- Escrito por Redação Jornal Novo Tempo
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Os crescentes avanços das últimas décadas nas ciências da saúde vêm permitindo um significativo aumento na esperança de vida das pessoas. Acompanhando esse aumento, observa-se o crescimento no consumo de medicamentos, que se devem em grande parte às doenças crônico-degenerativas associadas ao envelhecimento, como doenças mentais, osteoarticulares, cardiovasculares, cerebrais, perda de visão e audição, entre outros.
O processo de envelhecimento vem acompanhado de mudanças biológicas, sociais e psicológicas, isso afeta a relação do idoso com o meio externo, há uma perda progressiva da capacidade de adaptação ao meio onde vive, o que o torna mais vulnerável a agressões internas e externas que levam a doença. O meio onde o idoso vive, o estilo de vida, os hábitos alimentares, a prática de atividades físicas, o suporte social, são fatores que interferem na qualidade de vida e longevidade do indivíduo. Esses fatores todos, tornam esse grupo bastante heterogêneo, ou seja, as variáveis em relação a cada paciente, é algo significativo e que o difere das demais faixas etárias, como a infância e a adolescência, onde o desenvolvimento se faz de forma mais uniforme e previsível.
A população idosa apresenta também particularidades que alteram a farmacocinética (percurso dos fármacos no organismo) e a farmacodinâmica (efeito do fármaco quando ele atinge seu local de ação) dos medicamentos. Redução da massa muscular, da água corporal, alterações no metabolismo hepático, da capacidade de filtração e excreção dos rins, bem como dos mecanismos de homeostasia (manutenção do organismo em equilíbrio), são exemplos das alterações que ocorrem no organismo idoso e que aumentam por conseqüência os riscos de toxicidade e efeitos adversos ao uso de fármacos.
Os idosos são os maiores consumidores de medicamentos na maioria dos países. A freqüência do uso nessa faixa etária gira em torno de 60% a 90%, dos quais um terço faz uso de cinco ou mais fármacos ao mesmo tempo. A complexidade dos esquemas terapêuticos, o declínio cognitivo, as alterações visuais e auditivas tornam o uso dos medicamentos mais difícil a essa população.
O acompanhamento farmacoterapêutico, que auxilia a compreensão do idoso ou de seu cuidador quanto ao seu esquema terapêutico, o reforço da importância do cuidado com os horários das medicações, a correta identificação dos medicamentos, da sua função, as orientações quanto á forma de utilização e principalmente a conscientização de que fármaco só pode ser utilizado mediante orientação especializada, contribui para a redução dos riscos de eventos adversos, e aumenta o sucesso terapêutico. Orientações não farmacológicas, quanto a condutas que facilitem o dia a dia, que estimulem um estilo de vida mais ativo e regrado, também são importantes para melhorar a qualidade de vida do paciente idoso e de sua família.
Mariana Kist Pompermaier (Farmacêutica – CRF/PR: 24332)
Fonte: Jornal Novo Tempo
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sábado, 22 de agosto de 2015
O papel do Farmacêutico na vida das Pessoas: O medicamento para o paciente idoso!
sexta-feira, 27 de março de 2015
Atribuições do Farmacêutico na Farmácia Universitária
CFF publica resolução nº 610
Foi aprovada na última Reunião Plenária do Conselho Federal de Farmácia (CFF), realizada no dia 20 de março, e publicada na edição de hoje (26.03) do Diário Oficial da União (DOU), a resolução que dispõe sobre as atribuições do farmacêutico na farmácia universitária.
De acordo com o texto da Resolução/CFF nº 610, os farmacêuticos que supervisionam as atividades desenvolvidas na farmácia universitária devem ter formação, experiência prática e competência técnica na área específica de sua supervisão. Entre outras atribuições, é de responsabilidade desses profissionais propiciar a formação acadêmica, por meio do estágio curricular obrigatório, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia.
Os farmacêuticos, no exercício de suas atribuições, na farmácia universitária, devem, de acordo com o texto da resolução: elaborar protocolos de vigilância farmacológica de medicamentos, produtos farmacêuticos e correlatos; notificar aos órgãos sanitários os incidentes, as queixas técnicas e os eventos adversos a medicamentos e outros produtos para a saúde; e organizar e manter cadastro atualizado com dados técnico-científicos do insumos, das drogas, dos fármacos e dos medicamentos disponíveis na farmácia universitária.
Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, a farmácia universitária deve ser um laboratório didático-especializado, que propicie um cenário de vivência profissional com ações direcionadas ao cuidado do paciente e aos serviços prestados. “Ao regulamentar as atribuições do farmacêutico, na farmácia universitária, o CFF estabelece um paradigma inovador aos farmacêuticos educadores, destacando a importância do cuidado farmacêutico e em consonância com o conceito de Farmácia estabelecido pela Lei 13.021, sancionada em 2014, e em vigor, no país”, comenta Walter Jorge João.
SINTONIA – a norma, publicada pelo CFF, está em sintonia com os parâmetros de avaliação dos cursos de graduação recentemente reformulados pela Diretoria Nacional de Avaliação da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
No dia 4 de março, a Nota Técnica DAES/INEP nº 008/2015 que traz, entre outras mudanças, no Instrumento de Avaliação dos Cursos de Graduação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), a obrigatoriedade da estruturação da Farmácia Universitária para os cursos de Farmácia.
Na prática, as mudanças de indicadores realizadas nos Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação de Farmácia são o resultado da inserção da legislação profissional farmacêutica como referência para os avaliadores dos cursos in loco do Inep e da revisão de vários elementos nas diferentes dimensões de análise. A farmácia universitária passa a ser avaliada como um cenário de práticas e de estágios efetivos dos estudantes nas instituições superiores de ensino, de modo pleno e eficaz, e também como um laboratório didático especializado de ensino, pesquisa e extensão.
Clique aqui e acesse a íntegra da Resolução/CFF nº 610, publicada no DOU - http://migre.me/pblvn
quarta-feira, 11 de março de 2015
Farmacêutico que fingia ser médico é preso em BH
Homem cobrou R$ 7.000 por inseminação artificial e tentou subornar vítima
PUBLICADO EM 05/03/15 - 03h00
BÁRBARA FERREIRA / JOÃO PAULO COSTA / JOSÉ VÍTOR CAMILO
O farmacêutico Caio Júlio César Garcia de Souza, 57, foi preso nesta
quarta após se passar por médico e quase fazer inseminação artificial na
mulher de um policial militar, uma técnica de enfermagem, de 33 anos,
em uma clínica em Santa Efigênia, na região Leste da capital. O marido
dela, o sargento Adriano Dias, procurou a Polícia Militar (PM) após
descobrir que o homem a quem tinha dado R$ 7.000 para fazer o
procedimento não é médico. O homem é processado em Rio Vermelho, no Alto
Jequitinhonha, onde um outro casal alega que foi enganado.“Minha mulher fez o pagamento inicial, mas começou a desconfiar do golpe. Pouco antes de fazer a coleta dos óvulos, ela pesquisou no Conselho de Medicina e descobriu que ele não era médico”, contou.
Ainda segundo Dias, na consulta desta quarta, o casal revelou à Souza ter conhecimento de que ele não era médico e pediu o dinheiro de volta. “Ele nos levou a uma agência bancária e fez o estorno da quantia”, disse. Segundo o cabo Eduardo Alves, da 3ª Companhia do 1º Batalhão da PM, quando o sargento (marido da vítima) deu voz de prisão, o farmacêutico ofereceu R$ 30 mil para que eles não o denunciassem.
As vítimas então acionaram uma viatura para efetuar a prisão do falso médico. Souza foi detido, encaminhado à Central de Flagrantes II, no bairro Floresta, na região Leste, onde confessou o crime, mas não quis falar com a imprensa. “Ele disse que é farmacêutico há 40 anos e começou com o golpe recentemente, por causa de dificuldades financeiras”, relatou Alves.
‘Infertilidade e Fé’. Segundo o cabo, a clínica – que leva o nome de Infertilidade e Fé – teria diversos outros médicos, de diferentes especialidades, mas apenas Souza foi alvo de denúncia. No receituário, ele se dizia especialista em infertilidade e imunologia viral, mas não colocava registro no Conselho de Medicina.
O Conselho Regional de Farmácia (CRF) em Minas informou, em nota, que Souza está inscrito como responsável técnico do estabelecimento Imunologia Viral Laboratório e Consultoria Ltda, para exercer atividades de análises clínicas. A entidade informou que vai investigar o caso.
