- Escrito por Redação Jornal Novo Tempo
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Os crescentes avanços das últimas décadas nas ciências da saúde vêm permitindo um significativo aumento na esperança de vida das pessoas. Acompanhando esse aumento, observa-se o crescimento no consumo de medicamentos, que se devem em grande parte às doenças crônico-degenerativas associadas ao envelhecimento, como doenças mentais, osteoarticulares, cardiovasculares, cerebrais, perda de visão e audição, entre outros.
O processo de envelhecimento vem acompanhado de mudanças biológicas, sociais e psicológicas, isso afeta a relação do idoso com o meio externo, há uma perda progressiva da capacidade de adaptação ao meio onde vive, o que o torna mais vulnerável a agressões internas e externas que levam a doença. O meio onde o idoso vive, o estilo de vida, os hábitos alimentares, a prática de atividades físicas, o suporte social, são fatores que interferem na qualidade de vida e longevidade do indivíduo. Esses fatores todos, tornam esse grupo bastante heterogêneo, ou seja, as variáveis em relação a cada paciente, é algo significativo e que o difere das demais faixas etárias, como a infância e a adolescência, onde o desenvolvimento se faz de forma mais uniforme e previsível.
A população idosa apresenta também particularidades que alteram a farmacocinética (percurso dos fármacos no organismo) e a farmacodinâmica (efeito do fármaco quando ele atinge seu local de ação) dos medicamentos. Redução da massa muscular, da água corporal, alterações no metabolismo hepático, da capacidade de filtração e excreção dos rins, bem como dos mecanismos de homeostasia (manutenção do organismo em equilíbrio), são exemplos das alterações que ocorrem no organismo idoso e que aumentam por conseqüência os riscos de toxicidade e efeitos adversos ao uso de fármacos.
Os idosos são os maiores consumidores de medicamentos na maioria dos países. A freqüência do uso nessa faixa etária gira em torno de 60% a 90%, dos quais um terço faz uso de cinco ou mais fármacos ao mesmo tempo. A complexidade dos esquemas terapêuticos, o declínio cognitivo, as alterações visuais e auditivas tornam o uso dos medicamentos mais difícil a essa população.
O acompanhamento farmacoterapêutico, que auxilia a compreensão do idoso ou de seu cuidador quanto ao seu esquema terapêutico, o reforço da importância do cuidado com os horários das medicações, a correta identificação dos medicamentos, da sua função, as orientações quanto á forma de utilização e principalmente a conscientização de que fármaco só pode ser utilizado mediante orientação especializada, contribui para a redução dos riscos de eventos adversos, e aumenta o sucesso terapêutico. Orientações não farmacológicas, quanto a condutas que facilitem o dia a dia, que estimulem um estilo de vida mais ativo e regrado, também são importantes para melhorar a qualidade de vida do paciente idoso e de sua família.
Mariana Kist Pompermaier (Farmacêutica – CRF/PR: 24332)
Fonte: Jornal Novo Tempo
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sábado, 22 de agosto de 2015
O papel do Farmacêutico na vida das Pessoas: O medicamento para o paciente idoso!
terça-feira, 28 de abril de 2015
Drogasil lança serviço pioneiro de atendimento farmacêutico via telefone
| Quinta, 02 de Abril de 2015 - 12:40 | |||
| Fonte: Assessoria Foto: Divulgação | |||
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segunda-feira, 6 de abril de 2015
Academia Americana de Pediatria estipula novas regras para a dosagem de medicamentos para crianças
As orientações foram elaboradas para evitar erros, que são ainda mais prejudiciais para os menores
Por Naíma Saleh
- 02/04/2015 12h26 - atualizada em 02/04/2015 14h32
A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou nesta semana novas
orientações para a medicação das crianças, com foco em corrigir os erros de dosagem. Nos Estados Unidos, estima-se que, a cada ano, 70 mil crianças sejam internadas por causa de overdoses
não intencionais de medicamentos. Principalmente para os menores, às
vezes até um pequeno erro na dosagem pode trazer consequências severas.
O artigo começa dizendo que a AAP “quer que os pais guardem as colheres
para os cereais – não para os remédios das crianças”. Isso porque um
dos enganos mais frequentes é que o cuidador confunda a dosagem,
dando à criança em colheres o que foi prescrito em ml e vice-versa.
Além disso, existe também o problema da falta de padrão no tamanho dos
acessórios (as colheres de faqueiros antigos, por exemplo, gerlalmente
são maiores) e da confusão entre os vários tipos (não é todo mundo que
sabe qual é a colher de café, a de sopa ou a de sobremesa). “Uma colher
de sopa normalmente equivale a três colheres de chá. Se um pai usa uma
colher de tamanho errado, muitas vezes, isso pode levar a uma dosagem
tóxica”, declarou o pediatra Ian Paul, autor principal do artigo.
No Brasil, não há dados sobre a quantidade de crianças intoxicadas por medicamentos, mas temos o mesmo problema nas doses prescritas em colheres. "Muitas
bulas ainda trazem a dosagem em mililitros com a medida correspondente
em colheradas. Para o leigo, isso segmenta essa cultura de utilizar a
colher", completa a pediatra Márcia Sanae Kodaira de Almeida, do
Hospital Santa Catarina (SP).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não estipulou
como compulsória a utilização de dosadores, nem a padronização da
dosagem em mililitros. Normalmente, antibióticos e outros medicamentos
com alto risco de intoxicação, como descongestionantes, já vêm com uma
seringa ou com um copinho, mas isso ainda não é regra. "É preciso criar
barreiras para que os erros de medicação tenham menos chance de
acontecer. Isso começa pelos órgãos reguladores e pelas indústrias
farmacêuticas até chegar aos pais", reforça Márcia.
Veja quais são as novas recomendações da AAP:
- Deve ser adotada uma linguagem padrão adotando ml
como a única abreviatura apropriada para mililitro. Medicamentos
líquidos devem ser dosados com quantidades arredondadas, como 0,1 , 0,5 ,
ou 1 ml;
- No rótulo deve ser claramente indicada a periodicidade das doses. Expressões em linguagem comum como "uso diário" devem ser usadas no lugar de abreviaturas médicas como "qd" (do latim, quaque die,
uma vez por dia) - o que poderia ser interpretado como "qid" (no
passado, esta era uma forma comum adotada pelos médicos para descrever
dosagem quatro vezes ao dia);
- O pediatra deve revisar as doses, em ml, com as famílias, no momento em que são prescritas;
- Dispositivos de dosagem não devem ter marcações extras, que podem ser confusas; eles também não devem ser significativamente maiores do que a quantidade recomendada no rótulo, para evitar erros;
- Os fabricantes devem eliminar rótulos, instruções de dosagem e dispositivos que contenham unidades fora do sistema métrico.
Por aqui, enquanto não há uma regra clara, vale sempre perguntar ao médico qual é a dose em mililitros,
caso ele prescreva em colher. Também é importante tomar cuidado
redobrado com os remédios em suspensão, aqueles que precisam ser
diluídos. "A água deve ser adicionada na medida certa. Se você dilui de
maneira errada, a dose também ficará errada. É dever do pediatra
explicar e tirar todas as suas dúvidas", completa Márcia.
Fonte: Revista Crescer
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Cinquenta por cento dos portugueses não tomam correctamente os medicamentos
SNS gastou 2136 milhões de euros em 2013 com remédios
2014-10-03 Por Pedro Barata Coelho *
O medicamento tem acompanhado o homem desde os seus primórdios na
sua constante busca pela cura dos seus males, de mais saúde ou de mais
juventude. Tal como a humanidade também o medicamento evoluiu , quer em
termos de complexidade, quer em termos de exigência, de eficácia e de
segurança.
* Membro da direção da Ordem dos Farmacêuticos, farmaceutico do Centro Hospitalar de S João; professor da Universidade Fernando Pessoa
Os medicamentos são parte fundamental da equação que permitiu obter uma sociedade com uma esperança e uma qualidade média de vida bastante superior à do inicio do século passado, mas, como tudo não estão isentos de problemas e efeitos nefastos.
Importa conhecer bem os efeitos dos medicamentos e gerir a sua
eficácia terapêutica, em especial quando vários são utilizados em
simultâneo, interagindo entre si e com os alimentos ingeridos, causando
alterações nos seus efeitos e mesmo reacções inesperadas.
Importa também compreender o custo do medicamento, saber avalia-lo bem de forma cientificamente robusta e validada, para poder tomar a melhor decisão, quer para o doente quer para a sociedade.
O Sistema Nacional de Saúde, apenas em 2013, gastou 2136 milhões de euros, exclusivamente com o medicamento. Não se discute o valor mas chama-se à atenção que o esforço financeiro despendido deve ser rentabilizado. Estima-se que 50% dos cidadãos não tomam correctamente os seus medicamentos. Os problemas de aderência à terapêutica são bem conhecidos e com gravosas consequências para a saúde e finanças públicas.
A responsabilidade do uso adequado dos medicamentos é de todos, é universal, de médicos, farmacêuticos, enfermeiros, gestores, de todos os cidadãos.
Com vista a sensibilizar para este problema, a Ordem dos Farmacêuticos lançou a campanha “Uso do medicamento – Somos todos responsáveis” onde todos poderão encontrar informações muito relevantes e poderão prestar a sua colaboração.
