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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Advogados conseguem retirada de empresa do programa "Aqui tem Farmácia Popular" por irregularidades

publicado : 03/07/14  
 
A Advocacia-Geral da União (AGU) garantiu, na Justiça, a suspensão de convênio firmado pelo Ministério da Saúde com farmácia credenciada no Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB) por indícios de irregularidades na execução da política em relação ao recebimento superior de verbas.

Segundo apontado pelos advogados da União, o Ministério da Saúde instaurou auditoria e suspendeu o convênio com farmácia de Porto Alegre ao detectar, pelo sistema de autorização de vendas Datasus, sinais de que a empresa obteve medicamentos por meio do programa em quantidades superiores ao disponível em estoque, não comprovando as aquisições, por meio de notas fiscais, no prazo assinalado para justificativa.

Inconformada com a suspensão do convênio, a empresa ajuizou ação sustentando ilegalidade do processo administrativo por não ter sido informada das irregularidades atribuídas, e por não ter havido abertura de prazo para apresentação de defesa. O pedido foi rejeitado e o estabelecimento apelou da decisão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

No entanto, a Procuradoria-Regional da União na 4ª Região (PRU4) comprovou que a retirada da empresa do programa e/ou suspensão dos repasses é uma medida preventiva para evitar prejuízos aos cofres públicos. Segundo a AGU, o programa "Farmácia Popular" tem regramento próprio que deve ser seguido pelas farmácias conveniadas, sendo prevista pela Portaria nº 971/2012 a suspensão da conexão e/ou dos repasses, antes da apresentação de esclarecimentos.

De acordo com a Advocacia-Geral, durante a auditoria do Ministério da Saúde houve abertura de prazo para defesa do estabelecimento conveniado e sua devida apreciação. Além disso, esclareceu que o parecer conclusivo do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde confirmou as irregularidades cometidas pela farmácia.

O TRF4 acatou os argumentos dos advogados da União e rejeitou o pedido da farmácia. "Diante do quadro não se identificam elementos aptos a proferir um juízo contrário ao entendimento explanado pelo julgador a quo, merecendo ser mantida a sentença de improcedência por seus próprios fundamentos", diz a decisão.

Para a Coordenadora Regional de Serviços Públicos da PRU4, Brenda Rigon, "a decisão assegura a regularidade do ato administrativo que suspendeu a conexão com o Sistema Datasus, eis que detectado indício de irregularidade na execução do programa, e reforça a possibilidade de ressarcimento ao SUS dos valores indevidamente recebidos pela farmácia, conforme indicado na auditoria".

A PRU4 é unidade da Procuradoria-Geral da União, órgão da PGU.

Ref.: Apelação Cível nº 5066703-93.2012.404.7100 - TRF4.

Leane Ribeiro

Fonte: AGU

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Irregularidades no Programa Farmácia Popular: RTs estão incluídos na punição


Após reuniões realizadas com o CRF-RS, o Sindifars e o Sinprofar e representantes da Secretaria Estadual de Auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (SEAUD/DENASUS), órgão que audita o Programa “Farmácia Popular”, foram esclarecidas as penalidades para estabelecimentos considerados irregulares durante avaliações do programa. Com base na Portaria 971/2012, os farmacêuticos responsáveis técnicos à época em que foram identificadas irregularidades que levaram ao descredenciamento de estabelecimentos também estão incluídos na punição prevista, e não poderão, durante dois anos, participar do Programa “Farmácia Popular”.

Estes farmacêuticos, durante o período estipulado, não poderão tomar parte no programa, ou seja, caso sejam contratados por novas empresas para assumirem Responsabilidade Técnica, os estabelecimentos com estes RTs não conseguirão inscrição ou renovação do credenciamento. Portanto, a medida terá impacto na contratação dos farmacêuticos por empresas interessadas em ingressar ou permanecer no programa. 

É importante ressaltar que o Diretor Técnico, além de ser responsável pelas questões relacionadas aos medicamentos (seleção,armazenamento, dispensação, controle da validade) também é responsável por avaliar a documentação da empresa, e informar às autoridades sanitárias e ao CRF de sua jurisdição sobre as irregularidades detectadas na empresa e/ou estabelecimento sob sua direção técnica.

Atualmente, 41,8% das farmácias e drogarias gaúchas possuem o selo “AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR”, obtido com o credenciamento no programa.

As entidades participantes da reunião estão em tratativas para organizar no início de abril um evento para discutir o Farmácia Popular. Com o objetivo de esclarecer, ampliar e qualificar o debate e fornecer informações para o conjunto de profissionais envolvidos direta e indiretamente no programa, pretende-se abordar as questões técnicas, legais, a relevância e os desdobramentos da implantação do Farmácia Popular na esfera social.

Para Everton Borges, Assessor de Relações Institucionais do CRF-RS, além orientar os profissionais de forma a prevenir irregularidades que levem ao descredenciamento de empresas do Farmácia Popular, o debate poderá oferecer subsídio teórico para o aperfeiçoamento do programa. Everton ressalta, também, a importância da união das entidades em torno de um debate comum a várias categorias, já que a discussão envolve questões de atenção em saúde e aspectos da atuação profissional. O evento será voltado para farmacêuticos, proprietários, representantes legais e funcionários de farmácias e drogarias.

