Mostrando postagens com marcador Plantas Medicinais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plantas Medicinais. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de março de 2013

Farmacêutico suíço defende remédios de vovó

Por Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch
20. Março 2013 - 12:49

Xavier Gruffat estudou e formou-se nas melhores universidades suíças. Poderia abrir uma farmácia ou trabalhar numa multinacional, mas preferiu abrir sites internet.
Atualmente ele vive entre a Suíça e o Brasil e acaba de publicar seu primeiro livro: “220 remédios de vovó”, por enquanto apenas em francês, mas provavelmente também em português.
“Uma medicina alternativa natural, eficaz e barata. Receitas simples para fazer em casa”. Este é o subtítulo do primeiro livro do farmacêutico suíço Xavier Gruffat, publicado pelas Editora suíça Favre.

 As 220 receitas de remédios caseiros são classificadas com sinas (+). As que tem três +++ são cientificamente comprovadas. “Espero que as próximas edições tenham mais receitas testadas cientificamente”, afirma à swissinfo.ch, na sala de estar de um hotel de Montreux, oeste da Suíça.  As receitas do livro dizem respeito a mais de cem “doenças”, de tosse à hipertensão, de queda de cabelo a queimadura.

Interesse no Brasil

Acho que há interesse no Brasil por um livro de remédios caseiros e plantas medicinas porque o Brasil não é só São Paulo e Rio; tem também as cidades do interior, o norte e o nordeste. A televisão tem feito reportagens sobre plantas, é sinal que existe demanda”.

O farmacêutico suíço  está há três anos em São Paulo e explica porque foi para o Brasil: “Eu tenho um site que funciona bem em francês, alemão e italiano, mas li que o Brasil era muito conectado na internet e achei que teria um grande potencial para um site de saúde. Tinha razão porque agora é o mais visitado, entre 600 mil e 1 milhão de visitantes por mês (ver link no alto, à esquerda).

Gruffat diz que optou em trabalhar com a Internet “talvez” pelo seu lado mais artístico, mas também por ter mais utilidade. “Numa farmácia, você trabalha, no máximo, com duas mil pessoas”, bem diferente da internet, onde as pessoas também são mais curiosas em matéria de saúde.

Outra diferença, segundo o farmacêutico, é que uma farmácia “vende produtos” e o site só vende “dicas”, pois vive de publicidade, com um faturamento bem menor (risos).  Aliás, no site, há profissionais que respondem às perguntas que são feitas pelos internautas.

Pouco a pouco, o site no Brasil é regionalizado com as plantas medicinas brasileiras. “Muita gente sabe que o xarope de guaco, com um pouco de mel, por exemplo, é ótimo contra a tosse. São remédios muito mais baratos e melhores do que xarope de farmácia.”

Para Xavier Gruffat, não se pode ser ingênuo e achar que toda planta tem valor medicinal. Existem faculdades de farmácia, biologia etc. em muitos países, e o site se serve dessas informações. “Temos de ser objetivos porque não vendemos nada”, diz o suíço

Diferenças culturais

Existem ainda diferenças culturais no uso das plantas. Na Alemanha, explica o farmacêutico, a fitoterapia é muito praticada e respeitada. Na China, o uso das plantas é milenar. Nos três grandes países americanos (Estados Unidos, México e Brasil), os médicos teriam tendência a menosprezar a importância das plantas medicinais.  “Por vezes é pena porque há estudos, mas as coisas podem evoluir.”

Para sobreviver, explica Gruffat, as plantas desenvolveram propriedades e moléculas que podem ser benéficas ou tóxicas. “Uma planta é como uma pequena fábrica de química; aliás, o químico ou o farmacêutico  acham que tudo é química”. Uma vitamina C de um laboratório ou de laranja ou acerola, é vitamina C. “Mas isso não é muito romântico, então tem a vida, a emoção”.