Urgem mais estudos sobre formas de promover o uso responsável do
medicamento, melhorar a adesão terapêutica, reduzir os gastos na rubrica
medicamento sem diminuir a qualidade do serviço prestado. Importa
também avaliar correctamente os efeitos e os reais custos das
intervenções terapêuticas implementadas.
Muito tem sido feito nos últimos anos mas ainda há muito para fazer. Os farmacêuticos lançaram a campanha e vão assumir as suas responsabilidades mas este é um problema transversal que só uma resposta global por parte da sociedade pode ajudar a resolver.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59342&op=all
* Membro da direção da Ordem dos Farmacêuticos, farmaceutico do Centro Hospitalar de S João; professor da Universidade Fernando Pessoa
Os medicamentos são parte fundamental da equação que permitiu obter uma sociedade com uma esperança e uma qualidade média de vida bastante superior à do inicio do século passado, mas, como tudo não estão isentos de problemas e efeitos nefastos.
Pedro Barata Coelho
Importa também compreender o custo do medicamento, saber avalia-lo bem de forma cientificamente robusta e validada, para poder tomar a melhor decisão, quer para o doente quer para a sociedade.
O Sistema Nacional de Saúde, apenas em 2013, gastou 2136 milhões de euros, exclusivamente com o medicamento. Não se discute o valor mas chama-se à atenção que o esforço financeiro despendido deve ser rentabilizado. Estima-se que 50% dos cidadãos não tomam correctamente os seus medicamentos. Os problemas de aderência à terapêutica são bem conhecidos e com gravosas consequências para a saúde e finanças públicas.
A responsabilidade do uso adequado dos medicamentos é de todos, é universal, de médicos, farmacêuticos, enfermeiros, gestores, de todos os cidadãos.
Com vista a sensibilizar para este problema, a Ordem dos Farmacêuticos lançou a campanha “Uso do medicamento – Somos todos responsáveis” onde todos poderão encontrar informações muito relevantes e poderão prestar a sua colaboração.
O esforço financeiro despendido deve ser rentabilizado
Muito tem sido feito nos últimos anos mas ainda há muito para fazer. Os farmacêuticos lançaram a campanha e vão assumir as suas responsabilidades mas este é um problema transversal que só uma resposta global por parte da sociedade pode ajudar a resolver.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59342&op=all
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Quebrar comprimidos pode prejudicar tratamento
"Técnica" pode levar a alterações na dosagem dos medicamentos
DA REDAÇÃO
A prática de quebrar um comprimido pela metade para alcançar a
dose prescrita pelo médico faz parte da rotina de milhares de
brasileiros, mas o que muitos não sabem é que esta prática pode
prejudicar o tratamento ou expor o paciente a uma superconcentração do
remédio, deixando-o vulnerável a efeitos tóxicos. Um estudo divulgado
pela Universidade Católica de Pelotas no Rio Grande do Sul reforçou o
alerta sobre a prática.Os pesquisadores descobriram que a quebra pode trazer riscos à saúde e provocar até intoxicação. O remédio analisado foi o diurético mais receitado para hipertensão no país. Durante os testes, foram partidos 750 comprimidos. Em nenhum deles as duas metades tinham a mesma quantidade do princípio ativo, que é a substância que age no organismo. A diferença, de acordo com a pesquisa, chegou a 15%, ou seja, um dos pedaços faz menos efeito que o outro.
Segundo o farmacêutico magistral e presidente da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais - Regional Mato Grosso, Célio Fernandes, essa pesquisa vem reforçar outros estudos feitos em laboratórios que mostram que as metades obtidas na partição do comprimido apresentam uma variação de conteúdo além dos limites recomendados, resultando em “significativa diferença” de massa entre as partes e perda de partículas.
Muitas vezes, explica Fernandes, os comprimidos são de liberação sustentada, ou seja, após a ingestão, são absorvidos pouco a pouco pelo organismo. Segundo o farmacêutico, esse tipo de medicamento não deve ser partido em nenhuma condição. “A quebra é desaconselhável em qualquer caso mesmo quando o medicamento for fabricado com um sulco para facilitar a partição. “Vimos que a posologia (indicação de doses) acaba comprometida no momento da quebra”, diz.
Quando quebrado, além da falta de uniformidade, o medicamento pode sofrer alterações no teor ou se degradar em substâncias que tenham toxicidade.
“A farmácia de manipulação tem um papel importante nesse caso de evitar quebras de comprimidos, pois abre o leque de opções para o médico prescritor que irá adequar a dose para cada paciente. Além disso, o paciente levará para casa o estritamente necessário para o seu tratamento sem ter que partir ou interferir na integridade da fórmula e também sem sobras de medicamento, gerando economia e segurança para o mesmo”, diz.
Célio explica que uma das causas que tornaram a quebra dos medicamentos uma cultura enraizada na sociedade brasileira é o fator econômico. “Em alguns casos, o paciente faz reutilização de um medicamento que tinha sobrado na caixa e, em prescrição de dosagem menor, ele não reluta em fazer “economia”, partindo-o simplesmente”.
Fique Atento
Quando a partição não é recomendável?
A quebra pode ser prejudicial, especialmente, se o comprimido tiver ação sobre uma área específica do corpo ou for de liberação sustentada ou prolongada - quando tem seu teor liberado no decorrer do dia. Nesse caso, a medicação pode ser tornar ineficaz ou mesmo prejudicial.
Fonte: Midia News
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Metade de nós toma remédio de forma errada. Saiba como evitar
Ingerir adequadamente seu medicamento é extremamente importante
Dulce Kernbeis
A essa pergunta prosaica - você sabe tomar remédio? -, as respostas
parecem ser mais simples ainda. Afinal, quem é que nunca tomou um
remédio com leite, um suco, um café ou outro líquido “inofensivo”? Pois
esse ato normal para muitos é mais preocupante do que se imagina (leia
mais na página 5). O medicamento pode sofrer muitas alterações e,
consequentemente, seus efeitos ficam prejudicados se não for ingerido da
forma correta. Mais de 50% de todos os medicamentos são receitados ou
vendidos de forma inapropriada, e metade de todos os pacientes não os
tomam corretamente.
A afirmação está em nota da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o
uso indevido de medicamentos. Segundo a agência da ONU, o uso
excessivo, limitado ou impróprio de remédios afeta a saúde das pessoas e
gasta recursos.
Os problemas mais comuns provocados pelo uso indevido de remédios
incluem o uso de muitos medicamentos de forma simultânea, o uso
excessivo de antibióticos e injeções e automedicação inapropriada.
Segundo a OMS, os fatores que mais contribuem para esse fenômeno são a
falta de conhecimento e formação, promoção de medicamentos por
multinacionais farmacêuticas e a disponibilidade ilimitada de remédios
em muitos países.
Desde 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
determinou que todos os remédios devem ser acompanhados da bula do
paciente além da bula técnica dos produtos. Na bula do paciente, deve
ser especificada a forma correta de como ingerir, e os riscos das
interações/reações de forma clara e objetiva.
No entanto, ainda existem muitas dúvidas de como tomar uma medicação. E muitas pessoas sequer têm o cuidado de ler bula.
Crenças populares
Além disso, os brasileiros são recordistas em automedicação e adoram
passar uma receitinha de remédios, não é mesmo? Com isso concorda Maria
Esgotti, diretora do Conselho Regional de Farmácia (CRF) - Seccional
Bauru. “Existem crenças tão comuns que sequer são colocadas em dúvida”,
lembra ela, para acrescentar: “E muitos desses hábitos podem não só
interferir na eficácia do medicamento, como também prejudicar nosso
organismo. Por isso, deve-se sempre ter muito cuidado com as
medicações, seguir as orientações médicas e tirar dúvidas com o
farmacêutico”.
São delas as informações a seguir, para que “ possam ajudar, que o
medicamento ingerido tenha a eficácia terapêutica desejada e esperada,
tanto para o paciente como seus familiares”. Confira:
Tomar medicamento acompanhado de outros tipos de líquidos é correto?
“O líquido mais indicado para acompanhar a ingestão de todos os tipos
de medicamentos orais é a água, que não apresenta nenhuma reação com o
principio ativo do medicamento. Bebidas como leite, refrigerantes, chás,
café, entre outras, podem comprometer a absorção alterando a eficácia
terapêutica.”
Pode-se ingerir o comprimido sem água?
“A ingestão de medicamentos orais (comprimido/cápsulas) sem água, é
prejudicial e não recomendada, pois pode aderir à mucosa e causar
irritações, e não ser absorvido adequadamente.”
Abrir as cápsulas e triturar os remédios, pode?
“Outro problema que encontramos também enquanto farmacêuticos é que
certos pacientes não conseguem ingerir os comprimidos ou cápsulas e
optam por macerar ou retirar das cápsulas, no entanto os medicamentos
devem ser ingeridos em suas formas farmacêuticas integras, para que
tenha sua eficácia terapêutica desejada e não traga lesões na mucosa
esofágica ou gástrica. Mas se o paciente tiver dificuldade de ingerir
deve informar seu médico, pois existem fórmulas farmacêuticas
manipuladas, em solução ou xarope (com e sem açúcar) para muitos
medicamentos.”
Para gotas e líquidos não é preciso água, certo?
