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terça-feira, 1 de julho de 2014

Mitos e verdades sobre a manipulação veterinária de medicamentos

Prática ainda gera dúvidas em donos de animais quanto à eficácia do tratamento e influência dos medicamentos na saúde de seus pets
 
Atualmente, o crescimento do mercado pet tem propiciado os mais variados produtos e opções no segmento. Tantas novidades acabam confundindo os donos dos animais, que procuram zelar pelo bem-estar e saúde de seus animais. Dentre tantas possibilidades, a manipulação de medicamentos veterinários ainda é cercada de mitos por conta das dúvidas frequentes sobre a eficácia desse tipo de medicação.

Sandra Schuster, farmacêutica e fundadora da DrogaVET, empresa pioneira no ramo e a maior rede de farmácias de manipulação veterinária no Brasil, aponta quais são os mitos e as verdades mais comuns,  esclarecendo algumas dúvidas bastante corriqueiras durante o tratamento dos pets:

1. Os medicamentos manipulados são mais caros.

Mito. Pelo contrário. Na maioria das vezes, os medicamentos veterinários manipulados costumam ser mais baratos, pois são desenvolvidos nas doses e quantidades exatas e para o tempo certo do tratamento, evitando desperdícios. Além disso, há a possibilidade de combinar as matérias-primas numa medicação só, contribuindo também para a redução do preço dos remédios.
 
2. A qualidade dos medicamentos veterinários é inferior a dos remédios tradicionais.

Mito. A qualidade dos medicamentos veterinários manipulados é idêntica ao dos tradicionais, uma vez que os princípios ativos utilizados e as regras de controle previstas na legislação seguem rigorosos padrões, tanto nos manipulados quanto nos industrializados.
 
3. Não são realizados controles de qualidade nos manipulados.

Mito. O controle de qualidade dos medicamentos veterinários manipulados é feito por meio da qualificação de todos os fornecedores de matérias-primas e embalagens, bem como terceirização de análises microbiológicas e físico-químicas em laboratórios terceirizados credenciados pelo MAPA (Ministério da Agricultura). Além disso, são efetuadas analises básicas regulares no próprio laboratório de Controle de Qualidade interno das empresas de manipulação, como é o caso da DrogaVET.

4. É impossível verificar como os medicamentos manipulados são desenvolvidos.

Mito. É usual que toda farmácia de manipulação veterinária conte com uma equipe especializada em atender às dúvidas de seus clientes e frequentadores. O desenvolvimento do medicamento manipulado obedece duas fases: a primeira delas diz respeito ao princípio ativo definido que será incorporado à segunda, que é a forma farmacêutica. Na farmácia de manipulação veterinária, a forma farmacêutica é desenvolvida mediante testes de estabilidade e pesquisas que sempre buscam melhorar a palatabilidade e o processo de produção. O ativo propriamente dito é adquirido através de fornecedores qualificados e incorporados nessas bases, também mediante estudos de estabilidade e compatibilidade.

5. A matéria-prima dos remédios manipulados é desconhecida.

Mito. Esses ativos são inúmeros e possibilitam as mais diversas associações. Todas as matérias-primas são adquiridas obrigatoriamente de fornecedores qualificados, que são justamente os mesmos fornecedores das indústrias de medicamentos veterinários tradicionais.
 
6. A eficácia dos remédios veterinários manipulados é diferente em relação à dos remédios tradicionais.

Mito. A eficácia dos medicamentos veterinários manipulados é similar a dos remédios tradicionais, pois os princípios ativos utilizados e as regras de controles previstas na legislação seguem rigorosos padrões, tanto para os medicamentos manipulados como para os industrializados.
 
7. Os remédios manipulados são recomendados pelos veterinários.

Verdade. Atualmente, a prescrição do medicamento manipulado já faz parte do cotidiano dos médicos veterinários, pois eles são excelentes aliados na eficácia dos tratamentos indicados por conta da versatilidade das matérias-primas e adequação específica que os remédios propiciam para cada animal. Essa adequação gera economia para o dono dos pets e velocidade no resultado esperado pelo profissional que o indica.