Acesse aqui a Portaria 971/2012, sobre o Programa Farmácia Popular do Brasil.
Acesse aqui o Alerta para os farmacêuticos sobre o Farmácia Popular
Fonte: CRF-RS

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Farmácias populares


Donos de farmácias populares – que oferecem medicamentos com desconto de até 90%, por meio de subsídio do governo federal – estão tendo problemas administrativos e até judiciais por não cumprirem a Portaria 971, do Ministério da Saúde. Ela estabelece a obrigatoriedade de arquivamento dos cupons fiscais, dos cupons vinculados e das receitas médicas por períodos de até cinco anos para apresentação sempre que for necessário ou solicitado por auditoria. O advogado Leonardo Bezerra Cunha explica que, apesar da obrigatoriedade, as farmácias e drogarias populares muitas vezes não armazenam o material solicitado. Segundo relatório do TCU de 2010, isso acontece por falta de treinamento e profissionais. Leonardo alerta que a empresa nessa situação pode ser punida até com descredenciamento do MS.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Drogarias devem informar lista de medicamentos gratuitos

Diana Christie
O PL (Projeto de Lei) para ser votado na Assembleia obrigará farmácias e drogarias inscritas no Programa “Farmácia Popular do Brasil” do Governo Federal a fixar, em lugar visível, a relação dos medicamentos disponíveis gratuitamente.


“Precisamos dar visibilidade a esses medicamentos. Mostrá-los à sociedade. A medida visa facilitar a vida da população. Na lista, ficarão disponíveis, o nome fantasia e o princípio ativo dos medicamentos”, afirma o autor da proposta, deputado estadual Osvane Ramos (PT do B).

O descumprimento da lei será punido com multa de 250 Uferms (aproximadamente R$ 4,4 mil), e 500 Uferms em casos de reincidência. O Procon (Órgão de Proteção de Defesa do Consumidor) fica responsável pela fiscalização desta lei.

O Programa

O “Farmácia Popular do Brasil” foi instituído pelo Governo Federal para ampliar o acesso a medicamentos de uso contínuo e de uso comum para a população. Alguns são distribuídos gratuitamente e outros a preços reduzidos.

No Mato Grosso do Sul existem 198 farmácias distribuídas entre 52 municípios cadastradas no programa. Elas podem ser reconhecidas pelo selo "Aqui tem Farmácia Popular". A lista de medicamentos contemplados pelo programa pode ser acessada no site: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/elenco_fp1_20_08_12.pdf

Fonte: MS notícias

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Empresários desviam R$ 4 milhões do Farmácia Popular em Franca, SP

Donos de farmácias pediam reembolso de descontos nunca aplicados.
Fraude no programa do governo federal pode ser de R$ 1 bilhão no país. 

 

O Ministério Público Federal divulgou nesta sexta-feira (1) o indiciamento de 30 donos de farmácias de Franca (SP) suspeitos de desviar R$ 4 milhões de repasses do governo federal. Os estabelecimentos simulavam a venda de remédios do Programa Farmácia Popular do Ministério da Saúde e pediam reembolso dos valores. 

O esquema também acontecia em 90 cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O golpe causou prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. 

A procuradora do MPF Daniela Pereira Poppi contou que receitas falsas e números de documentos de pessoas que não compraram medicamentos - ou mesmo que já morreram - eram usados para aplicar o golpe. Como o programa paga às farmácias até 90% do valor dos remédios para que esse porcentual seja revertido em desconto no preço aos beneficiários, os falsários usavam os dados falsos para receber o ressarcimento de produtos que nunca chegaram às mãos dos pacientes.  

"É muito fácil fraudar porque não é preciso comprovar nada, todos os comprovantes são eletrônicos. Se alguém quiser, basta abrir uma farmácia e ficar o dia inteiro pedindo reembolso de medicamentos para o governo", explicou Daniela.

Em Franca, uma família proprietária de três farmácias desviou R$ 2,5 milhões no período de um ano e meio. O dinheiro teria sido utilizado para comprar fazendas e carros. “Esse bens foram todos sequestrados, essas pessoas estão sendo processadas e estão em vias de serem condenadas pela Justiça Federal”, disse.
Para a procuradora, o governo federal deveria suspender o programa Farmácia Popular temporariamente e desenvolver uma nova maneira de oferecer os medicamentos à população. "O governo precisa correr atrás disso o mais rápido possível. O dinheiro público está jorrando para os cofres particulares indevidamente".
Segundo Daniela, o país possui 12 profissionais contratados para fiscalizar 22 mil estabelecimentos credenciados no Farmácia Popular.

Resposta
Em nota, a assessoria do Ministério da Saúde informou que realiza auditorias periódicas nas 20 mil farmácias que participam do programa nacional. No ano passado, segundo a assessoria, 418 farmácias foram multadas e 116 descredenciadas por irregularidades.

Fonte: G1

Drogaria vai devolver R$ 21,7 mil por fraude no Farmácia Popular, diz MP

Remédios eram vendidos de forma irregular em Santa Rita do Passa Quatro.
Donos também se comprometeram a não aderir ao programa por dois anos.

