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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Desabafo de uma colega ao programa Giro Business da Band


 
Caros colegas farmacêuticos, fiquei indignada com uma reportagem do Giro business apresentado ontem pela Band News TV. Fiz uma reclamação a eles e agora reproduzo aqui. Ao lerem o texto vocês irão entender.
Programa Giro Business, domingo 23/02/14
Nesse dia o convidado do programa cometeu uma falha inadmissível, ao tentar exemplificar fatos que desmotivam formandos que ingressam no mercado de trabalho mencionou: "vejam o caso do farmacêutico que após se formar vai trabalhar como balconista".

Fiquei indignada com a ignorância do especialista entrevistado (não consegui recuperar o nome)que além de diminuir a importância do balconista (sem formação universitária) desconhece os aspectos legais brasileiros que determinam a necessidade do farmacêutico com curso superior em período integral para prestar a Assistência Farmacêutica aos clientes e pacientes além de cuidar do correto armazenamento, dispensação e manuseio de medicamentos e produtos para a saúde. Essa exigência faz parte dos cuidados com a Saúde Pública.
 
Somado a isso os farmacêuticos têm atuações importantes e destacadas em diversos segmentos como assim determina sua grade curricular: medicamentos, cosméticos, produtos médicos, alimentos, saneantes domissanitários, toxicologia, análises clínicas, ensino, etc.
 
Muitas das mudanças que aconteceram nos últimos anos nas áreas regulatória, fabricação, pesquisa e qualidade nesses segmentos têm a participação direta dos farmacêuticos.
 
São áreas de destaque:
- Pesquisa e Desenvolvimento: na descoberta ou melhoria de produtos, processo convencional ou biotecnologia;
- Área regulatória Governamental: destaque para a elaboração de legislações que colocaram a Anvisa à frente de agências reguladoras de destaque internacional;
- Atuação ímpar na inspeção sanitária do setor regulado nacional e internacional, principalmente na indústria farmacêutica, onde somente o profissional com esta qualificação pode atuar como inspetor;
- Forte presença na indústria farmacêutica, em diversos setores, assegurando o comprimento das legislações sanitárias vigentes e a qualidade dos medicamentos fabricados;
- Na área de logística: cuidando dos aspectos de manuseio, armazenamento e transporte de medicamentos e produtos afins;
- Na área de assuntos regulatórios: elaborando os dossiês para registro de produtos e atendimento a diversas legislações aplicáveis a cada segmento;
- Nas forças armadas: cuidando da fabricação, manuseio e distribuição de produtos farmacêuticos ou atuando nos hospitais militares ou prestando assistência farmacêutica a populações ribeirinhas, aldeias indígenas ou onde houver necessidade;
- Na academia: formando novos profissionais de farmácia ou de outras áreas da saúde, desenvolvendo pesquisas ou prestando serviços à empresas;
- Nos hospitais: cuidando do armazenamento, dispensação de medicamentos e produtos, fazendo parte da equipe multidisciplinar que cuida do controle da contaminação ou em qualquer atividade que for necessário;
- Na farmácia de manipulação: segmento complementar voltado ao atendimento de prescrições médicas e hospitalares;
- Na radiofarmácia: pesquisando e fabricando produtos com radioisótopos para o tratamento ou diagnóstico de câncer;
- Nas análises clínicas: na realização de ensaios para diagnósticos;
- Prestação de serviços: em toda a cadeia de pesquisa e fabricação de medicamentos e produtos afins.

Estas são apenas algumas das possibilidades de atuação do farmacêutico, daí minha indignação. Um grupo de importante como a Band não deve apresentar opiniões tão discriminatórias ou inverídicas.
 
O conhecimento dos especialistas convidados para discutir assuntos de interesse da população deve ser confirmado antes de uma exposição tão infeliz como aquela que assisti no último domingo.
Grata pela oportunidade de expressar minha opinião.
 