Serviço
Canal. O CRF tem um canal direto para denúncias sobre profissionais com conduta antiética: http://www.crfmg.org.br/novosite/servicos/licenses/denuncias/denuncias-de-atuacao-farmaceutica.
Reincidência
Alto Jequitinhonha. Outras vítimas do falso medico são de Rio Vermelho, cidade da região do Alto Jequitinhonha, onde um casal acionou a Justiça depois de também ter sido enganado.
Valor. Segundo o advogado das vítimas, Edmílson Dias da Silva, o farmacêutico teria cobrado R$ 8.000 para realizar a fertilização.
Processo. “Na quarta tentativa de fertilização, eles descobriram que não se tratava de um médico. Muito abalado, o casal solicitou que movêssemos uma ação por dano material contra ele”, contou o defensor
Fonte: O Tempo
sexta-feira, 6 de março de 2015
(CCE) Intoxicações por Medicamentos
“Medicamento é o principal agente tóxico que causa
intoxicação em seres humanos no Brasil, ocupando o primeiro lugar nas
estatísticas do SINITOX desde 1994; os benzodiazepínicos, antigripais,
antidepressivos, antiinflamatórios são as classes de medicamentos que
mais causam intoxicações em nosso País (44% foram classificadas como
tentativas de suicídio e 40% como acidentes, sendo que as crianças
menores de cinco anos – 33% e adultos de 20 a 29 anos – 19% constituíram
as faixas etárias mais acometidas pelas intoxicações por
medicamentos)”.
In: Bortoletto, Maria Élide e Bochner, Rosany: Impacto dos Medicamentos nas Intoxicações Humanas no Brasil (Cad. Saúde Pública, RJ 15 (4)859869-out/dez. l999.
ANSIOLÍTICOS E TRANQÜILIZANTES
BENZODIAZEPÍNICOS
Grupo de medicamentos que apresentam propriedades farmacológicas (ansiolíticas, sedativo-hipnóticas e/ou anticonvulsivantes) e efeitos tóxicos que parecem ser conseqüentes de sua ação direta sobre o Sistema Nervoso Central. Apesar de existirem diferenças significativas de farmacocinética entre seus numerosos compostos, não parece haver superioridade de um sobre outro quando se toma por base apenas a farmacocinética.
Em geral, os benzodiazepínicos (BZD) são rápida e
completamente absorvidos por via oral. No entanto, alguns como
clordiazepóxido e oxazepam levam horas para atingir concentrações
sangüíneas máximas. A ligação proteica plasmática é variável e
praticamente todos são metabolizados no fígado por oxidação e/ou
conjugação, com formação de metabólitos, muitos dos quais ativos. A
excreção é renal.
É possível classificar estes medicamentos em vários grupos, de acordo com sua meia-vida de eliminação: Ação muito curta – Midazolam (Dormonid); Ação curta – Alprazolam (Frontal), Lorazepam (Lorax, Mesmerim), Oxazepan (Clizepina; Ação Longa –
Clordiazepóxido (Psicosedin, Limbitrol, Relaxil), Diazepam
(Calmociteno, Diazepan, Diempax, Kiatrium, Valium), Flurazepam
(Dalmadorm, Lunipax).
Estudos sugerem que os benzodiazepínicos interagem
em um receptor específico com um modulador proteico endógeno que
antagoniza a ligação com o GABA, potencializando os seus efeitos. Certos
benzodiazepínicos estão associados com dependência e alguns produzem
reações de abstinência mais intensas que outros.
Clínica da Intoxicação Aguda:
Absorção de dose excessiva está usualmente associada com sedação,
sonolência, fala arrastada, diplopia, disartria, ataxia e confusão
mental. Podem ocorrer depressão respiratória e hipotensão arterial. Na
maioria dos casos a evolução é benigna, mas existem relatos de intensa
depressão respiratória e coma e inclusive de óbitos após o uso de
benzodiazepínicos de ação muito curta, especialmente quando
administrados por via intravenosa. Crianças, idosos e pacientes com
insuficiência cardiorrespiratória são mais sensíveis e o álcool e
barbitúricos podem potencializar os efeitos tóxicos.
Tratamento: É essencial assistência
respiratória, manter vias aéreas, oxigênio se necessário. Monitorar
respiração, pressão arterial, sinais vitais. Ingesta:
Para BZD de ação muito curta, nunca induzir vômitos, início de
depressão e coma podem ser rápidos. Para BZD de ação longa, induzir
vômitos somente em poucos minutos da ingestão. Paciente consciente, dar
via oral carvão ativado, catárticos. Paciente inconsciente e/ou
superdosagem: lavagem gástrica com intubação prévia para prevenir
aspiração. Administrar antídoto Flumazenil – reverte sedação dos BZD, há
melhora parcial dos efeitos respiratórios. Hipotensão: administrar
fluidos endovenosos, manter equilíbrio hidroeletrolítico, vasopressores
se necessário. Medidas sintomáticas e de manutenção.
FENOTIAZÍNICOS
Os derivados da fenotiazina, a princípio utilizados em terapêutica como antissépticos urinários e anti-helmínticos, representam um dos mais importantes grupos de medicamentos empregados nas mais variadas afecções neurológicas e exercem uma ação farmacológica bastante extensa, incluindo efeitos sedativos e potencialização dos efeitos de sedativos, narcóticos e anestésicos; ação antiemética; efeitos sobre a regulação da temperatura corporal; efeitos bloqueadores colinérgicos e adrenérgicos (tipo alfa); efeitos anti-histamínicos e anti-serotonínicos; efeitos antipruriginosos; efeitos analgésicos e outros. Estas propriedades são as responsáveis pelas chamadas reações colaterais, que se tornam mais acentuadas nos casos de intoxicação.
FENOTIAZÍNICOS
Os derivados da fenotiazina, a princípio utilizados em terapêutica como antissépticos urinários e anti-helmínticos, representam um dos mais importantes grupos de medicamentos empregados nas mais variadas afecções neurológicas e exercem uma ação farmacológica bastante extensa, incluindo efeitos sedativos e potencialização dos efeitos de sedativos, narcóticos e anestésicos; ação antiemética; efeitos sobre a regulação da temperatura corporal; efeitos bloqueadores colinérgicos e adrenérgicos (tipo alfa); efeitos anti-histamínicos e anti-serotonínicos; efeitos antipruriginosos; efeitos analgésicos e outros. Estas propriedades são as responsáveis pelas chamadas reações colaterais, que se tornam mais acentuadas nos casos de intoxicação.
Em virtude de sua alta eficácia terapêutica, seu
consumo é muito grande e generalizado, com tendência a aumentar
continuamente e como decorrência, o número de intoxicações.
Os derivados da fenotiazina podem se divididos em três grupos: -Derivados Piperazínicos: flufenazina (Anatensol, Motival), trifluoperazina (Stelazine, Stelapar), perfenazina ( Mutabon). –Derivados Alifáticos: clorpromazina (Amplictil), promazina (Metilsedor), levomepromazina (Neozine). –Derivados Piperidínicos: tioridazina (Melleril)
Estes grupos diferem em potência por mg e propensão
em causar efeitos colaterais específicos. Em geral, quanto mais potente o
fenotiazínico, maior a propensão em determinar reações extrapiramidais e
quanto menor a potência, maior a propensão em determinar efeitos
secundários tipo autonômicos, sedação ou convulsões.
São geralmente bem absorvidos pelo tubo
gastrointestinal e parenteralmente. Após absorção, são rapidamente
distribuídos pelos tecidos; 70% da dose administrada é logo removida da
circulação porta pelo fígado.
Clínica da Intoxicação Aguda: Risco
cardiovascular e de depressão do SNC. Síndrome neuroléptica maligna é
potencialmente fatal e pode ocorrer com doses terapêuticas e após poucos
dias de uso. Sedação, miose, hiper ou hipotensão, taquicardia, retenção
urinária, xerostomia, ausência de sudorese. Sintomas extrapiramidais.
Convulsão, coma, falência respiratória, prolongamento do intervalo QT,
arritmias, distúrbios da temperatura.
