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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Las farmácias van desaparecer in USA

Se nos EUA já estão preocupando com a globalização e a voracidade das grandes redes... Imagina se o Brasil não passará pela mesma situação....

Veja o vídeo...

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

EUA: Novartis processada por alegadamente subornar médicos


29/04/2013 - 14:35

O departamento de Justiça dos EUA anunciou na passada sexta-feira a instauração de um processo contra a farmacêutica Novartis por alegadamente pagar subornos multimilionários a médicos para que recomendassem os seus produtos a farmácias e a doentes, avança o Notícias ao Minuto, citando a agência Lusa.

“Esquemas de suborno como os empregues neste caso não só põem em dúvida a integridade das decisões médicas individuais, como elevam o custo da saúde de todos nós”, afirmou Stuart F. Delery, procurador-adjunto da agência federal, ao assinalar que muitos dos fármacos eram reembolsados pelos programas de assistência médica Medicare e Medicaid.

Entre as acções descritas no processo judicial, a companhia pagava banquetes, viagens e honorários aos médicos que recomendassem a compra dos seus medicamentos.

“Os pacientes merecem cuidados médicos baseados no juízo médico objectivo do clínico, não em função dos seus interesses financeiros pessoais”, acrescentou o procurador.

Em concreto os investigadores federais assinalaram que a Novartis pagou a médicos várias convenções médicas para que receitassem medicamentos como Lotrel® e Valtruna® para a hipertensão, ou Starlix® para a diabetes.

Este é o segundo processo contra a Novartis por parte das autoridades norte americanas por induzir certas farmácias a receitar a pacientes de transplantes de rins o seu produto Myfortic®.

A companhia multinacional farmacêutica, com sede na Suíça, afirmou que se irá “defender dos processos judiciais” e rejeitou as acusações.

Fonte: RCM Pharma

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pesquisa causa polêmica ao defender uso de medicamentos genéricos anti-HIV nos EUA

18/1/2013 9:59
Por Redação, com BBC - de Nova York, EUA





Símbolo da campanha anti-Aids: tratamento com genérico levanta dilemas nos EUA
Símbolo da campanha anti-Aids: tratamento com genérico levanta dilemas nos EUA

Um estudo norte-americano está causando polêmica ao defender que o uso disseminado de medicamentos genéricos anti-HIV nos EUA pode fazer com que mais pacientes tenham problemas em seu tratamento. No artigo, publicado no Annals of Internal Medicine, médicos do Hospital Geral de Massachusetts calculam que os medicamentos genéricos, que logo estarão à disposição da maior parte dos pacientes no mercado americano, podem representar uma economia de quase US$ 42.500 por paciente, mas também tendem a ser menos eficazes.

Um dos maiores problemas seria que o tratamento com genéricos nos EUA exige que sejam tomados três comprimidos por dia, em vez de apenas um, o que aumentaria o risco de que alguns pacientes percam doses.

Segundo os médicos americanos, isso faria com que cada paciente tratado com genérico tenha em média 4,4 meses de vida a menos que os tratados com medicamentos tradicionais.

Polêmica
Para a organização Aidsmap, responsável por divulgar informações sobre HIV, porém, o modelo que serviu de base para a pesquisa é pouco confiável. Um porta-voz da organização também levantou a preocupação de que ela cause alarde entre pacientes sobre os genéricos, cujo uso continua sendo apoiado pela Aidsmap.
Especialistas concordam que os antiretrovirais genéricos deram uma grande contribuição para a contenção do HIV no mundo – particularmente nos países em desenvolvimento. “O estudo não leva em conta o fato de que são as patentes dos medicamentos que impedem que pacientes tenham acesso a tratamentos mais simples e mais baratos (com genéricos)”, disse Sharonann Lynch, assessora de políticas sobre HIV/AIDS do grupo Médicos Sem Fronteira.

- Versões genéricas da combinação (das três substâncias do tratamento anti-HIV) já existem em países em que patentes não bloqueiam seu uso por US$200 por ano – menos de 1% do seu custo nos EUA. A assessoria de comunicações do Ministério da Saúde brasileiro também ressalta que a pesquisa foi feita com genéricos disponíveis nos EUA e seus resultados são restritos ao país – só podendo ser avaliados por quem tenha um entendimento amplo sobre os produtos e o funcionamento do mercado americano.

Segundo o ministério, no caso do Brasil, já há genéricos que combinam três medicamentos em uma única pílula e eles só entram no mercado após passarem pelo teste de bioequivalência da ANVISA, que comprova que têm a mesma eficácia.

Genéricos
Medicamentos genéricos são cópias mais baratas de remédios de grandes farmacêuticas. Eles geralmente atuam da mesma maneira que os remédios de marcas tradicionais e contêm os mesmos princípios ativos. O tratamento recomendado para pacientes recém-diagnosticados com HIV nos EUA é uma pílula que combina três antiretrovirais – tenofovir, emtricitabina e efavirenz.