Ana Maria Pellim
Farmacêutica, empresária, educadora, auditora de qualidade e regulatória
Ex-proprietária de drogaria, ex-conselheira estadual e federal pelo conselho de classe, ex-funcionária da Anvisa.

sábado, 16 de novembro de 2013

A visão de um Fiscal do CRF




  • "Queridos colegas de profissão:

    Guardem as facas e leiam (se informem e se divirtam um pouco, risos).
    Venho por meio desta redação simples, tentar expor o ponto de vista de um fiscal de Conselho profissional. O fiscal do conselho de farmácia, antes de tudo, é um farmacêutico (e sim, nós também pagamos anuidade, o que muitos acham que não fazemos). E como profissionais farmacêuticos, temos o mesmo interesse: o melhor para saúde da nossa população e a melhora da valorização da nossa classe. Muitos profissionais, infelizmente, pensam que estamos ‘’do lado contrário’’, que ‘’queremos que os farmacêuticos sejam escravos de um estabelecimento’’.

    Primeiramente gostaria de explicar o objetivo da fiscalização.
    A fiscalização objetiva, primeiramente, o acesso da população ao profissional farmacêutico. Fiscalizamos se o profissional está realmente fazendo seu papel, se está em dia com a sua documentação necessária e se ele esta realmente prestando assistência. Objetiva também, saber se ele cumpre com sua ética profissional, orientação (principalmente dos recém formados, que ainda não possuem tanta experiência). E objetiva gerar empregos. Sim, gerar empregos! Se não houvesse fiscalização, até hoje estaríamos com a maioria dos estabelecimentos sendo ‘’assinados’’ como antigamente. E infelizmente, até hoje presencio isso em alguns lugares.

    Ao “dar o nome’’ em uma farmácia/drogaria/laboratório, entre outros, saiba que você está prejudicando seriamente a classe. Você está atestando que o profissional não é necessário, já que com apenas uma assinatura sua ele continua funcionando sem a sua presença. Está atestando que a sua presença é totalmente dispensável.

    Quando fazemos fiscalizações noturnas e aos finais de semanas, não queremos que o mesmo farmacêutico trabalhe 24 horas.
    Isso é escravidão.
    Queremos gerar oportunidades para quem ainda não conseguiu sua colocação no mercado. Mudando um pouco de assunto: ESTUDE! SAIBA AS ATRIBUIÇÕES do CRF, do CFF, do Sindicato, da Vigilância Sanitária local, da ANVISA, do Ministério Público, da Policia. Procure saber a atribuições dos conselheiros regionais e federais, saber sobre os candidatos que vocês votam nas eleições de conselho e do nosso País.
    Saiba a Constituição que os rege! Antes de sair ‘’rasgando o verbo’’ com a instituição errada, saiba o que cada uma faz. Direito deveria ser uma matéria do ensino fundamental. Serve pra tudo, não só para sua profissão. E eu sei que você odiava Deontologia na faculdade, porque também não era uma das minhas matérias favoritas (risos)

    Atenção: Sindicato e Conselho são instituições diferentes.
    Só o sindicato pode brigar pelo piso farmacêutico.
    Muitos farmacêuticos não recebem o piso, e culpam o Conselho.
    O Conselho, quando registra um farmacêutico como RT de um estabelecimento, pede a carteira de trabalho do profissional com o piso salarial. Se o farmacêutico mesmo assim não está recebendo, se torna uma questão trabalhista.
    Receber abaixo do piso, é infração ética previsto no código de ética profissional.

    Se te registram na carteira com um valor e não te pagam, você deve procurar o Ministério do Trabalho e denunciar essa situação. Registrar alguém com um valor e pagar outro, é crime de falsificação de documento público, previsto no Código Penal Brasileiro art.297 §3º II.

    Outro assunto: “Ah, mas você? Você é concursada, você não trabalha, você ganha bem...”
    Em primeiro lugar: de onde o brasileiro tira essa ideia de que servidor público não trabalha?
    Prestar um concurso público agora é ganhar na loteria?
    Assim seria muito fácil hein? Por qual razão a Administração pública contrataria funcionários e abriria processos seletivos para onerar os cofres públicos, se não estivessem precisando de mão de obra? Em qualquer lugar deste país, tanto no setor público quanto no setor privado existem bons e maus funcionários. Existem os que querem trabalhar e os que não querem. No setor público isso não é diferente. Se você acha que estou mentindo, então estude e passe no mesmo concurso que passei, você verá que tudo tem seu bônus e se ônus. Mas não me venha dizer que não trabalho. Trabalho e não é pouco. Tenho horário para entrar e para sair, tudo é registrado. Tenho metas a cumprir. Tenho que trabalhar noites e finais de semana. Não pense você, que não está na minha pele que eu chego em casa e deito no meu travesseiro para dormir. Preciso organizar itinerários, relatórios, ler e-mails institucionais, estudar para que eu esteja sempre atualizada sobre as novas legislações para orientar os profissionais.

