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sexta-feira, 13 de março de 2015

Consumo colaborativo - Compartilhamento de livro.

Para quem gosta do cheirinho do papel das páginas do livro, vi que existe um local onde você pode compartilhar conhecimento, alegria, diversão, etc.

É o book share.
Acesse: http://www.bookshare.com.br

Outra coisa interessante que encontrei.
Retroca - Troca e venda de roupas infantis.
Acesse: http://www.consumocolaborativo.blog.br/negocios-colaborativos/retroca-compra-e-venda-de-roupa-infantil-pela-internet/

http://www.consumocolaborativo.blog.br/

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Farmacêutico do DF se transforma em Roberto Carlos aos finais de semana

Do R7

Shows aos finais de semana são tratados como hobby por Mariz Reprodução/Facebook
Músico nas horas vagas há mais de 40 anos, o paraibano Allan Mariz, de 57 anos, não esperava que um dia iria se transformar em um 'cover' do Rei Roberto Carlos. Natural de Sousa e morador de Brasília há 33 anos, o farmacêutico passou muitos anos tocando violão em casa de amigos e festinhas. De 1982 a 1995 tocou em bares da capital federal. Ele se arriscava no sertanejo, forró, pop e rock, até que alguém pediu que tocasse uma música do Rei.
Ovacionado pela plateia, Mariz não percebeu que naquele momento a sua história mudaria. Era só alguém pedir uma música do mais famoso cantor brasileiro para o resto da noite virar um show só de clássicos do Rei. Quando dividia o palco com outros cantores e duplas, sempre o anunciavam como o próprio Roberto Carlos.

os últimos 10 anos, o cantor já fez shows em Brasília, Paracatu (MG), Sousa (PB), João Pessoa (PB), Uberlândia (MG) e Laguna (SC). Farmacêutico Bioquímico no Hospital do Guará durante a semana, Mariz tem shows agendados em todos os finais de semana. Cantando há 10 anos caracterizado com terno, em geral branco, ele vira quase o Roberto Carlos original.
Mariz diz que a rotina entre cantor e farmacêutico é tranquila. Ele encara os shows como um hobby e faz somente um show por final de semana. Fã declarado do Rei, ele nunca teve a oportunidade de conversar com Roberto Carlos.
— Vou a todos os shows dele aqui em Brasília. Não perco um!
Nos shows, Mariz diz que o público o trata como se fosse o próprio Rei.
— O público incorpora. Você vê os casais agarradinhos, chorando, se beijando, ou gente lembrando do pai, da mãe, da ex-namorada. É muito legal.
Suas músicas próprias são apenas paródias de músicas do momento, mas ele diz que as toca apenas entre amigos. Entre os sucessos de Roberto Carlos, ele diz que o hit Esse cara sou eu é a que mais emociona nos shows.

Fonte: R7



 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Off Topic - Farmacêutico conserva rádio usado para ouvir jogos da Copa de 1950

O veterano rádio de válvulas tem o seu lugar na história da Copa do Mundo. Narrações emocionadas dos speakers levavam o brasileiro para estádios do outro lado do mundo

Gustavo Werneck

Publicação: 21/06/2014 06:00 Atualização: 21/06/2014 09:02

Antonio Maria Claret Chagas e s eu rádio Zenith: testemunhas do trauma da derrota da Seleção Brasileira em 1950 (Marcos Michelin/EM/DA press)
Antonio Maria Claret Chagas e s eu rádio Zenith: testemunhas do trauma da derrota da Seleção Brasileira em 1950

Ele está mudo, virou peça de museu e fica na estante ao lado de outros objetos que contam a história da família e da cidade. Mas, no coração e na memória, traz lembranças que ainda ecoam em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esse personagem tão importante é o rádio da marca Zenith com caixa de madeira com 65cm de largura por 33,5cm de altura, pertencente ao farmacêutico Antônio Maria Claret Chagas, de 68 anos. Especialmente agora, o aparelho de válvulas e três faixas ganha mais destaque. Afinal, foi comprado para que parentes e amigos pudessem ouvir os jogos da Copa de 1950, realizada no Brasil.