Do G1 São Carlos e Araraquara

Famílias carentes chegam a gastar até 25% do orçamento com medicamentos para asma. (Foto: Reprodução/EPTV) 
Drogaria também se comprometeu a não aderir ao
programa por 2 anos (Foto: Reprodução/EPTV)
 
Uma drogaria de Santa Rita do Passa Quatro (SP) assinou um acordo com o Ministério Público para a devolução de R$ 21.753,25, que foram desviados do Programa Farmácia Popular. O estabelecimento foi investigado por lançar, entre 2007 e 2010, a venda de remédios para pessoas que não utilizavam o programa, usar indevidamente o CRM de médicos e ter receitas médicas sem data ou com data vencida.
No acordo, os donos da drogaria Gusman também se comprometeram a não aderir ao programa do governo federal por dois anos.

De acordo com o procurador da República Ronaldo Ruffo Bartolomazi, responsável pelo acordo, a reparação do dano evita uma ação civil pública e pode reduzir de um a dois terços da pena em caso de ação penal, já que o MPF pediu à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apurar a eventual prática do crime de estelionato.

O inquérito para investigar as irregularidades teve início em outubro de 2011, quando a Procuradoria da República em Franca noticiou a possibilidade de fraudes contra o Programa Farmácia Popular na região de São Carlos. A auditoria realizada pelo Ministério da Saúde confirmou a existência de inúmeras irregularidades cometidas entre dezembro de 2007 e março de 2010.

Farmácia Popular
O programa disponibiliza remédios por intermédio do setor farmacêutico privado, mediante pagamento parcial do valor do medicamento. Em alguns casos, o reembolso atinge 90% do valor do produto.

Para ser reembolsada pela venda, a farmácia tem que ser credenciada e cumprir algumas regras, como manter os cupons de venda e cópias das receitas médicas pelo prazo de cinco anos.

Fraudes
O esquema foi descoberto após investigações iniciadas em Franca, na região de Ribeirão Preto, e divulgadas em junho de 2012. Na ocasião, 30 donos de farmácias foram indiciados por suspeita de desvio de R$ 4 milhões dos repasses do governo federal.

O esquema também acontecia em 90 cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O golpe causou prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Fonte: G1

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Professor critica programa Aqui Tem Farmácia Popular Lígia Formenti | Agência Estado

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, que prevê a venda subsidiada de remédios para a população em estabelecimentos credenciados, tem um custo significativamente maior do que a distribuição gratuita de remédios, feita na rede pública, afirmou nesta terça-feira o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Augusto Afonso Guerra.

"Não é uma questão de ideologia, basta observar os números e a tendência de gastos do governo", completou Afonso Guerra. Ele participou de uma audiência na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. 

A audiência foi marcada depois de reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo mostrando a diferença entre valores desembolsados pelo governo federal para reembolso de farmácias e o que é investido na compra de remédios distribuídos gratuitamente pelo governo.

O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior, afirmou que os preços pagos pelo governo não podem ser comparados com aquele que é dado para farmácias. O poder de compra do governo afirmou, permite que o preço final de venda seja mais baixo. "Temos de fixar um preço que permita à farmácia de um ponto distante participar do programa, assim como as grandes redes, de grandes centros", disse.

Reembolso a preços muitos baixos, completou, poderia provocar a asfixia dos pequenos estabelecimentos, o fim da adesão ao programa ou, então, a oferta de produtos apenas no papel. Ele afirmou que o programa ampliou o acesso da população a medicamentos, sobretudo os distribuídos gratuitamente nas farmácias credenciadas: para asma, hipertensão e diabetes.

O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) afirma haver outras formas de garantir e ampliar o acesso da população a medicamentos. "Há um esforço do governo em ampliar o Farmácia Popular. Basta ver os recursos destinados", disse. Este ano, citou, o programa terá R$ 1,3 bilhão. Em 2013, serão R$ 2 bilhões.

Fonte: A Tarde

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Farmácia de Santa Rita, SP, fraudava programa do governo, afirma MPF

Promotoria quer ressarcimento de mais de R$ 16 mil do 'Farmácia Popular'.
Estabelecimento não apresentou receitas e lançou registros fictícios.

O Ministério Público Federal (MPF) de São Carlos (SP) entrou com uma ação civil pública contra uma farmácia de Santa Rita do Passa Quatro (SP), após a constatação de irregularidades na venda de remédios pelo programa do governo federal ‘Farmácia Popular’. O pedido de liminar quer o ressarcimento de R$ 16.190,41 e o descredenciamento do local no programa por dois anos.

De acordo com a promotoria, entre setembro de 2009 e junho de 2010, a farmácia de Santa Rita recebeu do governo federal os R$ 16 mil por meio do programa, mas não conseguiu comprovar a regularidade das vendas.

O programa disponibiliza remédios por intermédio do setor farmacêutico privado, mediante pagamento parcial do valor do medicamento. Em alguns casos, o reembolso atinge 90% do valor do produto.

Para ser reembolsada pela venda, a farmácia tem que ser credenciada e cumprir algumas regras, como manter os cupons de venda e cópias das receitas médicas pelo prazo de cinco anos.