8. Os remédios manipulados não geram benefícios.

Mito. Essa opção auxilia no tratamento, uma vez que possibilita a administração e um remédio palatável ao gosto do animal, minimiza o stress e contribui para o seu bem-estar, fatores que contribuem para uma resposta rápida ao tratamento, alcançando os objetivos de todos os envolvidos, do animal, do dono e do veterinário.
 
9. Não há contraindicações para o uso dos medicamentos veterinários manipulados.

Verdade. O que existem são as contraindicações normais a qualquer medicamento, que dependem do princípio ativo escolhido para o tratamento. O médico veterinário sempre analisará eventuais contraindicações durante a prescrição da receita médica.
 
10. Medicamentos veterinários manipulados também possuem data de validade.

Verdade. A determinação do prazo de validade dos remédios veterinários manipulados depende da forma farmacêutica e do ativo escolhido. Essa validade costuma variar entre 15 dias (por exemplo: um xarope de antibiótico) até seis meses (cápsulas de vitaminas e aminoácidos). É importante respeitar as normas que regem a medicina veterinária de manipulação.
 
Sobre a DrogaVET
Foi em busca de soluções no segmento de manipulação veterinária, respeitando integralmente todos os princípios éticos que regem a produção de medicamentos e a sua aplicabilidade aos animais que, em 2004, surgiu a DrogaVET. Criada pela farmacêutica Sandra Schuster, a empresa é pioneira no ramo e a maior rede de farmácias de manipulação veterinária no Brasil, especializada em produzir e oferecer produtos com inovação e qualidade, atuando na prevenção, tratamento e prolongação da vida dos animais.
Pensando sempre em adequar as necessidades do médico veterinário e seus pacientes às possibilidades e facilidades que a manipulação de medicamentos proporciona para a cura de doenças e na eliminação da dor, a empresa investe em fórmulas elaboradas criando formas e sabores mais palatáveis ao gosto do paciente animal como, por exemplo, biscoitos medicamentosos, emulsões, géis transdérmicos, pastas orais, xampus, xaropes, em sabores como: picanha, salsicha, atum, bacon, pão, queijo, entre outros, o que possibilita um tratamento sem sofrimento e estresse. Além disso, o custo é menor, pois o medicamento é feito na dose certa, sem desperdício. Mais informações: www.drogavet.com e também pela FanPage.

Fonte: Maxpress

domingo, 4 de maio de 2014

Saiba quais são as vantagens de manipular medicamentos

Saiba quais são as vantagens de manipular medicamentos  Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
 
Os medicamentos manipulados são "personalizados" de acordo com a necessidade de cada paciente, ou seja, ele pode ser feito em forma de cápsulas, shakes, gomas de colágeno, cremes, chocolates ou pós-aromatizados.
Para comprar um remédio na farmácia de manipulação, é preciso ter uma receita médica que indique o princípio ativo necessário e a dose recomendada, assim o farmacêutico irá preparar o fármaco com a concentração exata e no tempo certo do tratamento, evitando a automedicação.
De acordo com a farmacêutica e homeopata Adriana Márcia Gonçalves, cada medicamento manipulado é único e só deve ser utilizado pelo próprio paciente.
Outro diferencial é a associação de medicamentos, pois há doenças que precisam ser tratadas com vários remédios ao mesmo tempo.
— Dependendo do quadro clínico do paciente, o médico pode prescrever um medicamento manipulado que possibilite a associação de várias substâncias, impedindo que o paciente tome vários simultaneamente— afirma a farmacêutica.
Ainda está com dúvida sobre o consumo dos manipulados? Veja quais são as suas diversas vantagens:

Baixo custo
Segundo dados do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), os medicamentos manipulados são 50% mais baratos do que os industrializados e apresentam as mesmas qualidades.
— Eles não preveem desperdícios. Já os medicamentos industrializados têm custos altos devido à pesquisa e desenvolvimento de novos remédios— revela Adriana.

Segurança
Toda matéria prima utilizada na farmácia de manipulação vem acompanhada de um laudo de análise do fabricante. Além disso, os estabelecimentos geralmente possuem o seu laboratório próprio de controle de qualidade, garantindo a segurança das fórmulas.

