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terça-feira, 1 de julho de 2014

SNGPC - Pesquisa do trabalho de Farmacêutico com SNGPC.

Peço aos colegas investirem 5 minutos de seu tempo para responder essa importante pesquisa sobre o SNGPC.

By Gelza Araújo

"Peço licença aos moderadores da página para publicar este link. O formulário é parte de um trabalho e eu gostaria que o maior número de colegas participasse, e se possível divulgassem em outras páginas. As respostas serão compiladas entre hoje e 15 de julho, e os resultados serão publicados aqui. Desde já agradeço a colaboração."

Clique no link abaixo para ir à página da pesquisa. 

terça-feira, 11 de março de 2014

Pesquisa sobre - Atendimento pelo Farmacêutico em farmácia/drogaria

Colegas estou fazendo uma enquete em nosso grupo de discussão. Gostaria que os colegas pudessem votar e deixar sua opinião. Assunto tem relevância em nossa profissão e os resultados podem ser utilizados para estratégias futuras de valorização de trabalho do profissional Farmacêutico.

Portanto, peço, que votem e deixem seu comentário.

https://www.facebook.com/groups/farmaciabrasileira/

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Faltam farmacêuticos em metade das farmácias do país, diz censo

20/01/2014 02h00
Metade das 97 mil farmácias e drogarias do Brasil funciona irregularmente, sem técnico responsável em horário integral. Na maioria, a falta ocorre em certas horas do dia, mas 10% delas não têm farmacêutico nunca.

Os números constam de um censo obtido com exclusividade pela Folha, que será lançado hoje pelo ICTQ (instituto de pós graduação para farmacêuticos). Lei de 1973 determina a presença do farmacêutico durante todo o tempo de funcionamento da farmácia, sob pena de multas e até interdição do local. 

Entre as funções do farmacêutico estão conferir a receita do médico, orientar o consumidor sobre o remédio e prescrever remédios que não exijam receita médica.

"Em muitas farmácias, é o atendente que faz as vezes de farmacêutico. Isso expõe a população a complicações em quadros clínicos de saúde e até risco de morte", afirma Marcus Vinícius Andrade, que coordenou o estudo.

Dos 1.923 usuários entrevistados, 54% não conseguem diferenciar o farmacêutico do atendente de balcão.


Editoria de Arte/Folhapress
A maior parte das farmácias irregulares se concentra no Nordeste e no Norte. Piauí, Maranhão e Pará lideram o ranking, com 2.639 estabelecimentos sem farmacêuticos.

Para a Abrafarma (associação brasileira de farmácias)existe um déficit de ao menos 30 mil profissionais. Hoje há 180 mil farmacêuticos registrados no país, mas 30% não trabalham em farmácias. Atuam em laboratórios e unidades de saúde, por exemplo.

"Muitas querem contratar, mas não encontram profissionais. Tem rede reduzindo as unidades 24h porque não acha farmacêutico", diz Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.

Já o CFF (Conselho Federal de Farmácia) nega que haja falta de profissionais e afirma que o problema é o excesso de farmácias, muitas delas funcionando de forma ilegal.

"O Brasil tem cinco vezes mais farmácia do que o necessário. Qualquer baiuca se intitula farmácia, coloca uma prateleira e começa a vender remédio", diz Walter Jorge João, presidente do CFF.

Segundo ele, há farmacêuticos suficientes e, nos próximos quatro anos, as escolas devem formar mais 80 mil.

João diz que em muitas farmácias tidas como irregulares a ausência do farmacêutico é temporária. "Saiu para almoçar ou está férias e a farmácia não conseguiu repor", explica ele, que contesta os resultados da pesquisa. "Será que eles foram em todas as farmácias e em todos os horários para concluir isso?"

O ICTQ diz ter cruzado dados de todos os conselhos de farmácia do país com os de farmácias e drogarias. Além disso, entrevistou 1.923 usuários e 2.331 profissionais.

Para Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, o déficit é causado pela má distribuição dos farmacêuticos. "É o que acontece no caso dos médicos. Há uma concentração de profissionais no Sul e no Sudeste."

Em alguns Estados, a falta de farmacêuticos chegou ao Ministério Público. Na Paraíba, onde 112 farmácias funcionam sem o profissional, algumas delas se livraram de punição porque provaram que não preenchem as vagas por falta de interessados.
 
"Fechar farmácias por falta de farmacêutico não é um bom negócio para a população, sobretudo nas cidades menores", diz Mena Barreto.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ENTREVISTA FARMACÊUTICA: farmacêutico pesquisa bioproduto para combater lagarta que dizima lavouras

O farmacêutico e pesquisador Dr. EDEMILSON CARDOSO DA CONCEIÇÃO, da UFG (Universidade Federal de Goiás), é o convidado da “Entrevista Farmacêutica” que vai ao ar, nesta quarta-feira (06.11.13), com início às 15h30, pela "Rádio Nacional da Amazônia" (Ondas Curtas 11.780 KHz e 6.180KHz), emissora da EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Ele está à frente de pesquisa, na Faculdade de Farmácia da UFG, com plantas, com o objetivo de extrair bioproduto capaz de combater a Helicoverpa armigera, lagarta identificada, recentemente, e que vem surpreendendo produtores e pesquisadores pelo seu grande poder de destruição nas lavouras de milho, soja, algodão e tomate. Os trabalhos reúnem, ainda, pesquisadores da Faculdade de Agronomia da mesma Universidade.

Dr. Edemilson Cardoso da Conceição é farmacêutico com doutorado e pós-doutorado em Tecnologia Farmacêutica pela USP (Universidade de São Paulo). É professor da Faculdade de Farmácia da UFG, onde coordena o núcleo de pesquisas com plantas medicinais.

Esta entrevista, com nova edição, será transmitida, também, por uma rede com cerca de 800 emissores localizadas, em todo o País, e liderada pela “Agência Radio Web”. A "Entrevista Farmacêutica” é um esforço conjunto do CFF e "Rádio Nacional da Amazônia", com vistas a levar à população informações em saúde com um sentido de utilidade pública. É idealizada e produzida pelo jornalista Aloísio Brandão, assessor de imprensa do CFF, e apresentada pela jornalista Artemisa Azevedo, da EBC.


Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, assessor de imprensa do CFF.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pesquisa vai revelar como o brasileiro consome medicamentos

Direto de Brasília
A partir da próxima segunda-feira, 38,4 mil pessoas de 245 municípios serão entrevistadas para a primeira pesquisa que vai revelar como o brasileiro faz uso de medicamentos. A chamada Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (Pnaum) levantará temas como a automedicação e acesso aos produtos no Sistema Único de Saúde (SUS), dentre outros.
 
A pesquisa será realizada em duas etapas. Até o fim do ano, os entrevistadores visitarão domicílios para traçar o perfil de consumo dos usuários de remédios. No ano que vem, em outra fase do estudo, serão entrevistados pacientes em postos de saúde, médicos, pessoal responsável pela distribuição de remédios e até secretários municipais de saúde.


"O medicamento é um insumo de uma estratégia de saúde e não apenas um fim em si mesmo ou uma estratégia de mercado", explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. "Hoje, 10 mil internações por ano ocorrem por intoxicação medicamentos", alertou o secretário. "É o problema que a gente quer combater."


Com base no retrato unificado em uma mesma metodologia, o Ministério da Saúde poderá desenvolver com mais eficiência as políticas públicas voltadas para o setor. Hoje, o governo se baseia em levantamentos pontuais, realizado com métodos diferentes. Os resultados da primeira etapa deverão ser divulgados em fevereiro de 2014.