Irregularidades
No caso da farmácia de Santa Rita, uma auditoria realizada pelo Ministério da Saúde constatou diversas irregularidades. Segundo a ação, os envolvidos lançaram no sistema do programa registros fictícios de vendas de medicamentos a eles próprios.

Além disso, a farmácia não apresentou a totalidade das receitas médicas referentes aos cupons de venda emitidos em 2010, alegando que vendia medicamentos sem apresentação de receitas médicas. Nas cópias de receitas médicas apresentadas, foram constatadas diversas irregularidades, como falta de data de emissão, data apagada ou rasurada e falta de carimbo médico.

Famílias carentes chegam a gastar até 25% do orçamento com medicamentos para asma. (Foto: Reprodução/EPTV) 
Farmácias de 90 cidades são suspeitas de
fraudar o programa. (Foto: Reprodução/EPTV)

Além da devolução do valor e descredenciamento do programa, a ação pede que a farmácia seja condenada a pagar uma multa no valor de 10% sobre as transações realizadas no último trimestre anterior às investigações.

De acordo com José Luiz Gaiato, secretário do procurador Ronaldo Ruffo Bartolomazi, os supostos envolvidos, dois proprietários e uma farmacêutica, serão ouvidos em uma audiência e a Justiça vai determinar a sentença e a punição.

Outro lado
Ao G1, um dos donos da farmácia, que preferiu não se identificar, admitiu as irregularidades, mas atribuiu os problemas a antigos funcionários e a clientes que prometiam receitas e não levavam. Ele também afirmou que falta fiscalização em outras farmácias e disse, ainda, que não agiu de má fé, que pretende devolver todo o dinheiro e voltar a vender pelo programa ‘Farmácia Popular’.

Fraudes
A suposta fraude foi descoberta após investigações iniciadas em Franca, na região de Ribeirão Preto, e divulgadas em junho. Na ocasião, 30 donos de farmácias foram indiciados por suspeita de desvio de R$ 4 milhões dos repasses do governo federal.

O esquema também acontecia em 90 cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O golpe causou prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Fonte: G1

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Donos de farmácias são acusados de desviar verba do Ministério da Saúde


Edição do dia 01/06/2012
01/06/2012 13h51 - Atualizado em 01/06/2012 14h37

CPFs de consumidores eram usados para a compra de remédios mais baratos pelo programa Farmácia Popular. Fraude foi descoberta em três estados e envolve o CPF até de pessoas que já morreram.

João Carlos Borda Ribeirão Preto, SP
 
A cabeleireira Maria Aparecida ficou assustada quando recebeu a intimação da Procuradoria da República.

Ela soube na audiência que o nome e o CPF dela apareciam em uma investigação sobre fraudes no programa Farmácia Popular do Governo Federal. "Me falaram que tinham usado meu CPF com compras indevidas”, declara.

Maria foi uma das vítimas que tiveram os nomes e CPFs usados por donos de farmácias para fraudar o programa federal que distribui medicamentos com descontos e até de graça para quem tem pressão alta e diabetes. Os fraudadores descobriram que era fácil receber o dinheiro do Governo sem vender o medicamento. Era só conseguir um CPF e forjar uma receita.

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Só em Franca, no interior de São Paulo, o Ministério Público indiciou 30 donos de farmácias, que podem ter desviado mais de quatro milhões de reais em apenas um ano e meio. Franca foi só o começo de uma investigação para o Ministério Público Federal descobrir que as fraudes eram realizadas também em outras cidades de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro.

Os promotores calculam que o golpe deixou em todo o país, um prejuízo de um bilhão de reais. Até CPFs de pessoas mortas foram usados para fraudar o programa. "De 2006 até fevereiro de 2010, foram constatadas em todo o Brasil mais de 57 mil vendas com CPFs de pessoas falecidas na data da operação", explica Daniela Pereira Batista Poppi, procuradora da República.

Em Franca, farmácias acusadas de participação nas fraudes fecharam as portas. Segundo o Ministério Público Federal, os donos dessas farmácias compraram imóveis e fazendas com o dinheiro desviado.

"Esses bens foram todos sequestrados, essas pessoas estão sendo processadas. Eles estão em vias de serem condenados na Justiça Federal. O Governo precisa correr atrás disso o mais rápido possível, porque o dinheiro público está jorrando para cofres particulares indevidamente", afirma a procuradora.

Fonte: Jornal Hoje


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Comunicado sobre a renovação do RTA 2011 - FARMACIA POPULAR



Comunicamos que os procedimentos para renovação do RTA 2011 estão sendo liberados sequencialmente. Em razão disso, a CEF está encaminhando mensagem eletrônica por etapas, de acordo com o status em que a empresa se encontra no SIFAP.

Solicitamos que a empresa aguarde o recebimento desta mensagem eletrônica para que possa iniciar os procedimentos necessários à renovação cadastral.

Quaisquer dúvidas ou para maiores informações, a empresa deverá contactar exclusivamente o e-mail: gebes07@caixa.gov.br.