    Quanto ao meu salário, ele é divulgado para todo mundo ver.
    Procure saber se acha que ganho tão a mais que você.
    Faço tudo isso por uma razão: eu quero que o nosso mercado melhore, que os profissionais estejam mais capacitados, que nossa profissão seja bem vista. Cansei de ver que as drogarias não são mais estabelecimentos de saúde, e sim um mercado de caixinhas. Se por algum motivo eu voltar ao mercado de trabalho, quero que ele esteja melhor do que está atualmente, e por isso tento fazer um serviço bem feito.

    É uma pena mesmo que os fiscais sejam tão mal vistos, que os farmacêuticos pensem que estamos contra a classe.
    Uma pena também, quando estou em uma cidade, faço minha primeira visita e todos os outros estabelecimentos são avisados ‘’o fiscal tá aí, o fiscal tá aí’’.
    Caramba!?
    Qual o objetivo disso?
    Você estava lá trabalhando, o outro que só ‘’assina’’, que estava em casa no bem-bom, sai correndo pra farmácia... O bobo é você que avisou, não o fiscal.

    Fiscal não é idiota.
    Sabemos quem realmente presta assistência.
    Mais uma vez, você esta desvalorizando a classe. Se você precisa se ausentar da farmácia em algum momento, tem todo direito de fazer isso, Farmacêutico também é gente! Basta acessar o site e comunicar sua ausência com antecedência.

    É óbvio que imprevistos acontecem. Mas todas as vezes que eu estou na cidade, aconteceu alguma coisa e você não estava lá?
    Repito: fiscal não é idiota.

    Um abraço a todos os profissionais que lutam pela profissão! Continuemos juntos nessa batalha pela valorização!

    Livia Pimentel Ribeiro
    CRFMG 22950

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pensamento de um colega sobre atribuições do CRF

 Alguns colegas tem uma visão um pouco equivocada sobre o CRF.

O conselho existe essencialmente para fiscalizar, normatizar e orientar a atividade do farmacêutico.
Não existe essa de CRF ser amigo do farmacêutico!! Quando é 'amigo' do farmacêutico ele, indiretamente, acaba favorecendo quem quer assinar e dar a sensação de impunidade a profissionais antiéticos!!

O CRF não pode, nem deve, se ater a questão de salário, questões trabalhistas, entre farmacêutico e seu empregador. Quem deve cuidar disso é o sindicato, ou, em último caso, justiça do trabalho - dependendo da situação.

A rigor, o CRF só pode se meter nessas questões quando, entre pouquissimas coisas, para punir farmacêutico que recebe abaixo do piso, pq isso fere o código de ética, porque, como te falei, o CRF existe para fiscalizar a atividade farmacêutica.

Se o dono da farmácia diz que não pode pagar o piso, ele tem que fechar as portas porque lhe sobra incompetência. Pq o crescimento econômico do canal pharma está acima de 10%. E o farmacêutico que cai no papo do dono, está sendo, no mínimo, muito ingênuo.

Quem enfraquece o sindicato é a própria classe farmacêutica que se omite nas AGE, e não se importa em se sindicalizar."

sábado, 26 de outubro de 2013

O Farmacêutico é importante numa drogaria por conta da Lei?

Para reflexão dos colegas. 
O farmacêutico é importante numa drogaria por conta da Lei?
E se um dia essa Lei mudar?

Portanto o Farmacêutico não pode garantir sua função devido a exigência da Lei. Mas sim pela importância de seus serviços prestados. Não se amparando apenas na Lei, já que ela pode ser modificada.

Pense nisso !

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Desabafo de uma colega de profissão - Assédio moral

DESABAFO DE UMA COLEGA DE PROFISSÃO...