O trabalho de apuração será realizado por 140 entrevistadores em campo, que serão analisados por professores-pesquisadores de 12 instituições parceiras, entre universidades públicas, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Os trabalhos serão coordenados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Outra intenção do estudo é revelar como ocorre o acesso aos medicamentos no SUS, pelo programa Farmácia Popular e pelas drogarias privadas; se há variação no acesso aos remédios de acordo com condições sociais, econômicas e demográficas; além da avaliação dos serviços de assistência farmacêutica na Atenção Básica.  A pesquisa contará com um investimento de R$ 9,4 milhões.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

ENTREVISTA FARMACÊUTICA aborda pesquisa com pau-ferro


Os farmacêuticos e professores EDEMILSON CARDOSO, da Faculdade de Farmácia da UFG (Universidade Federal de Goiás), e SÉRGIO AKIRA, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo) – campus de Ribeirão Preto –, estão pesquisando as potencialidades terapêuticas da planta pau-ferro, típica do Cerrado, como antidislipidêmico. As pesquisas tiveram como ponto de partida o uso popular da espécie e a sua indicação por raizeiros.

A pesquisa com o pau-ferro é o tema da ENTREVISTA FARMACÊUTICA que vai ao ar, nesta quarta-feira (22.05.13), a partir das 15h30, pela "Rádio Nacional da Amazônia" (Ondas Curtas 11.780KHz e 6.180KHz), emissora da EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Esta entrevista, com nova edição, será transmitida, também, por uma rede de 800 emissoras liderada pela “Agência Radio Web”. As emissoras estão localizadas, em todo o País.

DR. EDEMILSON CARDOSO DA CONCEIÇÃO é farmacêutico com doutorado e pós-doutorado em Tecnologia Farmacêutica pela USP (Universidade de São Paulo). É professor de Operações Unitárias e Gestões de Processos Industriais da Faculdade de Farmácia da UFG e Coordenador de pesquisas com plantas medicinais. A “Entrevista Farmacêutica” é idealizada e produzida pelo jornalista Aloísio Brandão, assessor de imprensa do CFF, e a apresentação é da jornalista Artemisa Azevedo, da EBC.

Fonte: CFF

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Farmacêuticos são indispensáveis para 66%

24.02.2013
Divulgação: Diário do Nordeste

Pesquisa ouviu 110 pessoas em Fortaleza, e a maior parte diz ser importante a presença desse profissional
Das 693 farmácias existentes em Fortaleza, 669 (94%) funcionam com a presença do farmacêutico, profissional que orienta os usuários sobre o consumo de medicamentos. Esta realidade é compatível com o pensamento da maioria dos fortalezenses que participaram da pesquisa "Datafolha/ICTQ - Instituto de Pós-Graduação para Farmacêuticos". Dos 110 entrevistados na Capital, 66% acreditam que a presença do farmacêutico é muito importante, 27% consideram importante e 6% dizem que a assistência do profissional é mais ou menos importante. Ninguém marcou os itens pouco importante e nada importante.

O levantamento, feito em dezembro de 2012, traça o perfil dos consumidores em farmácias de 12 capitais brasileiras. Ao todo, foram 1.611 entrevistas. A pesquisa visa contribuir com o desenvolvimento e a evolução do mercado farmacêutico no Brasil, evidenciando aspectos importantes do perfil do consumidor de medicamentos e também dos estabelecimentos de saúde (farmácias e drogarias).

O vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Ceará (CRF-CE), Alisson Menezes, se diz satisfeito ao saber que a maioria dos fortalezenses entrevistados considera muito importante ou importante a presença do farmacêutico na farmácia.

Na opinião dele, o percentual indica uma mudança de comportamento das pessoas, que passaram a enxergar o farmacêutico como um profissional de saúde a quem a população tem acesso de forma mais fácil. Apesar de o número de estabelecimentos sem farmacêuticos em Fortaleza parecer pequeno, considerando que apenas 24 (3,4%) encontram-se em situação irregular, o CRF-CE garante que já trabalha para a normalização das farmácias que não seguem a norma.

Comércio
Menezes critica a visão comercial dos proprietários de farmácia. "Eles só pensam em lucro e, muitas vezes, vêem a gente como aquele que dificulta a venda dos medicamentos e só nos contratam por obrigação. Porém, a gente sabe que a ausência do farmacêutico facilita a venda irracional de remédios, pois o consumidor fica sem orientação", pontua, acrescentando que até mesmo remédios de venda livre podem desenvolver síndromes no paciente, caso sejam utilizados indevidamente.

De acordo com Alisson Menezes, a falta de farmacêutico nos estabelecimentos de saúde, quando identificada pelo CRF-CE, acarreta um auto de infração e multa que varia de um a três salários mínimos. Caso a farmácia seja reincidente, o responsável pode pagar de três a seis salários mínimos. "Os estabelecimentos precisam contar profissionais durante todo o horário de funcionamento", fala.

Com relação às farmácias que funcionam de maneira irregular (sem alvará de funcionamento, sem certidão de regularidade técnica, por exemplo), Alisson Menezes explica que o CRF-CE não tem poder de fechar os estabelecimentos, ação que pode ser realizada somente pela Vigilância Sanitária.

Segundo o diretor executivo do ICTQ, Marcus Vinicius Andrade, esta foi a primeira pesquisa nacional que buscou conhecer o mercado farmacêutico de maneira abrangente, sob o olhar do consumidor brasileiro. "Trata-se de uma estratégia inédita e inovadora, que visa colaborar na ação estratégica de todo o mercado, que tende a se basear nestas informações para a busca por soluções, evolução e desenvolvimento", afirma.

Resultados
Entre os principais resultados encontrados, está a percepção do consumidor acerca do farmacêutico inserido no estabelecimento de saúde e também a importância que o profissional tem no quesito saúde do consumidor. Para Marcus Vinicius Andrade, o farmacêutico precisa se qualificar cada vez mais para melhor explorar as oportunidades ofertadas do mercado.

O diretor executivo do ICTQ chama a atenção para a necessidade de mudança de comportamento e atuação profissional em todas as esferas do mercado farmacêutico. Um dos desafios citados por ele, com base no levantamento realizado, é o combate à automedicação e a qualificação das farmácias e drogarias como estabelecimentos de saúde. "Dentro do mercado, nem sempre temos profissionais preparados em termos técnicos e mercadológicos", ressaltou.

Ele ainda acrescenta que o conhecimento sobre o que o consumidor busca, em termos de produtos e marcas, e o conhecimento sobre o atendimento que o consumidor valoriza, são algumas das vantagens competitivas apresentadas na pesquisa realizada pela instituição.

RAONE SARAIVAREPÓRTER

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Validade dos medicamentos, isso significa alguma coisa?

Tomar um remédio para dor de cabeça vencido será um erro fatal ou você simplesmente continuará com sua dor?

 

Remédios
Remédios: estudo encomendado pelo Pentágono mostrou que mais de 90% das drogas investigadas estavam perfeitamente boas para uso até 15 anos da data de validade

São Paulo - Pense que você está com uma dor de cabeça lancinante. Corre à sua farmácia caseira atrás de um analgésico e constata que a data de validade do medicamento está vencida há dois anos. Você o tomaria ou não? E se decidir tomar a droga, será um erro fatal ou você simplesmente continuará com sua dor de cabeça?

