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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Desembargador usa internet para comprovar argumento contra Prefeitura

20 de julho de 2014, 06:03h

Para decidir que a Farmácia Popular do Brasil em Araçatuba (SP) — que faz parte de um programa do governo federal — deve ter em seus quadros técnicos farmacêuticos registrados no conselho de classe, o desembargador Johonsom di Salvo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foi ao site da Prefeitura da cidade e constatou que o local alvo de um processo é uma drogaria. O curioso é que, como a Prefeitura, ré no processo, alegava que o estabelecimento era uma mera distribuidora de medicamentos, pode-se dizer que ela produziu prova contra si mesma. 

O caso chegou ao TRF-3 quando o Conselho Regional de Farmácia do estado de São Paulo recorreu contra a decisão que suspendeu uma multa aplicada contra o poder público municipal pela ausência de um técnico responsável na unidade.

A Prefeitura, ao solicitar o afastamento da multa, argumentou que a farmácia popular apenas entrega medicamentos e, por isso, não precisaria manter um técnico inscrito no conselho.

O CRF, por sua vez, sustenta que a farmácia popular não se confunde com um dispensário de medicamentos. Para a entidade, trata-se de estabelecimento criado especificamente para venda de remédios a preços menores do que os praticados pelo mercado.

Para resolver a questão, Di Salvo recorreu à rede mundial de computadores. “Consultando o sítio do município de Araçatuba na internet, verifiquei que a Farmácia Popular é um estabelecimento comercial onde são vendidos 97 medicamentos diferentes, ainda que a preço mais barato do que no mercado farmacêutico comum; ou seja, é mesmo uma 'drogaria' e como tal exige-se a presença de profissional de farmácia no local”.

O desembargador acrescentou que a decisão agravada está em manifesto confronto com a jurisprudência consolidada no Superior Tribunal de Justiça e do próprio TRF-3.

Fonte: Conjur

sábado, 22 de fevereiro de 2014

SP - Liminar: Lei que Obriga Farmacêuticos em Todas as Unidades de Saúde é Suspensa

Prefeitura conseguiu liminar para que lei seja suspensa até decisão do Tribunal

publicado em 15/02/2014 às 12:01
 
A Lei Ordinária nº 5.459, de 02 de setembro de 2.013, que institui a obrigatoriedade de que seja mantido um responsável farmacêutico em todas as unidades de saúde que possuem dispensário de medicamentos foi suspensa liminarmente pela Prefeitura de Catanduva, depois de conseguir a liminar do Tribunal de Justiça do Estado. 
 
A lei foi aprovada no ano passado  e é de autoria do vereador Aristides Jacinto Bruschi, Enfermeiro Ari (PV). 
 
A medida liminar foi concedida por Guerrieri Rezende, relator do processo, assinada em 10 de dezembro de 2013 e publicada no Diário Oficial do Estado dois dias depois. 
 
No ano passado, o Chefe do Executivo Geraldo Vinholi (PSDB) vetou a proposta apresentada pelo vereador, o veto foi analisado pela Câmara e foi rejeitado. Diante da rejeição do veto, o presidente da Câmara, Marcos Crippa promulgou a nova legislação. O Executivo então entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, conseguindo a liminar. 
 
A lei trata sobre a obrigatoriedade de manter um farmacêutico responsável em todas as unidades de saúde do município. Segundo o vereador, uma forma de cumprir as determinações com relação à área farmacêutica e manter a segurança na hora de distribuir os medicamentos aos pacientes. 
 
A Prefeitura entendeu que o projeto era inconstitucional e o prefeito vetou a proposta, que ao ser analisada novamente, teve o veto derrubado. 
 
Para ler esta e outras notícias, na íntegra, confira a edição impressa e/ou se cadastre no site para ter acesso a versão Online de O REGIONAL deste sábado (15/02).
 
Karla Konda
Da Reportagem Local
Foto: Assessoria Câmara
 
Fonte: O Regional 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CRF/MS considera que farmácia pública sem farmacêutico é um grave desrespeito à lei

CRF/MS considera que farmácia pública sem farmacêutico é um grave desrespeito à lei e esclarece que é impedido de autuar Prefeitura

segunda, 15 de julho de 2013 às 18h36

Em 2012, a Prefeitura conseguiu uma liminar judicial que proíbe o CRF/MS de autuar as unidades irregulares

Considerando a situação atual da assistência farmacêutica na rede municipal de saúde pública de Campo Grande, o CRF/MS esclarece que sempre fiscalizou as farmácias da Prefeitura Municipal de Campo Grande com o mesmo rigor e intensidade que o setor privado. As autuações e multas sempre seguiram os mesmos critérios que qualquer outro estabelecimento fiscalizado por este Conselho. No entanto, em 2012, a Prefeitura conseguiu uma liminar judicial que proíbe o CRF/MS de autuar as unidades irregulares.