Silvania Caixeiro

BOA TARDE AQUI ESTÁ UMA DENÚNCIA MAS TAMBÉM UM DESABAFO DE UMA PROFISSIONAL QUE NÃO AGUENTA MAIS SER EXPLORADA!!!
ATT:EU

BOM DIA ,VENHO POR MEIO DESTA FAZER UMA DENÚNCIA DE ASSÉDIO MORAL QUE SOFRI POR PARTE DA EMPRESA(EMPREENDIMENTOS PAGUE MENOS FILIAL 261 SITUADA NA RUA DIAS DA CRUZ 297) NO QUAL FUI DEMITIDA POR ME RECUSAR A REALIZAR TAREFAS QUE NÃO FAZEM PARTE DAS MINHAS ATRIBUIÇÕES COMO FARMACÊUTICA,TAIS COMO:COBRIR FOLGAS DE BALCONISTAS,FAZER SANGRIAS,CANCELAMENTO DE CUPONS,ABRIR LOJA E ATÉ MESMO LIMPEZA DA MESMA.
ESTOU PROFUNDAMENTE INDIGNADA COM TAL SITUAÇÃO E ESPERO UMA ATITUDE DO CONSELHO PERANTE OS FATOS.POIS ATÉ QUANDO VAMOS TER QUE PASSAR POR TAIS CONSTRANGIMENTOS E POR SALÁRIOS TÃO BAIXOS???
DESDE JÁ AGRADEÇO E AGUARDO UMA RESPOSTA.

(Fonte: Grupo Farmacêuticos do Rio de Janeiro, a 5 horas)

ATÉ QUANDO FICAREMOS OMISSOS??

Silvania Caixeiro

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O problema é só o salário?

Na vida, temos que estar preparados para tudo, mas confesso que a situação que vivemos à frente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo tem me deixado intrigado. Creio que ninguém que dirige alguma entidade jamais enfrentou algo assim.

A verdade é que não há do que reclamar da atual gestão do CRF-SP. A entidade está muito bem administrada. Cumpre o orçamento adequadamente, investe em novos projetos, respeita muito o Farmacêutico que paga anuidade com sacrifício, oferecendo um atendimento excelente; cumpre o papel de fiscalizar de forma intensiva e tem promovido inúmeras ações de valorização da profissão perante a sociedade.

Pode-se dizer que nunca a entidade esteve tão bem e que nunca houve tantas ações que coloque o Farmacêutico em evidência.

Mas há uma insatisfação generalizada na nossa classe: salários e condições de trabalho. Por ser a entidade com a qual o Farmacêutico conta e a que está mais presente, sempre em evidência, o CRF-SP acaba cobrado e apontado como responsável por algo que não é da sua alçada e pelo qual não tem responsabilidade. Até pelo contrário, não fosse o CRF-SP, a nossa profissão estaria em condições muito piores.

Vejo-me tendo que dar explicações e me justificar por algo que não tenho como intervir, e isso angustia muito quem tem por princípio a defesa intransigente da profissão, da saúde e do exercício legal e que tem certeza e a consciência de que tudo tem feito nesse sentido.

Temos eleições para o Conselho e pessoas se candidatando. Muitas delas com motivações bem menos nobres do que a defesa da profissão e da saúde, que são os objetivos do CRF, ou de quem quer se candidatar a conselheiro na entidade. Onde está tudo bem e funcionando, quem quer entrar apenas para ocupar as posições por anseio de poder, só pode mesmo tentar criar a insatisfação, e é isso o que algumas pessoas vêm tentando fazer, trazendo um assunto que não tem nada a ver com o CRF, como os salários.
Quando assumi a atual gestão, resolvi incorporar a luta pelos salários e pela dignidade profissional, mesmo sabendo que o nosso papel nessa discussão é muito limitado, mas tem sido a nossa prática, explorar as possibilidades ao limite para alcançar os objetivos.

Para atuar nessa frente, precisamos compreender que esse não é um problema que se resolve num passe de mágica, com uma lei, ou um simples decreto do CRF, como muitos pensam. Diferentemente do que se tem propagado, os baixos salários e a desvalorização geral da nossa profissão são consequência de problemas sobre os quais nem os CRFs, nem qualquer outra entidade farmacêutica, têm responsabilidade ou poder de intervenção direta.

Podemos perceber que essa condição é consequência de um mercado saturado de profissionais vindos de um número excessivo de faculdades. O atual governo federal mantém uma política de ampliar o acesso à educação de nível superior, o que é louvável, mas, para isso, permite a abertura de cursos em todas as áreas de forma acelerada, sem muitas exigências, e sem nenhum estudo sobre a necessidade de determinados profissionais numa região. O próprio "mercado da educação" determina onde, quando e qual curso deseja abrir. Uma vez abertos, não há nenhuma fiscalização sobre a estrutura e qualidade desses cursos. Temos hoje no estado mais de cem cursos de Farmácia, e um excesso de oferta de mão de obra de Farmacêuticos. Dos 50.000 inscritos no CRF-SP, 25.000 são recém-formados ou formados há pouco tempo.

