das bactérias. Por sua vez, essas bactérias acumuladas criam uma camada esbranquiçada sobre a língua, a chamada saburra lingual, que produz compostos mal cheirosos.

O ronco, outro item bastante citado pelos entrevistados (70%), também contribui para o aparecimento da saburra lingual, pois causa uma grande descamação da mucosa bucal. 

Para evitar a halitose
Existem cuidados especiais, além de apenas escovar os dentes e passar o fio dental, que os idosos podem ter para que o mau hálito não faça parte do seu dia-a-dia. Fazer a limpeza diária da língua com limpadores próprios para remover a saburra, limpar as próteses e mantê-las bem polidas evitam o acúmulo de bactérias.

“Consumir bastante líquidos, mastigar bem para estimular a salivação, evitar fumo e bebidas alcoólicas, além de ter uma dieta rica em fibras, são algumas práticas que evitam o mau hálito”, diz Maria Cecília Aguiar, especialista em Odontogeriatria, coordenadora da pesquisa e vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).  

Círculo vicioso
A halitose não tratada pode comprometer, e muito, a qualidade de vida dos idosos, chegando a levá-los à depressão. “O mau hálito prejudica as relações interpessoais, afeta a autoestima e a confiança de quem sofre do problema. Além disso, o mau hálito pode indicar que há algo errado com a saúde geral, podendo sinalizar, inclusive, problemas graves como o câncer”, afirma a dentista.

É aí que se forma o círculo vicioso, já que, como mostrou a pesquisa, muitos medicamentos usados para o tratamento da depressão têm como efeito colateral a redução da salivação, uma das principais causa do mau hálito. Outro ponto é que, quando as glândulas produtoras da saliva passam a ter um funcionamento inadequado, ficando envelhecidas, ocorre a senilidade de glândulas salivares. “Porém, esse não é um processo natural do envelhecimento saudável, é uma consequência do envelhecimento associado a doenças”, diz Maria Cecília.

Fonte: Terra Saúde

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Estudo: 70,4% das mulheres consomem analgésicos

28/04/2014 - 15:06

As mulheres consomem mais analgésicos ou medicamentos para as dores de cabeça que os homens. Eis o resultado do estudo TGI da Marktest do primeiro trimestre deste ano, avança o portal Vital Health.

O estudo contabiliza, na primeira vaga de 2014, 5.337 mil portugueses que referem ter tomado analgésicos ou medicamentos para as dores de cabeça nos últimos 12 meses, o que representa 62,3% dos residentes no Continente com 15 e mais anos, refere a Marktest no seu site.

Na análise do perfil destes consumidores, o género é a variável que apresenta maior heterogeneidade de comportamento. Dados do estudo divulgados no site da Marktest indicam que enquanto 53,2% dos homens referiram tomar analgésicos, nas mulheres essa percentagem sobe para os 70,4%.

Em relação às idades, os valores aumentam com o avanço da idade, até um máximo de 73,5% entre os indivíduos dos 45 aos 54 anos, para depois voltar a baixar para um mínimo de 53% entre os indivíduos com mais de 64 anos.

Fonte: Vital Health
Divulgação: RCM Pharma

Médicos alertam para perigo do consumo de testosterona como elixir da juventude


28/04/2014 - 15:11
Nos EUA, os canais de televisão estão repletos de anúncios a suplementos para homens de meia-idade com baixos níveis de testosterona, a hormona produzida nos testículos responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, avança o SAPO Saúde.

Neste país, o marketing directo de medicamentos é permitido e as drogas são promovidas nas mais variadas formas. Desde 2001, as receitas de testosterona nos EUA para homens acima dos 40 anos triplicaram. Actualmente 1,7 milhão de homens são orientados para consumir suplementos hormonais.

Mas há realmente um problema a ser tratado?

Alguns médicos concordam que uma pequena proporção de homens (cerca de 0,5%) precisa de terapia com testosterona, como homens com doenças genéticas ou cujos testículos, onde a testosterona é produzida, não funcionam depois de tratamentos com quimioterapia. Para casos como estes, a Food and Drug Administration (FDA) autorizou a venda destes suplementos nos EUA.

Os níveis de testosterona nos homens tendem a cair constantemente depois dos 40 anos. "Em qualquer momento da vida, a testosterona diminui. Seja por doença ou qualquer outro motivo", explica o médico Richard Quinton, endocrinologista da Royal Victoria Infirmary, em Newcastle, Inglaterra, cita a BBC.

