terça-feira, 7 de agosto de 2012

Remédio usado para emagrecer pode cegar

Portal Terra
Relatório do FDA (Food and Drugs Administration), agência americana similar à Anvisa, mostra que o topiramato, anticonvulsivante usado por quem quer perder peso, aumenta as chances de contrair miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado, uma das maiores causas de cegueira definitiva. 

De acordo com o oftalmologista Pedro Burnier, esse efeito colateral não é tão comum, mas ele mesmo já atendeu uma paciente que, com menos de um mês de uso da droga, chegou ao consultório com os sintomas do glaucoma de ângulo fechado. 

Burnier ainda destaca que, de acordo com o relatório, as mulheres são mais vulneráveis a esse efeito colateral. Segundo o documento, de 49 pacientes que contraíram a doença devido ao uso da droga, 68% eram do sexo feminino. O motivo é que as mulheres têm a câmara anterior dos olhos mais estreita e o topiramato diminui ainda mais esse espaço. Portadores de hipermetropia também correm risco maior, pela mesma razão. 

Segundo o Sindusfarma, Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, o consumo do anticonvulsivante topiramato aumentou 62% em 2011. 

Fonte: Jornal do Brasil

Farmacêutico resposável pela Farmácia Central no Sudão do Sul.

Combate à desnutrição é desafio, diz brasileiro em missão no Sudão do Sul

Campos de refugiados do país registram até 5 mortes de crianças por dia.
Temporada de chuvas aumentou casos de malária, diz Guilherme Gontijo.

 Amauri Arrais Do G1, em São Paulo
O mineiro Guilherme Simão Gontijo, responsável pela farmácia central que atende a dois campos de refugiados do MSF no Sudão do Sul (Foto: Gregory Vandendaelen / MSF) 
O mineiro Guilherme Simão Gontijo, responsável
pela farmácia central que atende a dois campos de
refugiados no Sudão do Sul (Foto: Gregory
Vandendaelen / MSF)
 
Todos os dias centenas de refugiados cruzam a fronteira entre o Sudão e o vizinho Sudão do Sul fugindo do conflito entre forças oficiais e rebeldes e da falta de alimentos. Muitos andam por semanas até chegar a quatro campos de refugiados que, desde junho, registram um número de mortes e desnutrição acima dos padrões internacionais de emergência.

Foi este cenário que o brasileiro Guilherme Simão Gontijo encontrou ao chegar, há um mês, para trabalhar em sua primeira missão na organização humanitária Médicos sem Fronteiras no país. Farmacêutico, ele trabalha na distribuição de medicamentos e alimentos terapêuticos para os campos de Doro e Batil, onde vivem mais de 34 mil refugiados.

“Cheguei no início da temporada de chuvas. Desde então, as estradas ficaram ruins, o que fez com que a entrega de mercadorias demorasse mais do que o normal. Também aumentaram os casos de malária. A gente está numa corrida grande para tentar identificar as pessoas com a doença”, contou ao G1, via Skype, o mineiro de Muriaé.
mapa sudão do sul (Foto: Arte/G1)
Antes do período chuvoso, segundo ele, os refugiados enfrentavam longos períodos de racionamento, com muitas famílias vivendo com apenas 7 litros de água por dia –o consumo normal é de cerca de 20 litros.

Além da malária, as chuvas também trouxeram outros problemas, segundo o brasileiro. “Não existe saneamento básico. As pessoas vão chegando e recebem tendas ondevão se abrigar. O MSF intensificou a distribuição de latrinas para diminuir a possibilidade de contaminação pela água, mas ainda é um problema muito sério.”

Como consequência, afirma o farmacêutico, aumentaram os casos de diarreia, infecções e doenças respiratórias, principalmente entre crianças desnutridas, mais suscetíveis à contaminação.

“Nosso objetivo é tentar reforçar o organismo dessas crianças para, então, poder combater estas doenças. Com a alimentação, elas ficam mais aptas a responder a um tratamento com antibióticos. No momento, o foco do MSF é combater a desnutrição”, afirma.

Desnutrição e mortesNum dos campos em que Gontijo trabalha, o de Batil, no estado de Alto Nilo, uma em cada três crianças está desnutrida, segundo relatório divulgado pela organização na última sexta-feira (3). O índice de desnutrição severa aguda, de 10,1%, é cinco vezes mais elevado que o patamar de emergência.

A situação é ainda mais grave no vizinho campo de Yida, que abriga os 55 mil refugiados no estado de Unity, o estudo realizado em junho e julho aponta uma média de cinco mortes de crianças por dia, a maioria por diarreia e infecções graves.
Imagem de 26 de julho mostra a sudanesa Akim Faha segurando a filha Tuna Osman em um dos hospitais de campo do Médicos sem Fronteiras no campo de refugiados de Batil, no Sudão do Sul (Foto: AFP)Imagem de 26 de julho mostra a sudanesa Akim Faha segurando a filha Tuna Osman em um dos hospitais de campo do Médicos sem Fronteiras no campo de refugiados de Batil, no Sudão do Sul (Foto: AFP)


“A maioria dos nossos pacientes em ambos os acampamentos são crianças desnutridas que ficam mais enfraquecidas quando têm diarreia, malária ou infecções respiratórias. Elas rapidamente entram em um círculo vicioso de doenças que podem levar a complicações e à morte. Nossas equipes médicas estão trabalhando sem parar em condições desesperadoras tentando salvar vidas”, relata o coordenador geral de MSF, André Heller-Pérache, no material divulgado pela organização.

