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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Curar sem remédios

Câncer, obesidade e outras doenças não transmissíveis podem e devem ser prevenidas antes de se manifestarem 
 
por Rogério Tuma publicado 16/07/2014 04:14 
 
Houve um tempo em que as epidemias que colocavam a existência da humanidade em risco estavam ligadas apenas às doenças infecciosas. Hoje, o que mais assusta são as doenças não transmissíveis. O fato de o mundo ter se tornado “menor” com a globalização pode ter facilitado o surgimento de pandemias por doenças transmissíveis, mas a massiva aculturação da humanidade também universalizou os maus hábitos, como fumar, beber e comer demais. Houve um aumento na incidência das doenças não transmissíveis (DNTs), como câncer, obesidade, diabetes e doenças cardiocerebrovasculares em proporções maiores que as infecções.

Anos atrás, os habitantes de países ricos morriam dos efeitos do cigarro, do álcool e da comida em excesso, e os dos pobres morriam de doenças infecciosas, como tuberculose e malária. Hoje, excetuando-se a região do subsaariana, todos sofrem mais com as DNTs. Elas são responsáveis por 65% das mortes anuais e mais da metade do custo econômico que todas as doenças provocam. O mais assustador é que 85% desse custo e perda de vidas ocorrem nos países mais pobres. Para Lawrence Gostin, diretor da Organização Mundial da Saúde, o custo de tratamentos e o prejuízo com as mortes prematuras somarão 47 trilhões de dólares por volta de 2030.

Cientistas identificaram alguns fatores que, se controlados por legislação internacional, trariam dramática redução na incidência das DNTs. A redução do uso do tabaco no mundo é um exemplo. As regras de uso do tabaco da ONU são utilizadas em 178 países por ratificação de um tratado, onde 51 deles incluíram em sua legislação as regras, que recomendam altos impostos, proibição de uso em locais públicos e controle de publicidade. Já a obesidade tem passado ao largo desse sucesso. De acordo com Gostin, nenhum país signatário da OMS conseguiu até hoje reduzir a taxa de obesidade. Focada em doenças como Aids, tuberculose e malária, a organização gasta apenas 8% de seu orçamento para controle das DNTs. A única ação da OMS foi em 2012, quando definiu como objetivo global a redução de 25% das mortes prematuras por DNTs até 2025.

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, as leis para controle dessas doenças não são aplicadas porque os governos estão ligados à indústria de alimentos, bebidas e tabaco; seria o medo de perder uma indústria para o país vizinho. A ONU recomenda uma lista de medidas de baixo custo que promovem alto impacto na redução das DNTs. São elas:

Tabaco: Aumentar impostos, tornar as áreas públicas livres de cigarro.

Álcool: Aumentar impostos, restringir acesso a lojas e proibir propaganda.

Dieta: Reduzir sal e açúcar nos alimentos, substituir gordura trans por poli-insaturada nos alimentos industrializados.

Exercício: Fomentar programas de atividades físicas e esportivas no trabalho e escolas, aumentar vias para bicicletas .

Doença cardiovascular e diabetes: Identificar a doença e tratá-la precocemente.

Câncer: Imunizar toda a população contra o vírus da hepatite B para prevenir o câncer de fígado e identificar e tratar lesões de colo do útero para evitar câncer uterino em mulheres.

Fonte: Carta Capital
 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Quebra da relação entre médicos e indústria farmacêutica melhora saúde e reduz custos

David Stauth - OSU
Um novo relatório sugere que melhorias no cuidado à saúde e reduções significativas nos custos de medicamentos podem ser obtidas rompendo o antigo relacionamento entre médicos e representantes das empresas farmacêuticas que promovem os medicamentos mais novos, mais caros e muitas vezes desnecessários.

Esse sistema, que está em vigor há décadas, beneficiou os médicos no passado, mantendo-os atualizados sobre novos medicamentos, e fornecendo generosas quantidades de amostras grátis para que os pacientes começassem a usar as drogas mais recentes, bem como outros materiais e presentes.
Mas esse sistema é na verdade um poderoso processo de marketing em que a indústria farmacêutica despeja dezenas de bilhões de dólares por ano, com mais de 90 mil representantes distribuindo presentes e recomendações.

Há um representante farmacêutico para cada oito médicos nos Estados Unidos.

Isto não necessariamente serve aos melhores interesses dos pacientes em termos de economia, eficácia, segurança e precisão das informações, dizem os especialistas autores do relatório.

Livre dos representantes das empresas farmacêuticas
Em um dos primeiros estudos desse tipo - intitulado Breaking Up is Hard to Do - "Romper é Difícil", em tradução livre - pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon e da Universidade de Washington descrevem o processo deliberado que uma clínica médica empreendeu para remover os representantes das empresas empresas farmacêuticas de sua prática.

O estudo explora os obstáculos enfrentados e o resultado final, bem-sucedido.

O estudo concluiu que evitar conflitos de interesse e tornar-se "pharma-free" é possível, mas não é fácil.

"É uma mudança de cultura, que já está acontecendo, mas ainda tem um caminho a percorrer, especialmente em clínicas privadas menores," disse o Dr. David Evans, um dos autores do estudo.

Parte do que está permitindo essa mudança, segundo os pesquisadores, é que as informações sobre novos medicamentos já estão disponíveis em muitas outras formas.

Essas outras fontes têm menos viés e são mais baseadas em evidências científicas do que o material tradicionalmente fornecido pela indústria farmacêutica, que quer vender o produto mais recente.

Como quebrar a ligação entre médicos e representantes
Na Clínica Madras, onde foi feito o piloto de eliminação da influência dos representantes, os médicos substituíram as informações fornecidas anteriormente pelos representantes por reuniões mensais para atualização sobre novos medicamentos, com base em estudos científicos revisados pelos pares, em lugar da literatura promocional.

"Nos últimos 5-10 anos houve um reforço de um movimento em direção ao que chamamos de 'detalhamento acadêmico', em que as universidades e outras fontes imparciais de informação podem fornecer informações precisas, sem viés," disse Daniel Hartung, coautor do estudo. "Isso está sendo apoiado por alguns estados e pelo governo federal, e é um passo na direção certa."

A nova análise explora as medidas necessárias que uma clínica privada pode tomar para ajudar a resolver este problema, incluindo a quantificação da relação clínica-indústria, antecipação das preocupações dos clínicos e funcionários, como encontrar novas formas de fornecer informações atualizadas e de educar os pacientes e o público.