“Sim. Os medicamentos na forma farmacêutica gotas, podem ser pingados
direto na boca, pois muitos são adicionados de sabores, para crianças ou
adultos não ter tanta aversão quando na necessidade da ingestão.
Geralmente as medicações pediátricas (gotas, xaropes ou suspensões) já
são fabricadas com sabor e aroma diferentes para facilitar a ingestão.”
Antibióticos podem ser ingeridos com leite?
“Não. Antibióticos quando ingeridos provocam um certo desconforto
gastrintestinal (acidez, diarreia e dor abdominal). Se tomados com leite
este desconforto pode aumentar, provocando vômito e piorar a diarreia.
Portanto, se a criança ou adulto estiver tomando algum antibiótico e
apresentar quadros descritos como este, o médico ou farmacêutico pode
orientar quanto à melhora destes sintomas.”
Antiácido ajuda?
Muita gente, para diminuir o desconforto gástrico do medicamento,
associa o remédio a um antiácido e isso não é válido. “A administração
de antiácidos com outros medicamentos é bastante complexa, pois estes
agentes alteram o pH gástrico e podem aumentar ou diminuir a absorção
dependendo do tipo de antiácido (alumínio - Al, magnésio - Mg, cálcio -
Ca ou hidróxido) e do medicamento ingerido.”
O horário é fundamental?
“Devemos estar atentos ao horário da administração e quanto à
quantidade de dias que foi receitado ou prescrito pelo médico,
principalmente, antibióticos. Existem muitas bactérias resistentes a
determinados antibióticos e isto se deve ao não cumprimento das regras
estipuladas no momento da administração. Portanto, se queremos
restabelecer nossa saúde no mais curto espaço de tempo, temos que seguir
corretamente as prescrições médicas e as orientações farmacêuticas.”
Efeitos colaterais são comuns? O que fazer?
Alguns medicamentos podem, sim, provocar efeitos colaterais como
alergias, náuseas, vômitos, diarreia, entre outros. Mas antes de
suspender a medicação por qualquer efeito apresentado, devemos
imediatamente procurar uma orientação do médico, pois ele terá como
fazer alteração quando ao medicamento prescrito, ou se não puder alterar
a prescrição, poderá prescrever outro medicamento que trará a melhora
dos efeitos apresentados.”
Café não é água, não!
Alguns medicamentos podem aumentar os efeitos do café e de outras
bebidas com cafeína. Alguns antidepressivos, antibióticos e
anticoncepcionais bloqueiam uma enzima conhecida como CYP1A2, que ajuda a
metabolizar a cafeína. Como resultado, a cafeína pode persistir no
organismo por várias horas mais que o normal. Estudos demonstram que
vários medicamentos, desde antidepressivos, para tireoide e osteoporose,
podem ser afetados pelo consumo excessivo do café.
Estudo também mostra, por exemplo, que mulheres que tomam pílulas
anticoncepcionais ficam com cafeína em seu organismo quatro horas a mais
do que as mulheres que não tomam pílula. “Ou seja, café não é água,
não”, lembra Maria Esgotti.
Atenção especial para as seguintes associações:
café + levotiroxina: redução de até 55% da absorção (tireoide).
café + alendronato: redução de 60% da absorção (osteoporose).
Casos reais, problemas sérios
Mesmo com tanta informação disponível nos dias atuais, a maioria das
pessoas continua achando que não faz mal tomar um “remedinho indicado
por um amigo”, que não há problema em tomar um “simples” antitérmico com
um gole de cerveja, ou que é bobagem essa história de seguir à risca os
horários para a ingestão de antibióticos.
A reportagem colheu depoimentos de pessoas que tiveram problemas
diversos, desde a ingestão errada de remédios, até um caso grave que
levou uma criança à internação hospitalar após a administração
equivocada de um medicamento ao qual ela era alérgica. As identidades
delas foram preservadas para evitar constrangimento.
Sobre a associação de remédios com bebida alcoólica, a diretora do CRF
Maria Esgotti é taxativa: atitude proibida. “Quando o paciente faz
isso, diminui a capacidade metabólica do fígado”, ressalta.
Medicamento para a pressão causa “tosse crônica”
Por mais de um ano ela sofreu uma “tosse crônica”. Todos os dias
chegava para trabalhar e já, já, aquela tosse chata perturbava os
colegas de trabalho. Sofria com as gozações, “tinha gente que dizia que
eu não comeria castanha naquele final de ano”. Perambulava de médico em
médico. Raio X do tórax, ressonância magnética, tudo dava negativo. Após
uma dezena de consultas e uma centena de anti-alérgicos tomados, por
acaso, uma enfermeira perguntou que tipo de remédio para pressão alta
ela estava tomando. A moça sugeriu que ela falasse com o médico e
trocasse a receita por já ter visto pessoas que desenvolveram essa tosse
ao medicamento. “Antes mesmo que eu marcasse outra consulta, resolvi
fazer o teste e voltar ao remédio anterior, porque a data da tal tosse
coincidia com a da medicação. Não deu outra. Minha tosse sumiu”.
Hora certa, mas associação errada: Remédio que deveria ser tomado em jejum não fazia efeito
Um cansaço repentino, profundo, dores musculares associadas a um
leve aumento de peso tiraram o sono de um executivo que, corintiano
fanático, prestou atenção nos sintomas do então jogador Ronaldo, que
havia descoberto estar com problemas na tireoide. “Tudo batia com a
doença do Ronaldão”, lembra ele, e o exame de sangue demonstrou que ele
tinha “hipotireoidismo”. A médica foi taxativa. O remédio tinha que ser
tomado cedo em jejum, pelo menos 30 minutos antes do café. “É o
medicamento de cabeceira: você acorda, toma o remédio ainda dormindo,
cochila mais um pouco, ou não, vai tomar banho, etc e só depois tomar
seu café”.
Por quatro meses ele cumpriu essa rotina. E nada: os sintomas e o
cansaço permaneciam. Pesquisando com a médica, descobriu que ele
associava a outro medicamento que era para ser tomado em jejum também,
um protetor gástrico. Resultado: o da tireoide não fazia o efeito
necessário. Um anulava o outro.
“Descobri que eu não poderia ter feito aquela associação, tomar dois
diferentes. Hoje eu tomo o da tireoide primeiro, durmo, tomo o
gástrico, faço uma caminhada leve e só então tomo o café da manhã. Estou
ótimo. Tenho outra disposição”.
Automedicação: Hipotermia leva criança à internação
A filha era asmática desde pequena. A mãe sabia. E sempre se deu
bem com determinada marca de antitérmico + anti-inflamatório e inalações
e anti-alérgicos. Por volta dos 6, 7 anos, as crises pareciam estar
estabilizadas. De repente ela passou mal na escola. Teve febre. Naquele
dia a mãe não estava. Uma tia foi buscá-la. Passaram pela farmácia e ela
tomou um antitérmico comum à base de ácido acetilsalicílico, e como a
garganta estava vermelha, uma pastilha com anti-inflamatório. Resultado:
em questão de minutos a temperatura da menina baixou, ela ficou roxa e
foi preciso ser internada com uma crise severa de hipotermia.
A tia da garotinha não sabia que ela era alérgica àqueles
medicamentos e que, combinados, poderiam resultar em grave risco. “Ficou
a lição”, conta a mãe da menina. “Além do susto na minha irmã. Hoje
sempre dou conselho: não mude de marca. Não mudo mesmo. Só ajusto a dose
se for indicação do médico. Não existe uma marca melhor que a outra.
Todas são boas. Mas conseguiu resolver o problema com uma determina
marca? Fique com ela. Porém, não indique para ninguém.”
Coquetel fulminante
Remédio com bebida alcoólica é uma mistura perigosa?
“Antes de fazer qualquer consideração em relação à pergunta, a resposta
sem dúvida é SIM, pois o fígado é o órgão que metaboliza tanto os
medicamentos quanto o álcool. Quando o paciente bebe fazendo uso de
qualquer medicamento, seja ele de uso esporádico ou contínuo, a
capacidade metabólica do órgão diminui. Desta forma, é comum o paciente
ter alguns sintomas típicos de intoxicação hepática”, esclarece a
dirigente farmacêutica Maria Esgotti. Acompanhe o quadro com as
principais reações dessa mistura:
álcool + antidepressivo ou ansiolíticos (medicamento depressor do
sistema nervoso central - os famosos calmantes): pode potencializar o
efeito do álcool, causando letargia, piora dos reflexos, alucinações,
desatenções, confusão mental, depressão respiratória, podendo levar ao
coma e, se não socorrido a tempo, levar à morte.
álcool + anti-histamínicos (antialérgicos): aumenta o efeito sedativo, podendo causar sonolência, tontura e desequilíbrio.
álcool + antibiótico: aumento dos efeitos colaterais, perigo quanto à resistência bacteriana devido à diminuição da absorção.
álcool + insulina: esta combinação pode provocar hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue).
Fonte: JCnet
terça-feira, 29 de abril de 2014
Remédios causam mau hálito em idosos, diz pesquisa
Antidepressivos e anti-hipertensivos prejudicam a salivação e podem causar cáries, saburra lingual, boca seca e ardência
O mau hálito em idosos é comum e, embora não seja
considerado uma doença, pode ser um alerta para muitas questões
envolvendo a saúde de quem está envelhecendo. Por isso, preocupada em
garantir que a terceira idade tenha uma sobrevida com qualidade, a
Associação Brasileira de Halitose (ABHA), fez uma pesquisa com 252
idosos em todo o País.
