Mostrando postagens com marcador Falsificação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Falsificação. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2015

MT - Vigilância sanitária encontra fábrica de medicamentos clandestinos

Fábrica funcionava em residência do bairro Coxipó

 

Divulgação
Casa do bairro Coxipó era usada como fábrica clandestina de medicamentos
DA REDAÇÃO
A equipe da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Cuiabá fez uma grande apreensão de medicamentos e matéria prima que seria utilizada na fabricação de produtos irregulares. Em uma casa alugada no bairro Residencial Coxipó funcionava uma fábrica clandestina de medicamentos e produtos de higiene pessoal.

A Polícia Militar que recebeu a denúncia, foi ao local e prendeu em flagrante o suspeito de ser o responsável pela fabricação destes produtos.

A equipe da Vigilância foi posteriormente no local com três caminhonetes, que transportaram cerca de uma tonelada de produtos. A coordenadora da Vigilância Sanitária de Cuiabá, Carolina Arruda, conta que todo material da casa foi recolhido e que só de matéria prima havia cerca de meia tonelada. Segundo Carolina, infelizmente esta atividade ainda é comum.

“Cada caminhonete fez três viagens carregadas com produtos. Agora os agentes tóxicos serão incinerados e os demais materiais devem ser levados ao aterro sanitário de Cuiabá”, explicou a coordenadora.

Carolina relata que o local era extremamente sujo, apresentava mau cheiro e sem nenhuma condição de higiene. Lá encontraram ainda ratos, baratas e até um sapo morto em uma das caldeiras de preparo dos medicamentos.

Todos os materiais ficavam expostos, espalhados no chão e alguns armazenados no banheiro da casa. Indignada com tamanha precariedade

 “Este é um local que faz parte do sistema conhecido ‘comércio negro’ de medicamentos, que nos deixa muito preocupados, pois muitas pessoas acabam comprando por engano e consomem tais produtos”, disse.

A fiscal sanitária Gicelle Gomes alerta para a importância da população se atentar em comprar estes produtos somente em locais devidamente licenciados, que só comercializam medicamentos legalmente registrados e fiscalizados.

“Os estabelecimentos que comercializam medicamentos devem ter alvará exposto em lugar visível e deste modo só revendem produtos devidamente fiscalizados por todos os órgãos competentes como a Anvisa, Ministérios da Agricultura, da Saúde e outros”, explicou.

Além disso, a equipe aponta que a matéria prima utilizada era de má qualidade, por exemplo, o mel, era um preparo feito de açúcar e água, o gengibre e própolis eram somente essências, ou seja, os produtos não surtem efeito real.

“O preparo era feito por pessoas que não são competentes para isso, pois não sabem administrar uma fórmula, não conhecem os agentes químicos e tudo sem a mínima condição de higiene”, afirmou a fiscal.

Carolina explica que o consumo destes falsos medicamentos pode trazer sequelas graves.

“Na verdade estes produtos não tem efeito positivo, ao contrário, podem causar sérios danos à saúde, provocar efeitos colaterais como alergias por exemplo”, afirmou.
Produção

O preparo era feito em panelas de ferro e os suspeitos utilizavam uma barra de metal para misturar os produtos. Tudo feito ao ar livre no quintal da casa que não era cimentado, cheio de mato, sujeira e exposto ao sol, chuva e poeira. Depois disso eles abasteciam os recipientes com o auxílio de um funil que não era esterilizado.

A Vigilância apreendeu 500 frascos de um remédio conhecido como “Gotas do Zeca” utilizado para ajudar na digestão. Foram apreendidos também centenas de frascos de outro medicamento rotulado como “limpa barriga”, que seria destinado para emagrecer.

Dentre os produtos apreendidos havia também Viagra, mel, xaropes, anti inflamatório, chás, calmantes, estimulantes sexuais e até produtos de higiene pessoal (sabonete em barra e íntimo).

Nos rótulos dos medicamentos explicava a maneira que deveriam ser ingeridos e apresentava um endereço do Ceará, com dados falsificados.

Reprodução
Medicamentos foram apreendidos em residência no Coxipó

O caso

A Polícia Militar recebeu denúncias e foi até o local aonde encontrou centenas de produtos irregulares. O responsável pela fábrica M.P.S. de 25 anos foi preso em flagrante.

De acordo com relatos da Polícia Militar, no local trabalhavam três adolescentes que manuseavam materiais corrosivos e de alta periculosidade, como ácidos, iodo, uréia e aditivos químicos sem equipamentos de proteção para o corpo e respiração.

Após a Vigilância Sanitária ser acionada, a equipe esteve no local três vezes até conseguir adentrar na casa que estava fechada e o responsável ainda estava preso.

Diante disso foi solicitada a cópia da chave ao proprietário do imóvel (alugado) que acompanhou as buscas.

De acordo com as investigações a fachada da residência era de uma empresa voltada para aluguel de materiais de festa, para despistar as fiscalizações.

O proprietário da fábrica não informou para quem fornecia os medicamentos.

A Delegacia Especializada do Consumidor (Decon) está investigando o caso para determinar responsabilidades.

Medicamentos falsificados podem representar 15% do mercado, aponta OMS

Criado em 29/07/15 13h47 e atualizado em 29/07/15 13h54
Por Revista Brasil
Fonte:Rádios EBC 

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% do mercado é composto por medicamentos falsificados. Há especialistas que apontam percentuais ainda mais altos: por ser uma comercialização informal, não há como estabelecer um número com precisão. Já o varejo farmacêutico formal comercializa mais de 134 bilhões de doses por ano.

Sobre o assunto o Revista Brasil desta terça-feira (28) entrevistou Pâmela Alejandra, farmacêutica do Centro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Federal de Farmácia.

Ela explica que um medicamento falsificado é aquele que não provem do fabricante original, ou que sofreu alguma alteração ilegal antes do seu fornecimento ao paciente, como por exemplo, conter doses muito baixas do ingrediente ativo e data de validade alterada.

Saiba mais sobre medicamentos falsificados, ouvindo a entrevista completa, disponível no player abaixo.

Link para ouvir a entrevista:
http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2015/07/medicamentos-falsificados-podem-representar-15-do-mercado-aponta-oms

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Suíça apreende um milhão de Xanax® falsificado

18/10/2013 - 14:41

As alfândegas suíças apreenderam, no aeroporto de Zurique, mais de um milhão de comprimidos falsificados Xanax®, um ansiolítico fabricado pelos laboratórios Pfizer, avança o Jornal de Notícias.

Os comprimidos, provenientes da China, destinavam-se ao Egipto, através da Suíça, informou a autoridade suíça de controlo de medicamentos.

As alfândegas apreenderam, neste mês, quatro paletes de medicamentos falsificados, com mais de 400 quilogramas cada uma e alertaram a Swissmedic, que analisou a carga confiscada.