O relatório, publicado no Journal of the American Board of Family Medicine, pode ser lido gratuitamente no endereço http://bit.ly/19tKK06.


sábado, 25 de maio de 2013

Médicos receitam remédio sem atender pacientes

Denúncia foi feita por clínica geral da capital, em audiência pública sobre o setor de saúde em BH


Falta de medicamentos e de médicos, especialmente pediatras, e emissão de receitas médicas sem consultas foram algumas das denúncias feitas por pacientes e profissionais de saúde em Belo Horizonte, ontem, em audiência na Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara.

Um médica do posto de saúde na Pedreira Prado Lopes, na região Noroeste da capital, contou que é comum gerentes e outros funcionários de centros de saúde pedirem que os médicos prescrevam sem ver o paciente. “Eles fazem o pedido pela falta de profissionais. Geralmente são remédios de uso contínuo, para depressão ou pressão”, disse. A médica- garantiu que, a cada período, faltam certos tipos de medicamentos, como soro para tratar pacientes com dengue.

Presente à audiência, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, negou as denúncias. “Não faltam medicamentos. E essa prática de receitar sem ver o paciente é ilegal. Não existe essa recomendação”, disse.
Para o presidente do Conselho Regional de Medicina em Minas Gerais, João Batista Soares, os médicos não querem trabalhar no sistema Único de Saúde (SUS) em função de baixos salários e condições precárias.

Pediatria. Mães reclamaram da falta de pediatras na rede privada da capital. De acordo com Carolina Pereira, integrante da Associação Padecendo no Paraíso, a média de espera por uma consulta é de quatro horas. “É absurdo pagar um plano e não ter qualidade”.
Já o secretário disse que não faltam pediatras no SUS e que cada posto tem, ao menos, um profissional.

Fonte: O tempo

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Imposto da saúde

Notícia da edição impressa de 25/04/2013

Ao contrário do carro, o imposto do remédio não é reduzido. E, na onda de desonerações promovida pelo governo Dilma, os medicamentos não entraram, o preço do remédio aumentou 5,85% no ano passado. Atualmente, 35,7% do que se paga para se tratar é imposto. Canadá, Reino Unido e Colômbia não tributam remédios e deputados querem seguir o exemplo. Como acontece com a CPI da Telefonia, os Legislativos estaduais começam a discutir o tema. O deputado estadual gaúcho Diógenes Basegio (PDT) realizou audiência pública para tratar do tema. “Estou confiante de que podemos reduzir os impostos dos remédios; nós reduzimos em diversos outros setores e este não pode ficar de fora. Outras regiões já conseguiram e provam que é possível sem que haja um impacto negativo”, disse. Depois da audiência, ele propôs a criação de uma frente parlamentar na Assembleia.

Taxar o essencial
Na esfera federal, já foi lançada a Frente Parlamentar para Desoneração dos Medicamentos, e diversas propostas foram apresentadas. Uma delas, do deputado Antonio Reguffe (PDT-DF), quer zerar o imposto sobre remédios feitos no Brasil e importados. De acordo com ele, o impacto no orçamento seria de R$ 3 bilhões. “É um impacto ínfimo para um benefício imenso.” Mesmo assim, o governo resiste à ideia. A orientação é de não aprovar propostas que não signifiquem mais gasto. Mas, para Reguffe, é uma orientação errada, pois o governo retirou R$ 20 bilhões de impostos das montadoras. “É uma incoerência porque remédio não é bem supérfluo e o preço é regulado, então o cidadão sentiria o impacto. O carro é supérfluo e a desoneração pode não ser sentida”. Para o deputado Osmar Terra (PMDB), a desoneração é positiva, mas o governo ainda está atrás em relação aos medicamentos básicos. “Primeiramente deveria garantir o acesso a esses remédios a toda a população, sem cobrar nada. Isso o SUS não fez até hoje. Depois se discutiria com a indústria para garantir um preço mais baixo”, disse Terra. Segundo ele, o problema de retirar impostos é garantir que o produto chegue com um preço mais baixo ao consumidor.

Compensação hídrica

Prefeitos de municípios gaúchos sedes de hidrelétricas e alagados por barragens foram à Câmara para pressionar os deputados a aprovar um projeto de lei que eleva de 45% para 65% o percentual de participação das prefeituras na compensação financeira pela utilização do recurso hídrico. A secretária executiva da Associação dos Municípios Sedes de Usinas Hidrelétricas (Amusuh), Terezinha Sperandio, apresentou um estudo técnico sobre o volume de recursos que as prefeituras estão deixando de receber. “Os prefeitos não tinham noção dos prejuízos que tudo isso está provocando nas suas comunidades. O primeiro passo já foi dado, com a informação. O segundo passo agora é a mobilização para conseguirmos aprovar a proposta no Senado”, disse.

Fonte: Jornal do Comércio

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Médicos agora miram anti-inflamatório


 
07/04/2013 - O Estado de S.Paulo
JornalistaLígia Formenti
Um dos campeões de vendas nas farmácias e da automedicação, os anti-inflamatórios estão na mira das sociedades médicas. Com aumento de complicações e atendimentos de urgência provocados pelo uso inadequado, algumas entidades passaram a defender uma mudança na forma da prescrição. A proposta é que todos os medicamentos dessa classe sejam vendidos com a retenção de uma cópia da receita.

"É preciso fazer algo. Boa parte dos atendimentos de urgência, como hemorragias e lesões agudas gástricas, é provocada pelo uso exagerado do remédio", afirma o presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia, José Roberto Almeida.

"Somos uns dos campeões mundiais no uso dessa classe de medicamento. Eles são importantes, úteis, mas quando usados de forma adequada", afirma o diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Anthony Wong.

Um dos principais erros, diz Wong, é usar anti-inflamatórios como ferramenta para reduzir a dor. "O remédio não foi desenvolvido com essa finalidade." Ele atribui a grande incidência de complicações ao desconhecimento das interações que o medicamento pode trazer. "Geralmente esse tipo de remédio é usado por pessoas idosas, que já têm outros tipos de problemas."

A ideia, portanto é estabelecer como regra geral para todos os anti-inflamatórios o que já acontece com alguns medicamentos da classe e todos os antibióticos. O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, afirma que pedidos de regras mais rígidas já chegaram à agência. "Por enquanto temos outra prioridade. Não acreditamos que o comportamento possa ser mudado só com o aumento de restrições."

