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domingo, 12 de julho de 2015

Projeto torna obrigatória lista de endereços de hospitais em farmácias



Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), um projeto de lei de autoria do deputado Karlos Cabral (PT) que torna obrigatória a afixação de cartazes em farmácias e drograrias, contendo o telefone e o endereço de hospitais e de postos de saúde e de atendimento emergencial mais próximos. Os cartazes deverão ser afixados em locais visíveis.

O objetivo é orientar clientes e farmacêuticos a buscarem informações rápidas para pessoas que necessitem de atendimento médico, em qualquer tipo de situação emergencial.

"Em casos emergenciais, a difícil e demorada localização de um hospital pode acarretar diversos riscos para o paciente. O fácil acesso à informação poderá facilitar o devido encaminhamento dos clientes presentes nos estabelecimentos farmacêuticos", afirma o autor da propositura.

Aprovada preliminarmente à publicação, a matéria segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde será apreciada.

Fonte: Jornal O Popular

Projeto regulamenta atividades suplementares em farmácias e drogarias


Está em tramitação na Assembleia Legislativa, o projeto nº 1004/12, de autoria do deputado Hélio de Sousa (DEM), que regulamenta as atividades suplementares em farmácias e drogarias.
 
De acordo com a propositura, as farmácias e drogarias ficam autorizadas a comercializar, em caráter complementar, produtos de ordem não-farmacêutica que contribuam para a saúde, e a prestar serviços de menor complexidade e de utilidade pública à população.
 
A matéria institui que os estabelecimentos que usufruam os benefícios desta lei poderão ser fiscalizados a qualquer tempo, para fins de verificação do cumprimento das condições dos exercícios das atividades e aspectos sanitários.
 
Segundo o parlamentar, o objetivo do projeto é viabilizar o cuidado com a saúde, e regularizar a comercialização desses produtos. “As drogarias e farmácias desempenham um papel de destaque na área da proteção da saúde da população, merecendo, portanto, uma legislação que lhes dê suporte legal para o exercício das respectivas funções.”
 
A matéria segue em análise nas comissões temáticas da Casa.
 
Fonte: Jornal O Popular

Farmácia de bairro - Proximidade como diferencial

Nos bairros mais distantes do Centro as farmácias de pequeno porte ainda mantêm seu cliente fiel

Diomicio Gomes
Carlos Gonçalves: com 40 anos no negócio, empresário mantém sua farmácia mesmo com a concorrência das redes
 
Nas regiões em que há maior concentração populacional estão presentes maior número de farmácias e drogarias e por ali também mais promoções. Já em setores mais afastados, os estabelecimentos de bairro predominam. “É natural esse movimento e a pulverização das redes, mas as pequenas têm seu mercado e o cliente é fiel ao seu bolso”, explica o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Goiás (Sincofarma-GO), Carlos Gonçalves Pereira, 57 anos, ao lembrar que a maior proximidade do cliente com farmacêuticos é o diferencial dos pequenos.

“O desconto é menor, apesar de o preço ter quase uma uniformidade hoje. Os laboratórios também concentram produtos onde tem maior receituário, por questão de mercado.” Por isso, ele diz que é preciso vender confiança e ter profissionais qualificados para manter a competitividade. Há 40 anos no mercado, Carlos é um dos empresários que se mantêm firmes mesmo com a expansão das redes em Goiânia. “Para quem fatura menos de R$ 100 mil, é mais difícil ter maior mix de produtos e tem de rebolar para não perder espaço”, diz.

Serviços como aferir pressão e horário de atendimento maior também estão no pacote. O empresário entrou na faculdade em 2007 para também conseguir melhorar o atendimento. Com loja fundada em 1979, o farmacêutico Luiz Antônio Alves viu as redes se amontoarem em sua proximidade, em praça do Setor Nova Suíça. “Alguns amigos falam que eu sou doido por continuar aqui.” Para ele tamanho não é documento quando se consegue manter bom atendimento. “Se o cliente puder esperar, encontro o medicamento que quiser.”

Se competir com preços de medicamentos não é viável, já na perfumaria ele segura o quanto pode. “É preciso que o cliente fique satisfeito, por isso temos aqueles antigos e fiéis que sempre nos escolhem.” O diretor do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ), Marcus Vinicius de Andrade, explica que por esse atendimento personalizado é que as farmácias de bairro vão sobreviver por um bom tempo. “Ganham pela atenção, porque vendem fiado, se unem e conseguem preço melhor quando compram juntas, o que aumenta a competitividade.”

Fonte: Jornal O Popular

Uma farmácia em cada esquina

Goiás é segundo Estado em concentração de estabelecimentos e ainda há espaço para crescer mais, segundo entidades do setor

Diomicio Gomes
Terezinha da Silva: muita pesquisa em busca do menor preço 
 
Em uma esquina uma farmácia, logo em frente, outra. A concentração chama atenção de quem não está acostumado a frequentar as principais avenidas das Regiões Sul e Central de Goiânia. Goiás é o segundo Estado com maior número de estabelecimentos por habitantes – perde para Santa Catarina – e a capital possui um para cada 1,3 mil pessoas. No Brasil, a distribuição é duas vezes menor. Mas não há problema com isso, segundo as entidades que representam o setor. A cidade possui números próximos às de mesmo porte.

A expansão segue com grandes redes, que muitas vezes enfileiram unidades em uma mesma via, e drogarias independentes. A lógica é a de mercado, o que provoca discussão quanto à visão de uma unidade de saúde meramente como comércio. Quanto mais farmácias, mais prédios, hospitais e clínicas há por perto. Nos gastos do goianiense os medicamentos estão em oitavo lugar, conforme o IPC Maps 2015, o que também ajuda a entender os motivos de ainda haver espaço para novos estabelecimentos.

“A percepção é visual, Goiânia é similar em números com outras cidades de médio porte com até 2 milhões de habitantes”, afirma o diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ), Marcus Vinicius de Andrade. Ele reforça ainda que não há normativas quanto a distância entre elas ou número ideal. A Associação Brasileira de Redes de Farmácia e Drogarias (Abrafarma) desmente que a Organização Mundial de Saúde (OMS) teria recomendado um estabelecimento para 3,5 mil habitantes. Não existe nenhuma recomendação.

