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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Europa - EMA inicia revisão da segurança dos medicamentos que contêm testosterona

14/04/2014 - 11:34

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) iniciou a revisão da segurança dos medicamentos que contêm testosterona, que são principalmente usados em homens que não produzem testosterona suficiente (hipogonadismo), alerta o Infarmed.

A revisão foi desencadeada pela agência do medicamento da Estónia devido aos efeitos indesejáveis cardíacos. Esta medida decorre dos resultados de um estudo que sugere que a utilização de testosterona aumenta o risco de enfarte do miocárdio em homens com idade superior a 65 anos, bem como em homens mais jovens com doença cardíaca pré-existente.

Este estudo confirma o resultado de estudos anteriores, incluindo o Veterans Health Care Study, que sugere que os homens com doença cardíaca pré-existente em tratamento com testosterona têm um risco aumentado de problemas cardíacos em comparação com os homens não tratados com este medicamento.

Enquanto esta revisão decorre, os doentes não devem deixar de utilizar os medicamentos contendo testosterona e, em caso de dúvida, devem falar com o seu médico ou farmacêutico.

A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar toda a informação disponível sobre este assunto.

Fonte: Infarmed
Divulgação: RCM pharma

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Recomendada restrição da utilização dos medicamentos contendo derivados da ergotamina

01/07/2013 - 08:41
O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou a restrição da utilização dos medicamentos contendo derivados da ergotamina. Assim, estes medicamentos não devem continuar a ser utilizados no tratamento de doenças relacionadas com a circulação sanguínea, distúrbios de memória e perceção ou prevenção de enxaquecas, atendendo a que, nestas indicações, os riscos são superiores aos benefícios, avança o Infarmed, em comunicado.
Esta conclusão baseou-se em dados que revelaram um risco aumentado de fibrose (formação de tecido conjuntivo em excesso que pode lesar órgãos e outras estruturas corporais) e ergotismo (sintomas de sobredosagem de ergotamina como, por exemplo, espasmos e obstrução da circulação sanguínea) associado a estes medicamentos.

Os medicamentos contendo derivados da ergotamina têm sido utilizados para tratar diversas doenças, incluindo distúrbios da circulação sanguínea, demências e sintomas de deterioração mental, doença de Parkinson e na prevenção e tratamento de enxaquecas.

Os medicamentos que estão autorizados apenas para o tratamento de doenças relacionadas com a circulação sanguínea, distúrbios de memória e perceção ou prevenção de enxaquecas serão suspensos na União Europeia.

Para os medicamentos autorizados noutras indicações (não abrangidas por esta revisão) como o tratamento da doença de Alzheimer, o tratamento agudo da enxaqueca (e não prevenção), e, como é o caso de Portugal, tratamento da doença de Parkinson e demência nos idosos, não se aplicam as recomendações do CHMP pelo que continuarão autorizados e podem ser utilizados nas indicações aprovadas.

Atendendo a que a fibrose é uma doença difícil de diagnosticar, devido à sintomatologia tardia, que pode ser irreversível, e que existe a possibilidade de os derivados da ergotamina causarem fibrose e ergotismo, e que o benefício destes medicamentos para estas indicações é muito limitado, o CHMP recomenda o seguinte:

Aos profissionais de saúde
- Os medicamentos contendo di-hidroergocristina, di-hidroergotamina, di-hidroergotoxina, nicergolina ou di-hidroergocriptina não devem ser utilizados para as seguintes indicações:
- Tratamento sintomático de patologias crónicas da função cognitiva ou perturbações neurossensoriais nos idosos (excluindo doença de Alzheimer e outras demências);
- Tratamento auxiliar da claudicação intermitente na doença oclusiva arterial periférica sintomática (DAOP estadio II);
- Tratamento auxiliar da doença de Raynaud;
- Tratamento auxiliar da acuidade visual diminuída e distúrbios no campo visual de origem vascular;
- Retinopatias agudas de origem vascular;
- Profilaxia da enxaqueca;
- Hipotensão ortostática;
- Tratamento sintomático da insuficiência veno-linfática.
- O regime terapêutico dos doentes que estejam a utilizar estes medicamentos para as indicações acima mencionadas deve ser revisto na próxima consulta.

Aos doentes
- Os medicamentos contendo derivados da ergotamina podem ter efeitos adversos graves, pelo que não devem ser utilizados no tratamento de algumas situações relacionadas com a circulação sanguínea, distúrbios de memória e perceção ou na prevenção de enxaquecas;
- Caso esteja a tomar estes medicamentos para alguma das indicações referidas, deve falar com o médico na próxima consulta.

A opinião do CHMP será agora enviada para a Comissão Europeia, que tomará uma decisão juridicamente vinculativa em toda a União Europeia.

A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar este assunto e a divulgar toda a informação relacionada.

Fonte: RCM Pharma