Barbano diz que a agência quer encontrar mecanismos para fazer valer uma regra antiga, mas que raramente é respeitada: a necessidade da apresentação da receita para remédios de tarja vermelha. Em fevereiro, a Anvisa publicou pela segunda vez um edital para interessados em participar de uma força de trabalho encarregada de estabelecer medidas para estimular o uso racional de medicamentos. Cerca de 120 inscrições foram feitas. A expectativa é a de que até o fim do ano uma política já esteja traçada.

A intenção é alertar a população sobre os riscos da automedicação, chamar a atenção dos locais de venda para a necessidade do cumprimento das regras e reforçar a vigilância. "Vamos alertar todos os setores envolvidos, discutir estratégias de tal forma que, quando a cobrança começar a ser feita, ninguém possa dizer que não estava preparado."

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, considera acertada a estratégia da Anvisa. "Toda venda de medicamento com tarja deve ser feita mediante a apresentação da receita." Para ele, a automedicação tem de ser reduzida não com mais burocracia, mas com a criação de campanhas de esclarecimento.

Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, concorda. "É preciso exigir receita, mas também garantir o acesso da população a atendimento médico", disse. "Enquanto o acesso for difícil, as pessoas vão recorrer ao palpite da vizinha ou aos medicamentos sugeridos nas farmácias." Roberto Almeida diz que atividades educativas são imprescindíveis. "Se isso não funcionar, é preciso pensar em algo mais restritivo."

Vendas. Em 2012, 129.279 caixas de anti-inflamatórios foram vendidas no País, segundo o levantamento feito pelo Sindusfarma e IMS Health. Essa classe de medicamentos, representa 4,9% da movimentação do setor. Em 2010, haviam sido vendidas 106.043, ou seja, uma alta de 21,9% em dois anos. "Houve um aumento, mas equivalente ao crescimento que ocorreu no mercado neste período", diz o presidente do sindicato. Em 2012, foram vendidas no País 2.587.868 caixas de remédios, uma alta de 25% em comparação ao total de 2010 (2.069.607).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cuidados diários e medicamentos ajudam a tratar acne interna

Vilã declarada da beleza de homens e mulheres, a acne tira o sono de jovens e adultos, mesmo quando não está tão aparente. Chamada de “nódulo-cística”, ou simplesmente de espinha interna, ela costuma se formar debaixo da pele, demorando a sair e causando dores e desconfortos maiores do que a do tipo externa.

Para dar fim a elas, além de evitar espremê-las a todo custo, principalmente para não ter de lidar com marcas e até cicatrizes no rosto, saber o que pode e, sobretudo, não deve ser feito para combater o problema é fundamental.

“Toda a acne é uma inflamação que resulta da produção excessiva das glândulas sebáceas. Com esse acúmulo, os poros acabam se obstruindo e a secreção (pus) fica retida”, explica Miriam Sabino de Oliveira, dermatologista da clínica Miriam Sabino, de São Paulo.

O que fazer
Bastante comum nas pessoas com idade entre 14 e 22 anos, por razões hormonais e devido à hiperestimulação das glândulas sebáceas, as espinhas internas podem ser combatidas com medidas simples. A primeira delas é lavar o rosto com água morna e sabonete específico para cada tipo de cútis, três vezes ao dia.  Além disso, vale a pena apostar no uso diário do filtro solar e de cremes que controlam a oleosidade cutânea, assim como evitar o consumo de alimentos gordurosos. 

“Dependendo de sua gravidade, a acne interna também exige o uso de antibióticos, medicamentos de uso tópico e até mesmo componentes mais fortes, como a isotretinoína (uma das substâncias mais eficientes no tratamento)”, afirma Anderson Bertolini, dermatologista da Clínica Bertolini, de São Paulo. No entanto, vale ressaltar que esses itens não devem ser tomados por conta própria, mas, sim, receitados por dermatologistas.


O que não fazer
Alguns erros no tratamento de espinhas internas são bastante comuns. Entre os mais cometidos estão as tradicionais compressas de algodão com água quente, que podem, ao contrário do que se imagina, piorar a situação por causar a vasodilatação. 

Ferver um pouco de água para permitir que o vapor entre em contato com o rosto também é um dos meios escolhidos no combate à acne. No entanto, diferentemente do que possa parecer, o método não ajudará a espinha interna a sair e secar, mesmo abrindo os poros da pele.

Já a esfoliação, bastante indicada quando o assunto é espinhas, pode ser feita, mas apenas para prevenir o surgimento das famosas marquinhas. 

 
Agência Hélice
Terra

Fonte: Terra

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Projeto cria exigência para publicidade de medicamentos

Arquivo/ Leonardo Prado
Guilherme Mussi quer inibir a automedicação
Guilherme Mussi quer inibir a automedicação
 
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4717/12, do deputado Guilherme Mussi (PSD-SP), que determina que, para divulgar um anúncio de medicamento, os veículos de comunicação exijam das empresas farmacêuticas a autorização expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conforme a proposta, caso veicule anúncios de produtos terapêuticos não autorizados pela Anvisa, o veículo responderá na Justiça solidariamente com a fabricante do produto por eventuais danos aos consumidores.

De acordo com o texto, a mesma regra valerá para medicamentos de uso veterinário. Nesse caso, a empresa de comunicação deverá exigir do anunciante a autorização da Coordenação de Fiscalização de Produtos Veterinários do Ministério da Agricultura.

Segundo o autor, o elevado número de infrações na propaganda de remédios torna urgente o aperfeiçoamento das medidas regulatórias. O deputado acredita que “uma nova abordagem no comércio de medicamentos” pode inibir a automedicação no Brasil. “A cada meia hora, o Brasil notifica um caso de pessoa intoxicada por automedicação”, afirma Mussi.

O projeto altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990). De acordo com a proposta, as medidas valerão para qualquer tipo de divulgação ou propaganda, seja por agências de notícias, rádio, televisão, internet, jornais ou revistas.

Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Uso de colírio na gravidez eleva o risco de aborto

Automedicação reduz o fluxo de sangue na placenta e também pode causar o aumento da pressão arterial e outras doenças vasculares na gestante

Rio -  Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que 3% dos defeitos congênitos são causados pelo uso de medicamentos sem orientação durante a gravidez. Nessa lista estão colírios, alerta o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, em Campinas, Leôncio Queiroz Neto. Segundo pesquisa realizada pelo médico, 40% das gestantes brasileiras aplicam colírios por conta própria.