Tratamento: Esvaziamento
gástrico por lavagem gástrica se superdosagem até 12 horas após ingesta
(fenotiazinas reduzem a motilidade gástrica). Indução do vômito se
ingesta recente (minutos) em paciente alerta e assintomático, evitar se
após algumas horas (convulsões ou reações distônicas de cabeça e pescoço
podem resultar em aspiração). Carvão ativado a cada 2 ou 3 horas e
catártico salino. Monitorização respiratória e cardiovascular. Se
hipotensão/choque – Trendelemburg, Ringer Lactato EV, vasopressores de
escolha (agonistas alfa-adrenérgicos): noradrenalina, fenilefrina,
metoxamina, em infusão contínua EV. Não utilizar beta-adrenérgicos.
Arritmias ventriculares: fenitoína, 10 a 15mg/Kg, lentamente, ou
lidocaína 1mg/Kg EV ou marcapasso. Convulsões: diazepan seguido de
fenitoína. Sintomas extrapiramidais: difenidramina EV (2 mg/Kg até o
máximo de 50mg/dose em administração lenta) ou mesilato de benztropina
(0,5mg/Kg em crianças, 2mg em adultos), biperideno 2mg IM ou EV lento a
cada 30 min., se necessário até 4 doses por dia. Síndrome neuroléptica
maligna: resfriamento corporal, diazepan EV, dantrolene. Paciente
sintomáticos devem ficar internados no mínimo 24 h após o ECG normal;
assintomáticos devem ser observados no mínimo por 4 horas.
BUTIROFENONAS E TIOXANTENOS
Neurolépticos de largo uso em psiquiatria. Grupo das Butirofenonas: droperidol(Droperidol), haloperidol (Haldol, Haloperidol), penfluridol (Semap), pimozide (Orap). Exercem forte antagonismo dopaminérgico central e tem pouca ação anticolinérgica. Grupo dos Tioxantenos: tioxeno (Navane).
BUTIROFENONAS E TIOXANTENOS
Neurolépticos de largo uso em psiquiatria. Grupo das Butirofenonas: droperidol(Droperidol), haloperidol (Haldol, Haloperidol), penfluridol (Semap), pimozide (Orap). Exercem forte antagonismo dopaminérgico central e tem pouca ação anticolinérgica. Grupo dos Tioxantenos: tioxeno (Navane).
De um modo geral são bem absorvidos por via oral, mas
sofrem metabolização de primeira passagem. Apresentam significativa
ligação proteica plasmática. A metabolização é hepática e a eliminação é
urinária.
Clínica da Intoxicação Aguda: SNC: rigidez e espasmos musculares, pseudoparkinsonismo, distonias, acatisias, discenisia tardia persistente, agitação ou depressão, cefaléia, confusão, vertigem, síndrome neuroléptica maligna. SCV: hipotensão ortostática, prolongamento do intervalo QT, taquicardia. Hipertermia.
Clínica da Intoxicação Aguda: SNC: rigidez e espasmos musculares, pseudoparkinsonismo, distonias, acatisias, discenisia tardia persistente, agitação ou depressão, cefaléia, confusão, vertigem, síndrome neuroléptica maligna. SCV: hipotensão ortostática, prolongamento do intervalo QT, taquicardia. Hipertermia.
Tratamento: Em geral é
semelhante ao realizado nas demais intoxicações agudas por neurolépticos
e descrito com maiores detalhes na intoxicação por fenotiazínicos.
ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS
Antidepressivos tricíclicos (ADT) tem potente efeito sedativo. Uso amplo em depressão melancólica e em alguns casos de depressão atípica. São exemplos de ADT: amitriptilina (Tryptanol, Limbitrol), amineptina (Survector), imipramina (Tofranil), nortriptilina (Motival). São rapidamente absorvidos por via oral, com elevada união a proteínas plasmáticas. Metabolismo hepático, eliminação renal em vários dias.
ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS
Antidepressivos tricíclicos (ADT) tem potente efeito sedativo. Uso amplo em depressão melancólica e em alguns casos de depressão atípica. São exemplos de ADT: amitriptilina (Tryptanol, Limbitrol), amineptina (Survector), imipramina (Tofranil), nortriptilina (Motival). São rapidamente absorvidos por via oral, com elevada união a proteínas plasmáticas. Metabolismo hepático, eliminação renal em vários dias.
Efeitos Adversos: Tontura, prejuízo
na função cognitiva, fraqueza, fadiga, precipitação de psicose ou mania,
tremores, apetite aumentado, ganho de peso, sudorese, cafaléia, boca
seca, constipação, retenção urinária, visão borrada, exacerbação de
glaucoma.
Clínica da Intoxicação Aguda:
Letargia, coma ou convulsões, acompanhadas por prolongamento do
intervalo QRS ao ECG. Excitação seguido de coma, com depressão
respiratória, hiporreflexia, hipotermia e hipotensão. Marcantes efeitos
anticolinérgicos.
Tratamento: Complexo.
Lavagem gástrica, seguida de carvão ativado em uso repetido e catártico
salino. Não induzir êmese pelo risco de convulsões. Tratamento
sintomático e suportivo. Alcalinização, anticonvulsivantes
(Fenitoína). Observação mínima de 6 horas em todos os pacientes.
ANTICONVULSIVANTES
BARBITÚRICOS
Depressores não seletivos do SNC, deprimem córtex sensorial, reduzem atividade motora, alteram função cerebelar. Ação, principalmente quando associada, com capacidade de potenciar ação inibitória sináptica mediada pelo GABA.
ANTICONVULSIVANTES
BARBITÚRICOS
Depressores não seletivos do SNC, deprimem córtex sensorial, reduzem atividade motora, alteram função cerebelar. Ação, principalmente quando associada, com capacidade de potenciar ação inibitória sináptica mediada pelo GABA.
Barbitúricos não possuem efeito analgésico.
Induzem desde excitabilidade, sedação leve, incoordenação motora até
coma profundo. Em dose terapêutica alta ocorre anestesia. Uso continuado
pode causar tolerância e dependência.
Divididos em três grupos, de acordo com o aparecimento e duração dos efeitos: - Duração curta: Pentobarbital, Secobarbital; - Duração Intermediária: Amobarbital, Butabarbital; - Duração longa: Fenobarbital, Mefobarbital, Prominal.
Clínica da Intoxicação Aguda:
Depressão do SNC e cardiovascular, coma. SNC: sonolência, letargia,
confusão, delírio, dificuldade de fala, diminuição ou perda dos
reflexos, ataxia, nistagmo, hipotermia, depressão respiratória. SCV:
hipotensão, taquicardia, choque. Gastrointestinal: diminuição do tônus e
motilidade, pode compactar comprimidos. Óbito por insuficiência
cardiorespiratória ou secundária a depressão de centros medulares
vitais.
Tratamento: Nos casos
graves é complexo. Assistência respiratória, manter vias aéreas.
Monitorização respiratória e cardiovascular. Corrigir
hipovolemia. Ingesta/esvaziamento gástrico: êmese só
em poucos minutos após ingesta. Lavagem gástrica com intubação (previne
aspiração) até 24 horas ou mais, lavado pode ser feito com sonda mais
larga ou por endoscopia para remover conteúdo. Carvão ativado seriado,
catártico salino. Manter equilíbrio hidroeletrolítico, pode ser
necessário uso de vasopressores. Alcalinização urinária. Avaliar função
renal, eletrólitos, gasometria, pH urinário. Paciente com insuficiência
renal necessário hemodiálise. Medidas sintomáticas e de manutenção.
CARBAMAZEPINA
Anticonvulsivantes com discretos efeitos sedativos, utilizado no tratamento de neuralgia do trigêmio. Absorção lenta e errática por via oral, há diminuição da motilidade intestinal decorrente das propriedades anticolinérgicas do medicamento. Metabolizada no fígado, excretada pela urina e pequena excreção fecal. A utilização prolongada do medicamento pode ocasionar reações colaterais e secundárias variadas: diplopia, distúrbios visuais, sonolência, parestesias, distúrbios de equilíbrio, leucopenia, neutropenia, erupções cutâneas e outros.
CARBAMAZEPINA
Anticonvulsivantes com discretos efeitos sedativos, utilizado no tratamento de neuralgia do trigêmio. Absorção lenta e errática por via oral, há diminuição da motilidade intestinal decorrente das propriedades anticolinérgicas do medicamento. Metabolizada no fígado, excretada pela urina e pequena excreção fecal. A utilização prolongada do medicamento pode ocasionar reações colaterais e secundárias variadas: diplopia, distúrbios visuais, sonolência, parestesias, distúrbios de equilíbrio, leucopenia, neutropenia, erupções cutâneas e outros.
São exemplos de nomes comerciais: Tegretol, Tegretard.