A televisão ainda não estava no ar. A voz do locutor, ou speaker, como se dizia elegantemente naqueles tempos, chegava pelas ondas curtas das rádios Nacional e Mayrink Veiga. Na maior torcida, todo mundo ficava em volta do aparelho – embora, no fim daquele torneio, o silêncio sepulcral tomasse conta do ambiente depois da vitória do Uruguai sobre o Brasil por 2 a 1. Claret tinha 4 anos, lembra-se vagamente da movimentação verde-amarela e sabe de cor a trajetória do Zenith que herdou. O velho aparelho tem lugar de honra na Farmácia Ideal, em atividade desde 1918.

“A recordação que tenho de 1950 é ver muita gente triste”, conta o farmacêutico de Caeté. Entre as duas Copas do Mundo no Brasil – em 1950 e 2014 –, ouviram-se novos gritos das torcidas e a tecnologia conheceu avanços estratosféricos. Se em meados do século passado era um luxo ter rádio em casa, hoje, os televisores de tela plana, em alta definição e com muitas polegadas estão em todos os cantos – sem distinção de classe social.

A primeira transmissão ao vivo para o país do torneio mundial de futebol ocorreu em 1970, ainda em preto e branco. De norte a sul, os brasileiros formaram a “corrente pra frente”, conforme a canção-hino que empolgou a nação: “Noventa milhões em ação/ pra frente, Brasil/ do meu coração/ Todos juntos, vamos/ pra frente Brasil/ Salve a Seleção…”.

Há exatos 40 anos, os uniformes das seleções, o verde-amarelo da bandeira nacional e a farra das torcidas foram exibidos em cores para o Brasil. O muro de Berlim ainda estava de pé e os jogos tiveram como palco a antiga Alemanha Ocidental. Duas décadas depois, entraram em cena as antenas parabólicas: as imagens das partidas nos Estados Unidos, onde o Brasil conquistou o tetra, chegaram a todos os rincões do país.

A TV a cabo ganhou as casas em 1998. Na Copa seguinte, no Japão e Coreia do Sul, as imagens já chegavam em alta definição ao país. Hoje, comenta-se de tudo nas redes sociais, a internet mostra os bastidores em tempo real e a Fifa inaugura o recurso tecnológico hawk-eye, que permite saber, com precisão, se a bola passou a linha do gol. E mais: transmissão é feita para alguns países no sistema 4K, superior ao de alta definição. Certamente, vem muito mais por aí. Quem viver verá.

Direto da  farmácia
Antônio José Tibúrcio de Oliveira, residente em Santa Luzia, na Grande BH, é fanático por Copa do Mundo. “Nessa época, a emoção mexe com a gente”, diz o advogado, que sabe tudo sobre os torneios e acompanha os jogos numa TV gigantesca. “Lembro-me bem de 1950. Ouvíamos os jogos na farmácia do seu Castrinho, aqui na Rua Direita. Nasci em 1933 e me lembro vagamente dos jogos de 1938, quando o artilheiro foi um brasileiro, Leônidas da Silva, o Diamante Negro”, conta.
Naquele ano, tentou-se transmitir os jogos pelo rádio, mas a precariedade tecnológica fazia com que a voz do locutor falhasse muito, deixando os nervos do torcedor à flor da pele. “As transmissões se sofisticaram, mas a paixão de torcer não muda”, diz Antônio José.

Ao lado da mulher, Suely, o farmacêutico Antônio Maria Claret Chagas, de Caeté, conta que o velho rádio Zenith foi comprado pelo tio, João Geraldo Chagas, em João Monlevade, no Vale do Aço. “Na época, havia apenas mais dois aqui na cidade: um na estação (ferroviária) da Central do Brasil e outro na Cerâmica João Pinheiro, do pai de Israel Pinheiro”, explica, referindo-se ao conterrâneo que governou Minas de 1966 a 1971.