Foto: Banco de imagens
Foto: Banco de imagens
Alguns dos colírios usados são vasoconstritores, ou seja, reduzem o fluxo de sangue nos vasos, inclusive da placenta, o que pode afetar a saúde do bebê. Também o FDA, órgão que controla o uso de drogas e alimentos nos Estados Unidos, diz que nenhum tipo de colírio pode ser considerado sem risco para o feto. Até porque não são feitos testes com esses medicamentos em grávidas antes de eles chegarem ao mercado.

A automedicação e o abuso de colírio na gestação elevam o risco de a mulher sofrer hipertensão e outras doenças cardiovasculares. “Algumas usam colírios para clarear os olhos, que, normalmente, ficam avermelhados nessa fase, devido ao aumento da produção de hormônios, o que pode deixar o olho seco”, explica Queiroz Neto.

Outros sintomas da síndrome do olho seco são ardência, coceira, queimação, visão borrada (que melhora com o ato de piscar), lacrimejamento excessivo e sensibilidade à luz. De acordo com a avaliação, o tratamento é feito com lágrima artificial e/ou dieta rica em ácido ômega 3. Este nutriente é encontrado em semente de linhaça, castanha-do-Pará, sardinha e salmão, por exemplo.

No caso de glaucoma, doença que requer o uso diário de colírio, Queiroz Neto diz que as grávidas devem passar por reavaliação. “Certos colírios contra glaucoma prejudicam a contração da musculatura do útero, o que aumenta o risco de aborto. Outros colírios alteram o ritmo cardíaco do feto”, adverte.

Fonte: O Dia

Substituição de remédios é risco à saúde

31/01/2013 - Hoje em Dia
JornalistaFernando Zuba
Incentivados por gratificações extras, balconistas cie farmácias de Belo Horizonte desrespeitam receituários médicos e "empurram" nos clientes remédios similares no lugar dos medicamentos de marca ou genéricos. A troca irregular pode provocar graves c irreversíveis problemas à saúde.
O relato de duas pacientes mostra que o consumo inadequado desse tipo de produto, que tem qualidade assegurada pelo Ministério da Saúde, não tem eficácia garantida se administrado sem indicação médica.
Com fortes dores de cabeça e musculares, fraqueza no corpo e tosse contínua, E.A.P., de 29 anos, procurou por ajuda especializada. Após consulta e exames laboratoriais, foi diagnosticado que ela estava com sinusite aguda e o tratamento deveria ser feito à base de antibióticos. Na farmácia, de posse da receita médica e seguindo a orientação de um balconista, optou pela compra de um remédio similar, pois o preço estava bem mais em conta. Depois de 20 dias ingerindo a substância, a infecção não foi curada.
Debilitada, a paciente se viu obrigada a marcar nova consulta médica. Então, veio a surpresa. Após relatar o que havia acontecido desde a escolha do similar, foi desaconselhada a utilizar o produto. "A médica disse que o efeito não era o mesmo e a eficácia não era comprovada. Advertiu ainda que os remédios similares poderiam estimular a resistência do organismo e complicar o tratamento, mesmo após trocados pelos de marca", afirmou E.A.P..
COMPROVAÇÃO É o que está acontecendo com a paciente V.M.M. de 34 anos. Com sinusite e otite, ela também preferiu adquirir os similares. "Se você entra na farmácia e encontra dois remédios com preços bem diferentes, é lógico que você escolhe o mais barato, acreditando que se eles estão à venda é porque o órgão competente autorizou e fiscaliza'', critica. Mesmo tendo recorrido ao remédio de marca, ela permanece com os mesmos problemas. "São 50 dias de tratamento, seis consultas e muito dinheiro gasto ", lamenta.
O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), João Batista Gomes Soares, alerta que os remédios similares não têm certificado de garantia. "Já houve um caso em que um paciente relatou que o remédio prescrito não estava surtindo resultados positivos. Ele havia escolhido um similar. Eu mesmo tratei de recolher uma amostra, a qual enviei para testes em laboratório. Foi constatado que a dosagem não era equivalente à informada na bula. Após denúncia, o medicamento foi retirado de circulação".

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Após mortes, França suspende venda da pílula Diane 35

Mortes e casos de trombose foram associados ao medicamento, usado como anticoncepcional

Pílulas Diane 35
Pílulas Diane 35
São Paulo – Após avaliar casos de morte e trombose associados ao medicamento Diane 35, da Bayer, a França decidiu nesta quarta-feira pela suspensão do medicamento e genéricos. Outras pílulas não entram na decisão. 
 
Segundo a Agência Nacional de Segurança dos Medicamentos e dos Produtos de Saúde (ANSM), da França, o medicamento foi elaborado para tratamento da acne e não deveria ser usado como anticoncepcional. Essa prática é bastante comum inclusive no Brasil, onde a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que está "acompanhando o caso".

A ANSM avisou que a suspensão não é automática e começa a valer dentro de três meses.

Como orientação, a agência informa que quem usa o medicamento ou genéricos não deve interromper o tratamento de repente, mas buscar orientação com seu médico para avaliar individualmente cada situação.
Para os médicos, a recomendação é que não prescrevam nenhum tratamento com a pílula, mesmo antes de sair das prateleiras.

Já para as farmácias, a agência pede que a venda seja controlada antes da interrupção e que se venda medicamento suficiente apenas para mais um mês de tratamento, apenas para evitar interrupção brusca.

Fonte: Exame

 

 

 

 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um terço dos medicamentos vendidos no Brasil é falso

Só neste mês Anvisa apreendeu e destruiu lotes de cinco remédios com irregularidades, crime que pode resultar em 15 anos de prisão; saiba como se prevenir 

 Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

Medicamentos falsificados geralmente são encontrados em farmácias inidôneas, ilegais, localizadas nas periferias das grandes cidades e em sites da internet (Foto: Fred Chalub/Folhapress)

São Paulo – Só neste mês de janeiro, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) identificou, apreendeu, destruiu e proibiu a comercialização de lotes do hormônio do crescimento Hormotrop, o esteróide Durateston e o antianêmico Hemogenin, além do Viagra e do Cialis, ambos contra a disfunção erétil. Segundo a agência, a decisão se deve pelo risco que os medicamentos falsificados representam à saúde.

Com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) estima que um terço dos medicamentos vendidos no Brasil é falsificado. São produtos que tiveram suas fórmulas e data de validade adulteradas por organizações criminosas que utilizam laboratórios clandestinos e os comercializam por meio do contrabando. 