Clínica da Intoxicação Aguda:
Distúrbios neurológicos por depressão do SNC: ataxia, nistagmo,
oftalmoplegia, midríase, taquicardia sinusal. Casos graves podem evoluir
com mioclonias, convulsões, coma e parada respiratória.
Tratamento: Nos casos de ingestão
recomenda-se esvaziamento gástrico, que deve ser realizado mesmo
decorridas muitas horas após. É preferível lavagem gástrica em serviço
bem equipado, em virtude de possível e inesperado aparecimento de
depressão neurológica. Administração seriada de carvão ativado a cada 4
horas. Tratar convulsões com diazepam, manter via aérea permeável,
ventilação assistida, se necessário, tratar arritmias. Tratamento da
hipotensão arterial com correção do volume e drogas vasopressoras
(dopamina, norepinefrina). Filtro de carvão ativado pode ser útil nos
casos graves que não responderem ao tratamento de suporte. Não há
antídoto específico. Diurese forçada, diálise peritonial e hemodiálise
não são eficazes. Pacientes assintomáticos devem ser observados por no
mínimo 6 horas após ingesta. Pacientes graves devem ser observados em
UTI até 24 horas após terem se mantido estáveis.
FENITOÍNA
Fenitoína ou difenilidantoína é medicamento usado há longo tempo como anticonvulsivante e mais recentemente, por via parenteral, no tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco. Absorção por via oral é lenta e errática e quando ingerida em grandes doses, pode ser mais demorada. Metabolização hepática e excreção renal.
FENITOÍNA
Fenitoína ou difenilidantoína é medicamento usado há longo tempo como anticonvulsivante e mais recentemente, por via parenteral, no tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco. Absorção por via oral é lenta e errática e quando ingerida em grandes doses, pode ser mais demorada. Metabolização hepática e excreção renal.
Exemplos de nomes comerciais: Epelin, Fenitoína, Dialudon, Hidantal.
Clínica da Intoxicação Aguda:
nistagmo, que inicialmente é horizontal e a seguir vertical; sonolência
de intensidade progressiva, ataxia, diplopia, disartria, tremores,
distúrbios do comportamento, confusão mental, náuseas, vômitos e
hirsutismo. Coma profundo não é comum. São consideradas reações de
hipersensibilidade: eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson,
febre, doença do soro, discrasias sangüíneas e insuficiência renal.
Descrevem-se também reações paradoxais, com aumento das convulsões sem
outros sinais de intoxicação aguda.
Toxicidade cardíaca freqüente após infusão
intravenosa rápida ou ingestão de doses muito grandes: arritmias e
bradicardia sinusal, fibrilação atrial, bloqueio incompleto de ramo
direito e hipotensão arterial. Casos mais graves: fibrilação ventricular
e assistolias, evoluindo para óbito.
Tratamento: Ingestão: Esvaziamento
gástrico mesmo decorridas várias horas. Paciente torporoso: lavagem
gástrica em serviço bem equipado. Administrar carvão ativado. Medidas
dialisadoras não encontram justificativa. Possível eficácia da
plasmaferese. O tratamento é essencialmente sintomático e de suporte,
incluindo correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e assistência
respiratória e cardiocirculatória.
ÁCIDO VALPRÓICO
Ácido valpróico e Valproato de sódio são medicamentos sintéticos não relacionados quimicamente à maioria dos anticonvulsivantes. Exemplos de nomes comerciais: Depakene, Valpakine, Valprin.
ÁCIDO VALPRÓICO
Ácido valpróico e Valproato de sódio são medicamentos sintéticos não relacionados quimicamente à maioria dos anticonvulsivantes. Exemplos de nomes comerciais: Depakene, Valpakine, Valprin.
Absorção por via oral é rápida, observando-se níveis
máximos sangüíneos 1 a 4 horas após ingestão. Ligação proteica
significativa. Metabolização hepática e excreção renal.
Clínica da Intoxicação Aguda:
Distúrbios neurológicos incluindo confusão mental, sonolência, torpor e
coma. Hiperatividade, movimentos mioclônicos e convulsões. A evolução
fatal, embora excepcional, pode ocorrer por depressão respiratória e
parada cardíaca.
Tratamento: Ingestão: Esvaziamento
gástrico e administração de carvão ativado. Tratamento sintomático e de
suporte. Não há indicação para medidas dialisadoras. Possíveis bons
resultados da Naloxona, mas indicação é discutível.
Intoxicação Crônica: Descreve-se uma
associação entre o uso crônico de ácido valpróico com o desenvolvimento
de hepatotoxicidade e Síndrome de Reye. Os distúrbios hepáticos são
evidenciados por uma simples elevação dos níveis de transaminases sem
sintomatologia, até um quadro característico de Síndrome de Reye, com
necrose hepática centrolobular, hiperamoniemia e encefalopatia. Descrita
também hepatite tóxica fulminante e irreversível, sem sintomatologia da
Síndrome de Reye. Admite-se que crianças com menos de 2 anos,
especialmente as submetidas à terapêutica anticonvulsivante múltipla,
incluindo ácido valpróico, apresentam maiores riscos de desenvolver
lesão hepática. O tratamento, além da interrupção da droga, é
sintomático e de suporte.
DESCONGESTIONANTES NASAIS E SISTÊMICOS
DESCONGESTIONANTES NASAIS
Os descongestionantes nasais tópicos que apresentam riscos de intoxicação aguda são geralmente constituídos por um simpatomimético em apresentação isolada ou associada com anti-histamínicos e antibióticos. Utilizados como vasoconstritor para reduzir edema e congestão de mucosas nasal e ocular. Uso deve ser controlado em hipertensos, diabéticos e pacientes com hipertireoidismo. Uso crônico causa congestão de rebote em mucosas.
DESCONGESTIONANTES NASAIS E SISTÊMICOS
DESCONGESTIONANTES NASAIS
Os descongestionantes nasais tópicos que apresentam riscos de intoxicação aguda são geralmente constituídos por um simpatomimético em apresentação isolada ou associada com anti-histamínicos e antibióticos. Utilizados como vasoconstritor para reduzir edema e congestão de mucosas nasal e ocular. Uso deve ser controlado em hipertensos, diabéticos e pacientes com hipertireoidismo. Uso crônico causa congestão de rebote em mucosas.
Os simpatomiméticos mais comuns são: oximetazolina
(Afrin); fenoxazolina (Aturgil); nafazolina, tirotricina (Efedran,
Nasoinstil);cloreto de sódio, benzalcônio (Rinosoro, Sorinal, Nasoflux,
Sorine); nafazolina, difenidramina, neomicina (Penetran, Alergotox
Nasal, Suspirin);outros.
Clínica da Intoxicação Aguda:
A intoxicação aguda pode ocorrer por ingestão ou pela aplicação nasal
de doses excessivas. Intoxicação por nafazolina, que é a mais freqüente:
náuseas, vômitos, cefaléia, rubor de pele, sudorese, irritabilidade,
inquietude, aumento da pressão arterial, distúrbios cardíacos como
extra-sístoles e outras arritmias podem aparecer. Casos graves:
depressão do SNC, hipotermia, bradicardia, dilatação pupilar, sonolência
e coma; distúrbios respiratórios com respiração irregular ou bradipnéia
com períodos de apnéia. Descritos em lactentes pequenos, quadros
aparentemente de hipersensibilidade em que pós aplicação tópica de doses
normais do medicamento observam-se durante algumas horas sonolência,
letargia e respiração lenta.
Tratamento: Sintomático e
de suporte. Esvaziamento gástrico/lavagem gástrica não é útil devido à
rápida absorção do medicamento e apresentação disponível é líquida.
Carvão ativado em ingesta precoce (discutível). Não provocar êmese pelo
risco de depressão do SNC. Monitorização dos sinais vitais. Suporte
ventilatório e hemodinâmico. Pode ser usada Naloxona. Casos graves: UTI
para controle dos distúrbios cardiovasculares e respiratórios.
DESCONGESTIONANTES SISTÊMICOS
São também chamados de antigripais, são produtos de largo uso popular para tratamento de resfriados, gripes e infecções de vias aéreas superiores. Apesar de composição variada, a maioria inclui , na fórmula, simpatomiméticos e anti-histamínicos.
DESCONGESTIONANTES SISTÊMICOS
São também chamados de antigripais, são produtos de largo uso popular para tratamento de resfriados, gripes e infecções de vias aéreas superiores. Apesar de composição variada, a maioria inclui , na fórmula, simpatomiméticos e anti-histamínicos.