Medicamentos não disponíveis no mercado
Alguns tratamentos de doenças raras requerem medicamentos que não existem mais no mercado. Nesses casos, o médico pode recorrer à farmácia de manipulação, pois se a farmácia tiver a matéria-prima do medicamento, poderá manipular o remédio para o tratamento.

A dose certa para cada pessoa
Somente na farmácia de manipulação, sob prescrição, é possível preparar doses diferenciadas que atendam às necessidades de cada paciente. A farmacêutica alerta para o uso individual do manipulado e o cuidado com a automedicação.
— Mesmo que o medicamento seja eficaz, nunca o indique para outra pessoa, pois ele foi formulado para atender as suas necessidades específicas. E não tome remédio por conta própria, a automedicação pode trazer consequências graves para a saúde— alerta.

Tipos de medicamentos manipulados
O medicamento pode ser manipulado sob diversas formas: em envelope, cápsulas, shakes, chocolate, comprimidos, pastilhas efervescentes, balas de colágeno e, dependendo do caso, podem ser feitos em gel, sabonete ou loção. Se um medicamento industrializado só existe em cápsulas e o paciente tem dificuldade de engoli-lo, na farmácia de manipulação ele poderá ser feito em xarope.

Rótulo personalizado
No rótulo dos medicamentos contém dados do paciente, evitando riscos como a troca ou o consumo inadequado por outras pessoas.

Atenção na hora de escolher a farmácia!
Independente do tratamento, qualquer pessoa pode usufruir dos medicamentos manipulados. Fique atento e escolha uma boa farmácia para manipular o seu remédio:
-Observe se a farmácia oferece assistência farmacêutica e se o farmacêutico está presente. Ele é o profissional habilitado a dar orientação correta sobre seu medicamento
-Verifique a higiene do estabelecimento e de seus funcionários
- Exija pontualidade na entrega do seu medicamento

Fonte: Diário Catarinense

terça-feira, 8 de abril de 2014

Fiscalização interdita farmácias de manipulação em Juiz de Fora

Quatro estabelecimentos já foram fechados pela fiscalização conjunta.
Ação iniciada nesta segunda-feira (7) será até o fim desta semana.

Quatro farmácias de manipulação foram interditadas nesta segunda-feira (7) em Juiz de Fora, no primeiro dia da fiscalização conjunta entre Secretaria de Saúde, Vigilância Sanitária Estadual, Ministério Público Estadual e equipes do departamento de Vigilância Sanitária Municipal.  As farmácias fechadas apresentaram riscos no processo de produção de medicamentos, segundo o chefe do departamento de Vigilância Sanitária Municipal, Lucas França. “São riscos que podem comprometer a qualidade do medicamento, colocando em risco a vida do usuário ou de complicação na doença que ele está tratando”, disse.

A operação, realizada por mais de 15 autoridades sanitárias de Juiz de Fora e Belo Horizonte, inspeciona os processos de trabalho, equipamentos utilizados na produção dos medicamentos, insumos utilizados e área física e contínua até o final desta semana. “A gente está trabalhando com cinco equipes para fazer o maior número de farmácias até o fim da semana. A fiscalização dura o ano inteiro, estamos fazendo uma maior quantidade para manter a qualidade destas farmácias”, reforçou. Lucas França explicou o andamento dos casos onde há irregularidades. “Caso haja interdição ou alguma infração sanitária serão apurados mediante ato de processo administrativo da vigilância sanitária. Se tiver algum ilícito penal ou criminal, será encaminhado às autoridades”.

O chefe do departamento de Vigilância Sanitária Municipal ainda orientou os clientes a como verificar se a farmácia está regularizada. “Quando a farmácia está de acordo com a norma, ela tem o alvará sanitário com validade de um ano. Às vezes ela apresenta o alvará sanitário, mas vencido. Quando estiver assim, significa que Vigilância Sanitária não esteve lá, não fez inspeção”, informou.

