terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Responsável por laboratório continua presa


Umuarama – A técnica responsável pela produção de remédios sem autorização do Ministério da Saúde em Umuarama, Maria do Carmo Mendes Martins, presa durante operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e polícias na quarta-feira passada, continua atrás das grades na 7ª Subdivisão Policial nesta cidade. O Ilustrado teve acesso ao inquérito ontem e, em depoimento, a técnica afirmou não saber que os fitoterápicos eram medicamentos que precisavam de autorização para serem produzidos. Maria é responsável de gestão empresarial e técnica do laboratório Fitonatura, que no inquérito consta como razão social da Laborderm, entretanto, a empresa nega qualquer ligação senão o parentesco com os envolvidos. 


No inquérito, Maria afirmou para a delegada do Núcleo de Combate aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), Paula Brisola, que começou a produzir os medicamentos há cinco anos. A princípio ela tinha autorização para trabalhar com a castanha da índia e com cascara sagrada, mas a produção acabou aumentando. Na quarta-feira, durante a ação policial, foram apreendidos trinta tipos de medicamentos não regularizados. 


Segundo Maria, por se tratar de plantas, ela não imaginava que precisaria de autorização na Anvisa. A responsável também afirmou em depoimento não ter conhecimento de que fitoterápicos são medicamentos.
Foram apreendidos mais de 700 quilos de remédios e insumos, a maioria deles corresponde aos medicamentos de tarja vermelha, que não precisam de prescrição médica. Entretanto, entre a produção havia o remédio Piscicarium, que por ser feito a base de Valeriana, uma planta medicinal com efeito sonífero e calmante, precisa de receituário, segundo disse a delegada Paula. No depoimento, Maria afirmou não ter conhecimento disso. 


fonte: http://www.ilustrado.com.br/2011/ExibeNoticia.aspx?Not=Respons%C3%A1vel%20por%20laborat%C3%B3rio%20continua%20presa&NotID=527

PF faz megaoperação contra tráfico de remédios para emagrecimento em MG e ES

Divulgação Polícia Federal
SÃO PAULO - Cinco pessoas já foram presas em Minas Gerais e no Espírito Santo nesta terça-feira, em uma operação destinada a combater o comércio ilegal de anfetaminas, usadas para emagrecer. Outros dois procurados continuam foragidos.

Segundo o delegado Marcelo Xavier, da PF de Governador Valadares, que participa da operação foram realizadas apreensões e flagrantes em sete farmácias dos dois estados, em conjunto com a Anvisa.
Além de sete mandados de prisão, a operação, batizada de 'Efeito Colateral', cumpre ainda 15 de busca e apreensão nos dois estados. Os acusados são procurados nas cidades mineiras de Resplendor, Conselheiro Pena e Cuparaque. No Espírito Santo, os acusados estão nas cidades de Nova Venécia, Ecoporanga, Barra de São Francisco e Baixo Gandu.

Segundo a PF, a operação foi iniciada em outubro passado e o alvo são farmácias de manipulação dos dois estados.

As investigações começaram a partir do intercâmbio de informações entre a Polícia Federal Brasileira e o DEA (Drug Enforcement Administration), a agência de drogas americana. Os empresários utilizavam-se de brasileiros residentes em diversas cidades americanas para remeterem, especialmente via correios, medicamentos como femproporex, amfepramona e fluoxetina.

Durante a investigação foram apreendidas 605 fórmulas de medicamentos, o que resulta em aproximadamente 43 quilos de produtos. Dez pessoas foram presas no Brasil e nos Estados Unidos.
Em Minas Gerais, orientados pela polícia, os Correios passaram a verificar as encomendas internacionais. Os remetentes, a fim de dificultar a identificação das drogas, utilizavam-se de papel carbono, balas e bombons.
Divulgação Polícia Federal
As anfetaminas são drogas sintéticas usadas no Brasil para obter melhores resultados nos tratamentos de emagrecimento, como moderadores de apetite. Há regulamentos da Anvisa que permitem o uso destes medicamentos, desde que receitados por médicos e dentro de dosagens estabelecidas. Desta maneira, a venda destes produtos depende de receita médica que deve ser retida pela farmácia.