O genérico de um medicamento que atua de forma semelhante a emtricitabina chegou ao mercado americano em janeiro de 2012 e um genérico do efavirenz é esperado para breve. Logo, os pacientes americanos poderão fazer um tratamento que combina essas duas drogas com o tenofovir. “Esta é uma troca que muitos de nós achará difícil ou até impossível recomendar por questões emocionais e éticas”, diz Rochelle Walensky, pesquisadora-chefe do estudo.

Rochelle admite, porém, que para os pacientes propensos a seguir à risca o tratamento com os três medicamentos, a opção entre o genérico e o medicamento de marca seria mais complexa – já que a eficácia do tratamento pode ser a mesma.

Dilema
Segundo Rochelle, a troca poderia ser mais aceitável se a economia feita pelo com genéricos fosse redirecionada para outros aspectos do tratamento, como o combate a hepatite C em pacientes que também contraíram a doença.

Apesar das reações negativas de muitos médicos, para Jason Warrier, da ONG britânica Terrence Higgins Trust, que apoia pessoas que contraíram HIV, a pesquisa é oportuna. Ele diz que cerca de 7,000 pessoas são diagnosticadas anualmente com HIV no Reino Unido e o custo de medicamentos está aumentando ano a ano.

- Com o sistema de saúde britânico sob uma pressão financeira sem precedentes, a propagação dessa epidemia é um desafio não apenas de saúde pública, mas para os recursos públicos – diz Warrier.
- Usar medicamentos genéricos seria um caminho para o serviço de saúde reduzir suas despesas, mas isso não deve ser feito às custas da saúde do paciente. Tudo o que compromete a eficácia dos medicamentos anti-HIV, ou torna as pessoas menos propensas a manter seus tratamentos, representa uma economia que não vale a pena.

Fonte: Correio Brasil

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nos EUA, número de contaminados por meningite sobe para mais de 100



NOVA YORK - Um tipo raro de meningite relacionado a um medicamento contaminado já provocou a morte de oito pessoas e a contaminação de 105 nos Estados Unidos, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças nesta segunda-feira. Embora a empresa tenha recolhido todos os seus produtos - e não apenas o remédio ligado à contaminação - mais pessoas podem ter sido infectadas, já que a empresa a New England Compounding Center Inc. distribuiu pelo menos 13 mil frascos contendo o medicamento suspeito.

Segundo o governo americano, ao menos nove estados registraram pessoas infectadas: Tennessee, Michigan, Virgínia, Indiana, Flórida, Maryland, Minnesota, Carolina do Norte e Ohio. Em algumas federações, até a polícia está usada para ajudar na identificação das pessoas que compraram o medicamento. Em Ohio, autoridades estão mobilizando agentes, que irão de porta em porta para achar os compradores, se necessário.

- Se for necessário bater em portas, será isso que eles vão fazer - assegurou Beth Bickford, diretor-executivo da Associação de Comissionários de Saúde de Ohio.

As autoridades acreditam que os casos estejam relacionados a um medicamento para dores musculares que estava contaminado com o fungo Aspergillus. Uma farmácia de manipulação no estado de Massachusetts vendeu 17.676 frascos do esteroide acetato de metilprednisolona a 76 estabelecimentos em 23 estados de julho a setembro, segundo informações do Departamento de Saúde local.

O surto chamou a atenção para a reduzida regulação das empresas farmacêuticas de manipulação, como a que produziu a droga infectada: a New England Compounding Center Inc. Em comunicado, a empresa disse que decidiu fazer o recall de todos os seus medicamentos porque preferia aumentar as precauções devido ao risco de contaminação de um de seus produtos. Mas garantiu que não há indícios do fungo em outros remédios. A agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), já tinha pedido aos profissionais de saúde que não usassem nenhum dos produtos da New England.

O uso de injeções de esteroides para dores nas costas, como o caso dessa droga, disparou a partir da década de 1990. Em 2011, cerca de 2,5 milhões de pessoas tomaram as injeções, segundo dados da Sociedade Internacional de Intervenção na Coluna.

A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, geralmente causada por vírus ou bactérias. Os sintomas são fortes dores de cabeça, febre, náuseas, dificuldade de equilíbrio ou fala arrastada. O período de incubação da doença é de uma a quatro semanas após as injeção do esteroide.

Por isso, autoridades de saúde afirmaram que todos que fizeram uso da droga precisarão ser examinados e acompanhados. Comumente administrada com antibióticos, essa forma de meningite é resistente a esse tratamento. Segundo a CDC, ela não é contagiosa, mas especialistas acreditam que ainda haverá novos registros da doença.