A pesquisa indicou que a principal causa da halitose
nesta população é o consumo alto de medicamentos, atribuídos às doenças
crônicas que aumentam com idade avançada. Entre os entrevistados, 60%
afirmaram consumir mais de um medicamento por dia e 82% tomam pelo menos
um. Muitos desses remédios, como antidepressivos e anti-hipertensivos,
prejudicam a salivação e podem causar cáries, saburra lingual, boca seca
e ardência.
A
boca seca, relatada por 70% dos entrevistados, é um dos principais
causadores do mau hálito, pois reduz a capacidade de auto-limpeza bucal,
favorecendo a ação das bactérias. Por sua vez, essas bactérias
acumuladas criam uma camada esbranquiçada sobre a língua, a chamada
saburra lingual, que produz compostos mal cheirosos.
O ronco, outro item bastante citado pelos entrevistados
(70%), também contribui para o aparecimento da saburra lingual, pois
causa uma grande descamação da mucosa bucal.
Para evitar a halitose
Existem cuidados especiais, além de apenas escovar os dentes e passar o fio dental, que os idosos podem ter para que o mau hálito não faça parte do seu dia-a-dia. Fazer a limpeza diária da língua com limpadores próprios para remover a saburra, limpar as próteses e mantê-las bem polidas evitam o acúmulo de bactérias.
Existem cuidados especiais, além de apenas escovar os dentes e passar o fio dental, que os idosos podem ter para que o mau hálito não faça parte do seu dia-a-dia. Fazer a limpeza diária da língua com limpadores próprios para remover a saburra, limpar as próteses e mantê-las bem polidas evitam o acúmulo de bactérias.
“Consumir bastante líquidos, mastigar bem para estimular
a salivação, evitar fumo e bebidas alcoólicas, além de ter uma dieta
rica em fibras, são algumas práticas que evitam o mau hálito”, diz Maria
Cecília Aguiar, especialista em Odontogeriatria, coordenadora da
pesquisa e vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).
Círculo vicioso
A halitose não tratada pode comprometer, e muito, a qualidade de vida dos idosos, chegando a levá-los à depressão. “O mau hálito prejudica as relações interpessoais, afeta a autoestima e a confiança de quem sofre do problema. Além disso, o mau hálito pode indicar que há algo errado com a saúde geral, podendo sinalizar, inclusive, problemas graves como o câncer”, afirma a dentista.
É aí que se forma o círculo vicioso, já que, como mostrou a pesquisa, muitos medicamentos usados para o tratamento da depressão têm como efeito colateral a redução da salivação, uma das principais causa do mau hálito. Outro ponto é que, quando as glândulas produtoras da saliva passam a ter um funcionamento inadequado, ficando envelhecidas, ocorre a senilidade de glândulas salivares. “Porém, esse não é um processo natural do envelhecimento saudável, é uma consequência do envelhecimento associado a doenças”, diz Maria Cecília.
A halitose não tratada pode comprometer, e muito, a qualidade de vida dos idosos, chegando a levá-los à depressão. “O mau hálito prejudica as relações interpessoais, afeta a autoestima e a confiança de quem sofre do problema. Além disso, o mau hálito pode indicar que há algo errado com a saúde geral, podendo sinalizar, inclusive, problemas graves como o câncer”, afirma a dentista.
É aí que se forma o círculo vicioso, já que, como mostrou a pesquisa, muitos medicamentos usados para o tratamento da depressão têm como efeito colateral a redução da salivação, uma das principais causa do mau hálito. Outro ponto é que, quando as glândulas produtoras da saliva passam a ter um funcionamento inadequado, ficando envelhecidas, ocorre a senilidade de glândulas salivares. “Porém, esse não é um processo natural do envelhecimento saudável, é uma consequência do envelhecimento associado a doenças”, diz Maria Cecília.
Fonte: Terra Saúde
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Estudo: 70,4% das mulheres consomem analgésicos
28/04/2014 - 15:06
As mulheres consomem mais analgésicos ou medicamentos para as dores de cabeça que os homens. Eis o resultado do estudo TGI da Marktest do primeiro trimestre deste ano, avança o portal Vital Health.
O estudo contabiliza, na primeira vaga de 2014, 5.337 mil portugueses que referem ter tomado analgésicos ou medicamentos para as dores de cabeça nos últimos 12 meses, o que representa 62,3% dos residentes no Continente com 15 e mais anos, refere a Marktest no seu site.
Na análise do perfil destes consumidores, o género é a variável que apresenta maior heterogeneidade de comportamento. Dados do estudo divulgados no site da Marktest indicam que enquanto 53,2% dos homens referiram tomar analgésicos, nas mulheres essa percentagem sobe para os 70,4%.
Em relação às idades, os valores aumentam com o avanço da idade, até um máximo de 73,5% entre os indivíduos dos 45 aos 54 anos, para depois voltar a baixar para um mínimo de 53% entre os indivíduos com mais de 64 anos.
Fonte: Vital Health
Divulgação: RCM Pharma
Médicos alertam para perigo do consumo de testosterona como elixir da juventude
28/04/2014 - 15:11
Neste país, o marketing directo de medicamentos é permitido e as drogas são promovidas nas mais variadas formas. Desde 2001, as receitas de testosterona nos EUA para homens acima dos 40 anos triplicaram. Actualmente 1,7 milhão de homens são orientados para consumir suplementos hormonais.
Mas há realmente um problema a ser tratado?
Alguns médicos concordam que uma pequena proporção de homens (cerca de 0,5%) precisa de terapia com testosterona, como homens com doenças genéticas ou cujos testículos, onde a testosterona é produzida, não funcionam depois de tratamentos com quimioterapia. Para casos como estes, a Food and Drug Administration (FDA) autorizou a venda destes suplementos nos EUA.
Os níveis de testosterona nos homens tendem a cair constantemente depois dos 40 anos. "Em qualquer momento da vida, a testosterona diminui. Seja por doença ou qualquer outro motivo", explica o médico Richard Quinton, endocrinologista da Royal Victoria Infirmary, em Newcastle, Inglaterra, cita a BBC.
"Se ficar acordado a noite toda, no dia seguinte a testosterona diminui. Se comer demais, a mesma coisa", afirma.
Quinton é um dos vários especialistas que acreditam que o baixo nível de testosterona, referida pelos médicos como "hipogonadismo", não é uma razão para prescrever medicamentos na ausência de um problema físico observável ou de um diagnóstico clínico.
Risco de AVC
Um estudo publicado em Novembro no Journal of American Medical Association analisou o histórico médico de 8,7 mil veteranos americanos, muitos deles com problemas cardíacos e todos com níveis de testosterona aparentemente baixos.
Os homens que tinham recebido tratamento com suplementos hormonais tiveram um risco 30% maior de derrame cerebral (AVC), ataque cardíaco e morte.
Um segundo estudo, publicado em Janeiro no PLoS ONE, analisou os registos médicos de 55 mil homens a quem tinham sido prescrito testosterona. Os especialistas concluíram que os homens com mais de 65 anos ficaram com duas vezes mais hipóteses de sofrer um ataque cardíaco 90 dias depois de terem iniciado o tratamento.
Fonte: SAPO Saúde
Divulgação: RCM pharma
Remédio para azia causa quase 60 casos de problemas cardíacos
O medicamento domperidona, usado por milhões de pessoas para
aliviar azia e náuseas pode ser proibido, após cerca de 60 pessoas morrerem de
complicações cardíacas por causa da medicação. Existem mais de 342 relatos de
efeitos colaterais graves por causa do remédio. As informações são do Daily
Mail.
A suposição é de que o remédio pode perturbar o ritmo do coração e
da atividade elétrica, bem como causar efeitos secundários, tais como
convulsões, insônia e ansiedade. Estima-se que dois milhões de britânicos tomem
domperidona por ano.
O medicamento alivia o desconforto no estômago aumentando a ação
dos músculos no trato gastrointestinal, de modo que os alimentos se percorrem de
forma mais eficaz através do sistema digestivo.
A vice-diretora da vigilância do MHRA e gestão de risco da divisão
de medicamentos, Sarah Filial, disse que a “revisão concluiu que os benefícios
superam os riscos do uso de domperidona, quando utilizado no tratamento de
náuseas e vômitos, mas que não deve mais ser usado para sintomas de desconforto
abdominal, como azia e sensação exagerada de saciedade”.
Fonte: Jornal do Brasil
terça-feira, 1 de abril de 2014
Vigilância Sanitária alerta para perigo de usar remédio contra diabetes para emagrecer
O alerta foi publicado no Diário Oficial depois da análise de mais de dois mil relatórios que indicam os efeitos colaterais desses remédios.
A Vigilância Sanitária de São Paulo emitiu um alerta para os médicos
que receitam remédios para o tratamento de diabetes tipo 2. Muitas
pessoas estão usando esses remédios para emagrecer.
Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com
sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina,
metformina, saxagliptina, sitagliptina e vildagliptina.
O alerta foi publicado no Diário Oficial do estado de São Paulo no dia
12 de março, depois da análise de mais de dois mil relatórios que
indicam os efeitos colaterais desses remédios.
Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a
situação é grave. “A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência
de pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações
adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide”, revela Adalton
Guimarães Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária
de São Paulo.
É o câncer da tireoide. Por isso, no texto há, inclusive, a
recomendação para que os pacientes que tratam o diabetes tipo 2 com
esses remédios façam exames das funções da tireoide e do pâncreas
periodicamente.
O alerta da Vigilância Sanitária vem quatro anos depois da entrada
desses medicamentos ao mercado. E tem um motivo. É que nesse período
esses remédios ficaram populares porque eles também têm outro efeito:
eles causam o emagrecimento.
Algumas farmácias vendem os medicamentos sem receita. Para quê? A balconista responde na hora para o nosso produtor.
Balconista: Também. Vende muito para emagrecer, principalmente esse primeiro aqui. Ele ajuda muito.
Um dos mais vendidos é um que parece uma caneta, mas é uma seringa para
aplicar o remédio direto na barriga. O uso desses remédios para a perda
de peso preocupa a Associação Médica Brasileira.
“O que nós entendemos correto é que essa medicação só seja dispensada
com a receita do médico. O que não é admissível é a pessoa simplesmente
por ter dinheiro suficiente para comprar a medicação, chegar no balcão
da farmácia, comprar e se automedicar”, afirma José Bonamigo, diretor da
Associação Médica Brasileira.
Fonte: G1
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
FDA: Acetaminophen doses over 325 mg might lead to liver damage
By Holly Yan, CNN
January 15, 2014 -- Updated 1627 GMT (0027 HKT)
Taking more than the recommended dose of a pain reliever with acetaminophen can lead to liver damage in healthy people.
(CNN) -- You're in pain after surgery, and your
doctor prescribes you Vicodin, or maybe Percocet. But when you get home,
the pain hasn't subsided and you decide to pop some Extra Strength
Tylenol.
Unknowingly, you may have just taken more of the drug acetaminophen than is safe.
Acetaminophen is often
used in pain medications with opioids such as oxycodone (Percocet),
hydrocodone (Vicodin) and codeine (Tylenol with Codeine). These are
called combination drugs, and the Food and Drug Administration is asking
doctors to stop prescribing those that have more than 325 mg of
acetaminophen per dose.
The FDA says no data show that taking more than that amount provides enough benefit to outweigh the risk of liver damage.
"Many consumers are often
unaware that many products (both prescription and OTC) contain
acetaminophen, making it easy to accidentally take too much," the FDA
said in a statement Tuesday.
The warning does not
apply to over-the-counter drugs such as Tylenol, which contains
acetaminophen. The FDA said it will address over-the-counter products in
another regulatory action.
In 2011, the FDA asked
manufacturers to limit the amount of acetaminophen in prescription
combination drugs to 325 mg per capsule or tablet by January 2014. While
more than half of the manufacturers agreed, some combination drugs with
higher amounts of acetaminophen remain on the market.
The federal agency says
it plans to start the process of withdrawing approval of prescription
combination drugs from manufacturers that have not complied.
Health risks
"Acetaminophen overdose is one of the most common poisonings worldwide," according to the National Institutes of Health.
Taking too much of this pain reliever can lead to liver failure or death.
The FDA has set the
recommended maximum for adults at 4,000 milligrams per day. It's easier
to reach this limit than you might think; one gel tablet of Extra
Strength Tylenol, for example, contains 500 mg.
Consumers should not
take more than the prescribed dose of any medication that contains
acetaminophen, according to the FDA, and should avoid taking more than
one acetaminophen product at a time. Drinking alcohol while taking
acetaminophen also puts you at risk.
To find out if your
medications contain acetaminophen, read the drug label or the list of
ingredients in the patient information leaflet that came with your
prescription. Look for the word "acetaminophen" or the letters "APAP,"
an abbreviation sometimes used for the drug. If you are still unsure,
contact your doctor or pharmacist.
Acetaminophen may also
cause serious skin reactions in some people. According to the FDA, the
skin reactions are rare but can be deadly. These conditions can cause
blisters, serious rashes, reddening of the skin and the detachment of
the upper surface of the skin, the epidermis.
Anyone who develops
these types of conditions after using acetaminophen should stop taking
the product immediately and visit a doctor or emergency room.
CNN's Jacque Wilson, Saundra Young and Val Willingham contributed to this report.
Fonte: CNN
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Especialista indica a maneira correta de armazenar medicamentos em casa
Cozinha e banheiro são locais mais comuns, mas apresentam riscos
Medicamentos devem ser armazenados no guarda-roupa, segundo farmacêutica
Foto:
Pawel Kryj / Stock.xchng
Em que local da sua casa você guarda os seus remédios? Se você
respondeu no banheiro ou na cozinha, cuidado. Apesar de serem os locais
usados pela maioria das pessoas para armazenar a famosa "farmacinha"
doméstica, esses locais não são os mais indicados para manter os
medicamentos seguros.
Segundo a farmacêutica e professora da Ufrgs Louise Seixas, é
importante seguir as recomendações que estão na embalagem desses
produtos: mantenha-os sempre protegidos da umidade, do calor e da
claridade.
— A cozinha é um lugar quente e o banheiro, úmido. Esse são fatores
que podem alterar os medicamentos. Portanto, não guarde nada lá —
explica.
A solução, segundo Louise, é o guarda-roupa. O quarto costuma ser um
local arejado, com temperatura amena e longe da umidade. Coloque os
medicamentos em uma caixa e guarde em uma gaveta ou prateleira.
— É importante colocar em um local que seja alto demais para uma
criança e baixo o suficiente para um idoso. Mesmo que você não tenha
pessoas nestas idades em casa, lembre-se que, se você precisa pegar um
medicamento é porque está com alguma dor, indisposição ou incômodo
qualquer. Não é o melhor momento para subir em um banquinho ou cadeira —
lembra Louise.
Manter os medicamentos no local adequado é uma medida de segurança
importante. A luz, o calor e a umidade podem interferir na ação dos
produtos, que podem perder a eficácia e até causar prejuízos ao
organismo.
— Os medicamentos não viram veneno da noite para o dia, mas podem ter
seu efeito prejudicado. Se o sol desbota o papel da embalagem, imagina o
que pode acontecer com o remédio? — alerta.
Descarte correto também é importante
Outro alerta é para a data de validade dos remédios. Medicamentos
vencidos não têm mais a garantia de irão funcionar e também podem acabar
fazendo mal ao organismo. O correto é descartar qualquer medicamento
depois do vencimento.
E como fazer esse descarte? Este é outro ponto que merece atenção, segundo Louise.
— Muitas pessoas, para evitar que o medicamento seja reutilizado,
fazem o descarte no vaso sanitário. Mas essa prática pode contaminar a
água. Mesmo naquelas cidades em que há tratamento de efluentes, não há
remoção de produtos químicos. Fica tudo na água, que volta para as
nossas casas — afirma.
Para resolver o problema, Louise indica postos de coleta nas
farmácias, que já estão disponíveis em algumas redes. Não há custo
algum: basta levar seu medicamento até a farmácia que ela se encarrega
de ao destino correto, em aterros específicos para produtos perigosos.
Procure a mais próxima da sua casa e garanta o descarte adequado dos
seus medicamentos.
Fonte: Diário Catarinense
domingo, 15 de dezembro de 2013
Informação sobre suplementos ao público leigo em geral
By Daniel Pinheiro
Informação sobre suplementos ao público (leigo) em geral.
O grande problema dos suplementos: ninguém sabe o que tem neles, nem
NADA sobre a eficácia e segurança de qualquer destas drogas, nem sequer
sobre sua composição, caracterização e dosagem de p.a. ou diversos
outros parâmetros técnicos de qualidade obrigatórios para outros tipos
de produtos farmacêuticos.
E o charlatanismo comendo solto em tudo que é
consultório clínico ou balcão de drogaria... ou mesmo na mídia, onde o
povo finge saber e recomendar aquilo que ignoram completamente.
O
dinheiro é grande. E a população que se lasque.
Ledo engano achar que
drogas como suplementos não tenham efeitos adversos, contraindicações e
interações importantes em relação a vários perfis de pacientes e várias
outras drogas usadas por estes.
Mais enganação ainda achar ou ser
levado a achar que super dosagens de suplementos lhe acrescentarão
qualquer benefício, quando não sérios prejuízos. Ou o famoso: "todo
mundo precisa disso, afinal, não faz mal, é """"natural""""!" O tipo de
frase mais ignorante que se pode proferir em Farmacologia. Os maiores
venenos são naturais!
E drogas sempre têm os dois lados, assim como
suplementos, a depender de uma orientação, avaliação e monitoramento
corretos. Quem valoriza sua vida e a de sua família deve busca
informações sobre drogas com quem de fato entenda sobre elas, acima de
todos, o bom Farmacêutico... ou ao menos alguém da Saúde que de fato
faça valer seu título de bacharel e especialista. Bons nutricionistas e
bons médicos (além dos demais profissionais clínicos) têm papel
fundamental na equipe que deve contar sempre com Farmacêuticos em número
suficiente para atendimento e acompanhamento de CADA paciente a usar os
produtos que ele farmacêutico inventa, produz, manipula, distribui
clinicamente e individualmente ou dispensa, além de garantir o devido
acompanhamento e intervenções adequadas através da Farmácia Clínica e
Atenção Farmacêutica. Inclusive quanto a suplementos.