ATENÇÃO: Os estabelecimentos que tiveram o credenciamento publicado no Diário Oficial da União durante o ano de 2011 não precisarão renovar seu cadastro.

fONTE:Saude.gov.br
divulgação: site sinfargo

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Saúde Não Tem Preço amplia 684% o acesso a medicamentos gratuitos em MS

Dourados Agora
O “Saúde Não Tem Preço” – marca do Aqui Tem Farmácia Popular – beneficia cada vez mais brasileiros e amplia o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). No Mato Grosso do Sul, o programa do Ministério da Saúde aumentou o número de habitantes assistidos com a oferta de medicamentos de diabetes e hipertensão em 611% de janeiro a julho deste ano. O total mensal de pessoas que retiraram esse tipo de produto nas drogarias credenciadas passou de 2,9 mil, em janeiro, para 22,7 mil, em julho. Em todo o país, a quantidade de beneficiados aumentou 194% no mesmo período. O total mensal de brasileiros assistidos pelo programa passou de 853 mil, em janeiro, para 2,5 milhões, em julho. Em todo o período, 4,8 milhões de pessoas foram beneficiadas no País. Dessas, 46 mil só no Mato Grosso do Sul.

O programa Saúde Não Tem Preço fornece medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, desde fevereiro. Antes, nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto.

No Mato Grosso do Sul, a quantidade mensal de pessoas com diabetes beneficiadas pelo programa cresceu 592% – pulou de 851, em janeiro, para 5,8 mil, em julho. No caso da hipertensão, o número aumentou 733% no mesmo período – passou de 2,4 mil para 20 mil beneficiados. “Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida da população, que são a diabetes e a hipertensão”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Em Campo Grande, o percentual de hipertensos é de 23,5% da população adulta, abrangendo 22,1% dos homens e 24,6% das mulheres. Ainda pelo Vigitel, o diagnóstico de diabetes atinge 5,1% da população adulta em Campo Grande, sendo maior em mulheres 6,1% do quem em homens, 4%.

Os medicamentos são oferecidos em mais de 17 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.
ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS - Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br analise.fpopular@saude.gov.br .

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

fonte: http://www.fatimanews.com.br/noticias/saude-nao-tem-preco-amplia-684-o-acesso-a-medicamentos-gratuitos-em-ms_121971/

terça-feira, 31 de maio de 2011

Compêndio Legislação da Farmácia Popular do Brasil.

Legislação FPB


» Confira a portaria que inclui novos medicamentos no elenco oficial do "Aqui Tem Farmácia Popular" {REVOGADA}

LEGISLAÇÃO QUE ATUALMENTE REGULAMENTA O PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR DO BRASIL

fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=36551&janela=1 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Reportagem informa que orçamento do programa pode acabar antes do final do ano




Medicamentos estão disponíveis nas unidades de todo paísSão Paulo, 30 de maio de 2011
 A crescente adesão ao programa Farmácia Popular entre a população carente pode fazer com que a verba destinada ao benefício se esgote antes do final do ano. É o que destaca reportagem publicada no último fim de semana no site da revista Exame.

A matéria informa que o orçamento previsto pelo Ministério da Saúde para o programa, que dá descontos de 90% a uma série para medicamentos e oferece outros gratuitamente (entre os quais anti-hipertensivos e para o controle do diabetes), é de R$ 472 milhões até dezembro de 2011. No entanto, apenas entre janeiro a abril, foram gastos R$ 148 milhões com a iniciativa.

Para garantir tal nível de demanda, o programa deveria ter uma verba de R$ 592 milhões, ou R$ 120 milhões a mais do que o previsto no orçamento. Segundo a reportagem, o ministro Alexandre Padilha já teria pedido ao Ministério do Planejamento um reforço de R$ 77 milhões para o Farmácia Popular.

O Farmácia Popular inclui uma lista de 25 medicamentos, dos quais 12 são distribuídos de graça à população. Uma rede de mais de 15 mil farmácias privadas e de 500 farmácias estatais distribuem os produtos em todo o país.

Clique aqui para ler na íntegra o texto do site da Revisa Exame.
Renata Gonçalez
Assessoria de Comunicação CRF-SP

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Farmácia Popular: cinco novos medicamentos são ofertados nas unidades próprias do programa

População passa a ter acesso à losartana, loratadina, fluoxetina, clonazepan e alendronato de sódio nas 547 unidades administradas pelo governo federal

A lista de itens ofertados pelo Programa Farmácia Popular do Brasil cresceu de 108 para 113. A partir desta semana, as 547 unidades próprias (administradas pelo Governo Federal) passaram a oferecer cinco novos medicamentos: losartana potássica (contra hipertensão arterial), loratadina (antialérgico), fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiolítico) e alendronato de sódio (osteoporose). O losartana potássica será gratuito, ao lado dos outros 12 medicamentos para hipertensão e diabetes que, desde fevereiro, integram a ação Saúde Não Tem Preço. Os outros quatro itens terão 90% de desconto.

“Este é um avanço importante do Programa Farmácia Popular: os cinco medicamentos incorporados tratam doenças crônicas, que acometem grande parcela da população. Ao facilitar o acesso a esses medicamentos, o governo federal espera proporcionar uma maior qualidade de vida às pessoas”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Atualmente, as unidades próprias estão presentes em 431 municípios brasileiros. O Farmácia Popular do Brasil foi criado em 2004 pelo governo federal para oferecer à população mais uma forma de obtenção de medicamentos, além dos 560 tipos oferecidos gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O Farmácia Popular foi estendido à rede privada de farmácias e drogarias em 2006, recebendo a denominação “Aqui Tem Farmácia Popular”, onde são ofertados 25 itens. Este programa já conta com 15.326 estabelecimentos credenciados em 2,5 mil municípios.