Segundo o dentista Julio Sá Ferreira, introdutor da Osseointegração no Brasil e Conferencista Internacional, com publicações em periódicos especializados e capítulos de livros, a a data de validade (data de expiração) está lá por alguma razão. Provavelmente não pela que você pensou. A Harvard Medical School através de seu site oficial, na seção Family Health Guide, comenta o importante assunto trazendo-nos preciosas informações

Desde que uma lei passou no congresso americano em 1979, os fabricantes de drogas daquele país têm que estampar a data de validade em seus produtos. Essa é a data que o fabricante coloca como limite para garantir a potência e a segurança total da droga.

Segundo o especialista, é preciso ficar atento à informação a seguir: as Forças Armadas Americanas (leia-se Pentágono) encomendaram ao poderoso Food and Drug Admnistration (FDA) um estudo sob sua condução, sobre a data de validade das drogas. Com um imenso e caríssimo estoque de medicamentos, os militares tinham que descartar e repor uma enorme quantidade de drogas todos os anos.

"O que eles descobriram no estudo foi que mais de 90% das mais de 100 drogas investigadas, estavam perfeitamente boas para uso até 15 anos da data de validade.Então, a data de validade não indica realmente um ponto a partir do qual a medicação não é mais efetiva ou é insegura para ser usada", afirma o dentista.

Para o Ferreira, as autoridades médicas americanas declaram que drogas expiradas são seguras para serem tomadas, mesmo aquelas expiradas anos atrás. Uma rara exceção pode ser a tetraciclina, mas ainda há controvérsia entre os pesquisadores.

"É uma verdade que a efetividade de uma droga pode diminuir com o tempo, mas a maioria de sua potência original ainda estará lá mesmo uma década depois. Excluindo a nitroglicerina, insulina e antibióticos líquidos, a maior parte dos medicamentos duram tanto quanto as estudadas para resolver o problema das Forças Armadas Americanas.

Outra grande verdade, é que se colocarmos os medicamentos em lugar frio, como nosso refrigerador, isso ajudará para que as drogas continuem potentes por muitos anos. Devem ser colocadas em uma dessas embalagens plásticas lacradas, bem alto, longe do alcance de crianças", coloca Ferreira.

A partir dessas informações veiculadas pela Harvard Medical School, de acordo com Ferreira, podemos conjecturar então que a data de expiração dos medicamentos deveria ser estendida pelos prazos mais seguros, descobertos pelo importante e esclarecedor estudo.

"Provavelmente a resposta dos fabricantes seja mesmo que as datas de validade são assim tão conservadoras para que os laboratórios possam garantir que suas drogas são 100% efetivas. E que são despendidos, constantemente, muitas centenas de milhões de dólares na pesquisa de novos medicamentos, para centenas de enfermidades que acometem os seres humanos e os animais, portanto o descarte é razoável", completa o dentista. "Conjecturas à parte, num assunto tão sério creio que o sentido comum deve prevalecer: vale repetir que devemos manter nossos medicamentos na geladeira, em estojo próprio e seguro, em lugar alto (longe do alcance das crianças). E se é muito importante que seu medicamento seja absolutamente 100% efetivo, considere comprar um novo."

Fonte: Exame

 

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Remédio para emagrecer pode intoxicar e alterar efeitos de outros medicamentos


Redação do Diário da Saúde

Remédio para emagrecer pode intoxicar e alterar efeitos de outros medicamentos
O Dr. Bingfang Yan avisou as autoridades de saúde sobre os riscos do orlistat, um medicamento para emagrecimento.[Imagem: URI]

Intoxicação do fígado e rins
Recentemente, pesquisadores da Unicamp descobriram que um remédio para emagrecer pode provocar síndrome.

Agora se descobriu que o mesmo medicamento pode levar à "toxicidade severa dos órgãos internos, como fígado e rins".
Além disso, o problema é irreversível e pode ser causado por baixas concentrações da droga.

O medicamento em questão, indicado para portadores de obesidade, é o orlistat, presentes em marcas comerciais como Xenical™, Exenical™ e Alli™.

Os resultados, obtidos por cientistas da Universidade de Rhode Island (EUA), estão no último exemplar da revista médica Biochemical Pharmacology.

Alerta às autoridades de saúde
O professor Bingfang Yan, coordenador do estudo, afirma ter alertado a FDA, o órgão norte-americano responsável pela aprovação de medicamentos, sobre os resultados que ele considera alarmantes.

"Como [o medicamento] tem estado disponível sem contraindicações, tem havido um aumento drástico na toxicidade entre os pacientes que usam a droga," disse Yan. "Ela tem sido associada com falha severa do fígado, falha pancreática aguda e falha renal aguda."

Yan explica que o orlistat opera no trato intestinal, evitando que a gordura seja absorvida pelo corpo.
Tem sido geralmente aceito que o orlistat permanece no intestino e que o corpo não poderia absorvê-lo.
"Mas, de acordo com as informações disponíveis, o orlistat é absorvido e, certamente, os órgãos internos tais como o fígado e os rins estão expostos a essa droga depois da absorção," contrapôs Yan.

Efeitos sobre outros medicamentos
O estudo mostrou que o medicamento é um inibidor potente da carboxilesterase-2, uma enzima importante na desintoxicação normal do fígado, rim e do aparelho gastrointestinal.

"Quando a atividade desta enzima diminui nesses órgãos, ou a toxicidade aumenta, a eficácia de algumas drogas é alterada," disse Yan.

Essa enzima é conhecida por metabolizar uma grande variedade de medicamentos, incluindo aspirina e os medicamentos contra o câncer irinotecano e pentilo carbamato de p-aminobenzil carbamato de doxazolidina.

"Este estudo mostra que o orlistat altera profundamente o potencial terapêutico das drogas anticâncer. No caso das drogas anticancerígenas, ele diminui sua eficácia," concluiu Yan.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mecanismos de resistência antimicrobiana é o tema da palestra na PorkExpo 2012

O médico veterinário e presidente da Pig Veterinary Society, David Burch, abordou a farmacodinâmica e farmacocinética em sua palestra na PorkExpo 2012. Burch explicou que uma melhor compreensão da farmacocinética e farmacodinâmica (cujas siglas em inglês são PK e PD, respectivamente) pode ajudar a selecionar os programas de medicamentos de forma mais eficaz.

"Nem sempre podemos usar os relacionamentos humanos de PK e PD como usamos principalmente diferentes antimicrobianos que são principalmente bacteriostático", explicou Burch, que ainda complementou: "No entanto eles dão a orientação sobre como usar antimicrobianos de forma mais eficaz e, possivelmente, evitar a seleção mutante e o desenvolvimento de resistência".

Burch também falou que a relação de PK para padrões de susceptibilidade antimicrobiana também é útil para entender o que aconteceu em exposições passadas e determinar padrões de resistência.

Marcus Sousa, da redação.
 
Fonte: PorkWorld

terça-feira, 9 de outubro de 2012

MS vai avaliar uso e acesso a medicamentos pela população



O objetivo é alinhar as políticas públicas farmacêuticas aos princípios e diretrizes do SUS

O Ministério da Saúde irá promover uma pesquisa inédita para avaliar o impacto e a efetividade das políticas públicas de medicamentos no Brasil. O estudo, que será realizado em parceria com 11 universidades federais e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), vai traçar uma radiografia sobre o consumo e o acesso a medicamentos entre a população brasileira.