Segundo o promotor de Defesa da Saúde, Rodrigo Ferreira de Barros, esta é uma força-tarefa realizada em parceria pelo Ministério Público Estadual, Vigilância Sanitária do Estado, Departamento de Vigilância Sanitária da Prefeitura e Polícia Civil. “Queremos resguardar a segurança dos consumidores. Haverá um cronograma de trabalho até que todas as farmácias sejam fiscalizadas. Nesta segunda-feira, foram constatadas irregularidades em diversas delas com a interdição de algumas”, explicou. A Secretaria de Saúde informou que ainda não há balanço da operação.
 
Riscos à saúde
O objetivo da fiscalização é avaliar os riscos e agravos à saúde que podem ser provocados em consumidores de medicamentos manipulados, produzidos em instalações que trabalham sob as normas da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) número 67, da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a Portaria 344/98 do Ministério da Saúde. São mais de 40 farmácias de manipulação registradas atualmente na Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, conforme divulgado pela Prefeitura.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a RDC 67 fixa os requisitos mínimos exigidos para o exercício das atividades de manipulação de preparações magistrais e oficinais das farmácias, desde as instalações, equipamentos e recursos humanos, aquisição e controle da qualidade da matéria prima, armazenamento, avaliação farmacêutica da prescrição, manipulação, fracionamento, conservação, transporte e dispensação das preparações, além da atenção farmacêutica aos usuários ou responsáveis, visando a garantia de qualidade, segurança, efetividade e promoção do uso seguro e racional.

A Prefeitura explicou ainda que a portaria versa sobre as convenções de substâncias psicotrópicas e contra o tráfico de entorpecentes e psicotrópicos. No Regulamento Técnico, trata, entre outros assuntos, da licença concedida pela Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, a empresas, instituições e órgãos, para o exercício de atividades de extração, produção, transformação, fabricação, fracionamento, manipulação, embalagem, distribuição, transporte, reembalagem, importação e exportação de substâncias.

 Fonte: G1

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Farmácia com manipulação - Dúvida sobre Finasterida (fiscalização)

Dúvida de um colega da área magistral

"Boa tarde a todos os colegas, gostaria de pedir ajuda a todos.
Sou farmacêutico de uma farmácia de manipulação e enfrento um problema coma a VISA local.
A fiscal insiste em dizer que o medicamento FINASTERIDA é um hormônio e deve ser manipulado em sala separado e com tabuleiro separado.

Não encontro literatura que especifique que ele não é hormônio e sim um anti-neoplásico, mas teria que especificar que não é hormônio. Se alguém puder ajudar, agradeço."
Archimedes Jr Fernandes
Resposta da competente colega Gelza Araújo
"Infelizmente a tal lista não existe.
A resposta da ANVISA ao questionamento foi buscar fontes reconhecidas na literatura para a classificação, e a mudança de classificação não ajudaria, cairia também no anexo III da RDC 67/07, com a mesma exigência (citostáticos). Aqui temos a cabine para manipulação de hormônios e este insumo é manipulado nela (estou no RJ).
Ele tem atividade anti-neoplásica por modulação hormonal... nesse limbo a interpretação acaba variando"

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Bula para medicamentos manipulados passa a ser obrigatória no Paraná

31/07/2013 18:40


As Vigilâncias Sanitárias do Paraná começaram a fiscalizar nesta quarta-feira (31) o cumprimento da lei estadual que obriga farmácias de manipulação a fornecerem bulas magistrais junto a seus medicamentos. A medida é pioneira no país e preza pela segurança dos consumidores desse tipo de medicamento, que apresenta os mesmos riscos de intoxicação que os remédios industrializados.

As farmácias tiveram 180 dias para se adequar às novas normas e a partir desta quarta estarão sujeitas a sanções sanitárias em caso de descumprimento. As punições vão desde uma primeira notificação ou multa, até a suspensão do direito de manipulação e venda.

Segundo o coordenador do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana, a medida garante que os clientes tenham acesso a informações importantes sobre como utilizar os medicamentos manipulados. “É um reforço daquelas orientações que já são repassadas pelo farmacêutico no balcão quando se dispensa o medicamento”, explica.