São alguns exemplos de descongestionantes sistêmicos e
seus principais componentes: triprolidina, psedo-efedrina (Actifedrin);
pirilamina, cloridrato de efedrina ( Benegrip); clorfeniramina,
Vitamina C (Benegrip Xarope Infantil);clorfeniramina, metoxifenamina
(Cheracap); cinarizina, fenilefrina, pentoxiverina (Coldrin);
dextroclorfeniramina, cloridrato de fenilefrina (Coristina D);
cloridrato de fenilefrina, carbinoxamina (Gripenil); maleato de
dimentideno, trivietilrutina, Vit C, paracetamol, cloridrato de
fenilefrina (Trimedal); (Bialerge); (Descon); (Naldecon).
Intoxicação freqüente, principalmente em
crianças, por largo uso e falsa impressão de inocuidade. Apesar da
dosagem relativamente baixa dos componentes, podem ocorrer intoxicações
graves. Relatados casos de abuso para obtenção de efeitos psíquicos e
sensoriais. Absorção irregular pelo trato gastro-intestinal, metabolismo
hepático e intestinal, excreção renal.
Clínica da Intoxicação Aguda:
Quadro tóxico depende da composição relativa dos simpatomiméticos e
anti-histamínicos. Os distúrbios produzidos por doses excessivas dos
principais componentes são os seguintes: sonolência, cefaléia, tonturas,
vômitos, taquicardia ou bradicardia, palpitação, bloqueio A-V,
hipertensão arterial, tremores, distúrbios neuropsíquicos incluindo
inquietude, irritabilidade, agressividade, confusão mental, convulsões,
alucinações e até quadros paranóides.
Tratamento: Nos casos de ingestão,
recomenda-se esvaziamento gástrico, mesmo decorridas várias horas, pois a
maioria dos descongestionantes sistêmicos contêm anti-histamínicos e
devido ao seu efeito anticolinérgico, podem retardar a absorção.
Administrar carvão ativado, catárticos salinos. Manter vias aéreas
permeáveis. Tratar hipertensão e arritmias, monitorar sinais vitais e
realizar ECG por 4 a 6 horas após intoxicação. O tratamento é
sintomático e suportivo. Bradicardia pode ser tratada com atropina.
Ectopias ventriculares são melhor tratadas com propranolol, devendo-se
evitar quinidina e antiarrítmicos da mesma classe.
Fonte: Saúde Paraná
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Sentença inédita no país obriga Visas catarinenses a manter farmacêuticos nas equipes
Transitou em julgado – ou seja, não cabe mais recurso judicial – a
sentença a favor da inclusão de profissionais farmacêuticos em todas as
equipes de vigilância sanitária no estado de Santa Catarina, sejam elas
municipais ou estadual. O processo foi movido contra o Governo do Estado
pelo CRF-SC, e a primeira sentença favorável saiu em 2012.
“A legislação vigente já define como ato privativo do farmacêutico a
fiscalização sanitária em estabelecimentos farmacêuticos, desde 1981,
através do Decreto Federal nº 85.878, que estabelece normas para
execução da Lei nº 3.820/60, por ser ele a autoridade na área do
medicamento”, resume Hortência Tierling, presidente do CRF-SC.
A sentença, de fato reconhece que é preciso ” reconhecer-se o
translúcido caráter de ato reservado exclusivamente ao profissional
farmacêutico da atividade de fiscalização sanitária de quaisquer estabelecimentos que explorem a atividade farmacêutica, entendidos como aqueles que comercializam drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos”.
O Procurador do CRF-SC, Sérgio Gomes Simões Júnior, esclarece que a
decisão fixa, para cada autuação realizada sem subscrição do
profissional farmacêutico, uma multa de R$ 10 mil. “E mais: se o Governo
do Estado não veicular nas suas publicações dirigidas aos municípios a
obrigatoriedade do profissional farmacêuticos nas vigilâncias sanitárias
municipais, a multa será de R$ 50 mil”, comenta o Procurador.
“Vamos cobrar do Governo do Estado a contratação de profissionais
farmacêuticos nas equipes de vigilância sanitária no estado de Santa
Catarina, e cobrar a tomada de posição em relação aos municípios”,
adianta a presidente do CRF-SC. Procuramos corrigir uma prática que
vinha se estendendo em nosso Estado de não cumprir com a determinação
legal existente há décadas em relação a um dos âmbitos de atuação
privativa do farmacêutico. Esperamos que esta decisão sirva de exemplo
para que outros Conselhos Regionais de Farmácia do país possam fazer
ações semelhantes em seus Estados. Santa Catarina é pioneiro nesta ação
que saímos vitoriosos. Ganha a profissão farmacêutica e a saúde pública.
Fonte: Blog Farmacêutico RT
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Profissão: Farmácia, conheça e entenda os desafios da graduação
O curso vai exigir que o aluno saiba física, matemática, muita
química, muita biologia e conhecimentos relacionados a àrea
farmacêutica.
Quem está se preparando para o vestibular tem o desafio de
decidir qual profissão vai seguir. Todo estudante do ensino médio passa
por esta dúvida, mas o Purebreak quer te ajudar e por isso sempre apresentamos uma profissão, como a de publicitário, no site.
Desta vez entrevistamos a Juliana Lino, graduada em Farmácia, para apresentar detalher sobre o curso.
A missão do profissional é estudar composições químicas e desenvolver medicamentos, produtos de beleza e de higiene pessoal, além de também poder verificar se o produto está dentro das normas sanitárias e se podem ser adquiridas com segurança pelo consumidor. Imagina um mundo sem remédio para dor de cabeça e antibióticos?! Seria o fim da aventura humana na Terra!
Mercado de Trabalho
O estudante de Farmácia saem "completos" da universidade, afinal a formação abrange áreas como física, matemática, química e biologia. De acordo com a farmacêutica, Juliana Lino, isto aumenta a oportunidade do profissional, como também no caso do técnico em edificações: "Temos espaço na indústrias de medicamentos, alimentos, cosméticos, fitoterápicos, reagentes; drogarias, farmácias de manipulação e homeopáticas além de podermos trabalhar com pesquisas, hospitais e clínicas", afirmou.
Desta vez entrevistamos a Juliana Lino, graduada em Farmácia, para apresentar detalher sobre o curso.
A missão do profissional é estudar composições químicas e desenvolver medicamentos, produtos de beleza e de higiene pessoal, além de também poder verificar se o produto está dentro das normas sanitárias e se podem ser adquiridas com segurança pelo consumidor. Imagina um mundo sem remédio para dor de cabeça e antibióticos?! Seria o fim da aventura humana na Terra!
Mercado de Trabalho
O estudante de Farmácia saem "completos" da universidade, afinal a formação abrange áreas como física, matemática, química e biologia. De acordo com a farmacêutica, Juliana Lino, isto aumenta a oportunidade do profissional, como também no caso do técnico em edificações: "Temos espaço na indústrias de medicamentos, alimentos, cosméticos, fitoterápicos, reagentes; drogarias, farmácias de manipulação e homeopáticas além de podermos trabalhar com pesquisas, hospitais e clínicas", afirmou.
Especialização
Quem quer fazer farmácia tem que gostar de estudar muito. Com a evolução da tecnologia novos medicamentos e técnicas vão surgindo e o profissional deve sempre se atualizar. Por isso a dica é sair da faculdade já planejando uma pós graduação "apesar de farmácia te dar um leque grande de atuação, se você não fizer uma pós na sua área pode ficar para trás no mercado", explica Juliana, especializada em manipulação de medicamentos.
Fonte: Purebreak
Quem quer fazer farmácia tem que gostar de estudar muito. Com a evolução da tecnologia novos medicamentos e técnicas vão surgindo e o profissional deve sempre se atualizar. Por isso a dica é sair da faculdade já planejando uma pós graduação "apesar de farmácia te dar um leque grande de atuação, se você não fizer uma pós na sua área pode ficar para trás no mercado", explica Juliana, especializada em manipulação de medicamentos.
Desafios
O curso está cada vez mais concorrido e para o profissional se destacar vai precisar atualizar sempre seus conhecimentos dentro da área. Juliana adverte que a profissão não é respeitada e por isso o salário ainda é baixo: "a falta da valorização do farmacêutico talvez seja o maior desafio, fazendo com que muitos larguem a profissão. O salário também não é alto, o piso é de R$ 2.100 em média", lamentou.
