terça-feira, 17 de julho de 2012

Projeto de Lei para controlar medicamentos para transtornor mentais

A proposta é modificar o Estatuto da Criança e do Adolescente para proibir a medicalização psicofarmacológica

Segundo a senadora, o uso de psicofármacos em crianças e adolescentes vem tendo crescimento vertiginoso

A senadora Ângela Portela (PT) informou em discurso na tribuna do Senado na tarde de ontem, ter protocolado um projeto que prevê maior controle na prescrição indiscriminada de psicofármacos, medicamentos utilizados em casos de transtornos mentais, a crianças e adolescentes. De acordo com ela, existem casos em que os medicamentos estariam sendo empregados para a resolução de problemas não médicos, como os de comportamento ou de aprendizagem, por exemplo. O projeto aguarda indicação de relator na Comissão de Assuntos Sociais e deve passa ainda pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

A proposta é modificar o Estatuto da Criança e do Adolescente para proibir a medicalização psicofarmacológica“ indiscriminada, inadequada, desnecessária ou excessiva” e restringir o uso apenas em casos de comprovada necessidade, que deve obedecer a protocolos clínicos terapêuticos aprovados pelo Ministério da Saúde ou por entidade especifica,com a explicitação das indicações terapêuticas e dos requisitos a serem cumpridos para comprovação diagnóstica, além dos critérios de uso de cada psicofármaco. “No projeto proponho que seja acrescentada ao artigo 14, a recomendação de que o uso de psicofármacos em crianças e adolescentes obedeçam os requisitos e normas contidas nos regulamentos aplicáveis”, salientou.

Segundo a senadora, o uso de psicofármacos em crianças e adolescentes vem tendo crescimento vertiginoso no mundo todo e originando questionamentos por parte de especialistas das diferentes áreas envolvidas na atenção à saúde física e mental dos indivíduos dessas faixas etárias. “Trata-se do fenômeno da medicalização. Neste caso, nos advertem os especialistas, que quando se tem uma criança que não lê, não escreve e não presta atenção, em vez de se questionar o tipo de escola que lhe está sendo oferecida, questiona-se o fato de este indivíduo ter uma patologia; ou seja, não estar tendo atenção necessária para o estudo”, ponderou.

A senadora comentou que interesses econômicos de laboratórios farmacêuticos reforçam a tendência dos profissionais de saúde e de educação transformarem um problema não médico – de aprendizagem ou comportamento – em um problema biológico do indivíduo, com causa e solução médica, ou medicalização. “Esse projeto é uma tentativa de restringir o uso de drogas para o caso de déficit de atenção. Estou convicta de que, quando aprovada, esta proposta irá beneficiar nossas crianças e adolescentes, bem como todo o processo educacional do nosso país”, concluiu.


Projeto de Lei para definir "uso contínuo"

Projeto de Jorge Viana determina cota mínima para produção de medicamentos de uso contínuo

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Proposta conceitua medicamento de uso contínuo

O senador Jorge Viana quer fixar o limite mínimo de fornecimento de medicamentos de uso contínuo pelas empresas produtoras e obrigá-las a advertir os consumidores sobre eventual encerramento da produção.

Para isso, apresentou projeto (PLS 241/2012) alterando a lei que dispõe sobre a vigilância sanitária.

A proposta conceitua medicamento de uso contínuo como aquele empregado no tratamento de doenças crônicas e degenerativas, utilizado continuamente. Também determina o fornecimento da quantidade do produto igual ou superior à sua média de vendas dos três meses anteriores, respeitada a demanda de cada município.

O projeto de lei ainda obriga as empresas produtoras a informar o consumidor sobre o encerramento da produção com antecedência de seis meses, por mensagem veiculada na embalagem do medicamento.

Graves consequências
Em sua justificação, Jorge Viana critica o descaso com a saúde e a angústia dos brasileiros para conseguir tratamento adequado, “Principalmente quando se trata de pessoas acometidas por doenças crônico-degenerativas, dependentes do uso continuado de medicamentos”. 

Ele acrescenta que a descontinuidade no uso dos remédios pode resultar em graves consequências à saúde. Jorge Viana relata que a alegação para a falta de estoque nas farmácias é o déficit de fornecimento pelos laboratórios produtores.

“O desabastecimento das farmácias é uma constante e tem gerado inúmeras ações judiciais por todo o País, para a garantia do acesso a medicamentos. Como o direito à assistência farmacêutica está consignado em nosso ordenamento jurídico, em regra os pacientes conseguem a prestação jurisdicional pretendida”, afirma.

Segundo Jorge Viana, são frequentes os relatos de clientes de drogarias que, munidos de receita médica, não conseguem encontrar a medicação prescrita. Essas pessoas, observa o senador, são forçadas a fazer “verdadeira peregrinação” por inúmeros estabelecimentos, às vezes em cidades vizinhas, até finalmente conseguir adquirir o produto.

Tramitação
O projeto aguarda a designação do relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Quando estiver pronto para inclusão na pauta da CAS, será votado em caráter terminativo, ou seja, se aprovado, seguirá direto para a Câmara dos Deputados, caso não venha a ser apresentado recurso para apreciação no Plenário do Senado.