A falsificação de medicamentos é crime no Brasil, que pode ser punido com até 15 anos de prisão. No entanto, tem aumentado. Segundo dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que reúne os maiores laboratórios, em 2008 foram apreendidas 500 mil unidades de medicamentos falsos (comprimidos e ampolas). Em 2010, o número subiu para 18 milhões.

Um relatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Londres, divulgado em dezembro passado, reforça que os países pobres e em desenvolvimento são os que mais sofrem com a pirataria. Para se ter uma ideia, segundo o documento, entre 15% e 50% de todos os remédios para tratar malária na África e em parte da Ásia eram falsificados. Para a Organização Mundial da Saúde, todos os países devem reforçar suas agências e investir na detecção desses produtos.

"A falsificação é menor nos países desenvolvidos porque as instituições estão consolidadas, são conhecidas e respeitadas. E se forem desrespeitadas, há punição para os infratores", diz o presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona. “Nos países em desenvolvimento não funciona assim. As instituições não se consolidaram e a impunidade é grande. Um convite à ilegalidade.” Como lembra o advogado, há diversos produtos falsificados que a população compra mesmo sabendo não se tratar de originais. "Mas no caso dos medicamentos é diferente. As pessoas compram enganadas, colocando em risco sua saúde.” 

Conforme alerta Vismona, os medicamentos falsificados geralmente são encontrados em farmácias inidôneas, ilegais, localizadas nas periferias das grandes cidades e em sites da internet. Também são contrabandeados de outros países. E embora não seja muito comum no Brasil, em países vizinhos, como o Paraguai, eles são oferecidos nas ruas, por vendedores ambulantes. Os falsificados mais vendidos são imitações de medicamentos contra a disfunção erétil, como o Viagra e o Cialis. “Por isso, orientamos o consumidor a procurar estabelecimentos sérios, conhecidos, que não vão colocar em risco sua reputação vendendo produtos falsos.”

Uma grande preocupação, segundo Vismona, é que esses medicamentos também chegam à rede hospitalar. “Por isso, os hospitais, públicos e privados, devem aperfeiçoar seus mecanismos de farmacovigilância, identificando os medicamentos que não são originais antes que sejam utilizados. Do mesmo modo, os processos licitatórios devem ter cuidado redobrado, assegurando a compra de produtos originais, efetivamente especificados nos processos de compra”, afirma. 

Em nota, a Anvisa afirmou que a fiscalização sobre a venda de medicamentos é feita prioritariamente pelos órgãos de vigilância sanitária nos estados e municípios, que realiza um trabalho de parceria e suporte técnico junto com os órgãos de vigilância sanitária locais e esferas policiais para coibir a venda irregular de medicamentos e que o objetivo do trabalho conjunto é identificar e desmontar as quadrilhas especializadas na produção, publicidade e venda de produtos sem registro. Ainda segundo a assessoria de imprensa do órgão, a agência monitora a venda de produtos irregulares pela internet, que já levou ao fechamento de laboratórios e distribuidoras de medicamentos clandestinos, a apreensão de toneladas de produtos irregulares, além das prisões, autos de infrações e notificações.

Sancionada há quatro anos, a Lei 11.903, que determina o rastreamento de todos os medicamentos produzidos, dispensados ou vendidos em todo o Brasil por meio de sistema de identificação exclusivo com uso de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. Pela lei, que ainda não foi implementada em sua totalidade, a Anvisa tem de desenvolver e aplicar o Sistema de Controle de Medicamentos, o que ainda está em discussão.

Cuidados para evitar a compra de medicamentos ilegais
  • Siga sempre a orientação de um profissional de saúde e fique atento à qualidade do produto que está adquirindo. 
  • A produção de medicamentos segue rigorosos controles de qualidade e eficácia, deve ser certificada pelo Ministério da Saúde e fiscalizada pela Anvisa.
  • Medicamentos falsos ou importados ilegalmente não são controlados. Podem apresentar dosagens inadequadas de seus compostos e por isso provocar o agravamento da saúde e outras complicações.
  • Toda embalagem deve conter:
    Lacre ou selo de segurança; número do lote; data de validade e fabricação; número de registro no Ministério da Saúde; telefone para o contato com o fabricante (SAC); a ‘raspadinha’, um espaço em uma das laterais da embalagem, coberto com uma tinta reativa, que ao ser raspada com um objeto metálico, apresenta a logomarca do fabricante e a palavra ‘qualidade’; bula original (não pode ser uma cópia). 
  • Cuidado com compras pela internet! 
  • A internet tem se mostrado uma grande fonte de distribuição de medicamentos falsificados. Procure comprar de sites de farmácias conhecidas e ao receber o medicamento, redobre os cuidados e a analise do produto.
  • Em caso de dúvida procure informações junto à Anvisa.
       Fonte dos cuidados: FNCP


Fonte da notícia: Rede Brasil

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Grupos farmacêuticos testaram medicamentos em pacientes da Alemanha Oriental



AFP - Agence France-Presse
Publicação: 01/01/2013 16:29 Atualização: 01/01/2013 21:55
Grupos farmacêuticos ocidentais testaram medicamentos, nos anos 1980, em pacientes de hospitais da República Democrática da Alemanha (RDA), que nem sempre eram informados do fato, afirmou um jornal alemão, citando documentos de arquivo.

"Dispomos de documentos que demonstram que foram assinados contratos entre empresas farmacêuticas ocidentais e instituições da RDA para testar medicamentos", afirmou à AFP uma colaboradora dos arquivos nacionais alemães, confirmando em parte o artigo.

Segundo o jornal alemão Tagespiegel, que estudou detalhadamente os documentos, mais de 50 companhias ocidentais assinaram contratos com o ministério da Saúde da Alemanha Oriental para realizar 165 testes de medicamentos entre 1983 e 1989.

Os testes poderiam fornecer até 860.000 marcos (a moeda da Alemanha Ocidental muito valorizada na RDA comunista), escreve o jornal.

O jornal cita diferentes empresas da época, algumas das quais mudaram de nome depois de terem se fundido ou terem sido compradas: Bayer, Schering, Hoechst (integrada em Sanofi), Boehringer Ingelheim ou Godecke (atualmente Pfizer).

Por vezes os doentes não informados que serviam como cobaias, acrescenta o jornal, citando o caso de sete pacientes que afirmam que não estavam cientes de nada.

A televisão alemã regional MDR, que investigou o fato, cita, sobretudo, o caso de um paciente de 60 anos, Gerhard Lehrer, em cuidados intensivos depois de sofrer um enfarto no hospital de Dresde em 1989.