O curso está cada vez mais concorrido e para o profissional se destacar vai precisar atualizar sempre seus conhecimentos dentro da área. Juliana adverte que a profissão não é respeitada e por isso o salário ainda é baixo: "a falta da valorização do farmacêutico talvez seja o maior desafio, fazendo com que muitos larguem a profissão. O salário também não é alto, o piso é de R$ 2.100 em média", lamentou.
Fonte: Purebreak
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Farmacêutico é preso por vender medicamentos controlados sem receita médica
A polícia apreendeu mais de 50 caixas de medicamentos entre Cytotec, Rivotril, Diazepam e Testosterona e R$ 17 mil em espécie
Manaus - O farmacêutico Joselei Vieira da Silva, 50, foi preso nesta quinta-feira (27), suspeito de vender medicamentos controlados e com tarja preta, sem apresentação de receita, na zona norte. Ele ainda tentou subornar os policiais da Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecente (Depre) com R$ 2,3 mil para não ser preso. A informação é do delegado da especializada, George Gomes.
Os medicamentos eram vendidos na drogaria do farmacêutico, na Rua Argentina, no bairro Parque das Nações. A polícia apreendeu mais de 50 caixas de medicamentos entre Cytotec, Rivotril, Diazepam e Testosterona, R$ 17 mil em espécie e diversas receitas em branco.
George Gomes informou que o farmacêutico possui a drogaria há cerca de cinco anos. “Recebemos a denúncia da venda de medicamentos sem receita e iniciamos as investigações. Prendemos em flagrante e o suspeito confirmou que comercializava os medicamentos”, disse.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fechou a drogaria de Joselei Vieira da Silva ainda na tarde de ontem, de acordo com Gomes.
Depois de prestar depoimento na Depre, o suspeito foi autuado, em flagrante, pelos crimes de tráfico de drogas e corrupção ativa e, em seguida, encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, Centro de Manaus.
Fonte: D24horas
Manaus - O farmacêutico Joselei Vieira da Silva, 50, foi preso nesta quinta-feira (27), suspeito de vender medicamentos controlados e com tarja preta, sem apresentação de receita, na zona norte. Ele ainda tentou subornar os policiais da Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecente (Depre) com R$ 2,3 mil para não ser preso. A informação é do delegado da especializada, George Gomes.
Os medicamentos eram vendidos na drogaria do farmacêutico, na Rua Argentina, no bairro Parque das Nações. A polícia apreendeu mais de 50 caixas de medicamentos entre Cytotec, Rivotril, Diazepam e Testosterona, R$ 17 mil em espécie e diversas receitas em branco.
George Gomes informou que o farmacêutico possui a drogaria há cerca de cinco anos. “Recebemos a denúncia da venda de medicamentos sem receita e iniciamos as investigações. Prendemos em flagrante e o suspeito confirmou que comercializava os medicamentos”, disse.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fechou a drogaria de Joselei Vieira da Silva ainda na tarde de ontem, de acordo com Gomes.
Depois de prestar depoimento na Depre, o suspeito foi autuado, em flagrante, pelos crimes de tráfico de drogas e corrupção ativa e, em seguida, encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, Centro de Manaus.
Fonte: D24horas
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Farmacêutico do DF se transforma em Roberto Carlos aos finais de semana
Do R7
Shows aos finais de semana são tratados como hobby por Mariz
Reprodução/Facebook
Músico nas horas vagas há mais de 40 anos, o paraibano Allan Mariz, de
57 anos, não esperava que um dia iria se transformar em um 'cover' do
Rei Roberto Carlos. Natural de Sousa e morador de Brasília há 33 anos, o
farmacêutico passou muitos anos tocando violão em casa de amigos e
festinhas. De 1982 a 1995 tocou em bares da capital federal. Ele se
arriscava no sertanejo, forró, pop e rock, até que alguém pediu que
tocasse uma música do Rei.
Ovacionado pela plateia, Mariz não percebeu que naquele momento a sua
história mudaria. Era só alguém pedir uma música do mais famoso cantor
brasileiro para o resto da noite virar um show só de clássicos do Rei.
Quando dividia o palco com outros cantores e duplas, sempre o anunciavam
como o próprio Roberto Carlos.
os últimos 10 anos, o cantor já fez shows em Brasília, Paracatu (MG),
Sousa (PB), João Pessoa (PB), Uberlândia (MG) e Laguna (SC).
Farmacêutico Bioquímico no Hospital do Guará durante a semana, Mariz tem
shows agendados em todos os finais de semana. Cantando há 10 anos
caracterizado com terno, em geral branco, ele vira quase o Roberto
Carlos original.
Mariz diz que a rotina entre cantor e farmacêutico é tranquila. Ele
encara os shows como um hobby e faz somente um show por final de semana.
Fã declarado do Rei, ele nunca teve a oportunidade de conversar com
Roberto Carlos.
— Vou a todos os shows dele aqui em Brasília. Não perco um!
Nos shows, Mariz diz que o público o trata como se fosse o próprio Rei.
— O público incorpora. Você vê os casais agarradinhos, chorando, se
beijando, ou gente lembrando do pai, da mãe, da ex-namorada. É muito
legal.
Suas músicas próprias são apenas paródias de músicas do momento, mas
ele diz que as toca apenas entre amigos. Entre os sucessos de Roberto
Carlos, ele diz que o hit Esse cara sou eu é a que mais emociona nos shows.
Fonte: R7
Fonte: R7
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Tribunal determina que prefeitura de Araçatuba contrate farmacêutico
Funcionário deverá trabalha na Farmácia Popular do Brasil.
Essa é a segunda vez que o município é condenado no mesmo processo.
O Tribunal Regional Federal determinou que a prefeitura de Araçatuba (SP) contrate um farmacêutico para atender na Farmácia Popular do Brasil, que faz parte de programa do governo federal.
Essa é a segunda vez que o município é condenado no mesmo processo. A
prefeitura entrou com um recurso alegando que o local serve apenas para a
entrega de medicamentos, e por isso não precisaria manter um
profissional inscrito no Conselho Regional de Farmácia. Na análise, o
desembargador que deu a sentença descobriu pela internet, que na
farmácia também são vendidos medicamentos.
A assessoria da prefeitura informou que o profissional responsável pela
farmácia pediu exoneração e seu desligamento imediato sem o cumprimento
de aviso prévio, mas que outros dois especialistas já foram
contratados.
Farmácia terá de contratar funcionário em Araçatuba (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Fonte: G1
Pequeno hospital não precisa contratar farmacêutico
08 de junho de 2013, 08:54h
Os postos de saúde e os dispensários de medicamentos municipais não estão obrigados a contratar farmacêutico responsável, nem se registrar no Conselho Regional de Farmácia. A decisão é da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que manteve sentença que isentou um pequeno hospital do interior gaúcho de pagar multas por não ter contratado farmacêutico profissional para cuidar do seu dispensário. O acórdão foi lavrado na sessão de 28 de maio.
Na primeira instância, o juiz Fábio Vitório Matiello, da 2ª Vara Federal de Santo Ângelo, observou que a exigência de responsável técnico está prevista no artigo 15 da Lei 5.991/1973, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos e insumos farmacêuticos.
‘‘Verifica-se que, de acordo com a lei, a exigência de presença de responsável técnico, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, restringe-se às farmácias e às drogarias’’, anotou na sentença. Também citou as disposições do artigo 4º, inciso XIV, da mesma lei, que define dispensário de medicamentos: ‘‘é o setor de fornecimento de medicamentos industrializados, privativo de pequena unidade hospitalar ou equivalente’’.
Matiello ainda tomou por empréstimo a definição de "dispensário" que consta na Apelação Cível 5000053-65.2011.404.701, relatada pelo juiz federal João Pedro Gebran Neto, convocado ao TRF-4. O excerto do julgado, de 9 de junho de 2011, diz: ‘‘[dispensário] é aquele em que há somente a distribuição de medicamentos industrializados conforme receituário médico, sem comercialização, manipulação ou fracionamento dos mesmos, ministrados apenas aos pacientes da unidade hospitalar, de forma que não gera a necessidade de responsabilidade técnica de profissional farmacêutico’’.
No caso dos autos, reconheceu o julgador, trata-se de estabelecimento hospitalar de pequeno porte. E, embora esteja inscrito no Conselho Regional de Farmácia, não se sujeita a acompanhamento de profissionais da área farmacêutica. ‘‘Ora, se a embargante [a associação hospitalar] não está obrigada ao registro no Conselho de Farmácia, eventual registro existente seria ineficaz, não lhe atribuindo obrigatoriedade ao pagamento das anuidades’’, disse o juiz federal.