O principal objetivo é coletar dados e indicadores para priorizar os rumos estratégicos da Polícia Nacional de Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil está entre os 10 países que mais comercializam medicamentos. Por ano, o ministério investe R$ 9 bilhões na compra de remédios que são distribuídos pelo SUS.

Denominado Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), a avaliação vai expressar o acesso e o uso da população aos medicamentos, caracterizando as condições de saúde de seus usuários e de que forma são acessados. O estudo será dividido em dois componentes - inquérito e serviço - e também levará em consideração as variáveis demográficas, sociais, estilo de vida e morbidade dos participantes.

"A pesquisa vai nos ajudar a fortalecer a política de assistência farmacêutica no país e seus resultados irão permitir um melhor direcionamento das ações, garantindo cobertura mais ampla e eficaz dos medicamentos fornecidos pelo SUS", explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, o estudo será aplicado em 35 mil residências de todos os estados brasileiros. Farão parte da amostra 300 municípios brasileiros.

Para o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sotero Serrate Mengue - responsável pelo componente inquérito da pesquisa - a avaliação vai permitir identificar o que, de fato, as pessoas estão precisando. "Vamos ter uma ideia se o que falta são medicamentos ou se é necessário criar uma política pública para ajudar a prescrição e o uso racional dos remédios já ofertados", explicou. De acordo com o professor, devido ao detalhamento e a escala, a pesquisa representa um ponto de partida para reestruturação da política de medicamentos no país.

SERVIÇO - O segundo componente da pesquisa vai avaliar o serviço prestado à população na Atenção Básica e o espaço onde o medicamento é prescrito: as unidades básicas de saúde e seus diferentes atores. Para essa etapa, serão entrevistadas quatro mil pessoas, 380 unidades, 800 profissionais de saúde e 135 coordenadores da assistência farmacêutica nos municípios. O questionário vai coletar informações sobre como é o atendimento prestado ao paciente, desde a prescrição e retirada do medicamento até o acompanhamento durante o tratamento nas unidades de saúde. Também serão analisadas as receitas médicas quanto à qualidade, letra, posologia e prescrição racional do uso do medicamento.

"O conjunto dessas variáveis vai nos mostrar que tipo de assistência existe nas diferentes comunidades. A partir destes dados, vamos analisar quais são os fatores que atuam, piorando ou melhorando o acesso aos medicamentos," explica a coordenadora desse componente da pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, Elza Machado de Melo. "A pesquisa vai garantir que a política de assistência farmacêutica seja mais efetiva, capaz de contemplar a grande heterogeneidade brasileira", observa Elza.

Os questionários que avaliam o componente serviço começam a ser aplicados ainda em novembro e deve durar cerca de três meses. Neste momento as universidades estão testando os instrumentos de pesquisa, para torná-los ainda mais rápidos e objetivos. Já o componente inquérito começa a ser aplicado no início do próximo ano.

Os resultados da pesquisa serão divulgados até o final de 2013. A expectativa do Ministério da Saúde é produzir evidências que permitam alinhar as políticas públicas farmacêuticas aos princípios e diretrizes do SUS.

Fonte: Portal Bonde

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pesquisadores brasileiros desenvolvem nova forma farmacêutica

Filme polímero natural é o único que adéqua-se às variações de calor e deve ser usado em pessoas com paralisia facial e dificuldade de deglutição; animais também serão beneficiados com a descoberta. 

Pesquisadores da Universidade da Federal de Pernambuco desenvolveram um novo método biotecnológico de dissolução de medicamentos e alimentos que promete revolucionar os setores de fármacos e alimentos no Brasil. O projeto multidisciplinar, criado pelo pesquisador médico de Bioengenharia Ricardo Yara foi coordenado pela professora Cláudia Sampaio, do Comitê Técnico de Plantas Medicinais e Fitoterápicos da UFPE, e conta com uma equipe formada pelos pesquisadores Beate Saegesser Santos e Júlio César Bezerra Pereira. 

A lâmina de textura plástica, que se parece muito com finos filetes de balas mentoladas, geralmente encontradas em diversos comércios, é uma espécie de filme polímero natural, hidrossolúvel às variações variações de temperaturas. O novo produto é inovador por ser obtido por meio de fontes 100% naturais, e por facilitar a administração de medicamentos para quem tem a deglutição comprometida – pessoas que apresentem paralisia facial epatologias neurodegenerativas. O uso do medicamento é comprovadamente eficaz até no uso veterinário, beneficiando a saúde animal com a descoberta. 

“Na modificação laboratorial, houve o cuidado de preservação destas características e utilizou-se no processo, apenas materiais comuns, utilizados na indústria alimentícia. Por estes motivos, podemos inferir que o filme é atóxico, não provocando danos à saúde humana ou animal”, afirma a professora Cláudia Sampaio de Andrade Lima, coordenadora do grupo de pesquisa em Biotecnologia de Produtos Naturais.
Aplicação em fármacos e alimentos -A indústria farmacêutica e cosmética terá o produto natural como forte aliado para transferência de princípios ativos para humanos e animais. Anticépticos e refrescantes bucais, anti-hipertensivos, hipoglicemiantes e outros tantos medicamentos e cosméticos hidrossolúveis são alguns dos exemplos. Já, em alimentos os chás, sucos, temperos, sopas instantâneas, vitaminas ou qualquer outro tipo de alimento – solúvel em água ou em mucosas – poderão utilizar o novo produto dissolúvel. 

Hoje temos 250 empresas de pesquisa no país. Algumas estão pautadas na Biotecnologia e são bem vistas como as principais apostas da indústria farmacêutica no Brasil, nos próximos anos. Prova disso está na criação da "superfarmacêutica" Orygem Biotecnologia, ocorrida em maio deste ano. A força resulta da união dos laboratórios Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs. 

De acordo com Marcus Vinicius Andrade, diretor executivo do ICTQ – Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade – especializado em formar farmacêuticos para o setor industrial com cursos de pós graduação e MBAs, “o setor está à procura de pesquisas importantes, como esta, que devem sair da escala laboratorial para a escala industrial. E é nosso dever fomentar a inovação biotecnológica na indústria farmacêutica, preparando e qualificando profissionais que estarão à frente das estratégias e da linha de produção destes produtos", garante o executivo sobre o impacto do filme polímero natural no setor farmacêutico. 

Mudanças benéficas na cadeia produtiva -O produto natural poderá beneficiar a população brasileira e todos os segmentos da cadeia produtiva, desde a base. A idéia original é de garantir às comunidades caiçaras que produziriam a matéria prima, de forma sustentável, passando pela indústria de medicamentos – esta teria à disposição uma forma farmacêutica economicamente viável. Enquanto isso, as indústrias de alimentos poderiam fornecer nutrição com baixa caloria – tendo como outro importante benefício a facilidade e praticidade de transportar os produtos, que poderão ser transformados no filme polímero.
“Finalmente os consumidores teriam à sua disposição novas famílias de produtos. Além disso, todas estas vantagens podem ser relacionadas ao uso veterinário”, finaliza a pesquisadora da UFPE.