O argumento utilizado pela Prefeitura e que induziu o judiciário a erro é de que ela não possui farmácias nas unidades e sim meros dispensários de medicamentos. Portanto não necessita de assistência técnica de farmacêutico para exercer as atividades. Desde então, o CRF/MS está impedido de exercer as funções nas unidades de saúde.

Situações como o funcionamento de farmácias sem farmacêuticos no terceiro turno de UBS, PSF ou em qualquer outra unidade, são um grave desrespeito à legislação vigente, à população e ao bom uso dos recursos públicos.

Porém, como dito anteriormente, o CRF/MS está proibido de autuar ou multar a Prefeitura de Campo Grande por força de uma liminar judicial. Diante disso, o Conselho não tem o que fazer a não ser negociar politicamente.

Entre o final da gestão passada e início da nova gestão municipal, o CRF/MS tem realizado reuniões com os secretários de saúde e a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), para tentar regularizar a situação de todas as farmácias públicas da rede. Na última reunião, o Conselho teve o compromisso do secretário de Saúde, Ivandro Correa da Fonseca, de assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que prevê a regularização de forma gradual até o ano de 2015. O TAC está pronto e será analisado pela Secretaria Municipal de Saúde e posteriormente pelo gabinete do prefeito para a assinatura.

Nesta mesma reunião foi aprovada pelo Secretário a criação de um grupo de trabalho para a formulação da proposta de reestruturação da assistência farmacêutica municipal. Esta será a oportunidade de rediscutir projetos antigos não implementados e ideias novas para atender as novas necessidades da rede de saúde.

O Conselho espera que a gestão municipal mantenha a atual postura de conversar e negociar a melhor resolução diante dos vários problemas enfrentados e herdados da administração anterior. O CRF/MS está confiante de que esta situação difícil será resolvida e que Campo Grande vai se tornar exemplo de organização na assistência farmacêutica municipal.

Contudo o CRF/MS esclarece também que o trabalho de fiscalização será intensificado e as irregularidades que, por ventura não forem sanadas, e se as propostas de acordo forem ignoradas, o Conselho vai representar as questões no Ministério Público para tomada de providências da grave situação em que se encontram os serviços farmacêuticos do município, colocando em risco a população.

Fonte: Paula Maciulevicius, da Assessoria de Imprensa.

Fonte: CRFMS


segunda-feira, 18 de junho de 2012

OSS estariam selecionando pacientes no interior do Estado


Fonte: A Gazeta

Organizações Sociais de Saúde não atendem a demanda nos hospitais regionais e fazem com que os pacientes sejam transportados por mais de 1.000 km para conseguir atendimento, tornando inviável a estratégia de descentralização do setor, elaborada pelo governo do Estado. Conforme o Conselho Estadual de Saúde, existe a seleção dos procedimentos considerados ‘lucrativos‘, que não demandam internações longas e nem procedimentos complexos. As denúncias recebidas pela Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam ainda a falta de medicamentos, investimentos, ampliação de serviços e a precarização das relações de trabalho. Há 10 meses, a primeira unidade teve a gestão transferida pelo Estado para uma OSS e atualmente R$ 187 milhões são aplicados no modelo.

Desde o começo de ano, o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) enfrentou greve dos profissionais em 3 das 5 unidades geridas por organizações. O não pagamento dos salários e contratos, muitas vezes verbais, estava na pauta de reivindicações.

Em Alta Floresta, foi constatado o desvio de recursos no hospital municipal, o que obrigou o governo a repassar a administração para outra OSS em regime de urgência. A mesma situação foi confirmada no Hospital Regional de Colíder. O contemplado para a substituição em ambas unidades foi o Instituto Pernambucano de Assistência (Ipas), que já respondia pela Central de Distribuição de Medicamentos (R$ 7 milhões) e pelo Hospital Metropolitano de Várzea Grande (R$ 32 milhões). Juntos, os 2 contratos somam R$ 64 milhões.

A base de cálculo dos valores do contrato é a tabela do SUS. Cada um dos procedimentos foi orçado com preço equivalente ao dobro e até mesmo ao triplo do pago pelo Ministério da Saúde (MS).