Venda não faz
parte da atribuição de profissional algum em Saúde, e obviamente é um
risco guiar-se por pessoas completamente leigas e comissionadas a lhe
empurrar qualquer coisa baseadas em "cunversas" de papagaio que não
sabem o que dizem... completamente anticientíficas e sem qualquer
embasamento clínico ou técnico - inclusive nas "lojas" mais caras da
cidade.
Mesmo em se tratando de suplementos, ou drogas supostamente
"naturais" ou "inofensivas", inclusive fitoterápicas, o risco é
imenso... várias delas são hepatotóxicas, cardiotóxicas, nefrotóxicas,
neurotóxicas e cancerígenas, por ex... mesmo que supostamente eficazes
quanto a um determinado efeito - não adianta ser eficaz por um lado e
fatal ou tóxica, por outro. Logo, estudos clínicos são fundamentais para
garantia da efetividade e segurança, assim como estudos técnicos, que
comprovem as boas práticas de produção, de formulação e qualidade de
matérias primas.
Exijam a prova de todos os estudos ao usarem qualquer
DROGA. E obtenham sempre um acompanhamento devido. Não existe droga que,
em inúmeros casos, não seja também um veneno. Inclusive suplementos.
Além de toxicidade hepática, cardíaca, renal e cerebral, vários deles
também alteram de forma bastante perigosa todo o metabolismo e parte
endócrina do indivíduo, a pressão arterial sistêmica, além da hemostase
sanguínea, levando a derrames ou tromboses (+infartos, +embolias
pulmonares, + etc.) ou a várias outras reações graves, inclusive
arritmias e paradas cardíacas súbitas (no caso de estimulantes
beta-adrenérgicos, por ex).
Há centenas de casos notificados de mortes
induzidas por suplementos nos EUA em atletas e militares de saúde
"perfeita", não só em idosos ou crianças. No Brasil não temos sequer
estatísticas, pois aqui não existe Farmacovigilância, só marketing
enganoso, charlatanismo e crimes diversos, impunes. Isso tudo fora uma
imensa chance de interação importante com várias outras drogas que o
paciente já use, ou outros suplementos ou fitoterápicos (chás) usados em
conjunto. Ou mesmo toxicidade por princípios ativos sequer expressos na
bula, para potencializar criminosamente os efeitos sugeridos no
marketing, porém sem citar drogas proibidas ou que teriam um controle
mais rígido, como hormônios esteróides (anabolizantes). Quase todo
suplemento para atletas possui contaminantes intencionais que adulteram a
fórmula, sem que esta passe por qualquer verificação ou certificação
independente do produtor. Enfim... todo cuidado é pouco. Orientação
multiprofissional e especializada por quem entenda e saiba fazer as
devidas revisões, com base em boas referências, é indispensável. Assim
como o cuidado clínico de equipes completas, integradas e competentes,
com a devida autonomia e independência fundamental de cada profissional.
"The Joint Commission, which is responsible for hospital accreditation
in the United States, requires that dietary supplements be treated like
drugs. It makes sense: Vitamins, amino acids, herbs, minerals and other
botanicals have pharmacological effects. So they are drugs.
But
the Food and Drug Administration doesn’t regulate dietary supplements
as drugs — they aren’t tested for safety and efficacy before they’re
sold. Many aren’t made according to minimal standards of manufacturing
(the F.D.A. has even found some of the facilities where supplements are
made to be contaminated with rodent feces and urine). And many are
mislabeled, accidentally or intentionally. They often aren’t what they
say they are.
Our hospital has acted to protect the safety of
our patients. No longer will we administer dietary supplements unless
the manufacturer provides a third-party written guarantee that the
product is made under the F.D.A.’s “good manufacturing practice”
(G.M.P.) conditions, as well as a Certificate of Analysis (C.O.A.)
assuring that what is written on the label is what’s in the bottle.
The real answer is that, until the day comes when medical studies prove
that these supplements have legitimate benefits, and until the F.D.A.
has the political backing and resources to regulate them like drugs,
individuals should simply steer clear."
http://www.nytimes.com/2013/ 12/15/opinion/sunday/ skip-the-supplements.html?hp&rr ef=opinion&_r=0
Informação sobre suplementos ao público (leigo) em geral.
O grande problema dos suplementos: ninguém sabe o que tem neles, nem
NADA sobre a eficácia e segurança de qualquer destas drogas, nem sequer
sobre sua composição, caracterização e dosagem de p.a. ou diversos
outros parâmetros técnicos de qualidade obrigatórios para outros tipos
de produtos farmacêuticos.
E o charlatanismo comendo solto em tudo que é consultório clínico ou balcão de drogaria... ou mesmo na mídia, onde o povo finge saber e recomendar aquilo que ignoram completamente.
O dinheiro é grande. E a população que se lasque.
Ledo engano achar que drogas como suplementos não tenham efeitos adversos, contraindicações e interações importantes em relação a vários perfis de pacientes e várias outras drogas usadas por estes.
Mais enganação ainda achar ou ser levado a achar que super dosagens de suplementos lhe acrescentarão qualquer benefício, quando não sérios prejuízos. Ou o famoso: "todo mundo precisa disso, afinal, não faz mal, é """"natural""""!" O tipo de frase mais ignorante que se pode proferir em Farmacologia. Os maiores venenos são naturais!
E drogas sempre têm os dois lados, assim como suplementos, a depender de uma orientação, avaliação e monitoramento corretos. Quem valoriza sua vida e a de sua família deve busca informações sobre drogas com quem de fato entenda sobre elas, acima de todos, o bom Farmacêutico... ou ao menos alguém da Saúde que de fato faça valer seu título de bacharel e especialista. Bons nutricionistas e bons médicos (além dos demais profissionais clínicos) têm papel fundamental na equipe que deve contar sempre com Farmacêuticos em número suficiente para atendimento e acompanhamento de CADA paciente a usar os produtos que ele farmacêutico inventa, produz, manipula, distribui clinicamente e individualmente ou dispensa, além de garantir o devido acompanhamento e intervenções adequadas através da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. Inclusive quanto a suplementos.
Venda não faz parte da atribuição de profissional algum em Saúde, e obviamente é um risco guiar-se por pessoas completamente leigas e comissionadas a lhe empurrar qualquer coisa baseadas em "cunversas" de papagaio que não sabem o que dizem... completamente anticientíficas e sem qualquer embasamento clínico ou técnico - inclusive nas "lojas" mais caras da cidade.
Mesmo em se tratando de suplementos, ou drogas supostamente "naturais" ou "inofensivas", inclusive fitoterápicas, o risco é imenso... várias delas são hepatotóxicas, cardiotóxicas, nefrotóxicas, neurotóxicas e cancerígenas, por ex... mesmo que supostamente eficazes quanto a um determinado efeito - não adianta ser eficaz por um lado e fatal ou tóxica, por outro. Logo, estudos clínicos são fundamentais para garantia da efetividade e segurança, assim como estudos técnicos, que comprovem as boas práticas de produção, de formulação e qualidade de matérias primas.
Exijam a prova de todos os estudos ao usarem qualquer DROGA. E obtenham sempre um acompanhamento devido. Não existe droga que, em inúmeros casos, não seja também um veneno. Inclusive suplementos. Além de toxicidade hepática, cardíaca, renal e cerebral, vários deles também alteram de forma bastante perigosa todo o metabolismo e parte endócrina do indivíduo, a pressão arterial sistêmica, além da hemostase sanguínea, levando a derrames ou tromboses (+infartos, +embolias pulmonares, + etc.) ou a várias outras reações graves, inclusive arritmias e paradas cardíacas súbitas (no caso de estimulantes beta-adrenérgicos, por ex).
Há centenas de casos notificados de mortes induzidas por suplementos nos EUA em atletas e militares de saúde "perfeita", não só em idosos ou crianças. No Brasil não temos sequer estatísticas, pois aqui não existe Farmacovigilância, só marketing enganoso, charlatanismo e crimes diversos, impunes. Isso tudo fora uma imensa chance de interação importante com várias outras drogas que o paciente já use, ou outros suplementos ou fitoterápicos (chás) usados em conjunto. Ou mesmo toxicidade por princípios ativos sequer expressos na bula, para potencializar criminosamente os efeitos sugeridos no marketing, porém sem citar drogas proibidas ou que teriam um controle mais rígido, como hormônios esteróides (anabolizantes). Quase todo suplemento para atletas possui contaminantes intencionais que adulteram a fórmula, sem que esta passe por qualquer verificação ou certificação independente do produtor. Enfim... todo cuidado é pouco. Orientação multiprofissional e especializada por quem entenda e saiba fazer as devidas revisões, com base em boas referências, é indispensável. Assim como o cuidado clínico de equipes completas, integradas e competentes, com a devida autonomia e independência fundamental de cada profissional.
E o charlatanismo comendo solto em tudo que é consultório clínico ou balcão de drogaria... ou mesmo na mídia, onde o povo finge saber e recomendar aquilo que ignoram completamente.
O dinheiro é grande. E a população que se lasque.
Ledo engano achar que drogas como suplementos não tenham efeitos adversos, contraindicações e interações importantes em relação a vários perfis de pacientes e várias outras drogas usadas por estes.