"Se ficar acordado a noite toda, no dia seguinte a testosterona diminui. Se comer demais, a mesma coisa", afirma.

Quinton é um dos vários especialistas que acreditam que o baixo nível de testosterona, referida pelos médicos como "hipogonadismo", não é uma razão para prescrever medicamentos na ausência de um problema físico observável ou de um diagnóstico clínico.

Risco de AVC

Um estudo publicado em Novembro no Journal of American Medical Association analisou o histórico médico de 8,7 mil veteranos americanos, muitos deles com problemas cardíacos e todos com níveis de testosterona aparentemente baixos.

Os homens que tinham recebido tratamento com suplementos hormonais tiveram um risco 30% maior de derrame cerebral (AVC), ataque cardíaco e morte.

Um segundo estudo, publicado em Janeiro no PLoS ONE, analisou os registos médicos de 55 mil homens a quem tinham sido prescrito testosterona. Os especialistas concluíram que os homens com mais de 65 anos ficaram com duas vezes mais hipóteses de sofrer um ataque cardíaco 90 dias depois de terem iniciado o tratamento.

Fonte: SAPO Saúde
Divulgação: RCM pharma

Remédio para azia causa quase 60 casos de problemas cardíacos

Portal Terra
O medicamento domperidona, usado por milhões de pessoas para aliviar azia e náuseas pode ser proibido, após cerca de 60 pessoas morrerem de complicações cardíacas por causa da medicação. Existem mais de 342 relatos de efeitos colaterais graves por causa do remédio. As informações são do Daily Mail.

A suposição é de que o remédio pode perturbar o ritmo do coração e da atividade elétrica, bem como causar efeitos secundários, tais como convulsões, insônia e ansiedade. Estima-se que dois milhões de britânicos tomem domperidona  por ano.

O medicamento alivia o desconforto no estômago aumentando a ação dos músculos no trato gastrointestinal, de modo que os alimentos se percorrem de forma mais eficaz através do sistema digestivo. 

A vice-diretora da vigilância do MHRA e gestão de risco da divisão de medicamentos, Sarah Filial, disse que a “revisão concluiu que os benefícios superam os riscos do uso de domperidona, quando utilizado no tratamento de náuseas e vômitos, mas que não deve mais ser usado para sintomas de desconforto abdominal, como azia e sensação exagerada de saciedade”.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Vigilância Sanitária alerta para perigo de usar remédio contra diabetes para emagrecer

O alerta foi publicado no Diário Oficial depois da análise de mais de dois mil relatórios que indicam os efeitos colaterais desses remédios.

A Vigilância Sanitária de São Paulo emitiu um alerta para os médicos que receitam remédios para o tratamento de diabetes tipo 2. Muitas pessoas estão usando esses remédios para emagrecer.

Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina, metformina, saxagliptina, sitagliptina e vildagliptina.

O alerta foi publicado no Diário Oficial do estado de São Paulo no dia 12 de março, depois da análise de mais de dois mil relatórios que indicam os efeitos colaterais desses remédios.

Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a situação é grave. “A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência de pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide”, revela Adalton Guimarães Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária de São Paulo.

É o câncer da tireoide. Por isso, no texto há, inclusive, a recomendação para que os pacientes que tratam o diabetes tipo 2 com esses remédios façam exames das funções da tireoide e do pâncreas periodicamente.
O alerta da Vigilância Sanitária vem quatro anos depois da entrada desses medicamentos ao mercado. E tem um motivo. É que nesse período esses remédios ficaram populares porque eles também têm outro efeito: eles causam o emagrecimento.

Algumas farmácias vendem os medicamentos sem receita. Para quê? A balconista responde na hora para o nosso produtor.

Balconista: Também. Vende muito para emagrecer, principalmente esse primeiro aqui. Ele ajuda muito.

Um dos mais vendidos é um que parece uma caneta, mas é uma seringa para aplicar o remédio direto na barriga. O uso desses remédios para a perda de peso preocupa a Associação Médica Brasileira.

“O que nós entendemos correto é que essa medicação só seja dispensada com a receita do médico. O que não é admissível é a pessoa simplesmente por ter dinheiro suficiente para comprar a medicação, chegar no balcão da farmácia, comprar e se automedicar”, afirma José Bonamigo, diretor da Associação Médica Brasileira.