O caso
A Associação Hospitalar Santa Teresa, localizada no município de Guarani das Missões (RS), foi à Justiça pedir o reconhecimento de inexigibilidade dos títulos executivos que deram origem à Execução Fiscal movida pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio Grande do Sul. As cobranças englobam tanto as anuidades quanto as multas impostas pelo conselho, pela falta de cadastro.
A entidade alegou, na inicial, ser uma pequena unidade hospitalar que não tem farmácia, mas mero dispensário de medicamentos, possuindo menos de 200 leitos. Pediu a aplicação da Súmula 140 do extinto Tribunal Federal de Recursos. A jurisprudência isenta unidades hospitalares com até 200 leitos de contratar farmacêutico responsável para seus dispensários.
O Conselho de Farmácia gaúcho apresentou defesa na 2ª Vara Federal de Santo Ângelo. Afirmou que a associação possui registro ativo como farmácia hospitalar, e não como simples dispensário de medicamentos. Em razão disso, faz-se necessária a presença do farmacêutico no estabelecimento durante todo o período de funcionamento, conforme manda o artigo 15 da Lei 5.991/1973.
Se não forem demonstrados os requisitos para a classificação como dispensários — explicou a defesa —, os estabelecimentos de atendimento privativos de unidades hospitalares devem ser enquadrados como farmácias hospitalares.
Clique aqui para ler a sentença e aqui para ler o acórdão.
Fonte: Conjur
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Farmacêutico é preso por tráfico de drogas em Curitiba
Após receber informações de que uma farmácia estaria vendendo
medicamentos controlados sem receita médica, policiais civis da
Delegacia de Repressão aos Crimes da Saúde (Decrisa), sob o comando da
delegada Araci Costa Vargas, com o apoio da Vigilância Sanitária,
vistoriaram, na tarde da última segunda-feira (07), uma farmácia no
bairro Sitio Cercado, em Curitiba. Durante a fiscalização no local, os
policiais apreenderam diversos medicamentos controlados de venda
restrita sem notas fiscais.
Investigações apuraram também, que o estoque de medicamentos não
estava cadastrado corretamente no órgão de fiscalização nacional,
indício de que os remédios poderiam estar sendo vendidos sem receita
médica. O farmacêutico responsável foi preso por tráfico de drogas, já
que não estava seguindo as determinações legais efetuando a venda de
medicamentos sem a exigência da receita médica.
A Decrisa, em conjunto com a Vigilância Sanitária, continua a
vistoria para verificar outras irregularidades no estoque de
medicamentos e na conduta do responsável técnico pela farmácia. As
fiscalizações fazem parte da rotina da Decrisa, no cumprimento de sua
função institucional de proteção à pessoa
Fonte: Bem Paraná
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Mobilização contra o Projeto de Lei Marluce Pinto
O que está sendo feito contra o PL Marluce Pinto?
Através da união das entidades farmacêuticas e da mobilização conjunta da categoria para ganhar credibilidade e força política, foi criado o Fórum Nacional de luta pela valorização da profissão Farmacêutica.
Através da união das entidades farmacêuticas e da mobilização conjunta da categoria para ganhar credibilidade e força política, foi criado o Fórum Nacional de luta pela valorização da profissão Farmacêutica.
No Fórum Nacional foi aprovado a Subemenda aglutinativa de plenário.
Vale ressaltar que esta Subemenda, NÃO é a proposta do substitutivo Ivan Valente.
O substitutivo Ivan Valente não atende mais os anseios da categoria farmacêutica.
O substitutivo Ivan Valente não atende mais os anseios da categoria farmacêutica.
Vários tópicos da Subemenda, foi retirada do substitutivo Ivan Valente, pois eram pontos de interesse da categoria farmacêutica.
Cada Estado, realizou ou realizará o Fórum Estadual de luta pela valorização da profissão farmacêutica.
Link para leitura da Subemenda Aglutinativa de Plenário:
terça-feira, 15 de abril de 2014
Farmacêuticos realizam protesto contra decisão da Justiça em Aracaju
ustiça acata proposta de não contratar farmacêuticos em tempo integral.
Manifestação ocorreu nas ruas da capital nesta terça-feira (15).
15/04/2014 13h00
- Atualizado em
15/04/2014 13h00
Do G1 SE
Para o presidente, a medida apresenta dois riscos. “Há o perigo do medicamento ser orientado de qualquer forma, além de ameaçar os postos de trabalho desses profissionais”, observa Dalmares Anderson Oliveira Santos.
Segundo ele, 90% dos empregos gerados para esses profissionais estão nas farmácias. Em todo o estado são mais de 880 profissionais em exercício.
Fonte: G1
terça-feira, 1 de abril de 2014
GO - ANVISA pede apoio a Polícia Militar para venda irregular de medicamentos controlados - Prisão em flagrante
24º Batalhão de Polícia Militar - Sede: Posse/Goiás
APOIO A EQUIPE DA ANVISA - VENDA IRREGULAR DE MEDICAMENTO CONTROLADO - PRISÃO EM FLAGRANTE
Nos dias 26 e 27/03/2014 - Policiais do 24º BPM foram solicitados para apoiar servidores da ANVISA, os quais realizaram intensa fiscalização nas farmácias de Posse-GO, a fim de verificar entre outras irregularidades a venda irregular de medicamento controlado, sem receituário médico.
Pela manhã os agentes compareceram em uma das farmácias localizadas no Setor Central, em Posse-GO, ocasião em que constataram a venda de medicamento controlado, de forma irregular. Em consequência o farmacêutico foi conduzido para a delegacia, onde foi preso e autuado em flagrante delito, com base do art. 33 da Lei nº 11343/2006, o qual possui a seguinte redação:
APOIO A EQUIPE DA ANVISA - VENDA IRREGULAR DE MEDICAMENTO CONTROLADO - PRISÃO EM FLAGRANTE
Nos dias 26 e 27/03/2014 - Policiais do 24º BPM foram solicitados para apoiar servidores da ANVISA, os quais realizaram intensa fiscalização nas farmácias de Posse-GO, a fim de verificar entre outras irregularidades a venda irregular de medicamento controlado, sem receituário médico.
Pela manhã os agentes compareceram em uma das farmácias localizadas no Setor Central, em Posse-GO, ocasião em que constataram a venda de medicamento controlado, de forma irregular. Em consequência o farmacêutico foi conduzido para a delegacia, onde foi preso e autuado em flagrante delito, com base do art. 33 da Lei nº 11343/2006, o qual possui a seguinte redação:
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar,
produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em
depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar,
entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos. Na ocasião o proprietário da farmácia conseguiu evadir do local; há informação de que em breve será expedido mandado de prisão em desfavor dessa pessoa; ontem (26/03/2014) a proprietária de outra farmácia foi presa em flagrante e está a disposição do Poder Judiciário, no Presídio da cidade.
Fonte: 24º Batalhão da PM de Posse
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos. Na ocasião o proprietário da farmácia conseguiu evadir do local; há informação de que em breve será expedido mandado de prisão em desfavor dessa pessoa; ontem (26/03/2014) a proprietária de outra farmácia foi presa em flagrante e está a disposição do Poder Judiciário, no Presídio da cidade.
Fonte: 24º Batalhão da PM de Posse
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Faltam farmacêuticos em metade das farmácias do país, diz censo
CLÁUDIA COLLUCCI - DE SÃO PAULO
20/01/2014 02h00
Metade das 97 mil farmácias e drogarias do Brasil funciona
irregularmente, sem técnico responsável em horário integral. Na maioria,
a falta ocorre em certas horas do dia, mas 10% delas não têm
farmacêutico nunca.
Os números constam de um censo obtido com exclusividade pela Folha, que
será lançado hoje pelo ICTQ (instituto de pós graduação para
farmacêuticos). Lei de 1973 determina a presença do farmacêutico durante
todo o tempo de funcionamento da farmácia, sob pena de multas e até
interdição do local.
Entre as funções do farmacêutico estão conferir a receita do médico,
orientar o consumidor sobre o remédio e prescrever remédios que não
exijam receita médica.
"Em muitas farmácias, é o atendente que faz as vezes de farmacêutico.
Isso expõe a população a complicações em quadros clínicos de saúde e até
risco de morte", afirma Marcus Vinícius Andrade, que coordenou o
estudo.