AVANÇO – Um novo balanço realizado para o Aqui Tem Farmácia Popular aponta um crescimento de 105% do programa desde fevereiro, quando foi lançado o Saúde Não Tem Preço, até o momento. Nos três primeiros meses da ação, foram realizadas 8,5 milhões de autorizações (venda e oferta gratuita de todos os 25 itens). Já nos três meses anteriores ao início da ação, de novembro de 2010 a fevereiro de 2011, foram contabilizadas 4,1 milhões de autorizações. Só a saída de medicamentos para hipertensão aumentou 136%, passando de 2 milhões no trimestre anterior ao início do Saúde Não Tem Preço para 4,9 milhões no trimestre posterior ao lançamento da ação. No caso dos medicamentos para diabetes, o salto foi de 93%, subindo de 979,2 mil para 1,8 milhões.

fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12627

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fraudes no Programa Farmácia Popular rendem mais de R$ 4 mi de prejuízos para o país

Fraudes no Programa Farmácia Popular rendem mais de R$ 4 mi de prejuízos para o país
 
   
Fonte: Portal Região Noroeste.com 
Dados do Departamento Nacional de Auditoria do SUS mostram que as fraudes no programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, já causaram um rombo de pelo menos 4 milhões de reais aos cofres públicos do País.
A principal irregularidade está relacionada ao uso de CPF e registros de pacientes e médicos que nunca retiraram ou receitaram medicamentos fornecidos por algumas farmácias.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que desde o início do programa mais de 190 estabelecimentos já foram descredenciados. Diante disso, o governo resolveu adotar medidas para inibir as fraudes no Aqui tem Farmácia Popular.
O programa Aqui tem Farmácia Popular é uma parceria do governo federal com farmácias e drogarias, que se credenciam para oferecerem medicamentos mais baratos ou gratuitos a população.
 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Farmácia Popular - Novas funcionalidades do sistema de vendas.

Comunicado sobre as novas funcionalidades do sistema de vendas do Aqui Tem Farmácia Popular


Prezado(a) Sr(a) Representante de farmácia ou drogaria credenciada no Programa Aqui Tem Farmácia Popular,
Reiteramos a publicação da Portaria nº 184, de 04 de fevereiro de 2011, que estabelece as novas regras do Programa Aqui Tem Farmácia Popular. Recomendamos que os representantes de farmácias e drogarias credenciadas façam a leitura completa desta portaria para o entendimento das novas regras.
Ressaltamos que o prazo para implementação das novas funcionalidades e adequação do sistema de segurança que, anteriormente, era até o dia 04 de abril de 2011, foi prorrogado por mais 30 dias (vide Portaria nº 726, de 08 de abril de 2011, seção "Legislação" desse sítio). Dentre as novas funcionalidades referentes ao ambiente de conexão e segurança do Programa Aqui Tem Farmácia Popular estão disponíveis:
• O novo Portal da Farmácia, http://189.28.128.37/portalfarmacia
• A nova padronização do Cupom Vinculado.
• O novo módulo de segurança GBAS.
• Registro dos vendedores/atendentes.
Estes tópicos poderão ser verificados em detalhes nos seguintes documentos:

• "Procedimento para Adequações às Mudanças Tecnológicas do Módulo Autorizador" (Documento descritivo que trata das alterações realizadas e implementadas no Programa, bem como um passo-a-passo, em seu final, das atividades que deverão ser realizadas pelas farmácias).
"Visão Técnica" (Visão técnica das atividades a serem realizadas pela equipe técnica das farmácias e redes credenciadas).
• “Visão da Farmácia” (Visão integrada das atividades a serem realizadas pelas farmácias e redes credenciadas).
Solicitamos especial atenção das farmácias e redes credenciadas para que os dados cadastrados a partir do dia 15 de março de 2011, no ambiente de homologação, sejam dados reais sobre sua farmácia, computadores/terminais pois serão os mesmos dados a serem utilizados no ambiente de produção, que entrará no ar no dia 04 de maio de 2011 e que possibilitará aos senhores a perfeita continuidade das suas atividades de vendas após o dia 04 de maio de 2011.
Recomendamos a todas as farmácias que realizem testes no ambiente de homologação para simulação das atividades necessárias ao seu estabelecimento, bem como para a utilização de seus dados no ambiente de produção a partir do dia 04 de maio de 2011.
As empresas poderão inserir as informações no ambiente de homologação, uma vez que essas informações serão sincronizadas pelo DATASUS para, posteriormente, serem migradas ao ambiente de produção. Porém, ressaltamos que as informações já devem ser inseridas no ambiente de produção, preferencialmente, para que, dessa maneira, seja diminuído o impacto no momento da migração dos dados.
RESSALTAMOS QUE, EM CASO DE DIFICULDADES OU DÚVIDAS REFERENTES ÀS NOVAS FUNCIONALIDADES DO SISTEMA, A EMPRESA DEVERÁ CONTACTAR DIRETAMENTE O E-MAIL: seguranca.fpopular@saude.gov.br.