Goleiro Fã de futebol e atuante na preservação do patrimônio cultural local, o farmacêutico foi goleiro do time do Vasquinho. Para ele, a narração radiofônica das partidas era mais emocionante. Depois de acompanhar a seleção canarinho por muitas copas, ele agora assiste aos confrontos em uma tela plana de 46 polegadas junto de dona Suely, dos dois filhos e dois netos. “O Mundial ganhou muita conotação política, mas deve prevalecer o espírito esportivo. No fim das contas, a emoção sempre se sobrepõe à razão. Na TV de hoje, é tudo certinho. Perdeu a graça”, diz.

Em 1954, quando a Copa ocorreu na Suíça, ele já era maiorzinho. Junto do pai, Antônio Feliciano Chagas, acompanhou a derrota do Brasil para a Hungria por 4 a 2. Dona Suely também se lembra daquele dia. Seu pai, Orlando de Castro, criou um sistema solidário para que os funcionários do escritório da Companhia Ferro Brasileiro pudessem acompanhar a Seleção Brasileira. Ele conectou um alto-falante a um toca-discos e todos puderam torcer, sem interromper as atividades.

Quatro anos depois, na Suécia, o time de Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo conquistou o primeiro título mundial para o Brasil. “Eu ficava ouvindo a partida e imaginando as jogadas. Tia Júlia deixava uma vela acesa sobre o rádio para o Brasil não perder”, relembra Antônio Maria. Na Praça João Pinheiro, os torcedores de Caeté tomavam cerveja ouvindo os jogos pelo alto-falante ligado à radiola, sistema já batizado de corneta.

“A nossa vitória sobre a Suécia, por 5 a 2, gerou uma festa. Copa do Mundo é sempre fuzuê”, lembra o farmacêutico, apontando, no álbum, a foto da “corrente pra frente” em 29 de junho de 1958. Em preto e branco, vê-se uma carreata, no Bairro José Brandão, com torcedores empurrando o caminhão que havia enguiçado.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Universitário inova e cria maionese feita à base de banana verde, em GO

Segundo ele, 'bananese' surgiu por acaso e pode ser usada para perder peso.
Projeto fez tanto sucesso que ele vai apresentá-lo em feira na Inglaterra. 

Cansado de ver as bananas do campus onde estudava se perderem, o universitário Matheus Fernando resolveu criar um projeto para resolver o problema. Após 11 meses de pesquisas, o aluno de  Engenharia de Alimentos do Instituto Federal Goiano, em Rio Verde, sudoeste de Goiás, criou a "bananese", uma maionese feita à base de banana verde. A ideia deu tão certo que ele foi convidado para apresentar a inovação em uma feira na Europa.

Matheus conta que a criação da maionese surgiu por acaso. "Eu desenvolvi o projeto quando estava no terceiro ano do Ensino Médio de técnico em Agropecuária, em outro campus da instituição. A banana era uma das frutas com mais abundância e que perdia muito. Resolvi fazer alguma coisa. A intenção não era fazer a maionese, mas sim alguma coisa com a biomassa da banana verde", explica.


O produto criado tem quatro sabores: pimenta, rosé, orégano e sem condimento. Quem prova diz que é difícil perceber o gosto da fruta no alimento. De acordo com Matheus, a bananese também é recomendada para quem quer perder peso, pois não leva óleo e ovo em sua composição. Para prepara-la é utilizado apenas banana e água.

“É bem difícil chegar o ponto de biomassa porque como a base dela é só banana verde e água a gente tinha que quebrar essa adstringência da banana verde antes de começar a fazer a biomassa", explica.
 