Fonte: G1

 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

FDA: Acetaminophen doses over 325 mg might lead to liver damage

By Holly Yan, CNN
January 15, 2014 -- Updated 1627 GMT (0027 HKT)
 
Taking more than the recommended dose of a pain reliever with acetaminophen can lead to liver damage in healthy people.
Taking more than the recommended dose of a pain reliever with acetaminophen can lead to liver damage in healthy people.
 
(CNN) -- You're in pain after surgery, and your doctor prescribes you Vicodin, or maybe Percocet. But when you get home, the pain hasn't subsided and you decide to pop some Extra Strength Tylenol.

Unknowingly, you may have just taken more of the drug acetaminophen than is safe.

Acetaminophen is often used in pain medications with opioids such as oxycodone (Percocet), hydrocodone (Vicodin) and codeine (Tylenol with Codeine). These are called combination drugs, and the Food and Drug Administration is asking doctors to stop prescribing those that have more than 325 mg of acetaminophen per dose.

The FDA says no data show that taking more than that amount provides enough benefit to outweigh the risk of liver damage.

"Many consumers are often unaware that many products (both prescription and OTC) contain acetaminophen, making it easy to accidentally take too much," the FDA said in a statement Tuesday.

The warning does not apply to over-the-counter drugs such as Tylenol, which contains acetaminophen. The FDA said it will address over-the-counter products in another regulatory action.

In 2011, the FDA asked manufacturers to limit the amount of acetaminophen in prescription combination drugs to 325 mg per capsule or tablet by January 2014. While more than half of the manufacturers agreed, some combination drugs with higher amounts of acetaminophen remain on the market.

The federal agency says it plans to start the process of withdrawing approval of prescription combination drugs from manufacturers that have not complied.

Health risks
"Acetaminophen overdose is one of the most common poisonings worldwide," according to the National Institutes of Health.

Taking too much of this pain reliever can lead to liver failure or death.

The FDA has set the recommended maximum for adults at 4,000 milligrams per day. It's easier to reach this limit than you might think; one gel tablet of Extra Strength Tylenol, for example, contains 500 mg.


Consumers should not take more than the prescribed dose of any medication that contains acetaminophen, according to the FDA, and should avoid taking more than one acetaminophen product at a time. Drinking alcohol while taking acetaminophen also puts you at risk.

To find out if your medications contain acetaminophen, read the drug label or the list of ingredients in the patient information leaflet that came with your prescription. Look for the word "acetaminophen" or the letters "APAP," an abbreviation sometimes used for the drug. If you are still unsure, contact your doctor or pharmacist.

Acetaminophen may also cause serious skin reactions in some people. According to the FDA, the skin reactions are rare but can be deadly. These conditions can cause blisters, serious rashes, reddening of the skin and the detachment of the upper surface of the skin, the epidermis.

Anyone who develops these types of conditions after using acetaminophen should stop taking the product immediately and visit a doctor or emergency room.


CNN's Jacque Wilson, Saundra Young and Val Willingham contributed to this report.
 
Fonte: CNN
 
 
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Especialista indica a maneira correta de armazenar medicamentos em casa

Cozinha e banheiro são locais mais comuns, mas apresentam riscos

Especialista indica a maneira correta de armazenar medicamentos em casa Pawel Kryj/Stock.xchng
Medicamentos devem ser armazenados no guarda-roupa, segundo farmacêutica Foto: Pawel Kryj / Stock.xchng
 
Em que local da sua casa você guarda os seus remédios? Se você respondeu no banheiro ou na cozinha, cuidado. Apesar de serem os locais usados pela maioria das pessoas para armazenar a famosa "farmacinha" doméstica, esses locais não são os mais indicados para manter os medicamentos seguros.

Segundo a farmacêutica e professora da Ufrgs Louise Seixas, é importante seguir as recomendações que estão na embalagem desses produtos: mantenha-os sempre protegidos da umidade, do calor e da claridade. 

— A cozinha é um lugar quente e o banheiro, úmido. Esse são fatores que podem alterar os medicamentos. Portanto, não guarde nada lá — explica.