Disputa acirrada
“Não sei se há farmácias demais no Brasil. Só sei que só vão sobreviver as competentes. E não estou muito preocupado se uma farmácia incompetente fecha”, observa o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, que defende que a prestação de serviço à população é o que deve determinar o número. Também sem normativa quanto a distância entre elas, há mesma cultura e disputa acirrada pelo consumidor em todo o País.

Por outro lado, Marcus Vinicius explica que há diversidade na Região Metropolitana de Goiânia, em que existe no máximo 40 lojas de uma mesma rede, diferente de outras capitais, como Fortaleza, em que uma mesma possui até 200 unidades. “A população, segundo pesquisas, é dividida entre rede e estabelecimentos de bairro, vai pela conveniência de estar perto de casa e pelo preço.” Este último é o mais observado onde há mais opções. É assim para a aposentada Terezinha Pereira da Silva, de 56 anos.

Na última quinta-feira, a reportagem a encontrou na T-63, no Setor Bueno, quando entrava na quinta farmácia atrás do menor preço. Por mês, são mais de R$ 500 somente com medicamentos. “Sou hipertensa e sempre onde vou lembro de olhar os valores, já que tudo subiu e o dinheiro é pouco.” Programas de fidelidade e desconto com cartão também ajudam, já que em poucos metros há variação de até 100% (veja no quadro). “Os preços até de analgésicos variam bastante, por isso sempre ando um pouco antes de comprar”, conta a auxiliar de limpeza Keity Horrana, de 26 anos.

Sem crise
Os consumidores também procuram cosméticos e produtos de higiene pessoal e são atraídos pela variedade de itens, o que aumenta a frequência das compras e o tíquete médio, apesar de serem os medicamentos isentos de prescrição médica os que representam maior volume e faturamento. Assim, o setor está em franca expansão, pois possui demanda e a promessa é crescer 10% este ano, mesmo com a crise financeira, como aposta Marcus Vinicius, do ICTQ. “O mercado é um dos poucos que cresce e até 2017 o Brasil pode ser o terceiro mercado mundial.”

De acordo com estudo divulgado pela Abrafarma, o faturamento em 2014 foi de R$ 32,39 bilhões em vendas. Desde 2010, o crescimento foi de 90,34%. Já este ano as redes faturaram no primeiro trimestre cerca de R$ 8,24 bilhões. Além disso, há também inaugurações. A segunda maior rede presente em Goiás, a Pague Menos, chegou ao Estado em 2006 e soma 31 lojas. Na última semana de maio, inaugurou cinco novas lojas, quatro em Goiânia e uma em Aparecida de Goiânia. A mesma rede instalou um centro de distribuição em Hidrolândia, onde foram investidos R$ 80 milhões.

Mas há também diferentes públicos. “É interessante o paradoxo de que há farmácias que investem em iluminação, layout, ambiente quase de shopping, outras em locais mais rústicos para classe C, D e E.” Marcus afirma que prateleiras mais simples para alguns consumidores pode passar ideia de que os preços também são mais acessíveis. Ambientes mais iluminados e maiores agradam outra classe econômica.

"Não sei se há  farmácias demais  no Brasil. Só sei que  só vão sobreviver  as competentes.”
Sérgio Mena Barreto
Presidente executivo da Abrafarma
 
Diomicio Gomes Keity Horrana: “Sempre ando um pouco antes de comprar”
Farmácias e drogarias - Clique para visualizar
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Fonte: Jornal O Popular

Goiás é quinto em número de farmacêuticos por habitantes

A ideia de grande expansão de farmácias e drogarias apenas como uma questão comercial não agrada o Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRF-GO), já que por lei são estabelecimentos de saúde. Mas Goiás também está acima da média de farmacêuticos por habitantes: é o quinto no ranking, com 2,46 profissionais para cada 2 mil pessoas. No Brasil a média é de 1,76, de acordo com censo de 2014 do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ).

“Hoje temos média elevada de 2,5 profissionais por estabelecimento, um nível maior do que em outras capitais, o que é bom. Mas não pode existir apenas o viés comercial, já que a população tem dificuldade para agendar médico e pode ter o primeiro atendimento nas farmácias”, afirma a vice-presidente do CRF-GO, Lorena Baía. Com a lei de 2014, ela explica que ampliou justamente a possibilidade dos serviços clínicos e atualmente o farmacêutico pode prescrever medicamentos e ser responsável por isso, o que também é um serviço diferenciado.

“Tem chance maior de fidelizar o cliente do que as farmácias que oferecem só o desconto, que está ligado só ao mercado econômico, pois o paciente quer ser cuidado.” Ela pontua também que, com as mudanças o CRF-GO, também tem investido em cursos de formação, já que novo cenário exige maior responsabilidade e qualificação, já que os medicamentos de venda livre não são isentos de reações adversas e precisam ser usados de forma correta.

“Assim o acesso ao profissional de saúde é gratuito e 24 horas por dia.” Dessa forma já é possível ver maior propaganda também pelos serviços de medir glicemia, pressão e orientação, além das promoções. Baía explica que o preço é controlado e a grande concentração na capital goiana também se deve ao polo farmoquímico do Estado.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Farmácia Pague Menos abrirá 90 lojas e contrata 2 mil

São Paulo - A rede de farmácias Pague Menos irá abrir 90 lojas até o fim de 2015. Para isso, anunciou a contratação de mais de 2.000 funcionários neste ano.

As funções são para caixas, vendedores, farmacêuticos e demais profissões ligadas à operação das novas unidades. Este ano, a empresa também irá investir cerca de 400 mil horas em treinamentos.

A prioridade será para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, focos dos investimentos para 2015, segundo Magna Alves, gerente da área de Desenvolvimento Humano (DH) da rede.

Para ela, a rede valoriza seus colaboradores e tem uma política permanente de valorização dos talentos internos. Como resultado, 3% dos funcionários, cerca de 570, estão na companhia desde a sua fundação, em 1981, e 15% seguem na empresa há mais de dez anos.

A rede já conta com mais de 750 pontos de venda e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Clinic Farma
Além de expandir o número de lojas, a empresa também incrementa os serviços voltados ao atendimento à população.

Em novembro do ano passado, a Pague Menos anunciou a ampliação do serviço Clinic Farma, atendimento gratuito com um farmacêutico.

O serviço já funcionava desde agosto na unidade junto à matriz, em Fortaleza. Com o sucesso nessa unidade, a novidade irá chegar a, no mínimo, uma loja em cada capital brasileira nos próximos meses, segundo Cristiane Feijó, coordenadora técnica farmacêutica.

