sábado, 11 de julho de 2015

Ver TV debate sobre propaganda de medicamentos

Criado em 08/07/15 08h29 e atualizado em 08/07/15 08h55
Por Ver TV Fonte:TV Brasil

A regulamentação existente nem sempre é cumprida, agravando o problema. Como enfrentar a questão, que mexe com a vida de todos?

O Ver TV reúne três especialistas para um debate sobre o assunto. Paula Camargo, professora de publicidade da universidade Mackenzie, em São Paulo. O médico José Ferreira coordena a Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos; e a professora de administração Melby Huertas, da Fundação Educacional Inacian.

Este programa ainda traz entrevistas com a advogada Maria José Fagundes, diretora da Associação da Indústria Farmacêutica de pesquisa; Viviane Vieira, coordenadora do departamento de linguística da Universidade de Brasília; Vera Lúcia Luíza, coordenadora do núcleo de assistência farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública, vinculada à Fiocruz; e a advogada Sônia Amaro, supervisora institucional da Proteste, associação que atua na defesa dos direitos dos consumidores.

Confira na íntegra:

http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2015/07/ver-tv-debate-sobre-propaganda-de-medicamentos

Órgãos se articulam para apurar venda de medicamentos em feiras livres

A decisão ocorreu após O POVO divulgar que medicamentos têm sido comercializados indiscriminadamente em feiras de Fortaleza. Ministério Público vai cobrar que Prefeitura e Polícia investiguem as denúncias

 
 
 
EVILÁZIO BEZERRA
O POVO flagrou a venda indiscriminada de medicamentos em feiras no Centro, na Praia do Futuro e na Parangaba (foto)
 
 O Ministério Público do Ceará (MPCE) vai acionar a Vigilância Sanitária de Fortaleza e a Polícia Civil para investigar a venda de medicamentos em feiras livres, denunciada ontem pelo O POVO. Na tarde de ontem, audiência pública na Câmara Municipal também discutiu o assunto e alertou para a necessidade de se intensificar a fiscalização no comércio ilegal.

“Tem que saber se essa medicação (vendida ilegalmente) é adquirida no SUS ou em outro lugar. Essas feiras vendem armas, balas, e não têm fiscalização”, cobrou a promotora de Justiça e Defesa da Saúde Pública, Isabel Pôrto, que garantiu a instauração de um processo administrativo para investigar as ocorrências na Capital.

Coordenador do Setor de Produtos da Vigilância Sanitária Municipal, Antônio Carlos Fraga adiantou que o órgão já prevê parceria com a Polícia para o segundo semestre deste ano. “O que nos preocupa é que esses medicamentos são roubados de postos de saúde, de drogarias”, denunciou. Por conta disso, alerta, no momento em que a pessoa se automedica com remédios adquiridos em feiras livres, ela pode estar sujeita a produtos falsificados ou adulterados.

Durante a audiência na Câmara, o presidente da União dos Feirantes do Ceará, Heron Moreira, afirmou que a classe condena a venda ilegal de medicamentos e denunciou que a prática ocorre também em outros municípios. “Em quase todas as feiras livres há gente vendendo medicamentos de vários gêneros, inclusive que exigem prescrição (médica)”, disse. Para contornar o problema, o presidente reforçou que os municípios devem regulamentar a atividade dos feirantes.

Farmácias
Nem mesmo as farmácias escapam da venda ilegal. Em Fortaleza, de acordo com Carlos Fraga, da Vigilância Sanitária, 17 fiscais são responsáveis por inspecionar a cadeia de antibióticos e medicamentos controlados. Caso uma drogaria seja flagrada pela venda ilegal, ela pode receber uma multa que varia entre R$ 2 mil e R$ 2 milhões, a depender do porte da empresa.

Além disso, dependendo da ocorrência, o Município pode apreender os produtos ou interditar o estabelecimento comercial. “Tem uns (comércios) clandestinos que, dependendo do risco, são fechados de imediato”, afirmou Fraga.

Ele explicou, ainda, como chegam as denúncias: “geralmente, uma (farmácia) denuncia a outra. É tudo anônimo, para ver se o concorrente é autuado. Mas mais de 90% das denúncias procedem”, citou.

Penas
O Código Penal estabelece que a falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos medicinais é passível de multa e reclusão de dez a 15 anos. Nesse contexto se enquadra quem vende, exporta, expõe à venda, distribui ou entrega a consumo os medicamentos.

Saiba mais

Audiência pública
A audiência pública na Câmara Municipal foi encomendada pelo deputado federal Chico Lopes (PCdoB), relator do projeto de normatização das feiras na Câmara dos Deputados.

Riscos
Os remédios controlados, chamados “tarja preta”, podem causar dependência química e psíquica. Já os antibióticos, se tomados indiscriminadamente, podem causar resistência no organismo, impossibilitando que, posteriormente, o medicamento tenha efeito. 

Fonte: O Povo

quarta-feira, 1 de julho de 2015

MPF quer aumentar tempo de permanência de farmacêutico nas drogarias do Recife

Sexta-Feira, Dia 26 de Junho de 2015
Diversos órgãos assinaram termo de ajustamento de conduta com esse objetivo.
Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) quer estender o tempo mínimo de permanência de farmacêuticos, devidamente inscritos no Conselho Regional de Farmácia (CRF), nas drogarias localizadas no Recife. Para isso, o procurador da República Alfredo Carlos Gonzaga Falcão Júnior assinou, na semana passada, na sede do MPF, novo termo de ajustamento de conduta (TAC), que, mediante novas cláusulas, atualiza documento firmado em 2010.
 