Fonte: Portal Fator Brasil

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nos EUA, crianças e adolescentes estão tomando menos antibióticos e mais medicamentos para TDAH

Em oito anos, o número de prescrições de antibióticos a pacientes pediátricos caiu 14%. Receitas de drogas para TDAH, porém, cresceram 46%

Criança Crescimento: prescrição de remédios para asma e TDAH aumentou nos últimos 8 anos, nos EUA (Thinkstock)
 
Segundo um levantamento feito pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula alimentos e medicamentos, o número de prescrições de antibióticos destinadas a crianças e adolescentes é menor do que há oito anos, nos Estados Unidos. Por outro lado, são cada vez mais prescritas drogas para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e asma. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira no Pediatrics, periódico oficial da Associação Americana de Pediatria.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Trends in Outpatient Prescription Drug Utilization in U.S. Children, 2002 to 2010

Onde foi divulgada:
periódico Pediatrics

Instituição:
Food and Drug Administration (FDA)

Dados de amostragem:
Prescrições de medicamentos destinadas a jovens até 17 anos de idade e feitas entre 2002 e 2010

Resultado:
Entre 2002 e 2010, o número de prescrições médicas a jovens até 17 anos reduziu em 7%. Diminuíram as prescrições de antibióticos (14%), remédios para resfriados (42%), alergia (61%) e dores em geral (14%). Aumentaram as prescrições de drogas para TDAH (46%), asma (14%) e contraceptivos (93%)
Esses dados foram baseados nas prescrições médicas preenchidas no país entre os anos de 2002 e 2010 para jovens com até 17 anos de idade. De acordo com o estudo, em 2010 foram registradas 263,6 milhões de prescrições de medicamentos em geral a pessoas dessa faixa etária — 7% a menos do que em 2002. As prescrições para pacientes adultos, porém, aumentaram em 22% nesse mesmo período.

O levantamento indicou que, nesses oito anos, as prescrições de antibióticos a bebês, crianças e adolescentes caiu 14%, embora esse tipo de remédio ainda seja o mais frequentemente fornecido para pacientes pediátricos no país. Além dos antibióticos, também foram menos prescritos medicamentos para alergia (-61%), tosse e resfriados (-42%), dor (-14%) e depressão (-5%). Por outro lado, aumentou o número de prescrições para anticoncepcionais (+93%) e remédios para tratar TDAH (+46%) e asma (+14%).

TDAH — Para Alessandra Cavalcante, pediatra do Hospital São Luiz, em São Paulo, a razão do aumento da prescrição de medicamentos para TDAH não está relacionada a um excesso de diagnósticos, mas sim a um maior nível de informação de pais e médicos. "Isto é uma coisa boa, já que o transtorno, quanto mais cedo for tratado, menos problemas causará no futuro", diz a médica.

De fato, ao menos nos Estados Unidos, onde o levantamento foi feito, mais jovens estão sendo diagnosticados com TDAH e cada vez mais cedo. Um trabalho feito na Universidade de Northwestern e publicado em março deste ano também na revista Pediatrics mostrou que, em dez anos, o número de pessoas menores do que 18 anos diagnosticadas com o transtorno aumentou 66% no país. Além disso, em outubro de 2011, a Academia Americana de Pediatria reduziu a idade mínima para diagnóstico e tratamento de TDAH de seis para quatro anos.

Brasil — Embora um levantamento como esse não tenha sido feito no Brasil, Alessandra Cavalcante também percebeu na prática clínica o aumento dos tratamentos destinados a crianças com TDAH. Da mesma forma, ela acredita que os jovens brasileiros estão tomando mais remédios para asma e mais anticoncepcionais. "O aumento da incidência de asma é visível, especialmente em São Paulo, onde a poluição é forte. Além disso, como os jovens entram na vida sexual cada vez mais cedo, os contraceptivos estão se tornando mais comuns."

No entanto, a médica acredita que não tenha acontecido uma redução significativa nas prescrições de antibióticos a pacientes infantis. "Ainda temos um grande número de prescrições de antibióticos sem necessidade. Precisamos acabar com o culto ao pronto-socorro. As famílias devem, sempre que possível, procurar o pediatra que acompanha a criança e conheça o seu histórico", afirmou.

fonte: Veja

 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Medicamento que deixa a pessoa sóbria mesmo após beber é testado

Médicos testam droga que poderia acabar com os efeitos colaterais do álcool. Foto: Getty Images Médicos testam droga que poderia acabar com os efeitos colaterais do álcool
Foto: Getty Images

 Médicos estão testando uma droga que poderia acabar com os efeitos colaterais do álcool mesmo quando a pessoa está embriagada. Pesquisadores acreditam que o iomazenil, tomado antes de beber, poderia diminuir os efeitos que o álcool traz ao cérebro, segundo o jornal Daily Mail.
Infográfico: Conheça cada estágio da embriaguez e evite o coma alcoólico

Porém, os estudiosos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, não querem desenvolver um medicamento que permita que as pessoas bebam mais. Eles esperam que, ao cessar os efeitos do álcool em determinadas células do cérebro, o iomazenil poderia ajudar fazendo com que as pessoas fiquem sóbrias, afastando os bebedores pesados do álcool, já que eles perderiam parte do prazer de beber. Além disso, a droga também reduziria os danos causados ao fígado e outros órgãos.

De acordo com o psiquiatra Deepak D'Souza, um medicamento que tem o potencial de bloquear as ações do álcool no sistema nervoso central pode atuar no tratamento da intoxicação por álcool e alcoolismo, algo que não existe até hoje. Os estudos também analisam os efeitos do iomazenil quando as pessoas conduzem um carro embriagadas.

Mais uma série de pesquisas têm buscado maneiras de reduzir o impacto do álcool em pessoas que bebem em excesso. No entanto, no tratamento também é possível ter o prazer que o álcool proporciona, mas esse desejo não estaria em primeiro lugar. Pesquisadores britânicos estão tentando também desenvolver medicamentos líquidos que dão todo o prazer do álcool, mas sem nenhum dos danos. Seria uma espécie de valium que traria o agradável efeito do álcool sem provocar bebedeira. A substância teria a vantagem adicional de acabar com os efeitos do álcool e deixar a pessoa apta a dirigir ou a voltar para casa em segurança.
 
 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Estudo sobre indicação de medicamentos.

Indicação de medicamentos - Estudo
ESTUDO: 80% DOS FUNCIONÁRIOS DE FARMÁCIAS INDICAM MEDICAMENTOS

Exposição ao sol, problema no fígado, falhas na visão e até tumor no cérebro. Foram alguns diagnósticos que os balconistas das farmácias arriscaram para pacientes com queixa de dor de cabeça crônica, durante a pesquisa realizada em 143 estabelecimentos farmacêuticos de todo Brasil. Pior: em 80% dos casos, os funcionários recomendaram remédios de acordo com o que acreditavam ser o sintoma. Mais da metade deles (58%) não orientou as pessoas a procurar o médico antes de tomar a medicação.

O estudo foi conduzido pelo neurologista Abouch Krymchantowski, membro da Academia Norte-americana de Dor de Cabeça. Em cinco meses, ele e a equipe de 10 residentes visitaram farmácias de todas as regiões do país, inclusive de São Paulo, para avaliar a conduta dos profissionais. Os pesquisadores abordavam os balconistas, sempre relatando os sinais clássicos de enxaqueca: dor forte em um lado da cabeça, incômodo com a luz e episódios de vômitos e náuseas. Depois, solicitavam a recomendação de um produto terapêutico.

“Foi surpreendente a quantidade de balconistas que, por conta própria, prescreveu remédios. A maioria nem sequer indicou a visita ao médico e em 12% dos casos, disseram que a consulta ao especialista só deveria ser feita se o remédio prescrito não funcionasse”, afirma Krymchantowski, ao ressaltar que 90% dos balconistas não consultaram nem o farmacêutico de plantão dos locais, antes de vender a droga recomendada.