As lojas irão dispor de uma sala de atenção farmacêutica, onde profissionais da saúde orientam consumidores sobre o uso dos medicamentos, suas interações, e exames simples, como aferição da pressão arterial e da temperatura corpórea.

A equipe de farmacêuticos compreende mais de 2.000 colaboradores, que estão recebendo treinamentos direcionados para se adaptar a esses procedimentos.

O acompanhamento segue recomendações da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) quanto ao uso correto dos medicamentos e ao aprimoramento da saúde publica.

Fonte: Exame

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Curar sem remédios

Câncer, obesidade e outras doenças não transmissíveis podem e devem ser prevenidas antes de se manifestarem 
 
por Rogério Tuma — publicado 16/07/2014 04:14 
 
Houve um tempo em que as epidemias que colocavam a existência da humanidade em risco estavam ligadas apenas às doenças infecciosas. Hoje, o que mais assusta são as doenças não transmissíveis. O fato de o mundo ter se tornado “menor” com a globalização pode ter facilitado o surgimento de pandemias por doenças transmissíveis, mas a massiva aculturação da humanidade também universalizou os maus hábitos, como fumar, beber e comer demais. Houve um aumento na incidência das doenças não transmissíveis (DNTs), como câncer, obesidade, diabetes e doenças cardiocerebrovasculares em proporções maiores que as infecções.

Anos atrás, os habitantes de países ricos morriam dos efeitos do cigarro, do álcool e da comida em excesso, e os dos pobres morriam de doenças infecciosas, como tuberculose e malária. Hoje, excetuando-se a região do subsaariana, todos sofrem mais com as DNTs. Elas são responsáveis por 65% das mortes anuais e mais da metade do custo econômico que todas as doenças provocam. O mais assustador é que 85% desse custo e perda de vidas ocorrem nos países mais pobres. Para Lawrence Gostin, diretor da Organização Mundial da Saúde, o custo de tratamentos e o prejuízo com as mortes prematuras somarão 47 trilhões de dólares por volta de 2030.

Cientistas identificaram alguns fatores que, se controlados por legislação internacional, trariam dramática redução na incidência das DNTs. A redução do uso do tabaco no mundo é um exemplo. As regras de uso do tabaco da ONU são utilizadas em 178 países por ratificação de um tratado, onde 51 deles incluíram em sua legislação as regras, que recomendam altos impostos, proibição de uso em locais públicos e controle de publicidade. Já a obesidade tem passado ao largo desse sucesso. De acordo com Gostin, nenhum país signatário da OMS conseguiu até hoje reduzir a taxa de obesidade. Focada em doenças como Aids, tuberculose e malária, a organização gasta apenas 8% de seu orçamento para controle das DNTs. A única ação da OMS foi em 2012, quando definiu como objetivo global a redução de 25% das mortes prematuras por DNTs até 2025.

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, as leis para controle dessas doenças não são aplicadas porque os governos estão ligados à indústria de alimentos, bebidas e tabaco; seria o medo de perder uma indústria para o país vizinho. A ONU recomenda uma lista de medidas de baixo custo que promovem alto impacto na redução das DNTs. São elas:

Tabaco: Aumentar impostos, tornar as áreas públicas livres de cigarro.

Álcool: Aumentar impostos, restringir acesso a lojas e proibir propaganda.

Dieta: Reduzir sal e açúcar nos alimentos, substituir gordura trans por poli-insaturada nos alimentos industrializados.

Exercício: Fomentar programas de atividades físicas e esportivas no trabalho e escolas, aumentar vias para bicicletas .

Doença cardiovascular e diabetes: Identificar a doença e tratá-la precocemente.

Câncer: Imunizar toda a população contra o vírus da hepatite B para prevenir o câncer de fígado e identificar e tratar lesões de colo do útero para evitar câncer uterino em mulheres.

Fonte: Carta Capital
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Nota de Esclarecimento - Portaria 734/2014 - Lista de profissões de saúde reconhecidas por todos do Mercosul


NOTA DE ESCLARECIMENTO

Tendo em vista as diferentes interpretações relativas à Portaria nº 734, de 2/5/2014, do Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) vem esclarecer à categoria farmacêutica os seguintes pontos:

1 – As profissões listadas no quadro anexo à referida portaria são identificadas, para efeito do preenchimento da Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde do MERCOSUL, pela denominação ali constante.

2 - A Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde do MERCOSUL é um cadastro de preenchimento obrigatório que contém informações sobre os profissionais que exercem ou que pretendem exercer sua profissão no âmbito do MERCOSUL. A Matriz Mínima foi aprovada pelo Grupo Mercado Comum, por meio da Resolução nº 27/2004, e foi internalizada no Brasil pela Portaria GM nº 552/2005, do Ministério da Saúde. O seu preenchimento é o início do processo a que estarão submetidos os profissionais que desejarem emigrar.

3 – O preenchimento da Matriz Mínima, embora obrigatório, não é suficiente para tornar legal o exercício profissional no Brasil. Para isto, continua sendo imprescindível a revalidação do diploma obtido em faculdade estrangeira e o registro no respectivo Conselho Profissional.
Portanto, não existe nenhuma liberalização que faculte a livre circulação de profissionais nos países que compõem o MERCOSUL.

WALTER DA SILVA JORGE JOÃO
Presidente do Conselho Federal de Farmácia

Para informações sobre a Portaria nº 734, do Ministério da Saúde, acesse - http://migre.me/joCCt

Para informações Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde do MERCOSUL, acesse - http://migre.me/joCRW

sábado, 7 de junho de 2014

Desabafo de um colega que se tornou sócia "fictícia".



Preciso de esclarecimentos se alguém já esteve na mesma situação q eu e puder ajudar agradeço.

Meu primeiro trabalho como farmacêutica foi em drogaria, fui aliciada a mudar de cidade com bom salário, td de bom, chegando fui confrontada para ser. Sócia para ficar aberto ate as 20h, não mudava nada, assinava minha carteira e tinha todos os direitos iguais, trabalhava das 8 as 12 e das 14 as 20, seg a sexta e um domingo mês, salário acima do piso... com o passar dos dias fui sendo constrangida com palavras de que não sabia nada que comprei o diploma.. Sendo que o dito cujo sempre soube que eu não tinha experiência. Tive que me adaptar e descobrir tudo sozinha..

Resolvi pedir demissão devido as "chantagens" e coações.