Leia também: Anvisa quer banir uso da sibutramina Segundo a PF, tem ocorrido um abuso do uso destes medicamentos, que muitas vezes são ingeridos sem acompanhamento por profissionais da saúde ou com receitas médicas falsificadas.

A PF lembra que as anfetaminas anorexígenas estimulam a atividade mental. Com isto, há uma alteração nas funções de raciocínio, emoções, visão e audição, comumente associada a grande euforia. Além de perder o apetite, a utilização destes medicamentos traz como conseqüências insônia, irritabilidade, calafrios e, em alguns casos, convulsões e delírios.

Quando os efeitos destes medicamentos passam, é comum as pessoas entrarem em depressão. Por causa disso, os usuários ingerirem juntamente com o anorexígeno um antidepressivo.

Porém, lembra a PF, os usuários voltam a ganhar peso quando interrompem o uso destes medicamentos. "Ao contrário do que muitos pensam, o uso reiterado destes medicamentos causa dependência. Isto leva o usuário a necessitar de dosagens maiores para obter os mesmos efeitos. No curso das investigações, perícias demonstraram que em algumas pílulas havia uma concentração até 10 vezes maior que a legalmente permitida no Brasil", diz a PF.

Os detidos serão indiciados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, com penas que variam de 5 a 15 anos, podendo ter acréscimo em virtude da transnacionalidade do delito. Eles ficarão recolhidos em Governador Valadares, à disposição da Justiça Federal.

fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/02/22/pf-faz-megaoperacao-contra-trafico-de-remedios-para-emagrecimento-em-minas-gerais-espirito-santo-923856959.asp

Polícia Federal investiga o comércio ilegal de anfetaminas

Da Redação, com BandNews FM BH

cidades@eband.com.br

A PF (Polícia Federal) está cumprindo sete mandados de prisão temporária e quinze mandados de busca e apreensão contra o comércio ilegal de anfetaminas, uma substância usada para o emagrecimento, nesta terça-feira em cidades de Minas Gerais.

A ação está acontecendo em quatro cidades mineiras: Ipatinga, Resplendor, Conselheiro Pena, e Cuparaque. Além dos municípios mineiros, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumprem os mandados em cidades do Espírito Santo.

As farmácias de manipulação do leste de Minas e do interior do Espírito Santo já vinham sendo investigados pela PF desde outubro do ano passado. Durante esse tempo, foram apreendidas 605 fórmulas de medicamentos, aproximadamente 43 kg da substância, e dez pessoas foram presas.

Com o auxílio da Gerência de Segurança Operacional dos Correios, a Polícia constatou a participação de brasileiros residentes no exterior no mercado ilegal. As drogas eram enviadas dos Estados Unidos e eram embaladas em papel carbono, em papéis de balas, bombons, dentre outros materiais.

Os detidos foram indiciados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico e podem pegar pena de cinco a 15 anos de prisão.


Redação: Maria Alice Rangel Vila

Mobilização de federação cutista faz com que trabalhadores sejam reconhecidos como servidores públicos

Em novembro de 2010, uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) determinou que os conselhos de fiscalização profissional são Autarquias federais. Com isso, além dos órgãos estarem submetidos à fiscalização da União, os trabalhadores contratados para atuar nesses locais a partir de 1988 estarão enquadrados em Regime Jurídico Único (RJU) e serão considerados servidores públicos. A decisão exclui apenas a Ordem dos Advogados do Brasil. 

A decisão é uma resposta ao mandado de segurança movido junto ao STJ em março de 1992 pelos sindicatos dos trabalhadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Ceará, Brasília, Pernambuco e Paraíba.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional (Fenasera), José Roberto Cavalcanti, o primeiro benefício da medida é a transparência. “Teremos a democratização dos conselhos, que precisarão prestar contas sobre a forma como utilizam os recursos que são repassados automaticamente pelos profissionais que representam. Além disso, alguns dirigentes, para que sejam eleitos, precisam se agarrar nos donos das empresas onde há um grande número de profissionais e com isso ficam devendo favores. Isso deve acabar”, critica.