Feira
No mês de julho, Matheus embarca para a Inglaterra. O sucesso da bananese foi tanto que um instituto de pesquisa brasileiro o convidou para apresentar sua criação em uma feira renomada do país europeu.
"Lá em Londres, a segunda maior universidade, a Cambridge, faz uma feira com 350 melhores projetos de 50 países. Ou seja, eu sou um desses 350. Eu não esperava isso nunca, porque essa feira é a melhor da área”, diz.

Universitário inova e cria maionese feita a base de banana verde, em Rio Verde, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Matheus prepara a 'bananese': inovação vai ser apresentada na Europa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
 
Fonte: G1

 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Enquanto isso, no Brasil...

"Em Países onde há mais cola na escola, há mais desonestidade na vida adulta, e aqueles que mais colam são também os mesmos que, quando adultos, mais mentem para seus clientes, exageram despesas para seus empregadores e trapaceiam suas seguradoras."

Enquanto isso, no Brasil...

O efeito mais nefasto da falta de ética de nossas escolas é que seus profissionais transferem para os alunos e suas famílias razão do insucesso da própria escola. Pesquisa da UNESCO com 17.000 estudantes e 1.300 professores mostra que os "mestres" culpam o aluno (39%) e seus pais (24%) quando ele reprete o ano. Só 1,9% dos professores culpa a si mesmos (referências completas em twitter.com/gioschpe). E, o que é pior, os alunos introjetam esse fracasso. Em pesquisa com cinco escolas públicas, 90% dos matriculados, na 4ª série (gente de 10 anos!) diziam que se algum dia repetissem o ano a responsabilidade seria sua (!). Eis o cúmulo da atrocidade: não só nossos profissionais da educação vitimizam seus alunos, mas ainda conseguem as vítimas em algozes. Nossas escolas, que deveriam incutir o apreço pela conduta reta, viraram instâncias preparatórias para o mar de sem-vergonhice que assola nosso país.

A manifestação mais clara dessa desagregação moral e cívica é a cola, o hábito de falsear quanto se aprendeu. Se você buscar os termos "cola escola" no Google, não encontrará iracundas manifestações de repúdio a essa praga. Pelo contrário. O primeiro resultado é um site chamado Cola da web, que fornece, entre outras "dicas", uma batelada de resumos dos livros mais pedidos em escolas, bem como uma seção de trabalhos escolares de assuntos populares, ambos em formato pronto para que o aluno copie e cole. O segundo resultado do Google é um grupo do facebook chamado Quem Não Cola Não Sai da Escola. É desnecessário elaborar.

A cola é fenômeno entranhado nas instituições de ensino brasileiras. Há suporte na literatura para os que, como este escriba, só acreditam em dados: pesquisa de 2006 de acadêmicos portugueses com 7.000 estudantes em 21 países mostrou que um aluno brasileiro tem 83% de probabilidade de já ter colado e 100% de probabilidade de ter testemunhado cola. Na Nova Zelândia a possibilidade de um aluno já ter colado é de 21%, porcentual que coloca o país como o terceiro menos suscetível à cola no mundo. No mesmo ranking o Brasil aparece como o quinto mais exposto à fraude escolar.

Aqui a cola é socialmente aceita. Só se pode colar tanto quando alguém faz vista grossa. Esse alguém é o professor. Quem quer que já tenha olhado, de pé, uma turma de alunos sentados, em silêncio, fazendo uma prova, sabe que é praticamente impossível não notar a cola acontecendo. Na minha vida de aluno, vi esse fingimento acontecer dezenas, se não centenas de vezes. No pior dos casos, o professor tossia, acercava-se do aluno ou até lhe chamava a atenção verbalmente. Mas não punia. Nunca vi um aluno levar nota zero, ser suspenso ou expulso da escola por colar. No Brasil a cola compensa.