Resumindo não assinou minha carteira, disse coisas absurdas quando questionei o acerto final, que tinha dias para me pagar e inclusive que se eu fosse homem me batia.. Ainda não recebi tudo. Fiquei mt nervosa com toda esta situação e decepcionada, depois de estudar tanto tempo, este é o mercado de trabalho que encontramos?? Devo ficar quieta e não dizer nada ao farmacêutico que esta entrando, fui ameaçada se falar mal dos proprietários e da drogaria... Que situação!!

Deixo aqui meu desabafo para que recém formados e todos se informem bem sobre o estabelecimento e patrões quando conseguirem emprego e não aceitem ser sócios para facilitar a vida do proprietário ‪

#‎arrependida‬ #decepcionada

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Vigilância apreende medicamentos e anabolizantes ilegais em farmácia

Vigilância Sanitária realizou apreensão em farmácia de Criciúma, no Sul.
Anabolizantes foram encontrados em fundo falso no estabelecimento.

Do G1 SC

Estabelecimento já havia sido notificado anteriormente (Foto: Lucas Sabino)Estabelecimento já havia sido notificado anteriormente (Foto: Decom/Divulgação)

A Vigilância Sanitária apreendeu na manhã desta sexta-feira (31) medicamentos irregulares e anabolizantes ilegais em uma farmácia de
Criciúma, município localizado no Sul de Santa Catarina. O estabelecimento foi interditado.
Receitas adulteradas também foram encontradas no local (Foto: Lucas Sabino)Receitas adulteradas também foram encontradas
no local (Foto: Decom/Divulgação)
 
Quase 500 caixas de antibióticos que eram vendidos de forma irregular foram apreendidas, além de anabolizantes, que foram encontrados no fundo falso de um móvel do estabelecimento.

Várias receitas adulteradas também foram encontradas no estabelecimento, que já havia sido notificada no dia 23 de janeiro quanto à venda irregular de medicamentos. Porém, a Vigilância Sanitária recebeu novas denúncias de irregularidades e voltou para fiscalizar o local nesta sexta. 

Quanto às receitas preenchidas de forma incorreta, a Vigilância Sanitária acredita que pode significar a venda dos medicamentos sem receita ou ainda em número diferente do necessário. “Mesmo que já tivéssemos visitado e notificado o local, eles não respeitaram aquilo que pedimos e, então, fechamos o comércio”, afirmou a fiscal Marisa Martins.

A farmácia foi interditada e os medicamentos serão enviados para a Polícia Federal, que cuidará do caso. Além disso, será expedido um aviso ao Conselho Regional de Farmácia (CRF/SC). “Os órgãos competentes irão responsabilizá-los pelo ato, mas provavelmente eles terão que pagar multa”, acrescentou a fiscal

Fonte: G1

Mercado - Desconto acima de 10% na venda de medicamentos não caracteriza concorrência abusiva

A Rede de Farmácias Pague Menos pode comercializar seus produtos com percentual de desconto superior a 10%, em Caxias, conforme determinação da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

m_14022014_1100Jamil Gedeon julgou improcedente a ação ajuizada pela Associação dos Farmacistas (Foto:Ribamar Pinheiro)

A decisão reformou sentença de 1º Grau que julgou procedente o pedido da Associação dos Farmacistas de Caxias ,que , em Ação Civil Pública de Execução, questionou os preços praticados pela Rede Pague Menos, afirmando ser ilegal a venda de remédios abaixo do preço de custo.

A Associação sustentou que a conduta da Rede de Farmácias estaria em desacordo com a regulamentação do Governo Federal, uma vez que o Decreto 4.937/2003 determina que a tabela dos medicamentos deve seguir os critérios de reajuste determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

Alegou também a desestabilização do comércio varejista farmacêutico do município de Caxias, em decorrência da venda de preços abaixo do mercado, e a dominação do comércio de medicamentos.

A Rede Pague Menos apontou irregularidade na representação, justificando que não é obrigada a seguir o desconto de 10%, por não existir nenhum instrumento legal que imponha a fixação desse percentual.

Argumentou ainda que a diferença dos descontos nos preços dos remédios vendidos aos consumidores ocorre em razão da diversidade dos produtos farmacêuticos, a exemplo dos  genéricos.

VOTO
– O processo teve como relator o desembargador Jamil Gedeon, que, ao julgar improcedente a Ação Civil Pública ajuizada pela Associação dos Farmacistas, destacou que aquela entidade não apresentou prova da real dimensão do mercado afetado, limitando-se a discorrer sobre o fato de o município de Caxias ser afetado pela suposta prática de preço predatório sem apresentar provas documental e testemunhal.

Fazendo alusão ao princípio constitucional da livre concorrência e à liberdade de escolha que assiste aos consumidores, Jamil Gedeon afirmou que não ficou comprovada a prática de preços predatórios e de concorrência abusiva por parte da Rede de Farmácias.

Fonte: Jornal Pequeno

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O potencial do mercado farmacêutico na América Latina

Os gastos anuais com saúde são de 180 mil milhões de dólares e o investimento total na região é de 2,9% do PIB
 

Antes de falar sobre qualquer assunto da América Latina é preciso recordar: este conjunto de países que representa perto de 600 milhões de habitantes - que partilham vínculos geográficos, linguísticos, culturais e comportamentais - registou, entre 2000 e 2012, um crescimento económico médio anual de 5%, tem uma população jovem e com uma taxa de desigualdades sociais cada vez menor, classes médias em plena expansão e com maior poder de consumo e tem conhecido um desenvolvimento notável em termos de segurança, modernização das estruturas produtivas e amadurecimento das instituições democráticas.

Tendo estes pontos bem assentes, podemos focar-nos numa das áreas que mais potencialidade de negócios oferecem às empresas portuguesas: o sector farmacêutico.

O mercado farmacêutico na América Latina estava avaliado em 2012 em 63 mil milhões de dólares. Entre 2009 e 2019, estima-se que o consumo per capita passará de 77 para 129 dólares. Os gastos com saúde são de 180 mil milhões de dólares anuais e o investimento total na região é de 2,9% do PIB. A expectativa média de vida é de 75 anos e as vendas totais de produtos farmacêuticos totalizaram, no último ano, 50 mil milhões de dólares.