A solução, segundo Louise, é o guarda-roupa. O quarto costuma ser um local arejado, com temperatura amena e longe da umidade. Coloque os medicamentos em uma caixa e guarde em uma gaveta ou prateleira.

— É importante colocar em um local que seja alto demais para uma criança e baixo o suficiente para um idoso. Mesmo que você não tenha pessoas nestas idades em casa, lembre-se que, se você precisa pegar um medicamento é porque está com alguma dor, indisposição ou incômodo qualquer. Não é o melhor momento para subir em um banquinho ou cadeira — lembra Louise.

Manter os medicamentos no local adequado é uma medida de segurança importante. A luz, o calor e a umidade podem interferir na ação dos produtos, que podem perder a eficácia e até causar prejuízos ao organismo.

— Os medicamentos não viram veneno da noite para o dia, mas podem ter seu efeito prejudicado. Se o sol desbota o papel da embalagem, imagina o que pode acontecer com o remédio? — alerta.

Descarte correto também é importante

Outro alerta é para a data de validade dos remédios. Medicamentos vencidos não têm mais a garantia de irão funcionar e também podem acabar fazendo mal ao organismo. O correto é descartar qualquer medicamento depois do vencimento.

E como fazer esse descarte? Este é outro ponto que merece atenção, segundo Louise.

— Muitas pessoas, para evitar que o medicamento seja reutilizado, fazem o descarte no vaso sanitário. Mas essa prática pode contaminar a água. Mesmo naquelas cidades em que há tratamento de efluentes, não há remoção de produtos químicos. Fica tudo na água, que volta para as nossas casas — afirma.

Para resolver o problema, Louise indica postos de coleta nas farmácias, que já estão disponíveis em algumas redes. Não há custo algum: basta levar seu medicamento até a farmácia que ela se encarrega de ao destino correto, em aterros específicos para produtos perigosos. Procure a mais próxima da sua casa e garanta o descarte adequado dos seus medicamentos.

 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Informação sobre suplementos ao público leigo em geral

By Daniel Pinheiro

Informação sobre suplementos ao público (leigo) em geral.
O grande problema dos suplementos: ninguém sabe o que tem neles, nem NADA sobre a eficácia e segurança de qualquer destas drogas, nem sequer sobre sua composição, caracterização e dosagem de p.a. ou diversos outros parâmetros técnicos de qualidade obrigatórios para outros tipos de produtos farmacêuticos.

E o charlatanismo comendo solto em tudo que é consultório clínico ou balcão de drogaria... ou mesmo na mídia, onde o povo finge saber e recomendar aquilo que ignoram completamente.

O dinheiro é grande. E a população que se lasque.

Ledo engano achar que drogas como suplementos não tenham efeitos adversos, contraindicações e interações importantes em relação a vários perfis de pacientes e várias outras drogas usadas por estes.

Mais enganação ainda achar ou ser levado a achar que super dosagens de suplementos lhe acrescentarão qualquer benefício, quando não sérios prejuízos. Ou o famoso: "todo mundo precisa disso, afinal, não faz mal, é """"natural""""!" O tipo de frase mais ignorante que se pode proferir em Farmacologia. Os maiores venenos são naturais!

E drogas sempre têm os dois lados, assim como suplementos, a depender de uma orientação, avaliação e monitoramento corretos. Quem valoriza sua vida e a de sua família deve busca informações sobre drogas com quem de fato entenda sobre elas, acima de todos, o bom Farmacêutico... ou ao menos alguém da Saúde que de fato faça valer seu título de bacharel e especialista. Bons nutricionistas e bons médicos (além dos demais profissionais clínicos) têm papel fundamental na equipe que deve contar sempre com Farmacêuticos em número suficiente para atendimento e acompanhamento de CADA paciente a usar os produtos que ele farmacêutico inventa, produz, manipula, distribui clinicamente e individualmente ou dispensa, além de garantir o devido acompanhamento e intervenções adequadas através da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. Inclusive quanto a suplementos.

Venda não faz parte da atribuição de profissional algum em Saúde, e obviamente é um risco guiar-se por pessoas completamente leigas e comissionadas a lhe empurrar qualquer coisa baseadas em "cunversas" de papagaio que não sabem o que dizem... completamente anticientíficas e sem qualquer embasamento clínico ou técnico - inclusive nas "lojas" mais caras da cidade.