Essa leniência tem pelo menos duas consequências. A primeira é que ela deslegitima todo o discurso da escola sobre "formar cidadãos críticos e conscientes", sobre ser o lugar onde as crianças aprendem "valores". Ora, se o discurso é diferente da prática - se aqueles que praguejam contra as altas autoridades da nação agem como eles, tolerando a pequena corrupção em troca de uma suposta harmonia no convívio - , então é óbvio que toda a peroração será vista como hipocrisia e descartada. Crianças e jovens têm faro aguçado para demagogos. A segunda é o famoso "pau que nasce torto nunca se endireita": a escola injusta e antiética é a incubadora da sociedade injusta e antiética. A escola, pelo poder que tem e pelo tempo que fica com os alunos em fase de formação, precisa ser um fator dissuasivo. Em vez disso, ao tolerar a cola, ela apenas coloca mais lenha na fogueira da iniquidade. Em países onde há mais cola na escola, há mais desonestidade na vida adulta, e aqueles que mais colam são também os mesmos que, quando adultos, mais mentem para seus clientes, exageram despesas para seus empregadores e trapaceiam suas seguradoras. Dificilmente chegaremos ao patamar neozelandês de honestidade enquanto tivermos escolas que são verdadeiros teatros, em que nossas crianças crescem acreditando que trabalho duro, dedicação e seriedade são coisa de otário.

Gustavo Ioschpe
Veja - Edição de 2 de abril de 2004 - página 80.


[Off Topic] - Dilema de um pai para criar um filho no Brasil. Devo educa-los para serem éticos?

Interessante texto de Gustavo Ioschpe (Economista).

"... Assim é que, criando filhos brasileiros morando no Brasil, estou às voltas com um deprimente dilema. Acredito que o papel de um pai é preparar o seu filho para a vida. Essa é a nossa responsabilidade: dar a nossos filhos os instrumentos para que naveguem, com segurança e destreza, pelas dificuldades do mundo real. E acredito que a ética e a honestidade são valores axiomáticos, inquestionáveis. Eis aí o dilema: será que o melhor que poderia fazer para preparar meus filhos para viver no Brasil seria não aprisioná-los na cela da consciência, do diálogo consigo mesmos, da preocupação com a integridade? Tenho certeza de que nunca chegaria a ponto de incentivá-los a serem escroques, mas poderia, como pai, simplesmente ser mais omisso quanto a essas questões. Tolerar algumas mentiras, não me importar com atrasos, não insistir para que não colem na escola, não instruir para que devolvam o troco recebido a mais..."

Texto completo em:  http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/gustavo-ioschpe-devo-educar-meus-filhos-para-serem-eticos

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Comer em pratos vermelhos diminui o apetite

10/12/2013 - 11:06

O segredo para não se empanturrar durante as ceias de final do ano é utilizar os pratos com as cores do Natal, ou seja, o vermelho, revela uma pesquisa realizada por psicólogos da Universidade de Parma, em Itália. O estudo, realizado por Nicola Bruno e coordenado por Claudio Orleari, foi publicado na revista de nutrição Appetite, avança o Diário Digital.

A pesquisa analisou o comportamento de 240 pessoas diante de pratos vermelhos, azuis e brancos com pipocas, creme para as mãos e chocolate.

O objectivo da pesquisa não foi revelado para os participantes que deveriam avaliar a qualidade dos produtos.

As pessoas consumiram menos produtos, inclusive creme para as mãos, quando estes eram servidos em pratos vermelhos.

O efeito do vermelho não resultou pelo facto de estar ligado ao contraste cromático entre os produtos, nem ao grau de apreciação dos mesmos que não variou independente da cor do prato. "Apesar de ainda não estar claro o motivo do efeito vermelho os nossos resultados poderiam ser úteis para futuras novas explicações", escreveram os investigadores.

Fonte: RCM pharma

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Quem ri por último... - ELIANE CANTANHÊDE

FOLHA DE SP - 19/09

BRASÍLIA - Ao acolher os embargos infringentes, o Supremo Tribunal Federal praticamente define um novo julgamento do mensalão e tende a recuar num dos pontos fundamentais da primeira fase: a atualização do conceito de quadrilha.