Depois de ter tomado medicamentos "especiais", "que não eram comercializados", receitados por um médico no hospital, seu estado piorou ainda mais.

Estas pastilhas, cujos alguns exemplares foram conservados pela esposa de Lehrer, resultaram ser placebos para um estudo encomendado pela Hoechst, segundo testes de laboratório realizados a pedido da MDR.

Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

80 formas como o açúcar pode arruinar a sua saúde

Parece apetitoso? Pense duas vezes antes e consumir. (Foto: Thinkstock)
O açúcar já é considerado vilão por muitos motivos:  seu alto consumo pode provocar cáries dentárias, engordar, aumentar o surgimento de espinhas na adolescência, influenciar em quadros de diabetes... Enfim, apesar de ser um tempero muito gostoso para alimentos e bebidas, seu consumo em excesso pode ser prejudicial para a saúde de diversas maneiras e em para  pessoas em diferentes idades.


Além desses efeitos negativos, existem muitos outros que poucas pessoas conhecem. Para desmascarar todo o mal que o açúcar pode fazer, a especialista em alimentação e nutrição Nancy Appleton, baseando-se em inúmeros trabalhos científicos, elaborou uma lista com inúmeros itens que  revelam como o açúcar pode ser prejudicial à saúde.

Confira 80 desses itens da lista e veja como algo tão doce pode trazer resultados tão amargos para o corpo:
  1. Crianças que bebem refrigerantes (que contém altas taxas de açúcar), em geral, ingerem menos leite.
  2. O açúcar pode deprimir o sistema imunológico.
  3. Pode desequilibrar a relação entre os minerais no organismo.
  4. Pode causar hiperatividade, ansiedade, dificuldade de concentração e distúrbios de humor em crianças.
  5. Pode produzir um aumento significativo dos triglicerídeos.
  6. Reduz as defesas orgânias contra infecções bacterianas.
  7. Causa perda da elasticidade e função dos tecidos – quanto mais açúcar você come, mais elasticidade e função você perde.
  8. Reduz lipoproteínas de alta densidade (HDL).
  9. Pode levar à deficiência de cromo.
  10. Pode estar associado ao câncer de ovários.
  11. Pode elevar rapidamente os níveis de glicose.
  12. Causa deficiência de cobre.
  13. Interfere na absorção de cálcio e magnésio
  14. Pode tornar os olhos mais vulneráveis à degeneração macular relacionada à idade.
  15. Pode produzir acidez no trato digestivo.
  16. Pode causar um rápido aumento nos níeis de adrenalina em crianças.
  17. Pode causar envelhecimento precoce.
  18. Pode causar deterioração dos dentes.
  19. Pode levar à obesidade.
  20. Aumenta o risco de doença de Crohn e colites ulcerativas.
  21. Pode causar úlceras gástricas ou duodenais.
  22. Pode causar artrite.
  23. Pode causar distúrbios de aprendizado em crianças
  24. Contribui para a proliferação da Candida albicans – fungo responsável pela candidíase vaginal, entre outras infecções.
  25. Pode ausar cálculos biliais.
  26. Pode causar doenças do coração.
  27. Pode causar hemorroidas.
  28. Pode causar varizes.
  29. Pode levar a doenças periodontais.
  30. Pode contribuir para a osteoporose.
  31. Pode causar diminuição da sensibilidade à insulina.
  32. Pode diminuir a quantidade de Vitamina E no sangue.
  33. Pode reduzir o nível de hormônio do crescimento.
  34. Pod eaumentar o colesterol.
  35. Aumenta a AGEs.
  36. Pode interferir na absorção de proteínas.
  37. Causa alergia alimentar.
  38. Pode contribuir para o eczema em crianças.
  39. Pode causar doenças cardiovasculares.
  40. Pode prejudicar a estrutura do DNA.
  41. Pode alterar a estrutura das proteínas.
  42. Pode causar rugas pela alteração da estrutura do colágeno.
  43. Pode causar catarata.
  44. Pode causar aterosclerose.
  45. Pode aumentar as lipoproteínas de baixa densidade (LDL).
  46. Reduz a capacidade de funcionamento das enzimas.
  47. Seu consumo está associado ao desenvolvimento da doenças de Parkinson.
  48. Pode aumentar a quantidade de gordura no fígado.
  49. Pode aumentar o tamanho e produzir alterações patológicas nos rins.
  50. Pode danificar o pâncreas.
  51. Pode aumentar a retenção de líquidos no organismo.
  52. Causa constipação.
  53. Pode tornar os tendões mais frágeis.
  54. Pode causar dores de cabeça, inclusive enxaqueca.
  55. Desempenha papel no câncer de pâncreas nem mulheres.
  56. Aumenta o risco de câncer no estômago.
  57. Pode aumentar o risco de desenvolver gota.
  58. Pode contribuir para a doença de Alzheimer.
  59. Pode causar adesividade plaquetária, o que contribui para a formação de coágulos sanguíneos.
  60. Pode causar desequilíbrio hormonal; alguns hormônios tornam-se hipoativos e outros se tornam hiperativos.
  61. Pode levar à formação de cálculos renais.
  62. Pode produzir radicais livres e estresse oxidativo.
  63. Pode levar ao câncer do trato biliar.
  64. Aumenta a concentração de ácidos biliares nas fezes e de enzimas bacterianas no cólon, o que pode produzir compostos cancerígenos a câncer de cólon.
  65. É uma substância que causa dependência.
  66. Pode ser tóxico, como o álcool.
  67. Pode agravar a SPM (Síndrome Pré-Menstrual).
  68. Pode diminuir a estabilidade emocional.
  69. Pode piorar os sintomas de crianças com déficit de atenção.
  70. Pode induzir à morte celular.
  71. Pode aumentar a quantidade de alimento que você ingere.
  72. Pode levar ao câncer de próstata.
  73. Desidrata os recém-nascidos.
  74. Pode aumentar os níveis de homocisteína na corrente sanguínea.
  75. Aumenta o risco de câncer d emama.
  76. Pode causar câncer de reto.
  77. Pode causar câncer de rim.
  78. Pode causar câncer de fígado.
  79. Pode aumentar o ácido úrico no sangue.
  80. É um fator de risco para câncer do intestino delgado.

Depois de conferir alguns itens dessa lista, você com certeza não deve mais sentir tanta vontade assim de consumir esse alimento. Contudo, o sabor doce é quase indispensável à dieta de qualquer pessoa. Se você faz questão de adoçar sua receita, opte por outras alternativas como mel (natural e nutritivo), melado de cana ou adoçantes naturais (como o stevita). Contudo, mesmo essas opções devem ser acrescentadas comedidamente, em pequenas quantidades.