É também verdade que este mercado apresenta dificuldades e perguntas difíceis de responder, sobretudo no que diz respeito à heterogeneidade legislativa: como se faz a certificação de um produto, como se faz a sua adaptação aos climas tropicais, se Portugal está incluído nos países de referência de cada Estado, se existem MOU com as autoridades oficiais de cada país, quais são os procedimentos regulamentares para introdução de medicamentos no mercado, qual a legislação que regulamenta a comercialização e a importação de dispositivos médicos, qual a política fiscal e alfandegária, entre tantas outras. Parece uma tarefa hercúlea mas nenhuma destas questões tem impedido as farmacêuticas portuguesas de conquistarem estes mercados, com tal êxito que hoje em dia já se tornaram fundamentais para a sua facturação.

No Fórum Empresarial "Medicamento e Produtos de Saúde", organizado recentemente pelo IPDAL e pela Ordem dos Farmacêuticos, a esmagadora maioria das empresas presentes já exportava ou inclusivamente já tinha operações montadas no terreno, em vários países da América Latina.

Estiveram reunidas as 14 principais farmacêuticas nacionais com os embaixadores da América Latina acreditados em Portugal numa sessão de esclarecimento mútuo sobre as oportunidades que cada um oferece. Nas palavras do presidente da AICEP, que encerrou os trabalhos, vão ser as empresas que representam este cluster, que, por estarem a lograr conquistas e crescimento em contraciclo com o resto da economia, irão ajudar o país a dar a volta à situação em que se encontra actualmente. Para Pedro Reis, o IPDAL e a Ordem dos Farmacêuticos conseguiram reunir "duas prioridades do governo de Portugal: a América Latina e a indústria farmacêutica".

Secretário-geral do Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina

Fonte: Jornal i

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Remédio será rastreado desde a produção

Lígia Formenti | Agência Estado 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 9, regras para rastreamento de remédios no País. Num prazo de três anos, o sistema, que permitirá acompanhar a trajetória do medicamento da produção até a venda deverá estar em funcionamento. "No caso de medicamentos controlados, o sistema trará informações desde o produtor até o comprador", afirmou o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Os dados sobre compradores dos demais remédios passarão a ser incluídos no sistema em uma segunda etapa, com prazo ainda não definido. Todas as embalagens deverão apresentar sistema bidimensional, semelhante a código de barras, que permitirá ao usuário saber se o produto é original. Trata-se de ferramenta essencial para evitar o contrabando e falsificações, segundo a indústria.

O processo deverá estar totalmente implementado em três anos. Dentro de dois anos, no entanto, cada fabricante apresentará pelo menos três linhas de produtos com o sistema já em funcionamento. "É um grande dia para quem defende a ética no mercado de medicamentos no País", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Pesquisa (Interfarma), Antonio Brito.

Fonte: A Tarde

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Filas nas farmácias

CELSO MING - O Estado de S.Paulo
 
Comprar medicamentos tem exigido cada vez mais tempo e paciência do consumidor. Além da distribuição de senhas, algumas farmácias em São Paulo já dispõem de bancos ou cadeiras enfileiradas para os que aguardam atendimento.

O problema se agrava no caso dos remédios sujeitos a controle ou no das compras por meio do programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde. Em ambos os casos, além de apresentar a receita médica e documento de identidade, o cliente deve preencher formulário com múltiplos dados pessoais, que depois precisam ser lançados em sistemas eletrônicos.

Essas exigências aumentaram o tempo de atendimento e carregam os custos das farmácias. Pelos cálculos da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a operação de venda de um medicamento comum leva, em média, 6 minutos. Nos casos de controle, são 14 minutos. "Há excesso de burocracia, o farmacêutico se tornou um digitador de luxo", reclama Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Abrafarma.

Em uma farmácia na Avenida Pompeia, em São Paulo, por exemplo, quatro farmacêuticos se revezam para lançar diariamente cerca de 300 receitas médicas no Sistema Nacional de Gestão de Produtos Controlados (SNGPC). Nessas condições, tende a aumentar a incidência de erros de digitação.

Essa é a lei e a lei tem de ser cumprida, argumentam os reguladores da Anvisa e do Ministério da Saúde. Mas, para garantir segurança, não é necessário tanto arrasta-arrasta. Nos Estados Unidos e em certos países da Europa, por exemplo, as receitas médicas têm validade de dois a três anos. E pacientes com doenças crônicas ou que fazem uso contínuo de medicamentos podem cadastrar-se e encomendar remédios até pela internet.

A regulação dos medicamentos controlados no Brasil, assim como a exigência de receita especial e identificação no ato da compra, existe desde 1998 (Portaria 344). A informatização, a partir de 2009, não deixou de ser um avanço, porque antes os dados eram anotados manualmente em livros de registro.
O secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), José Vilmore, atribui a excessiva lentidão do sistema à falta de investimentos das farmácias em informatização. O setor de Comunicação da Anvisa argumenta que a digitação dos dados nos sistemas de controle não precisa, necessariamente, ser tarefa de farmacêutico; podendo ser delegada a outros funcionários sob supervisão.

Mesmo que a tarefa seja repassada para auxiliares, não há garantia de fim dos transtornos ao cliente. "O atendimento demora porque há poucos profissionais ou porque eles estão despreparados", diz Ana Maria Malik, coordenadora do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Independentemente das justificativas de um lado e de outro, o fato é que a população brasileira está ficando mais velha, vai dependendo mais dos seus remedinhos e precisa de mais cuidado, não só das farmácias, mas também da regulamentação. Apenas chá de cadeira não é remédio. / COLABOROU DANIELLE VILLELA

Fonte: Estadão

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Laboratórios influenciam prescrição

Produtores de medicamentos oferecem vantagens nem sempre lícitas a médicos pela preferência por seus remédios
Wagner Teodoro

Um médico entrevistado pelo Jornal da Cidade que preferiu não se identificar admite que podem existir razões que fogem ao estrito exercício da medicina atrás de uma recomendação ao paciente pelo uso do medicamento de referência em detrimento do genérico.

Faz questão de ressaltar, no entanto, que a prática não é generalizada e feita apenas por “alguns profissionais”. “Isso acaba existindo. O representante do laboratório está sempre presente e, se o médico não ganha nada, entre receitar um remédio de um cara que está toda semana no consultório e outro que nunca vem, acaba receitando o daquele que sempre vem. Se para ele não muda nada...”, declara.
O médico explica também que outras vantagens podem vir de uma “opção” por determinado medicamento de um laboratório específico. “O médico pode ter ido a congressos onde o próprio laboratório patrocina a sociedade”, pontua.