Por outro lado, são 22.000 empresas inscritas no CRF-SP, sendo 18.000 Farmácias e Drogarias. Assim, fica claro que há muito mais profissionais do que a necessidade primária do mercado. Pela lei básica do mercado, a abundância de mão de obra desvaloriza muito os salários.

Some-se a isso, o fato de os comerciantes que empregam a maioria dos Farmacêuticos têm uma visão fechada de que Farmácias e Drogarias são simples estabelecimentos comerciais e de que a exigência de Farmacêuticos não passa de um absurdo sem sentido gerado por uma lei arcaica. Essa visão contribui para piorar a situação, à medida em que esse mercado não busca mão de obra qualificada e não está disposto a valorizar esse profissional. Apenas o mantém para cumprir a lei e evitar as multas impostas pela fiscalização do CRF-SP.

Pior ainda, muitos Farmacêuticos, por falta de opção, aceitam trabalhar por valores até mesmo inferiores ao piso e em condições degradantes, pois a massificação do ensino produz profissionais sem postura adequada e sem a compreensão sobre o seu papel na saúde e na sociedade. Estamos vivendo não só a precarização de salários e de condições do exercício profissional, mas sim, um verdadeiro processo de "banalização" da Farmácia como profissão.

Quando se fala sobre mobilizar a categoria, ou quando se cobra do CRF-SP alguma ação sobre esse problema, quando a suposta oposição diz que vai mudar esse quadro, nunca é dito COMO!

Não há possibilidade de o CRF, por exemplo, organizar uma greve ou outra ação desse tipo, mais aguda, pois somos impedidos legalmente de fazer isso. Também a suposta disposição para se aproximar do Sindicato, é invenção eleitoral, pois isso nós já temos feito, apoiando essa entidade em todas as suas ações.
Não há uma fórmula mágica para reverter esse quadro. As ações contra essa realidade devem ocorrer em várias frentes, a longo prazo e não podem ser executadas apenas pelo CRF-SP. Passam principalmente pela conscientização do profissional sobre a postura correta que deve adotar e da sociedade sobre o papel e a importância do Farmacêutico, pelas ações junto a órgãos federais como MEC e ANVISA e junto ao Congresso Nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais, no sentido de ampliar a legislação atual. Trabalho demorado e que requer união e esforço de todos.

O CRF-SP tem investido muito em capacitação, informação, atualização, movimentações junto à sociedade para demonstrar a importância do Farmacêutico e ações políticas em todos os níveis.

Mantemos a fiscalização em níveis que fazem com que o profissional continue empregado. Mas nada disso é suficiente para conter a insatisfação dos que querem a solução imediata e mágica e, para aliviar tudo isso, precisam encontrar sempre um responsável ou alguém que supostamente seria omisso na sua tarefa.

Não somos omissos na nossa tarefa de lutar pela profissão e não nos furtamos de lutar em todas as frentes de batalha possíveis para que possamos reverter a situação atual. Para essa luta, temos empregado o melhor de nossas vidas, carreiras, sacrificado momentos preciosos de nossas vidas familiares. Por isso, não aceitarei as críticas que vêm sendo feitas injustamente ao CRF-SP, um orgulho para a profissão Farmacêutica, construído corajosamente ao longo dos anos e que tem sido a principal arma que temos para avançar.

Ponho à prova, sim, a minha capacidade de criar novas ações e desafio os críticos que nos superem, em criatividade e em efetividade as ações que já estamos realizando.

Além da ação das entidades, também é necessária atitude dos profissionais. Temos de manter o que já conquistamos, e, para isso, é necessário um debate sério e honesto cujo objetivo seja o resgate da nossa profissão.

No mais, quem tiver alguma sugestão sobre o que ainda poderíamos fazer nesse sentido, envie-nos. Serão muito apreciadas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Situação vivenciada por uma Farmacêutica que serviu de motivação


  • Lucia Farcha

    "Gente hoje passei pela seguinte situação que até me serviu de motivação.
    Estive em contato com o médico para que ele assinasse a LME de um paciente. Ele assinou e falou:

    " Muito bem, espero que daqui uns 30 anos vc tenha o mesmo gás de agora".
    Está fazendo o serviço bem feito.