Mais enganação ainda achar ou ser levado a achar que super dosagens de suplementos lhe acrescentarão qualquer benefício, quando não sérios prejuízos. Ou o famoso: "todo mundo precisa disso, afinal, não faz mal, é """"natural""""!" O tipo de frase mais ignorante que se pode proferir em Farmacologia. Os maiores venenos são naturais!
E drogas sempre têm os dois lados, assim como suplementos, a depender de uma orientação, avaliação e monitoramento corretos. Quem valoriza sua vida e a de sua família deve busca informações sobre drogas com quem de fato entenda sobre elas, acima de todos, o bom Farmacêutico... ou ao menos alguém da Saúde que de fato faça valer seu título de bacharel e especialista. Bons nutricionistas e bons médicos (além dos demais profissionais clínicos) têm papel fundamental na equipe que deve contar sempre com Farmacêuticos em número suficiente para atendimento e acompanhamento de CADA paciente a usar os produtos que ele farmacêutico inventa, produz, manipula, distribui clinicamente e individualmente ou dispensa, além de garantir o devido acompanhamento e intervenções adequadas através da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. Inclusive quanto a suplementos.
Venda não faz parte da atribuição de profissional algum em Saúde, e obviamente é um risco guiar-se por pessoas completamente leigas e comissionadas a lhe empurrar qualquer coisa baseadas em "cunversas" de papagaio que não sabem o que dizem... completamente anticientíficas e sem qualquer embasamento clínico ou técnico - inclusive nas "lojas" mais caras da cidade.
Mesmo em se tratando de suplementos, ou drogas supostamente "naturais" ou "inofensivas", inclusive fitoterápicas, o risco é imenso... várias delas são hepatotóxicas, cardiotóxicas, nefrotóxicas, neurotóxicas e cancerígenas, por ex... mesmo que supostamente eficazes quanto a um determinado efeito - não adianta ser eficaz por um lado e fatal ou tóxica, por outro. Logo, estudos clínicos são fundamentais para garantia da efetividade e segurança, assim como estudos técnicos, que comprovem as boas práticas de produção, de formulação e qualidade de matérias primas.
Exijam a prova de todos os estudos ao usarem qualquer DROGA. E obtenham sempre um acompanhamento devido. Não existe droga que, em inúmeros casos, não seja também um veneno. Inclusive suplementos. Além de toxicidade hepática, cardíaca, renal e cerebral, vários deles também alteram de forma bastante perigosa todo o metabolismo e parte endócrina do indivíduo, a pressão arterial sistêmica, além da hemostase sanguínea, levando a derrames ou tromboses (+infartos, +embolias pulmonares, + etc.) ou a várias outras reações graves, inclusive arritmias e paradas cardíacas súbitas (no caso de estimulantes beta-adrenérgicos, por ex).
Há centenas de casos notificados de mortes induzidas por suplementos nos EUA em atletas e militares de saúde "perfeita", não só em idosos ou crianças. No Brasil não temos sequer estatísticas, pois aqui não existe Farmacovigilância, só marketing enganoso, charlatanismo e crimes diversos, impunes. Isso tudo fora uma imensa chance de interação importante com várias outras drogas que o paciente já use, ou outros suplementos ou fitoterápicos (chás) usados em conjunto. Ou mesmo toxicidade por princípios ativos sequer expressos na bula, para potencializar criminosamente os efeitos sugeridos no marketing, porém sem citar drogas proibidas ou que teriam um controle mais rígido, como hormônios esteróides (anabolizantes). Quase todo suplemento para atletas possui contaminantes intencionais que adulteram a fórmula, sem que esta passe por qualquer verificação ou certificação independente do produtor. Enfim... todo cuidado é pouco. Orientação multiprofissional e especializada por quem entenda e saiba fazer as devidas revisões, com base em boas referências, é indispensável. Assim como o cuidado clínico de equipes completas, integradas e competentes, com a devida autonomia e independência fundamental de cada profissional.
"The Joint Commission, which is responsible for hospital accreditation in the United States, requires that dietary supplements be treated like drugs. It makes sense: Vitamins, amino acids, herbs, minerals and other botanicals have pharmacological effects. So they are drugs.
But the Food and Drug Administration doesn’t regulate dietary supplements as drugs — they aren’t tested for safety and efficacy before they’re sold. Many aren’t made according to minimal standards of manufacturing (the F.D.A. has even found some of the facilities where supplements are made to be contaminated with rodent feces and urine). And many are mislabeled, accidentally or intentionally. They often aren’t what they say they are.
Our hospital has acted to protect the safety of our patients. No longer will we administer dietary supplements unless the manufacturer provides a third-party written guarantee that the product is made under the F.D.A.’s “good manufacturing practice” (G.M.P.) conditions, as well as a Certificate of Analysis (C.O.A.) assuring that what is written on the label is what’s in the bottle.
The real answer is that, until the day comes when medical studies prove that these supplements have legitimate benefits, and until the F.D.A. has the political backing and resources to regulate them like drugs, individuals should simply steer clear."
http://www.nytimes.com/2013/
terça-feira, 26 de novembro de 2013
EUA questionam prescrição preventiva de remédios anticolesterol
AFP - Agence France-Presse
Um novo guia clínico publicado nos Estados Unidos, que recomenda
ampliar a prescrição de medicamentos anticolesterol a milhões de adultos
para reduzir os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais,
superestima o risco que corre grande parte da população.
A guia clínica atualizada do Colégio Americano de Cardiologia (ACC,
na sigla em inglês) e da Associação Americana do Coração (AHA, em
inglês), publicada em 13 de novembro, causa controvérsia.
Segundo as novas recomendações, um em cada três americanos com mais
de 40 anos (o que equivale a 33 milhões de pessoas) corre um risco
suficientemente alto de desenvolver doença cardíaca para receber
tratamento com estatinas, os remédios anticolesterol mais eficazes,
explicou o ACC.
Por enquanto, estes medicamentos só são prescritos para reduzir taxas
elevadas de colesterol ruim, a principal causa de aterosclerose.
Entre os fatores de risco, a ACC citou o envelhecimento, a diabetes
do adulto (tipo 2), a hipertensão, um nível de colesterol ruim (LDL)
elevado, o tabagismo e a origem étnica, sendo os negros particularmente
vulneráveis.
No entanto, ao aplicar a fórmula de cálculo do ACC e da AHA a cinco
grupos diferentes de pessoas, dois cientistas da Escola de Medicina de
Harvard concluíram que "esta fórmula exagera o risco de 75% a 150% para
40% a 50% dos 33 milhões de americanos de 40 a 75 anos eventualmente
afetados".
Em um editorial publicado online na revista médica britânica The Lancet, os doutores Paul Ridker e Nancy Cook dão dois exemplos.
O primeiro é o de um fumante de 55 anos, com hipertensão leve sem
tratamento e com excelente taxa de colesterol ruim de 75 miligramas por
decilitro de sangue, que normalmente deveria ser inferior a 100 mg/dL.
Segundo a fórmula matemática do ACC, este homem tem um risco
cardiovascular de 9,6% nos próximos dez anos e deveria receber
tratamento preventivo com estatinas, que estabelece o nível em 7,5%.
Em contraste, uma mulher de 60 anos, que não fuma, tem pressão normal
e altos níveis de colesterol de 180 mg/dL, tem um risco de 3,8%.
Portanto, não deveria receber tratamento preventivo com estatinas,
usando-se a mesma fórmula.
Risco superestimando
Os dois cientistas ressaltam que este novo guia clínico é um "passo
importante para simplificar e melhorar o tratamento de pacientes com
alto risco, como a diabetes".
Mas, segundo eles, "depender apenas desta nova previsão do risco
baseado na fórmula matemática poderia levar a tratar muitos pacientes
sem indicações clínicas adequadas para a eficácia preventiva das
estatinas (... ) e privar outros nos quais se sabe que este fármaco é
eficaz".
"Uma má calibragem desta magnitude deve ser corrigida antes de que o
novo modelo de prescrição de risco cardiovascular se implemente em larga
escala, do contrário levará os médicos a sobrescrever estatinas",
destacaram na nota Ridker e Cook.
O copresidente do grupo de trabalho que desenvolveu o novo guia
clínico, David Goff, admitiu no jornal The New York Times "o potencial
de superestimativa do risco, especialmente para as pessoas que estão no
limite".
Para o doutor Kevin Marzo, diretor de cardiologia do Hospital
Universitário Winthrop, no estado de Nova York, "a melhor forma de
resolver este problema é que os autores do guia se reúnam com seus
críticos e procedam a uma eventual revisão".
"Deve-se assegurar que as pessoas não pensem que estas novas
recomendações estão motivadas por outras razões", de ordem comercial,
por exemplo, "quando o propósito da Comissão do ACC é reduzir a
principal causa de mortalidade dos americanos", declarou à AFP.
"A população pensa geralmente que as estatinas são muito receitadas e
têm efeitos colaterais potencialmente perigosos", disse o
cardiologista.
Fonte: Portal Estado de Minas
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Farmácia do RS terá de indenizar família por vender remédio vencido
Criança ingeriu medicamento e teve piora no estado de saúde, diz TJ.
Juíza de Canoas estipulou R$ 5 mil e desembargador manteve valor.