Guilherme Gontijo descreve como o mais difícil em sua primeira missão lidar com mudanças na distribuição de alimentos e medicamentos para poder atender a uma população em um limite muito perigoso. "Neste tipo de missão temos que estar preparados para todo tipo de adversidade, saber lidar com prioridades. Às vezes ficamos com muito pouco [de ajuda humanitária], mas temos que conseguir atender todos de forma correta."

Mais jovem país do mundoMais jovem país do mundo, o Sudão do Sul se emancipou em 9 de julho do ano passado, após uma votação nacional prevista no acordo de paz que pôs fim à 21 anos de luta entre o governo do Sudão e os rebeldes do Sul – a mais longa gerra civil africana, que matou 2 milhões de pessoas e forçou o deslocamento de 4 milhões, segundo a ONU.

A separação, no entanto, não ajudou a situação do novo país onde, segundo a ONU, 90% da população é considerada pobre e uma em cada sete crianças morre antes de completar um ano.

Fonte: G1

Notificações de reações adversas sobem 21%

por Lusa, publicado por Helena Tecedeiro23 Julho 2012

 As suspeitas de reações adversas com medicamentos comunicadas às autoridades aumentaram 21% no ano passado em comparação com 2010, segundo dados oficiais divulgados no dia em que os utentes passam a poder notificar casos pela Internet.

De acordo com uma nota da Autoridade do Medicamento (Infarmed), em mais de 230 milhões de medicamentos comercializados em Portugal durante o ano de 2011, foram registadas 2.559 notificações de suspeitas de reações adversas, o que representa um acréscimo de 21%.
Este ano, até ao mês de julho, as autoridades registaram já 1.400 notificações de suspeitas de reações adversas com fármacos.

"Este incremento não significa um aumento de casos de reações adversas, mas antes um acréscimo do número de notificações recebidas, dada a maior sensibilidade para identificar e comunicar problemas relacionados com os medicamentos", justifica o Infarmed.

Aliás, a sub-notificação de eventuais reações adversas é considerado um dos problemas no sistema europeu de vigilância de medicamentos.

Em Portugal, a partir de hoje, a notificação de reações adversas a medicamentos passa também a estar disponível para utentes, através de um novo portal na Internet -- o portal RAM.

Fonte: DN Portugal

Um em cada três idosos usa mais de dois medicamentos por dia, aponta estudo

Pesquisa avaliou 3 mil acima dos 60 anos. Em 83% dos casos, o medicamento tinha relação com o sistema cardiovascular

Estudo aponta que as mulhesres usam mais medicamentos que os homens
 
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) identificaram fatores associados ao uso de múltiplos remédios entre 3 mil idosos de mais de 60 anos beneficiários do INSS. Os resultados, publicados na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, mostram que a prevalência de uso de medicamentos foi de 83% e os mais utilizados tinham relação com o sistema cardiovascular. A polifarmácia ocorreu em mais de um terço dos participantes e a média de utilização por pessoa ficou entre dois e cinco remédios.

A pesquisa apontou que 35,4% dos entrevistados utilizam diversos medicamentos (polifarmácia), sendo a incidência dessa prática ainda maior com a idade: no grupo de 60 a 69 anos, 28,3% dos idosos relataram o uso de mais de um remédio, enquanto entre os maiores de 70 anos, o percentual subiu para 42,7%.

Outro resultado indicado pelo estudo foi que as mulheres utilizaram mais medicamentos que os homens. Segundo os pesquisadores, isso poderia se explicar pelo predomínio do sexo feminino em idades mais avançadas no país. Eles também destacaram que a baixa escolaridade influi na compreensão e cumprimento da prescrição, uma vez que mais da metade dos participantes da pesquisa não tinha o primário completo. De acordo com os pesquisadores, o estudo evidencia a necessidade de aprimoramento da assistência farmacêutica para esse subgrupo da população.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos anos, a população idosa brasileira cresceu duas vezes mais que a população geral. A estimativa é que, em 2030, cerca de 19% do total de brasileiros estejam na terceira idade.

Fonte: ISaúde.net

Projeto prevê compra de remédio a preço de custo

Agência Estado


Aposentados pelo Regime Geral da Previdência Social, portadores de doenças crônicas graves e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão comprar  medicamento a preço de custo nas farmácias e drogarias. As empresas poderão abater o desconto da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). É o que propõe o projeto de lei do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) aprovado nesta terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE). O texto terá ainda que ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Na justificativa da proposta, a relatora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), reiterou os argumentos de Crivella com relação à necessidade de reduzir o "impacto" dos gastos com medicamento "no segmento populacional em que a elevada prevalência de doenças crônicas acarreta o uso continuado de medicamentos caros". A lista de medicamentos que poderão ser vendidos a preço de custo será definida pelo Ministério da Saúde, segundo critérios técnicos e estatísticos que considerarão a prevalência de doenças na população de idosos.

Fonte: Diário do Grande ABC