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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Transporte de remédio ilegal é considerado tráfico, decide TJ-MG

22 de dezembro de 2014

Se uma grande quantidade de remédios proibidos é encontrada por policiais, a tipificação do crime deve ser de tráfico de entorpecentes, e não falsificação de medicamentos. Esse foi o entendimento da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que negou parcialmente recurso do Ministério Público que pretendia que dois homens fossem condenados por “alteração de produtos para fins terapêuticos”. Eles foram condenados a 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, no regime inicial fechado, acrescidos de 388 dias-multa

No caso, os homens foram flagrados, em operação da Polícia Rodoviária Federal, transportando 30 mil comprimidos de Nobese. As pílulas conhecidas como "rebites" têm ação análoga à da anfetamina, contêm clobenzorex, um psicotrópico, e são utilizadas por motoristas para se manter acordados, além de serem utilizados para acelerar metabolismo do corpo e pode causar sensação de euforia e suprimir o apetite.

Segundo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o “rebite” não é certificado e, portanto, tem sua venda proibida no país.

De acordo o relator, desembargador Flávio Leite, a sentença da primeira instância foi reformada porque não houve alteração dos medicamentos — a dupla havia sido condenada a 10 anos de prisão cada um, em regime inicial fechado. Assim, concordou com o pedido dos réus para serem condenados por tráfico e não por falsificação. A pena, portanto foi reduzida, por ter ficado reconhecida "a violação ao princípio da proporcionalidade das penas cominadas ao tipo do artigo 273 do Código Penal”.

Um dos presos é auditor fiscal tributário estadual de mercadorias em trânsito e o MP pediu a perda da função pública. Nesse caso, o magistrado entendeu que não poderia aplicá-la porque o desvio não tinha relação com a função pública exercida e a pena pelo delito era inferior a quatro anos de reclusão. 

Denúncia
De acordo com a denúncia do Ministério Público, em 17 de maio de 2013, em Pouso Alegre, os policiais flagraram a dupla transportando 30 mil comprimidos do medicamento, sem registro e de procedência ignorada.

Um deles afirmou que, ao passar pela capital paulista, encontrou-se com um homem que pediu que ele transportasse o produto para João Pessoa, na Paraíba, mediante o pagamento de R$ 1 mil. O outro homem alegou que desconhecia a existência das drogas, pois o colega havia dito que a caixa de papelão onde os remédios estavam tinha apenas brinquedos.

A Promotoria pediu a condenação de ambos pela prática do crime de “falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais”.

A defesa de um dos réus afirmou que a ação deveria ser julgada pela Justiça Federal. Sustentou, ainda, que as provas dos autos são “ínfimas e dúbias”, que o delito deveria ser enquadrado como tráfico e, finalmente, que suas penas foram desproporcionais, devendo a privativa de liberdade ser substituída por duas restritivas de direitos.

A defesa de outro homem declarou que confessou a prática criminosa à polícia e em juízo, portanto, tinha direito à atenuante da confissão espontânea. O desembargador Flávio Leite negou o pedido por entender que “conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal, a prisão em flagrante é situação que afasta a possibilidade de confissão espontânea, porque essa atenuante tem como objetivo maior a colaboração na busca da verdade real”, diz a decisão.

Com informações da assessoria de imprensa do TJ-MG.

Clique aqui para ler a decisão.

Fonte: Conjur

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Transporte inadequado de medicamentos pode levar à morte

Manter a temperatura dos medicamentos biológicos é fundamental para manter a integridade do produto e evitar riscos à saúde
 
No dia Mundial da Saúde (07/04) a Polar Técnica, empresa fabricante de elementos refrigerantes para produtos que requerem temperatura controlada, ressalta a importância do transporte e armazenamento adequado dos medicamentos para a integridade física do paciente. Principalmente quando se refere aos medicamentos biológicos, uma vez que são produzidos a partir de células vivas e que em sua maioria devem ser mantidos entre 2º e 8º C impreterivelmente, para que não haja riscos ao paciente usuário e nem ao medicamento.
 
“Por isso a qualificação térmica de embalagens e equipamentos é tão importante. Quando as características de temperatura não são levadas em consideração durante o transporte de uma vacina, por exemplo, corre-se o risco do frasco congelar aumentando a probabilidade de ocorrer trincas no vidro. Consequentemente, perde-se a esterilidade do produto, permitindo a entrada de microorganismos, como bactérias. O grande problema é que a injeção desse material contaminado no organismo pode causar septicemia e até a morte do paciente”, explica Liana Montemor, farmacêutica e gerente do laboratório de ensaios térmicos da Polar Técnica.
 
O mesmo pode ocorrer com medicamentos à base de proteínas. A alta temperatura inativa a função da proteína fazendo com que o medicamento perca o efeito. Ou ainda, em casos mais graves, pode desenvolver uma terceira substância tóxica que não estava prevista na composição.
 
Atualmente, os medicamentos correspondem a 20% de tudo o que é transportado no País e devem atingir a marca de 25% até 2015. A previsão do setor sobre a movimentação das vendas globais para 2016 é de US$ 900 bi, sendo que 21%, ou US$ 130 bi, referem-se aos medicamentos biológicos. No entanto, apesar dos esforços e investimentos do Governo Federal com a criação do Cenadi (Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos) e nos programas de imunização, por exemplo, ainda é necessário que haja a regulamentação dos processos de qualificação térmica estabelecendo parâmetros reais de pesquisa para a indústria.
 
“A extensão territorial do Brasil, as condições das estradas e da malha aérea, o acesso aos locais remotos e o fato de sermos um país tropical sem estação do ano definida são desafios suficientes para o alinhamento perfeito da cadeia em todos os pontos de distribuição. Nesse sentido, o investimento em pesquisa e na embalagem correta é o que garante que o medicamento vai chegar com integridade ao consumidor final”, finaliza Liana.
 
Sobre a Polar Técnica
 
Líder no mercado, a Polar Técnica é uma empresa fabricante de produtos refrigerantes e serviços destinados à qualificação de embalagens térmicas para produtos com temperatura controlada. Com 12 anos de experiência, é pioneira em desenvolvimento de estudos sobre o tema no Brasil e referência em pesquisa e desenvolvimento de soluções inteligentes em Cold Chain. Em 2013, esteve pelo segundo ano seguido entre as três melhores empresas na categoria Material de Embalagem no prêmio de Qualidade Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo).
 
Fonte: Segs