As análises realizadas pelos laboratórios da Swissmedic mostraram que estes medicamentos, prescritos em casos graves de ansiedade e/ou ataques de pânico, não continham qualquer princípio activo.

De acordo com a Swissmedic, as falsificações não se conseguem identificar sem uma análise detalhada.

Os medicamentos falsos foram apreendidos em Outubro, disse à agência noticiosa francesa AFP um porta-voz da Swissmedic.

Na Suíça, uma caixa de 100 comprimidos de Xanax®, com uma dosagem de 0,5 miligramas, é vendida nas farmácias, mediante receita médica, por 22 euros, o que equivale a 220 mil euros por um milhão de comprimidos.

A Swissmedic alertou as autoridades internacionais, em especial as autoridades sanitárias egípcias e chinesas, e ordenou a destruição da mercadoria.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), antibióticos, contraceptivos, antitetânicos, antimaláricos, imunossupressores, medicamentos para doenças cardíacas e diabetes são dos mais falsificados.

Em zonas da Ásia, África e América Latina, os medicamentos falsificados representam cerca de 30% do mercado, indicam dados da ONU.

Uma grande parte dos medicamentos vendidos online são falsos e podem conter uma dose errada de ingredientes activos ou substâncias tóxicas, como veneno de rato, acrescentaram.

Fonte: RCM Pharma

sexta-feira, 28 de junho de 2013

EUA fecham 1600 sites que vendiam medicamentos falsificados

©afp.com / Philippe Huguen
Remédio falsoAs autoridades americanas fecharam mais de 1.600 páginas web que vendiam medicamentos falsos ou sem etiqueta, incluindo o célebre Viagra, para disfunção erétil, informou nesta quinta-feira a promotoria do Colorado, encarregada do caso.
Los Angeles - As autoridades americanas fecharam mais de 1.600 páginas web que vendiam medicamentos falsos ou sem etiqueta, incluindo o célebre Viagra, para disfunção erétil, informou nesta quinta-feira a promotoria do Colorado, encarregada do caso.
"Acredito que foi a maior apreensão de domínios da Internet em apenas uma operação" realizada nos Estados Unidos, disse à AFP Jeffrey Dorschner, porta-voz da promotoria

Os 1.677 sites fechados afirmavam falsamente estar hospedados no Canadá e alguns informavam pertencer a conhecidas redes de farmácias dos Estados Unidos, usando, inclusive, seus nomes nos endereços web.
Os remédios vendidos eram falsos ou não tinham marca, e procediam de Índia ou Cingapura, segundo a promotoria.
Entre os remédios oferecidos livremente nos sites estavam Avandaryl (diabetes), Celebrex (anti-inflamatório), Clozapine (esquizofrenia) e os populares Levitra e Viagra (disfunção erétil).
"É perigoso encomendar um medicamento restrito em um site que não exige receita médica", destacou o promotor John Walsh, um dos membros da operação "Pangea VI

Fonte: Exame Info

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Viagra terá venda direta da Pfizer para combater pirataria

A iniciativa tem por objetivo enfrentar o mercado paralelo de produtos clandestinos e garantir o crescimento das vendas do popular comprimido azul, considerado um dos medicamentos mais falsificados do mundo

 laboratório Pfizer anunciou a decisão de investir nas vendas do seu medicamento para disfunção erétil Viagra para os consumidores em seu site, em um esforço para ampliar as vendas on-line.

A iniciativa tem por objetivo enfrentar o mercado paralelo de produtos clandestinos e garantir o crescimento das vendas do popular comprimido azul, considerado um dos medicamentos mais falsificados do mundo.

A empresa informou que faturou mais de US $ 2 bilhões em 2012 -, mas especialistas estimam que a Pfizer pode estar perdendo centenas de milhões de dólares por ano para o mercado negro na internet.

O mercado de produtos falsificados é favorecido pela vergonha que muitos consumidores tem de comprar o remédio no balcão das farmácias.

A partir de segunda-feira, o portal da Pfizer vai permitir aos consumidores americanos a compra por meio  de um novo site onde a frase "Compre Viagra real" aparece com destaque.

Os pacientes ainda precisam de receita médica, mas os tímidos serão poupados da viagem adicional até a farmácia.

Se o movimento da Pfizer for bem sucedido, outros laboratócios poderão seguir o mesmo caminho para vender produtos que podem causar constrangimento na hora da compra, inclusive os produtos para emagrecimento.

"Isso pode ser o prelúdio de um vasto número de produtos", disse o especialista em medicamentos falsificados Roger Bate, do instituto American Enterprise.

Victor Clavelli, executivo de marketing da Pfizer, cujo portfólio inclui Viagra, disse o objetivo do laboratório é apenas garantir que os consumidores tenham acesso ao verdadeiro Viagra.

Desde que o medicamento chegou ao mercado, em 1998, a Pfizer tem procurado minimizar o estigma em torno da impotência masculina - rebatizada como disfunção erétil.

A empresa contratou celebridades como o ex-candidato presidencial republicano Bob Dole para incentivar os homens a ter uma conversa com os médicos a respeito do comprimido azul.

Mas, mesmo com a extensa fila de homens buscando consultórios, muitos buscam fazer a compra no mercado negro para não passar recibo de impotência na hora da compra.

Pílulas de dieta para mulheres e medicamentos de disfunção erétil para os homens são a maioria dos medicamentos procurados online, segundo a Pfizer.

Matthew J. Bassiur, vice-presidente da Pfizer Global Security, disse em um comunicado que a empresa encontrou medicamentos falsificados fabricados em laboratórios com "deploráveis condições".

Ele acrescentou que as amostras de Viagra falsificado testado por laboratórios Pfizer continham pesticidas, gesso, tinta comum e até de impressora.

"Estas descobertas nos motivam a continuar o nosso esforço mundial para deter os riscos para os pacientes desavisados", disse.

A Pfizer disse que fez uma pesquisa em 2011 com Viagra comprado em 22 sites que aparecem nos resultados de busca na internet com a frase "comprar Viagra". As análises químicas descobriram que cerca de 80% dos comprimidos foram falsificados.

Os comprimidos de Viagra falso continha apenas cerca de 30% a 50% do ingrediente ativo, o citrato de sildenafil, em comparação.

Nem todos os medicamentos comprados on-line são falsos. Muitas farmácias, em diversos países, exigem receita médica e vender versões válidas de drogas. O problema é que é difícil para os consumidores a distinguir as farmácias legítimas das ilícitas. O preço médio do Viagra é de cerca de US$ 22 por comprimido, enquanto muitas farmácias on-line vendem o produto por cerca de US$ 10.

O Viagra tem cerca de 49% do mercado para tratamentos de disfunção sexual, seguido pelo Cialis, que detém 39,7% e o Levitra, com 8,6%, de acordo com o IMS Health.

