terça-feira, 29 de outubro de 2013
Ministério Público do Trabalho investiga Estabelecimentos Farmacêuticos que pagam abaixo do Piso
Denúncia foi feita pelo Sinfarms
Após várias denúncias de que Estabelecimentos Farmacêuticos estariam
pagando salários abaixo do Piso Normativo, o Sinfarms protocolizou
denúncia à Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de
Emprego
(CONAFRET), no Ministério Público do Trabalho/MS.
Leia resposta do MPT
Após colher várias provas este Sindicato protocolizou denúncia com os nomes e os CNPJs das empresas que fazem este tipo de fraude.
Vale lembrar que tais estabelecimentos poderão ser fechados e, ainda, sofrerem pesadíssimas multas do MPT.
Em assim sendo, o Sinfarms conclama a todos os farmacêuticos que ganham abaixo do Piso, ou que conhecem algum estabelecimento que pratica este crime para que denuncie através do link "Denuncie" do site www.sinfarms.org.br.
É hora de dar basta nesta humilhação! O Sinfarms conta com a participação ativa de todos os farmacêuticos.
(CONAFRET), no Ministério Público do Trabalho/MS.
Leia resposta do MPT
Após colher várias provas este Sindicato protocolizou denúncia com os nomes e os CNPJs das empresas que fazem este tipo de fraude.
Vale lembrar que tais estabelecimentos poderão ser fechados e, ainda, sofrerem pesadíssimas multas do MPT.
Em assim sendo, o Sinfarms conclama a todos os farmacêuticos que ganham abaixo do Piso, ou que conhecem algum estabelecimento que pratica este crime para que denuncie através do link "Denuncie" do site www.sinfarms.org.br.
É hora de dar basta nesta humilhação! O Sinfarms conta com a participação ativa de todos os farmacêuticos.
Fonte: Sinfarms
Ministério Público do Trabalho ajuíza ação contra farmácias Pague Menos
Maceió/AL
– O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas ajuizou ação civil
pública contra as farmácias Pague Menos por abusar do “poder diretivo do
empregador”, ao exercer pressão psicológica sobre os empregados que
ocupam a função de caixa.
O
MPT recebeu denúncia informando que os empregados contratados como
“caixa” eram pressionados a vender medicamentos, mediante ameaça de
demissão ou transferência caso não atingissem a meta fixada pela
empresa.
Foram
realizadas três audiências pelo MPT, para colher depoimentos de antigos
empregados da empresa, que possui 12 filiais em Alagoas, sendo 11 em
Maceió e uma em Arapiraca, e um total de 360 trabalhadores.
Todos
os ex-empregados confirmaram que os caixas também exerciam a função de
vendedor, como também eram obrigados a realizar a limpeza de produtos e
etiquetá-los com os preços, e ainda verificar o prazo de validade desses
itens.
Um
Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi proposto, mas a empresa
recusou. Segundo o procurador do Trabalho Rafael Gazzanéo, ao exigir o
acúmulo de funções, a empresa descumpre os seus deveres contratuais, já
que obriga o seu empregado a exercer, além da função de “caixa”, outras
funções estranhas àquela para qual foram originalmente contratados. “A
realidade arrasadora do desemprego é gritante e, para manter o emprego, o
empregado aceita executar tarefas e atividades que não possuem qualquer
relação com a função para a qual foi contratado, caracterizando, assim,
a sujeição da parte fraca da relação jurídica às imposições abusivas do
seu empregador”, destacou.
Com
a ação civil pública, o MPT requer que o estabelecimento não exija que
seus empregados contratados na função de caixa acumulem outras funções, e
em caso de descumprimento pague um multa de R$ 200 mil. Como
indenização por danos morais coletivos, o MPT pede a condenação da
Farmácia Pague Menos ao pagamento de multa de R$ 1 milhão. Os valores
serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Farmácia que pressionava caixas a vender medicamentos é condenada - Dano moral - Economia - Bonde. O seu portal
Veja mais em: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-39--234-20131029
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sábado, 26 de outubro de 2013
O Farmacêutico é importante numa drogaria por conta da Lei?
Para reflexão dos colegas.
O farmacêutico é importante numa drogaria por conta da Lei?
E se um dia essa Lei mudar?
Portanto o Farmacêutico não pode garantir sua função devido a exigência
da Lei. Mas sim pela importância de seus serviços prestados. Não se
amparando apenas na Lei, já que ela pode ser modificada.
Pense nisso !
Uso subcutâneo, intramuscular, tópico...
Pasquale Cipro Neto*
O sujeito sai do consultório com a receita nas mãos. Tenta entender os
hieróglifos (ou "hieroglifos", tanto faz) do médico. Não obtém pleno
êxito, mas pelo menos uma coisa lhe parece clara: "uso tópico",
expressão que muitas vezes encabeça as recomendações do facultativo. Os
mais novos talvez não saibam, mas o facultativo é o médico mesmo.