Fonte: Yahoo mulher

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Resíduo de medicamentos altera comportamento de peixes

Restos de fluoxetina, componente do Prozac, e de anticoncepcionais eliminados pelo ser humano contaminam água e habitat dos animais

Prozac
A fluoxetina, do antidepressivo Prozac, altera o comportamento reprodutivo de peixes de água doce (Getty Images)
 
Resíduos de medicamentos ingeridos pelo homem são eliminados pela urina e seguem direto para o sistema de esgoto, acabando em rios e lagos. A ciência já sabe há alguns anos que esse processo de despejo acontece, mas os levantamentos que tentam precisar as consequências do fenômeno para a flora e a fauna ainda são recentes. Um estudo apresentado durante o encontro anual da divisão norte-americana da Sociedade de Toxicologia Ambiental e Química, na Califórnia, no entanto, conseguiu quantificar parte dessa influência. De acordo com pesquisadores da Universidade Wisconsin-Milwaukee, restos de remédios podem alterar o comportamento natural de peixes de rios. As informações são da revista científica Nature.

Quando tratado, o esgoto consegue eliminar resíduos sólidos e até mesmo metais pesados, mas é ineficiente para descartar alguns compostos de remédios. Ecologistas do Great Lakes Water Institute, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, estudaram, então, os efeitos da concentração de fluoxetina, o componente do antidepressivo Prozac, em populações de Pimephales promelas, um peixe encontrado em ambientes de água doce nos Estados Unidos. Em situações normais, os machos dessa espécie constroem ninhos nos quais as fêmeas depositam seus ovos. Depois, eles os vigiam para protegê-los de ameaças externas, como fungos.

Quando a equipe liderada por Rebecca Klaper elevou a fluoxetina da amostra a níveis comparáveis à concentração mais elevada encontrada na natureza em ambientes de água doce, o comportamento dos machos começou a mudar: eles demoravam mais para construir os ninhos. A mudança comportamental tornou-se ainda mais radical à medida que Klaper simulou cenários com mais fluoxetina. "Optamos por avaliar a influência em níveis altos de fluoxetina, e não na média, porque acreditamos que há diversos outros componentes de drogas nas águas. É possível, então, que a concentração de químicos esteja muito elevada por um efeito cumulativo de todos esses componentes", disse Klaper ao site de VEJA.

Ao aumentar em dez vezes os níveis de vestígios de fluoxetina, por exemplo, os machos se tornaram tão obsessivos a ponto de ignorar as fêmeas. Em simulações com concentrações ainda mais elevadas, com 100 vezes mais componentes, a reprodução foi totalmente interrompida e os machos começaram a matar as fêmeas. Segundo a pesquisadora, o estudo é fundamental para que se avalie quais produtos estão agredindo a fauna dos rios. "Precisamos saber quais químicos têm as consequências mais severas e que, portanto, precisam ser removidos via técnicas de processamento de esgoto."

Queda populacional — Em outro estudo apresentado no mesmo encontro, pesquisadores da St. Cloud State University, em Minnesota, mostraram que a presença de um elevado grau de estradiol (encontrado em pílulas anticoncepcionais) em ambientes de água doce retarda o reflexo de fuga do Pimephales promelas. 

Esse reflexo é importante, já que é utilizado para escapar de predadores.

Para a pesquisa, os cientistas separaram dois grupos de larvas do peixe. Um deles foi exposto ao estradiol, o outro, não. Em seguida, os dois grupos foram colocados em um ambiente com a presença de predadores. Como resultado, 55% das larvas não contaminadas sobreviveram, número maior do que o observado nas larvas não expostas, de 45%. Apesar da diferença parecer pequena, os pesquisadores alertaram que o impacto seria suficiente para causar uma grande redução populacional em peixes expostos ao estradiol. “Há razão para nos preocuparmos”, diz Dan Rearick, toxicologista aquático da St. Cloud State University.

Fonte: Veja

 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cientistas descobrem causa do colesterol alto

Redação do Diário da Saúde

Resistina
Cientistas canadenses descobriram que uma proteína chamada resistina faz com que os níveis elevados do mau colesterol (lipoproteína de baixa densidade, ou LDL) aumentem o risco de doenças do coração.

A resistina é secretada pelo tecido adiposo do corpo.

O estudo mostra que a resistina aumenta a produção de LDL nas células do fígado humano, e que também degrada receptores de LDL no próprio fígado.

Como resultado, o fígado torna-se menos capaz de limpar o mau colesterol do corpo.

Resistina e estatinas
Como resultado de sua ação no fígado, a resistina acelera o acúmulo de LDL nas artérias, aumentando o risco de doenças cardíacas.

A pesquisa também mostrou que a resistina impacta negativamente os efeitos das estatinas, o principal medicamento de redução de colesterol disponível hoje, usado no tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares.

Até 40% das pessoas que tomam estatinas são resistentes ao seu impacto na diminuição do LDL no sangue.
"A maior implicação dos nossos resultados é que os níveis elevados de resistina no sangue podem ser a causa da incapacidade das estatinas para reduzir o colesterol LDL dos pacientes," afirma a Dra Shirya Rashid, da Universidade McMaster, e orientadora do estudo.

A pesquisadora acredita que a descoberta poderá levar a novas drogas revolucionárias, visando inibir a resistina e, assim, aumentar a eficácia das estatinas.

Colesterol alto
O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas e derrames.

A condição pode levar a um acúmulo de placas nas paredes das artérias, com seu consequente estreitamento, causando uma condição chamada aterosclerose, que pode tornar mais difícil para o sangue fluir através do coração e de todo o corpo.

Estar acima do peso também aumenta a probabilidade de pressão alta e diabetes, agravando os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral.


Suplementos e fitoterápicos podem interagir com medicamentos

Redação do Diário da Saúde

Interações medicamentos/suplementos

Os suplementos vitamínicos, artificiais ou naturais, podem afetar o funcionamento dos medicamentos tradicionais.

A conclusão é de um levantamento de vários estudos sobre o tema, realizado pelo Dr. Hsiang-Wen Lin, da Escola Chinesa de Medicina, em Taiwan.

Lin e sua equipe revisaram 54 artigos científicos e 31 estudos de campo.