Segundo o último relatório da Fundação Oswaldo Cruz, as medicações lideraram o ranking de causas de intoxicação e acumularam 30,5% dos 108 mil registros, o recorde histórico desde que as publicações começaram a ser feitas, em 2001. Tanto o Conselho Nacional de Saúde quanto a Vigilância Sanitária de São Paulo já emitiram pareceres relacionando que a liderança dos remédios está ligada ao hábito de tomar remédio sem avaliação clínica.

Fonte: Agência Estado / Jornal da Tarde
http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=10572

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cientistas desvendam surgimento da resistência a analgésicos

Resistência a analgésicos
Pesquisadores da Universidade de Montreal (Canadá) descobriram como as células nervosas espalhadas pelo nosso corpo desenvolvem resistência a medicamentos contra a dor.

Os analgésicos conhecidos como opioides, derivados da papoula, são conhecidos há séculos e são elementos essenciais nos atuais tratamentos de saúde.

O que não se sabia era como e por que esses medicamentos perdem sua eficácia depois da primeira dose.
A resistência pode se desenvolver rapidamente, de horas a alguns poucos dias, dependendo do paciente.

Tolerância a medicamentos
"Nosso estudo revelou os mecanismos celulares e moleculares no interior dos nossos corpos que nos permite desenvolver resistência a essa medicação, o que os cientistas chamam de tolerância ao medicamento," explica a Dra. Graciela Pineyro.

A descoberta também poderá ser útil para outros tratamentos, uma vez que se demonstrou detalhes da forma como a molécula do medicamento interage com os receptores celulares.

São esses receptores que ativam os processos dentro da célula, produzindo o efeito desejado.

"Nós descobrimos que as drogas que ativam o mesmo receptor nem sempre produzem o mesmo tipo de efeito no corpo, já que os receptores nem sempre reconhecem as drogas do mesmo jeito. Os receptores configuram diferentes drogas em sinais específicos, que terão diferentes efeitos no corpo," explica a pesquisadora.

Receptores celulares
A equipe analisou a forma como as moléculas da droga interagem com moléculas chamadas "receptores", que existem em cada célula do nosso corpo.

Os receptores, como seu nome indica, recebem sinais dos produtos químicos que entram em contato com eles, e esses sinais fazem com que as várias células reajam de maneiras diferentes.

Os receptores ficam localizados na parede celular, esperando por compostos químicos, conhecidos como ligantes de receptores, para interagir com eles e dizer à célula o que ela deve fazer.

"Até agora, os cientistas acreditavam que os ligantes funcionavam como chaves liga-desliga para estes receptores, todos eles produzindo o mesmo tipo de efeito, apenas com variações na magnitude da resposta que induziam," explica a Dra. Graciela.

Mas agora eles descobriram que a coisa não é tão simples.

Reciclagem dos receptores
Uma vez ativados por uma droga, os receptores movem-se da superfície da célula para o seu interior e, depois de terem completado sua tarefa, eles podem ser destruídos ou retornar para a superfície para serem reutilizados, através de um processo conhecido como "reciclagem do receptor".

Ao comparar dois tipos de opioides - DPDPE e SNC-80 - os pesquisadores descobriram que os ligantes que incentivaram a reciclagem produzem menos tolerância aos analgésicos do que aqueles que destroem o receptor depois que ele cumpre sua tarefa.

O entendimento desses mecanismos é importante para o desenvolvimento de medicamentos que evitem a tolerância e que produzam respostas terapêuticas de longa duração.

fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pesquisas universitárias a serviço da comunidade

Trabalhos desenvolvidos por estudantes começam a dar resultados saindo dos muros da universidade.
Gustavo Cidral
 
Muitos estudos realizados nas universidades parecem não sair dos muros dos campus. A falta de aplicação prática de muitos trabalhos no cotidiano das comunidades algumas vezes frustra os acadêmicos. Porém, a situação para alguns estudantes de Jaraguá do Sul é bem diferente. Eles estão podendo compartilhar o conhecimento com a sociedade e ver o resultado de seus projetos na realidade das pessoas.

Um lanchinho sem riscos à saúde
Um trabalho desenvolvido no curso de Tecnologia em Alimento, da Católica de Santa Catarina, é exemplo de como pesquisas universitárias influenciam no cotidiano. Quem nunca parou em um desses trailers que vendem lanches na beira das ruas da cidade, principalmente à noite, por causa da pressa ou pela tentação do cheiro que invade os carros que passam nas vias? Mas, será que esses locais têm as condições sanitárias adequadas para a venda de alimentos? Ou será que os manipuladores dos ingredientes têm o preparo e o conhecimento necessário para ter contato com o que você vai comer?
Foi pensando nessas questões que as acadêmicas Eloize Andressa Krause e Jéssica Ehmke Kraetzer, da 4ª fase do curso, desenvolveram um trabalho para analisar as condições higiênico-sanitárias no comércio de lanches rápidos de Jaraguá do Sul. Elas começaram a pesquisa na primeira fase do curso, no projeto de iniciação científica, e receberam recursos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

 Alunas desenvolveram trabalho para analisar as condições higiênico-sanitárias no comércio de lanches. (Foto: Marcele Gouche)
Na ida a campo, a parte prática do trabalho, as alunas visitaram, sem aviso prévio, 34 trailers em toda a cidade. As pesquisadoras chegavam ao local, se apresentavam como acadêmicas, explicavam o que estavam fazendo, pediam permissão aos proprietários e preenchiam um questionário com base nas observações. “Todos toparam, mas alguns ficaram com receio”, conta Jéssica. As avaliações foram feitas em duas semanas, entre 19 e 23h, horário em que os pontos funcionam.

As estudantes basearam a pesquisa de acordo com a normativa RDC 216 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Foram quatro blocos de avaliação: condições ambientais e edificações; condições higiênicas de utensílios e equipamentos; perfil dos manipuladores; matérias-primas utilizadas, controle de qualidade do ponto de venda. Os critérios eram preenchidos como satisfatório, razoável ou insatisfatório.

De acordo com as alunas, alguns manipuladores ainda não têm a prática de higiene básica, como usar luvas e touca ou lavar as mãos. Alguns estabelecimentos apresentaram produtos com validade vencida e armazenados inadequadamente. “Pelo que a gente viu, o ambiente é prioridade nesses locais e não o produto”, afirma Jéssica.

Apesar dos pontos negativos, o resultado final foi razoável, com médias altas nas condições ambientais e edificações e condições higiênicas de utensílios e equipamentos. As alunas garantem que continuam comendo lanches vendidos em trailers e iriam à grande maioria dos locais visitados.

No que o projeto pode ajudar
O trabalho foi apresentado no 11º Congresso de Iniciação Científica, realizado pela Católica. Todos os proprietários dos comércios foram convidados para assistir e conhecer o resultado da pesquisa. Relatórios individuais de cada ponto estão disponibilizados para cada comerciante aplicar em melhorias dos espaços.

As estudantes foram orientadas pela professora e coordenadora do curso, Silvia Helena Figueiredo, que também é membro do Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea). Segundo a professora, o resultado da pesquisa foi encaminhado para órgãos competentes a fim de propor cursos de capacitação em boas práticas de manipulação e produção de alimentos. “A ideia é propor à Vigilância Sanitária um curso de capacitação para os manipuladores quando os alvarás sanitários são liberados”, explica.