E lá vai o nosso paciente, intrigado com o "uso tópico". Que significa isso? "Tópico" vem do grego "tópos", radical que indica idéia de lugar e que aparece em alguns vocábulos de nossa língua: "topofobia" (medo mórbido de certos lugares), "topônimo" (nome de lugar - região, cidade, país etc.), "topografia" (descrição exata e minuciosa de um lugar) etc.
Pois bem, o uso é tópico porque é feito no lugar do corpo em que se manifesta o mal. Na prática, o uso tópico acaba significando "uso na pele", já que o medicamento é aplicado diretamente na pele que cobre a região do corpo em que está o mal que se quer curar. Sem saberem o que significa "uso tópico", muitas vezes é só na farmácia que os pacientes descobrem que o médico receitara uma pomada, um creme, um xampu, uma loção ou um sabonete.
Bem, voltemos ao nosso paciente, que na mesma receita encontra a prescrição de outro medicamento, agora com esta recomendação: "uso intramuscular". Aqui, nenhuma dúvida: o sujeito já sabe que vai ter de tomar uma injeção. O problema, agora, não é de compreensão; é de grafia mesmo. Não são poucos os médicos que escrevem "intramuscular" com hífen a separar o prefixo latino "intra" (que significa "dentro de", "no interior") do adjetivo "muscular". O prefixo "intra" só se agrega com hífen a palavras iniciadas por vogal, "h", "r" ou "s", como "intra-articular", "intra-uterino", "intra-ocular", "intra-hepático" etc. Nos demais casos, nada de hífen: "intramuscular", "intracartilaginoso", "intravascular", "intracraniano" etc. O correspondente grego de "intra" é "endo", que se encontra em "endocárdio", "endotraqueal", "endocrinologia" (de que faz parte o elemento grego "crino", que significa "separar", "distinguir", "discernir"), "endovenoso" etc.
A esta altura, talvez alguém esteja pensando que basta seguir o que se recomenda com "intra" para não errar mais no emprego do hífen com os outros prefixos, muitos dos quais são comuns na terminologia médica ("anti", "ultra", "auto", "semi", "inter" etc.). Não é bem assim; cada caso é um caso. Um bom exemplo é o prefixo grego "anti", que indica idéia de oposição. Com ele, só ocorre hífen se a palavra agregada começa com "h", "r", ou "s": "anti-hemorrágico", "anti-histamínico", "anti-retroviral", "anti-sifilítico", "anti-rábico". Nos demais casos, nada de hífen: "antiinflamatório" (com "ii", sem hífen), "antiinfeccioso" (também com "ii", sem hífen), "antiasmático", "antiemético", "antiepiléptico" etc.
E o nosso paciente? Está cercado de remédios por todos os lados. Acaba de constatar que o médico preencheu a frente e o verso da receita. Na última das recomendações, está presente a expressão "uso sub-cutâneo", grafada assim, com hífen. Eis outro prefixo que normalmente é atado ao radical com hifens desnecessários. "Sub" só se agrega com hífen a palavras iniciadas por "b" ou "r". Salvo engano, não há termos médicos que se enquadrem nesse caso. Nos demais, porém, não faltam exemplos, todos grafados sem hífen. Prepare-se, doutor: "submandibular", "subclavicular", "subclínico", "subcostal", "subepático" (sem "h"!), "subcapsular", "subluxação", "suboccipital", "subcutâneo", "subfebril".
Depois de tantos remédios, administrados de maneiras tão díspares, nosso caro paciente quer se curar, sem que isso se transforme em algo utópico. Utópico? Mas essa palavra nos lembra o início da receita, ou seja, o uso tópico. Santo Deus, lá vem remédio de novo? Não vem, não, embora as palavras "tópico" e "utópico" tenham tudo que ver uma com a outra. Na verdade, ao pé da letra, uma é o contrário da outra. O "u" de "utópico" nada mais é do que o prefixo negativo grego "ou", agregado pelo humanista inglês Thomas Morus ao radical grego "tópos" para criar a palavra "utopia", com a qual batizou, em 1516, uma ilha imaginária, cujo sistema sociopolítico era simplesmente o ideal. Ao pé da letra, "utopia" significa "nenhum lugar". Na prática, a utopia é o sonho, a fantasia, a realização do impossível, daquilo que não existe em nenhum lugar.
Pois é justamente por uma utopia que trabalham (ou deveriam trabalhar) os médicos e a medicina: a de uma sociedade sem doenças e sem doentes. Enquanto esse tempo utópico não chega, curamo-nos com medicamentos de uso oral, subcutâneo, intramuscular, tópico...
* Pasquale Cipro Neto é professor de português, colunista dos jornais Folha de S. Paulo, O Globo, Diário do Grande ABC, entre outros, idealizador e apresentador do programa Nossa Língua Portuguesa da TV Cultura e autor de várias obras ligadas à lingua portuguesa.