Farmácia Popular - Cadastramento para o nomo sistema de segurança

COMUNICADO SOBRE CADASTRAMENTO PARA O NOVO SISTEMA DE SEGURANÇA


Conforme comunicado anterior, reiteramos que o prazo para adequação do sistema do Programa Aqui Tem Farmácia Popular às novas funcionalidades entrará em vigor, definitivamente, no dia 04/05/2011.


Para que as exigências da Portaria nº 184/2011 sejam atendidas e a fim de evitar qualquer problema na implementação desse novo modelo, orientamos que as empresas que possuem TEF dedicado ou algum outro sistema que limite a impressão de 999 caracteres por cupom vinculado deverão vender, no máximo, quatro medicamentos por autorização até que o sistema dessas empresas esteja adequado para impressão do cupom vinculado com um número maior de caracteres.


Fonte: Ministério da Saúde

quinta-feira, 31 de março de 2011

Programa "Aqui tem Farmácia Popular" - Renovação anual é obrigatória

PROGRAMA “AQUI TEM FARMACIA POPULAR”

Obrigatoriedade de renovação do RTA por parte das farmácias participantes do Programa.

Vejam o que diz o art. 20 da Portaria 184 de 03 de fevereiro de 2011  do Ministério da Saúde.

Art. 20. O Requerimento do Termo de Adesão (RTA) terá validade até o dia 30 (trinta) de abril de cada ano.
§ 1º A renovação do RTA não será automática.

§ 2º As farmácias e drogarias que não efetuarem a renovação
no prazo estipulado terão a conexão com o sistema de vendas DATASUS
bloqueado até sua regularização.


PROGRAMA “AQUI TEM FARMACIA POPULAR”

Vence em 01.04.2011 o prazo para adequação dos sistemas por parte das farmácias participantes do Programa, veja os artigos 24, 52 e 53 da Portaria 184/2011 do Ministério da Saúde.

DA AUTORIZAÇÃO DE COMERCIALIZAÇÃO E DA
DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS E CORRELATOS

Art. 21. A Autorização de Dispensação de Medicamentos e Correlatos (ADM) será processada por meio eletrônico, em tempo real, com base no código de barras EAN da embalagem do medicamento e/ou do correlato.

Art. 22. As ADMs serão validadas pelo MS quando contiverem todas as informações indicadas na Seção VII deste Capítulo, desde que atendidos todos os critérios do PFPB.

Art. 23. A cada operação, obrigatoriamente, o estabelecimento deve emitir duas vias do cupom fiscal e do cupom vinculado.

Art. 24. O cupom vinculado, obrigatoriamente, deverá conter as seguintes informações, conforme modelo sugerido no Anexo V a esta Portaria:
I - nome completo do beneficiário ou seu representante legal, por extenso;
II - número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do beneficiário ou seu representante legal;
III - assinatura do beneficiário ou seu representante legal;
IV - endereço do beneficiário ou espaço para preenchimento;
V - razão social e CNPJ da empresa;
VI - nome do responsável legal da empresa;
VII - número de autorização do DATASUS;
VIII - UF e Número de inscrição do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM);
IX - valor total da venda, do subsídio do MS, da parcela a ser paga pelo beneficiário e do custo-zero dos medicamentos para hipertensão arterial e diabetes melittus;
X - data da compra;
XI - nome do medicamento, apresentação e/ou correlato;
XII - código de barras do medicamento e/ou correlato;
XIII - posologia diária ou prescrição diária;
XIV - quantidade autorizada;
XV - saldo atual (conforme posologia ou prescrição diária);
XVI - data da próxima compra;
XVII - identificação do operador da transação; e
XVIII - número da Ouvidoria do MS para consultas ou denúncias (0800 61 1997).
Parágrafo único. Fica concedido o prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da data da publicação desta Portaria, para que as farmácias e drogarias adotem, obrigatoriamente, o padrão das informações a serem contidas no cupom vinculado.
Art. 25. O paciente, obrigatoriamente, deve assinar o cupom
vinculado, sendo que uma via deve ser mantida pelo estabelecimento
e a outra entregue ao paciente.
Art. 26. O estabelecimento deve manter por 5 (cinco) anos as
vias assinadas dos cupons vinculados e cupons fiscais arquivadas em
ordem cronológica de emissão, que deverão ser disponibilizados sempre
que necessário.

DO PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DAS AUTORIZAÇÕES
DAS DISPENSAÇÕES DE MEDICAMENTOS E CORRELATOS

Art. 51. O processamento eletrônico da Autorização de Dispensação
de Medicamentos e Correlatos (ADM) é composto de três fases, onde em cada uma das fases, o estabelecimento credenciado envia dados ao Sistema Autorizador referente à transação que, por sua vez, verificará as informações constantes em sua base de dados e retornará à verificação dos dados.