Se antes as quadrilhas eram quase caricatas --bandos de criminosos comuns, armados, que assaltavam bancos e coisas assim--, o julgamento do mensalão estendeu o conceito para poderosos, de dentro e de fora de governos, que agem em conjunto contra o interesse público.

Segundo o relator Joaquim Barbosa, ainda na primeira fase, José Dirceu e uma dezena de réus, "de forma livre e consciente, se associaram de maneira estável, organizada e com divisão de tarefas para o fim de praticar crimes contra a administração pública e contra o sistema nacional, além de lavagem de dinheiro".

Joaquim ganhou, e o então revisor Ricardo Lewandowski perdeu. Mas o jogo está suspenso e isso pode virar coisa do passado, com Joaquim perdendo e Lewandowski ganhando.

Um dado salta aos olhos nessa arena. Acatados os embargos infringentes e, depois, o mérito desses embargos, o julgamento terminará com os núcleos publicitário e financeiro na cadeia, puxados por Marcos Valério e Kátia Rabello, e com o núcleo político em ostensiva comemoração, liderado ainda por José Dirceu.

Aos "técnicos", o peso da lei. Aos "políticos", a leveza do sei lá o quê.

Condenado a mais de 10 anos, Dirceu estava com o pé dentro do regime fechado. Com o desempate de Celso de Mello ontem, ele botou o pé na porta. Se revisto o conceito de quadrilha, estará com o pé fora, lépido no regime semiaberto.

E assim caminham a humanidade, o Brasil, a política, o STF e o julgamento do mensalão, confirmando uma velha lei popular: quem ri por último ri melhor. Pode valer para Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha. E para Lewandowski.

Quem não gostar só terá uma saída: chorar sobre o leite derramado.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Off Topic - Alguém se lembra do trote da Telerj?E do Luiz Pareto? 2 décadas e ainda faz rir.

No início, era apenas uma fita cassete, que ninguém sabia de onde tinha vindo.
Cópia da cópia da cópia da cópia de um cara que tinha arrumado um amigo do primo da vizinha, num centro comercial lá da Tijuca.

Você só ouvia os palavrões mas dava para entender direito que a história tinha uma seqüência: um advogado telefonava para um local pensando que falava com a Telerj. Pessoas fingiam ser da Telerj. Depois, um cara atendia e dizia, “grandes merdas ser adêvogado” (com e no meio mesmo). Dias depois, a mesma turma ligava para o advogado – um certo Luiz Pareto – e perguntava se o conserto tinha sido adequado. E o pau quebrava de novo. Menos de cinco minutos de gravação, quase duas décadas de gargalhadas.
Aí veio a Internet e o “trote do adêvogado”, “trote da Telerj”, hoje “Trote do Pareto”, se popularizou de vez. A invasão de privacidade chegou ao extremo. Negozinho chegou ao ponto de ir na “Rua da Assembléia Número 10, mas amanhã não tem ninguém” só para fotografar a placa onde diz que o escritório do Pareto era ali (abaixo).
Descobriram que o Pareto morreu. Comunidades inteiras ficaram de luto. Milhões de homenagens por todo o país. Fizeram até remix do trote para tocar em festa. Arrumaram a foto do advogado no site da OAB (abaixo). A Paretomania chegou a tal ponto que, no Rio, existe o telefone 3378-1010 que, em tese, abriga uma versão gravada para o ouvinte curioso.