Mesmo em se tratando de suplementos, ou drogas supostamente "naturais" ou "inofensivas", inclusive fitoterápicas, o risco é imenso... várias delas são hepatotóxicas, cardiotóxicas, nefrotóxicas, neurotóxicas e cancerígenas, por ex... mesmo que supostamente eficazes quanto a um determinado efeito - não adianta ser eficaz por um lado e fatal ou tóxica, por outro. Logo, estudos clínicos são fundamentais para garantia da efetividade e segurança, assim como estudos técnicos, que comprovem as boas práticas de produção, de formulação e qualidade de matérias primas.

Exijam a prova de todos os estudos ao usarem qualquer DROGA. E obtenham sempre um acompanhamento devido. Não existe droga que, em inúmeros casos, não seja também um veneno. Inclusive suplementos. Além de toxicidade hepática, cardíaca, renal e cerebral, vários deles também alteram de forma bastante perigosa todo o metabolismo e parte endócrina do indivíduo, a pressão arterial sistêmica, além da hemostase sanguínea, levando a derrames ou tromboses (+infartos, +embolias pulmonares, + etc.) ou a várias outras reações graves, inclusive arritmias e paradas cardíacas súbitas (no caso de estimulantes beta-adrenérgicos, por ex).

Há centenas de casos notificados de mortes induzidas por suplementos nos EUA em atletas e militares de saúde "perfeita", não só em idosos ou crianças. No Brasil não temos sequer estatísticas, pois aqui não existe Farmacovigilância, só marketing enganoso, charlatanismo e crimes diversos, impunes. Isso tudo fora uma imensa chance de interação importante com várias outras drogas que o paciente já use, ou outros suplementos ou fitoterápicos (chás) usados em conjunto. Ou mesmo toxicidade por princípios ativos sequer expressos na bula, para potencializar criminosamente os efeitos sugeridos no marketing, porém sem citar drogas proibidas ou que teriam um controle mais rígido, como hormônios esteróides (anabolizantes). Quase todo suplemento para atletas possui contaminantes intencionais que adulteram a fórmula, sem que esta passe por qualquer verificação ou certificação independente do produtor. Enfim... todo cuidado é pouco. Orientação multiprofissional e especializada por quem entenda e saiba fazer as devidas revisões, com base em boas referências, é indispensável. Assim como o cuidado clínico de equipes completas, integradas e competentes, com a devida autonomia e independência fundamental de cada profissional.

"The Joint Commission, which is responsible for hospital accreditation in the United States, requires that dietary supplements be treated like drugs. It makes sense: Vitamins, amino acids, herbs, minerals and other botanicals have pharmacological effects. So they are drugs.

But the Food and Drug Administration doesn’t regulate dietary supplements as drugs — they aren’t tested for safety and efficacy before they’re sold. Many aren’t made according to minimal standards of manufacturing (the F.D.A. has even found some of the facilities where supplements are made to be contaminated with rodent feces and urine). And many are mislabeled, accidentally or intentionally. They often aren’t what they say they are.

Our hospital has acted to protect the safety of our patients. No longer will we administer dietary supplements unless the manufacturer provides a third-party written guarantee that the product is made under the F.D.A.’s “good manufacturing practice” (G.M.P.) conditions, as well as a Certificate of Analysis (C.O.A.) assuring that what is written on the label is what’s in the bottle.

The real answer is that, until the day comes when medical studies prove that these supplements have legitimate benefits, and until the F.D.A. has the political backing and resources to regulate them like drugs, individuals should simply steer clear."

http://www.nytimes.com/2013/12/15/opinion/sunday/skip-the-supplements.html?hp&rref=opinion&_r=0

terça-feira, 26 de novembro de 2013

EUA questionam prescrição preventiva de remédios anticolesterol

AFP - Agence France-Presse

Um novo guia clínico publicado nos Estados Unidos, que recomenda ampliar a prescrição de medicamentos anticolesterol a milhões de adultos para reduzir os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais, superestima o risco que corre grande parte da população.

A guia clínica atualizada do Colégio Americano de Cardiologia (ACC, na sigla em inglês) e da Associação Americana do Coração (AHA, em inglês), publicada em 13 de novembro, causa controvérsia.

Segundo as novas recomendações, um em cada três americanos com mais de 40 anos (o que equivale a 33 milhões de pessoas) corre um risco suficientemente alto de desenvolver doença cardíaca para receber tratamento com estatinas, os remédios anticolesterol mais eficazes, explicou o ACC.