A grande vantagem é que as bulas são individuais e personalizadas para cada paciente. De acordo com a legislação, elas devem seguir o padrão estabelecido pelo Governo do Estado e conter informações sobre a identificação do paciente e do fabricante, telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor, informações sobre como usar o medicamento, cuidados necessários durante a gravidez e o período de amamentação, o que fazer quando a pessoa esquece de tomar o medicamento, onde e como guardar o medicamento, o que fazer em caso de acidentes, além de outras frases de advertência e informações sobre reações indesejáveis e contraindicações.

Nesta quarta-feira, as equipes das Vigilâncias Sanitárias do Estado e também do município de Colombo realizaram uma ação conjunta para verificar o cumprimento da lei das bulas em farmácias da cidade. Todos os estabelecimentos inspecionados já disponibilizavam bulas magistrais a seus clientes e por isso nenhum auto de infração foi emitido.

A farmacêutica Aline Kaufmann, responsável por uma das farmácias fiscalizadas, afirmou que a nova legislação é um importante avanço na assistência farmacêutica, mas exigiu algumas mudanças na rotina da farmácia. “Levamos cerca de um mês para nos adequar às novas normas. Tivemos que implantar um programa específico para emitir as bulas, mas sabemos que isso trará diversos benefícios a nossos clientes”, diz.

Em algumas farmácias, o consumidor poderá escolher ainda entre a bula impressa ou a bula online, enviada através de email cadastrado no estabelecimento. O objetivo é que a pessoa tenha sempre acesso ao conteúdo da bula onde quer que esteja.

OUVIDORIA – Para garantir o cumprimento da lei das bulas em todo o Paraná, a Vigilância Sanitária também conta com a ajuda da população. Caso alguém saiba de alguma farmácia que não esteja cumprindo a nova norma é possível fazer uma denúncia por intermédio da Ouvidoria do SUS. A manifestação pode ser registrada pelo telefone 0800 644 4414, pelo site www.saude.pr.gov.br (Ouvidoria) ou ainda por meio da ouvidoria de saúde do seu município.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

quinta-feira, 21 de março de 2013

Manipulação – Antimicrobianos - orientação para escrituração de entrada de insumos em grande quantidade


20 de março de 2013

A Coordenação do SNGPC informa que com a proximidade do início das operações com a nova versão do SNGPC, prevista para o dia 16 de abril de 2013, que abrangerá a escrituração dos medicamentos antimicrobianos, algumas alterações no processo de validação de arquivos XML já foram implementadas neste mês de março.

Uma delas é a validação da quantidade máxima de caracteres nas informações de entradas de insumos farmacêuticos em farmácias com manipulação, sendo este limite de 10 caracteres (6 antes da vírgula e 4 depois). Desta forma, o limite de entrada é 999999,9999 mg.

Com a nova versão do SNGPC este limite de caracteres será o mesmo, entretanto as farmácias não terão problemas com este limite pois a informação a ser enviada deverá estar na unidade de grama (g), e não mais em miligrama (mg) como ocorre atualmente.
Desta forma, orientamos aos farmacêuticos que precisam escriturar estas entradas no SNGPC até o dia 15 de abril, a seguir uma das opções:

a) Verificar com o suporte técnico de seu software que gera os arquivos XML a possibilidade de se dividir a informação da entrada de grande quantidade de insumo em duas ou mais entradas menores, informando a mesma nota fiscal para todas elas.

b) Caso não seja possível, a escrituração deste insumo deve ser feita apenas de forma manual ou internamente, no próprio sistema informatizado da farmácia, sem envio ao SNGPC. Lembrando que esta impossibilidade de escrituração deve ser aceita apenas até o dia 15 de abril de 2013, quanto será feita a transição para a nova versão do SNGPC.


Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados – SNGPC

Fonte: SNGPC

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Medicamentos manipulados terão bulas padronizadas no Paraná

Agencia Estadual de Notícias

O Paraná é o primeiro estado a obrigar farmácias de manipulação a fornecer bulas detalhadas com seus medicamentos. A medida começou a valer nesta quinta-feira (31), após o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, assinar resolução que normatiza forma e conteúdo das chamadas "bulas magistrais", com informações semelhantes às encontradas em remédios industrializados.