Fique atento! Repare nas condições dos locais em que você come. Veja o que a pesquisa conclui sobre a observância da 

RDC 216 da Anvisa nos 34 trailers avaliados:

PONTOS ACEITÁVEIS
Uso de água encanada e tratada: 100%
Boa iluminação na área comercialização dos lanches: 85,3%
Presença de sanitários para os fregueses: 88,23%
Utensílios e equipamentos em bom estado de conservação: 94,11%

PONTOS NEGATIVOS
Ausência de lavatórios para a higienização das mãos: 76,4%
Uso de lixeiras manuais ou sem tampas: 88,24%
Lixeiras instaladas próximas à área de preparação dos alimentos: 97%
Ausência de uniformes: 85,3%
Uso de adornos, maquiagem, bijuterias, relógios, unhas longas e os homens com barba: 91,18%
Mascar chicletes e conversar durante o preparo: 11,76%
Não utilizam toca: 97%
Não usam luvas: 94,1%
Manipulação de dinheiro durante a preparação dos alimentos: 79,41%
Matérias-primas armazenadas em sua embalagem original, como latas de alumínio: 67,6%
Maionese e ketchup em bisnagas e não em sachês individuais: 55,9%
Matéria prima para uso com prazo de validade vencido: 8,8%
Preparo de alimentos cárneos fora das condições de refrigeração: 58,82%


Miriã Rocheli Schneider e Rafael Jungton contribui para evitar problemas futuros. (Foto: Eduardo Montecino) 
Ajudando a evitar problemas futuros
Pesquisa desenvolvida por alunos da 4ª fase do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, da Católica de Santa Catarina, contribui para o desenvolvimento, preservação do meio ambiente e sustentabilidade do bairro João Pessoa.

Os acadêmicos Miriã Rocheli Schneider e Rafael Jungton realizaram o projeto "Diagnóstico Socioambiental do Bairro João Pessoa: Um Estudo da Situação Atual da Biodiversidade e do Planejamento do Ambiente Físico". O trabalho foi orientado pelos professores Cristiane Gascho, Fernanda Alquini e Murilo Teixeira. Segundo Cristiane, o objetivo foi avaliar os reflexos da urbanização e ocupação irregular. "Eles fizeram um ‘Raio X’ do bairro, detectando suas potencialidades e fraquezas", explica.

De acordo com a estudante Miriã, o João Pessoa foi indicado pela coordenação por ser um lugar com bastantes elementos e características que englobam todo o município. “Lá tem rio, rodovia, morro, região urbana e vegetação rural”, esclarece.

Somente neste ano, o bairro contabilizou 115 casos de alagamentos e 34 deslizamentos. Os desastres naturais põem em risco a vida de muitos moradores que invadem áreas de preservação. A ocupação desordenada é um reflexo do grande crescimento populacional da região, que segue a média de Jaraguá do Sul: 3,8% — o triplo de todo o Brasil.

Conhecendo e diagnosticando o problema
Após a etapa teórica do trabalho, os pesquisadores foram ao local estudado durante seis sábados seguidos. Lá, eles constataram a diferença entre analisar a região nos mapas cedidos pela Prefeitura e a situação real da comunidade. “A realidade é muito diferente. O crescimento é muito acelerado e os mapas desatualizam facilmente”, conta Rafael, que conseguiu observar mudanças nos poucos dias em que visitou o bairro. Segundo ele, o rápido crescimento dificulta o acompanhamento técnico pelos órgãos responsáveis.

Um dos sábados foi dedicado a entrevistas com moradores antigos da região. Eles relataram que a fauna e a flora mudaram bastante na localidade em 30 anos. “A vegetação do morro agora é outra, depois que alguns habitantes foram deslocados por risco de desmoronamento”, explica Rafael. “A ausência da influência humana no ambiente faz com que a flora original volte a nascer”.

Os estudantes tiveram o apoio da Secretaria de Defesa Civil e de Planejamento de Jaraguá do Sul na de busca de dados.
 
Projeto pode ser utilizado em outros locais
De acordo com a orientadora Cristiane, o relatório será encaminhado ao Executivo municipal com a intenção de desenvolver políticas públicas que possam amenizar os problemas do local causados pela ocupação desordenada. Além disso, a metodologia utilizada pelos acadêmicos pode ser aplicada em outros bairros. “Além do diagnóstico do bairro João Pessoa, que pode ser usado para aplicação de políticas públicas, a metodologia pode ser reaplicada em qualquer lugar” explica a professora.

Empreendedorismo é estimulado
Um projeto interdisciplinar tem estimulado o empreendedorismo em alguns acadêmicos da Católica de Santa Catarina. Alunos dos cursos de Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica trabalham juntos em uma fábrica montada na própria universidade.

A iniciativa do projeto foi do professor Wilmar Mattes, que leciona para os três cursos. Segundo ele, a intenção é colocar em prática todo o conhecimento teórico adquirido em sala de aula e estimular os alunos a serem empreendedores.
De acordo com o coordenador do curso de Engenharia de Produção, Wilson Mafra, a iniciativa tem três principais objetivos: aplicação prática, trabalho em equipe e estímulo ao espírito empreendedor.

O desafio envolveu toda a parte burocrática na abertura e gerenciamento da fábrica desde a elaboração do PCP (Programa e Controle de Produção), sistemas de produção e estudo de viabilidade do negócio. Dentre as equipes que desenvolveram o projeto, duas se destacaram: uma começou a produzir fraldas, a outra montou uma fábrica de chocolate.

Os estudantes Pricila Laureno, Jhonatan Tonello, Jeferson de Gasper e Diomar Schade já estão se dedicando à produção do doce. Eles aproveitaram que o laboratório da universidade possui os equipamentos necessários e tiveram apenas que adquirir a matéria prima.

“Tivemos que elaborar os turnos, escolher um público alvo, desenvolver o PCP, realmente como uma empresa”, detalha Jhonatan. De acordo com o planejamento, os empreendedores produzem 20 Kg de chocolate por dia, 500 Kg por mês. O custo é cerca de R$ 1,30 por unidade e o preço final fica em torno de R$ 2. “O preço não é tão baixo porque os bombons têm 80% de cacau e o nosso público alvo são as classes A e B”, explica Pricila.

Segundo o professor Mafra, o sistema produtivo está preparado para quem se interessar a assumir novos desafios. “Os próprios alunos, se quiserem continuar o negócio, já têm um planejamento pronto para ser usado em uma empresa”, afirma.

fonte: Correio do Pov0
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Uma em cada dez jovens atendidas pelo SUS em São Paulo tem clamídia, diz pesquisa

Levantamento ainda revelou que 4% dessas mulheres também tem gonorreia

Chlamydia trachomatis Imagem mostra bactéria causadora da clamídia (Chlamydia trachomatis): no Brasil, a doença atinge 10% das jovens atendidas pelo SUS em São Paulo (Thinkstock)
 
Segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo, quase 10% das jovens brasileiras atendidas pelo SUS tem clamídia, uma séria doença sexualmente transmissível. A pesquisa foi feita pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS e sua versão completa foi publicada no Sexually Transmitted Diseases, periódico da Associação Americana de Doenças Sexualmente Transmissíveis.