Por enquanto, estes medicamentos só são prescritos para reduzir taxas elevadas de colesterol ruim, a principal causa de aterosclerose.

Entre os fatores de risco, a ACC citou o envelhecimento, a diabetes do adulto (tipo 2), a hipertensão, um nível de colesterol ruim (LDL) elevado, o tabagismo e a origem étnica, sendo os negros particularmente vulneráveis.

No entanto, ao aplicar a fórmula de cálculo do ACC e da AHA a cinco grupos diferentes de pessoas, dois cientistas da Escola de Medicina de Harvard concluíram que "esta fórmula exagera o risco de 75% a 150% para 40% a 50% dos 33 milhões de americanos de 40 a 75 anos eventualmente afetados".

Em um editorial publicado online na revista médica britânica The Lancet, os doutores Paul Ridker e Nancy Cook dão dois exemplos.

O primeiro é o de um fumante de 55 anos, com hipertensão leve sem tratamento e com excelente taxa de colesterol ruim de 75 miligramas por decilitro de sangue, que normalmente deveria ser inferior a 100 mg/dL.
Segundo a fórmula matemática do ACC, este homem tem um risco cardiovascular de 9,6% nos próximos dez anos e deveria receber tratamento preventivo com estatinas, que estabelece o nível em 7,5%.

Em contraste, uma mulher de 60 anos, que não fuma, tem pressão normal e altos níveis de colesterol de 180 mg/dL, tem um risco de 3,8%. Portanto, não deveria receber tratamento preventivo com estatinas, usando-se a mesma fórmula.

Risco superestimando
Os dois cientistas ressaltam que este novo guia clínico é um "passo importante para simplificar e melhorar o tratamento de pacientes com alto risco, como a diabetes".

Mas, segundo eles, "depender apenas desta nova previsão do risco baseado na fórmula matemática poderia levar a tratar muitos pacientes sem indicações clínicas adequadas para a eficácia preventiva das estatinas (... ) e privar outros nos quais se sabe que este fármaco é eficaz".

"Uma má calibragem desta magnitude deve ser corrigida antes de que o novo modelo de prescrição de risco cardiovascular se implemente em larga escala, do contrário levará os médicos a sobrescrever estatinas", destacaram na nota Ridker e Cook.

O copresidente do grupo de trabalho que desenvolveu o novo guia clínico, David Goff, admitiu no jornal The New York Times "o potencial de superestimativa do risco, especialmente para as pessoas que estão no limite".

Para o doutor Kevin Marzo, diretor de cardiologia do Hospital Universitário Winthrop, no estado de Nova York, "a melhor forma de resolver este problema é que os autores do guia se reúnam com seus críticos e procedam a uma eventual revisão".

"Deve-se assegurar que as pessoas não pensem que estas novas recomendações estão motivadas por outras razões", de ordem comercial, por exemplo, "quando o propósito da Comissão do ACC é reduzir a principal causa de mortalidade dos americanos", declarou à AFP.

"A população pensa geralmente que as estatinas são muito receitadas e têm efeitos colaterais potencialmente perigosos", disse o cardiologista.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Farmácia do RS terá de indenizar família por vender remédio vencido

Criança ingeriu medicamento e teve piora no estado de saúde, diz TJ.
Juíza de Canoas estipulou R$ 5 mil e desembargador manteve valor.

Do G1 RS

Uma farmácia terá de indenizar uma família por ter vendido um medicamento fora do prazo de validade na Região Metropolitana de Porto Alegre, conforme divulgou o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A família de uma criança que teve o quadro de saúde agravado após ingerir o remédio obteve o direito de receber R$ 5 mil do estabelecimento.

O caso foi julgado pela juíza Mariana Silveira de Araújo Lopes, da 4ª Vara Cível do Foro de Canoas. Ela julgou precedente a ação movida pela mãe da menina. Na sentença, a magistrada reconhece que o consumidor deve observar a data de vencimentos dos produtos. No entanto, afirmou que houve "violação, pela requerida, do princípio da segurança sanitária".

"Ninguém imagina que um estabelecimento habituado ao comércio de remédios manterá à disposição dos clientes produtos vencidos e, portanto, inadequados ao consumo", escreveu Mariana na sentença que estipulou o pagamento de R$ 5 mil.