O advogado Luiz Henrique Pareto nunca teve idéia da popularidade dele. Se fosse candidato a deputado federal pelo Rio, ganhava fácil. Era só ter um bordão como “Rapaz simpático, agradável, e no entanto perde seu tempo com bobagem” ou “Parece que sim. Parece. A respeito de quê?”, pronto, milhares de eleitores vazios de esperança e de exemplos em quem se mirar iriam votar no Pareto.
Quem não conhece o trote, tem oportunidade de clicar no botão ao pé do post para entender a catarse. Mas aconselho a não ouvir perto de pessoas de idade ou de crianças, é palavrão a rodo, e palavrão da pesada. O advogado fica tão enraivecido dos moleques que infernizam sua vida que manda-os, er, “sugar” a região de excreção de alimentos já digeridos da progenitora deles. É uma explosão de raiva.
Em comunidades do Orkut, é comum que as pessoas discutam qual parte é a preferida do trote. Eu gosto muito da parte em que o algoz se identifica como Eliseu Drummond, da Telerj, “bom dia”. A formalidade cínica do cidadão é impagável.
O TROTE
A história é a seguinte: Início dos anos 90, na era do Plano Collor, da escuridão pré-internet, pré-celular, pré-câmeras digitais e pré-MP3. Operadores de Mercado Financeiro do Banco Bamerindus não tinham o que fazer pra matar o tempo em dias de vacas magras, Plano Collor, Zélia, poupanças confiscadas e de mercado totalmente parado. Toda ligação errada que por engano caía na mesa de operações proporcionava um alvoroço e quase sempre rendia um belo trote na mão dos sacanas corretores desocupados. E foi exatamente isso que aconteceu nesta filial carioca (sim, carioca... essas sacanagens só podem sair da cabeça de cariocas) da corretora do liquidado banco paranaense. Luiz Pareto, "adêvogado", ligou para a TELERJ a fim de reclamar de um defeito em sua linha telefônica. Para seu azar a ligação caiu nessa mesa de operações financeiras - que por questão de segurança tinha todas as suas linhas gravadas - e o cidadão se tornou protagonista do melhor trote que se tem registro.

Se você ainda não conhece esse trote, baixe agora! É de se matar de tanto rir.
Quem não gosta de palavrão, não ouça.

link: http://www.youtube.com/watch?v=_O9WhsFJS7I


 
fonte: http://www.acidezmental.xpg.com.br/a_lenda_mais_famosa_da_internet.html

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Estude em Stanford de graça Catraca Livre em 03/10/11

por Cristina Caldas*, de Cambridge, especial para o Catraca Livre

Sebastian Thrun, professor da Universidade de Stanford, liderou o time que desenvolveu o carro do Google que anda sem motorista, agora também quer revolucionar a universidade.

Ele resolveu disponibilizar o seu curso “Introdução à Inteligência Artificial” de graça, na internet. Cerca de 130 mil alunos estão inscritos nas aulas que começam no próximo dia 10.

Thrun, conhecido por seus trabalhos em robótica, sonha com uma universidade virtual, onde os melhores professores transmitiriam, via internet, vídeos de suas aulas para dezenas de milhares de estudantes.
Os testes, avaliações e interação entre alunos aconteceriam online e o preço seria acessível a praticamente qualquer pessoa.

Sem ter que desembolsar os 50 mil dólares anuais para as aulas presenciais, os alunos internautas terão as mesmas obrigações dos que lá estão em solos californianos: deveres, provas. Se aprovados, receberão um certificado de conclusão do curso, que não conta como créditos da universidade.

Quer saber mais sobre o tema?
Acesse o blog do Catraca Livre pelo link: http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/10/estude-em-stanford-de-graca/

quarta-feira, 18 de maio de 2011

BIG BROTHER BRASIL (Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB),
produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos
chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do
BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser
difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado
à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu
fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente
pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas,
heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por
Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que
quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou
heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um
“zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem
variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como
Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se
submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que
recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do
humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da
cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro
repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio
de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de
heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros:
profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os
professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis
que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação,
competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por
dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo
santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas
porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas
contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em
outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não
acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem
aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o
incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos
como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o
comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio
Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem
a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a
Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir:
oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a
programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos
brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000
computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação,
por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana
ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar,
passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música...,
cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os
avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente
dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que
ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

Um abismo chama outro abismo.