Fonte: Surgiu

sexta-feira, 1 de março de 2013

Circulação sem controle favorece falsificação de medicamentos

Com informações da Agência USP

Falsificação de remédios
Pesquisa internacional coordenada pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, com participação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, alerta para o elevado número de medicamentos falsificados em circulação no mundo, que chega a 50% na África.

A falta de fiscalização na circulação de medicamentos e dos seus princípios ativos (cadeia de suprimentos) favorecem a falsificação, principalmente em países subdesenvolvidos.

No Brasil, o estudo revela que o principal problema é a deficiência no controle de fronteiras, que facilita a entrada de medicamentos falsificados.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% a 25% dos medicamentos comercializados em todo o mundo são falsificados. O professor Marco Antonio Stephano, que representou o Brasil na pesquisa, afirma que o índice de falsificação no país é baixo, oscilando entre 5% e 8%.

"Em todo o mundo, os principais alvos de fraudes são os chamados medicamentos blockbusters, com faturamento de vendas superior a U$ 1 bilhão por ano, como os utilizados no tratamento de câncer, doenças crônicas como diabetes, Alzheimer, disfunção erétil, malária e doenças autoimunes", explica.

Remédios falsificados no Brasil
"No Brasil a maior parte desses medicamentos é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou seu consumo não é o mesmo encontrado em outros países," diz o pesquisador.

As falsificações mais encontradas no mercado brasileiro são de medicamentos sociais ou de entretenimento, como os usados no tratamento de disfunção erétil, e de anabolizantes para fortalecimento físico.

O professor alerta que os medicamentos provenientes de cargas roubadas também são considerados falsificações. "Normalmente, esses produtos são submetidos a um processo inadequado de armazenamento e alterações de embalagem, o que pode levar a perda de sua atividade terapêutica", diz. "Os fabricantes são obrigados a investir em segurança no transporte, o que encarece o preço para os consumidores".

Embora não tenham sido localizadas fábricas de medicamentos falsos no Brasil, eles entram no País ilegalmente pelas fronteiras, por meio das mesmas rotas do tráfico de drogas. "A maioria dos produtos é fabricada na China, Índia, Paraguai e Bolívia, sendo que nos dois países sul-americanos existem empresas com equipamentos antigos que produzem as falsificações", ressalta Stephano. "É possível encontrar medicamentos falsos contra disfunção erétil ou colesterol no comércio ambulante das grandes cidades".

Fiscalização de medicamentos
De acordo com o professor, a legislação brasileira contra falsificações de medicamentos é rigorosa, mas falta fiscalização.

"As penas são muito severas, os falsificadores podem receber penas de três a 15 anos de prisão, conforme a gravidade do caso, e as empresas multadas em R$ 75 mil", aponta. "Entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem uma carência de pessoal para fiscalizar os mais de 300 mil medicamentos registrados no País".

A Agência, que também controla produtos médicos e alimentos industrializados, deverá realizar concurso público neste ano para contatar 340 novos funcionários.

Falsificação
Em 2011, a OMS publicou documento sobre a falsificação e subpadrões de medicamentos. "Na África, o índice de produtos falsos chega a 50%, principalmente medicamentos contra a malária, o que aumenta os custos hospitalares e o número de mortes", conta Stephano.

Com base nesse documento, a FDA (Food and Drug Administration), órgão do governo dos Estados Unidos que realiza a vigilância sanitária, encomendou um novo estudo em 2012 ao Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências, para estabelecer formas de combate à falsificação.

"A OMS publicou uma convenção internacional que adota o critério do 'contrafeito' (counterfeit), termo jurídico que implica que todo medicamento fora das regras legais, isto é, produzido a partir de princípio ativo com proteção patentária, é considerado falsificação," disse

Segundo o professor, em muitos países, como no Brasil, a legislação não considera que o princípio ativo isolado de uma planta ou de materiais biológicos encontrados na natureza deva ser patenteado, por isso não adotam o "counterfeit", dificultando a fiscalização do processo produtivo.

Rastreabilidade dos medicamentos
A pesquisa recomenda o aumento da rastreabilidade dos medicamentos, além da ampliação dos mecanismos de controle de qualidade e atendimento ao consumidor. "Também é necessário criar uma cultura nos cursos de Medicina e Farmácia para que haja uma maior identificação das fraudes".

Stephano lembra que, nos países desenvolvidos, a entrada de medicamentos falsificados se dá pela compra direta via internet, muitas vezes sem precisar de prescrição médica.

"A maioria dos sites de medicamentos são fora do Brasil, pois empresas virtuais brasileiras devem seguir os mesmos trâmites de registro de empreendedorismo que as empresas físicas", afirma. "Neste caso, uma das recomendações é que se controlem as empresas de venda de medicamentos pela internet com inspeções e aquisições de medicamentos, de modo a coibir a venda de medicamentos falsos".

O estudo teve a participação das universidades de Harvard, George Washington State e Iowa (Estados Unidos), além de pesquisadores da Índia e África do Sul. O Brasil foi representado pela FCF. As conclusões e as recomendações da pesquisa foram reunidas em livro, que pode ser acessado no link www.iom.edu.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um terço dos medicamentos vendidos no Brasil é falso

Só neste mês Anvisa apreendeu e destruiu lotes de cinco remédios com irregularidades, crime que pode resultar em 15 anos de prisão; saiba como se prevenir 

 Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

Medicamentos falsificados geralmente são encontrados em farmácias inidôneas, ilegais, localizadas nas periferias das grandes cidades e em sites da internet (Foto: Fred Chalub/Folhapress)

São Paulo – Só neste mês de janeiro, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) identificou, apreendeu, destruiu e proibiu a comercialização de lotes do hormônio do crescimento Hormotrop, o esteróide Durateston e o antianêmico Hemogenin, além do Viagra e do Cialis, ambos contra a disfunção erétil. Segundo a agência, a decisão se deve pelo risco que os medicamentos falsificados representam à saúde.

Com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) estima que um terço dos medicamentos vendidos no Brasil é falsificado. São produtos que tiveram suas fórmulas e data de validade adulteradas por organizações criminosas que utilizam laboratórios clandestinos e os comercializam por meio do contrabando. 

A falsificação de medicamentos é crime no Brasil, que pode ser punido com até 15 anos de prisão. No entanto, tem aumentado. Segundo dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que reúne os maiores laboratórios, em 2008 foram apreendidas 500 mil unidades de medicamentos falsos (comprimidos e ampolas). Em 2010, o número subiu para 18 milhões.

Um relatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Londres, divulgado em dezembro passado, reforça que os países pobres e em desenvolvimento são os que mais sofrem com a pirataria. Para se ter uma ideia, segundo o documento, entre 15% e 50% de todos os remédios para tratar malária na África e em parte da Ásia eram falsificados. Para a Organização Mundial da Saúde, todos os países devem reforçar suas agências e investir na detecção desses produtos.