Eles encontraram os principais sinais de interações adversas dos medicamentos com suplementos de magnésio, cálcio e ferro, além das plantas medicinais ginkgo biloba e erva de São João.

Efeitos brandos e sérios
A literatura médica analisou as interações entre 213 compostos minerais, vitamínicos ou fitoterápicos e 509 medicamentos comerciais, documentando 882 interações.

Os riscos potenciais da interação entre medicamentos tradicionais e suplementos geralmente resultam em situações brandas, como dores no peito, dores abdominais e dores de cabeça, mas há também relatos de problemas mais sérios, como problemas do coração.

Mais de 42% das interações foram causadas porque os suplementos alteraram a farmocinética dos medicamentos - o processo pelo qual a droga é absorvida, distribuída, metabolizada e eliminada pelo corpo.
Entre as 152 contraindicações identificadas pelos pesquisadores, as mais frequentes envolvem o sistema gastrointestinal (16.4%), sistema neurológico (14.5%) e doenças genito-urinárias (12.5%).

Incompatibilidades
Os medicamentos varfarina, insulina, aspirina digoxina e ticlopidina foram os medicamentos com maior número de relatos de interações com os suplementos.

Entre os fitoterápicos, as interações negativas ocorreram mais comumente com linhaça, equinácea e ioimbina.

O estudo será publicado no exemplar de Novembro da revista International Journal of Clinical Practice.


Alemanha vai ser o primeiro país europeu a ter terapia genética


06/11/2012 - 11:13
A uniQure, a empresa que desenvolveu o primeiro tratamento de terapia genética autorizado pela União Europeia (UE), está a negociar a comercialização do medicamento com vários países, sendo a Alemanha o primeiro a recebê-lo, apurou o Expresso.
 
Um dos responsáveis pelo projecto, Mike Sinclair, disse ao Expresso que o processo de negociações com a Alemanha foi mais rápido, porque o país tem o "sistema de reembolso para novas terapias mais avançado da UE".
 
O medicamento, a que foi dado o nome de Glybera®, permite alterar o ADN de quem tem uma doença rara que afecta o metabolismo. Trata-se de um problema hereditário que consiste na deficiência de lipoproteína lipase (LPLD, em inglês).
 
Esta doença é muito rara, afecta uma a duas pessoas em cada milhão, e provoca nos pacientes inflamações graves do pâncreas e fortes dores abdominais, que podem colocar em risco a vida do doente.
 
Comercialização começa no próximo ano
 
O Glybera® começará a ser comercializado no início de 2013, mas ainda não se conhecem preços. Os custos do tratamento estão a ser negociados, país a país, e vão depender dos diferentes sistemas de reembolso.
 
"Tudo o que se houve na imprensa é mera especulação. Convém lembrar que este tratamento é feito apenas uma vez, substituindo a medicação que estes doentes teriam de tomar para o resto da vida, o que o torna mais barato", sublinha Mike Sinclair.
 
O jornal brasileiro "Folha de S. Paulo" noticiava a propósito da aprovação pela Comissão Europeia que o tratamento custaria 1,187 mil euros, por pessoa.
 
A Comissão Europeia deu luz verde, dia 2 de Novembro, à comercialização do tratamento, que assim se tornou a primeira terapia genética cuja comercialização é autorizada na UE, seguindo a aprovação, em Julho, do Comité dos Produtos Medicinais para Uso Humano e da Agência Europeia do Medicamento.
 
"Este foi um acontecimento fantástico. A porta agora está aberta para a terapia genética na União Europeia", frisa Mike Sinclair.
 
A uniQure é uma pequena empresa holandesa especializada no desenvolvimento de terapia genética.
 
Fonte: RCM pharma

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nos EUA, número de contaminados por meningite sobe para mais de 100



NOVA YORK - Um tipo raro de meningite relacionado a um medicamento contaminado já provocou a morte de oito pessoas e a contaminação de 105 nos Estados Unidos, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças nesta segunda-feira. Embora a empresa tenha recolhido todos os seus produtos - e não apenas o remédio ligado à contaminação - mais pessoas podem ter sido infectadas, já que a empresa a New England Compounding Center Inc. distribuiu pelo menos 13 mil frascos contendo o medicamento suspeito.

Segundo o governo americano, ao menos nove estados registraram pessoas infectadas: Tennessee, Michigan, Virgínia, Indiana, Flórida, Maryland, Minnesota, Carolina do Norte e Ohio. Em algumas federações, até a polícia está usada para ajudar na identificação das pessoas que compraram o medicamento. Em Ohio, autoridades estão mobilizando agentes, que irão de porta em porta para achar os compradores, se necessário.

- Se for necessário bater em portas, será isso que eles vão fazer - assegurou Beth Bickford, diretor-executivo da Associação de Comissionários de Saúde de Ohio.

As autoridades acreditam que os casos estejam relacionados a um medicamento para dores musculares que estava contaminado com o fungo Aspergillus. Uma farmácia de manipulação no estado de Massachusetts vendeu 17.676 frascos do esteroide acetato de metilprednisolona a 76 estabelecimentos em 23 estados de julho a setembro, segundo informações do Departamento de Saúde local.

O surto chamou a atenção para a reduzida regulação das empresas farmacêuticas de manipulação, como a que produziu a droga infectada: a New England Compounding Center Inc. Em comunicado, a empresa disse que decidiu fazer o recall de todos os seus medicamentos porque preferia aumentar as precauções devido ao risco de contaminação de um de seus produtos. Mas garantiu que não há indícios do fungo em outros remédios. A agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), já tinha pedido aos profissionais de saúde que não usassem nenhum dos produtos da New England.

O uso de injeções de esteroides para dores nas costas, como o caso dessa droga, disparou a partir da década de 1990. Em 2011, cerca de 2,5 milhões de pessoas tomaram as injeções, segundo dados da Sociedade Internacional de Intervenção na Coluna.

A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, geralmente causada por vírus ou bactérias. Os sintomas são fortes dores de cabeça, febre, náuseas, dificuldade de equilíbrio ou fala arrastada. O período de incubação da doença é de uma a quatro semanas após as injeção do esteroide.

Por isso, autoridades de saúde afirmaram que todos que fizeram uso da droga precisarão ser examinados e acompanhados. Comumente administrada com antibióticos, essa forma de meningite é resistente a esse tratamento. Segundo a CDC, ela não é contagiosa, mas especialistas acreditam que ainda haverá novos registros da doença.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O que é Esclerose múltipla?

Sinônimos: EM, Esclerose disseminada

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central).





Adam