O médico consultado pelo JC explica que nos congressos de cada especialidade os laboratórios montam seus estandes e entram com “financiamentos”. “Eles pagam as passagens dos congressistas. O laboratório está interessando em um médico que atende em uma cidade, que ele sabe que vai ter volume. Aí, o laboratório sabe que vai ter uma palestra em determinado lugar e leva os médicos X, Y e Z para assistir ou vice-versa, leva para palestrar. Passa o conhecimento, mas na verdade está aparecendo a marca”, explica.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Pedro Menegasso, admite a existência do “esquema”, mas afirma que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe tal ação.

“Esta é uma prática que realmente existe, mas há uma resolução da Anvisa proibindo este tipo de relacionamento. Oficialmente, os laboratórios não podem oferecer nenhum tipo de vantagem ao prescritor para que ele prescreva determinado medicamento. Isso é contra as normas sanitárias”, enfatiza.
Menegasso observa que a resolução da Anvisa é bem detalhada e determina o que pode ser oferecido, os tipos de brindes que podem ser dados. “Se for uma palestra bancada por um laboratório, é obrigatório revelar qual laboratório está bancando esta palestra e ter todo um detalhamento para evitar este tipo de relacionamento”, destaca.

Outro lado
O médico ouvido pelo JC, porém, pondera que existe outro aspecto na questão da opção e orientação por um medicamento de referência. Nem sempre uma recomendação ou definição por um remédio de marca está pautada por questões financeiras ou alheias à cura do paciente.

O profissional pode ter confiança plena em um medicamento e optar por ele, principalmente em casos mais graves.

“Você pega os laboratórios de ponta e o cuidado que eles têm é tão grande que você sente isso nos resultados do dia a dia com o paciente. Este controle de qualidade que se vê na prática, principalmente nos casos mais graves, faz o médico direcionar e escolher determinado medicamento de marca”, afirma o médico.

A explicação aqui é o profissional temer um risco desnecessário e que pode ser fatal para o paciente. Por isso, a opção por um medicamento de total confiança.

“Às vezes, você está dando um medicamento ‘X’ e, se o caso é mais leve, dá para fazer uma alteração de rota e corrigir. Mas se a pessoa estiver com uma septicemia (infecção generalizada) e a chance dela é aquela única, o médico pode optar por não correr riscos”, conclui o médico.

Espionagem e invasão
Muito mais gente do você imagina pode ter um histórico completo das doenças que você teve e medicamentos que tomou ao longo da sua vida. Como um serviço de espionagem, bisbilhotando receitas, laboratórios têm dados precisos sobre o que cada médico prescreve com objetivos estratégicos no mercado. Portanto, aquela impressão de que só seu médico e no máximo o farmacêutico terão acesso ao seu histórico de saúde é mera ilusão.

O médico consultado pelo Jornal da Cidade (que preferiu não se identificar) condena a prática de espionagem praticada em larga escala pela indústria farmacêutica e vê como uma invasão ser abordado por um representante que já sabe exatamente quais medicamentos foram prescritos em suas receitas.
“O representante vem fazer uma visita ao meu consultório e sabe o que eu receitei. Isso me incomoda. É uma invasão. Ele vai fazer a propagandinha dele, mas já sabe o que eu receitei. É um negócio chato”, reclama.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Pedro Menegasso, confirma que a prática é comum e explica como funciona a espionagem.
“Isso é feito e neste sentido a Anvisa não tem tomado nenhuma providência. Esta amostragem é tomada na própria farmácia. Nós temos recomendado às farmácias que não façam este tipo de coisa. Existe a questão do sigilo entre médico e paciente. Mas existem inclusive grandes multinacionais que têm parceria com a própria Anvisa que fazem este trabalho de captação de receitas. Às vezes, microfilmam a receita, tiram cópia. Às vezes, o próprio farmacêutico digita o CRM (registro) do médico no sistema na hora de vender o remédio e já vai a informação para o laboratório sobre qual médico está receitando aquele medicamento”, expõe.

Menegasso entende que a prática traz grande exposição para os pacientes. “Consta na receita o nome do paciente e ninguém deve ficar sabendo, além do médico, o próprio paciente e farmacêutico. Ninguém tem que saber qual medicamento que você está tomando. Sabendo o medicamento que você está tomando, eu posso saber qual doença você tem e isso é uma coisa entre você e seu médico. A orientação é para que não se faça, porque o paciente tem direito ao sigilo”, reitera.

Fonte: JC net

Genéricos ainda enfrentam resistência

Esses tipos de medicamentos ainda são evitados por uma parcela da população, mas são eficientes e rigorosamente fiscalizados
Wagner Teodoro

Desde 1999, os medicamentos genéricos foram efetivamente introduzidos no Brasil e passaram a fazer parte do dia a dia de quem vai a uma farmácia com uma receita na mão. Porém, nem todo mundo entende que existe a vantagem de comprar um remédio mais barato e tão eficiente quanto o daquela marca famosa.
Mais de dez anos após tomarem as prateleiras das farmácias, os genéricos ainda enfrentam resistência, preconceito e são vítimas do desconhecimento de parte da população, que acaba optando até por um medicamente similar, mas não leva o genérico para casa. Mas haveria motivo para tanta desconfiança?
O oftalmologista Raul Gonçalves de Paula garante que não. O médico destaca que o medicamento genérico passa por um rigoroso processo de fiscalização e é obrigado a mostrar o teste de bioequivalência.
“O que seria o teste de bioequivalência? Você tem que mostrar que este remédio funcionou in vitro. Fez o teste e o laboratório realmente mostrou que o medicamento funciona naquela dosagem, com todos os testes feitos de maneira clínica. Você tem esta garantia de chamar de genérico aquele remédio que fez o teste bioequivalente”.
Raul explica que ainda é comum o engano no momento da compra de preferir um medicamento similar ao de referência em detrimento do genérico.
“As pessoas menos avisadas utilizam o medicamento similar e não o genérico. Porque as farmácias, às vezes, empurram um pouco o similar. A vantagem do genérico é que ele tem a bioequivalência idêntica ao medicamento de marca”, observa o oftalmologista.
O médico ressalta que bioequivalência é uma exigência apenas para os medicamentos genéricos. “O similar não tem esta obrigatoriedade legal. Por isso, o genérico tem esta garantia de ser um medicamento que funciona tão bem como o de marca”, reitera.
O oftalmologista salienta que muitos laboratórios que produzem os remédios de referência também já passaram a apostar nos genéricos e produzem medicamentos de ótima qualidade.