"A falsificação é menor nos países desenvolvidos porque as instituições estão consolidadas, são conhecidas e respeitadas. E se forem desrespeitadas, há punição para os infratores", diz o presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona. “Nos países em desenvolvimento não funciona assim. As instituições não se consolidaram e a impunidade é grande. Um convite à ilegalidade.” Como lembra o advogado, há diversos produtos falsificados que a população compra mesmo sabendo não se tratar de originais. "Mas no caso dos medicamentos é diferente. As pessoas compram enganadas, colocando em risco sua saúde.” 

Conforme alerta Vismona, os medicamentos falsificados geralmente são encontrados em farmácias inidôneas, ilegais, localizadas nas periferias das grandes cidades e em sites da internet. Também são contrabandeados de outros países. E embora não seja muito comum no Brasil, em países vizinhos, como o Paraguai, eles são oferecidos nas ruas, por vendedores ambulantes. Os falsificados mais vendidos são imitações de medicamentos contra a disfunção erétil, como o Viagra e o Cialis. “Por isso, orientamos o consumidor a procurar estabelecimentos sérios, conhecidos, que não vão colocar em risco sua reputação vendendo produtos falsos.”

Uma grande preocupação, segundo Vismona, é que esses medicamentos também chegam à rede hospitalar. “Por isso, os hospitais, públicos e privados, devem aperfeiçoar seus mecanismos de farmacovigilância, identificando os medicamentos que não são originais antes que sejam utilizados. Do mesmo modo, os processos licitatórios devem ter cuidado redobrado, assegurando a compra de produtos originais, efetivamente especificados nos processos de compra”, afirma. 

Em nota, a Anvisa afirmou que a fiscalização sobre a venda de medicamentos é feita prioritariamente pelos órgãos de vigilância sanitária nos estados e municípios, que realiza um trabalho de parceria e suporte técnico junto com os órgãos de vigilância sanitária locais e esferas policiais para coibir a venda irregular de medicamentos e que o objetivo do trabalho conjunto é identificar e desmontar as quadrilhas especializadas na produção, publicidade e venda de produtos sem registro. Ainda segundo a assessoria de imprensa do órgão, a agência monitora a venda de produtos irregulares pela internet, que já levou ao fechamento de laboratórios e distribuidoras de medicamentos clandestinos, a apreensão de toneladas de produtos irregulares, além das prisões, autos de infrações e notificações.

Sancionada há quatro anos, a Lei 11.903, que determina o rastreamento de todos os medicamentos produzidos, dispensados ou vendidos em todo o Brasil por meio de sistema de identificação exclusivo com uso de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. Pela lei, que ainda não foi implementada em sua totalidade, a Anvisa tem de desenvolver e aplicar o Sistema de Controle de Medicamentos, o que ainda está em discussão.

Cuidados para evitar a compra de medicamentos ilegais
  • Siga sempre a orientação de um profissional de saúde e fique atento à qualidade do produto que está adquirindo. 
  • A produção de medicamentos segue rigorosos controles de qualidade e eficácia, deve ser certificada pelo Ministério da Saúde e fiscalizada pela Anvisa.
  • Medicamentos falsos ou importados ilegalmente não são controlados. Podem apresentar dosagens inadequadas de seus compostos e por isso provocar o agravamento da saúde e outras complicações.
  • Toda embalagem deve conter:
    Lacre ou selo de segurança; número do lote; data de validade e fabricação; número de registro no Ministério da Saúde; telefone para o contato com o fabricante (SAC); a ‘raspadinha’, um espaço em uma das laterais da embalagem, coberto com uma tinta reativa, que ao ser raspada com um objeto metálico, apresenta a logomarca do fabricante e a palavra ‘qualidade’; bula original (não pode ser uma cópia). 
  • Cuidado com compras pela internet! 
  • A internet tem se mostrado uma grande fonte de distribuição de medicamentos falsificados. Procure comprar de sites de farmácias conhecidas e ao receber o medicamento, redobre os cuidados e a analise do produto.
  • Em caso de dúvida procure informações junto à Anvisa.
       Fonte dos cuidados: FNCP


Fonte da notícia: Rede Brasil

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Projeto reduz pena mínima para falsificação de medicamento de 10 para 3 anos



BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira um anteprojeto de lei elaborado pela Subcomissão Especial de Crimes e Penas que diminui de dez para três anos a pena mínima do crime de falsificação de medicamentos e cosméticos. Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso, a pena máxima, de 15 anos, continuará igual. Segundo o relator da subcomissão que elaborou a proposta, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), o atual Código Penal, após mudanças pontuais, ficou desproporcional.

A pena mínima para quem falsifica um batom ou xampu, por exemplo, é de dez anos, enquanto a de homicídio é de seis anos. Segundo ele, como a pena máxima para falsificação de medicamentos está mantida, será possível aplicar penas duras a quem adultera remédios que venham a provocar a morte de várias pessoas.

A subcomissão elaborou ainda outros oito anteprojetos de lei. Quatro deles também mexem com o Código Penal, enquanto outros quatro versam sobre matéria penal, mas modificam outras leis. Além do anteprojeto que diminui a pena para falsificação de medicamentos e cosméticos, o relator pretende aprovar quatro ainda nesta quinta.

Um deles trata dos crimes contra a administração pública, unificando os crimes de corrupção ativa e passiva, e endurecendo as penas para crimes como corrupção e peculato. Outro anteprojeto aumenta a multa máxima por crimes ambientais, que passaria dos atuais R$ 3 milhões para R$ 5 bilhões. As outras duas propostas que podem ser aprovadas nesta terça endurecem as penas de crimes cometidos contra idosos e contra crianças e adolescentes.

A proposta mais polêmica, que, para diferenciar do traficante, considera usuário de drogas quem portar uma quantidade de entorpecentes suficiente para até cinco dias de consumo, não deve ser votada nesta terça. Também deverão ficar para depois as propostas que aumentam as penas dos crimes contra a vida, que diminuem a punição para furto, e que agrava a pena para alguns casos de sequestro. Esses quatro projetos foram alvos de emendas, que ainda serão discutidas.

Os anteprojetos elaborados vão para a Mesa Diretora da Câmara, que então decidirá por quais comissões eles devem passar. A proposta de reforma da Subcomissão Especial de Crimes e Penas da Câmara é menos abrangente que a elaborada por uma comissão de juristas montada pelo Senado. Os juristas abordaram temas polêmicos como o aborto e eutanásia, que ficaram de fora dos dez anteprojetos em discussão na Câmara.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dois mil detidos na China por falsificação de medicamentos


O Ministério de Segurança Pública chinês informou que foram detidas quase 2000 pessoas numa operação nacional contra a falsificação de medicamentos, incluindo fármacos para o tratamento do cancro. 

 
foto Fernando Timoteo/arquivo jn
Dois mil detidos na China por falsificação de medicamentos
Falsificação de medicamentos para várias doenças
 

De acordo com um comunicado publicado, na noite de domingo, na página de internet do ministério, foram apreendidos medicamentos falsos e logótipos de marcas falsificados avaliados em cerca de 180 milhões de dólares (145,2 milhões de euros).