De acordo com Caputo Neto, a legislação estadual serve de modelo para que uma normativa nacional seja criada, beneficiando os usuários desse mercado que vêm crescendo a cada ano no Brasil. "O objetivo é informar o consumidor da melhor forma, evitando acidentes na administração desses medicamentos", explicou o secretário, que também é profissional farmacêutico.

As farmácias de manipulação do Paraná terão 180 dias para se adequar às novas normas. Após esse prazo, estarão sujeitas a sanções das Vigilâncias Sanitárias municipais e estadual, que vão desde notificação ou multa até a suspensão do direito de manipulação e venda do estabelecimento.

A resolução SESA 62/2013 regulamenta a Lei estadual 17.051/2012, proposta pelo deputado estadual Valdir Rossoni e assinada pelo governador Beto Richa. Ela é resultado de um trabalho conjunto entre o Governo do Estado, entidades representativas, conselhos de classe, instituições acadêmicas e profissionais da área farmacêutica.

Segundo Ademir Valério Silva, presidente nacional da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais – Anfarmag, a proposta paranaense deverá ser levada em breve ao Senado Federal. "Essa construção compartilhada que nos foi apresentada pelo Paraná mostra a importância de um governo democrático, aberto à discussão. Isso proporcionou que fosse criada uma norma exequível e que poderá ser aplicada em todo o Brasil", enfatizou.

PROCESSO - Em abril de 2012, foi criada uma comissão interinstitucional para gerenciar o processo de regulamentação da lei e avaliar o impacto regulatório no mercado. A resolução também ficou disponível em consulta pública durante 30 dias e recebeu contribuições de diversas entidades, inclusive de outros estados.
Após esse período, a comissão ganhou o apoio do Departamento de Design da Universidade Federal do Paraná que auxiliou na elaboração de quatro modelos de bulas. "Além das bulas para medicamentos alopáticos e homeopáticos, também criamos duas versões específicas para usuários com limitações visuais, algo nunca visto no mundo", ressaltou a professora Carla Spinillo.

CONTEÚDO - As bulas deverão estar separadas do medicamento e conter identificação do paciente e do fabricante, telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor, informações sobre como usar os medicamentos, cuidados necessários durante a gravidez e o período de amamentação, o que fazer quando a pessoa esquece de tomar o medicamento, onde e como guardar o medicamento, o que fazer em caso de acidentes, além de outras frases de advertência e informações sobre reações indesejáveis e contraindicações.

A resolução completa e os modelos de bulas estão disponíveis no site www.saude.pr.gov.br.

Fonte: O diário

terça-feira, 5 de junho de 2012

Três são indiciados por erro na fabricação de remédios em MG

Seis pessoas teriam morrido após ingerir o medicamento em Teófilo Otoni.
Outras quatro mortes são investigadas pela polícia em Novo Cruzeiro.

Do G1 MG

A Polícia Civil informou nesta terça-feira (5) que três pessoas responsáveis pela venda e fabricação de medicamentos da Fórmula Pharma foram indiciados, nesta sexta-feira (1º) por homicídio culposo, lesão corporal culposa e adulteração de remédios emTeófilo Otoni, na Região do Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Entre os indiciados está o proprietário, uma farmacêutica e um técnico.

De acordo com a polícia, a morte de dez pessoas e o registro de lesões corporais em outras duas foram investigadas pela corporação. Inquéritos referentes a sete vítimas, sendo seis mortes, foram encaminhados à Justiça pela Delegacia Regional de Teófilo Otoni. Outras quatro mortes ainda são apuradas pela polícia em Novo Cruzeiro, também no Vale do Mucuri.


Erro
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) informou no dia 22 de dezembro de 2011 que a análise parcial de uma amostra do medicamento Secnidazol 500 mg comprovou que houve erro na produção do remédio. De acordo com a secretaria, além de identificada a presença de uma substância anti-hipertensiva, o remédio não possui o componente antiparasitário Secnidazol.
Ainda de acordo com o órgão, a análise foi feita em duas etapas, sendo que a primeira era constatar as propriedades do remédio. O segundo procedimento tinha como objetivo apurar a possível contaminação causada por outros insumos. As amostras do medicamento analisadas foram abertas na presença de um representante da Fórmula Pharma, farmácia responsável, e técnicos da Vigilância Sanitária e da SES.