Do G1 RS
Uma farmácia terá de indenizar uma família por ter vendido um medicamento fora do prazo de validade na Região Metropolitana de Porto Alegre, conforme divulgou o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
A família de uma criança que teve o quadro de saúde agravado após
ingerir o remédio obteve o direito de receber R$ 5 mil do
estabelecimento.O caso foi julgado pela juíza Mariana Silveira de Araújo Lopes, da 4ª Vara Cível do Foro de Canoas. Ela julgou precedente a ação movida pela mãe da menina. Na sentença, a magistrada reconhece que o consumidor deve observar a data de vencimentos dos produtos. No entanto, afirmou que houve "violação, pela requerida, do princípio da segurança sanitária".
"Ninguém imagina que um estabelecimento habituado ao comércio de remédios manterá à disposição dos clientes produtos vencidos e, portanto, inadequados ao consumo", escreveu Mariana na sentença que estipulou o pagamento de R$ 5 mil.
Após recurso, o caso foi julgado pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. O relator do processo, desembargador Paulo Roberto Lessa Franz, disse que a farmácia responde pelos danos causados por um produto vencido.
"Inquestionável a violação à saúde da parte autora, que adquiriu medicamento fora do prazo de validade, o qual fora ingerido por sua filha, a qual não teve melhora no seu quadro de saúde, sendo obrigada a retornar ao hospital", diz Franz, que manteve o valor estipulado por Mariana.
Fonte: G1
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Tylenol causa 150 mortes por ano nos EUA, diz ONG
Doses excessivas de paracetamol, principal ativo do analgésico, causa intoxicação após consumo.
Um levantamento feito pela organização sem
fins lucrativos Pro Publica, dos EUA, mostra que, de 2001 a 2010, cerca
de 150 americanos morreram por ingestão acidental de doses maiores do
que as recomendadas na bula.
O problema, diz a organização, é que a diferença entre a dose
máxima por dia para adultos (4 g) e a quantidade que pode causar danos
ao fígado é pequena, facilitando a overdose acidental.
Outro problema é que a FDA (agência reguladora de remédios nos EUA)
demorou muito para incluir na bula alertas importantes sobre o uso da
droga, em especial para pessoas que bebem álcool regularmente ou tomam
outros remédios.
O paracetamol é metabolizado no fígado. Em caso de doses excessivas
ou de pessoas desnutridas, que bebam álcool regularmente ou que tomem
outros remédios, esse metabolismo produz uma substância tóxica que pode
levar à falência hepática.
No Brasil, segundo o hepatologista Raymundo Paraná, não há dados
sólidos sobre intoxicações por paracetamol, mas a Sociedade Brasileira
de Hepatologia está iniciando um estudo em oito centros de referência
para doenças do fígado e em uma unidade básica de saúde para medir sua
ocorrência.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Combinação de remédios de uso comum pode ser desastrosa
Antibióticos podem cortar a ação de anticoncepcionais e aspirina reduzir o efeito de anti-hipertensivos. Consultar profissionais da saúde é essencial para evitar problemas assim
DO IG SAÚDE
A combinação de diferentes remédios, inclusive aqueles de uso
comum, presentes em qualquer caixinha de medicamentos, pode representar
um perigo. O uso simultâneo de dois medicamentos pode fazer com eles
reajam entre si. Como resultado, um pode anular ou potencializar o
efeito do outro, ou ainda criar uma reação diferente.“O antibiótico pode acelerar o metabolismo de outro medicamento, fazendo com que ele perca o efeito”, explica Amouni Mourad, professora do curso de farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. “Quando a pessoa está usando um antibiótico, recomendamos que ela faça uso de outros meios contraceptivos, até o término do tratamento”, alerta.
Até mesmo os colírios, tido por muitas pessoas como ‘aguinha’ para pingar indiscriminadamente nos olhos, exigem atenção. Se usados de forma errada ou sem indicação médica podem até cortar o efeito de remédios.
Interações medicamentosas podem ser perigosas
As pessoas que tomam anti-hipertensivo, não devem usar colírios vasoconstritores, aqueles que evitam os olhos vermelhos, pois a combinação anula o efeito do remédio e a pressão arterial não é diminuída. Já quem usa medicamentos antiarrítmicos ou antiespasmódicos e colírios vasoconstritores sentirá taquicardia.
Para diminuir a absorção do colírio pelo organismo, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto recomenda uma técnica: “quando o colírio passa pelo canal lacrimal, ele entra na mucosa e é absorvido. Um jeito para amenizar esse problema é colocar o dedo no canal lacrimal, no canto interno do olho”.
Assim como os colírios, qualquer outro remédio pode esconder interações perigosas, dependendo do princípio ativo, do horário que é tomado, ou até do meio de absorção. Queiroz Neto ressalta que é preciso saber quais outros remédios o paciente está usando para não correr o risco de acontecer combinações desastrosas.
Cortisona libera glicose
Embora num grau mais leve do que medicamentos orais, pomadas de uso tópico à base de cortisona não são indicadas para diabéticos, pois a cortisona, mesmo quando absorvida pela pele, pode disparar a liberação de glicose, para os pacientes com diabetes que já apresentam problemas com cicatrização.
Até mesmo o popular ácido acetilsalicílico, pode interagir com remédios para pressão alta podendo diminuir ou até cortar o efeito desses medicamentos. Já a pessoa que faz uso de algum anticoagulante e precisar tomar o ácido acetilsalicílico para dor de cabeça corre o risco de ter sangramentos por potencializar o efeito do anticoagulante.
Sobrou para o fígado
Outro remédio de uso comum que merece atenção é o analgésico paracetamol, pois esses comprimidos analgésicos são metabolizados no fígado. “Se ele for combinado com outro remédio que também é metabolizado no fígado, pode haver prejuízos na metabolização de algum desses medicamentos e portanto algum deles pode perder seu efeito ou até potencializar o efeito de algum deles. Se ainda houver o consumo de álcool, por exemplo, o paracetamol pode causar sérios danos e lesões ao fígado”, explica Amouni.
Portanto, quando existe a necessidade e indicação médica de tomar dois medicamentos que interagem entre si, a solução dada pelo profissional é mudar o horário da administração do remédio. Mas para isso, Amouni recomenda que o paciente consulte um farmacêutico. “O farmacêutico é o profissional mais acessível ao público, que pode orientar sobre combinações perigosas ou ajudar a entender qual é o horário ideal para começar a tomar o remédio”, explica.
Remédios + alimentos: cuidado!
A combinação de remédios com determinados alimentos também pode ser desastrosa. Todo medicamento oral é feito com uma forma farmacêutica que tem a liberação do seu princípio ativo programada e a presença de alimentos pode interferir nessa liberação quando provocar a degradação de uma drágea por exemplo.
Café, refrigerante e leite também podem alterar a ação de alguns medicamentos. “O leite, por ser rico em cálcio, ao ser administrado com o antibiótico tetraciclina por exemplo, forma um quelato e faz com que o antibiótico não faça efeito,”, explica Amouni. “O refrigerante também faz com que alguns medicamentos tenham seu efeito alterado por modificar sua absorção por alterar o pH do estomago.
Para evitar estes perigos, a solução é simples. “O ideal é que os remédios sejam ingeridos apenas com água”, recomenda Amouni.
Fonte: Midia News
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Xarope fabricado no Paraguai mata uma criança e intoxica cinco em MS
As seis crianças teriam tomado o xarope uma única vez.
Ministério da Saúde proibiu a fabricação, mas controle sobre venda é difícil.
Alysson Maruyama
-
Campo Grande, MS
Uma criança morreu e outras cinco foram internadas em Mato Grosso do
Sul, com sintomas de intoxicação. A suspeita é de que elas tenham usado
um xarope fabricado no Paraguai e proibido no Brasil.
A Vigilância Sanitária emitiu um alerta para os riscos do xarope com o
princípio ativo “dextrometorfano”. O remédio, fabricado no Paraguai, tem
vários nomes comerciais.
Em Mato Grosso do Sul, pelo menos seis crianças que tomaram a medicação passaram mal e foram internadas em estado grave. Uma delas morreu.
As crianças teriam tomado o xarope uma única vez. "Começaram a
apresentar dificuldade respiratória, sonolência, então os pais percebiam
que elas ficavam com os lábios roxos. Algumas soltavam espuma pela
boca, e evoluíram rapidamente para parada cardiorrespiratória", conta
Mariana Croda, infectologista.
O Ministério da Saúde
do Paraguai proibiu a fabricação desses remédios, mas o controle sobre a
venda é difícil. Em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade vizinha a
Ponta Porã, ambulantes vendem vários tipos de medicamentos nas ruas.
Para diagnosticar com mais rapidez novos casos de intoxicação pelo
mesmo medicamento, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul emitiu um
alerta sanitário. A partir de agora, os médicos que atendem nos
serviços de emergência devem perguntar a todos os pacientes se eles
tomaram nas últimas 48 horas medicação para tosse ou gripe comprada no
Paraguai.
“Qualquer medicamento vendido no Paraguai, na Bolívia, para entrar no
Brasil há uma restrição. É crime. E justamente por causa de uma
segurança da saúde das pessoas", afirma Ronaldo Abrão, presidente
CRF-MS.
Só este ano, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu nas estradas de
Mato Grosso do Sul mais de cem mil unidades de medicamentos vindos do
Paraguai.
Fonte: G1 Bom dia Brasil
Fonte: G1 Bom dia Brasil
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