Os medicamentos falsos eram vendidos para tratar a hipertensão, diabetes, doenças de pele e outras "doenças complicadas", incluindo cancro.

A China tem tentado combater a produção e venda de medicamentos falsificados nos últimos anos.

Um antigo diretor da principal agência de segurança alimentar e de medicamentos chinesa, Zheng Xiaoyu, foi executado em 2007, depois de ter sido considerado culpado de corrupção e de aceitar subornos na sequência de uma série de escândalos envolvendo comida contaminada e remédios falsos.

O governo chinês tem vindo, nos últimos anos, a reforçar a regulação das normas de segurança nas indústrias alimentar e farmacêutica.

Fonte: Jornal de Noticias

terça-feira, 10 de julho de 2012

Anvisa apreende medicamento contra impotência falsificado

Agência determinou apreensão de lotes pirateados de Cialis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução no Diário Oficial da União anunciando a apreensão de lotes falsificados do medicamento Cialis 20mg, contra disfunção erétil. A agência foi avisada pela empresa Eli Lilly do Brasil Ltda, fabricante do produto, sobre a existência de amostras do remédio sendo comercializadas clandestinamente no país. As unidades a serem apreendidas não apresentam marcação de lote no blister e têm a impressão EXP 102014 na embalagem.

A agência diz que o recolhimento dos medicamentos falsificados é uma medida de interesse sanitário, uma vez que o seu consumo pode trazer inúmeras consequências para a saúde da população. Uma delas é o risco de paciente não obter o efeito desejado, já que o remédio não contém o princípio ativo original. No entanto, o consumo pode trazer resultados ainda mais perigosos. O paciente pode se expor à ingestão de substâncias desconhecidas, já que não se sabe o que os falsificadores adicionam às pílulas.

Segundo a Anvisa, essa não é a primeira vez que lotes falsificados do produto são apreendidos no Brasil. No último ano, pelo menos outras quatro apreensões do Cialis foram feitas. Os medicamentos contra disfunção erétil estão entre os mais pirateados no Brasil, por causa de sua alta procura e preço. No ano passado a Anvisa apreendeu 883 comprimidos e 43 ampolas de medicamentos falsificados.

Heparina – A Anvisa também determinou a suspensão de oito lotes de heparina injetável, um anticoagulante. Neste caso, no entanto, não se trata de falsificação. A própria fabricante constatou um desvio de qualidade nos lotes e fez o alerta para a agência brasileira. Os outros lotes do produto continuam regulares. 
 
Fonte: Veja

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cerca de 30% dos medicamentos que circulam no Brasil são falsificados


Imprimir E-mail
Ter, 14 de fevereiro de 2012
Tribuna da Bahia
Jornalista: Alessandra Nascimento


Cerca de 30% dos medicamentos que circulam no Brasil são medicamentos falsificados. O alerta vem do presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, ETCO, Roberto Abdenur, com base em dados oriundos da Organização Mundial da Saúde, OMS.

“Esse comércio ilegal envolve cifras que oscilam anualmente entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, provenientes do comércio de medicamentos que resultam de roubo, contrabando, distribuição de remédios falsos ou ilegais. Apenas os falsos chegam a cerca de 30% dos remédios em circulação no Brasil, de acordo com a OMS”. 

E acentua,  “no mundo, a taxa média é de 10%. Para se ter uma ideia da força dessa indústria do risco, apenas no primeiro semestre de 2011 a apreensão de mercadorias por contrabando, falsificação e pirataria aumentou em 51% em relação ao mesmo período de 2010, segundo a Receita Federal”, e acrescenta: “Um dado por si só alarmante, mas que fica ainda pior quando se dirige um olhar apenas às cargas de medicamentos apreendidas e se chega ao assustador crescimento de 180,5% em comparação com o ano anterior”.

Roberto Abdenur ressalta que a situação envolvendo medicamentos falsificados percorre a América Latina, Sudeste da Ásia e África. Segundo ele, dados da OMS apontam que 30% da comercialização de medicamentos nessas localidades são ilegais. Abdenur destaca a situação que põe em cheque a saúde do brasileiro.

 “Podemos observar tanto a atuação de falsificadores em menor escala quanto do crime organizado, uma vez que a fabricação de medicamentos falsificados tornou-se extremamente rentável.

Na maioria dos países as sanções contra a produção de medicamentos falsificados são muito mais brandas do que aquelas aplicadas às drogas ilegais”.

O presidente-executivo do ETCO cita também uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência para a Interfarma no fim de 2011.

“Depois de ouvir 2.002 pessoas em todo o País, o estudo revelou que um quinto da população brasileira compra remédios sem receita médica. No Nordeste, essa população sobe para quase um quarto, mais exatamente 24%”, diz.

Ele faz duras críticas a esse problema. “Compete ao governo investir na conscientização da população sobre os malefícios dos remédios ilegais. A auto medicação é um hábito muito comum no Brasil. Unir esforços em torno da produção de campanhas educativas é uma missão que se impõe aos atores do setor”.

O roubo de cargas de medicamentos é alto

Roberto Abdenur ressalta que a comercialização de medicamento ilegal é crime. “Existe uma ampla legislação que trata do tema. Cabe destacar a lei número 9.695 de 1998, que acrescentou incisos à Lei 8072 de 1990, incluindo a falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais como crime hediondo, com penas que vão de 10 a 15 anos. Existem sanções desde as atividades ilegais de produção até a comercialização”, frisa. Ele também faz menção à fiscalização.

“O roubo de cargas no setor de medicamentos vem apresentando números alarmantes e diversas ações vêm sendo implementadas na tentativa de reduzir este quadro, inclusive em termos de legislações específicas.

Uma das medidas fundamentais nesta área é a implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos instituído pela Lei 11.903/2009, criando um sistema de rastreamento que ajudará no combate ao roubo de cargas e permitirá identificar a rota do produto, desde o fabricante até a farmácia”, pontua. Abdenur chama o problema com medicamentos ilegais algo de difícil solução. “Ele tem mobilizado tempo e mentes não só no Ministério da Justiça e na Polícia Federal.

Nessa luta estão engajados a Agência Nacional de Vigilância Sanitária; o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, dentre outros como o ETCO. Cada um, em sua especialidade, muito tem feito para combater esse mal que assola o País”, relata. No entanto ele faz uma observação.

“Em vista dos números apresentados acima, claro está que a repressão ao crime, isoladamente, está muito aquém da necessidade premente de erradicação da informalidade nociva da ilegalidade que tomou conta do setor.