Fiscalização - O representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Conselho Estadual de Saúde, João Dourado, explica que o cenário é uma ‘tragédia anunciada‘. Ele lembra que desde o começo do processo, em maio de 2011, todas as entidades ligadas à saúde se posicionaram contra a modalidade e até hoje, nem sequer a comissão de fiscalização que seria formada pela sociedade civil organizada para o controle social, foi estabelecida. A transparência e a participação popular na distribuição dos recursos do SUS está na legislação e não é respeitada.

Dourado argumenta que os conselheiros já solicitaram a Secretaria de Estado de Saúde (SES) um relatório das atividades, mas não foram atendidos. Na próxima plenária, prevista para os dias 22 e 23 de junho, os membros do conselho vão deliberar sobre a realização de manifestações e denúncias no Ministério Público Estadual (MPE). Ele explica que toda a fiscalização dos serviços é realizada por uma comissão de contratos, que faz parte da SES e não tem a presença das entidades.

Denúncias - Dourado relata que várias denúncias chegaram ao conhecimento do conselho por meio da ouvidoria do SUS e todas são analisadas pelas comissões. Uma delas é de um homem que mora em Lucas do Rio Verde e precisava de uma cirurgia ortopédica. Ele foi encaminhado para a o Hospital Regional de Cáceres, enquanto a unidade de referência seria Sorriso, que está a menos de 200 km da casa dele.

Outras comunicações da população são relacionadas a falta de medicamentos de alta complexidade, principalmente no interior. Na avaliação preliminar do Conselho, há falha na aquisição dos remédios, bem como na distribuição dos produtos. Os membros temem que, sem eficiência, remédios comecem a ficar vencidos como aconteceu em maio de 2011, antes da OSS assumir. Na ocasião, 20 mil quilos de remédios foram descartados devido ao fim da validade.

Comitê - Robinson Ciréia faz parte do Comitê de Defesa da Saúde Pública e diz que pessoas são descartadas pelos hospitais e não conseguem sequer entrar nas unidades. Ele diz que isto é um reflexo da ótica privada dentro de uma unidade pública de saúde.

Uma cena que marcou a população cuiabana e que na opinião de Ciréia exemplifica o contexto é a morte do idoso Antônio Batista da Silva, 57, a poucos metros do Pronto-Socorro de Cuiabá. Ele é morador de Água Boa e não teve atendimento na região. Precisou ser transferido para Cuiabá, onde entrou na lista de pessoas que aguardam o encaminhamento pela Central de Regulação, que teve aumento da demanda com a ineficiência dos hospitais regionais e não consegue atender a todos.

Como passou mal e precisou do pronto-atendimento, foi até policlínicas e postos de saúde, que não recebem os investimentos necessários e sem obter o auxílio, resolveu bater na porta do PS, que não o deixou entrar.

Desde que uma empresa privada assumiu a administração da unidade, explica Ciréia, o acesso está cada vez mais limitado para garantir o lucro e não a vida. Ele defende que a contratação da empresa de assessoria para a gestão é uma terceirização disfarçada.

Na análise do representante do Comitê, não adianta mudar o modelo de gestão sem expandir o número de leitos e investir na atenção básica. Pior ainda é quando os valores empregados pelo estado são altos.

A modalidade, segundo Ciréia, também abre oportunidade para uma série de desvios de verbas, já que as compras não precisam passar por todos os critérios exigidos por lei para uma licitação.

Outro lado
O secretário de Estado de Saúde, Vander Fernandes, está de férias e apenas ele é autorizado a falar sobre o assunto no órgão.

Fonte: Portal Só Notícias

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Farmácias Públicas tem que ser profissionalizadas

Há muito tempo esta coluna vem colocando a necessidade de todo usuário de medicamentos ter a sua disposição um farmacêutico para orientá-lo no recebimento dos seus medicamentos, de como tirar o melhor proveito da terapia e minimizar os riscos de intoxicações.

Esta necessidade garantida em Lei como direito é negligenciada por muitos gestores municipais que simplesmente parecem ignorar tal direito, expondo os usuários de medicamentos a diversos riscos.
O farmacêutico é o profissional capacitado a orientar o paciente no uso da terapia de forma racional e minimizando os efeitos colaterais e os riscos de reações adversas.

O Ministério da Saúde vem capacitando diversos farmacêuticos no Nordeste, através de uma especialização de Gestão da Assistência Farmacêutica como forma de qualificar cada vez mais este serviço.

Lembramos que este é um excelente momento para que os usuários de medicamentos e profissionais de saúde, possam exigir dos seus Através de suas Conferencias, a profissionalização das farmácias dos municípios.

fonte: http://180graus.com/farmacia/farmacias-publicas-tem-que-ser-profissionalizadas-433274.html