    Aí eu respondi daqui uns 30 anos acho que não estarei mas na profissão.

    Diante da minha resposta o médico perguntou o porque.

    Eu respondi: porque é difícil ser farmacêutico, somos muitos desrepeitados, recebemos ofensas de colegas e pacientes. Com médico há mais respeito.

    Aí ele respondeu: " com os médicos a situação não é diferente. Mas a situação muda a partir do momento que nós próprios temos a consciência que estamos fazendo o certo. A partir daí pode o mundo desabar, paciente se alterar. O que importa não são os outros, mas sim a atitude correta. E eu que tenho que saber disso.

    Aí entendi porque os médicos são respeitados, porque tem coragem de dizer não, de impor o certo e nós farmacêuticos ficamos na "corda bamba", suportando muitas situações humilhantes. Agora sim pode vim qualquer um, que eu terei a firmeza dizer NÃO quando for necessário, de impor o correto e mostrar a nossa função. Doa a quem doer..."

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Muito motivante - Trajetória de vida de um Farmacêutico


Eu já sofri bullying no colégio, uns diziam que eu era dentuço, outros diziam que eu era magrelo, outros me chamavam de viadinho.

Eu já vendi pulseirinhas de linha com nomes gravados nos tempos de colégio. Tinha meus estoques, aceitava encomendas, ganhava meus trocados.

Fui criado sem pai, mas com um amor de mãe gigante, com o amor da minha avó maior ainda. Rodeado de primas lindas e maravilhosas, o queridinho dos tios e das tias. O menino educadíssimo da rua e aquele que quando passava era chamado de "limpiiiiinho" por um velhinho.

Nunca passei necessidades. Minha infância foi humilde, simples...mas nunca me faltou o essencial.

Aprendi a cozinhar, lavar, passar, trocar pneu de carro, resistência de chuveiro, lâmpadas, fazer fiação de telefones, energia elétrica, o que fosse preciso.

Fazia "bicos" numa locadora de VHS quando adolescente, só para poder assistir aos filmes sem ter que pagar por isso.

Eu já ajudei meus pais a embalar mercadorias no tempo que eles tinham um mini-mercado, já fui montador e até mesmo vendedor de móveis nos negócios da família. Já tive ciúmes dos meus irmãos, da minha mãe, já quis ter outra vida.

Já ganhei prêmios de melhor ator nos meus tempos das aulas de inglês.

Cheguei a prestar mais de 20 horas semanais como voluntário no laboratório de farmacognosia nos tempos de faculdade e fiz estágios e mais estágios não remunerados, com o objetivo de aprender e crescer (na vida e na profissão).

Já usei meu hobby de pintura em óleo sobre tela para fazer dinheiro no começo da carreira (que a vida de farmacêutico nem sempre é fácil);

Já fui proprietário de farmácia de manipulação, gerente, propagandista e manipulador, com uma jornada de trabalho de quase 16 horas diárias.

Com a necessidade, tornei-me web designer, designer gráfico, professor, auditor e sou praticamente um publicitário; Na carreira "formal", já fiz duas especializações e mestrado.

Eu nada seria hoje se eu não tivesse corrido atrás dos meus sonhos, dos meus objetivos. Nem todos nascem em berço de ouro ou nascem com a "vida ganha".

Eu nada seria se tivesse deixado minha vida à margem do destino.

Hoje me orgulho do que sou. Não sou modesto (nem pretendo). Consegui evoluir na vida, seja profissionalmente, pessoalmente e espiritualmente.

Colegas de profissão me respeitam e me admiram. Minha família me valoriza e sente orgulho de mim. Às vezes sinto falta de amigos de coração, amizades mais próximas, verdadeiras e menos interesseiras. Sinto falta de poder viajar mais, conhecer mais culturas, línguas pessoas.

Hoje tenho 33 anos, mas eu sei que ainda tenho um grande trajeto a cumprir. Quem sabe daqui há alguns anos eu pare e pense neste texto e chegue à conclusão que o que eu queria "hoje" eu já consegui. Novos desafios e necessidades surgirão à frente? Com certeza! Mas neste momento eu pensarei: "Já disse ao mundo o que vim fazer aqui".