O estudo analisou 2.071 mulheres de 15 a 24 anos atendidas pelo SUS em 2009. Delas, 9,8% estavam infectadas pela bactéria Chlamydia trachomatis, responsável por provocar a doença. Além disso, 4% das jovens com clamídia também apresentavam gonorreia, outra doença sexualmente transmissível causada por bactéria.
Segundo a pesquisa, a incidência de clamídia está associada a idades menores, já que a maioria da doença acometeu meninas de 15 a 19 anos, e àquelas cuja primeira relação sexual aconteceu antes dos 15 anos. Ter tido mais de um parceiro sexual durante a vida também foi um fator relacionado à presença da infecção.
Para Abner Lobão, ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essa porcentagem provavelmente é maior do que se fosse comparada com a incidência de clamídia em toda a população brasileira. "Esse número elevado pode ser explicado pelo fato de se tratar somente das mulheres atendidas pelo SUS, que talvez apresentem menos condições financeiras e informações do que aquelas que utilizam o sistema privado de saúde. Embora provável, pode ser que isso não se aplique na prática, mas não há como saber por falta de dados concretos no Brasil", completa. Lobão ainda lembra que as estatísticas dos Estados Unidos mostram que a incidência de clamídia no país não chega a 5%, ou seja, metade dos números apresentados no estudo.

Doença comum – A clamídia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a doença sexualmente transmissível mais disseminada no mundo. É perigosa pois pode provocar doenças inflamatórias pélvicas, gravidez fora do útero e infertilidade. "Os problemas da doença não se resumem nela mesma, mas também no tipo de prejuízo que causará no futuro. A infertilidade, por exemplo, pode provocar grande impacto na vida de uma pessoa que sempre planejou ter filhos e até no sistema de saúde que terá que lidar com esse tipo de problema", explica o ginecologista Lobão.

Ainda não há uma vacina para prevenir a clamídia, embora um estudo divulgado neste mês tenha dado um importante passo nas pesquisas em volta do assunto. A única maneira de prevenir a infecção é praticar sexo seguro. O tratamento da doença é feito por meio de antibióticos.

 A infecção ainda tem outro agravante: seus sintomas podem ser silenciosos e retardar a procura por um médico. O doutor Abner Lobão, porém, afirma que há sinais que merecem atenção e valem uma visita ao médico, como corrimentos vaginais, alterações do ciclo menstrual, dor na região pélvica e mal estar. "Exame regulares uma vez ao ano também ajudam na prevenção e no diagnóstico precoce", aconselha o médico, que lembra que o diagnóstico da clamídia é feito por meio de exames específicos, geralmente com coleta de secreção vaginal.

fonte: site da VEJA

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Indústria farmacêutica não quer curar pessoas, diz prêmio Nobel

O prêmio Nobel de Química 2009, o americano Thomas Steitz, denunciou nesta sexta-feira o fato de que os laboratórios farmacêuticos não pesquisam antibióticos efetivos e acrescentou que "não querem que o povo se cure".

"Preferem centrar o negócio em remédios que deverão ser tomados durante toda a vida", afirmou Steitz, que opina que "muitas das grandes farmacêuticas fecharam suas pesquisas sobre antibióticos porque estes curam as pessoas. Pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade americano de Yale, Steitz assiste em Madri ao Congresso Internacional de Cristalografia (estudo da estrutura ordenada dos átomos nos cristais da natureza).

No caso da tuberculose, Steitz analisou o funcionamento que deveria seguir um novo antibiótico para combater cepas resistentes à doença que surgem, sobretudo, no sul da África. O cientista comentou em entrevista coletiva que o desenvolvimento deste remédio exige um grande investimento e a colaboração de um laboratório farmacêutico para avançar na pesquisa.

"É muito difícil encontrar um que queira trabalhar conosco, porque para estas empresas vender antibióticos em países como a África do Sul não gera dinheiro e preferem investir em remédios para toda a vida". Por enquanto, segundo Steitz, estes novos antibióticos são "só um sonho, uma esperança, até que alguém esteja disposto a financiar o trabalho".

Steitz e os espanhóis Enrique Gutiérrez-Puebla e Martín M. Ripoll, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), pediram nesta sexta-feira aos países para que invistam mais em ciência. Os cientistas acreditam que a resistência das bactérias aos antibióticos será necessária continuar pesquisando "indefinidamente".

fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5314058-EI8147,00-Industria+farmaceutica+nao+quer+curar+pessoas+diz+premio+Nobel.html

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Medicamento para mais de 70 doenças é descoberto na pele de sapo

Redação do Diário da Saúde

Remédio milagroso
Cientistas descobriram proteínas na pele de sapos que poderão ser usadas para tratar câncer, diabetes, acidente vascular cerebral (derrame) e pacientes transplantados.
Na verdade, a descoberta tem potencial para o desenvolvimento de novos tratamentos para mais de setenta doenças e condições que afetam mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo.
Os compostos descobertos atuam regulando o crescimento dos vasos sanguíneos.

Remédio de sapo
A equipe do professor Chris Shaw, da Universidade Queen's, em Belfaste, identificou duas proteínas que podem ser usadas de forma controlada e dirigida para regular a angiogênese - o processo pelo qual os vasos sanguíneos crescem no corpo.
Um detalhe interessante é que uma das proteínas tem a capacidade de estimular o crescimento dos vasos sanguíneos, enquanto a outra inibe esse crescimento.
As proteínas foram encontradas nas secreções da pele da Rã Macaco Cerosa (Waxy Monkey Toad) e do Sapo Gigante Barriga de Fogo (Giant Firebellied).
Os cientistas capturaram os animais na natureza e extraíram cuidadosamente as secreções, antes de liberá-los de volta à vida selvagem. Os sapos não são prejudicados de nenhuma forma durante esse processo.

Liga a angiogênese
"Ao 'desligar' a angiogênese e inibir o crescimento dos vasos sanguíneos, uma proteína da Rã Macaco Cerosa tem o potencial para matar os tumores de câncer," explica Shaw.
A maioria dos tumores só consegue crescer até um determinado tamanho. Para continuar crescendo, eles precisam de novos vasos sanguíneos para lhes fornecer oxigênio e nutrientes vitais.
A interrupção do crescimento dos vasos sanguíneos fará com que o tumor tenha menor probabilidade de disseminação, podendo até mesmo ser destruído.
Se o mecanismo funcionar como os cientistas esperam, a proteína poderia transformar o câncer de uma doença fatal em uma condição crônica, que poderia ser mantida controlada com medicamentos.

Desliga a angiogênese
"Por outro lado, uma proteína do Sapo Gigante Barriga de Fogo 'liga' a angiogênese e estimula o crescimento dos vasos sanguíneos," conta Shaw.
Isto tem o potencial para tratar uma grande variedade de doenças e condições que exigem que os vasos sanguíneos sejam reparados rapidamente.
É o caso da cicatrização de feridas, dos transplantes de órgãos, das úlceras diabéticas e dos danos causados por derrames cerebrais ou doenças do coração.

Droga milagrosa
O cientista conta que já foram investidos entre US$4 e 5 bilhões pelas empresas farmacêuticas nos últimos anos na busca de formas de controlar o crescimento dos vasos sanguíneos - tudo sem sucesso até agora.
A saída então foi voltar-se para a natureza.
"Estamos absolutamente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos dos nossos problemas, só precisamos fazer as perguntas certas para encontrá-las.
"Seria uma grande vergonha haver algo na natureza que seja potencialmente a droga milagrosa no tratamento do câncer e não fizéssemos tudo ao nosso alcance para colocá-la para funcionar," conclui o cientista.

fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=pele-sapo-proteina-tratar-doencas&id=6583