Fuja do ‘BO’
Raul alerta o consumidor para sugestões no momento da compra do remédio que podem até mesmo prejudicar o tratamento. “Existe na linguagem de farmácia o chamado medicamento “BO”. “BO” seria “bom para otário”. A pessoa chega para comprar um remédio X e falam: ‘não, eu tenho outro aqui, que é igual’. Pega e dá o chamado “BO”. Para cada medicamento que eles empurram no paciente, geralmente, a farmácia ganha outro”, relata.
No caso de ainda não existir o genérico, o conselho de Raul é mesmo optar pelo medicamento de referência e nunca pelo similar. “Muitos medicamentos não têm genérico. Aí, quando vai fazer por similaridade, é complicado. A resposta não é a mesma. Se não tiver genérico, tem que comprar o de referência”, pontua.

Nem sempre são mais baratos
Se a qualidade do medicamento genérico é incontestável, a economia que ele deveria proporcionar nem sempre se concretiza. Os genéricos registraram recente aumento de preço e, em alguns casos, ficaram mais caros do que os remédios de referência. A relação de preços é uma contradição, uma vez que a produção de um genérico é mais barata, pois dispensa pesquisas e estudos relativos a um medicamento inédito.
Porém, como o Jornal da Cidade noticiou recentemente, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) constatou que alguns preços de medicamentos genéricos já estão mais altos do que os de referência.
A prática contraria o artigo 12 da resolução número 2 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina que o preço do genérico deve ser, no mínimo, 35% menor do que o produto de referência.
Segundo o estudo, o fato de os genéricos serem mais caros que os medicamentos de marca contraria uma resolução da CMED, órgão que reúne os ministérios da Saúde, Fazenda e Justiça responsável por regular o mercado e estabelecer critérios para a definição e o ajuste de preços.
Consultada pelo Jornal da Cidade, a Fundação Procon entende que não se configura ilegabilidade a venda de genéricos mais caros do que os medicamentos de referência. Em muitos casos, é o remédio de marca que teve o preço reduzido.
“Só existe sujeição à tabela de preço máximo da ABCFarma. Fora isso, o que resta ao consumidor fazer é pesquisa de preço. A alegação é de que há promoção dos medicamentos de referência, está havendo uma competitividade de mercado. Poderia haver uma ligação de que existem promoções dos remédios de referência porque estes laboratórios estavam perdendo espaço no mercado”, explica Fernanda de Assis Martins Pegoraro, coordenadora do Procon Bauru. “Desde que seja respeitado o preço máximo da tabela da ABCFarma, não existe ilegalidade e não há nada que o Procon possa fazer”, reitera.

Fonte: JCnet

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Redes de farmácias terão 61% do mercado em 4 anos

Dayanne Sousa | Agência Estado
A participação de mercado das grandes redes de farmácias na venda de medicamentos e outros produtos como itens de higiene e beleza vem crescendo enquanto varejistas independentes perdem espaço. A conclusão é de estudo da IMS Distribution Studies divulgado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

De acordo com a pesquisa, as farmácias geridas por grandes grupos devem deter 61% do volume total do mercado em quatro anos. O varejo farmacêutico é conhecido por sua fragmentação, mas movimentos de fusão e aquisição permitiram o surgimento de gigantes como a Raia Drogasil, a Brasil Pharma e a DPSP, fruto da união das Drogarias Pacheco e São Paulo.

Segundo o IMS, em 2012 a participação das grandes nas vendas era de 50% ante 47% das farmácias pequenas, independentes. Cinco anos atrás, os independentes dominavam o mercado, com 55% de participação. No período, a representatividade dos supermercados nestes segmentos permaneceu estável, em 3%.

Além dos grandes grupos nacionais, o Brasil teve a entrada da americana CVS Caremark. Em fevereiro, ela anunciou a compra da brasileira Drogarias Onofre. "Além da consolidação das grandes redes e da inserção de grupos estrangeiros, as próprias independentes iniciaram um processo de expansão", diz em nota o presidente da Abrafarma, Sergio Mena Barreto. Segundo ele, a alta na renda da população brasileira mudou o perfil do consumidor e estimulou a abertura de novos pontos de venda, favorecendo as marcas com maior representatividade geográfica e fôlego financeiro.

Atualmente, estima-se que haja 68,2 mil farmácias em território nacional, das quais 9,5 mil são gerenciadas por grandes redes.

Fonte: A Tarde

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Vender remédios mais baratos: a quem não interessa?

Artigo
Por Benê Barbosa

O cruzamento da avenida Norte Sul com a 25 de Agosto é definido como marco central da cidade. Provavelmente as quatro esquinas do cruzamento são os imóveis mais valorizados no município. Em cinco quadras desse “centrão” estão instaladas pelo menos dez farmácias, sendo que meia dúzia ocupam terrenos de esquina.
 
Vinte e sete farmácias estão listadas nos guias de endereços comerciais e serviços em Rolim de Moura, mas esse número pode ser um pouco maior. Certo é que existe uma farmácia para atender cada grupo de no máximo dois mil cidadãos rolimourenses. Reclamar do sempre deficitário sistema de saúde pública até que é justo, mas qualquer queixa sobre a disponibilidade de medicamentos na rede privada não teria sentido. A clientela,tanto de Rolim de Moura quanto das diversas cidades do entorno, tem opções e muitas ofertas, já que os empresários do setor investem muito em publicidade e capricham em promoções. O ramo farmacêutico em Rolim é, como se vê, bastante concorrido e vai ficar ainda mais em pouco tempo.
 
A novidade no setor é a instalação de uma loja da rede de farmácias Pague Menos, talvez a mais competitiva nesse tipo de comércio, com filiais em centenas de cidades espalhadas pelo Brasil inteiro. A Pague Menos tem preços comprovadamente menores, coisa que sem dúvida incomoda empresários do setor, mesmo que não admitam isso.
 
Os preparativos para fincar base na cidade estão em andamento. A empresa constrói prédio em outra esquina nobre da cidade – em frente a Igreja Matriz – na avenida Norte Sul, também no centro da cidade. 
 
A chegada da Pague Menos tem apoio irrestrito da população regional não porque os preços praticados pela rede farmacêutica atual sejam elevados e sim porque quanto mais barato melhor.
 