A parceria entre a Anvisa e o Ministério da Justiça, para apreensão de medicamentos ilegais; interdição de estabelecimentos e prisão dos responsáveis; ou o Plano Estratégico de Fronteiras, que articula diversas forças governamentais na vigilância dos 17 mil quilômetros de fronteira terrestre do Brasil devem ser acompanhadas de outras ações de cunho preventivo”, completa.

O presidente do Instituto ETCO conclui com uma frase alarmante sobre a situação. “Não estamos diante de um problema simplesmente econômico. Sem dúvida, a indústria honesta e legal de medicamentos é afetada, sem dúvida, o governo perde arrecadação que poderia estar sendo usada na melhoria dos serviços à população. Mas o caso dos medicamentos escancara um problema maior, um problema de saúde pública, de vida, de cidadania. O Brasil não pode e não deve continuar correndo esse risco”.


Fonte: Interfarma

Mercado ilegal de remédios explode na internet


Imprimir E-mail
Terça, 22 de maio de 2012
O Globo
Jornalista: Evandro Éboli


Um trabalho encomendado pelo Ministério da Saúde detectou que empresas que operam mercado paralelo na internet de venda ilegal de medicamentos, de inibidores de apetites, de esteroides anabolizantes, de abortivos e de receita azul fazem uso criminoso de logomarcas oficiais. Foi identificado até um perfil falso do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Twitter. Esses são alguns resultados do minucioso levantamento “Fiscalização digital: ameaças à saúde coletiva na internet”, que durou um ano, e foi encomendado a uma empresa privada especializada nessa área digital.


O estudo foi entregue ao ministério em março. Na internet, os criminosos usam símbolos e logomarcas de serviços e produtos do Ministério da Saúde e enganam os consumidores com anúncios de que os medicamentos têm o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Foram contabilizadas a existência de 1,2 mil sites ilegais, dos mais variados. De medicamentos abortivos, em especial Cytotec, foram identificados 359 sites (30% do total); de inibidores de apetite, 382 (32%); de esteroides anabolizantes, 258 (22%); de fitoterápicos, 159 (13%); e de venda de receita azul, 41 sites (3%).


No caso do abortivo, a empresa contratada para fazer essa varredura na internet chega a calcular que o gasto com internações por problemas decorridos do uso do Cytotec chega a R$ 13,4 milhões por ano. O faturamento ilegal com anabolizantes, no período de um ano da aferição, foi estimado em R$ 153 milhões. Com anorexígenos, o mercado ilegal faturaria R$ 82,4 milhões.


Segundo o estudo, os sites vendem ilusões, além de produtos não regulamentados e geradores de problemas de saúde. O trabalho concluiu que há, nas redes sociais, “drogarias on-line”, com práticas criminosas. “O físico e o virtual se misturam: ‘consultas’ médicas são feitas on-line, medicamentos falsificados são comprados através da internet e enviados para endereços reais. A ‘farmácia’ que vende produtos controlados sem receita está na rede”, diz as conclusões do trabalho. “A internet é uma válvula de escape: é o canal de comunicação entre o indivíduo e a rede criminosa que permite o anonimato. A indústria de medicamentos falsificados é fomentada pela busca por medicamentos proibidos, pela falta de fiscalização na internet, pelos preços abaixo do mercado regular, e pela desinformação da população”.


Os autores concluíram que parte dos problemas de saúde pública do Brasil está, de alguma maneira, associada à internet: abortos ilegais, compra de remédios falsificados, intoxicação por medicamentos falsificados e desenvolvimento de doenças devido à ingestão de medicamentos sem acompanhamento médico.


O trabalho monitorou as principais marcas do Ministério da Saúde, como UPA, Farmácia Popular, Saúde da Família, SUS e Samu. Os produtos se apresentam assim na internet: “Cenaless, o segredo para seu emagrecimento.


Auxilia na busca do corpo belo. Bumbum perfeito: apareça na praia com um corpo de causar inveja”. E diz que o produto é aprovado pela Anvisa, o que não é verdade.

Fonte: Interfarma

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Brasil se junta à campanha mundial da Interpol



A cantora Loalwa Braz representa o país na luta contra o comércio ilegal de medicamentos falsificados.

Joanesburgo (África do Sul) - A brasileira radicada na França Loalwa Braz - mundialmente famosa com o hit ‘Chorando se foi (La Lambada)’ – é a mais nova embaixadora da campanha internacional “Proud To Be”, dirigida pela Interpol – International Criminal Police Organization (ICPO) para lutar contra o comércio de medicamentos falsificados.

A cantora, que representa o Brasil no movimento, está em Joanesburgo, na África do Sul, para a gravação de uma versão em português da música que leva o nome da campanha e também um videoclipe da mesma, ao lado de outros embaixadores da causa como o cantor senegalês Youssou N’Dour, a cantora sul-africana Yvonne Chaka Chaka - embaixadora da UNICEF - e o Coral Gospel de Soweto, que já gravou com artistas como Bono Vox, Peter Gabriel, Stevie Wonder e Aretha Franklin, entre outros.

A campanha “Proud to Be” -Liderada pela Interpol, a campanha “Proud to Be” tem como objetivo sensibilizar pessoas do mundo inteiro para o perigo do comércio de medicamentos falsificados. Esse crime representa uma ameaça iminente para a saúde de populações dos mais diversos países.

Segundo a Interpol, todos os continentes enfrentam o problema do tráfico e da venda ilegal desses medicamentos, principalmente a África, onde, segundo a organização, mais da metade dos medicamentos disponíveis para venda no mercado são falsificados, o que vitimiza milhares de inocentes todos os dias.
Com a iniciativa da campanha “Proud to Be”, a organização internacional visa a alertar, conscientizar e lutar contra essa prática, bem como vem atender ao pleito de vários países, como os do continente africano, que urgem por ações mais enérgicas para divulgar e coibir o tráfico e venda de medicamentos falsificados.

Sensibilizar o público através da música e da imagem, além da união de artistas dos mais diversos cantos do mundo, é pela primeira vez a maneira adotada pela Interpol para esse tipo de ação. E, neste cenário, tem sido de fundamental importância a ajuda de embaixadores como a sul-africana Yvonne Chaka Chaka (Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF), o senegalês Youssou N’Dour, a chinesa Jia Ruhan, a francesa Chimene Badi e a brasileira Loalwa Braz, entre outros.

Estão planejadas, ainda em 2012, ações em 190 países, incluindo o lançamento do álbum “Proud to Be” e um grande show no teatro Zennith, em Paris, no final do ano com a presença de todos os embaixadores da causa

fonte: Revista Fator

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CCJ aprova política nacional de combate à falsificação de remédios

Preocupado com o crescimento do comércio de medicamentos falsificados, o senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou projeto de lei (PLS 162/11) para instituir a Política Nacional de Combate à Pirataria de Produtos Submetidos à Vigilância Sanitária. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (29), parecer favorável à matéria, elaborado pelo senador Anibal Diniz (PT-AC).