Em pesquisa realizada através do próprio site no Brasil, a maioria das três mil pessoas que responderam ao questionário disseram que faziam remédio caseiro por ser “natural”. Gruffat  nota também que, ao contrário da Suíça – onde não se pode definir um público – no Brasil parece ser um público “mais alternativo”, que se interessa pelas plantas medicinais.  “Talvez sejam pessoas que questionam o crescimento contínuo com muito consumo e poluição”, afirma.

Cravo ou cravo-da-índia contra a dor de dente

Proopriedades do cravo: antiviral, antibactéria, antifungo, anestésico

Preparação: usar o cravo inteiro ou essência de cravo. Molhar um cotonete na essência e aplicar no dente dolorido. Pode-se também mastigar o cravo e colocar no dente dolorido.


Chá de timo contra tosse e bronquite

Propriedades do timo: desinfetante, antissético, anti-inflamatório, espectorante.
Ingredientes: para uma caneca de chá, uma a duas colheres de café de timo seco, água.
Preparação: ferver a água e depois acrescentar o timo; esperar dez minutos (para o efeito das substâncias ativas).
Posologia: Repetir a dose várias vezes ao dia.


Xavier Gruffat
Xavier Gruffat
(swissinfo)
Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch

 Fonte: Swissinfo

quinta-feira, 17 de março de 2011

Livro - Quais cuidados ao usar plantas medicinais?

• Utilize sempre plantas que você conhece bem.
• Nunca colete plantas medicinais junto a locais que possam ter recebido agrotóxicos.
• As plantas medicinais devem ser secas à sombra, até tornarem-se quebradiças antes de serem utilizadas.
• Não armazenar as plantas medicinais por um longo período, pois podem perder os seus efeitos.
• Evite misturas de plantas medicinais. A combinação entre elas pode resultar em efeitos imprevisíveis.
• Não utilize durante a gravidez, a não ser sob orientação médica.
• Evite utilizar chás laxantes ou diuréticos para emagrecer.


Página 58
http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/6f35e90043e83690a3e0bbf12823b55a/Cartilha+BAIXA+revis%C3%A3o+24_08.pdf?MOD=AJPERES&useDefaultText=0&useDefaultDesc=0

Livro - Plantas Medicinais e Medicamentos Fitoterápicos

As plantas medicinais são utilizadas na medicina popular dos diversos povos, como remédios para auxiliar nos problemas de saúde, normalmente na forma de chás e infusões. Também são usados pela medicina
atual como base para a produção dos medicamentos fitoterápicos.
• Exemplos de plantas medicinais: camomila, boldo-do-chile, alecrim, alho, arnica, carqueja, erva-cidreira, malva, e sálvia.

PLANTAS MEDICINAIS e medicamentos fitoterápicos são a mesma coisa?
Não, as plantas medicinais são espécies vegetais que possuem em sua composição substâncias que ajudam no tratamento de doenças ou que melhorem as condições de saúde das pessoas. Já os medicamentos fitoterápicos são produtos industrializados obtidos a partir da planta medicinal.

SE É NATURAL, NÃO FAZ MAL ?
O consumo de medicamentos fitoterápicos, bem como de plantas medicinais in natura, tem sido estimulado com base no mito “se é natural não faz mal”. Porém, ao contrário da crença popular, eles podem causar diversas reações como intoxicações, enjôos, irritações, edemas (inchaços) e até a morte, como qualquer outro medicamento.
Os medicamentos fitoterápicos devem seguir, como qualquer outro medicamento, todas as normas sanitárias e os cuidados para o seu uso, e devem possuir registro na Anvisa.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
IMPORTANTE
Utilize somente medicamentos fitoterápicos que possuam todas as informações na embalagem e rotulagem, e que tenham registro na Anvisa.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------

Página 56

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/6f35e90043e83690a3e0bbf12823b55a/Cartilha+BAIXA+revis%C3%A3o+24_08.pdf?MOD=AJPERES&useDefaultText=0&useDefaultDesc=0