Dos 1.923 usuários entrevistados, 54% não conseguem diferenciar o farmacêutico do atendente de balcão.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
Para a Abrafarma (associação brasileira de farmácias)existe um déficit de ao menos 30 mil profissionais. Hoje há 180 mil farmacêuticos registrados no país, mas 30% não trabalham em farmácias. Atuam em laboratórios e unidades de saúde, por exemplo.
"Muitas querem contratar, mas não encontram profissionais. Tem rede reduzindo as unidades 24h porque não acha farmacêutico", diz Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.
Já o CFF (Conselho Federal de Farmácia) nega que haja falta de profissionais e afirma que o problema é o excesso de farmácias, muitas delas funcionando de forma ilegal.
"O Brasil tem cinco vezes mais farmácia do que o necessário. Qualquer baiuca se intitula farmácia, coloca uma prateleira e começa a vender remédio", diz Walter Jorge João, presidente do CFF.
Segundo ele, há farmacêuticos suficientes e, nos próximos quatro anos, as escolas devem formar mais 80 mil.
João diz que em muitas farmácias tidas como irregulares a ausência do farmacêutico é temporária. "Saiu para almoçar ou está férias e a farmácia não conseguiu repor", explica ele, que contesta os resultados da pesquisa. "Será que eles foram em todas as farmácias e em todos os horários para concluir isso?"
O ICTQ diz ter cruzado dados de todos os conselhos de farmácia do país com os de farmácias e drogarias. Além disso, entrevistou 1.923 usuários e 2.331 profissionais.
Para Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, o déficit é causado pela má distribuição dos farmacêuticos. "É o que acontece no caso dos médicos. Há uma concentração de profissionais no Sul e no Sudeste."
Em alguns Estados, a falta de farmacêuticos chegou ao Ministério Público. Na Paraíba, onde 112 farmácias funcionam sem o profissional, algumas delas se livraram de punição porque provaram que não preenchem as vagas por falta de interessados.
"Fechar farmácias por falta de farmacêutico não é um bom negócio para a
população, sobretudo nas cidades menores", diz Mena Barreto.
Fonte: Folha de São Paulo
Fonte: Folha de São Paulo
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Ministério da Saúde oferece capacitação para farmacêuticos
segunda, 13 de janeiro de 2014 às 18h57
O objetivo da
capacitação é qualificar técnica e humanisticamente o profissional
farmacêutico para atuar na Atenção Primária em Saúde
Proposta de trabalho é baseada na problematização de situações cotidianas do farmacêutico. (Foto: Reprodução/Internet.)
Estão abertas as inscrições para o curso “Farmacêuticos na Atenção Primária à Saúde: Trabalhando em Rede”, fruto de uma parceria entre Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS (Qualifar SUS), e a Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O objetivo da capacitação é qualificar técnica e humanisticamente o profissional farmacêutico para atuar na Atenção Primária em Saúde, desenvolvendo com competência as atividades de núcleo e de campo, pautadas nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso é gratuito e envolve etapa presencial e a distância. A proposta de trabalho é baseada na problematização de situações cotidianas do profissional farmacêutico que se ramificarão ao longo dos módulos. A carga horária total do curso é de 350 horas e 200 vagas serão oferecidas nesta edição.
As inscrições estão abertas até o dia 31 de janeiro. Para se inscrever, clique aqui.
Fonte: Com informações do CFF.
Divulgação: CRF-MS
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
TJ Concede Liminar e suspende Lei sobre manter Farmacêuticos em Todos dos Postos
A suspensão liminar foi assinada pela Mesa da Câmara até a decisão do TJ
O Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo deferiu liminar para suspender a Lei l Nº 5.459, de 02 de
setembro de 2013, que trata sobre a obrigatoriedade do município manter
em todas as unidades de saúde que possuem farmácias e dispensários de
medicamentos, um farmacêutico responsável. Isso depois que a Prefeitura
entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin).
A
Lei foi de autoria do vereador Aristides Jacinto Bruschi, Enfermeiro
Ari (PV). O projeto foi aprovado pela Câmara, vetado pelo Executivo e
consequentemente o veto foi derrubado.
Por
se tratar de uma decisão temporária, a Mesa da Câmara, assinou um ato
que estabelece a suspensão da nova Legislação até que a ADIN seja
julgada pelo Tribunal.
A lei
trata sobre a obrigatoriedade de manter um farmacêutico responsável em
todas as unidades de saúde do município. Segundo o vereador, uma forma
de cumprir as determinações com relação à área farmacêutica e manter a
segurança na hora de distribuir os medicamentos aos pacientes.
A
Prefeitura entendeu que o projeto era inconstitucional e o prefeito
vetou a proposta, que ao ser analisada novamente, teve o veto
derrubado.
Na lei consta que : É
de responsabilidade do farmacêutico responsável técnico pela farmácia
ou dispensário de medicamentos,assegurar que os serviços prestados sejam
de qualidade comprovada por meio de monitoramento e documentação. Que
sejam atendidos os parâmetros mínimos de infraestrutura, na forma da
legislação sanitária em vigor. Além disso, cita que caberá à Secretaria
Municipal de Saúde adotar as medidas necessárias à execução e
fiscalização do programa assim que instituído.
Karla Konda
Farmacêuticos uruguaios não querem vender maconha
Foto: EPA
No Uruguai, o primeiro país do mundo a legalizar a produção e o comércio de maconha, a maioria das farmácias não quer vendê-la, comunica a mídia local.
Muitos farmacêuticos receiam que, se começarem a vender a droga, possam ser assaltados por toxicómanos.
Outro receio é o de que as empresas farmacêuticas estrangeiras possam deixar de colaborar com essas farmácias
Prevê-se que o preço de um grama de maconha no varejo seja de 1 dólar. As vendas legais começarão já a partir de meados de 2014
Fonte: Rádio Voz da Rússia
Fonte: Rádio Voz da Rússia
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Preparação de medicamentos não faz parte das atribuições dos enfermeiros
Entre
as atribuições de enfermeiro não está incluída a preparação de
medicamentos. Com essa fundamentação, a 7.ª Turma do TRF da 1.ª Região
reformou sentença da 14.ª Vara Federal do Distrito Federal que julgou
improcedente o pedido do Conselho Federal de Farmácia (CFF) para afastar
as disposições da Resolução 257/2001, do Conselho Federal de Enfermagem
(Cofen), que outorgou a um enfermeiro o preparo de drogas
quimioterápicas antineoplásicas.
O CFF recorreu ao TRF da 1.ª Região
contra a sentença de primeira instância ao fundamento de que é ilegal,
pela ausência de previsão legal e formação acadêmica, a dispensação e a
manipulação de antineoplásicos e quimioterápicos por enfermeiros.
Os argumentos foram aceitos pelo
relator, desembargador federal Luciano Tolentino Amaral. “O papel do
enfermeiro encontra, por óbvio, limitação técnica e legal para a
manipulação e/ou preparo dos medicamentos antineoplásicos, seja pelo
grau de complexidade técnico-científica exigida; seja pelo alto risco no
manuseio das substâncias envolvidas; seja porque o preparo dos
medicamentos antineoplásicos não se restringe à mera diluição ou simples
mistura de outros medicamentos; seja por que tal pretensão não possui
amparo legal, ou, ainda, porque ela se opõe à norma de regência”,
esclareceu o magistrado.
Ademais, ponderou o desembargador, no
caso em análise não está em discussão a capacidade de o enfermeiro
ministrar ou administrar medicamentos antineoplásicos em pacientes com
câncer, mas a sua capacitação técnico-científica e a autorização para
preparar tais medicamentos. “O Cofen atribuiu aos enfermeiros
competência não prevista na lei que regulamenta a profissão invadindo a
área de competência dos farmacêuticos, haja vista a Portaria/MS n.º
3535/98, que é clara ao afirmar que todo preparo de medicamentos
antineoplásicos deve ser realizado por farmacêutico”, afirmou o relator.
A decisão foi unânime.
Processo n.º 0004807-15.2002.4.01.3400
Data de julgamento: 19/11/2013
Publicação no diário oficial:
JC
Assessoria de Comunicação Social
Tribunal regional Federal da 1.ª Região
Contribuição da colega Marcela Libertino
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Um filme de 1946 apresentando a profissão farmacêutica
Achei !! Farmácia: Qual a sua vocação?: Um filme de 1946 apresentando a profissão farmacêutica.
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