Investigação
De acordo com a nota divulgada pela SES, a investigação começou no dia 1º de dezembro e aponta uma possível relação entre as mortes e o medicamento Secnidazol 500 mg, produzido pela farmácia de manipulação Fórmula Pharma e utilizado para combater verminoses.

A investigação começou depois de uma notificação de dois casos suspeitos de intoxicação feita no dia 30 de novembro de 2011 pela Superintendência Regional de Saúde de Teófilo Otoni. No dia 3 de dezembro, foram coletadas amostras na farmácia e foi realizada uma interdição cautelar na área de manipulação de sólidos orais.

No dia 10 de dezembro, técnicos da SES, da Secretaria Municipal de Saúde de Teófilo Otoni e militares da PM foram à farmácia para coletar possíveis provas. Ao chegarem ao local, constataram que, apesar da interdição cautelar, o estabelecimento continuava a dispensar medicamentos manipulados. O local foi totalmente interditado e um boletim de ocorrência contra o responsável pelo estabelecimento foi registrado.

Segundo a SES, outras 11 pessoas podem ter usado o medicamento, de acordo com documentos encontrados na farmácia.

fonte: G1

terça-feira, 20 de março de 2012

Avanços técnicos das farmácias magistrais são mostradas em Brasília

O alto grau de desenvolvimento e os avanços técnicos das farmácias magistrais serão mostradas para mais de 300 profissionais no Seminário Internacional de Farmacêuticos Magistrais – Processo, Produtos e Tecnologia. O evento, promovido pela Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, acontece dia 22 de março (quinta-feira), de 8h até 13h10, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 - Setor Hoteleiro Sul, Quadra 6 – Conj. A – Lote 1 – Bloco G, na Capital Federal.

Os principais palestrantes são o médico pediatra (qualificar o cientista) Joaquim Callabelai, da Espanha, que abordará a prática clinica e personalização da terapêutica aplicados em seu país. E o farmacêutico norte-americano Paul Kerba, que mostrará as novidades em veículos magistrais realizadas nos Estados Unidos,
Do Brasil, um dos palestrantes será o farmacêutico Anderson de Oliveira Ferreira, que tem a responsabilidade de mostrar os avanços da manipulação de medicamentos em nosso país. Outro palestrante será o médico dermatologista Adilson Costa que traz o assunto de sua área através da personalização terapêutica.

fonte: Portal Fator Brasil

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Remédio controlado só pode ser produzido com receita prévia

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) deu provimento, na última semana, a recurso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e impediu uma farmácia de manipulação de Criciúma (SC) de produzir medicamento controlado para estoque sem prescrição prévia.
A decisão de primeira instância contestada pela Anvisa, proferida em outubro do ano passado, permitia a produção e estoque sem receita, o que levou a agência a recorrer no tribunal contra a decisão. Para a autarquia, a sentença estaria contrariando a Lei 5.991/73, que regula o controle sanitário de comércio de drogas.

Segundo a Anvisa, a autorização de produção sem prescrição colocaria em risco a saúde pública. O objetivo da regulamentação que obriga a existência de receita para a produção dos remédios controlados é garantir sua qualidade e permitir uma fiscalização mais efetiva.

Após analisar o recurso, o relator do processo, desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, modificou a decisão de primeiro grau. Para Lenz, a Anvisa foi criada para proteger a saúde da população, tendo poder de polícia para garantir o controle sanitário da produção e comercialização dos remédios.

Lenz ressaltou em seu voto que a restrição não prejudica o exercício da atividade empresarial, que pode ocorrer normalmente, desde que obedecidas as resoluções expedidas pelo órgão de fiscalização.
AC 5002619-33.2010.404.7204/TRF

Fonte: Ascom - TRF da 4ª Região

Divulgação: Direito2.com