Além da repressão à produção de remédios piratas, a iniciativa também visa o combate à falsificação de alimentos (inclusive bebidas), suplementos alimentares, cosméticos, cigarros, materiais médico-hospitalares e odontológicos, entre outros produtos.

Ainda de acordo com o projeto, deve ser reprimida a pirataria de produtos sujeitos à vigilância sanitária, o que inclui fabricação, distribuição e comércio de produtos falsificados, corrompidos, adulterados, sem registro, em desacordo com a fórmula constante do registro, de procedência ignorada ou quando fabricados ou vendidos por empresas não autorizadas.

A proposta aprovada também modifica a Lei nº 10.446/02 para incluir "condutas de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais" como crimes passíveis de investigação pela Polícia Federal.

"Fenômeno antigo"

Humberto Costa admitiu que a pirataria de medicamentos é "fenômeno antigo", mas chamou atenção para o aumento dessa prática, especialmente por causa da procura por remédios para tratamento de disfunção erétil, de obesidade e por anabolizantes. Assim, considera urgente a adoção de mecanismos para o enfrentamento da situação, "que oferece grave risco sanitário para a população, pois, diferentemente de outros produtos, medicamentos falsificados são potencialmente letais", segundo assinalou.

- A grande maioria das pessoas não tem noção da gravidade e da intensidade com que esse problema acontece e da incapacidade para se estabelecer fiscalização e punição adequadas para desestimulá-lo. Falo de um crime que talvez seja o mais covarde, pois as pessoas não têm noção de que consomem um produto inadequado, que não tem eficácia - observou Humberto Costa, lembrando da apreensão pela Vigilância Sanitária, tempos atrás, de "pílulas de farinha" vendidas como anticoncepcional.

O parlamentar destacou, no projeto, ações já implementadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como identificação de fábricas clandestinas, destruição de produtos piratas e interdição de pontos de venda dos produtos. Mas acredita ser necessário intensificar a articulação e cooperação interinstitucional, de forma a "consolidar os resultados obtidos e permitir fazer os avanços ainda necessários".

Ação articulada

Humberto Costa disse ainda que apreensões de produtos falsificados são feitas tanto pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária como pelas polícias Federal, Rodoviária e Civil, além da Receita Federal. Para ele, a implementação de uma política nacional possibilitará a articulação do trabalho desses órgãos, de forma a sistematizar as informações, dando maior eficiência ao combate à pirataria.

Ao concordar com a medida, Anibal Diniz ponderou que tais práticas "não raro ultrapassam os limites dos Estados e exigem repressão uniforme". O relator apenas ofereceu uma emenda de redação ao texto.
Após a leitura do parecer, o presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), ressaltou a importância da iniciativa em defesa da vida. Seus comentários foram reforçados pelos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Romero Jucá (PMDB-RR), Pedro Taques (PDT-MT), Marta Suplicy (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

O projeto seguirá agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde será analisado de forma terminativa .
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mato Grosso - Mais uma fábrica clandestina de medicamentos é fechada em VG

Não bastasse abrigar uma fábrica clandestina de medicamentos, policiais ainda encontraram na residência de Ângelo da Silva Correia, no bairro Parque do Lago, cerca de 130 quilos de pescado irregular. O peixe foi localizado durante vistoria num refrigerador da casa.

De acordo com a PM, eles apresentavam marcas de rede e estavam com tamanho menor do que o mínimo exigido. Após realizar a pesagem foi constatado que havia 136 quilos de pescado de diversas espécies.
O material foi encaminhado para a Delegacia do Meio Ambiente (Dema). O proprietário da residência, identificado pela Polícia como Ângelo da Silva Correia, 37, não foi localizado. Foram conduzidos para a Central de Flagrantes o irmão de Correia e duas adolescentes. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Medicamentos falsificados comercializados na internet chegam a 50% segundo a OMS

Combate ao contrabando e falsificação de medicamentos é tema de palestra no Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar, dia 26, sábado
          O contrabando e, principalmente, a falsificação de medicamentos são problemas graves e recorrentes, que ainda estão em pauta pelas autoridades e profissionais da área. Por isso, no dia 26 de novembro, das 16h30 às 17h30, a farmacêutica Elaine Lazzaroni, apresentará a palestra Combate ao Contrabando e Falsificações de Medicamentos, durante o VIII Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar, que será realizado entre os dias 24 e 26 de novembro, no Bahia Othon Palace, em Salvador.
        Alguns casos muito conhecidos como a venda de Androcur falso, remédio para tratamento de câncer de próstata, em 1998, assustou a população quando foi divulgado que um paciente havia morrido por inefetividade do medicamento. O mais recente foi ano passado quando um Avastin falso causou infecções e reações alérgicas oculares em 61 dos 116 pacientes chineses que usaram o remédio para tratamento de câncer. 
Estratégias de prevenção
       Especialista em gerenciamento de recursos materiais, Elaine Lazzaroni, alerta quanto às estratégias de prevenção, destacando dois grandes atores neste processo: o Governo, com ações nacionais através da publicação de normas de controle nas etapas de fabricação/distribuição/transporte para garantia da origem segura do medicamento, incluindo a Internet onde a falsificação corresponde a cerca de 50% dos medicamentos comercializados na rede, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
      Também é missão do Governo, ações como a publicação de normas para as embalagens a fim de garantir a identificação do produto (tinta reativa e o lacre de segurança e, mais recentemente, mas ainda não iniciado, o selo holográfico e o código datamatrix com o Identificador Único de Medicamento (IUM) para cada produto) são garantias de proteção para a falsificação. Ações internacionais também são efetivas, como a adoção de conceitos e planos de combate propostos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), resoluções para o Mercosul e a participação em fóruns para harmonização da regulamentação farmacêutica da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Além, obviamente, das ações coordenadas de polícias e vigilância sanitária para apreensões de produtos e prisões dos envolvidos.
        Outro ator importante é o profissional de saúde, mais especificamente o farmacêutico. “Com seu conhecimento técnico, o profissional pode atuar na qualificação de fornecedores e dos produtos oferecidos na etapa logística de aquisição de medicamentos nos estabelecimentos de saúde, vigiando o mercado farmacêutico e exigindo que fornecedores atestem, documentalmente, não só a sua regularidade sanitária como também dos produtos que oferecem”, explicou a especialista Eliane Lazzaroni.
Legislação brasileira
          A legislação sanitária brasileira oferece ao farmacêutico uma série de ferramentas legais que podem se tornar critérios de escolha na prática diária, ajudando a “separar o joio do trigo” existente no mercado, transformando o farmacêutico em importante vigilante em saúde.
         A palestrante citará também as ações de farmacovigilância, através da investigação dos relatos de alteração nos produtos ou de ineficácia dos mesmos advinda de outros profissionais e também dos próprios pacientes. Estes últimos devem ser alertados para o perigo iminente, orientados quanto aos cuidados de aquisição e também atuarem ativamente nesta vigilância do mercado farmacêutico.
         Várias resoluções têm sido publicadas pelo Governo, vários fóruns de discussão têm sido realizados e a estratégia de qualificação de fornecedores na prática diária tem sido amplamente divulgada em eventos profissionais, tais como o Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar realizado pela SBRAFH (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços). “Se cada um fizer a sua parte e assumir a sua responsabilidade sanitária nesse processo, ficará cada vez mais difícil disseminar estes produtos em um mercado que se tornar extremamente regulado por governos, profissionais e cidadãos”, concluiu Elaine Lazzaroni.