Após recurso, o caso foi julgado pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. O relator do processo, desembargador Paulo Roberto Lessa Franz, disse que a farmácia responde pelos danos causados por um produto vencido.

"Inquestionável a violação à saúde da parte autora, que adquiriu medicamento fora do prazo de validade, o qual fora ingerido por sua filha, a qual não teve melhora no seu quadro de saúde, sendo obrigada a retornar ao hospital", diz Franz, que manteve o valor estipulado por Mariana.

Fonte: G1

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Tylenol causa 150 mortes por ano nos EUA, diz ONG

Doses excessivas de paracetamol, principal ativo do analgésico, causa intoxicação após consumo.
 
Um levantamento feito pela organização sem fins lucrativos Pro Publica, dos EUA, mostra que, de 2001 a 2010, cerca de 150 americanos morreram por ingestão acidental de doses maiores do que as recomendadas na bula.

O problema, diz a organização, é que a diferença entre a dose máxima por dia para adultos (4 g) e a quantidade que pode causar danos ao fígado é pequena, facilitando a overdose acidental.

Outro problema é que a FDA (agência reguladora de remédios nos EUA) demorou muito para incluir na bula alertas importantes sobre o uso da droga, em especial para pessoas que bebem álcool regularmente ou tomam outros remédios.

O paracetamol é metabolizado no fígado. Em caso de doses excessivas ou de pessoas desnutridas, que bebam álcool regularmente ou que tomem outros remédios, esse metabolismo produz uma substância tóxica que pode levar à falência hepática.

No Brasil, segundo o hepatologista Raymundo Paraná, não há dados sólidos sobre intoxicações por paracetamol, mas a Sociedade Brasileira de Hepatologia está iniciando um estudo em oito centros de referência para doenças do fígado e em uma unidade básica de saúde para medir sua ocorrência.
 
Com informações da Folha de S. Paulo

Fonte: Bonito Notícias

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Combinação de remédios de uso comum pode ser desastrosa

Antibióticos podem cortar a ação de anticoncepcionais e aspirina reduzir o efeito de anti-hipertensivos. Consultar profissionais da saúde é essencial para evitar problemas assim

DO IG SAÚDE
A combinação de diferentes remédios, inclusive aqueles de uso comum, presentes em qualquer caixinha de medicamentos, pode representar um perigo. O uso simultâneo de dois medicamentos pode fazer com eles reajam entre si. Como resultado, um pode anular ou potencializar o efeito do outro, ou ainda criar uma reação diferente.

“O antibiótico pode acelerar o metabolismo de outro medicamento, fazendo com que ele perca o efeito”, explica Amouni Mourad, professora do curso de farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. “Quando a pessoa está usando um antibiótico, recomendamos que ela faça uso de outros meios contraceptivos, até o término do tratamento”, alerta.

Até mesmo os colírios, tido por muitas pessoas como ‘aguinha’ para pingar indiscriminadamente nos olhos, exigem atenção. Se usados de forma errada ou sem indicação médica podem até cortar o efeito de remédios.

Interações medicamentosas podem ser perigosas

As pessoas que tomam anti-hipertensivo, não devem usar colírios vasoconstritores, aqueles que evitam os olhos vermelhos, pois a combinação anula o efeito do remédio e a pressão arterial não é diminuída. Já quem usa medicamentos antiarrítmicos ou antiespasmódicos e colírios vasoconstritores sentirá taquicardia.

Para diminuir a absorção do colírio pelo organismo, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto recomenda uma técnica: “quando o colírio passa pelo canal lacrimal, ele entra na mucosa e é absorvido. Um jeito para amenizar esse problema é colocar o dedo no canal lacrimal, no canto interno do olho”.

Assim como os colírios, qualquer outro remédio pode esconder interações perigosas, dependendo do princípio ativo, do horário que é tomado, ou até do meio de absorção. Queiroz Neto ressalta que é preciso saber quais outros remédios o paciente está usando para não correr o risco de acontecer combinações desastrosas.

Cortisona libera glicose
Embora num grau mais leve do que medicamentos orais, pomadas de uso tópico à base de cortisona não são indicadas para diabéticos, pois a cortisona, mesmo quando absorvida pela pele, pode disparar a liberação de glicose, para os pacientes com diabetes que já apresentam problemas com cicatrização.