Fonte: riobranco.net

Saúde Pública - Você sabe o que é bom ou ruim?


Gostaria de compartilhar com os colegas, esse filme/documentário do polêmico Michael Moore.
Filmado em 2007, que retrata os Sistemas de Saúde Pública dos E.U.A, Canadá, Cuba, Inglaterra e França.
Michael Moore, coloca os cinco dedos nas feridas.
Filme serve para, segundo um professor meu, "desenrolar" as orelhas das pessoas e as fazerem pensar

Youtube - 1 de 12 legendado em Portugues. 
http://www.youtube.com/watch?v=N8NPXr25PsQ&feature=related

Youtube - 2 de 12 legendado em Portugues.
http://www.youtube.com/watch?v=uom4cSOo-aM

Youtube - 3 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=W4aT7suYsnE

Youtube - 4 de 12
 http://www.youtube.com/watch?v=L_qraGgyM2w

Youtube - 5 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=XTFZFfTWOZQ

Youtube - 6 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=K-R3sxGAYnY

Youtube - 7 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=wXic6tC6Ycs

Youtube - 8 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=3hnYhWcbhp4

Youtube - 9 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=3cWN9jDNwco
* trazido

Youtube - 10 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=QeF9o_BStgM

Youtube - 11 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=UHr_eQ5piHM

Youtube - 12 de 12
http://www.youtube.com/watch?v=5XN5xgc86tA

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Médicos particulares são responsáveis por aumento da resistência aos antibióticos



Médicos que atendem doentes em clínicas particulares contribuem de forma significativa para a disseminação da resistência aos antibióticos, pois são mais propensos a prescreverem medicamentos de forma desnecessária. É o que aponta um relatório publicado online na revista Clinical Infectious Diseases, avança o portal ISaúde.

De acordo com a pesquisa, uma série de factores influencia a tendência de prescrição exagerada de medicamentos, incluindo maior procura por parte dos pacientes, como também pressão para interromper visitas dos pacientes mais cedo, medo que a negação da prescrição gere processos por erro médico, o uso por alguns planos de saúde de pesquisas de satisfação de doentes para contratação de médicos, entre outras.

O estudo constatou que a ocorrência de infecções difíceis de se tratar em hospitais dos EUA reflecte a taxa de prescrição de antibióticos nas comunidades atendidas por estes por estes centros de atendimento, geralmente apresentando uma elevação durante a época de gripe e queda nos meses de Primavera e Verão. Para ilustrar a ligação, os investigadores mapearam os resultados de uma análise de dez anos de dados que mostram um desfasamento médio de um mês entre o uso de antibióticos e picos e declínios paralelos de Escherichia coli resistentes à ampicilina.

Ampicilina é amplamente utilizado para tratar pneumonia, bronquite e infecções de ouvido e pele, bem como intoxicação alimentar por E. coli e Salmonella. O fármaco não é eficaz contra infecções virais como a gripe e a constipação comum, mas médicos usualmente prescreve-no juntamente com outros antibióticos para tratar essas queixas - muitas vezes por causa da expectativas dos doentes.

"As pessoas devem estar conscientes que quando exigem antibióticos e não precisam deles, isso tem um efeito sobre outras pessoas que realmente precisa destes medicamentos", diz o líder do estudo Eili Klein, da Universidade de Princeton. "Então se tiver que ser submetido a procedimentos médicos durante o Inverno num hospital, o risco de ter uma infecção difícil de tratar com antibióticos é maior”.

Entre as estatísticas mais surpreendentes do relatório é o facto de que em 1987 apenas 2% dos pacientes infectados com Staphylococcus aureus não responderam a meticilina, taxa que subiu para mais de 50% em 2004. Nos últimos anos, S. aureus resistente à meticilina (MRSA), que causa uma variedade de doenças desde infecções de pele à choque séptico, também se tornou resistente a vancomicina, um potente fármaco considerado o antibiótico de último recurso.

"Um dos pontos-chave que podemos entender disso tudo é que os padrões de prescrição de antibióticos tem reais efeitos adversos sobre o sistema hospitalar. Médicos prescrevem antibióticos e muitas vezes o fazem sem pensar como isso afecta a comunidade", conclui Klein.
Aceda ao artigo na íntegra (em inglês) aqui. 

Fonte: RCM Pharma

Governo autoriza concurso com 2.500 vagas no Ministério da Saúde



O governo autorizou a realização de concurso público com 2.500 vagas no Ministério da Saúde. As oportunidades são para administrador (30 vagas), assistente social (45), enfermeiro (540), farmacêutico (40), médico (125), nutricionista (35), odontólogo (165), psicólogo (20), agente de saúde pública (70), auxiliar de enfermagem (1.370) e técnico de laboratório (60).

O provimento dos cargos está condicionado à existência de vagas na data de publicação do edital de abertura de inscrições para o concurso público e à substituição de dois mil e quinhentos trabalhadores contratados por intermédio de organizações não governamentais. O prazo para publicação de edital é de seis meses.

Fonte: Campo Grande News