O que seria apenas a chegada de um novo estabelecimento comercial na cidade, mais uma prova de que empresários de outros estados acreditam no potencial da região, transformou-se em curiosa discussão e até especulações sobre a existência de um cartel formado pelas farmácias da cidade, que estariam em movimento sério para dificultar a instalação da Pague Menos.
 
A discussão teve origem, segundo informações não oficiais, a partir de ação desenvolvida pelo Observatório Social de Rolim de Moura, que apontou irregularidades na obra do prédio que vai alojar a Pague Menos. Cumpre o seu papel a entidade quando chama atenção do Executivo Municipal para provável falha do setor de fiscalização de obras, além de colaborar para que a rede Pague Menos fique instalada num edifício seguro.
 
O caso é que José Roberto de Jesus, presidente do Observatório Social, é um dos três maiores empresários no ramo farmacêutico em Rolim de Moura. Foi essa condição a fonte inspiradora para os comentários dando conta de que Jesus estaria fazendo uso da instituição para defender interesses das farmácias. Enquanto alguns consideram real a existência de movimento para dificultar a entrada de um concorrente pesado no mercado o histórico da entidade e do seu presidente apontam para uma improbabilidade de dimensões oceânicas. Conformes diretrizes estatutárias, o OSRM atua para beneficiar a comunidade e não existem ações que sigam decisão pessoal do presidente. Sendo assim José Roberto nada poderia fazer sem o consentimento dos Conselhos, mesmo que eventualmente ficasse prejudicado comercialmente em qualquer situação.
 
O suposto pedido de embargo na obra do prédio da Pague Menos é questão de interesse social e só deixa a impressão de movimento corporativo das farmácias porque o presidente da OSRM é empresário no setor. Fosse ele um servidor público, por exemplo, nada se diria.

É coerente supor que o OSRM apóie a chegada da Pague Menos porque isso é bom para a comunidade, do mesmo jeito que não existe nada de estranho numa provável e compreensível preocupação dos empresários farmacêuticos, desde que mantida nos limites do bom senso. Mesmo que ofereça preços vantajosos, a Pague Menos terá que lutar para conquistar sua fatia de mercado. Primeiro tem que ganhar a confiança do consumidor, coisa que a maioria das farmácias da cidade já fizeram. Alguns centavos não vão fazer um cliente fiel a dez, quinze anos mudar de farmácia justamente pelos laços de confiança.
 
O comércio de medicamentos está longe de entrar em recessão porque não se vislumbra possibilidade do Governo atender as necessidades do povo gratuitamente. Na verdade, com a “importação” de médicos o setor vai ganhar mais fôlego; com mais médicos a quantidade de pacientes atendidos aumenta. Isso significa mais prescrição de medicamentos, que vira “receita” financeira no caixa das farmácias.
 
Falar em formação de cartel não é insanidade, mas é altamente improvável. Isentar o OSRM de qualquer intenção maliciosa é fazer justiça, principalmente porque de agora em diante a entidade estará, como sempre, seriamente empenhada em defender qualquer coisa que beneficie a população. E nesse caso, remédio mais barato é uma coisa excelente.
 
O autor é jornalista
Fonte: RONDONIAGORA

Autor: RONDONIAGORA

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Las farmácias van desaparecer in USA

Se nos EUA já estão preocupando com a globalização e a voracidade das grandes redes... Imagina se o Brasil não passará pela mesma situação....

Veja o vídeo...

https://www.facebook.com/photo.php?v=587047041339351

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Remédios de marca é escolha de 47% dos fortalezenses

Em Fortaleza, 77% dos consumidores escolhem uma farmácia pelo preço. Contudo, à medida que buscam economizar, pagam mais caro. Isso porque grande parte prefere medicamentos de marca, em detrimento dos genéricos. Os são da pesquisa “DataFolha/ICTQ – Instituto de Pós-Graduação para Farmacêuticos”, que foi realizada em doze capitais brasileiras.

Os genéricos possuem o mesmo princípio ativo que os de marca e são produzidos a partir da quebra de patentes. Assim, fazem os mesmos efeitos foto:Kid JUNIOR
Enquanto no País, apenas 25% optam por remédios de marca, na Capital, esse índice sobe para 47%.
“Ainda existe uma indicação médica muito forte para esses medicamentos. O médico, por causa benefícios que recebem dos laboratórios, acabam induzindo os consumidores a gastar mais”, ressalta o diretor executivo do Instituto, Marcus Vinicius Andrade. Para ele, não há motivos para desconfiança. Pois, assim como todos os medicamentos, os genéricos passam por uma bateria de testes realizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para poder comprovar sua eficácia e também segurança.

Bioequivalência
Um teste importante citado por Marcus Vinícius é o de bioequivalência, que consiste na demonstração comprovada de que o remédio genérico e o seu respectivo medicamento de referência (de marca) apresentam a mesma qualidade, eficácia e segurança no tratamento terapêutico do paciente.

Segundo informa o diretor executivo, os medicamentos genéricos tem um preço menor porque neles não estão embutidos os anos de custos com pesquisa e desenvolvimento do princípio ativo (substância responsável pela eficácia e qualidade de um tratamento terapêutico).

“Medicamentos de marca é aquele com princípio ativo inovador produzido por um laboratório, com exclusividade, até a quebra de patente da formulação terapêutica. Os genéricos contam como mesmo princípio ativo que os de marca e são produzidos a partir da quebra de patentes. Logo, apresentam os mesmos efeitos”, esclarece.

Descontos
Na opinião do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Ceará (Sincofarma-CE), Antônio Félix, a procura pelos medicamentos de marca é maior porque os consumidores acreditam que são mais eficazes.

O presidente reforça a pesquisa do ICTQ dizendo que, atualmente, as pessoas buscam preços baixos. Com relação aos descontos oferecidos pelas farmácias, diz que só valem para os genéricos. “Os laboratórios já nos repassam com descontos de até 60% e, por isso, a gente vende mais barato. Para os medicamentos de referência não há abatimento”, destaca.

Outras prioridades
Depois do preço, os critérios mais importantes citados pelos fortalezenses na hora de escolher a farmácia são: a localização do estabelecimento (72%) e o atendimento dos vendedores (44%). A pesquisa “DataFolha/ICTQ” foi feita em dezembro do ano passado. Ao todo, foram 1.611 entrevistados, sendo 110 em Fortaleza.

Fonte: Diário do Nordeste