O TAC também foi assinado por representantes da Secretaria de Saúde da Prefeitura do Recife, Conselho Regional de Farmácia do Estado de Pernambuco, Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco, Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco e pelo Sindicato de Atacadistas de Medicamento.
 
Foi acordado que, entre junho de 2015 e dezembro de 2017, os estabelecimentos farmacêuticos sediados no Recife e classificados como microempresas e empresas de pequeno porte contarão com a assistência de profissional da área de farmácia durante, no mínimo, 10 horas diárias. Anteriormente, o tempo de presença determinado era de cinco horas por dia. Agora, faltam apenas duas horas para que haja assistência integral conforme determina a lei, uma vez que, normalmente, os estabelecimentos funcionam durante 12 horas ao dia.
 
Além disso, as drogarias classificadas como de médio e grande porte e as unidades que funcionam 24 horas deverão ter a assistência durante todo o horário de atendimento. Antes, o tempo variava entre 10 e 12 horas por dia. 
 
Segundo estudo da Vigilância Sanitária em Recife, a norma que estabelece a exigência de 10 horas diárias de assistência de um profissional de farmácia nos estabelecimentos deve atingir de 160 a cerca de 190 farmácias no município, classificadas como microempresas e empresas de pequeno porte. As farmácias e drogarias têm até 90 dias, a contar da assinatura do TAC, para se adequar às novas normas.
 
No entanto, todos os estabelecimentos farmacêuticos que se instalarem no município após a assinatura do acordo proposto pelo MPF deverão se comprometer a ter profissional da área de farmácia durante todo o horário de funcionamento, conforme determina a lei nº 13.021/204. 
 
A necessidade de flexibilização da lei ocorreu porque Pernambuco está entre os cinco Estados do país que tem menos profissionais de farmácia por número de habitantes. E especialmente também porque não há dados oficiais que permitam concluir sobre o quantitativo real de profissionais no mercado, para atender a oferta de empregos.
 
Por isso que o TAC proposto pelo MPF prevê reuniões quadrimestrais a fim de que todas as instituições que assinaram o acordo possam discutir sobre os reais motivos que levaram proprietários de farmácias a serem autuados por ausência do profissional no horário devido. Se for constatado, a partir de uma decisão colegiada e unânime de todas as instituições envolvidas, que a ausência de profissional ocorreu por falta de técnicos no mercado, é possível, inclusive, que os termos do documento sofram mudanças. 
 
Órgãos fiscalizadores - O Conselho Regional de Farmácia e a Vigilância Sanitária no Município do Recife são os responsáveis pela fiscalização de estabelecimentos que realizem o comércio, venda, dispensação, fornecimento, armazenamento e distribuição de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos. 
 
A Vigilância Sanitária de Recife somente poderá licenciar os estabelecimentos mediante comprovação, por parte das próprias empresas, da assistência do farmacêutico responsável. O Conselho Regional de Farmácia deverá atestar a regularidade do estabelecimento.
 
Caso alguma drogaria seja autuada pela Vigilância Sanitária de Recife, em decorrência da ausência de farmacêutico embora possua o profissional registrado em seus quadros, o caso será comunicado ao CRF para aplicação das penalidades cabíveis. 

        Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com PGR

Fonte:  Justiça em foco

Farmácias "online" na UE passam a ter logótipo comum contra medicamentos falsos

 
A disposição, adoptada há cerca de um ano pela Comissão Europeia, entra em vigor a partir de quarta-feira.
 
 
A partir de quarta-feira, 1 de Julho, todas as farmácias e revendedores "online" a operar legalmente na União Europeia devem utilizar um logótipo comum a atestar a autenticidade e segurança dos medicamentos vendidos na Internet.
Esta disposição que entra agora em vigor está prevista num regulamento adoptado há cerca de um ano pela Comissão Europeia, no quadro da legislação comunitária contra medicamentos falsificados, recordou esta terça-feira o executivo comunitário.
O executivo comunitário explicou nesta terça-feira que um cidadão que pretenda comprar medicamentos na Internet deve procurar o logótipo, e, clicando sobre o mesmo, é dirigido à página da autoridade nacional de regulação, que fornece uma lista de todas as farmácias e retalhistas legais de medicamentos no Estado-membro em questão.
A Comissão Europeia recorda que geralmente os medicamentos falsificados são não só ineficazes, como podem ser nocivos e até mesmo mortais.

Fonte: Público
 

Profissão sendo boicotada por profissional

Acabo de ficar sabendo...
Criaram um grupo de WhatsApp para avisar quando o fiscal do CRF está na cidade.
Ai você pensa e pergunta...
O Farmacêutico reclama do salário porque o dono não quer sua presença na empresa.
Ai o Conselho vai fiscalizar e vc avisa todos que está tendo fiscalização e por isso corre para a farmácia.
Sabe quando você vai ter um salário digno?
Dá para acreditar que o Farmacêutico trabalha defendendo a empresa que está arruinando com sua carreira profissional?
Difícil entender essa lógica!
Acho que estou ficando velho mesmo...