E lá vai o nosso paciente, intrigado com o "uso tópico". Que significa isso? "Tópico" vem do grego "tópos", radical que indica idéia de lugar e que aparece em alguns vocábulos de nossa língua: "topofobia" (medo mórbido de certos lugares), "topônimo" (nome de lugar - região, cidade, país etc.), "topografia" (descrição exata e minuciosa de um lugar) etc.
Pois bem, o uso é tópico porque é feito no lugar do corpo em que se manifesta o mal. Na prática, o uso tópico acaba significando "uso na pele", já que o medicamento é aplicado diretamente na pele que cobre a região do corpo em que está o mal que se quer curar. Sem saberem o que significa "uso tópico", muitas vezes é só na farmácia que os pacientes descobrem que o médico receitara uma pomada, um creme, um xampu, uma loção ou um sabonete.
Bem, voltemos ao nosso paciente, que na mesma receita encontra a prescrição de outro medicamento, agora com esta recomendação: "uso intramuscular". Aqui, nenhuma dúvida: o sujeito já sabe que vai ter de tomar uma injeção. O problema, agora, não é de compreensão; é de grafia mesmo. Não são poucos os médicos que escrevem "intramuscular" com hífen a separar o prefixo latino "intra" (que significa "dentro de", "no interior") do adjetivo "muscular". O prefixo "intra" só se agrega com hífen a palavras iniciadas por vogal, "h", "r" ou "s", como "intra-articular", "intra-uterino", "intra-ocular", "intra-hepático" etc. Nos demais casos, nada de hífen: "intramuscular", "intracartilaginoso", "intravascular", "intracraniano" etc. O correspondente grego de "intra" é "endo", que se encontra em "endocárdio", "endotraqueal", "endocrinologia" (de que faz parte o elemento grego "crino", que significa "separar", "distinguir", "discernir"), "endovenoso" etc.
A esta altura, talvez alguém esteja pensando que basta seguir o que se recomenda com "intra" para não errar mais no emprego do hífen com os outros prefixos, muitos dos quais são comuns na terminologia médica ("anti", "ultra", "auto", "semi", "inter" etc.). Não é bem assim; cada caso é um caso. Um bom exemplo é o prefixo grego "anti", que indica idéia de oposição. Com ele, só ocorre hífen se a palavra agregada começa com "h", "r", ou "s": "anti-hemorrágico", "anti-histamínico", "anti-retroviral", "anti-sifilítico", "anti-rábico". Nos demais casos, nada de hífen: "antiinflamatório" (com "ii", sem hífen), "antiinfeccioso" (também com "ii", sem hífen), "antiasmático", "antiemético", "antiepiléptico" etc.
E o nosso paciente? Está cercado de remédios por todos os lados. Acaba de constatar que o médico preencheu a frente e o verso da receita. Na última das recomendações, está presente a expressão "uso sub-cutâneo", grafada assim, com hífen. Eis outro prefixo que normalmente é atado ao radical com hifens desnecessários. "Sub" só se agrega com hífen a palavras iniciadas por "b" ou "r". Salvo engano, não há termos médicos que se enquadrem nesse caso. Nos demais, porém, não faltam exemplos, todos grafados sem hífen. Prepare-se, doutor: "submandibular", "subclavicular", "subclínico", "subcostal", "subepático" (sem "h"!), "subcapsular", "subluxação", "suboccipital", "subcutâneo", "subfebril".
Depois de tantos remédios, administrados de maneiras tão díspares, nosso caro paciente quer se curar, sem que isso se transforme em algo utópico. Utópico? Mas essa palavra nos lembra o início da receita, ou seja, o uso tópico. Santo Deus, lá vem remédio de novo? Não vem, não, embora as palavras "tópico" e "utópico" tenham tudo que ver uma com a outra. Na verdade, ao pé da letra, uma é o contrário da outra. O "u" de "utópico" nada mais é do que o prefixo negativo grego "ou", agregado pelo humanista inglês Thomas Morus ao radical grego "tópos" para criar a palavra "utopia", com a qual batizou, em 1516, uma ilha imaginária, cujo sistema sociopolítico era simplesmente o ideal. Ao pé da letra, "utopia" significa "nenhum lugar". Na prática, a utopia é o sonho, a fantasia, a realização do impossível, daquilo que não existe em nenhum lugar.
Pois é justamente por uma utopia que trabalham (ou deveriam trabalhar) os médicos e a medicina: a de uma sociedade sem doenças e sem doentes. Enquanto esse tempo utópico não chega, curamo-nos com medicamentos de uso oral, subcutâneo, intramuscular, tópico...
* Pasquale Cipro Neto é professor de português, colunista dos jornais Folha de S. Paulo, O Globo, Diário do Grande ABC, entre outros, idealizador e apresentador do programa Nossa Língua Portuguesa da TV Cultura e autor de várias obras ligadas à lingua portuguesa.
Fonte: CREMESP
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