Art. 52. A primeira fase do processo eletrônico só poderá ser realizada mediante a utilização de solução de segurança fornecida pelo MS nas seguintes condições:
I - a solução de segurança será responsável pela identificação da estação de trabalho (computador) e da transação;
II - a identificação da transação é obtida através da solução de segurança;
III - cada estação de trabalho (computador) deve ser identificada e cadastrada junto ao MS para realização da dispensação, conforme orientações a seguir:
a) o cadastramento é de responsabilidade das farmácias e drogarias;
b) as farmácias e drogarias são responsáveis pelas informações fornecidas; e
c) o cadastramento deve ser realizado exclusivamente pela internet.
§ 1º É de responsabilidade do estabelecimento a instalação, configuração e integração da solução de segurança.
§ 2º Fica concedido o prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da data da publicação desta Portaria, para que as farmácias e drogarias cumpram os requisitos previstos neste artigo, inviabilizando a venda após essa data.

Art. 53. Todas as fases do processo eletrônico só poderão ser realizadas mediante autenticação eletrônica do atendente com as seguintes determinações:
I - o cadastramento de todos os atendentes é de responsabilidade das farmácias e drogarias;
II - as farmácias e drogarias são responsáveis pelas informações fornecidas; e
III - o cadastramento deve ser realizado exclusivamente pela internet.

Parágrafo único. Fica concedido o prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da data da publicação desta Portaria, para que o cadastramento de todos os atendentes das farmácias e drogarias seja realizado.

Art. 54. Na primeira fase do processo eletrônico, o estabelecimento
informará os seguintes dados:
I - código da solicitação;
II - CNPJ do estabelecimento;
III - CPF do paciente;
IV - CRM do médico que emitiu a prescrição;
V - Unidade Federativa que emitiu o CRM do médico prescritor;
VI - data de emissão da prescrição;
VII - identificador da transação;
VIII - lista de medicamentos e correlatos, na qual para cada item deverá ser informado:

a) código de barras EAN da apresentação do medicamento e do correlato;
b) quantidade solicitada, em unidade conforme definida pelo Programa;
c) valor unitário do medicamento e correlato;
d) quantidade diária prescrita;
IX - login das farmácias e drogarias;
X - senha das farmácias e drogarias;
XI - login do atendente das farmácias e drogarias; e
XII - senha do atendente das farmácias e drogarias.
Art. 55. Na segunda fase, após ter recebido a confirmação da primeira fase, o estabelecimento deve informar ao Sistema Autorizador os dados que fazem parte do processo de autorização. Os dados são:
I - código da solicitação, enviado na primeira fase;
II - número da pré-autorização gerado pelo Sistema Autorizador e recebido pelo estabelecimento;
III - número do cupom fiscal gerado pelo estabelecimento;
IV - login das farmácias e drogarias;
V - senha das farmácias e drogarias;
VI - login do atendente das farmácias e drogarias; e
VII - senha do atendente das farmácias e drogarias.

§ 1º O Sistema Autorizador confirmará os medicamentos e correlatos autorizados ou uma mensagem e código de erro em casos de não autorização.

§ 2º Os códigos de retorno do sistema autorizador estão disponíveis em http://www.saude.gov.br/aquitemfarmaciapopular e também no sítio eletrônico do PFPB.

§ 3º As transações realizadas com mais de um medicamento e/ou correlato retornarão com a mesma autorização.

Art. 56. Na terceira e última fase, o estabelecimento confirmará o recebimento da pré-autorização e enviará os seguintes dados:
I - número da pré-autorização;
II - número do cupom fiscal gerado pelo estabelecimento;
III - lista de medicamentos e correlatos autorizados com as seguintes informações:
a) código de barras (EAN) da apresentação do medicamento e do correlato;
b) quantidade autorizada em unidades de produto (up);
c) valor da parcela do MS informado pelo Sistema Autorizador;
d) valor da parcela do paciente informada pelo Sistema Autorizador;
IV - login das farmácias e drogarias;
V - senha das farmácias e drogarias;
VI - login do atendente das farmácias e drogarias; e
VII - senha do atendente das farmácias e drogarias.
Parágrafo único. O estabelecimento receberá confirmação e finalização do processo de autorização da dispensação dos medicamentos e dos correlatos.
Art. 57. Para eventual estorno de transações já efetuadas serão necessários os seguintes dados:
I - número da autorização;
II - número do cupom fiscal;
III - CNPJ do estabelecimento;
IV - lista de medicamentos e correlatos, na qual para cada item deverá ser informado:
a) código de barras EAN da apresentação do medicamento e correlato; e
b) quantidade a ser estornada.
V - login das farmácias e drogarias;
VI - senha das farmácias e drogarias;
VII - login do atendente das farmácias e drogarias; e
VIII - senha do atendente das farmácias e drogarias.
Art. 58. A configuração da conexão do sistema eletrônico das farmácias e drogarias com o Sistema Autorizador se dará pelo envio automático de e-mail com o usuário e senha para o endereço fornecido pelo estabelecimento no momento do cadastro no Programa.
Art. 59. Em http://www.saude.gov.br/aquitemfarmaciapopular, estão disponíveis informações técnicas do Programa, bem como do processamento por meio do sistema eletrônico.

Curtas
31/03/2011 -Valor Econômico

fonte: http://www.sincofago.com.br/