Se este texto servir para transformar sua trajetória em algo melhor eu já me sentirei mais feliz. Este sou eu (ou um pouco de mim).

Marlon Barg.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reclamação de um colega sobre a venda sem receita de antimicrobianos

Conversando com um amigo hoje...
Vou me reservar o direito de não mencionar ou citar o nome nem a cidade.

Ele me disse, cara como é que eu vou fazer?
Estou a 20 dias que não vendo NADA de antimicrobianos.
E vejo TODAS as outras empresas vendendo normalmente. Sem a prescrição.
Cara vou quebrar!

Antes que qualquer decisão precipitada falei a ele procurar o Promotor do Ministério Público da cidade.
Antes de terminar de falar ele me disse:
Ele veio aqui ontem para comprar antibiótico sem prescrição. E claro, não vendi.
Ele foi em outra empresa e ainda passou na porta para ver que ele havia adquirido em outra empresa.

Fiquei INFELIZMENTE sem saber o que dizer a ele. Além de muito envergonhado.

Essa, é a triste realidade dos colegas que querem trabalhar certo.
O que fazer?

Reclamação de uma Farmacêutica sobre troca de produto

Outra história cabulosa contada por uma colega do interior.

Ela, a Farmacêutica, reclamando de um concorrente.
"Veio um cliente em minha farmácia para comprar Perlutan.
Como era uma pessoa conhecida, orientei a comprar em outra drogaria e que voltasse para que eu aplicasse, já que esse cliente confia muito em mim.

O cliente saiu da loja e foi até a concorrente.
Pediu o Perlutan e voltou para eu aplicar.

Quando abri a caixa, o produto que estava dentro da caixa NÃO ERA Perlutan.
Era um outro produto de mesmo principio ativo.
Fiquei indignada. Liguei  na empresa e disse o que tinha ocorrido.
Trocaram na hora e ficaram de hora em hora ligando para se justificar"

Sabe o que é pior? A RT da outra empresa também é a proprietária. "

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

As frases Farmacêuticas sobre o sentimento de ser Farmacêutico.

By Mariani Cazelli Gonçalves Muczfeldt publicou em Farmacêuticos de Rondônia
 

"To me cansando de ver certos comentários....se a profissão não é unida é culpa dos próprios profissionais que se vendem por pouca coisa a valorização profissional não esperem do conselho e sim se mexa saia da sua zona de conforto e faça valer seus 5 anos de estudo. Faça a diferença dentro do seu ambiente de trabalho ...tem muito farmacêutico querendo ser chamado de doutor e querendo valorização salarial e não faz por onde e coloca a culpa no conselho ...O nossa conselho atual esta fazendo corretamente seu papel tem que ter fiscalização sim se as coisas não caminham pelo bem ...vai pelo caminho da lei ....RDC nº 44...farmacêutico tem que ser valorizado pelo trabalho que desempenha tem que se atualizar atender seu paciente informar a população tem que ficar na farmácia em todo horário de funcionamento a população tem que se acostumar com esse contato assim como ele vai no hospital e é atendido pelo médico se o médico não esta lá não há atendimento ..isso é valorização pra profissão isso gera aumento de salários quando vc presta um serviço de qualidade...chega de hipocrisia querer "ASSINAR" GANHAR uma miséria E NEM APARECER NA FARMÁCIA ...DEIXANDO A POPULAÇÃO NAS MÃOS DE LEIGOS QUE ACHAM QUE O FARMACÊUTICO NÃO TEM SERVENTIA NENHUMA TEM QUE FICAR NUM CANTO FAZENDO CARA DE PAISAGEM.. DESABAFO #REVOLTA "

Dia 29/08/2013

By
Douglas Santos
"Cada vez mais odeio esse CRF, Já sou muito contrariado em ter que pagar R$380 por ano a este conselho, agora ter que pagar 20% + 1% de juros ao mês em uma anuidade vencida, além disso ter que pagar 1/3 da anuidade por não votar numa pessoa que nada faz pela profissão é muita sacanagem... não preciso de um órgão para roubar o pouco que eu ganho tendo nível superior, preciso de um órgão que busque beneficiar o profissional a ele vinculado!
#decepçãoevergonha!! #opiorconselho"