Fim do assédio moral – Para ele, porém, o principal avanço é o combate ao assédio moral ao qual são submetidos os fiscais. “Com a estabilidade de servidor público, os conselhos não poderão coagir ou punir os companheiros que apenas querem exercer suas funções”, diz Cavalcanti.

O dirigente da entidade cutista se refere a uma situação que beira o surrealismo. O dever dos fiscais é investigar a atuação de profissionais como engenheiros e médicos. Porém, muitas vezes, ao indicarem aqueles que atuam erroneamente, passam a sofrer com assédio moral ou mesmo são demitidos, em uma relação na qual o fiscalizado tem mais poder do que o fiscalizador.

Presidente do Sindicato dos Empregados em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional (Sindecof) do Distrito Federal, Douglas Cunha, cita o caso de 43 fiscais de Minas Gerais e outros quatro do DF que, segundo ele, foram punidos por perseguição política. “Os conselhos querem que apenas fiscalizemos as cobranças de taxas, mas nossa obrigação é avaliar também o bom cumprimento das funções. Com essa mudança os conselhos se transformarão em agências reguladoras e certamente teremos mais autonomia para punir os maus profissionais”, acredita.

Seminário em Brasília
Para esclarecer os trabalhadores sobre seus direitos e como as mudanças do RJU afetarão a rotina profissional, a Fenasera promove nos próximos dias 25 e 26 de fevereiro um seminário nacional em Brasília.
O evento que debaterá o assunto acontece na sede do Sindicato dos Bancários da capital federal.
Escrito por: Luiz Carvalho - (fonte CUT-DF)

fonte: http://www.sindifato.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=301:mobilizacao-de-federacao-cutista-faz-com-que-trabalhadores-sejam-reconhecidos-como-servidores-publicos&catid=1:ultimas-noticias

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Higienização de ferida pode ser mais efetiva que antibiótico

Estudo preliminar defende lavagem e drenagem da área infectada por bactéria

Tratamento caseiro: manter a higiene da ferida é o cuidado mais importante para acelerar a cicatrização Tratamento caseiro: manter a higiene da ferida é o cuidado mais importante para acelerar a cicatrização (Jupiterimages/Thinkstock)
 
Um estudo conduzido pelo Johns Hopkins Children´s Center, dos Estados Unidos, mostra que a higienização da pele infectada por alguns tipos de bactéria pode ser mais efetiva do que o uso do antibiótico meticilina. As conclusões serão publicadas na edição de março do periódico Pedriatrics.

Para conduzir a pesquisa, os especialistas lançaram mão de dois antibióticos regularmente usados no tratamento de infecções pela bactéria Staphylococcus aureus. Aleatoriamente, 191 crianças voluntárias, que tinham entre seis meses e 18 anos de vida, receberam cefalexina, um antibiótico clássico, mas pouco eficiente na cura desse tipo da bactéria, ou clindamicina, conhecido por sua eficácia contra as cepas mais resistentes.
Os resultados do levantamento mostraram que a cura da infecção estava diretamente ligada aos cuidados com a ferida, e não com o antibiótico utilizado: 95% das crianças observadas tiveram uma recuperação completa após uma semana de tratamento, não importando o antibiótico com que foram tratadas. "O que realmente faz diferença no cuidado com a ferida é a limpeza e a drenagem do machucado, ou seja, é preciso apenas manter o local sempre limpo", diz Aaron Chen, líder do estudo.

Apesar da descoberta, os especialistas evitam advogar em favor da retirada da medicação nos casos de tratamento de infecções. Para eles, estudos mais aprofundados sobre a verdadeira eficácia dos antibióticos nessas situações específicas ainda são necessários.

Prescrição – Os antibióticos podem causar sérios efeitos colaterais e resistência à droga, além de aumentar os custos do tratamento. “Muitos médicos compreensivelmente entendem que os antibióticos são imprescindíveis no tratamento contra infecções por bactéria”, afirma George Siberry, pesquisador e pediatra do Johns Hopkins Children´s Center.

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/higienizacao-de-feridas-pode-ser-mais-efetiva-que-antibiotico