Até mesmo o popular ácido acetilsalicílico, pode interagir com remédios para pressão alta podendo diminuir ou até cortar o efeito desses medicamentos. Já a pessoa que faz uso de algum anticoagulante e precisar tomar o ácido acetilsalicílico para dor de cabeça corre o risco de ter sangramentos por potencializar o efeito do anticoagulante.

Sobrou para o fígado

Outro remédio de uso comum que merece atenção é o analgésico paracetamol, pois esses comprimidos analgésicos são metabolizados no fígado. “Se ele for combinado com outro remédio que também é metabolizado no fígado, pode haver prejuízos na metabolização de algum desses medicamentos e portanto algum deles pode perder seu efeito ou até potencializar o efeito de algum deles. Se ainda houver o consumo de álcool, por exemplo, o paracetamol pode causar sérios danos e lesões ao fígado”, explica Amouni.

Portanto, quando existe a necessidade e indicação médica de tomar dois medicamentos que interagem entre si, a solução dada pelo profissional é mudar o horário da administração do remédio. Mas para isso, Amouni recomenda que o paciente consulte um farmacêutico. “O farmacêutico é o profissional mais acessível ao público, que pode orientar sobre combinações perigosas ou ajudar a entender qual é o horário ideal para começar a tomar o remédio”, explica.

Remédios + alimentos: cuidado!

A combinação de remédios com determinados alimentos também pode ser desastrosa. Todo medicamento oral é feito com uma forma farmacêutica que tem a liberação do seu princípio ativo programada e a presença de alimentos pode interferir nessa liberação quando provocar a degradação de uma drágea por exemplo.

Café, refrigerante e leite também podem alterar a ação de alguns medicamentos. “O leite, por ser rico em cálcio, ao ser administrado com o antibiótico tetraciclina por exemplo, forma um quelato e faz com que o antibiótico não faça efeito,”, explica Amouni. “O refrigerante também faz com que alguns medicamentos tenham seu efeito alterado por modificar sua absorção por alterar o pH do estomago.

Para evitar estes perigos, a solução é simples. “O ideal é que os remédios sejam ingeridos apenas com água”, recomenda Amouni.

Fonte: Midia News

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Xarope fabricado no Paraguai mata uma criança e intoxica cinco em MS

As seis crianças teriam tomado o xarope uma única vez.
Ministério da Saúde proibiu a fabricação, mas controle sobre venda é difícil.

Alysson Maruyama -  Campo Grande, MS

Uma criança morreu e outras cinco foram internadas em Mato Grosso do Sul, com sintomas de intoxicação. A suspeita é de que elas tenham usado um xarope fabricado no Paraguai e proibido no Brasil.

A Vigilância Sanitária emitiu um alerta para os riscos do xarope com o princípio ativo “dextrometorfano”. O remédio, fabricado no Paraguai, tem vários nomes comerciais.

Em Mato Grosso do Sul, pelo menos seis crianças que tomaram a medicação passaram mal e foram internadas em estado grave. Uma delas morreu.

As crianças teriam tomado o xarope uma única vez. "Começaram a apresentar dificuldade respiratória, sonolência, então os pais percebiam que elas ficavam com os lábios roxos. Algumas soltavam espuma pela boca, e evoluíram rapidamente para parada cardiorrespiratória", conta Mariana Croda, infectologista.

O Ministério da Saúde do Paraguai proibiu a fabricação desses remédios, mas o controle sobre a venda é difícil. Em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade vizinha a Ponta Porã, ambulantes vendem vários tipos de medicamentos nas ruas.

Para diagnosticar com mais rapidez novos casos de intoxicação pelo mesmo medicamento, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul emitiu um alerta sanitário. A partir de agora, os médicos que atendem nos serviços de emergência devem perguntar a todos os pacientes se eles tomaram nas últimas 48 horas medicação para tosse ou gripe comprada no Paraguai.

“Qualquer medicamento vendido no Paraguai, na Bolívia, para entrar no Brasil há uma restrição. É crime. E justamente por causa de uma segurança da saúde das pessoas", afirma Ronaldo Abrão, presidente CRF-MS.

Só este ano, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu nas estradas de Mato Grosso do Sul mais de cem mil unidades de medicamentos vindos do Paraguai.

Fonte: G1 Bom dia Brasil