Mais informações para a imprensa com a assessora Driely Lago, na Lume Comunicação – tel: 71-3341-8922 , ou pelo celular 71-8627-3373 – driely@lumecomunicacao.com.brwww.lumecomunicacao.com.br
Jornalista responsável-  Cristina Barude – Mtb 1284

Fonte:  http://www.tosabendo.com/conteudo/noticia-ver.asp?id=175391

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Países discutem falsificação de medicamentos

UNASUL
      
Encontro reúne representantes de 12 países da América do Sul, que também participam de oficina sobre a Vigilância Sanitária no continente

Começou nesta quinta-feira (6), no Rio de Janeiro, a 2 ª Reunião Ordinária do Grupo Técnico de Acesso Universal a Medicamentos da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), realizada na sede do Pro-Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pro-Isags). Promovida em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o público da reunião são representantes dos 12 países que compõem a Unasul - Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. A programação segue até sábado (8), com foco na discussão sobre a necessidade de programar e implantar ações estratégias de combate à falsificação de medicamentos.

Os participantes da 2ª Reunião Ordinária do Grupo Técnico de Acesso Universal a Medicamentos estão no Rio de Janeiro desde segunda-feira (3), pois a estadia no Brasil também incluiu a participação da comitiva na 1ª Oficina sobre os Sistemas de Vigilância Sanitária da América do Sul, também promovida pelo Pro-Isags, Anvisa e UFRJ. 

Assim como na reunião técnica, a falsificação de medicamentos também foi debatida durante 1ª Oficina sobre os Sistemas de Vigilância Sanitária. Ontem (5), Bolívia, Uruguai, Colômbia e Brasil expuseram os pontos fortes e fracos de seus sistemas. Nos dois primeiros dias, os participantes conheceram detalhes do Chile, Equador, Argentina, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai.

Diante da predominância do tema sobre falsificação de medicamentos, o coordenador da Unidade de Medicamentos, Tecnologia e Pesquisa da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Cristhophe Rérat, lembrou que o braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas (OMS) vai criar uma ferramenta virtual para respaldar as Vigilâncias Sanitárias Nacionais da região na regulação de preços dos medicamentos e patentes - um espaço para discussão de estudos clínicos e econômicos a fim de ajudar na tomada de decisões na área. A iniciativa é uma parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, ambas do Ministério da Saúde do Brasil.
O coordenador também lembrou que representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde do Brasil, se reunirão com a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Chan, no Brasil, durante a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais na Saúde, que será realizada de 19 a 21 desse mês, no Rio de Janeiro. Na pauta da conversa, estará o acesso universal a medicamentos e a tratamentos, e do encontro participarão representantes da indústria farmacêutica.
Além da falsificação de remédios, os participantes da oficina discutiram, também, a criação de uma plataforma regional para a vigilância na região, além da avaliação da situação do setor. Portanto, com base nas discussões, os países que compõem a Unasul vão propor ações integradas para fortalecer a Vigilância Sanitária na região.

Documento tratar diretrizes na área de Vigilância Sanitária
Com base nas discussões dos eventos no Rio, um grupo de relatores consolidará um documento que conterá as diretrizes para a área de Vigilância Sanitária na América do Sul. Essas diretrizes visam, em última análise, o acesso a produtos com qualidade, segurança, eficácia e preços razoáveis, sempre de forma a contribuir para a melhoria da saúde dos povos que vivem nessa região do mundo, diz o coordenador-executivo do Pro-Isags, o ex-ministro da Saúde da gestão Lula, José Gomes Temporão.  “Esta atividade é uma das primeiras do conjunto de atividades a que o Isags se propõe no âmbito da formação de quadros dirigentes nas melhores práticas na área da gestão da saúde”, afirma.

Para a farmacêutica Consuelo Morros, do Instituto Nacional de Saúde Rafael Rangel, da Venezuela, a experiência de ter participando da oficina é muito enriquecedora, porque os diferentes países da América do Sul estão, pela primeira vez, reunidos para mostrar os respectivos sistemas de Vigilância Sanitária. “De maneira sincera, podemos mostrar quais são as debilidades e fortalezas, para receber dos demais a oferta de intercâmbio”.

Por Por Ubirajara Rodrigues, com informações do Isags
(61) 3315-3580/2351

fonte: Portal da Saúde

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Polícia encontra quartos cheios de remédios


GABRIEL MAYMONE 02/06/2011 12h00

foto
Foto: Gabriel Maymone -
Para transportar os medicamentos, a polícia precisou de 1 Kombi, 1 Doblô e 2 viaturas
Policiais Militares do 10º Batalhão(10º BPM) de Campo Grande receberam uma denúncia anônima nesta manhã de que haviam medicamentos acondicionados em uma residência, na rua Porteirinha, Bairro Cidade Morena. Ao chegar no local, a polícia encontrou dois quartos cheios de caixas com medicamentos sem nota fiscal.

Dois homens foram detidos no local, João Dias Albuquerque, de 42 anos e Eliomar da Cruz Dias, de 37 anos, que são os responsáveis pela mercadoria e alegam que estavam guardando o medicamento devido a um problema com a transportadora “Expresso Caxilá” localizada em frente à residência em que os remédios foram encontrados.

O capitão do 10º BPM disse que condicionar medicamentos em local inadequado sem a temperatura ideal é crime, e que se os acusados não apresentarem as notas fiscais dos produtos, eles também responderão por contrabando. Há a suspeita de falsificação de medicamentos, a vigilância sanitária esteve no local e constatou que as caixas não possuem os selos de qualidade colocados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas somente após investigações a polícia pode concluir se os remédios são realmente falsificados.

Foram necessários 4 veículos – Kombi, Doblô e duas viaturas da PM, para transportar todo o material. Nomes de cidades do interior estavam escritas na caixa, mas os policiais ainda não sabem se os medicamentos vinham dessas cidades ou se seriam encaminhados até elas.